domingo, 4 de outubro de 2020

CRÔNICA: O CASAL DA OUTRA MESA - MARNE R. - COM QUESTÕES GABARITADAS

 CRÔNICA: O CASAL DA OUTRA MESA

             Sentado na mesa de um café, via um homem e uma mulher conversarem numa mesa a uma certa distância da minha. Eles riam, gesticulavam. O rapaz falava coisas fazendo sinal de aspas com os dedos. Deus do Céu! como isso me irrita! Aspas são um sinal escrito que marca um tom de voz diferenciado ao falar, seja de ironia, de brincadeira... Para “falar entre aspas” basta dar à palavra a entonação certa. Absolutamente irritante. A mim, já me faria perder a linha de todo o resto do argumento. Ficaria nas “aspas manuais” e não passaria delas.

 [...]

         Minha vida não andava das melhores, mas também não podia me queixar. Estava sem namorada, o emprego não me trazia grandes realizações, não ia a grandes lugares, não fazia grandes viagens... mas também não havia coisas ruins acontecendo. Estava tudo no modo normal, digamos... Ou num platô, como diria uma antiga terapeuta. Outra coisa, portanto, que me deixa um pouco irritado: usar palavras estrangeiras sem necessidade alguma. As lojas estão cheias de “sale” ou “50% off ”. Parece que há alguma proibição para o uso da palavra “liquidação” ultimamente. Nos meus tempos de juventude, tínhamos que cuidar para ter uma silhueta esbelta: hoje cuidamos do “shape”. Quase pulo de irritação quando alguém pronuncia a palavra “shape”! E o tal platô, como chamaríamos? Patamar? Talvez. Soa melhor, pelo menos. [...]

 Marne r. O casal da outra mesa. Recanto das letras. Disponível em: . Acesso em: 6 ago. 2018.

Fonte: Livro: Se liga na língua, 9º ano. Ed. Moderna, 1ª ed. 2018, p.202

Entendendo a crônica

a)   A ideia para a escrita de uma crônica pode surgir de um fato banal, cotidiano, real ou imaginado, que desperta as reflexões do cronista. O que motivou essa crônica?

 A observação de um rapaz que fazia o sinal de aspas com as mãos, o que levou o cronista a refletir sobre aspectos linguísticos.

 

b)   No primeiro parágrafo, o cronista critica o comportamento de um rapaz. Segundo ele, que aspecto da linguagem o rapaz parece desconhecer?

O fato de as aspas serem sinais usados na escrita para expressar algo que é próprio da fala, o que as tornaria desnecessárias em situações de conversação.

 

c)   Por que houve uso de aspas em “falar entre aspas”?

Para destacar o sentido da expressão.

d)   Uma das funções das aspas é marcar palavras citadas. Que palavras ou expressões poderiam ser marcadas por elas em “Estava tudo no modo normal, digamos... Ou num platô, como diria uma antiga terapeuta”?

“Modo normal” e “platô”

e)   No segundo parágrafo, o texto revela outro emprego das aspas. O que as justifica nas palavras “sale”, “off” e “shape”?

São estrangeirismos.

sábado, 3 de outubro de 2020

POEMA: EXP - CHACAL - COM QUESTÕES GABARITADAS

 Poema: EXP   

                                                                        Chacal

Mal vc abre os olhos
e uma voz qq vem lhe dizer
o q fazer o q comer
como vestir

Todos querem se meter
numa coisa que só
a vc compete:
viver a sua vida

Deletar, destruir, detonar
esses atravessadores

A vida é uma só
e a única verdade
é a sua experiência

Não terceirize sua vida


Viva viva viva
essa é a sua vida.

CHACAL. In: Adilson Miguel (Org.) Traçados diversos: uma antologia de poesia contemporânea. Vários autores. São Paulo: Scipione, 2008. P. 150 (Escrita Contemporânea).

Vocabulário

·        Atravessadores: intermediários em negócios; pessoas que lucram ao colocar-se entre quem produz e quem vende para o público final.

·        Terceirizar: Forma de organização em que uma empresa contrata outra para fazer uma parte de suas atividades.

Entendendo o poema:

01 – O que o eu lírico do poema “Exp” recusa? O que ele aconselha ao interlocutor?

      O eu lírico recusa as interferências das outras pessoas na vida dele e aconselha ao interlocutor que viva a própria vida e cuide dela sem aceitar o comando dos outros.

