terça-feira, 18 de junho de 2019

TEXTO: O PAPEL DE CADA UM - FÁTIMA CARDOSO - COM QUESTÕES GABARITADAS

Texto: O papel de cada um
   
    Todos levantam a voz para clamar contra a poluição, mas poucos se levantam para jogar seu lixo no cesto. Como acabar com essa sujeira?
                                                                                  Fátima Cardoso

        Morador de uma cidade grande, João Brasileiro engole diariamente a fumaça lançada no ar por automóveis e fábricas. Tossindo de raiva, acende o último cigarro e joga o maço pela janela do carro. No domingo de sol, leva os filhos a passear no parque e compra sorvetes para os garotos. Cada um, é claro, vai jogar o copinho ou papel por cima do ombro assim que degustar a iguaria. Quando vai à praia, Brasileiro fica horrorizado com o mar sujo pelos esgotos e esbraveja enquanto toma um refrigerante e come uma espiga de milho, cujos vestígios ficarão repousando na areia quando ele sair de lá.
        Brasileiro gosta muito de reclamar da poluição e da sujeira – dos outros. Em seu próprio rastro, que ele ignora, acumulam-se quilos de detritos – restos de alimentos, copos, latas, garrafas, papéis e toda sorte de objetos dos mais variados materiais e usos, atirados nas ruas, praias, estradas, parques, casas de espetáculo e por aí afora. O lado mais detestável do lixo espalhado em tudo quanto é lugar público, às vezes pelas mesmas pessoas que debateram contra a poluição industrial, é justamente aquele que agride os olhos. Desde que a sociedade ocidental começou a se preocupar com higiene e limpeza pública, no contexto da modernização trazida pela Revolução Industrial do século XVIII, lixo e sujeira se tornaram objeto de repugnância. Aos poucos, a noção de asseio passou a fazer parte dos valores cultivados pelos europeus – pelo menos das classes sociais cujas condições de vida lhes permitiam preocupar-se com isso.
        Limpeza, dentro de casa e fora dela, foi sendo associada a boa educação, prova, por sua vez, de boa posição na sociedade. O homem ocidental, em suma, aprendeu a torcer o nariz à sujeira à medida que o desenvolvimento das cidades deu origem ao modo de vida urbano, entendendo-se por isso, entre tantas outras coisas, a prática de tratar o próximo com respeito (urbanidade) e não emporcalhar o que é de todos – o espaço público. “Qualquer lixo nas ruas provoca um efeito multiplicador de desleixo. Se o lugar está limpo, a pessoa sente constrangimento em ser a primeira a sujar”, observa Arlindo Phillipi Jr., da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo. [...].
        O brasileiro suja o que é de todos, sem cerimônia.
        Longe do asfalto, os transtornos causados pela sujeira não são menores. Uma praia transformada em monturo por hordas de turistas até que é capaz de absorver boa parte dos dejetos, mas devolve o excesso na mesma moeda. Ou seja, restos de alimentos aqui e ali podem sofrer decomposição de modo a ser absorvidos pela areia, mas nas praias mais movimentadas os banhistas sempre conseguem sujar muito mais rápido do que o solo consegue absorver. Como nas cidades, a consequência do lixão à beira-mar é a proliferação de moscas e, o que é próprio das praias, o aparecimento de uma profusão de doenças de pele. Quando os detritos são latas e vidros, os riscos de acidentes para pés descalços são óbvios.
        Restos de papel também acabam sendo absorvidos em alguns anos, mas quem espalha embalagens plásticas deve saber que está deixando rastro para os arqueólogos do futuro. De fato, plásticos e borrachas simplesmente não são decompostos pela natureza, permanecendo indefinidamente onde foram deixados se ninguém os retirar. “A poluição da praia pelo lixo é pequena em relação à poluição industrial, mas atinge diretamente os indivíduos”, compara João Meirelles Filho, vice-presidente da Fundação S.O.S. Mata Atlântica, que batalha pela preservação da natureza no litoral do país. O lixo que se jogou ontem é o foco de contaminação de amanhã.
