terça-feira, 20 de agosto de 2019

POEMA: A GALINHA COR-DE-ROSA - DUDA MACHADO - COM GABARITO


Poema: A galinha cor-de-rosa
        
     Duda Machado

        Era uma galinha cor-de-rosa,
        Metida a chique, toda orgulhosa,
        Que detestava pisar no chão

        Cheio de lama do galinheiro.
        Ficava no alto do poleiro
        E quando saia do lugar,

        Batia as asas para voar.
        Mas seus pés acabavam na lama.
        Ai armava o maior chilique,
      
        Cacarejava, bicava o galo,
        E depois, com o ar de rainha,
        Lavava os pés numa pocinha.

                          Duda Machado. Histórias com poesia, alguns bichos e Cia. São Paulo: Ed. 34, 1997. p.
Fonte: Livro - Para Viver Juntos - Português - 6º ano - Ensino Fundamental- Anos Finais - Edições SM - p. 184.
Entendendo o poema:

01 – Releia a última estrofe do poema e selecione as palavras que acompanham os substantivos galo e pés e transcreva-as.
      A palavra o acompanha o substantivo galo; e a palavra os, o substantivo pés.

02 – Essas palavras estão no masculino ou no feminino?
      As duas palavras estão no masculino.

03 – Releia o título e transcreva a palavra que determina o gênero do substantivo galinha.
      A palavra que determina o gênero do substantivo galinha é o artigo a.

04 – Como os artigos colaboram na caracterização dos substantivos?
      Os artigos indicam o gênero (masculino ou feminino) e o número (singular ou plural) dos substantivos.

05 – Cite algumas características da galinha cor-de-rosa:
      A galinha cor-de-rosa, era metida a chique, toda orgulhosa e detestava pisar no chão.

06 – O que a galinha cor-de-rosa quando saia do poleiro?
      Ela batia as asas para voar.

07 – O que acontecia quando a galinha pisava na lama?
      A galinha dava o maior chilique, cacarejava, bicava o galo e depois lavava os pés em uma pocinha.



NOTÍCIA: PESQUISADORES GAÚCHOS ACHAM NOVO "DINOSSAURO-BISAVÔ" - LÉO GERCHMANN - COM GABARITO

Texto: Pesquisadores gaúchos acham novo "dinossauro-bisavô"
LÉO GERCHMANN
da Agência Folha, em Porto Alegre

Pesquisadores gaúchos encontraram, em São João do Polêsine (a 267 km de Porto Alegre), fósseis de um dinossauro com 228 milhões de anos. O animal, segundo os cientistas, é o maior já encontrado com essa idade.
A descoberta foi feita por pesquisadores da Ulbra (Universidade Luterana do Brasil) de Cachoeira do Sul.
Os fósseis estão em rochas do Período Triássico (que vai de 245 milhões a 200 milhões de anos atrás), o primeiro da Era Mesozóica (ou era dos dinossauros).
Os fósseis foram encontrados no dia 13 de junho. A conclusão de que se trata do maior dinossauro já encontrado do final do Triássico se deve ao tamanho dos ossos e ao desenvolvimento das articulações. Seus dentes, serrilhados, chegam a 5 cm.
O paleontólogo Sérgio Cabrera, coordenador da equipe, diz que a descoberta foi "uma surpresa".
O animal era um bípede com até cinco metros de comprimento e dois metros de altura, com dentes grandes, típicos de carnívoros. A presença de um certo tipo de fusão de ossos da pata também indica que o animal era um saurísquio (linhagem que originou tanto os carnívoros quanto os gigantes comedores de plantas).
Foram encontrados vértebras, dentes, falanges, ossos das patas e outros ossos ainda não identificados, todos reconstituídos em laboratório pelo grupo da Ulbra.

Os restos são semelhantes aos encontrados em Santa Maria em 1936 (o Staurikosaurus pricei, que atualmente está no Museu da Universidade Harvard, nos EUA), em Candelária em 1998 (Guaibasaurus candelariensis), e na Argentina em 1963 (Herrerasaurus ischigualastensis).
De acordo com Cabrera, o dinossauro, que ainda não tem nome, pesava em torno de 400 quilos e tinha pelo menos 20 anos de idade quando morreu. Trata-se possivelmente de um predador, com grande poder de perfuração das presas.
Léo Gerchmann.
Disponível em:http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u133925.shtml. Acesso em: 27 abr. 2015.
Fonte: Livro - Para Viver Juntos - Português - 6º ano - Ensino Fundamental- Anos Finais - Edições SM - p.135.
Entendendo o texto

1)   A palavra gaúchos refere-se a qual característica dos pesquisadores?
A palavra gaúchos indica a região de onde são os pesquisadores, ou seja, do Rio Grande do Sul.