02 – Observe a escolha das palavras que compõem o poema.

a)   A quem se refere o pronome você (vc) nesse poema?

A todas as pessoas, inclusive o eu lírico; o pronome você foi usado para generalizar.

b)   Além de vc, quais outras palavras não estão escritas conforme as convenções da ortografia?

As palavras qq e q (três vezes).

c)   Por que o uso dessa linguagem ajuda a esclarecer a crítica feita no poema?

Essa linguagem, típica da internet, sugere de onde vêm as interferências rejeitadas: das redes sociais, por exemplo.

d)   Observe as estrofes que concentram essas palavras. O que ocorre ao longo do poema?

O uso dessas palavras concentra-se nas duas primeiras estrofes, sendo abandonado nas demais.

e)   Na sua opinião, o que explica a mudança no uso dessas palavras?

Resposta pessoal do aluno.

03 – Analise o uso da palavra atravessador.

a)   Por que as pessoas que interferem na vida dos outros são chamados no poema de “atravessadores”?

Porque passam a intermediar a relação entre o indivíduo e os Noutros ao ditar formas de comportamento.

b)   Que outra palavra também está ligada ao campo de sentido da economia? O que ela significa no contexto?

Terceirizar, usada no mundo dos negócios para se referir à transferência de parte das atividades de uma empresa para outra. No caso, quem aceita as interferências atribui aos outros a responsabilidade por algumas de suas ações.

04 – Releia a última estrofe.

a)   Que sentidos podem ser atribuídos à palavra viva?

Viva, nesse contexto, pode ser o verbo viver conjugado no modo imperativo ou a interjeição que sugere alegria intensa (no contexto, pela recuperação da vida própria).

b)   O que a palavra sua reforça no encerramento do poema?

O pronome reforça a ideia de que a vida pertence ao interlocutor, que deve recuperar o domínio pleno sobre ela.

05 – Suponha que alguém tivesse compartilhado o poema “Exp” usando um perfil de rede social. Para que não houvesse contradição entre o poema e os demais conteúdos, que postagens não seriam esperadas por parte do mesmo perfil?

      Resposta pessoal do aluno.

 

 

CRÔNICA: A CARROÇA DOS CACHORROS - LIMA BARRETO - COM GABARITO

 Crônica: A carroça dos cachorros

                  Lima Barreto 

   Quando de manhã cedo, saio da minha casa, triste e saudoso da minha mocidade que se foi fecunda, na rua eu vejo o espetáculo mais engraçado desta vida.

     Amo os animais e todos eles me enchem do prazer natureza.

    Sozinho, mais ou menos esbodegado, eu, pela manhã desço a rua e vejo.

        O espetáculo mais curioso é o da carroça dos cachorros. Ela me lembra a antiga caleça dos ministros de Estado, tempo do império, quando eram seguidas por duas praças de cavalaria de polícia.

        Era no tempo da minha meninice e eu me lembro disso com as maiores saudades.

        -- Lá vem a carrocinha! - dizem.

        E todos os homens, mulheres e crianças se agitam e tratam de avisar os outros.

        Diz Dona Marocas a Dona Eugênia:

        -- Vizinha! Lá vem a carrocinha! Prenda o Jupi!

        E toda a “avenida" se agita e os cachorrinhos vão presos e escondidos.

        Esse espetáculo tão curioso e especial mostra bem de que forma profunda nós homens nos ligamos aos animais.

        Nada de útil, na verdade, o cão nos dá; entretanto, nós o amamos e nós o queremos.

        Quem os ama mais, não somos nós os homens; mas são as mulheres e as mulheres pobres, depositárias por excelência daquilo que faz a felicidade e infelicidade da humanidade – o Amor.

        São elas que defendem os cachorros dos praças de polícia e dos guardas municipais; são elas que amam os cães sem dono, os tristes e desgraçados cães que andam por aí à toa.

        Todas as manhãs, quando vejo semelhante espetáculo, eu bendigo a humanidade em nome daquelas pobres mulheres que se apiedam pelos cães.

        A lei, com a sua cavalaria e guardas municipais, está no seu direito em persegui-los; elas, porém, estão no seu dever em acoitá-los.

Lima Barreto

Entendendo a crônica:

01 – A partir a leitura da crônica, o adjetivo “pobres” caracteriza:

a)   As mulheres.

b)   Os policiais.

c)   Os sentimentos do cronista.

d)   Os cães.

