sábado, 14 de agosto de 2021

POEMA(FRAGMENTO): MORTE E VIDA SEVERINA - JOÃO CABRAL DE MELO NETO - COM GABARITO

 POEMA(FRAGMENTO): MORTE E VIDA SEVERINA

                                       João Cabral de Melo Neto

 

O retirante explica ao leitor quem é e a que vai

– O meu nome é Severino,

como não tenho outro de pia.

Como há muitos Severinos,

que é santo de romaria,

deram então de me chamar

Severino de Maria

como há muitos Severinos

com mães chamadas Maria,

fiquei sendo o da Maria

do finado Zacarias.

João Cabral de Melo Neto. Morte e vida severina. Rio de Janeiro: Alfaguara, 2007.

 

Entendendo o texto

1.   De que se trata o poema?

Narra a trajetória de um migrante nordestino em busca de condições melhores de vida no litoral.

2.   No segundo verso, o poeta usa a expressão “de pia” para se referir a qual substantivo?

         Refere-se ao substantivo “nome”, oculto no segundo verso, porém apreensível pelo contexto.

3.   De acordo com o contexto, qual é efeito de sentido causado pelo uso dessa expressão em relação ao substantivo ao qual se refere?

         Essa expressão acrescenta uma característica ao substantivo “nome” e, no contexto, refere-se ao nome de batismo do eu lírico.

4.   Considerando a resposta dada em b, reescreva o segundo verso da estrofe substituindo a expressão por um adjetivo e por uma locução adjetiva de mesmo valor semântico:

         Resposta pessoal. Dentre as possibilidades, podem ser citadas: “como não tenho outro de batismo”, “como não tenho outro batismal”.

 

POEMA(FRAGMENTO): AUTOPSICOGRAFIA - FERNANDO PESSOA - COM GABARITO

 POEMA(FRAGMENTO): AUTOPSICOGRAFIA

               

                         Fernando Pessoa

O poeta é um fingidor.

Finge tão completamente

Que chega a fingir que é dor

A dor que deveras sente.

 

Fernando Pessoa. Autopsicografia.

Em: Fernando Pessoa: obra poética. Rio de Janeiro:

Cia. José Aguilar Editora, 1972. p. 164.

Entendendo o texto

1) O termo “fingidor” no primeiro verso pode ser classificado como:

( ) forma nominal ( ) substantivo (x ) adjetivo

Por quê?

O termo “fingidor” é nesse verso um substantivo porque tem a função de nomear um ser que finge, no contexto, indeterminado pelo artigo indefinido.

2) Reescreva o primeiro verso do poema substituindo o termo “fingidor” por uma forma nominal do verbo “fingir” compatível com a estrutura gramatical do verso:

O poeta é um fingido.

3) Há diferença de sentido entre o verso construído na questão 2 e o original do poema? Justifique sua resposta.

Sim, pois o substantivo “fingidor” designa, por definição, uma pessoa que pratica a ação de fingir, ao passo que a forma nominal “fingido”, com valor de adjetivo no contexto, designa apenas uma característica do poeta e não concretamente algo que ele faz.

4) A quem se refere o verbo “fingir” no segundo verso e em qual tempo e o modo ele está conjugado?

O verbo fingir se refere a “poeta” e está conjugado no presente do indicativo.

5) Como o tempo verbal empregado no verbo “fingir” contribui com a construção da imagem dos poetas proposta pelo eu lírico do poema?

Ao usar o presente do indicativo para se referir à ação de “fingir”, supostamente praticada pelos poetas, o eu lírico atribui um modo de ser a eles, definindo permanentemente o caráter dos poetas em sua visão.

6) O termo “fingir” no terceiro verso do poema pode ser classificado como:

(x ) forma nominal ( ) substantivo ( ) verbo conjugado

Por quê?

Trata-se de uma forma nominal (infinitivo), pois o verbo fingir nessa ocasião não indica nenhum tipo de flexão ou modo e é empregado única e exclusivamente para designar uma ação.

NOTÍCIA(FRAGMENTO): ENTRETENIMENTO - REVISTA VEJA - COM GABARITO

 NOTÍCIA(FRAGMENTO): ENTRETENIMENTO

                                      Revista Veja

 Um abraço de mãe e filho, ele no colo dela. Há tamanha ternura na cena, rodada no quarto de uma chácara em Amparo, interior de São Paulo, que ela é capaz de tirar um sorriso do rosto concentrado de Carlo Milani, diretor de O Escaravelho do Diabo, adaptação do livro de Lúcia Machado de Almeida que ganha as telas de cinema até o final deste ano. Clássico da literatura infantojuvenil, o livro lançado originalmente em 1972 ganha uma versão cinematográfica depois de comprovar o sucesso ao longo de mais de quatro décadas e 27 edições [...].

