domingo, 19 de maio de 2019

TEXTO LITERÁRIO: O CORTIÇO(FRAGMENTO) - ALUÍSIO DE AZEVEDO - COM QUESTÕES GABARITADAS

Texto Literário: O CORTIÇO(Fragmento)
                           Aluísio de Azevedo

   “Estalagem de São Romão. Alugam-se casinhas e tinas para lavadeiras.”

        As casinhas eram alugadas por mês e as tinas por dia; tudo pago adiantado. O preço de cada tina, metendo a água, quinhentos réis; sabão à parte. As moradoras do cortiço tinham preferência e não pagavam nada para lavar. (...)
        E aquilo se foi constituindo numa grande lavanderia, agitada e barulhenta, com as suas cercas de varas, as suas hortaliças verdejantes e os seus jardinzinhos de três e quatro palmos, que apareciam como manchas alegres por entre a negrura das limosas tinas transbordantes e o revérbero das claras barracas de algodão cru, armadas sobre os lustrosos bancos de lavar. E os gotejantes jiraus, cobertos de roupa molhada, cintilavam ao sol, que nem lagos de metal branco.
        E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e multiplicar-se como larvas no esterco. 

                                                     O Cortiço. São Paulo, Ática, 1997.
Entendendo o texto:

01 – No fragmento lido, o narrador utiliza uma visão panorâmica para descrever o surgimento de um cortiço. Na sua opinião, que relação existe entre o distanciamento em que se coloca perante a cena apresentada e o estilo realista?
      O distanciamento do narrador perante a cena apresenta constitui um procedimento característico do estilo realista, já que permite o não envolvimento emocional do autor com a história, e, portanto, sua postura racional e objetiva em relação aos fatos expostos.

02 – Uma característica naturalista do fragmento é o paralelo entre o cortiço e o mundo animal, estabelecido por palavras e expressões que evocam este mundo, aproximando o cortiço de seus domínios.
a)   Transcreva o parágrafo que melhor ilustra essa afirmação.
E naquela terra encharcada e fumegante, naquela umidade quente e lodosa, começou a minhocar, a esfervilhar, a crescer, um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia brotar espontânea, ali mesmo, daquele lameiro, e multiplicar-se como larvas no esterco.”

b)   Destaque, do parágrafo transcrito, os verbos que indicam tratar-se de uma proliferação promíscua, bestial de pessoas.
Os verbos são minhocar, esfervilhar, crescer, brotar, multiplicar-se.

c)    Agora destaque, do mesmo parágrafo, conjuntos de substantivos e adjetivos que constituem e caracterizam o ambiente do cortiço.
“Terra encharcada e fumegante”; “umidade quente e lodosa.”

03 – A fusão entre os seres e o ambiente a que pertencem, vendo os primeiros como produtos do segundo, é outro traço naturalista fortemente presente no trecho. Que comparação presente no fragmento pode ser utilizada para justificar tanto a animalização do homem quanto a sua redução às condições ambientais?
      A comparação é “[...] um mundo, uma coisa viva, uma geração, que parecia [...] multiplicar-se como larvas no esterco.”

04 – Na sua opinião, predominam no trecho lido características realistas ou naturalistas?
      No trecho lido predominam características naturalistas.

05 – A fusão entre os seres e o ambiente a que pertencem é um traço naturalista fortemente presente no fragmento. Indique a alternativa que melhor expressa essa característica.
a)   "Diga-me com quem tu andas e eu te direi quem és" / "Filho de peixe peixinho é."
b)   Vão-se os anéis, ficam os dedos” / “Cada macaco no seu galho.”
c)   “Ri melhor quem ri por último” / “Nem todos os dedos da mão são iguais.”
d)   “Antes só do que mal acompanhado” / “Água mole em pedra dura tanto bate até que fura.”
e)   “O que os olhos não veem o coração não sente” / “De grão em grão a galinha enche o papo.”

06 – Pode-se afirmar corretamente com relação ao romance O Cortiço, exceto:
a)   É um romance urbano.
b)   O Autor admite a influência do meio no comportamento do indivíduo.
c)   Alcança a época da escravidão.
d)   Romão é tudo, menos um ingrato.
e)   O protagonista não se contenta com a ascensão econômica, quer a social também.