02 – A crônica é narrada em 1ª ou em 3ª pessoa? Destaque do texto elementos que justifiquem o foco narrativo escolhido.

      É narrada em 1ª pessoa, conforme este trecho: “— Quando de manhã cedo, saio...”.

03 – O narrador participa da história ou apenas observa?

      Não, apenas observa.

04 – Onde e quando se passa a história?

      Na rua onde mora o narrador e o fato acontece de manhã, cedo.

05 – No trecho: “E toda a “avenida” se agita e os cachorrinhos vão presos e escondidos”, as aspas na palavra avenida foram utilizadas com propósito:

a)   Expressivo figurativo.

b)   Apenas de chamar a atenção para a passagem da carrocinha.

c)   De marcar ironia.

d)   De indicar que se trata de palavra de língua estrangeira.

06 – Transcreva do texto adjetivos e/ou locuções adjetivas que se referem:

a)   Aos sentimentos do cronista.

Triste, saudoso, solitário, esbodegado.

b)   Aos cachorros.

Tristes, desgraçados.

07 – No trecho: “São elas que defendem os cachorros dos praças de polícia e dos guardas municipais; são elas que amam os cães sem dono, os tristes e desgraçados cães que andam por aí à toa.”, as palavras destacadas se referem a:

a)   Vizinhas.

b)   Às mulheres.

c)   Dona Marocas e Dona Eugênia.

d)   Às mulheres e às mulheres pobres.

08 – Em:

        “E todos os homens, mulheres e crianças se agitam e tratam de avisar os outros.

        Diz Dona Marocas a Dona Eugênia:

        -- Vizinha! Lá vem a carrocinha! Prenda o Jupi!”.

        A transformação correta do trecho sublinhado no texto para o discurso indireto no pretérito está na alternativa:

a)   Dona Marocas disse à vizinha que está vindo a carrocinha e que ela prende o Jupi!

b)   Dona Marocas disse à vizinha que está vindo a carrocinha e que ela devesse prende o Jupi!

c)   Dona Marocas disse à vizinha que virá a carrocinha e que Dona Eugênia deve prender o Jupi.

d)   Dona Marocas dizia à vizinha que aqui viria a carrocinha e que Dona Marocas deverá prender o Jupi.

09 – São características da crônica:

I – A presença de heróis e seres sobrenaturais.

II – Explicar acontecimentos misteriosos e sobrenaturais nos quais a natureza tem papel marcante.

III – Gênero narrativo marcado pela brevidade, narra fatos históricos em ordem cronológica.

IV – Gênero narrativo publicado em jornal ou revista, destina-se à leitura diária ou semanal, pois trata de acontecimentos cotidianos.

V – Ausência de autor conhecido, em razão de sua origem muito antiga e oral.

        Após analisar as afirmativas acima, marque a única alternativa correta.

a)   I e II.

b)   I e III.

c)   IV e V.

d)   I e V.

e)   III e IV.

10 – O texto apresenta um fato que faz parte do cotidiano das pessoas de uma rua. Que fato é esse?

      O fato de uma vizinha ter avisado a outra que era para esconder seu cachorro que a carrocinha estava passando. Ser solidário com outro vizinho.

11 – Das alternativas a seguir, qual a que melhor sintetiza a crônica de Lima Barreto?

a)   O cronista está saudoso de sua mocidade, portanto escreve um texto sobre os cachorros.

b)   Em sua crônica, Lima Barreto faz uma crítica severa à carroça dos cachorros, que torna a vida das pessoas mais simples, um transtorno.

c)   Lima Barreto demonstra, em sua crônica, que as pessoas são mais solidárias com os cachorros que com outras pessoas.

d)   O olhar do cronista, quase ingênuo, observa um episódio corriqueiro, a passagem da carroça dos cachorros, e o transforma em um tributo à natureza humana.

e)   O episódio da passagem da carroça dos cachorros leva o cronista a refletir sobre questões cruciais para a realidade do Brasil, como a segurança, por exemplo.

 

 

CRÔNICA: TCHAU (FRAGMENTO) - LYGIA BOJUNGA - COM GABARITO

 Crônica: Tchau (Fragmento)


                                                   Lygia Bojunga

        [...]

