terça-feira, 22 de setembro de 2020

TEXTO: UMA AVENTURA NO RIO XINGU - VITO D'ALESSIO - COM GABARITO

 Texto: Uma aventura no rio Xingu

          Vito D’Alessio

   O Xingu é um dos mais fascinantes rios da Amazônia. Em suas margens e ilhas, cobertas de florestas, vivem índios, caboclos e muitos animais selvagens.

 Dois rapazes, Vito D’Alessio e Renato Dutra, viajaram mais de 1.400 quilômetros pelo Xingu. Sabe de que jeito? De caiaque!

          Na primeira noite da viagem, eles estavam dormindo numa pequena ilha no meio do rio, quando Vito, ao sair da rede para reacender a fogueira, teve uma “surpresinha”...

        Despertei às nove e quarenta e dois, antes do relógio. Através da rede, não vi a claridade avermelhada do fogo. A fogueira já era. Me preparei pra sair e reacende-la. Enquanto abria o zíper da rede, observei pela malha do mosquiteiro a lua branca e brilhante. Tudo é silêncio, magia e mistério. Foi com os olhos grudados no brilho da lua que coloquei meio corpo para fora. [...] A dois metros de onde estou, a mansidão das águas nas margens da ilhota foi trocada pelo brilho frio e vermelho de dezenas de pares de olhos. Uma cordilheira de sombras negras recortadas no clarão da noite. São jacarés. Essa imagem causa sensações inéditas e indescritíveis. Não sei dizer se o que sinto é medo ou a grande emoção de sentir que o risco é a mais clara manifestação da força da vida.

        Jacarés... Imediatamente se acende em minha memória a imagem dos índios e seu “hino” profético: “Jacaré vai comê caraíba... Jacaré vai comê caraíba...”. As palavras dançam em minha cabeça em ritmo acelerado, acompanhando as batidas do meu coração. Desde o primeiro momento, a prudência me fez acreditar nas palavras dos índios; mas eu não esperava que isso acontecesse tão cedo.

        A tensão é forte. Por segundos fico completamente estático, apenas observando nossas visitas, ou melhor, nossos anfitriões, pois ali no meio da Amazônia os hóspedes somos nós. É preciso fazer alguma coisa, e rápido. Sem desviar o olhar daquele mundo de olhos um só minuto, fui tateando a rede às minhas costas até alcançar a lanterna e o revólver. Feito isso, passei a chamar Renato. Preocupado em não ser o centro das atenções – se já não era –, minha voz mais parecia um sussurro. Diante da diferença de meu companheiro, envolvido em sono profundo, inconscientemente ergui a voz. Imediatamente houve uma leve movimentação na água, o que àquela altura tinha o efeito de um terremoto. Controlando minha ansiedade, disse:

        -- Abra sua rede devagar e olhe para fora...

        Eu não podia vê-lo, mas a tensão me fez acompanhar seus movimentos pelos ruídos. Quando o zíper da rede cessou seu trajeto, fez-se um tempo de silêncio até que ouvi sua voz assustada:

        -- Meu chapa!...

        Pelo timbre, imaginava sua expressão de espanto. Renato também buscou sua arma e, lentamente, saímos juntos da rede. Nos encontramos de costas e chegamos a um consenso. O primeiro passo seria afugentar os animais. Depois, acender o fogo. Atirei para o alto. O estrondo seco foi seguido por incontáveis mergulhos e rabadas na água, por toda a nossa volta. Temporariamente estávamos mais uma vez a sós. [...]

        A pouca lenha nos obriga a administrar muito bem cada graveto. O silêncio é brutal e qualquer ruído leva a um estado de alerta. Um leve som vem do casco de nossos barcos. A imaginação me faz crer que são filhotinhos de jacaré. O sono tenta me vencer, mas a tensão é muito mais forte. Ilumino com a lanterna os barrancos próximos. Centenas de olhos me miram atentos. Talvez estejam apenas esperando eu dormir para atacar. Foram horas intermináveis de tensão. Quando o último graveto foi absorvido pelas chamas, as primeiras luzes começavam a raiar. Traziam com elas a mansidão e a segurança da manhã, o que nos garantiu algumas horas de sono tranquilo.

