segunda-feira, 5 de abril de 2021

CONTO- CHUVA: A ABENSONHADA - MIA COUTO - COM GABARITO

 CONTO- CHUVA: A ABENSONHADA


     Mia Couto

   Estou sentado junto da janela olhando a chuva que cai há três dias. Que saudade me fazia o molhado tintintinar do chuvisco. A terra perfumegante semelha a mulher em véspera de carícia. Há quantos anos não chovia assim? De tanto durar, a seca foi emudecendo a nossa miséria. O céu olhava o sucessivo falecimento da terra, e em espelho, se via morrer. A gente se indaguava: será que ainda podemos recomeçar, será que a alegria ainda tem cabimento?

            Agora, a chuva cai, cantarosa, abençoada. O chão, esse indigente indígena, vai ganhando variedades de belezas. Estou espreitando a rua como se estivesse à janela do meu inteiro país. Enquanto, lá fora, se repletam os charcos a velha Tristereza vai arrumando o quarto. Para Tia Tristereza a chuva não é assunto de clima mas recado dos espíritos. E a velha se atribui amplos sorrisos: desta vez é que eu envergarei o fato que ela tanto me insiste. Indumentária tão exibível e eu envergando mangas e gangas. Tristereza sacode em sua cabeça a minha teimosia: haverá razoável argumento para eu me apresentar assim tão descortinado, sem me sujeitar às devidas aparências? Ela não entende.

            Enquanto alisa os lençóis, vai puxando outros assuntos. A idosa senhora não tem dúvida: a chuva está a acontecer devido das rezas, cerimónias oferecidas aos antepassados. Em todo o Moçambique a guerra está parar. Sim, agora já as chuvas podem recomeçar. Todos estes anos, os deuses nos castigaram com a seca. Os mortos, mesmo os mais veteranos, já se ressequiam lá nas profundezas. Tristereza vai escovando o casaco que eu nunca hei-de-usar e profere suas certezas: 
            – Nossa terra estava cheia do sangue. Hoje, está ser limpa, faz conta é essa roupa que lavei. Mas nem agora, desculpe o favor, nem agora o senhor dá vez a este seu fato? 
            – Mas, Tia Tristereza: não está chover de mais?

De mais? Não, a chuva não esqueceu os modos de tombar, diz a velha. E me explica: a água sabe quantos grãos tem a areia. Para cada grão ela faz uma gota. Tal igual a mãe que tricota o agasalho de um ausente filho. Para Tristereza a natureza tem seus serviços, decorridos em simples modos como os dela. As chuvadas foram no justo tempo encomendadas: os deslocados que regressam a seus lugares já encontrarão o chão molhado, conforme o gosto das sementes. A Paz tem outros governos que não passam pela vontade dos políticos.

Mas dentro de mim persiste uma desconfiança: esta chuva, minha tia, não será prolongadamente demasiada? Não será que à calamidade de estio se seguirá a punição das cheias?

Tristereza olha a encharcada paisagem e me mostra outros entendimentos meteorológicos que minha sabedoria não pode tocar. Um pano sempre se reconhece pelo avesso, ela costuma me dizer. Deus fez os brancos e os pretos para, nas costas de uns e outros, poder decifrar o Homem. E apontando as nuvens gordas me confessa:

– Lá em cima, senhor, há peixes e caranguejos. Sim, bichos que sempre acompanham a água.

            E adianta: tais bichezas sempre caem durante as tempestades.

            – Não acredita, senhor? Mesmo em minha casa já caíram.

            – Sim, finjo acreditar. E quais tipos de peixes?

            Negativo: tais peixes não podem receber nenhum nome. Seriam precisas sagradas palavras e essas não cabem em nossas humanas vozes. De novo, ela lonjeia seus olhos pela janela. Lá fora continua chovendo. O céu devolve o mar que nele se havia alojado em lentas migrações de azul. Mas parece que, desta feita, o céu entende invadir a inteira terra, juntar os rios, ombro a ombro. E volto a interrogar: não serão demasiadas águas, tombando em maligna bondade? A voz de Tristereza se repete em monotonia de chuva. E ela vai murmurrindo: o senhor, desculpe a minha boca, mas parece um bicho à procura da floresta. E acrescenta:

            – A chuva está limpar a areia. Os falecidos vão ficar satisfeitos. Agora, era bom respeito o senhor usar este fato. Para condizer com a festa de Moçambique ...