        De repente a Mãe ficou de joelhos, agarrou as duas mãos da Rebeca e foi despejando a fala:

        — Eu me apaixonei por um outro homem, Rebeca. Eu estou sentindo por ele uma coisa que nunca! nunca eu tinha sentido antes. Quando eu conheci o teu pai eu fui gostando cada dia mais um pouco dele, me acostumando, ficando amiga, querendo bem. A gente construiu na calma um amor gostoso e foi feliz uma porção de anos. E mesmo quando eu reclamava que ele gostava mais da música do que de mim, eu era feliz...

        — O pai adora você! você não pode...

        —... e mesmo no tempo que o dinheiro era super apertado a gente era feliz...

        — Ele gosta de você! ele gosta demais de você.

        —... mas este último ano a gente tá sempre discutindo, a gente briga a toda hora.

        — Por quê?

        — Não sei; quer dizer, eu sei; eu sei mais ou menos, essas coisas a gente nunca sabe direito, mas eu sei que eu fui me sentindo sozinha.

        [...].

NUNES, L. B. Tchau. In: Tchau. 3. ed. Rio de Janeiro: Agir, 1987. p. 10 – 21.

Entendendo a crônica:

01 – O uso de reticências durante o diálogo entre a mãe e a filha, permite inferir que as personagens:

a)   Interrompem a fala uma da outra.

b)   Brigam porque a mãe ficou de joelho.

c)   Usam pausas reflexivas no diálogo.

d)   Tranquilizam-se durante a conversa.

e)   Conversam coisas sem conexão.

02 – No trecho do texto, percebe-se uma:

a)   Lembrança do encontro inicial do casal.

b)   Demonstração de diálogo entre as amigas.

c)   Experiência vivida pela filha com um novo namorado.

d)   Discussão sobre o relacionamento de mãe e filha.

e)   Tentativa da filha em reestabelecer o casamento dos pais.

CONTO: A MULHER DO ANACLETO - LIMA BARRETO - COM GABARITO

 Conto: A Mulher do Anacleto

                Lima Barreto

       Este caso se passou com um antigo colega meu de repartição.

  Ele, em começo, era um excelente amanuense, pontual, com magnífica letra e todos os seus atributos do ofício faziam-no muito estimado dos chefes.

      Casou-se bastante moço e tudo fazia crer que o seu casamento fosse dos mais felizes. Entretanto, assim não foi.

        No fim de dois ou três anos de matrimônio, Anacleto começou a desandar furiosamente. Além de se entregar à bebida. Deu-se também ao jogo.

        A mulher muito naturalmente começou a censurá-lo.

        A princípio, ele ouvia as observações da cara metade com resignação; mas, em breve, enfureceu-se com ela e deu em maltratar fisicamente a pobre rapariga.

        Ela estava no seu papel, ele, porém, é que não estava no dele.

        Motivos secretos e muito íntimos, talvez explicassem a sua transformação; a mulher, porém, é que não queria entrar em indagações psicológicas e reclamava. As respostas a estas acabaram por pancadaria grossa. Suportou-a durante algum tempo. Um dia, porém, não esteve mais pelos autos e abandonou o lar precário. Foi para a casa de um parente e de uma amiga, mas, não suportando a posição inferior de agregada, deixou-se cair na mais relaxada vagabundagem de mulher que se pode imaginar.

        Era uma verdadeira "catraia" que perambulava suja e rota pelas praças mais reles deste Rio de Janeiro.

        Quando se falava a Anacleto sobre a sorte da mulher, ele se enfurecia doidamente:

        — Deixe essa vagabunda morrer por aí! Qual minha mulher, qual nada!

        E dizia cousas piores e injuriosas que não se podem pôr aqui.

        Veio a mulher a morrer, na praça pública; e eu que suspeitei, pelas notícias dos jornais, fosse ela, apressei-me em recomendar a Anacleto que fosse reconhecer o cadáver. Ele gritou comigo:

        — Seja ou não seja! Que morra ou viva, para mim vale pouco!

        Não insisti, mas tudo me dizia que era a mulher do Anacleto que estava como um cadáver desconhecido no necrotério.

        Passam-se anos, o meu amigo Anacleto perde o emprego, devido à desordem de sua vida. Ao fim de algum tempo, graças à interferência de velhas amizades, arranja um outro, num Estado do Norte.