        Começamos o segundo dia com a lentidão de uma noite maldormida. Depois do café da manhã, arrumamos nossas coisas nos caiaques e nos preparamos para sair. Consultando os mapas, descobrimos que a pequena ilha em que estamos tem o nome de ilha do Natal, o que não tornava nossa manhã mais festiva. Ironicamente, Renato comentou:

        -- Ilha do Natal!... Por pouco não viramos ceia...

        Barcos na água, iniciamos mais uma jornada.

Vito D’Alessio. Pelas veias da selva. São Paulo, FTD, 1992.

Fonte: Língua Portuguesa. Entre palavras – Edição renovada. Mauro Ferreira. 5ª série. Ed. FTD – São Paulo – 1ª edição – 2002. P. 233-7.

Entendendo o texto:

01 – Esse texto é um relato de uma aventura.

a)   Resuma, em no máximo dez linhas, os fatos narrados.

Vito e Renato, viajando pelo Xingu, param em uma ilha para dormir e acordam no meio da noite cercados por jacarés. Procuram deixar os bichos longe e esperam amanhecer para seguir viagem.

b)   Quem conta os fatos é um narrador ou é um narrador-personagem? Justifique.

É um narrador-personagem. Vito conta os fatos dos quais ele participou.

02 – Releia o terceiro parágrafo (“A tensão é forte...”) e responda.

a)   Por que Vito afirma, inicialmente, que os jacarés eram visitas?

Porque ele e Renato já estavam na ilhota, quando, à noite, os jacarés foram até ela.

b)   Por que ele se corrige e diz que os jacarés eram os anfitriões (anfitrião: dono da casa, aquele que recebe as visitas)?

Vito diz que ele e o amigo estão temporariamente na Amazônia fazendo uma visita ao lugar. Como os jacarés vivem lá, os bichos é que estão “recebendo” os dois visitantes, isto é, são os anfitriões.

03 – Ainda em relação ao terceiro parágrafo.

a)   Ao acordar Renato, Vito tentou “não ser o centro das atenções”. Explique o que ele quis dizer com isso.

Ele tentou não fazer barulho, nem se mexer muito, para evitar que os jacarés percebessem que ele estava ali.

b)   Por que Vito afirma que a leve movimentação na água teve o “efeito de um terremoto”?

Porque o pequeno movimento dos jacarés apavorou muito o rapaz, tanto quanto um terremoto o assustaria.

04 – “O estrondo seco foi seguido por incontáveis mergulhos e rabadas na água, por toda a nossa volta”.

a)   O que foi o “estrondo seco”?

Foi o tiro dado por Vito para espantar os jacarés.

b)   Por que aconteceram os “mergulhos e rabadas”?

Porque os jacarés se assustaram com o barulho do tiro e fugiram, mergulhando e batendo a cauda na água.

c)   Transcreva, desse trecho, o adjetivo que indica que os jacarés eram em grande número.

Incontáveis.

05 – Releia o final do primeiro parágrafo.

        “Não sei dizer se o que sinto é medo ou a grande emoção de sentir que o risco é a mais clara manifestação da força da vida.” Explique o que o narrador-personagem quer dizer com “o risco é a mais clara manifestação da força da vida”.

      O narrador-personagem quer dizer que é nas situações de perigo que descobrimos o quanto realmente gostamos de viver.

06 – Releia o oitavo parágrafo e indique se as afirmações que seguem constituíram fato real ou suposto (imaginado) por Vito.

a)   Vito e Renato tiveram que economizar lenha para que o fogo durasse a noite toda.

Fato real.

b)   Filhotes de jacaré faziam barulho no casco do barco.

Fato suposto.

c)   Os barrancos estavam cheios de jacarés.

Fato real.

d)   Os jacarés estavam esperando que os dois rapazes dormissem para ataca-los.

Fato suposto.

e)   Quando a lenha acabou, o dia estava começando.