        Os esgotos lançados ao mar podem causar hepatite e gastroenterite, por bactérias. Já o lixo em decomposição na areia, deixado pelo próprio turista em animadas férias, pode provocar micoses por ação dos fungos nos objetos orgânicos. Conclusões apressadas e socialmente míopes levam a supor que o acúmulo de detritos nas areias é coisa de farofeiros – os turistas dominicais que chegam em caravanas de ônibus para ruidosos piqueniques à beira-mar. “O lixo deixado nas praias frequentadas pela classe alta é muito maior”, assegura João Meirelles, da S.O.S. Nas praias do Guarujá, as preferidas da burguesia paulistana, por exemplo, são recolhidas 180 toneladas de lixo por mês. Nos meses de temporada, quando a população local duplica, a quantidade de lixo é quase quatro vezes maior.
        Quanto mais gente, mais – ou muito mais – lixo pelo caminho. Em São Paulo, são coletadas diariamente 12 mil toneladas de lixo, volume que a coloca em quarto lugar no ranking mundial das cidades produtoras de dejetos, depois da Cidade do México, Nova York e Tóquio. Desse total, porém, mais de um quarto, ou 3600 toneladas, vêm exclusivamente da varreção das ruas. É o produto acabado, literalmente, do comportamento anti-social.
Dói no bolso, é feio, faz mal à saúde – e descreve à sua maneira o lado menos envaidecedor da convivência dos brasileiros com seu país. É uma paisagem que começa a ser desenhada a partir da idéia de que o Brasil é um paraíso inesgotável. Aqui, onde o mar é mais azul, o sol mais amarelo e os periquitos mais verdes, em se plantando tudo dá – e em se sujando tudo some.
        “Como o país é muito grande, temos a falsa noção de que, se um lugar ficar sujo, podemos partir para outro”, avalia a socióloga Laura Tetti, diretora da Companhia Estadual de Tecnologia e Saneamento Básico (Cetesb), em São Paulo. Mais grave do que isso, é outra suposição implícita na conduta das pessoas. “O brasileiro pensa que o espaço público é, não o espaço de todos, mas o espaço de ninguém”, resume Laura.
        Ser um cidadão respeitador de sinais de trânsito ou das regras básicas de limpeza nunca esteve exatamente na moda, assim como o próprio substantivo. “No Brasil, ‘cidadão’ é uma das formas que o policial usa para chamar o infrator”, ironiza a engenheira ambiental Wanda Maria Risso, da Faculdade de Saúde Pública da USP. De fato, o brasileiro, como não encara a rua como um bem que também lhe pertence e não respeita o próprio como a si mesmo, suja o que é de todos sem cerimônia. O engenheiro Celso Giosa, diretor de operações do Metrô de São Paulo, vai além da educação. “O brasileiro tem um comportamento condizente com a sociedade em que vive”, diz. Sua afirmação está respaldada na experiência de comandar uma ilha de limpeza dentro da metrópole.
        Não raro, porém, até o bem-educado cidadão, consciente de que ele mesmo acaba se prejudicando ao pontilhar de detritos a sua passagem cotidiana pela cidade onde vive, consegue exercer seu respeito por ela. Caminhando por ruas onde é tão difícil achar uma lixeira como um bilhete premiado, enfrenta uma situação que beira o ridículo quando quer se desfazer civilizadamente de algo. “O sujeito chega a se sentir um idiota por ser o único a perambular com um papel de sorvete na mão procurando um cesto, enquanto todo mundo joga mil coisas no chão”, comenta Paulo Ganc, diretor do Departamento de Limpeza Urbana de São Paulo.