            Tristereza ainda me olha, em dúvida. Depois, resignada, pendura o casaco. A roupa parece suspirar. Minha teimosia ficou suspensa num cabide. Espreito a rua, riscos molhados de tristeza vão descendo pelos vidros. Por que motivo eu tanto procuro a evasão? E por que razão a velha tia se aceita interior, toda ela vestida de casa? Talvez por pertencer mais ao mundo, Tristereza não sinta, como eu, a atracção de sair. Ela acredita que acabou o tempo de sofrer, nossa terra se está lavando do passado. Eu tenho dúvidas, preciso olhar a rua. A janela: não é onde a casa sonha ser mundo?

            A velha acabou o serviço, se despede enquanto vai fechando as portas, com lentos vagares. Entrou uma tristeza na sua alma e eu sou o culpado. Reparo como as plantas despontam lá fora. O verde fala a língua de todas as cores. A Tia já dobrou as despedidas e está a sair quando eu a chamo:

            – Tristereza, tira o meu casaco.

Ela se ilumina de espanto. Enquanto despe o cabide, a chuva vai parando. Apenas uns restantes pingos vão tombando sobre o meu casaco. Tristereza me pede: não sacuda, essa aguinha dá sorte. E de braço dado, saímos os dois pisando charcos, em descuido de meninos que sabem do mundo a alegria de um infinito brinquedo.

(COUTO, Mia. Estórias abensonhadas. 7. ed. Lisboa: Caminho, 2003, p. 57-62)

http://mia-coutiando.blogspot.com/2011/10/chuva-abensonhada-estou-sentado-junto.html

Fonte: Livro - Tecendo Linguagens - Língua Portuguesa: 9º ano/Tania Amaral Oliveira, Lucy Aparecida Melo Araújo - 5.ed. - Barueri(SP): IBEP, 2018 - p.22-25.

POR DENTRO DO TEXTO

1.   Quem são as personagens do conto? Descreva-as.

   O narrador-personagem, provavelmente jovem, bastante pensativo e reflexivo, e tia Tristereza, que é idosa e mostra-se sábia e conhecedora das crenças do seu país.

2.   Em que lugar ocorre o diálogo entre essas personagens?

 Elas estão dentro de uma casa.

3.   Descreva o assunto sobre o qual as personagens conversam. Elas concordam sobre o assunto que está sendo tratado?

As personagens conversam sobre uma festa que ocorrerá em breve e sobre a chuva. Os dois não têm a mesma opinião: ela

acredita que a chuva é um recado dos espíritos e ele não. Ela quer que ele se vista bem para ir à festa de Moçambique, mas

ele não quer usar a roupa que ela lavou e preparou.

 4.Transcreva em seu caderno apenas a alternativa que melhor exprime a opinião da personagem Tristereza sobre a chuva.

a) A chuva era um castigo dos deuses, assim como o período de estio que o povo havia enfrentado.

 b) A chuva serviria para limpar o povo de qualquer pecado e excesso que houvesse cometido durante o período de guerra.

c) A chuva estava lavando a terra do triste passado de guerra.

 

5. Releia este trecho:

A gente se indaguava: será que ainda podemos recomeçar, será que a alegria ainda tem cabimento?

a)   A alegria que as personagens experimentam refere-se somente à chuva que cai após o período de seca?

Não. Na verdade, elas estão alegres porque a guerra está no fim.

b)   Comprove sua resposta ao item anterior com um trecho do terceiro parágrafo. Transcreva-o em  seu caderno.

“Em todo o Moçambique a guerra está parar”.

 6.  Releia este outro trecho:

A Paz tem outros governos que não passam pela vontade dos políticos.

Em seu caderno, explique seu significado.

De acordo com o trecho, a paz não depende da vontade dos políticos, mas é influenciada por outras razões. No conto, a paz é atribuída à chegada da chuva, ou seja, à ocorrência de um fenômeno da natureza.