Fato real.

f)    Depois que amanheceu, Vito e Renato conseguiram dormir um pouco.

Fato real.

07 – De manhã, Vito e Renato consultaram os mapas e descobriram que a ilhota em que haviam passado a noite chamava-se “ilha do Natal”. Explique a brincadeira que Renato faz com o nome da ilha, ao dizer “Por pouco não viramos ceia...”.

      Ele se refere ao fato de que as pessoas costumam fazer ceia no dia de Natal e eles quase viraram “ceia” (comida) dos jacarés.

08 – Esse texto narra uma aventura que aconteceu na realidade.

a)   Na sua opinião, por que muitas pessoas gostam de ler esse tipo de narrativa?

Interesse em saber como são os lugares em que as aventuras acontecem e como os seus participantes enfrentam as situações. É também um modo de “viver” um pouco o que é relatado.

b)   Você gostaria de ter participado dessa aventura no rio Xingu? Por quê?

Resposta pessoal do aluno.

     

 

 

REPORTAGEM: A RIQUEZA VEM DO LIXO - REVISTA GLOBO CIÊNCIA - COM GABARITO

REPORTAGEM: A riqueza vem do lixo

          Revista Globo Ciência

          Nas cidades, a grande quantidade de lixo produzida vem se tornando um problema preocupante: o que fazer com tanta coisa que, aparentemente, não serve para mais nada? É aí que entra a reciclagem: plástico, lata, vidro, borracha e papel são reaproveitados e se transformam em novas matérias-primas.

        Cena um: bandos de urubus, frequentadores assíduos de um depósito de lixo, alçam voo colocando em risco o pouso e a decolagem dos aviões no Aeroporto Internacional do Galeão, no Rio de Janeiro. Cena dois: albatrozes mergulham no mar do Japão em busca de alimento, mas o que engolem são colheres de plástico e restos de embalagens. O que têm em comum os urubus do Rio com os albatrozes do Japão? O lixo. Um dos mais graves problemas ecológicos do mundo moderno, os detritos produzidos pelo homem à ordem de milhões de toneladas por dia ameaçam engolir as grandes cidades. Mas, como em todos os setores da atividade humana neste século, com a mesma – ou quase a mesma – velocidade com que o homem cria um problema, ele se põe em busca de sua solução. E quase sempre encontra. É o caso do lixo.

        No mundo – e também no Brasil – uma enorme e variada gama de novas tecnologias surge a cada dia, tornando mais viável e barato reciclar materiais descartáveis para possível reuso. Os avanços tecnológicos mais expressivos vêm ocorrendo exatamente com o maior vilão da temida quadrilha do lixo: o plástico. Ele é o detrito de mais difícil degradação na natureza, permanecendo intacto no ambiente às vezes por mais de 50 anos. Mas [...] modernas técnicas de reciclagem já possibilitam a adoção de diversas saídas para esse dilema. Algumas delas são realmente revolucionárias, como a produção de um automóvel totalmente construído com materiais recicláveis e um material novíssimo chamado “madeira plástica”, que substitui com maior eficiência e durabilidade madeiras nobres e raras como mogno e peroba.

        [...]

        O vidro, uma das embalagens mais antigas da humanidade e também um dos primeiros materiais a serem reciclados, conta hoje com um forte aliado tecnológico: sensores ópticos, que têm a função de selecionar cores e detectar impurezas, a principal barreira para sua reciclagem. [...]

        O maior índice de reaproveitamento, no entanto, não acontece com o vidro, mas com a lata: hoje 50% das embalagens de alumínio de cerveja e refrigerante são recuperadas. Mas esse índice tem uma explicação: as latas de alumínio são os produtos mais valiosos do lixo, podendo ser vendidas a cerca de oito centavos de dólar o quilo, no Brasil. Por isso, muitas famílias e entidades comunitárias sobrevivem basicamente da coleta dessas embalagens usadas, vendendo-as para sucateiros, que por sua vez prensam as latas e as negociam em fardos para fundições. Lá, elas são transformadas novamente em lingotes de alumínio, com os quais são produzidas as chapas usadas para a fabricação de mais latas.