        A prova, novamente, está nos números. Das 17300 lixeiras encomendadas para a capital, apenas umas 3500 estão instaladas. As empresas que colocariam as lixeiras, em troca da venda de espaço publicitário nas caixas, desistem no meio do caminho, pela boa e simples razão de que o nível de depredação chega a 100 por cento – um desastre muito pior, portanto, do que acomete os orelhões. No entanto, jogar toda a culpa nos ombros da população é fechar os olhos ao outro lado do problema – a origem da falta de educação que faz o brasileiro comportar-se como se comporta.
        Tadayuki Yoshimura, diretor de operações da Vega Sopave, empresa de limpeza pública que atua em dez cidades brasileiras, lembra o exemplo de Tóquio. Escolhida para sediar os jogos olímpicos de 1964, a capital do Japão, na época tão suja quanto qualquer grande cidade brasileira, foi bombardeada por uma campanha de limpeza sem precedentes. Lixeiras foram espalhadas pelas calçadas e a população tornou-se alvo de uma maciça doutrinação para jogar o lixo ali dentro, e não no chão. Afinal, o que diriam do país os milhares de turistas esperados para o evento? Ao final de quatro anos, às vésperas da abertura da Olimpíada, Tóquio era um modelo de limpeza para estrangeiro nenhum pôr defeito – e continua desse modo até hoje. “Não adianta dizer que o brasileiro é mal-educado se ninguém começar a fazer algo para mudar”, nota, sensatamente, Tadayuki Yoshimura.
        Diga-se, a bem da verdade, que o brasileiro não está nem um pouco sozinho no planeta em matéria de maus hábitos no capítulo de limpeza. Há poucos meses, a Comissão Real de Belas-Artes da Inglaterra concluiu, num estudo que Londres – quem diria? – se tornou “suja, degradante e deprimente”. A comissão atribuiu o acúmulo de sujeira nas ruas e nos intermináveis corredores das estações do metrô à falta de disciplina pessoal do grosso de seus 6,8 milhões de habitantes, que espalham lixo em qualquer lugar. Já em Paris, onde parece haver tantos cachorros quanto crianças, o maior problema são as calçadas pontilhadas de excrementos em tamanha quantidade que os limpadores a bordo de motocicletas não conseguem dar conta da limpeza.
        Um passeio pela outrora imaculada avenida Champs Elysées sugere que em matéria de descaso pelo que fazem seus animais de estimação, muitos parisienses superam até certos donos de cachorros de Copacabana ou Ipanema. Em compensação, os motoristas alemães, por exemplo, têm o que ensinar aos brasileiros. Seus carros já vêm equipados com uma armação para um saquinho de plástico junto ao console, onde os passageiros depositarão o lixo pessoal. Mesmo porque o gesto displicente de jogar um papel de bala pela janela pode custar caro, sob a forma de multas não menos pesadas do que o castigo por furar um sinal vermelho. Em certos estados americanos, como a Califórnia, placas ao longo das estradas informam aos motorista que jogar lixo pela janela pode valer uma multa de mil dólares.
        Para tirar a sujeira de cada um do caminho de todos, o bom senso diz que a preparação dos espíritos deve começar nas escolas de primeiro grau. É um investimento a longo prazo, mas indispensável se deseja ter uma população adulta capaz de se interessar pelo ambiente não apenas da boca para fora. Enquanto essas crianças não crescem, os grandes também podem ser reeducados por campanha. Essa é a estratégia adotada pela Fundação S.O.S Mata Atlântica, que recentemente divulgou em jornais e revistas do país um anúncio com o título: “Qual o animal que deixou essas pegadas?” São latas, maços de cigarros e pacotes de biscoitos largados por gatões e gatinhas nas praias e nas matas.