 TEXTO E CONSTRUÇÃO

 1.   Em sua opinião, que característica mais se destaca no texto? Por quê?

Resposta pessoal. Professor, espera-se que os alunos citem o uso criativo da linguagem e a presença de muitas palavras diferentes das que estamos acostumados.

2.Releia o título e o primeiro parágrafo do conto:

 Chuva: a abensonhada

 Estou sentado junto da janela olhando a chuva que cai há três dias. Que saudade me fazia o molhado tintintinar do chuvisco. A terra perfumegante semelha a mulher em véspera de carícia. Há quantos anos não chovia assim? De tanto durar, a seca foi emudecendo a nossa miséria. O céu olhava o sucessivo falecimento da terra, e em espelho, se via morrer. A gente se indaguava: será que ainda podemos recomeçar, será que a alegria ainda tem cabimento?

 a)   As palavras destacadas podem ser localizadas no dicionário?

 Não.

b)   Observando o contexto, é possível definir o significado de “tintintinar”. Explique qual é ele.

     Barulho intermitente do chuvisco caindo, provavelmente batendo em alguma superfície metálica.

 c)   E quanto à palavra “indaguava”, por que também é possível defini-la? Explique.

É muito próxima de outra palavra que usamos: “indagava”, que significa “perguntava/ questionava”. Professor, incentive os alunos a perceberem que há uma junção entre o termo “indagar” com a palavra “aguar”, em uma provável tentativa de se referir à água da chuva.

 d)   As palavras “abensonhada” e “perfumegante” também são criações do autor. Observe-as e indique a partir de que outras palavras foram formadas.

Abensonhada – formada por meio da junção de duas palavras:

“abençoada” e “sonhada”.

Perfumegante – formada por meio da junção de duas palavras: “perfumada” e “fumegante”.

 e)   Agora, explique o significado de “abensonhada” e “perfumegante”, no contexto em que foram utilizadas.

Abensonhada – a chuva era abençoada e sonhada (desejada) porque o período de seca fora muito longo.

Perfumegante – a terra seca e quente da estiagem, ao ser molhada pela chuva, libera um vapor como o odor agradável de um perfume.

3. No texto de Mia Couto, há outras palavras formadas pela junção de termos existentes, como: “cantarosa”, “Tristereza” e “murmurrindo”. Explique como se deu a formação nesses exemplos.

Cantarosa – chuva que “canta” e que é “maravilhosa”, “gostosa” etc.

Tristereza – fusão de “triste” com “Tereza”, provavelmente definindo uma característica marcante da personagem.

Murmurrindo – rindo em murmúrio, rindo e falando

domingo, 4 de abril de 2021

TIRINHA: ARMANDINHO - ALEXANDRE ARMANDINHO BECK - COM GABARITO

 Tirinha: Armandinho

           BECK, Alexandre. Armandinho. 12 fev. 2015. Disponível em: http://bit.ly/2R425L6. Acesso em: 27 set. 2018.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 6º ano – Ensino Fundamental – IBEP 5ª edição- 2018. P. 187-8.

Entendendo a tirinha:

01 – No conjunto dos elementos verbais e visuais dessa tirinha, o autor demonstra uma estratégia para lidar com o problema da crise hídrica. Qual é essa estratégia?

      Armazenar a água da chuva em caixas-d’água como forma de evitar desperdícios.

02 – Releia a seguinte frase.

        “Faltou água?” Em que posição da frase o sujeito apareceu?

      Depois do verbo. Mostre aos alunos outros exemplos em que o sujeito se posiciona depois do verbo.

03 – Classifique o sujeito dessa frase.

      Sujeito simples: água.

04 – Como você chegou a essa conclusão?

      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: possui um núcleo na composição do sujeito dessa frase, caracterizando-o como sujeito simples.

05 – Observe o 1° quadrinho.

a)   É possível identificar o sujeito na frase “Aqui em casa não temos esse problema...”? Explique.

Embora o pronome nós referente ao sujeito não esteja explícito, pode ser identificado por meio da terminação verbal mos da forma verbal temos.

b)   Classifique o sujeito dessa frase.

Nós – sujeito desinencial.

06 – Releia o terceiro quadrinho.

a)   Copie o sujeito da frase correspondente à fala do personagem e sublinhe o núcleo desse sujeito.

“A solução”.

b)   A que classe gramatical pertence a palavra sublinhada por você?