        Cada latinha reprocessada economiza em energia o equivalente a meia latinha de gasolina ou o consumo de energia elétrica de um aparelho de TV durante três horas. [...] Além disso, para cada tonelada de alumínio reciclado, evita-se extrair do solo cinco toneladas de bauxita, o mineral com o qual se produz o metal.

Revista Globo Ciência, n° 37, ano 4. São Paulo, Globo, 1994.       

Fonte: Língua Portuguesa. Entre palavras – Edição renovada. Mauro Ferreira. 5ª série. Ed. FTD – São Paulo – 1ª edição – 2002. P. 219-222.

Entendendo o texto:

01 – Como podemos classificar esse texto quanto à sua finalidade e qual seu objetivo específico, particular?

      Trata-se de um texto informativo. Seu objetivo é tratar dos problemas causados pelo lixo e analisar como a reciclagem pode ajudar a resolvê-los.

02 – Em relação à introdução:

a)   Em que lugares ocorrem as duas cenas descritas?

Uma ocorre no Rio de Janeiro; a outra no Japão.

b)   Que ponto em comum o texto estabelece entre as aves a que se refere?

Tanto os urubus do Rio como os albatrozes do Japão procuram seus alimentos em meio ao lixo atirado na natureza.

c)   Na sua opinião, com que finalidade são comparadas duas cenas semelhante em dois países diferentes e tão distantes um do outro?

A comparação procura mostrar que os problemas provocados pelo lixo acontecem nos mais diferentes lugares do mundo.

03 – Por que, segundo o texto, o lixo é um grave problema ecológico?

      Porque a imensa quantidade de lixo produzida ameaça engolir as grandes cidades e muitos dos seus componentes demoram décadas para desaparecer na natureza.

04 – Leia este trecho de reportagem sobre lixo.

        “Atualmente, muitos produtos são embalados com plástico: brinquedos, roupas, sorvetes, produtos de limpeza e alimentos. Uma das embalagens é a garrafa de refrigerante. A maioria dos refrigerantes é vendida em garrafas descartáveis ou retornáveis, feitas de um material plástico transparente chamado PET. [...]

        A maioria das garrafas é jogada no lixo. Mas o PET é tão resistente que pode durar mais de 300 anos.

        Se nada for feito com as garrafas, seus netos e bisnetos não vão apenas encontra-las nos terrenos baldios, aterros sanitários e lixões. Eles não vão ter espaço para andar no planeta sem tropeçar em uma garrafa de plástico.

        Mesmo hoje, certamente você encontra essas garrafas pelas ruas. E, às vezes, milhares delas aparecem nas praias, rios e represas, causando problemas.

        As prefeituras precisam gastar muito dinheiro para retirá-las.”

(Folha de São Paulo, 17/5/1996).

        Identifique nesse trecho os argumentos que podem justificar a afirmação do texto de que o plástico é o “maior vilão da quadrilha do lixo”. Não copie os argumentos; escreva-os com suas palavras.

      Resposta pessoal do aluno. Sugestão:

·        O PET pode demorar 300 anos para se decompor.

·        As garrafas de plástico ameaçam, no futuro, “inundar” o planeta.

·        Atualmente elas já poluem as águas.

·        As prefeituras gastam dinheiro para recolhê-las das ruas.

05 – O texto apresenta uma visão otimista ou pessimista em relação ao problema do lixo? Justifique.

      O texto é otimista. Refere-se, por exemplo, ao fato de o homem sempre encontrar soluções para os problemas; faz referência a invenções revolucionárias e cita a alta taxa de reciclagem.

06 – Por que, segundo o texto, as latas de cerveja e de refrigerante constituem o tipo de lixo mais reaproveitado para reciclagem?

      Porque elas, sendo feitas de alumínio, têm um bom preço como sucata, podendo ser vendidas por cerca de oito centavos de dólar o quilo.