07 – Com relação à obra O Cortiço, de Aluísio Azevedo:
I – É uma obra que pertence ao Naturalismo brasileiro.
II – Como uma obra Naturalista, faz uma abordagem patológica do homem.
III – Por ser escrita no século XIX é uma obra romântica.
a)   Apenas a afirmativa I está correta.
b)   Apenas a afirmativa II está correta.
c)   Apenas a afirmativa III está correta.
d)   Apenas as afirmativas I e II estão corretas.
e)   Apenas as afirmativas II e III estão corretas.




POEMA: O BOI-ZEBU E AS FORMIGAS - (FRAGMENTO) - PATATIVA DO ASSARÉ - COM QUESTÕES GABARITADAS

Poema: O boi-zebu e as formigas – Fragmento
             Patativa do Assaré

[...]
Com o lombo todo ardendo
Daquele grande aperreio
zebu saiu correndo
Fungando e berrando feio
E as formiga inocente
Mostraro pra toda gente
Esta lição de morá
Contra a farta de respeito
Cada um tem seu direito
Até nas leis da natura.

As formiga a defendê
Sua casa, o formiguêro,
Botando o boi pra corrê
Da sombra do juazêro,
Mostraro nessa lição
Quanto pode a união;
Neste meu poema novo
O boi zebu qué dizê
Que é os mandão do podê,
E as formiga é o povo.

Patativa do Assaré. O boi-zebu e as formigas. In: Cláudio Henrique Salles Andrade; Nelson Joaquim da Silva (Orgs.). Feira de versos: poesia de cordel. São Paulo: Ática, 2005. p. 110.
Entendendo o poema:
01 – O cordel apresenta animais como personagens e traz uma moral. Nesse sentido, a qual gênero textual esse poema se assemelha?
      A fábula.

02 – Os personagens desse poema, as formigas e o boi-zebu, não são individualizados, ou seja, representam um conjunto de pessoas da sociedade. Quais pessoas eles representam e por quê?
      As formigas representam o povo, que é trabalhador e que, muitas vezes, tem seus direitos desrespeitados. Já o boi-zebu representa as pessoas que tem poder e abusam das pessoas para conseguir o que querem.

03 – Nesse poema de cordel, por meio das atitudes das formiguinhas, uma lição de moral é dada. Qual é essa lição? Identifique-a e escreva-a. Em seguida, explique o que você compreendeu.
      “Contra a falta de respeito/cada um tem seu direito [...]”. As pessoas devem brigar por seus direitos quando estes forem desrespeitados.

04 – Por que a lição de moral é precedida dos dois-pontos?
      Porque se trata de uma oração subordinada substantiva apositiva. Essas orações subordinadas substantivas são separadas das orações principais por meio de dois-pontos.

05 – Releia os versos a seguir:
“O boi-zebu qué dizê
que é os mandão do pudê.”

a)   Coloque os versos em ordem, como uma frase.
“O boi-zebu qué dizê que é os mandão do pudê.”

b)   Como é classificada a oração subordinada substantiva no trecho?
Oração subordinada substantiva objetiva direta.

06 – Escreva a classificação das orações subordinadas em destaque nos períodos a seguir. Em seguida, identifique a(s) oração(ões) que estiver(em) pontuada(s) corretamente.
a)   Insisto, em viajar pelo mundo atrás de notícias interessantes.
Oração subordinada substantiva objetiva indireta.

b)   O difícil é ser imparcial diante de fatos absurdos.
Oração subordinada substantiva predicativa.       

c)   Tenho certeza, de que Fabrício será apresentador de telejornal.
Oração subordinada substantiva completiva nominal.

d)   Eu só quero isso ler notícias atuais e críticas nos jornais.
Oração subordinada substantiva apositiva.

e)   Clarice queria que a amiga morasse na casa vizinha.
Oração subordinada substantiva objetiva direta.

07 – Reescreva os períodos do exercício anterior que não foram pontuados adequadamente, pontuando-os segundo as normas gramaticais.
      Insisto em viajar pelo mundo atrás de notícias interessantes. Tenho certeza de que Fabrício será apresentador de telejornal. Eu só quero isso: ler notícias atuais e críticas nos jornais.