Pertence à classe dos substantivos.

c)   Classifique o sujeito dessa frase.

Sujeito simples: “A solução”.

 

 

 



INFOGRÁFICO: CRISE DA ÁGUA - AGÊNCIA NACIONAL DE ÁGUAS - COM GABARITO

 Infográfico: Crise da água



BRASIL. Agência Nacional de Águas, Conjuntura dos recursos hídricos no Brasil 2017: relatório pleno. Brasília: ANA, 2017. Disponível em:
http://bit.ly/2DxF28U. Acesso em: 27 set. 2018.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 6º ano – Ensino Fundamental – IBEP 5ª edição- 2018. p. 171-3.

Entendendo o Infográfico:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo:

·        Adutora: canal ou tubulação que transporta para um reservatório as águas captadas de reservatórios como rios, lagos e represas.

·        Eutrofização: processo desencadeado por despejo de esgotos domésticos ou por agrotóxicos usados na agricultura na água de rios e lagos, deixando a água poluída, com cor turva e níveis baixíssimos de oxigênio.

·        Infraestrutura hídrica: conjunto de serviços básicos indispensáveis ao abastecimento, à distribuição e o tratamento de água.

·        Jussante: direção para onde correm as águas de um rio.

·        Manancial: nascente de água.

·        Racionamento: limitação de algo que cada pessoa ou família pode comprar ou receber.

·        Vazão: escoamento ou volume de água que escoa de determinado canal ou tubulação.

02 – Qual é o tema central em torno da qual se organizam as informações do infográfico?

      A crise da água.

03 – Para qual público leitor esse texto verbal e visual é destinado?

      Para toda a sociedade brasileira.

04 – Qual é a finalidade de produção desse infográfico?

      Mostrar de modo mais didático e de forma mais atrativa como se configura a crise hídrica: algumas das causas dessa crise, algumas consequências da escassez e do racionamento, bem como as medidas para garantir a manutenção dos mananciais e reservatórios e o abastecimento à população.

05 – Leia as informações do quadro a seguir.

        O infográfico “Crise da água” faz parte de um relatório pleno intitulado Conjuntura dos recursos hídricos 2017, produzido pela Agência Nacional de Águas (ANA). Esse relatório é referência para o acompanhamento da situação dos recursos hídricos no país por toda a sociedade brasileira. De acordo com o relatório, as crises hídricas demandam análise e revisão de planos dos governos e das empresas de abastecimento de água sobre a gestão dos recursos hídricos.

a)   Pesquise sobre a Agência Nacional de Águas (ANA): O que é? O que faz?

ANA, é uma agência reguladora vinculada ao Ministério do Meio Ambiente (MMA), cuja função é regular e monitorar o acesso e o uso dos recursos hídricos do Brasil.

b)   Pesquise o significado da expressão “gestão de recursos hídricos”.

Significa a atividade de planejar, desenvolver, distribuir e administrar a melhor utilização de toda a água existente no país.

06 – Releia o trecho do texto extraído do infográfico.

        “Os conflitos pelo uso da água decorrem do desequilíbrio entre os usos e os aspectos de quantidade e qualidade de água.”

        Indique a alternativa que se relaciona diretamente com trecho acima:

·        Os conflitos pelo uso da água acontecem pelo alto nível de quantidade e qualidade da água.

·        A crise hídrica consiste no desequilibro entre a qualidade da água, a quantidade e o baixo consumo.

·        A crise hídrica ocorre pelo desequilíbrio entre o nível de consumo, a quantidade disponível e a qualidade da água.

·        Os recursos hídricos são escassos e a quantidade e a qualidade estão em níveis alarmantes.

·        Os recursos hídricos são abundantes, mas a qualidade é ruim, o que compromete a quantidade de água.

       

 





NOTÍCIA: PAÍS TEM 917 MUNICÍPIOS EM CRISE HÍDRICA - AGÊNCIA BRASIL - COM GABARITO

 Notícia: País tem 917 municípios em crise hídrica 

              De acordo com o balanço, a maioria dos municípios está no Nordeste, 123 somente em Pernambuco

  Por: Agência Brasil – Brasília – Publicado em: 20/03/2018.