2)   Que novo sentido a palavra bisavô acrescenta a dinossauro?
Acrescenta a ideia de que se trata de um animal que viveu em um tempo muitíssimo remoto.

3)   Quais eram as principais características do animal encontrado?
Tinha 228 milhões de anos; é o maior já encontrado com essa idade; apresentava dentes serrilhados; era um bípede com até 5 metros de comprimento e 2 metros de altura, com dentes grandes, típicos de carnívoros; pertencia à linhagem dos saurísquios; pesava em torno de 400 quilos e tinha cerca de 20 anos de idade quando morreu; possivelmente era um predador, com grande poder de perfuração das presas.

4)   Copie os adjetivos relacionados ao substantivo dentes.
Serrilhados e grandes.

5)   O que os adjetivos relacionados à palavra dentes informam sobre o dinossauro?
Os dentes grandes e serrilhados são típicos de animais carnívoros.

6)   De acordo com Cabrera, o dinossauro não tem nome. Se você pudesse escolher, que nome daria ao animal? Justifique sua escolha.
Resposta pessoal.

7)   Que recursos usados no texto contribuem para dar credibilidade à notícia?
Indicação das datas e do lugar em que ocorreu o fato; depoimento de um especialista; uso de termos específicos que denotam conhecimento sobre o assunto.
 








domingo, 18 de agosto de 2019

MÚSICA(ATIVIDADES): TELEGRAMA - ZECA BALEIRO - COM QUESTÕES GABARITADAS

ATIVIDADES COM A MÚSICA: TELEGRAMA
                 Zeca Baleiro

Eu tava triste tristinho
Mais sem graça que a top model magrela na passarela
Eu 'tava só sozinho
Mais solitário que um Paulistano
Que um canastrão na hora que cai o pano
'Tava mais bobo que banda de rock
Que um palhaço do circo Vostok

Mas ontem eu recebi um telegrama
Era você de Aracaju ou do Alabama
Dizendo nêgo, sinta-se feliz
Porque no mundo tem alguém que diz
Que muito te ama!
Que tanto te ama!
Que muito, muito te ama
Que tanto te ama!

Por isso hoje eu acordei com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho e desejar bom dia
De beijar o Português da padaria

Hoje eu acordei com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho e desejar bom dia
De beijar o Português da padaria

Mama, oh mama, oh mama
Quero ser seu quero ser seu quero ser seu quero ser seu papa

Mama, oh mama, oh mama
Quero ser seu quero ser seu quero ser seu quero ser seu papa

Eu tava triste, tristinho
Mais sem graça que a top-model magrela na passarela
Eu 'tava só, sozinho
Mais solitário que um Paulistano
Que um vilão de filme Mexicano
Tava mais bobo que banda de rock
Que um palhaço do circo Vostok
Mas ontem eu recebi um telegrama
Era você de Aracaju ou do Alabama
Dizendo nego sinta-se feliz
Porque no mundo tem alguém que diz
Que muito te ama!
Que tanto te ama!
Que muito te ama!
Que tanto, tanto te ama!

Por isso hoje eu acordei com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho e desejar bom dia
De beijar o Português da padaria

Hoje eu acordei com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho e desejar bom dia
De beijar o português da padaria

Me dê a mão, vamos sair
Pra ver o sol!

Mama, oh mama, oh mama
Quero ser seu quero ser seu quero ser seu quero ser seu papa

Mama, oh mama, oh mama
Quero ser seu quero ser seu quero ser seu quero ser seu papa

Hoje eu acordei com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho e desejar bom dia
De beijar o Português da padaria

Hoje eu acordei com uma vontade danada
De mandar flores ao delegado
De bater na porta do vizinho e desejar bom dia
De beijar o Português da padaria

Mama, oh mama, oh mama
Quero ser seu quero ser seu quero ser seu quero ser seu papa

Mama, oh mama, oh mama
Quero ser seu quero ser seu quero ser seu quero ser seu papa
Mama, oh mama, oh mama
Quero ser seu quero ser seu quero ser seu quero ser seu papa

Mama, oh mama, oh mama
Me dê a mão, vamos sair pra ver o sol (quero ser seu, quero ser seu)

Entendendo a canção

1)O eu lírico utiliza-se de vários elementos atuais para descrever sua solidão, seu desconforto como que vê e vive. Cite-os.