  Revista Superinteressante, n° 5. São Paulo, Abril, maio de 1989.
Entendendo o texto:
01 – Leia o trecho: “[...] João Brasileiro engole diariamente a fumaça lançada no ar por automóveis e fábricas.”
a)   A quem o autor se refere ao chamar a personagem de “João Brasileiro”?
O autor se refere a todo o povo brasileiro.

b)   Qual os pronomes a seguir pode ser associado a essa personagem? Por quê?
EU – NÓS – ELES.
O pronome pessoal nós, pois a expressão genérica “João Brasileiro” representa todos os brasileiros, inclusive o leitor.

02 – O trecho a seguir expressa uma contradição. Que palavra indica isso?
        “Todos levantam a voz para clamar contra a poluição, mas poucos se levantam para jogar seu lixo no cesto.”
      A palavra mas.

03 – O texto apresenta situações em que o comportamento do brasileiro é contraditório. Veja o exemplo e complete o quadro a seguir:
·        Todos reclamam do lixo nas ruas.
Mas poucos se preocupam em jogar o lixo no cesto.

·        Todos detestam praia suja.
Mas poucos contribuem para deixar a praia limpa.

·        Todos engolem a fumaça dos carros e das fábricas.
Mas poucos se preocupam com a fumaça de seus cigarros.

·        Todos acham importante respeitar o espaço público.
Mas poucos respeitam o espaço do outro.

04 – Qual a solução sugerida no texto “para tirar a sujeira de cada um do caminho de todos”?
      Deve-se começar pela conscientização e preparação das crianças nas escolas de primeiro grau e busca, através de campanhas, a reeducação dos adultos.

05 – A partir dos efeitos relacionados, identifique as causas:

EFEITOS:                                                    CAUSAS:
Tosse, doenças respiratórias: Fumaça lançada pelos automóveis e pela indústria.

Proliferação de insetos e animais transmissores de doenças: Lixões à beira-mar, detritos espalhados pela areia.



segunda-feira, 17 de junho de 2019

MÚSICA(ATIVIDADES): CORRENTEZA - DJAVAN (TOM JOBIM) - COM QUESTÕES GABARITADAS

Música(Atividades): Correnteza

                                     DJAVAN

A correnteza do rio vai levando aquela flor
O meu bem já está dormindo
Zombando do meu amor
Zombando do meu amor

Na barranceira do rio o ingá se debruçou
E a fruta que era madura
A correnteza levou
A correnteza levou
A correnteza levou, ah

E choveu uma semana e eu não vi o meu amor
O barro ficou marcado aonde a boiada passou
Depois da chuva passada céu azul se apresentou
Lá na beira da estrada vem vindo o meu amor
Vem vindo o meu amor
Vem vindo o meu amor

Ôu dandá, ôu dandá, ôu dandá, ôu dandá

E choveu uma semana e eu não vi o meu amor
O barro ficou marcado aonde a boiada passou

A correnteza do rio vai levando aquela flor
E eu adormeci sorrindo
Sonhando com nosso amor
Sonhando com nosso amor
Sonhando...

Ôu dandá etc...

                           Composição: Antônio Carlos Jobim / Luiz Bonfá

Entendendo a canção:

01 – Na canção eu lírico transporta o ouvinte por meio de metáforas para onde?
      Transporta de um rio que corre na ribanceira de um lugar qualquer.

02 – Os primeiros versos são abertos por uma interessante sugestão rítmica como uso dos verbos no gerúndio, o que nos proporciona ideia de continuidade e fluidez do rio. Quais são os verbos?
      Levando, dormindo, zombando.

03 – Na terceira estrofe percebemos a presença de elementos passageiros. Quais?
      O barro e a chuva.

04 – De que se trata esta canção?
      O eu lírico mostra a transitoriedade da vida, através da metáfora da correnteza e da chuva.

05 –O que acontece depois da chuva ter passado?
      O céu se abre, o sol volta a brilhar e o amor se renova, o que representa a reinvenção do desejo e do amor.