        O Brasil tem 917 municípios em crise hídrica, informou o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, ao participar do 8° Fórum Mundial da Água. Esse número corresponde aos municípios que estão em situação de emergência por seca ou estiagem até o dia 13 de março.https://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.png?id=1113287&o=nodehttps://agenciabrasil.ebc.com.br/ebc.gif?id=1113287&o=node

        O ministro destacou que a crise hídrica não é mais um problema somente do Nordeste, onde estão a maioria das cidades. Do total de municípios, 211 estão na Bahia, 196 na Paraíba, 153 no Rio Grande do Norte, 123 em Pernambuco, 94 no Ceará, 40 em Minas Gerais, 38 em Alagoas, 18 no Rio de Janeiro, 17 do Rio Grande do Sul, além de registros em outros estados.

Estiagem no reservatório conhecido como Açude da Pista, que abastecia moradores de comunidade Engano, no distrito de Riacho Verde, em Quixadá, sertão central do Ceará, 2015.

        No fórum, o ministro destacou que é preciso fazer investimentos para ampliar e modernizar o sistema de abastecimento do país.

        Segundo ele, o país tem cerca de 11% da água doce do planeta, mas a distribuição territorial não é uniforme. “Temos de intensificar a cooperação entre os órgãos governamentais. É importante que os estados estejam integrados, otimizar as estratégias de uso racional”, disse.

        Ele acrescentou que também é “determinante” revitalizar o Rio São Francisco, buscar integração entre bacias das regiões do Brasil e investir em saneamento básico.

        “No momento em que constatamos que a escassez hídrica e a insegurança hídrica não mais se reportam apenas ao Nordeste, é fundamental que as intervenções passem por um diálogo federado”, acrescentou o ministro.

AGÊNCIA BRASIL. País tem 917 municípios em crise hídrica. Diário de Pernambuco, Recife, 20 mar. 2018. Disponível em: https://bit.ly/2Qf0fpD. Acesso em: 27 set. 2018.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 6º ano – Ensino Fundamental – IBEP 5ª edição- 2018. p. 166-9.

Fonte da imagem- https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fnoticiasconcursos.com.br%2Fatualidades%2Fcrise-hidrica%2F&psig=AOvVaw0Knh4kZs0qG6oSw-H1YsWy&ust=1617669470504000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCNj3-sTu5e8CFQAAAAAdAAAAABAD


Entendendo a notícia:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo:

·        Cooperação: auxiliar para o bem comum.

·        Estiagem: falta de chuva; nível mais baixo de águas de rio, lago ou canal.

·        Otimizar: tornar ótimo; melhorar.

·        Racional: consciente; sensato.

·        Saneamento: conjunto de medidas higiênicas usadas com o objetivo de melhorar as condições de saúde da população, como abastecimento e tratamento de água, rede de esgotos, controle de poluição das águas.

02 – Que fato originou a notícia?

      O fato de 917 municípios estarem em situação de emergência relacionada ao abastecimento de água, em decorrência de estiagem e seca.

03 – Releia o título da notícia.

        “País tem 917 municípios em crise hídrica.”

a)   Em sua opinião, o que chama atenção nesse título?

Resposta pessoal do aluno.

b)   Procure no dicionário o significado da palavra hídrica que tenha relação como uso dessa palavra no título da notícia.

Segundo o Dicionário Michaelis On-line (2018), “hídrico: hi.dri.co adj. 1 relativo à água”.

c)   Baseando-se no significado selecionado, explique o sentido da expressão “crise hídrica” nesse contexto.

Essa expressão significa crise relativa à água, ou seja, à falta de água.

04 – Agora, releia o subtítulo (ou linha fina) da notícia.

        “De acordo com o balanço, a maioria dos municípios está no Nordeste, 123 somente em Pernambuco.”

a)   Qual é a função do subtítulo dessa notícia em relação ao título?

A função é complementar a informação apresentada na notícia.

b)   Que fato esse subtítulo enfatiza?

O fato de que a maioria dos municípios em crise hídrica está no Nordeste.

05 – No primeiro parágrafo, há o lide da notícia. Leia-o, reproduza o quadro e preencha-o com as informações sobre os fatos da notícia.

a)   Qual é o acontecimento?

