domingo, 12 de setembro de 2021

TIRINHA: DOLCE FAR NIENTE - CLARA GOMES - COM GABARITO

 Tirinha: Dolce far niente

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Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 9º ano – Ensino Fundamental – IBEP 5ª edição – São Paulo, 2018, p. 108.

Entendendo a tirinha:

01 – Em que consiste o humor dessa tirinha?

      Consiste no uso ambíguo do verbo fritar, associado ao termo cérebro no último quadrinho e relacionado à fala do segundo quadrinho, quando o personagem afirma que vai assistir aos canais de culinária.

02 – O termo fritar, empregado pelo personagem no último quadrinho, está em sentido denotativo ou conotativo? Que sentido tem esse verbo nessa fala?

      Sentido conotativo. O verbo fritar, pode ser interpretado como “enfastiar, saturar-se, entediar, chegar aos limites da resistência ou tolerância”.

03 – Identifique e copie da tirinha a expressão em que se verifica o emprego da crase e justifique o uso desse acento grave que marca na escrita a contração da preposição a com o artigo a.

      Expressão à toa. Trata-se de uma locução adverbial que contém a (contração da preposição a com o artigo a).



NOTÍCIA: OS REFLEXOS DA VIOLÊNCIA URBANA NO COMPORTAMENTO DAS FAMÍLIAS - ELISA STEINHORST DAMASCENO - COM GABARITO

 Notícia: Os reflexos da violência urbana no comportamento das famílias


[...]

        Não se pode mais sair sozinho à noite em segurança. Não se pode mais tirar dinheiro do banco e carregá-lo na carteira. Não se pode mais deixar o carro estacionado em local aberto sem alarme. Não se pode mais permitir que as crianças brinquem na rua sem medo de que algo aconteça.

        [...]

        O medo da violência é uma realidade que tem mudado vidas. O temor de ser assaltado, sequestrado ou agredido se tornou uma marca nas grandes cidades – ainda que nem nas menores haja paz. Na falta de atuação do poder público, as pessoas acabam se acostumando a buscar a proteção como for possível: evitando lugares vazios, guardando pertences com cadeados, vivendo vigiadas por câmeras, rodeadas de muros, entre grades.

        – Infelizmente, não há como negar que a sensação coletiva de medo tem bases concretas hoje em dia. Ela não é fruto de uma ficção. A criminalidade cotidiana assusta – explica a socióloga Letícia Maria Schabbach, integrante do Grupo de Pesquisa Violência e Cidadania da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS).

        Quem está crescendo sob o espectro da violência, ainda que nunca tenha sido vítima de algum ataque, acaba tendo de se adaptar a uma vida em que tudo o que não está sob o próprio controle ou dos familiares mais próximos pode ser temido. Não sem razão.

        – Desde as eras antigas o ser humano vive em estado de medo. A grande questão é que, na modernidade, o medo se tornou totalitário. A perpetuação desse estado de medo, quando se considera que nada é digno de confiança, que o mal está espalhado por toda parte e que as ameaças estão nos espreitando mesmo nas situações mais sutis, é preocupante – acredita o doutor em Filosofia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Renato Nunes Bittencourt.

        [...]

        Conviver sob constante medo tornou-se padrão – uma adaptação necessária para preservar a vida diante da escalada da violência. Passou a ser comum ter que trancar portas e janelas, optar por locais movimentados, andar sem carregar objetos que possam motivar um assalto. Não é assim que deveria ser, mas tamanhas precauções são hoje tão "normais" que sequer parecem um ponto fora da curva no comportamento humano.

        [...]

        É nessa tentativa de fugir da insegurança que as crianças têm sido criadas em um estado de eterna vigilância. Psicólogos e psiquiatras explicam que a constante preocupação com a sobrevivência, evidenciada pelo medo, não é peculiar à atualidade, mas há pelo menos uma característica que diferencia a sociedade contemporânea de outras: esse sentimento está sempre presente, já condicionado em hábitos destinados a proteger os pequenos e evitar a exposição ao perigo.

        – Buscamos proteções para nos sentirmos mais seguros, para vivermos com mais qualidade de vida. O risco, porém, é que elas tenham um efeito oposto, de nos enjaular, contribuindo para o próprio aumento do medo – pondera Denise Regina Quaresma da Silva, professora de Psicologia na Universidade Feevale.