        Ao fim de um ano ou dois, recebo uma carta dele, pedindo-me arranjar na polícia certidão de que sua mulher havia morrido na via pública e fora enterrada pelas autoridades públicas, visto ter ele casamento contratado com uma viúva que tinha "alguma cousa", e precisar também provar o seu estado de viuvez.

        Dei todos os passos para tal, mas era completamente impossível. Ele não quisera reconhecer o cadáver de sua desgraçada mulher e para todos os efeitos continuava a ser casado.

        E foi assim que a esposa do Anacleto vingou-se postumamente. Não se casou rico, como não se casará nunca mais.

www.nead.unama.br

Entendendo o conto:

01 – Identifique no texto:

a)   Título e autor:

A mulher de Anacleto, de Lima Barreto.

b)   Como inicia a história:

O autor apresenta o Anacleto.

c)   Tema ou acontecimento:

A separação do casal devido a comportamento agressivos de Anacleto.

d)   Tipo de linguagem:

Linguagem culta, norma padrão da língua.

e)   Fatos que formam a história (enredo):

Anacleto torna-se agressivo. A mulher vai embora de casa. Vai morar com amiga, mas não suporta a vida de agregada. Cai na “vida”. Morre em praça pública. O órgão de segurança pública a sepultada como indigente, pois o ex-marido não faz reconhecimento. Anacleto tenta casar novamente, mas não pode, porque não reconhece o matrimônio.

f)    Personagens:

Anacleto e sua esposa.

g)   Tempo:

Passado.

h)   Espaço:

Rio de Janeiro.

i)     Narrador:

O narrador, além de narrar, participa de alguns momentos da história. Identifica-se tanto a 3ª como a 1ª pessoa.

j)     Localize no texto lido trechos que representam a fala do narrador e a fala do(a) personagem(ns).

·        Fala do narrador:

“Este caso se passou com um antigo colega meu de repartição.

Ele, em começo, era um excelente amanuense, pontual, com magnífica letra e todos os seus atributos do ofício faziam-no muito estimado dos chefes.

Casou-se bastante moço e tudo fazia crer que o seu casamento fosse dos mais felizes. Entretanto, assim não foi.”

·        Fala da personagem:

Discurso direto: “— Seja ou não seja! Que morra ou viva, para mim vale pouco!”

k)   Que emoção o conto desperta?

O conto traz uma lição, um ensinamento: “o que faz aqui, paga-se aqui”.

l)     O final é inesperado?

O final é inesperado porque não se espera que Anacleto receba com a mesma moeda o favor que não fez.

 

 

 

 

REPORTAGEM: QUEM INVENTOU O BOB ESPONJA? DAIANE PARNO - COM GABARITO

 Reportagem: Quem inventou o Bob Esponja?

                    Daiane Parno

   O personagem Bob Esponja Calça Quadrada foi criado em 1984 pelo norte-americano Stephen Hillenburg. Mas na época ele era beeeem diferente do Bob Esponja que você conhece.

        A ideia surgiu na época em que Stephen lecionava e estudava ciências marinhas no estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Nesse período ele inventou um gibi estrelado por personagens que viviam no fundo do mar.

        Em 1987 o então biólogo marinho decidiu tentar a vida como cartunista, formando-se em animação seis anos mais tarde. Seu primeiro grande trabalho foi como diretor de episódios do desenho A Vida Moderna de Rocko, da Nickelodeon.

        Quando a série acabou, em 1996, Stephen sugeriu aos chefões da Nickelodeon fazer uma animação com seus personagens do fundo do mar. A primeira vez em que apareceu Bob Esponja era uma esponja do mar de verdade – ele só foi virar uma esponja de cozinha depois, por sugestão dos amigos de seu criador.

        Seu primeiro nome também não era Bob Esponja, mas Garoto Esponja. O problema é que esse nome não poderia ser utilizado, pois já havia outra personagem com ele, daí surgiu o nome Bob Esponja.

        Para conseguir convencer o pessoal da Nickelodeon a produzir o desenho, Stephen e seus amigos bolaram uma apresentação onde usaram música havaiana e um aquário de verdade com modelos das personagens.

        Dizem que os executivos riram tanto da apresentação que acabaram aceitando fazer a série, que é a mais famosa da marca Nickelodeon até hoje. Quem diria?