O Brasil tem 917 municípios em crise hídrica.

b)   Onde ocorreu?

Em 917 municípios em todo Brasil.

c)   Quando ocorreu?

Em março de 2018.

d)   Por quê?

Em decorrência da seca e da estiagem.

e)   Como foi divulgada a informação?

Essa informação foi dada pelo ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, ao participar do 8° Fórum Mundial da Água.

06 – Uma das características da notícia é apresentar as informações em ordem decrescente de importância, ou seja, partir da mais relevante para a que tem menos relevância. De acordo com essa informação, responda às questões.

a)   Releia os trechos a seguir e transcreva-os seguindo a ordem das informações apresentadas na notícia.

I – “No momento em que constatamos que a escassez hídrica e a insegurança hídrica não mais se reportam apenas ao Nordeste, é fundamental que as intervenções passem por um diálogo federado”, acrescentou o ministro.

II – No fórum, o ministro destacou que é preciso fazer investimentos para ampliar e modernizar o sistema de abastecimento do país.

III – O Brasil tem 917 municípios em crise hídrica, informou o ministro da Integração Nacional, Helder Barbalho, ao participar do 8° Fórum Mundial da Água.

IV – O ministro destacou que a crise hídrica não é mais um problema somente do Nordeste, onde está a maioria das cidades.

V – Segundo ele, o país tem cerca de 11% da água doce do planeta, mas a distribuição territorial não é uniforme.

      III – IV – II – V – I.

b)   Em sua opinião, por que as informações do texto foram organizadas nessa ordem?

Resposta pessoal do aluno.

07 – Observe a foto que integra a notícia e responda:

a)   O que você vê na foto?

Pés descalços de uma pessoa pisando em uma terra escura, seca e rachada. Na terra, próximo aos pés da pessoa, há restos mortais de um animal que parece um sapo. Por isso, pode-se deduzir que o local em que a pessoa pisa é o fundo de um rio ou lago seco.

b)   Quem a produziu?

Fernando Frazão, da Agência Brasil.

c)   Que relação pode ser deduzida entre a foto e a “crise hídrica” informada na notícia?

A foto mostra o fundo seco de um rio ou lago, o que revela a crise de falta de água nos lugares abastecidos por essa fonte. Dessa forma, estabelece relação entre a seca e a estiagem (falta de chuva) e a falta/diminuição de abastecimento de água.

08 – Releia os trechos a seguir.

        Trecho 1:

        O ministro destacou que a crise hídrica não é mais um problema somente do Nordeste, onde estão a maioria das cidades. Do total de municípios, 211 estão na Bahia, 196 na Paraíba, 153 no Rio Grande do Norte, 123 em Pernambuco, 94 no Ceará, 40 em Minas Gerais, 38 em Alagoas, 18 no Rio de Janeiro, 17 do Rio Grande do Sul, além de registros em outros estados.”

        Trecho 2:

        “Segundo ele, o país tem cerca de 11% da água doce do planeta, mas a distribuição territorial não é uniforme. “Temos de intensificar a cooperação entre os órgãos governamentais. É importante que os estados estejam integrados, otimizar as estratégias de uso racional”, disse.”

a)   Transcreva a(s) parte(s) dos trechos que apresenta(m) fato.

Do total de municípios, 211 estão na Bahia, 196 na Paraíba, 153 no Rio Grande do Norte, 123 em Pernambuco, 94 no Ceará, 40 em Minas Gerais, 38 em Alagoas, 18 no Rio de Janeiro, 17 do Rio Grande do Sul, além de registros em outros estados.

b)   Transcreva a(s) parte(s) dos trechos que apresenta(m) opinião.

O ministro destacou que a crise hídrica não é mais um problema somente do Nordeste, onde estão a maioria das cidades.

Segundo ele, o país tem cerca de 11% da água doce do planeta, mas a distribuição territorial não é uniforme. “Temos de intensificar a cooperação entre os órgãos governamentais. É importante que os estados estejam integrados, otimizar as estratégias de uso racional”, disse.

c)   Qual cargo ocupa a pessoa que dá o depoimento na notícia?

O cargo de ministro da Integração Nacional.

d)   Embora o ministro destaque em seu depoimento que a crise hídrica é um problema nacional, não somente da região Nordeste, o que os números mostram?