        Famílias têm medo de se expor

        Com medo de serem identificadas, diversas famílias contatadas pela reportagem optaram por não terem imagens suas e dos locais onde moram divulgadas. Temem ser reconhecidos, mostrar os filhos, abrir margem para assaltos. Tamanha é a preocupação com a segurança que qualquer possível brecha, para elas, torna-se um problema.

        Mãe de uma criança de um ano e cinco meses, uma jovem de Porto Alegre relata que passou a temer ainda mais pela segurança da família quando foi vítima de um assalto a banco. Passando por terapia, ela prefere não comentar o caso com pessoas de fora de seu convívio social, mas conta que teve sua rotina alterada na tentativa de se expor menos à violência.

        – Passei a ter muito mais cautela, principalmente por causa do meu filho. Hoje em dia, não temos mais certeza, ao sairmos de casa, se poderemos voltar em segurança. Estou muito mais cautelosa, e penso em como será para ele crescer em um mundo assim – diz a bancária, que prefere não ser identificada.

        [...]

        Como possíveis efeitos, a psicóloga clínica Elisa Steinhorst Damasceno aponta uma maior propensão a doenças decorrentes do estresse e da ansiedade, por exemplo, além do desenvolvimento de transtornos psíquicos. Mas a principal consequência, segundo ela, seria a criação de uma geração mais temerosa, menos disposta a tomar riscos, menos aberta ao convívio com pessoas e em locais diferentes – uma geração confinada.

        – Penso que uma das consequências do medo é uma atitude conservadora em relação à sociedade em geral e à mudança. Nos tornamos medrosos, intimidados, por causa do medo – completa Ben Highmore, professor do centro de estudos culturais na Universidade de Sussex, no Reino Unido, que tem como principal linha de pesquisa a relação entre medo e segurança.

        Há também quem cogite que conviver com a insegurança pode ser um processo adaptativo. Se, nos primórdios, a humanidade escolhia entre lutar ou correr quando diante de um predador, pode ser que a violência seja hoje esse predador. O risco talvez esteja em não ter mais escolha além de se esconder.

 Fonte: Elisa Steinhorst Damasceno, da Wainer Psicologia Cognitiva

JUSTINO, Guilherme. Os reflexos da violência urbana no comportamento das famílias. GaúchaZH, Porto Alegre, 21 jul. 2016. Disponível em: https://bit.ly/2MjrkWo. Acesso em: 25 set. 2018.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 9º ano – Ensino Fundamental – IBEP 5ª edição – São Paulo, 2018, p. 140-2.

Entendendo a notícia:

01 – Qual a principal ideia desenvolvida nesse texto?

      O texto fala sobre a mudança no comportamento das famílias em decorrência do medo, da violência e da falta de segurança nos centros urbanos.

02 – Você se vê como parte de “uma geração mais temerosa, menos disposta a tomar riscos, menos aberta ao convívio com pessoas e em locais diferentes – uma geração confinada”? Explique.

      Resposta pessoal do aluno.

03 – Copie as conjunções coordenativas que nos trechos a seguir introduzem orações e indique a relação que estabelecem entre essas orações.

a)   Não se pode mais tirar dinheiro do banco e carrega-lo na carteira.

E: relação de adição, acréscimo.

b)   Psicólogos e psiquiatras explicam que a constante preocupação com a sobrevivência, evidenciada pelo medo, não é peculiar à atualidade, mas há pelo menos uma característica que diferencia a sociedade contemporânea de outras: esse sentimento está sempre presente, já condicionado em hábitos destinados a proteger os pequenos e evitar a exposição ao perigo.

Mas: relação de oposição.

c)   Passando por terapia, ela prefere não comentar o caso com pessoas de fora de seu convívio social, mas conta que teve sua rotina alterada na tentativa de se expor menos à violência.

Mas: relação de oposição.

d)   Estou muito mais cautelosa, e penso em como será para ele crescer em um mundo assim [...].

E: relação de adição, acréscimo.

04 – A seguir, foram colocados alguns pares de orações. Reescreva essas orações formando um único período e estabelecendo entre elas a relação de sentido indicada nos parênteses. Na reescrita, empregue a conjunção e a pontuação adequadas.

a)   A sensação coletiva de medo tem bases concretas hoje em dia. / A sensação coletiva de medo não é fruto de uma ficção. (Relação de conclusão).