 ‘O Escaravelho do Diabo’, clássico infantojuvenil, vira filme. Veja (on-line), 16 fev. 2015. Disponível em: <http://veja.abril.com.br/

noticia/entretenimento/o-escaravelho-do-diabo-classico-infantojuvenil-vira-filme>. Acesso em: 14 abr. 2015.

Entendendo o texto

                    

1) Pelo trecho é possível afirmar que o assunto central da notícia é:

(  ) Adaptação de um filme para uma obra literária.

(x ) Adaptação de uma obra literária para o cinema.

(  ) A literatura infantojuvenil.

(  ) O sucesso de vendas de uma obra literária.

 2) O que o adjetivo “clássico” acrescenta ao fato noticiado?

O adjetivo “clássico” acrescenta uma particularidade ao substantivo “livro”, que no contexto se refere especificamente à obra literária O escaravelho do Diabo. Nessa ocasião, o termo clássico se refere ao caráter de êxito da obra, que se tornou famosa e teve um grande número de edições.

 3) Por meio de qual termo conseguimos identificar a faixa etária à qual se destina a obra O escaravelho do Diabo?

Através do termo infantojuvenil.

 4) No contexto, a que classe gramatical pertence esse termo? Justifique sua resposta.

Pertence à classe dos adjetivos, pois caracteriza/especifica o substantivo “literatura”.

 5) Embora os verbos estejam conjugados prioritariamente no presente do indicativo, a notícia refere-se a um fato que ainda vai acontecer. Considerando as particularidades desse gênero textual, como é possível justificarmos o presente do indicativo nesse caso?

No caso das notícias, o uso dos verbos no presente do indicativo para se referir a fatos que ainda vão acontecer ou a fatos que já aconteceram é um recurso empregado para expressar ao leitor a ideia de atualidade.

CONTO(FRAGMENTO): CINDERELA( OU O SAPATINHO DE VIDRO) - TRAD. MARIA LUIZA X. DE A.BORGES - COM GABARITO

 CONTO(FRAGMENTO): CINDERELA (ou O sapatinho de vidro)


Era uma vez um fidalgo que se casou em segundas núpcias com a mulher mais arrogante e mais orgulhosa que já se viu. Ela tinha duas filhas de temperamento igual ao seu, sem tirar nem pôr.

O marido, por seu lado, tinha uma filha que era uma pessoa extremamente doce. Nisso, saíra-se à mãe, que tinha sido a melhor criatura do mundo.

Assim que o casamento foi celebrado, a madrasta começou a mostrar seu mau gênio, encarregando a enteada dos serviços mais grosseiros da casa. [...]

Cinderela ou O sapatinho de vidro. Em: Contos de fadas, de Perrault, Grimm, Andersen & outros.

Trad. Maria Luiza X. de A. Borges. Rio de Janeiro: Zahar, 2010. p. 19.

Entendendo o texto

1) Os termos “segundas” e “duas” destacados no primeiro parágrafo do fragmento podem ser classificados como:

(  ) substantivos

(  ) adjetivos

( X) numerais

Por quê?

Os termos “segundas” e “duas” podem ser classificados como numerais, pois expressam quantidades numéricas no contexto em que são utilizados, isto é, no caso, “segundas” indica a quantidade de vezes que o fidalgo havia se casado e “duas” indica a quantidade de filhas que a esposa do fidalgo tinha.

2) O termo “uma” destacado no segundo parágrafo pertence à mesma classe gramatical dos termos mencionados em a? Justifique sua resposta.

Sim, pois no contexto refere-se à quantidade de filhos que o fidalgo tinha.

3) O termo “doce” destacado no segundo parágrafo do fragmento pode ser classificado como:

(  ) substantivo

( X ) adjetivo

(  ) forma nominal

Por quê?

O termo “doce” pode ser classificado como adjetivo nesse contexto por se referir a um aspecto qualitativo referente à filha do fidalgo.

4) Os termos “arrogante” e “orgulhosa” no primeiro parágrafo podem ser considerados:

(  ) substantivos, pois caracterizam a esposa do fidalgo e as duas filhas dela.

(  ) substantivos, pois dão nome às características atribuídas à esposa do fidalgo e as duas filhas dela.

(X ) adjetivos, pois caracterizam a segunda esposa do fidalgo e as duas filhas dela.

( ) substantivos, pois dão nome às características atribuídas à esposa do fidalgo.

 

 

CARTAZ: CAMPANHA DE DOAÇÃO DE BRINQUEDOS - COM GABARITO

 Observe o cartaz de campanha de doação de brinquedos.

 

 Entendendo o texto

1) Por que “Doe um brinquedo e faça uma criança sorrir” expressa indeterminação tanto do brinquedo como da criança que o receberá?