EDITORIAL: CONSCIÊNCIA ELEITORAL - DIÁRIO DO NORDESTE - COM GABARITO

EDITORIAL: Consciência eleitoral
            
                               Diário do Nordeste

   Com o lançamento dos postulantes a candidato em vários cargos nas próximas eleições, volta à tona o crônico e impreciso gênero de comprometimento de inúmeros cidadãos em relação ao consciente exercício de seu voto, posto em xeque por pesquisa que aponta uma realidade preocupante. Em inquestionável demonstração de alienação política, cerca de 65% dos eleitores do País não se lembram em quem votaram no pleito passado para lhes representar no Poder Legislativo.
        Estudiosos que analisam essa anomalia política, classificada como amnésia eleitoral, observam no fato a notória carência de espírito democrático, ocasionadora da ausência do necessário acompanhamento dos votantes quanto ao desempenho das personalidades que escolheram.
     Segundo se constata, em grande parte dos casos, tal estranho esquecimento decorre de votos conseguidos por motivos aleatórios, de caráter estritamente circunstancial e completamente alheio aos imprescindíveis critérios para a escolha adequada de um representante político do povo. Nesse processo de alheamento, os compromissos de voto são assumidos em troca da concessão dos mais diversificados e, por vezes, exóticos tipos de favores. Entre eles, a concessão de empregos, bolsas de estudo, financiamento de times amadores de futebol, doação de dinheiro em espécie e, até mesmo, presentes pessoais de pequena monta. A distribuição de óculos e dentaduras, vista por alguns como fato folclórico, infelizmente ainda faz parte da realidade.
        Ao contrário do que se costuma supor, o irresponsável câmbio de interesses eleitoreiros acontece, indistintamente e nas mesmas proporções, em faixas contrastantes de baixo e alto poder aquisitivo, tanto nos Estados mais pobres quanto naqueles de maior nível socioeconômico e de mais elevados níveis de instrução. A troca do voto por benesses de toda espécie e o subsequente esquecimento dos políticos favorecidos com a barganha estão presentes desde os mais desconhecidos grotões nordestinos às mais desenvolvidas cidades do Sudeste. Ressalte-se que o voto permutado nunca leva em consideração o partido ao qual o candidato pertence, não obedecendo, por conseguinte, aos mínimos critérios de uma apropriada avaliação.
        Tão grave desvirtuamento do verdadeiro sentido de cidadania e do conceito de estado democrático concorre, sem qualquer dúvida, para o baixo nível por último detectado naqueles que deveriam, por pressuposto, esmerarem-se em ser padrões de ética e honestidade no cenário político. A cada dia, registram-se constrangedoras atuações de representantes arrivistas e despreparados para o cumprimento da elevada função pública que lhes foi delegada.
        Torna-se oportuno enfatizar e esclarecer que o direito ao voto, embasado na consciência cívica de exercê-lo, é um atributo visceralmente ligado ao futuro do País e, mais do que nunca, imprescindível para consolidar a credibilidade, sempre tão posta à prova, dos que exercem mandatos outorgados pelo que se entende por soberana decisão popular, requisito fundamental da democracia.
        É patente que o baixo índice de politização do eleitor constitui um dos problemas institucionais graves do Brasil.

         Consciência eleitoral. Diário do Nordeste, Fortaleza, 25 abril 2010.
Entendendo o texto:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo:
·        Postulantes: aspirantes.
·        Aleatórios: casuais, imprevisíveis.
·        Benesses: presentes, doações.
·        Grotão: interior, em relação aos centros urbanos.
·        Arrivista: aquele que deseja triunfar a qualquer preço.
·        Visceralmente: que se encontra arraigado; muito íntimo ou profundo.
·        Outorgado: concedido, permitido.
·        Politização: conscientização dos direitos e dos deveres do cidadão.

02 – Antes da leitura do texto, você conseguiu adivinhar a que gênero o texto pertence?
      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: é um editorial.

03 – Em uma sociedade democrática, cabe aos cidadãos o poder de tomar as decisões importantes da política. De acordo com o texto lido, o voto é uma das formas de exercer a cidadania. Em sua opinião, o que revela o fato de a maioria dos brasileiros não se lembrar em quem votou? Explique.
      Que os brasileiros, em sua maioria, não estão conscientes de seu papel social como cidadãos, que é ajudar a construir uma nação mais digna e justa.

04 – O texto lido é um gênero textual que tem como característica discutir um fato polêmico que está em debate na sociedade no momento em que é produzido.
a)   Em que veículo esse texto circulou?
Em um jornal online.

b)   Qual é o assunto discutido no texto lido?
As atitudes de políticos para conseguir votos nas eleições e a falta de comprometimento da população.

c)   Qual posicionamento sobressai no texto sobre o assunto discutido?
A ideia de que o voto é importante, por ser um exercício de cidadania, fundamental em uma sociedade democrática.

d)   Você consegue identificar o autor do texto lido? O que você conclui com isso?
Não. Pode-se concluir que textos como esse não são assinados, porque apresentam a visão do jornal sobre um determinado assunto.