“(...) eu tava triste tristinho /mais sem graça que a top model magrela /na passarela /eu tava só sozinho/mais solitário que um paulistano /que um canastrão na hora que cai o pano / tava mais bobo que banda de rock /que um palhaço do Circo Vostok.
       
      2) Em “Eu tava triste, tristinho!”. Como podemos classificar essa fala:
          (  x ) linguagem coloquial
          (     ) linguagem formal

       3) A expressão  sem graça  significa:
           
Se refere àquilo que não agrada, não é engraçado e nem chama a atenção. Também corresponde àquilo que não desagrada, não gera desgosto.

     4)   Que imagens o eu lírico usa para falar de seus sentimentos?
“mais sem graça que a top model magrela na passarela”/ “mais solitário que um paulistano”/ “que um canastrão na hora que cai o pano”/ “mais bobo que banda de rock” / “que um palhaço do circo Vostok”.

        5)  A música apresenta várias comparações. O que elas têm em comum?
Todas falam de situações de tristeza ou solidão.

 6)  Por que o eu lírico repete o adjetivo e o usa na forma diminutiva na expressão triste tristinho?
Tanto a repetição como a forma diminutiva intensificam o sentimento de tristeza, presente também nas comparações feitas na canção.

 7)   Reescreva os seguintes versos modificando o grau dos adjetivos destacados para o que está indicado entre parênteses.
 “Estava mais sem graça que a top model na passarela”. (comparativo de igualdade)
“Estava tão sem graça quanto a top model na passarela”.

“Estava mais bobo que um palhaço”. (comparativo de inferioridade)
“Estava menos bobo que um palhaço”.



POEMA: NOTURNO RESUMIDO - MURILO MENDES - COM GABARITO


Poema: Noturno resumido
            
               Murilo Mendes - 1901-1975

A noite suspende na bruta mão
que trabalhou no circo das idades anteriores
as casas que o pessoal dorme comportadinho
atravessado na cama
comprada no turco a prestações.

A lua e os manifestos da arte moderna
brigam no poema em branco.

A vizinha sestrosa da janela em frente
tem na vida um camarada
que se atirou dum quinto andar.
Todos têm a vidinha deles.

As namoradas não namoram mais
porque nós agora somos civilizados,
andamos no automóvel gostoso pensando no cubismo.

A noite é uma soma de sambas
que eu ando ouvindo há muitos anos.

O tinteiro caindo me suja os dedos
e me aborrece tanto:
não posso escrever a obra-prima
que todos esperam do meu talento.
Entendendo o poema:

1)   Leia a última estrofe do poema.

a)   Reescreva a estrofe substituindo um dos dois pontos por uma conjunção que não altera o sentido expresso do poema.
“O tinteiro caindo me suja os dedos
e me aborrece tanto que
não posso escrever a obra-prima
que todos esperam do meu talento.”

b)   Que sentido a conjunção que expressa?
Sentido: consequência.

2)   O eu lírico trata sobre qual  assunto no poema?
Ele fala do “estar” do homem em um mundo caótico, com estruturas e verdades desequilibradas dos segredos cotidianos...

3)   Marque a única alternativa onde os recursos empregados no texto que o caracterizam como poético.
a)   Versos, descrição, linguagem figurada.
b)   Descrição, rimas, diálogos e ação de personagem.
c)   Rimas, estrofes, argumentos.
d)   Ritmo, rima, linguagem figurada.

4)   Que figura de linguagem há nos seguintes versos:
“A lua e os manifestos da arte moderna
brigam no poema em branco.?”
Prosopopeia ou personificação.


NOTÍCIA: FLORAÇÃO DO IPÊ-ROXO MARCA A PAISAGEM DO DF E ANUNCIA A NOVA ESTAÇÃO - FLÁVIA MAIA - COM GABARITO


Texto: Floração do ipê-roxo marca a paisagem do DF e anuncia a nova estação


A chegada de uma nova estação no Cerrado chama mais a atenção pelas cores do que pela mudança brusca de temperatura. Quem nasceu ou vive no Planalto Central sabe que, quando o capim verde se torna dourado e o ipê-roxo se destaca na paisagem, é sinal de que o inverno está próximo. Apesar da coloração puxada para o lilás, as árvores que primeiro floreiam as ruas de Brasília são as de flores roxas. Só depois as outras variedades de ipê — amarelo, branco, preto, verde e rosa — colorem a paisagem da capital.