Porque o uso do artigo indefinido “um” expressa que qualquer brinquedo poderá ser doado e que qualquer criança que o receber sorrirá.

2) Conclui-se, portanto, que a campanha:

( ) é bastante particularizada e específica.

(X ) é generalizada e abrangente.

3) Os termos que indicam características ou particularidades dos brinquedos solicitados são:

(X ) novos

(X ) usados

(X ) em bom estado de conservação

(X ) carentes

4) Por que essas particularidades são importantes nesse anúncio?

São importantes para que as pessoas saibam que tipos de brinquedos podem ser doados à campanha.

 




 

EPISÓDIOS DO PROGRAMA: NOSSA LÍNGUA - REDE CULTURA - (FRAGMENTO) - COM GABARITO

 EPISÓDIOS DO PROGRAMA: “Nossa Língua”, veiculado pela Rede Cultura:

(Fragmento)

No quinto episódio da temporada 2011 do “Nossa Língua”, veiculado pela Rede Cultura de televisão, Tininha é uma atendente de telemarketing que usa gerúndios a torto e a direito.

Felipe, um cliente que precisa consertar um aparelho eletrônico, irrita-se com frases como “o senhor gostaria de estar registrando uma reclamação”, “em que eu poderia estar ajudando o senhor”, “eu não vou poder estar ajudando”, “eu vou estar transferindo sua ligação” ou “eu vou poder estar repetindo as informações”.

Solange Martins. Uso do gerúndio. Disponível em:<http://tvcultura.cmais.com.br/nossalingua/socorro-lingua-portuguesa/uso-do-gerundio>.Acesso em: 13 abr. 2015.

ENTENDENDO O TEXTO

1) Do ponto de vista da construção verbal, por que Felipe se irrita com o modo de falar de Tininha? Justifique sua resposta com base no contexto apresentado.

Felipe irrita-se com o modo de falar de Tininha porque ela flexiona na forma nominal do gerúndio todos os verbos que indicam ação.

A construção verbal empregada pela atendente, conhecida como gerundismo, caracteriza-se por utilizar a forma nominal gerúndio para se referir a uma ação futura como se ela estivesse em processo no momento de sua ocorrência.

2) No contexto, por que o uso da flexão dos verbos empregada por Tininha é inadequada?

É inadequado porque o gerúndio deve ser usado para indicar ações que ocorrem no exato momento da fala e não para exprimir uma continuidade de uma ação que se realizará ou poderá se realizar no futuro.

3) Considerando as respostas anteriores, reescreva nas linhas a seguir as falas da personagem Tininha, tornando-as adequadas:

O senhor gostaria de deixar uma reclamação?/ Em que eu posso/poderia ajudá-lo?/ Eu não vou poder (ou eu não posso) ajudá-lo/ Vou transferir sua ligação./ Vou repetir (ou repetirei) as informações.

 

MÚSICA(ATIVIDADES): NAQUELA MESA - SÉRGIO BITTENCOURT - COM GABARITO

 MÚSICA(Atividades): “Naquela mesa”

                                                    Elizeth Cardoso/Sérgio Bittencourt

Naquela mesa ele sentava sempre

E me dizia sempre o que é viver melhor

Naquela mesa ele contava histórias

Que hoje na memória eu guardo e sei de cor

Naquela mesa ele juntava gente

E contava contente o que fez de manhã

E nos seus olhos era tanto brilho

Que mais que seu filho

Eu fiquei seu fã

 

Eu não sabia que doía tanto uma mesa no canto

Uma casa um jardim se eu soubesse o quanto dói a vida

Essa dor tão doída não doía assim

Agora resta uma mesa na sala

Que hoje ninguém mais fala no seu bandolim

Naquela mesa tá faltando ele e a saudade dele

Tá doendo em mim

Sérgio Bittencourt. Naquela mesa. Interpretado por Elizeth Cardoso.

Em: Disco de ouro (LP), 1974.

Entendendo o texto

1.) Na estrofe da letra de canção, o pronome “naquela” é usado para enfatizar:

(  ) uma memória relativa a um objeto e a um espaço ocupados pelo eu lírico no passado.

(  ) a existência de um objeto que, apesar de estar no mesmo espaço em que está o eu lírico da canção, encontra-se fisicamente distante dele.

(X ) uma memória relativa a um objeto e a um espaço ocupados pela pessoa a quem o eu lírico se refere na canção.

2) De acordo com o contexto, quem é a pessoa recordada pelo eu lírico da estrofe da canção?

A pessoa recordada pelo eu lírico da canção é o pai.

3) Que pronome pessoal foi usado para se referir a essa pessoa? Classifique-o.

O pronome pessoal usado para referir-se à pessoa recordada é “ele”, pronome pessoal do caso reto.