Daiane Parno, Colaboradora iG São Paulo. 15/12 - 21:15 Último Segundinho

Entendendo a Reportagem:

01 – Qual a manchete da reportagem?

      Quem inventou o Bob Esponja?

02 – Quando e onde foi publicada a reportagem?

      15/12 - 21:15 Último Segundinho.

03 – Qual o lide da reportagem?

      O personagem Bob Esponja Calça Quadrada foi criado em 1984 pelo norte-americano Stephen Hillenburg. Mas na época ele era beeeem diferente do Bob Esponja que você conhece.

04 – Qual a repórter responsável pelo texto?

      Daiane Parno, colaboradora do iG São Paulo.

05 – Segundo a reportagem quem é o criador de Bob Esponja Calça Quadrada?

      É o norte-americano Stephen Hillenburg.

06 – Como surgiu a ideia de criar essa personagem?

      A ideia surgiu na época em que Stephen lecionava e estudava ciências marinhas no estado da Califórnia, nos Estados Unidos. Nesse período ele inventou um gibi estrelado por personagens que viviam no fundo do mar.      

07 – Como foi a primeira aparição de Bob Esponja?

      A primeira aparição de Bob Esponja foi como uma esponja verdadeira do mar.

08 – Qual foi o primeiro nome dessa personagem?

      Foi Garoto Esponja.

09 – O que fez Stephen para convencer a Nickelodeon a produzir o desenho de Bob Esponja?

      Para convencer, Stephen e seus amigos bolaram uma apresentação onde usaram música havaiana e um aquário de verdade com o modelo das personagens.

10 – O fizeram os executivos da Nickelodeon ao ver a apresentação de Stephen?

      Dizem que riram tanto que acabaram aceitando fazer a série.

NOTÍCIA: FILHOTE DE JARARACA DO BUTANTÃ VAI SE CHAMAR YUBÁ - COM GABARITO

 Notícia: Filhote de jararaca do Butantã vai se chamar Yubá

               Nome, que significa amarelo em tupi guarani, desbancou outras opções como Neymar e Homer em votação

        Mais de 59 mil pessoas votaram para escolher o nome do filhote de jararaca-ilhoa do Instituto Butantã, na zona oeste de São Paulo. O nome Yubá teve o maior número de votos, com 16.221. Em seguida, ficaram os nomes Homer, com 14.891 votos, e Neymar, com 11.075.

        O nome do animal significa "amarelo" em tupi guarani, remetendo à coloração da cobra. Yubá nasceu no dia 1º de março e mede cerca de 15 centímetros. A serpente peçonhenta é uma espécie ameaçada de extinção e rara, originária da Ilha da Queimada Grande, no litoral sul de São Paulo, mas o filhote do instituto é nascido em cativeiro.

        Yubá ficará exposto no museu do Butantã, que funciona de terça-feira a domingo, das 9h às 16h30, na Avenida Vital Brasil, 1.500. A entrada custa R$ 6. Estudantes pagam R$ 2,50. Menores de sete anos, maiores de 60 e portadores de necessidades especiais não pagam.

http://ultimosegundo.ig.com.br/ciencia/meioambiente/filhote-de-jararaca-dobutantan-vai-se-chamar-yuba/n1597058139782.html

Entendendo a notícia:

01 – Qual a manchete da notícia?

      Filhote de jararaca do Butantã vai se chamar Yubá.

02 – Qual é o título auxiliar?

      Nome, que significa amarelo em tupi guarani, desbancou outras opções como Neymar e Homer em votação.

03 – Quando ocorreu o fato?

      Em 01/07/2011.

04 – Onde foi publicado?

      Publicado no ultimosegundo.ig.com.br.

05 – Do que se trata a Notícia?

      Se trata de uma votação que teve para nomear um filhote de jararaca nascido em cativeiro no instituto Butantã.

06 – Onde ocorreu o fato?

      No instituto Butantã em São Paulo na zona oeste.

07 – Qual a importância do fato?

      Por se tratar de uma serpente rara peçonhenta ameaçada de extinção.

08 – Que outros nomes tiveram votação significativa?

      Nomes como Neymar e Homer tiveram votação significativa.

09 – Onde Yubá pode ser vista?

      Ficará exposta no museu do Butantã.

10 – O que significa o nome Yubá?

      Significa amarelo na língua tupi guarani.

11 – Por que a serpente recebeu esse nome?

      Porque a cobra tem a cor amarela.