07 – Vamos mostrar o ciclo de reaproveitamento das latas de alumínio. Para isso, releia, no penúltimo parágrafo do texto, o trecho a seguir: “Por isso, muitas famílias e entidades comunitárias sobrevivem basicamente da coleta dessas embalagens usadas, vendendo-as para sucateiros, que por sua vez prensam as latas e as negociam em fardos para fundições. Lá, elas são transformadas novamente em lingotes de alumínio, com os quais são produzidas as chapas usadas para a fabricação de mais latas.”. Depois escreva, em seu caderno, os três substantivos que estariam, pela ordem, no 3°, 4° e 5° quadrinhos.

      3°: fardos; 4°: lingotes; 5°: chapas

TEXTO: DAS MOLÉCULAS ÀS CRIATURAS INTELIGENTES - SUPERINTERESSANTE - COM GABARITO

 Texto: Das moléculas às criaturas inteligentes

           Superinteressante

        A ciência não é capaz de garantir que existe vida fora da Terra. Mas tem meios de provar que os seus ingredientes estão em toda parte no espaço. E os cientistas ouvidos pela SUPER afirmaram, com maior ou menor convicção, que se inclinam a acreditar na existência de seres vivos. Até em vida inteligente. “Ela deve ser muito rara”, diz Geoffrey Marcy. “Pois na Terra há cem mil espécies animais e só uma tem inteligência”. Mesmo assim, Marcy acha que existem seres dotados de raciocínio. “Eles estão em algum lugar entre as 100 bilhões de estrelas da Via Láctea.”

        O mais entusiasmado com essa possibilidade é o físico Paul Horowitz, da Universidade de Harvard, diretor do Projeto Beta, que monitora permanentemente o espaço em busca de sinais de microondas (os mesmos usados nas linhas internacionais de telefone). Apoiados por doações, inclusive de Steven Spielberg, o cineasta que dirigiu ET, os cientistas do Beta usam um radiotelescópio de 28 metros de diâmetro situado perto de Boston, nos Estados Unidos. Eles esperam ouvir mensagens de extraterrestres entre os sinais que gravam. “Eu aposto a minha vida como há civilizações alienígenas”, disse Horowitz à SUPER.

        A declaração é forte, mas não é exagerada (veja o infográfico acima). Existe hoje um ramo inteiro da biologia, chamado exobiologia, cujo único objetivo é o estudo da vida extraterrestre. Os exobiólogo afirmam com segurança que em todos os cantos da Via Láctea existem moléculas orgânicas, as mais importantes na constituição dos seres vivos. Se reagirem entre si em condições ideais, elas podem formar células, cromossomos, células e, quem sabe, até um órgão como o cérebro. [...].

        “A exobiologia tem desafios ilimitados”, explica Harold Klein, da Universidade de Santa Clara, na Califórnia. “E por enquanto, tem recursos bem limitados.” O que a NASA pretende, agora, é mexer nesses recursos para obter o maior retorno possível em termos de conhecimentos. Se der certo, dentro de alguns anos vamos saber, finalmente, se somos ou não os únicos habitantes do Universo.

Revista Superinteressante. São Paulo, Abril, maio de 1996.

Fonte: Língua Portuguesa. Entre palavras – Edição renovada. Mauro Ferreira. 5ª série. Ed. FTD – São Paulo – 1ª edição – 2002. P. 165-6. Manual do professor 42-43.

Entendendo o texto:

01 – Em relação às características gerais do texto.

a)   De que tipo ele é: literário, publicitário (de propaganda), de divulgação científica ou é uma notícia?

Trata-se de um texto de divulgação científica.

b)   De que assunto ele trata?

O texto analisa a possibilidade de haver vida – inteligente ou não – em algum outro planeta do universo.

02 – Astrônomo é um cientista que estuda os planetas e outros astros. O astrônomo Geoffrey Marcy declara que, se existe vida inteligente fora da Terra, “ela deve ser muito rara”. Em que fato relacionado às formas de vida da Terra ele se baseia para fazer essa afirmação?

      Ele diz que, na Terra, há milhares de espécies animais (cem mil), mas só uma tem inteligência.