A sensação coletiva de medo tem bases concretas hoje em dia, portanto não é fruto de uma ficção.

b)   Desde as eras antigas o ser humano vive em estado de medo. / Na modernidade, o medo se tornou totalitário. (Relação de adversidade).

Desde as eras antigas o ser humano vive em estado de medo, mas/contudo/porém/todavia, na modernidade, o medo se tornou totalitário.

c)   Trancamos portas e janelas. / Corremos o risco de sermos roubados. (Relação de alternância).

Ou trancamos portas e janelas ou corremos o risco de sermos roubados.

d)   Mãe de uma criança de um ano e cinco meses passou a temer ainda mais pela segurança da família. / Mãe de uma criança de um ano e cinco meses foi vítima de um assalto a banco. (Relação de explicação).

Mãe de uma criança de um ano e cinco meses passou a temer ainda mais pela segurança da família, porque foi vítima de um assalto a banco.

e)   Famílias têm medo de se expor. / Famílias têm medo de serem identificadas. (Relação de explicação).

Famílias têm medo de se expor, porque têm medo de serem identificados.

05 – Releia este trecho:

        – Buscamos proteções para nos sentirmos mais seguros, para vivermos com mais qualidade de vida. O risco, porém, é que elas tenham um efeito oposto, de nos enjaular, [...]”. Tanto as conjunções coordenativas quanto as subordinativas contribuem para que as partes e as informações do texto possam ser articuladas e relacionadas, além de permitir que o texto avance e novas informações sobre o tema sejam acrescentadas. De que forma a conjunção porém contribui para a coesão sequencial no trecho acima?

      A conjunção porém introduz uma ideia que se contrapõe ao que foi mencionado anteriormente e possibilita a introdução de uma nova informação no período.

 

 

 

 

CAPA: REVISTA ÉPOCA - COM GABARITO

 Capa: Revista Época

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Época, São Paulo, Globo, ed. 862, 6 dez. 2014.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 6º ano – Ensino Fundamental – IBEP 4ª Edição São Paulo 2015 p. 85.

Entendendo a capa:

01 – Nas frases que compõem a chamada principal da capa, foram usados artigos definidos ou indefinidos? Transcreva-os em seu caderno.

      Foram usados artigos definidos: “O segredo”, “Os pais”.

02 – Quais substantivos foram acompanhados por esses artigos?

      “Segredo” e “pais”.

03 – Esses artigos generalizam ou particularizam os substantivos que os acompanham? Por quê?

      Em “O segredo”, o artigo particulariza o substantivo, dando a entender que se trata de um segredo determinado, que só há um. Já em “Os pais”, o artigo generaliza o substantivo, mostrando que todos os pais atrapalham.

04 – Você concorda com a ideia de que todos os pais atrapalham os filhos adolescentes em seu processo de crescimento?

      Resposta pessoal do aluno.

05 – Em sua opinião, o que explica a forma como essa frase foi construída?

      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: O uso de frases curtas e diretas nas capas de revista tem a intenção de tornar a leitura mais rápida, além de chamar a atenção do leitor.

06 – Se no lugar de “Os pais atrapalham” fosse usada a expressão “Uns pais atrapalham”, o sentido da chamada seria o mesmo? Explique sua resposta.

      Não. Ocorreria alteração de sentido, pois, com a mudança do artigo definido para indefinido, a chamada passaria a expressar que apenas alguns pais atrapalham. O uso de “uns”, nesse caso, não estaria generalizando, mas indeterminando a quais pais o título se refere. Além disso, a frase perderia muito de seu impacto.

07 – Releia as três chamadas que aparecem na parte superior da capa. Em seu caderno, transcreva aquela em que foi usado um artigo indefinido.

      “Segurança: ‘Haverá um banho de sangue se a UPP acabar’, afirma o secretário de Segurança do Rio, Beltrame”.  

08 – O artigo indefinido usado na chamada que você transcreveu poderia ser substituído por um artigo definido? Por quê?

      Não, porque o banho de sangue ao qual o texto se refere não foi definido.

CHARGE: ROBERTO KROLL - COM GABARITO

 Charge: Roberto Kroll

 Fonte da imagem -https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiIm7MBrcqJbNe8JVjwVtGg2eZ6xm-1FQdXOqqfYYNVIa6t0h7h7hlF90oSx6ij3FVPcA5SpZa8pvVRDtQrC9_SjevKto1XYckNTWlNydDvepFIyVY-BkXN-a6dAkZ2U1Yj00-9Hka62Uc/s267/ROBERTO.jpg 




Disponível em: http://www.robertokroll.com.br. Acesso em: 3 fev. 2015.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 6º ano – Ensino Fundamental – IBEP 4ª Edição São Paulo 2015 p. 76.