CONTO: A FAIXA MANCHADA - (FRAGMENTO) - ARTHUR CONAN DOYLE - COM GABARITO

Conto: A faixa Manchada

             Arthur Conan Doyle

        Helen Stoner é irmã gêmea de Julia, vivem com o padrasto o Dr. Roylott que estudou medicina na Índia e conhecera a mãe das gêmeas quando elas tinha dois anos. Nessa época sua mãe casaria de novo, viúva e com boa quantia de dinheiro deixou que o Dr. Administrasse a herança com um acordo: ele daria uma quantia anual para elas quando se casassem.
        Contudo, um tempo depois de voltarem para a Inglaterra, a mãe morre. Após esse acontecimento, o comportamento dele mudou, tornou-se meio psicótico, criava uma pantera e um babuíno trazidos da Índia, saia pouco de casa e quando saia discutia com os vizinhos.
        Voltando ao presente, Julia havia morrido há dois anos, ela havia conhecido um major da marinha com quem se noivou. Porém duas semanas antes do casamento algo horrível aconteceu.
        Julia perguntou a Helen se ela não teria escutado assobios nas noites anteriores, Helen negou e Julia foi para o seu quarto. Helen estava dormindo quando do seu quarto escutou gritos de uma mulher, reconheceu a voz que era de Julia. Então ela saltou da cama e saiu para o corredor, abriu a porta escutou um assobio. Quando abriu a porta viu sua irmã em meio aos gritos:
        “– Helen foi a faixa manchada! A faixa manchada! “
        Queria dizer algo a mais, porém, não conseguiu e caiu no chão morta. A polícia concluiu que Julia estava sozinha quando morreu, não havia marcas de violências no corpo.
        Depois de algum tempo, Helen iria se casar, há dois dias estavam ocorrendo reformas na casa e furaram a parede do quarto dela. Ela teve que se mudar para o quarto onde sua irmã havia morrido. Porém o que assustou Helen foi que nesses dias, estava escutando o mesmo assobio daquela noite tão triste.
        Ela contratou o detetive Sherlock Holmes e seu assistente Dr. Watson, para investigar o caso. O detetive e seu assistente vão para a casa de Helen investigar, pois o padrasto não voltaria tão cedo. Eles examinam o quarto de Helen, foram para o quarto de Julia em que Helen estava ocupando devido a reforma de seu quarto, examinou cada coisa que estava no quarto, viram uma campainha ao lado da cama, Helen contara que a campainha era nova, há dois anos havia sido instalada. Desconfiado, Holmes puxa a campainha e conclui que ela é falsa. Depois foram para o quarto do Dr., Holmes viu um cofre e perguntou para Helen o que havia dentro do cofre, Helen respondeu que o cofre estava cheio de papéis. Porém quando abrem o cofre não havia nada dentro, e sobre o cofre havia um pires de leite. Holmes fala para Helen que eles terão que dormir no quarto de Julia, pois eles investigariam o barulho que a incomodava.
        Naquela noite Holmes e Watson investigavam, mas o Dr. Roylott não desconfiou. De repente, às três horas eles escutam um assobio, Holmes ascende um fósforo e bate com uma bengala na corda da campainha, Holmes perguntou a Watson se ele não havia visto nada, mas Watson estava com sono e não havia percebido nada. Porém em segundos, começaram a ouvir gritos de dor, então Watson pega seu revólver automático e segue Holmes, que ia em direção ao quarto do Dr., bateu na porta, sem resposta. Entraram no quarto, em cima da mesa havia uma lamparina, o cofre estava aberto, ao lado da mesa estava o Dr.Roylott, com um olhar para cima e fixo, havia uma faixa estranha na testa. Então Holmes fala para Watson:
        “-- A faixa! A faixa manchada!”
        De repente do cabelo do Dr., saiu uma nojenta cobra. Holmes falara que era a cobra do brejo, a mais venenosa da Índia, o padrasto morrera pouco tempo depois de ter sido mordido.
        Holmes concluiu que a cobra descia pela campainha falsa e para que a vítima não visse a cobra, o padrasto assobiava para a cobra voltar, devia ter treinado a cobra com pires de leite. O Dr. havia morrido pela sua própria armadilha.
                                                 Arthur ConanDoyle
Entendendo o conto:

01 – Em relação à estrutura textual do conto.
a)   Quantos parágrafos tem o conto?
Doze parágrafos.

b)   Narrador:
(   ) Participa da história.
(X) Conta os fatos sem participar da história.

02 – Qual é a tipologia predominante no conto:
(X) Narrativa.
(   ) Argumentativa.
(   ) Descritiva.

03 – Quais os personagens que fazem parte dessa história?
      Helen, Julia, Dr. Roylott, a viúva, Sherlock Holmes, Dr. Watson e a cobra do brejo.

04 – Por que Helen procura o detetive após a morte de sua irmã?
      Porque Helen ficou noiva e ouviu um assobio igual ao da noite da morte da irmã, então temeu também ser morta.

05 – Julia antes de morrer disse para Helen que havia sido a faixa manchada. A que/quem ela se referia?
      A cobra do brejo, a mais venenosa da Índia.

06 – Qual o cenário em que se desenvolve a história.
      Dentro de uma casa.

07 – Em que momento surge o conflito da história?
      Quando morre Julia Stoner.