03 – Explique, com suas palavras, o que é o projeto Beta.

      É um projeto de pesquisa espacial desenvolvido nos EUA. Por meio de equipamentos (radiotelescópio), os pesquisadores tentam captar e gravar sinais eletrônicos (micro-ondas), esperando gravar, junto com esses sinais, algum indício de civilizações extraterrestres.

04 – O diretor do projeto Beta é o físico Paul Horowitz. Segundo o texto, ele é “o mais entusiasmado com essa possibilidade”.

a)   De que possibilidade se trata?

Trata-se da possibilidade de haver vida inteligente em outros planetas.

b)   Horowitz diz: “Eu aposto a minha vida como há civilizações alienígenas”. O que ele procura demonstrar com essa afirmação?

Ele quer demonstrar que tem certeza absoluta de que existem civilizações extraterrestres.

05 – A Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, é uma das mais respeitadas instituições de ensino e pesquisa do mundo. O texto, ao informar que Paul Horowitz é da Universidade de Harvard, busca produzir no leitor um efeito, uma reação. Qual seria essa reação?

      A reação de produzir ou aumentar a credibilidade do leitor em relação a essa pessoa e ao tema.

06 – Na sua opinião, como as pessoas da Terra reagiriam se os pesquisadores e cientistas confirmassem a existência de vida inteligente em um planeta próximo do nosso?

      Resposta pessoal do aluno.

07 – Suponha que, de repente, chegasse à Terra uma espaçonave vinda de outro planeta. Como você imagina que seriam os ETs, quanto à aparência e aos conhecimentos científicos?

      Resposta pessoal do aluno.

 

TEXTO: A ILHA PERDIDA - (FRAGMENTO) - MARIA JOSÉ DUPRÉ - COM GABARITO

  TEXTO: A ilha perdida(fragmento)


Na fazenda do padrinho, perto de Taubaté, onde Vera e Lúcia gostavam de passar as férias, corre o rio Paraíba. Rio imenso, silencioso e de águas barrentas. Ao atravessar a fazenda ele fazia uma grande curva para a direita e desaparecia atrás da mata. Mas, subindo-se ao morro mais alto da fazenda, tornava-se a avistá-lo a uns dois quilômetros de distância e nesse lugar, bem no meio do rio, via-se uma ilha que na fazenda chamavam de "Ilha Perdida". Solitária e verdejante, parecia mesmo perdida entre as águas volumosas.

Quico e Oscar, os dois filhos do padrinho, ficavam horas inteiras sentados no alto do morro e conversando a respeito da ilha. Quem viveria lá? Seria habitada? Teria algum bicho escondido na mata? Assim à distância, parecia cheia de mistérios, sob as copas altíssimas das árvores; e as árvores eram tão juntas umas das outras, que davam a impressão de que não se poderia caminhar entre elas. Oscar suspirava e dizia:

- Se algum dia eu puder ver a ilha de perto, vou mesmo.

Maria José Dupré, A ilha perdida, Ed. Ática - São Paulo

 Vocabulário

       Copa: Parte Mais Alta Das Árvores

       Morro: Pequena Elevação De Terra

       Quilômetro: Medida De Comprimento, Equivalente A Mil Metros

       Solitária: Sozinha

       Taubaté: Cidade Do Estado De São Paulo

       Verdejante: que é muito verde


 

Interpretando o texto

  1. Qual é o nome do rio que corre na fazenda?

Rio Paraíba.

  1. Escreva algumas características desse rio.

Imenso, silencioso e de águas barrentas.

  1. Na sua opinião, que tipo de pessoas moram na Ilha Perdida?

Resposta pessoal.

  1. Marque somente as frases que estão de acordo com o texto:

a)    Quico e Oscar sabiam o que existia na "Ilha Perdida".

b)    Vera e Lúcia gostavam de passar as férias na fazenda do padrinho. X

c)    Subindo-se ao morro mais alto da fazenda, via-se a "Ilha Perdida". X

d)    Oscar não queria ir à "Ilha Perdida".