Como cada cor tem o período específico para florescer, o brasiliense pode contar com as ruas floridas a partir de agora. Os exemplares no fim do Eixão Norte, na Avenida das Nações, na Catedral e em frente ao Ministério da Defesa, na Esplanada dos Ministérios, se exibem ao público. “Brasília é privilegiada em relação aos ipês. Eu fico esperando a hora que vai florescer e não tem um ano que ele não floresça”, diz, encantado, o técnico de laboratório Sérgio Rubens Ribeiro, 59 anos.

Os últimos ipês a começarem a florir são os de coloração branca e rosa-claro. Aparecem entre o fim de setembro e o início de outubro. Por causa do florescimento rápido — em cinco anos, a árvore começa a dar flores — essas árvores são bastante usadas no paisagismo de várias cidades brasileiras. Por isso, a familiaridade e a simpatia dos cidadãos pela espécie que está no seu dia a dia.

No Distrito Federal, existem várias espécies de ipê-roxo. As mais comuns são a Tabebuia heptaphylla e a Tabebuia impetiginosa, ambas típicas do cerrado. Porém, a professora de engenharia florestal da Universidade de Brasília (UnB) Carmen Regina Correia diz que na capital do país existem exemplares de outros biomas, como a Mata Atlântica e a caatinga. “Por isso, você vê flores diferentes, algumas salpicadas na copa da árvore, outras do tipo buquê”, explica.

Típicos da região do Cerrado, os ipês também são encontrados no Pantanal, em áreas de transição para a Amazônia em estados do Nordeste. Para a estudante de química Laiz de Oliveira, 18 anos, a beleza da espécie está justamente em não parecer com as árvores da região. “Eu não acho o Cerrado muito bonito, não, mas o ipê é bonito, porque é diferente. Não é baixinho nem retorcido e dá flores”, conta.


O ipê-roxo atinge o auge da beleza por volta dos 30 anos. Nessa idade, a árvore chega ao pico do crescimento. A média de altura varia de 12 a 15 metros, mas o tronco pode chegar a 20 metros. De acordo com a professora Carmen Regina, quem quiser plantar um exemplar em casa não terá muito trabalho. A semente é pequena e fica envolvida em uma fina película. Quando plantada, é fácil de pegar no solo. “Ela é alada, pronta para voar. Como é leve, chega em lugares distantes. Por isso, vemos tantos ipês espalhados”, revela a professora. Além da estética, a espécie tem valor econômico por causa da madeira e do uso medicinal.

Os ipês têm uma estratégia curiosa para resistir à falta de chuvas. O segredo está na raiz, que é profunda e alcança as reservas de água do subsolo. Para diminuir o gasto de energia e aproveitar melhor o escasso recurso hídrico da época, a árvore perde as folhas durante a estiagem. Nesse mesmo período, surgem as flores, que contribuem para a preservação da espécie, atraindo os polinizadores. As diferentes cores são para atrair insetos e pássaros, que acabarão por distribuir as sementes.

As áreas públicas do Distrito Federal contam com pelo menos dois outros tipos de ipês, além do roxo: os amarelos (Tabebuia serratifolia) e os brancos (Tabebuia roseo-alba). Não se sabe ao certo a quantidade dessas árvores que enfeitam a capital do país. A cidade permanecerá pintada pelos ipês-roxos até o fim de agosto. Depois, chega a floração do amarelo, que vem entre julho e outubro. As flores do ipê-branco desabrocham apenas no fim da seca, entre setembro e outubro.
Fonte: Livro - Para Viver Juntos - Português - 6º ano - Ensino Fundamental- Anos Finais - Edições SM - p.142.
Entendendo o texto

1)   Que acontecimento revela a chegada do inverno no Planalto Central?
O destaque do capim verde e a presença do ipê-roxo.

2)   No título da notícia, há um adjetivo que indica a atualidade do assunto tratado no texto. Que adjetivo é esse?
Nova.

3)   A qual substantivo esse adjetivo faz referência?
Estação.