08 – Em que passagem do texto ocorre o clímax, ou seja, o momento de maior tensão da história? Explique.
      Quando o detetive e seu assistente ouvem um assobio, logo em seguida gritos de dor e vai até o quarto do Dr. Roylott e vê uma cobra em seus cabelos.

09 – Que fato provocou o desenrolar dos acontecimentos descritos no texto?
      O fato de a mãe de Julia e Helen ter uma boa quantia em dinheiro e ter feito um acordo com o padrasto delas que deveria dar uma quantia anual para elas quando se casassem.

10 – Qual o desfecho (epílogo ou conclusão) da história?
      O padrasto morre pouco tempo depois de ter sido mordido pela cobra, ou seja, pela sua própria armadilha.






FÁBULA: O HOMEM CALVO E A MOSCA - ESOPO - COM QUESTÕES GABARITADAS

Fábula: O Homem Calvo e a Mosca     

                                ESOPO

        Havia um Homem Calvo que estava sentado descansando após o trabalho, num dia quente de verão. Uma Mosca surgiu e se manteve zunindo sobre sua cabeça calva, picando-o de vez em quando.
        O Homem espantava o pequeno inimigo com tapas, mas as palmas iam diretas a sua cabeça; e continuamente assim, a Mosca o atormentava sem parar, mas ele, sabiamente refletiu: “Quando eu acertar apenas um tapa, você pagará pelas incomodações antigas e recentes...”.
        Moral da história: “Se tomarmos conhecimento de inimigos desprezíveis, só haverá prejuízos".

                                                Fábula ESOPO
Entendendo a fábula:

01 – Quem são os personagens dessa fábula?
      O homem e a mosca.

02 – Em que local se passa a história?
      Sobre a cabeça calva do homem.

03 – Todas ações da fábula se passam no mesmo dia? Explique.
      Sim, num dia quente de verão.

04 – Para que serve uma fábula?
(X) Ensinamento.
(   ) Divertimento.
(   ) Informação.

05 – Como o homem espantava o inimigo?
      Com tapas, mas as palmas iam diretos na sua cabeça.

06 – Explique com suas palavras, a moral da história.
      Resposta pessoal do aluno.

07 – A moral desta história apresenta uma reflexão sobre o comportamento humano. Você acredita que existem pessoas que agem assim? Justifique sua resposta.
      Resposta pessoal do aluno.




POEMA: AVENTURA NO FUNDO DA GAVETA - JOSÉ CARLOS B. DE ARAGÃO - COM GABARITO

Poema: Aventura no fundo da gaveta

Os anos passam.
Um dia a gente aparece
procurando um documento,
mexe aqui, mexe ali...
e o que acontece?

Na gaveta mais baixa
da velha cômoda ou penteadeira,
a gente sempre acha
antigas lembranças,
velhas brincadeiras.

José Carlos B. de Aragão. Aventura no fundo da gaveta. Miguilim/SEC, 1991.




Entendendo o poema:

01 – O eu lírico trata de que tema?
      Sobre como nossos hábitos podem ser reflexos de nossas mente.

02 – Nos poemas existe uma voz que exprime seus sentimentos e que não deve ser confundida com o autor. Essa “voz” recebe o nome do “eu” lírico. Sobre ele, pergunta-se:
a)   No poema quem é o eu lírico?
Uma pessoa que guarda coisas inúteis e velhas na gaveta.

b)   Como podemos descrevê-lo?
Alguém que demonstra sentimentos de carência e medo.

03 – Você acumula papéis, documentos antigos, caixas sem nenhuma utilidade no futuro?
        Resposta pessoal do aluno.

04 – Enquanto nós acumularmos coisas velhas e inúteis, tanto materialmente como emocionalmente, o que estamos deixando de fazer?
      Não estamos abrindo espaço para que as boas oportunidades cheguem à nossa vida.

05 – E dentro de sua mente, você guarda ressentimentos, mágoas, raivas, medos?
      Resposta pessoal do aluno.