 

  1. Marque somente os nomes dos animais que você acha que vivem na Ilha Perdida:

 

urso        tamanduá               jacaré           elefante

 

onça    passarinhos             cobra              hipopótamo

 

leão    papagaio                    tigre               rinoceronte

 

  1. Você acha que Quico e Oscar foram até a "Ilha Perdida"? O que eles fizeram lá?

Resposta pessoal.

       7.Forme frases com as palavras:

solitária                     verdejante                            copa                           morro

 

Resposta pessoal.

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

TEXTO: MOCINHO E VILÃO? - CIÊNCIA HOJE - COM GABARITO

 TEXTO: MOCINHO E VILÃO?

 Remédios para plantas, defensivos agrícolas, venenos contra pragas… Esses são alguns nomes pelos quais são conhecidos os agrotóxicos, produtos químicos que servem para prevenir, destruir ou controlar diferentes tipos de praga em plantações. Se, por um lado, eles são um escudo para as plantas, por outro, podem causar danos à saúde de animais, e isso inclui de minhocas a seres humanos. Tudo depende da forma como é aplicado no ambiente.

Os agrotóxicos podem ser usados em vasos de planta, jardins, pequenas roças ou grandes plantações com o propósito de evitar que microrganismos, e também plantas daninhas, prejudiquem o crescimento dos vegetais.


Apesar de proteger as plantas contra pragas, os agrotóxicos podem ser muito perigosos para os animais. (ilustração: Lula)

Então, vejamos, se os agrotóxicos agem pelo bem dos vegetais, eles são ótimos, certo? Nem sempre. Muitas vezes você vê na feira aqueles legumes frutas, verduras e frutas parecerem mais bonitos para conseguir um preço melhor e, para isso, muitos usam agrotóxicos além da conta. Os resultados disso são: dano à saúde do trabalhador rural, que, em geral, aplica o produto sem proteção; dano à saúde do consumidor, que ingere vegetais contaminados; e dano ao meio ambiente, pela poluição do solo e das águas, que prejudica das minhocas aos peixes.

E aí, o que fazer? Se você tiver algum receio na hora de fazer a feira, procure comprar os vegetais de produtores que você conheça para evitar consumir produtos contaminados. Outra opção é comprar produtos identificados na embalagem como orgânicos. Esta denominação é garantia de que não são produzidos com o uso de agrotóxicos. É melhor prevenir…

Por conta do risco que os agrotóxicos podem representar, cabe aos cientistas a tarefa de pesquisar outras formas de combater as pragas das plantações. Da mesma forma, cabe aos órgãos competentes a fiscalização dos produtores agrícolas para punir quem desobedece aos limites de utilização dos agrotóxicos, prejudicando as pessoas e o meio ambiente.

(Esta é uma reedição do texto publicado na CHC 188.)

Matéria publicada em 25.11.2014

 ENTENDENDO O TEXTO

1)   Qual é o assunto tratado no texto?

O assunto tratado no texto é o uso de agrotóxicos em alimentos.

 2)   Transcreva as informações principais desse texto.

Remédios para plantas, defensivos agrícolas, venenos contra pragas [...] são um escudo para as plantas, por outro, podem causar danos à saúde dos animais. [...]”

 

“Os agrotóxicos, podem ser usados em vasos de planta, jardins, pequenas roças ou grandes plantações com o propósito de evitar que microorganismos, e também plantas daninhas, prejudiquem o crescimento dos vegetais.”

 

“Apesar de proteger as plantas contra pragas, os agrotóxicos podem ser muito perigosos para os animais.”

 

“Os resultados disso são: dano à saúde do trabalhador rural que, em geral, aplica o produto sem proteção; dano à saúde do consumidor, que ingere vegetais contaminados; e dano ao meio ambiente, pela poluição do solo e das águas, que prejudica minhocas e peixes.”

 

“... procure comprar os vegetais de produtores que você conheça, para evitar consumir produtos contaminados. Outra opção é comprar produtos identificados na embalagem como orgânicos”.