Entendendo a charge:

01 – Onde estão os personagens?

      Em uma praia.

02 – O que as personagens provavelmente farão?

      Provavelmente surfar.

03 – Qual das duas personagens está vestida de forma inadequada para o local? Por quê?

      O homem de terno e gravata está vestido inadequadamente, uma vez que não está com roupas apropriadas para a praia, muito menos para surfar.

04 – Por que a fala do homem de terno e gravata causou estranhamento no surfista?

      Porque sua fala não estava adequada àquela situação de comunicação. Ele usou uma fala muito formal em um momento informal, descontraído.

05 – Você considera adequada a maneira como o homem de terno e gravata usou a língua? Por quê?

      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Porque não estava adequada a linguagem ao interlocutor e ao contexto.

MÚSICA(ATIVIDADES): MINA DO CONDOMÍNIO - SEU JORGE - COM GABARITO

 Música(Atividades): Mina do condomínio 

                                       Seu Jorge

Tô namorando aquela mina
Mas não sei se ela me namora
Mina maneira do condomínio
Lá do bairro onde eu moro

Seu cabelo me alucina
Sua boca me devora
Sua voz me ilumina
Seu olhar me apavora
Me perdi no seu sorriso
Nem preciso me encontrar
Não me mostre o paraíso
Que se eu for, não vou voltar

Pois eu vou
Eu vou

[...]

MOURA, Gabriel; Seu Jorge. Mina do condomínio. Vagalume. Disponível em: https://www.vagalume.com.br / seu-jorge / mina-do-condomínio.html. Acesso em: 7 jan. 2015.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 6º ano – Ensino Fundamental – IBEP 4ª Edição São Paulo 2015 p. 75.

Entendendo a canção:

01 – Na canção “Mina do condomínio”, há um “eu” que diz que namora uma “mina”. O que ele quis dizer com a palavra “mina”?

      Ele quis dizer menina, garota, guria, etc.

02 – Você conhece alguém que fala de um jeito parecido com o do eu lírico? Comente com a turma.

      Resposta pessoal do aluno.

03 – A linguagem empregada na canção é formal ou informal?

      Informal.

04 – Na canção “Mina do condomínio”, você achou adequada a maneira como o compositor usou a língua? Por quê?

      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: A informalidade é proposital e usada para caracterizar um determinado contexto.

POEMA: O POETA APRENDIZ - VINICIUS DE MORAES - COM GABARITO

 Poema: O Poeta Aprendiz

             Vinicius de Moraes

Ele era um menino
Valente e caprino
Um pequeno infante
Sadio e grimpante
Anos tinha dez
E asas nos pés
Com chumbo e bodoque
Era plic e ploc
O olhar verde gaio
Parecia um raio
Para tangerina
Pião ou menina
Seu corpo moreno
Vivia correndo
Pulava no escuro
Não importa que muro
Saltava de anjo
Melhor que marmanjo
E dava o mergulho
Sem fazer barulho
Em bola de meia
Jogando de meia-direita ou de ponta
Passava da conta
De tanto driblar.

[...]

MORAES, Vinícius de. Livro de Letras. São Paulo: Companhia das Letras, 2005.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 6º ano – Ensino Fundamental – IBEP 4ª Edição São Paulo 2015 p. 50-1.

Entendendo o poema:

01 – Leia os versos a seguir e preste atenção na palavra “caprino”:

        “Ele era um menino / Valente e caprino.”

a)   Leia agora a definição do dicionário para “caprino”.

Ca.pri.no s.m.pl. 1 nome genérico para cabras e bodes, ovelhas e carneiros, considerados como espécie; ovinos: É criador de caprinos. Adj. 2 relativo a cabra ou bode: carne caprina.

 CEGALLA, Domingos Paschoal. Dicionário escolar da língua portuguesa. São Paulo: Companhia Editora Nacional, 2013.

b)   O que fazia o menino para ser qualificado como “caprino”?

O menino vivia saltitando, pulando por todos os lados, brincando e correndo “sem parar”.

02 – Que outras características, além de caprino, são dadas ao menino no poema?