4)   Reescreva o título, substituindo o termo indicado na questão 3 pela expressão período do ano. Faça as adaptações necessárias.
Floração do ipê-roxo marca a paisagem do DF e anuncia novo período do ano.

5)   Além do termo trocado, que outra palavra no título foi alterada?
O adjetivo nova, que passou a ser novo.

6)   Após a alteração, o título ficou adequado ao contexto comunicativo?
Apesar de o novo título apresentar uma informação correta, ele não ficou tão preciso quanto ao título original. O título alterado é geral, pois indica que se trata apenas de um novo período, enquanto o título original específica o período, uma nova estação.

7)   Quais adjetivos apresentados no texto caracterizam a semente de ipê?
Os adjetivos pequena, alada e leve.




quinta-feira, 15 de agosto de 2019

POEMA: IMAGEM - ARNALDO ANTUNES - COM GABARITO


POEMA: IMAGEM
                Arnaldo Antunes

palavra                
paisagem             contempla
cinema                 assiste
cena                    
cor                        enxerga
corpo                    observa
luz                        vislumbra
vulto                      avista
alvo                       mira
céu                        admira
célula                     examina
detalhe                   nota
imagem                  fita
olho                        olha

Arnaldo Antunes e Péricles Cavalcanti. Imagem. Intérprete: Arnaldo Antunes. Em: Nome. BMG, 1993
Fonte: Livro - Para Viver Juntos - Português - 6º ano - Ensino Fundamental- Anos Finais - Edições SM - p.98.
Entendendo o poema

1)   O que indicam as palavras da coluna da direita do poema?
Indicam ações.

2)   Quanto ao significado, o que há em comum entre todas as palavras dessa coluna?
Que todas as palavras indicam ações relacionadas ao ato de ver.

3)   O que indicam as palavras da coluna da esquerda do poema?
Indicam nomes de coisas.

4)   Que relações de sentido há entre as palavras das duas colunas?
Pode-se perceber que as palavras das duas colunas relacionam o ato de ver e o que se vê.

5)   Como podem ser classificadas as palavras da primeira coluna?
Todas as palavras da primeira coluna são substantivos.


POEMA: HORA DO BANHO - CLÁUDIO THEBAS - COM GABARITO


POEMA: Hora do Banho
               
              Cláudio Thebas

Entrar no banho, puxa vida,
é acabar com a brincadeira.

- Já pro banho, não enrola,
olha só quanta sujeira!!

Todo dia isso acontece
Minha mãe é mesmo fogo:
sempre fica me chamando
na melhor parte do jogo.



Eu subo pro banheiro
de bico, e emburrado.
"Todo mundo está brincando
e eu sozinho aqui, pelado!"

Aí... eu entro no box,
e o burro fica de fora.
A água começa a cair
e me esqueço logo da hora.

Ajeito pra trás o cabelo
que o creme rinse alisou.

"Luzes, câmera, ação!
Vai começar o meu show!"

Seguro o chuveirinho
e canto um rock maneiro.
Só engasgo, de vez em quando,
com a água do chuveiro.

A plateia, entusiasmada,
aplaude e pede mais um.
Durante o bis vou lavando
a barriga, o pintinho, o bumbum.

A minha touca de plástico
me serve que nem uma luva.
Com ela, sei que sou um índio,
e invento uma dança da chuva.

Cláudio Thebas. Amigos do Peito. Belo Horizonte: Formato, 1996 p. 26-7
Fonte: Livro - Para Viver Juntos - Português - 6º ano - Ensino Fundamental- Anos Finais - Edições SM - p.212.
Entendendo o poema
1)   O poema fala do conflito entre a mãe e o filho em relação à hora do banho. Explique esse conflito.
Diariamente, há dificuldade para o menino entrar no banho, pois não quer interromper a brincadeira; assim, a mãe tem de ficar chamando o filho insistentemente para que ele vá tomar banho.

2)   Que figura o eu lírico desse poema representa?
A figura de uma criança.

3)   Quando o eu lírico diz “Todo dia isso acontece”, a qual fato o termo isso faz referência?
Ao fato de que todo dia sua mãe o interrompe na melhor parte do jogo para que ele vá tomar banho.

4)   Qual a importância do uso desse termo para a manutenção do ritmo e da musicalidade do poema?
Ao utilizar o termo isso, evita-se a repetição de toda frase, contribuindo assim para a sonoridade do poema.