MENSAGEM ESPÍRITA: AMOR E PAZ - DIVALDO P.FRANCO PELO ESPÍRITO DE JOANNA DE ÂNGELIS - PARA REFLEXÃO

Amor e Paz

                 Joanna de Angelis

        O desânimo é pântano venenoso onde se asfixiam as mais belas aspirações da vida.
        A precipitação torna-se fogaréu a arder sem finalidade, muitas vezes prejudicando a lavoura do bem.
        O receio sistemático constitui campo onde medram as plantas daninhas que destroem a sementeira da esperança.
        A maledicência é geratriz de males incontáveis.
        A preguiça urde a destruição do trabalho, tanto quanto a má vontade inspira a insensatez.
        Comenta-se sobre a violência com exagerada cooperação dos veículos da moderna informática, estimulando mentes enfermas e personalidades psicopatas a se entregarem à alucinação.
        A terapia para a terrível epidemia que toma conta do mundo é o amor em todas as suas expressões.
        Amor fraternal que sustenta a amizade e dissemina a confiança.
        Amor espiritual que generaliza o interesse de todos pelo bem comum.
     Amor cristão em serviço ativo, que desenvolve o trabalho e espraia a solidariedade.
      O amor que compreende o erro é êmulo do amor que reeduca, da mesma forma que o amor que perdoa promove o amor que salva.
        São formas de violência cruel: o torpe desânimo e a rude precipitação, o infeliz receio, a cruel maledicência e a maléfica preguiça, filhos espúrios do egoísmo que é, em si mesmo, o gerador dos males que desgovernam o mundo.
        Contribui para a ordem e a paz mediante a utilização do verbo feliz, falando para ajudar – distendendo o conforto moral e as diretrizes de equilíbrio: mediante o pensamento – resguarda-te do pessimismo, irradiando ondas mentais de simpatia, orando em silêncio; através da ação produzindo no bem, mesmo que seja com a dádiva modesta de uma luz acesa na escuridão, de um vaso de água fria na ardência da sede, de uma côdea de pão estendida ao esfaimado, de um grão rico de vida na vala fértil com olhos postos no futuro.
        Cada um pode oferecer a sua melhor parte, doar a mais importante quota que, em palavras simples e plenas, é o amor.
        Jesus, em todas as circunstâncias, não obstante pudesse modificar as estruturas do seu tempo e solucionar os problemas daqueles que O buscavam, por amor ajudou cada criatura que a Ele recorria, influenciando-a a mudar de atitude perante a vida e a crescer no bem, avançando em paz na direção de Deus, o Amor Total.

FRANCO, Divaldo Pereira. Receitas de Paz. Pelo Espírito Joanna de Ângelis. LEAL.