      O menino era valente, sadio e grimpante, tinha dez anos, parecia um raio, era moreno, vivia correndo e pulando.

03 – As expressões “asas nos pés” e “saltava de anjo” ressaltam que característica do menino?

      Sua agilidade.

04 – A descrição feita no poema leva o leitor a formar uma imagem do menino. Qual é ela?

      A maior parte das características expostas no texto traça o perfil de uma criança esperta, ativa.

05 – Releia: O olhar verde gaio
                     Parecia um raio
                     Para tangerina
                     Pião ou menina.”

Explique a comparação entre “olhar” e “raio” feita no poema.

      A comparação sugere que o olhar do menino tem o mesmo brilho, a mesma força, a mesma “rapidez” que um raio. O termo “verde-gaio” caracteriza o olhar do garoto como esperto, alegre e, neste caso, representa o próprio menino.

06 – Localize no poema as palavras que correspondem aos brinquedos e às brincadeiras do menino e transcreva-as.

      As palavras e expressões são: “bodoque”, “plic e ploc”, “pião”, “correndo”, “saltava”, “bola de meia”, “jogando” e “driblar”.

·        Que versos destacam a habilidade do menino com brinquedos?

“Era plic e ploc” / “E dava o mergulho / Sem fazer barulho / Em bola de meia / Jogando de meia-direita ou de ponta”.

07 – Copie o trecho do poema de que você mais gostou. Justifique sua escolha.

      Resposta pessoal do aluno.

08 – Escreva no caderno uma justificativa para o título do poema.

      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Para o garoto, a vida era poesia. Como um poeta se expressa das mais variadas maneiras com palavras e gosta do que faz, o menino também extravasa de mil maneiras o que ele curte.

POEMA: OURIÇO - ULISSES TAVARES - COM GABARITO

 POEMA: OURIÇO

sei não,

do jeito que me dão conselho
dá pra desconfiar a beça,
ou estou sempre errado
ou eles não entendem nada de conversa.

Ulisses Tavares. Caindo na real: poemas. São Paulo; Moderna,2004.

                 O ouriço é um animal que arrepia seus espinhos quando se sente ameaçado.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 6º ano – Ensino Fundamental – IBEP 4ª Edição São Paulo 2015 p. 41.


Entendendo o poema:

01 – Qual é o problema de quem fala, no poema?

      Quem fala no texto se incomoda com o excesso de conselhos dados por outras pessoas e não sabe como agir.

02 – Quem fala, no texto, desconfia do fato de muitas pessoas darem conselhos a ele. Transcreva os versos que expressam essa desconfiança.

      “sei ‘não, / do jeito que me dão conselho / dá pra desconfiar à beça [...].   

03 – Que expressão indica essa cisma, essa desconfiança?

      A expressão “sei não”.

04 – Em sua opinião, quem são ''eles'' a que se faz referência no poema? Como você chegou a essa conclusão?

      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: “Eles” se refere aos adultos, que sempre vivem aconselhando, pois acreditam que sabem mais da vida.    

05 – O ouriço é um tipo de animal cheio de espinhos que, para se proteger quando se sente ameaçado por predadores, arrepia seus espinhos e prepara-se para soltá-los na direção da ameaça. Com base nessa informação, explique por que o título do texto é “Ouriço”.

      As pessoas geralmente têm uma reação semelhante à de um ouriço quando se sentem pressionadas ou incomodadas com a opinião alheia.

06 – O tipo de desconfiança, de reclamação apresentado no texto combina mais com a fala de um jovem ou de um adulto? Por quê?

      Combina mais com a fala de um jovem reclamando dos adultos. Esse fato é bastante comum na vida do jovem, assim como o comportamento dele em se proteger (ou se isolar) quando se sente incomodado (assim como ocorre com o ouriço).

07 – Você já se sentiu incomodado como quem fala no poema? Explique sua resposta.

      Resposta pessoal do aluno.

08 – Leia a fonte que indica o livro do qual esse poema foi retirado e responda às questões a seguir:

a)   De que livro esse poema foi retirado?

Do Livro Caindo na real: poemas.

b)   Qual é o nome do autor do poema?

Ulisses Tavares.

09 – Ulisses Tavares é um autor adulto. Mas a voz que fala no poema não é a de um adulto. Considerando essa afirmação, responda: a quem podemos atribuir a fala do texto?

      A voz que fala no poema é a de um adolescente, um jovem.