Mostram que, juntos, os estados da região Nordeste somam 815 municípios em crise hídrica, em contraste com 75 municípios somados das demais regiões do Brasil apontadas. Embora seja um problema existente em todo país, o problema é bem maior na região Nordeste.

09 – A notícia lida foi produzida pela editoria da Agência Brasil e divulgada pelo portal Diário de Pernambuco. A Agência Brasil é uma agência de notícias vinculada à Empresa Brasil de Comunicação (EBC), empresa pública federal. O material produzido por essa agência é divulgada por diferentes sites e veículos de comunicação no Brasil e no exterior. Com base nessas informações, responda:

a)   De quem partiu a maior parte das informações que compõem essa notícia?

A maior parte das informações constantes da notícia foi dada pelo ministro de Integração Nacional, no 8° Fórum da Água.

b)   Em sua opinião, o que a autoria e a fonte de informações podem revelar sobre o grau de parcialidade da notícia?

Resposta pessoal do aluno.  

 

 

CAPA: SEGREDOS DE AGENDA - TELMA GUIMARÃES CASTRO ANDRADE - COM GABARITO

 Capa: Segredos de agenda

        


   Telma Guimarães Castro Andrade


ANDRADE, Telma Guimarães Castro. Segredos de agenda. São Paulo: Quinteto, 2003.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 6º ano – Ensino Fundamental – IBEP 5ª edição- 2018. p. 107.

Entendendo a capa:

01 – A ilustração dessa capa forma um sinal de pontuação. Que sinal é esse?

      Ponto de interrogação.

02 – Qual é a relação entre esse sinal de pontuação e o título do livro?

      A interrogação representa o desconhecido, no caso, os segredos da agenda do personagem que a escreveu ou as dúvidas comuns a todo adolescente. Ou, que a interrogação indique uma dúvida em relação aos próprios segredos, ou seja, se de fato permanecerão secretos guardados.

03 – O título desse livro tem alguma relação com os fatos corridos com Carol, no livro A agenda de Carol, principalmente com a raiva que sentiu da mãe? Por quê?

      Sim, a briga de Carol com a mãe aconteceu porque ela não queria que a mãe lesse sua agenda e descobrisse os segredos que estavam guardados nela. Carol sentiu-se desconfortável com a possibilidade de a mãe ter descoberto sua intimidade.  



NOTÍCIA: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA CRESCE MAIS QUE PRESENCIAL, MAS NÃO É 1ª OPÇÃO - MARIANA TOKARNIA - COM GABARITO

 Notícia: EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA CRESCE MAIS QUE PRESENCIAL, MAS NÃO É 1ª OPÇÃO


Publicado 22/05/2018

Por: Mariana Tokarnia – Repórter da Agência Brasil – Brasília

        A Educação a Distância cresce em ritmo mais acelerado que o ensino presencial, e já é opção para quase metade das pessoas que buscam uma graduação. Pesquisa divulgada hoje (22) pela Associação Brasileira de Mantenedoras de Ensino Superior (ABMES) – que representa grande parte do ensino superior particular do país – mostra que 44% dos entrevistados optariam por esta modalidade, enquanto que 56% dizem que preferem o ensino presencial. Neste ritmo de crescimento, o Brasil terá mais alunos estudando a distância que nas salas de aula tradicionais, em 2023.

        A pesquisa mostra ainda que, se informados de que os cursos a distância podem ter etapas presenciais, a aceitação aumenta para 93% dos estudantes pesquisados. Para os 7% restantes, ainda há um desconforto em ter a maior parte das aulas pela internet. Outro ponto destacado por esses alunos que não optariam pela EaD é a percepção de que o mercado de trabalho ainda não valoriza adequadamente a qualidade desses cursos.

        [...]

        De acordo com o Censo da Educação Superior, em 2016, 33% dos novos alunos ingressaram no ensino superior na modalidade a distância e, 67%, em cursos presenciais. Esse número cresceu. Em 2010, 20% ingressaram no EaD e 80% no presencial.

        De acordo com a projeção do estudo, se mantido o crescimento da EaD atual, em 2023, mais estudantes ingressarão na modalidade a distância que no presencial. Serão, pelas projeções do estudo, 51% em EaD e 49% no ensino presencial. [...]