TEXTO: SÃO PAULO, 2001 -(FRAGMENTO) - RAQUEL ROLNIK - COM QUESTÕES GABARITADAS

Texto: São Paulo, 2001
     
                                     Raquel Rolnik

        Madrugada, verão de janeiro, ano 2001. Um carro sai do estacionamento no subsolo de um prédio e, enquanto espera o sistema eletrônico acionar grades e portões, seu motorista olha para cima e vê ainda alguns andares iluminados pela luz dos computadores. Na calçada, duas pessoas estão remexendo o lixo à procura de latas, comida e papelão. O carro acelera rapidamente, temendo a possível abordagem de um adolescente, cabelo pixaim quase branco, que se aproxima.
        Percorrendo as ruas estreitas do bairro, o carro ´detido pela enorme fila de táxis e pelo movimento dos manobristas na saída de uma cada noturna. As mulheres loiras com vestidos brilhantes justíssimos e saltos agulha se misturam por um átimo aos homens e mulheres vestidos de jeans e camisetas e carregando sacolas de plástico que acabam de desembarcar do ônibus.
        Finalmente o carro atingi a avenida. Surpresa: congestionamento às seis e meia da manhã? No rádio, o repórter no helicóptero avisa: caminhão tombado em tal lugar, árvores caídas e pontos de alagamento que sobraram da tempestade do dia anterior; evitar rua tal, caminho tal. Da janela do carro, observa homens e mulheres vestidos com roupas esportivas, correndo ou caminhando rapidamente pelo canteiro central. Naquele instante, parecem estar envoltos por sua utopia de saúde, longevidade e beleza, uma espécie de redoma que os protege de perceber a paisagem onde estão.
        São sete e meia da manhã quando o motorista entra na estrada que o levará ao condomínio onde mora. Do outro lado da pista, a fila de caminhões e carros entrando na cidade é imensa e os vendedores de água, suco, eletrônicos e bonecos gigantes de plástico já instalaram seu drive-in comercial.
        Quilômetro 30 – o motorista para no estacionamento de uma das megalojas do caminho e, atravessando corredores, chega à padaria estilo country. Entre cestinhas decoradas com renda e flores do campo, ele escolhe baguettes e croissants. E lembra-se por um segundo de sua avó, nascida em casa de chão batido no meio do sertão do agreste, e da avó de sua mulher, que nunca esqueceu o porão do navio que a arrancou, menina, da aldeia à beira-mar do Japão.
        Oito e meia, passa pela guarita, guarda o carro no estacionamento de casa. Ao lado de seu lugar na mesa já posta, a pilha de contas para pagar: luz, água, telefone, internet, celular, bip, escola de inglês, academia, natação, prestação do carro, IPVA, seguro... Na TV, já ligada pela empregada na cozinha, vê a mesa arrumada do café da manhã e a família que acorda feliz por poder passar no pão aquela maravilhosa margarina.
        Enquanto limpa o barro do sapato, a empregada faz as contas de quanto vai precisar para comprar a laje para cobrir o cômodo que acabou de levantar no Jardim Progresso. Fica ali perto, do outro lado da pista e a apenas 15 minutos de caminhada até o ponto por onde passa o perueiro.

        São Paulo. São Paulo: Publifolha, 2001. p. 72-74. (Folha explica).
Entendendo o texto:

01 – O texto de Raquel Rolnik chama-se “São Paulo, 2001”. A partir de sua vivência pessoal e das informações que tem pelos meios de comunicação, responda: os fatos mostrados no texto ocorrem exclusivamente na cidade de São Paulo ou poderiam acontecer em qualquer outra cidade? Justifique sua resposta.
      Sim. Todas as cidade grandes é possível encontrar cenas como as mostradas no texto.

02 – Observe como cada um dos parágrafos da narrativa se inicia: sempre há palavras ou expressões indicadoras de tempo (“madrugada”; “finalmente”; “são sete horas da manhã”; “oito e meia”; “enquanto limpa o barro do sapato”) ou de lugar (“percorrendo as ruas estreitas do bairro”; “quilômetro 30”). Na sua opinião, por que isso ocorre?
      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Porque essas palavras ou expressões têm a função de situar o leitor nos espaços em que ocorre a narrativa e na passagem de tempo, desde a saída do homem do trabalho até sua chegada a sua casa.

03 – Observando-se as personagens presentes na narrativa, notam-se modos de vida contrastantes. Identifique para cada um dos itens apresentados a seguir outro que se oponha a ele. Observe o exemplo: “Homem que retorna para casa dirigindo o próprio carro se opõe a empregada que se locomove para o trabalho transportada por um perueiro.”
a)   Pessoas procurando comida no lixo.
Pães especiais na padaria estilo country.

b)   Pessoas deixando a casa noturna ao amanhecer.
Trabalhadores descendo do ônibus a caminho do trabalho ao amanhecer.

c)   Vendedores ambulantes oferecendo seus produtos nas estradas e avenidas.
Megalojas.

04 – Compare as contas que o homem e sua empregada devem pagar. O que elas revelam a respeito do tipo de vida que levam?
      Revelam que, enquanto o homem pode se dar ao luxo de usar seu dinheiro para academia, natação, internet; a empregada tem de se preocupar em resolver problemas básicos, como o de construção de sua moradia.

05 – Das cenas mostradas no texto, há alguma(s) que jamais correria(m) onde você vive? Quais são elas? Justifique sua resposta.
      Resposta pessoal do aluno.

06 – Esse texto se passa na cidade de São Paulo:
a)   Empregando dois adjetivos, de que forma você pode caracterizar a vida na cidade de São Paulo,2001?
Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Agitada, injusta, violenta, desigual, moderna.

b)   Se pudesse escolher, você gostaria de ser personagem na cidade de São Paulo, 2001?
Resposta pessoal do aluno.