TOKARNIA, Mariana. Educação a distância cresce mais que presencial, mas não é 1ª opção. Agência Brasil, Brasília, 22 maio 2018. Disponível em: http://bit.ly/2kkylyx. Acesso em: 25 set. 2018.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 6º ano – Ensino Fundamental – IBEP 5ª edição- 2018. p. 79-80.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é o assunto central dessa notícia?

      O crescimento da educação a distância no Brasil.

02 – O título informa que a educação a distância não é a primeira opção, referindo-se às pessoas que querem fazer um curso superior. De acordo com o texto, essa realidade pode mudar? Justifique sua resposta.

      Sim, pois no texto afirma-se que essa modalidade de educação cresceu em ritmo mais acelerado que o ensino presencial e que, de acordo com as pesquisas, em 2023 o Brasil terá mais alunos estudando a distância do que nas salas de aula tradicionais.

03 – Que argumentos as pessoas entrevistadas empregam para justificar a opção pelo ensino presencial, resistindo à ideia de fazer um curso superior a distância?

      O desconforto em ter a maior parte das aulas pela internet e a percepção de que o mercado de trabalho ainda não valoriza a qualidade dos cursos superiores a distância de modo adequado.

04 – Que informação eleva o percentual de aceitação da modalidade a distância pelos estudantes pesquisadores?

      A informação de que os cursos a distância podem ter etapas presenciais.

05 – Você conhece alguém que faz ou já fez algum curso na modalidade educação a distância? Qual é a sua opinião sobre esse tipo de ensino?

      Resposta pessoal do aluno.

06 – Releia o trecho a seguir:

        “De acordo com o Censo da Educação Superior, em 2016, 33% dos novos alunos ingressaram no ensino superior na modalidade a distância e, 67%, em cursos presenciais. Esse número cresceu. Em 2010, 20% ingressaram no EaD e 80% no presencial.”

a)   De acordo com esses dados numéricos, referentes a 2010 e 2016, que modalidade de ensino apresentou crescimento no ingresso de alunos ao ensino superior?

A modalidade a distância.

b)   E que modalidade apresentou decréscimo (baixa)?

Os cursos presenciais.

07 – A inserção de dados numéricos na notícia foi importante? Por quê?

      Resposta pessoal do aluno.

08 – Releia o título e o primeiro parágrafo do texto e depois identifique:

a)   Um número ordinal: 1° (no título).

b)   Um numeral fracionário: metade (no 1° parágrafo).

c)   Um número indicativo de ano: 2023 (no 1° parágrafo).

 

 

POEMA: XADREZ - SÉRGIO CAPPARELLI - COM GABARITO

 Poema: Xadrez


   Sérgio Capparelli


CAPPARELLI, Sérgio; GRUSZYNSKI, Ana Cláudia. Poesia visual. São Paulo: Global, 2002.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 6º ano – Ensino Fundamental – IBEP 5ª edição- 2018. p. 63-4.

Entendendo o poema:

01 – A imagem do poema sugere determinado objeto. Qual? Para que ele é utilizado?

      A imagem assemelha-se a um tabuleiro utilizado para jogar xadrez ou damas.

02 – O que esperamos encontrar nesse objeto?

      No tabuleiro, normalmente, são colocadas peças (peões) para jogar.

03 – Em sua opinião, o fato de a palavra amor estar sobre o tabuleiro de jogo tem algum significado? Por quê?

      Resposta pessoal do aluno.

04 – Nesse contexto, o do jogo, que relação as palavras ardor e dor estabelecem com amor?

      Ardor e dor rimam com amor, o que cria uma relação do amor com essas palavras. Ou o amor pressupõe sentir ardor e dor. Assim como as peças de um jogo, as letras das palavras se movem no poema e constroem o jogo do amor.

05 – A borda vermelha do tabuleiro também possui alguma relação com a palavra amor?

      Sim, pois, geralmente, o amor é representado pela cor vermelha.

06 – Se tirássemos o tabuleiro e deixássemos só as palavras, entenderíamos o poema do mesmo jeito?

      Não, pois é o conjunto, a relação entre as palavras e os elementos visuais que forma o significado do poema.