05 – Uma das características de textos como esse é retomar um fato já apresentado no jornal.
a)   Com que intenção os fatos divulgados foram retomados nesse texto?
Com a intenção de comentar o fato, levantando os pontos que mais geram discussão e, consequentemente, manifestar a opinião do jornal.

b)   O que motivou a produção desse texto?
O fato de algumas pessoas se candidatarem a cargos políticos, e utilizarem formas inadequadas para conseguir votos.

06 – O texto lido aproxima-se de uma notícia, pois apresenta os fatos de forma rápida, concisa e objetiva. Porém, eles se diferenciam em alguns elementos. Aponte as diferenças entre esses textos.
a)   Quanto ao posicionamento crítico sobre o assunto que é apresentado.
Em uma notícia pretende-se ser imparcial, ou seja, não evidenciar pelo menos explicitamente a opinião de quem escreve. No texto lido, há o posicionamento claro do jornal sobre o assunto.

b)   No que se refere ao assunto.
A notícia apresenta o fato ao leitor, ao passo que o texto lido retoma uma notícia por se tratar de um assunto polêmico.

07 – No editorial foi comentado um assunto que gerou muita discussão e constatada uma realidade preocupante no que diz respeito à consciência das pessoas ao votar.
a)   Que constatação é essa?
De que as pessoas são alienadas politicamente, pois 65% dos eleitores não se lembram em quem votaram na última eleição.

b)   Por que isso ocorre?
Porque as pessoas não votam de maneira consciente, já que, muitas vezes, seus votos são trocados por algum benefício pessoal.

08 – Votar significa participar de uma decisão coletiva, levando em consideração a opinião ou a preferência pessoal de todos os indivíduos. Dessa forma, quando as pessoas barganham o voto, elas acabam indo contra qual princípio básico de votação?
      Elas vão contra a preferência coletiva, já que trocar o voto faz com que a pessoa desconsidere sua opinião e vontade diante das eleições.

09 – O voto em nosso país é obrigatório, e isso gera muita polêmica.
a)   Você concorda com a obrigatoriedade do voto? Por quê?
Resposta pessoal do aluno.

b)   O que você acha que as pessoas precisam fazer para que seu voto seja consciente?
Resposta pessoal do aluno. Sugestão: As pessoas devem conhecer melhor cada candidato, saber quais são as propostas deles, o perfil e quais foram os trabalhos realizados por ele, o que indica que ele estaria apto ou não para assumir o cargo a que aspira.

c)   Que atitudes você acha que os candidatos deveriam ter diante dos problemas sociais?
Resposta pessoal do aluno. Sugestão: os políticos deveriam fazer planejamentos e projetos que visassem à melhoria da educação, saúde, alimentação, emprego, entre outras, de maneira funcional e prática.

10 – No texto que você leu, foi empregada a norma urbana de prestígio, num registro formal de linguagem. Por que essa forma de linguagem deve ser usada em um jornal?
      O público de leitores a que destina um jornal é bastante amplo e diversificado e não existe entre esses leitores e os jornalistas que escrevem uma relação de intimidades. Além disso, quem lê o jornal está em busca de informações e opiniões confiáveis. Por essas razões, nos textos de um jornal deve prevalecer uma forma de escrever de acordo com a norma urbana de prestígio.

11 – Releia os seguintes trechos do texto:
        “[...] posto em xeque por pesquisa que aponta uma realidade preocupante.”
Que sentido a expressão em destaque indica?
      Xeque: posto à prova.

12 – Por que, no primeiro parágrafo do texto, o termo país foi utilizado com inicial maiúscula?
      Porque ele foi empregado no lugar de um substantivo próprio, no caso, a nação Brasil.  




sábado, 18 de maio de 2019

TEXTO: CARTA - LYGIA BOJUNGA NUNES - COM QUESTÕES GABARITADAS

Texto: Carta

        Lorelai:

        Era tão bom quando eu morava lá na roça. A casa tinha um quintal com milhões de coisas, tinha até um galinheiro. Eu conversava com tudo quanto era galinha, cachorro, gato, lagartixa, eu conversava com tanta gente que você nem imagina, Lorelai. Tinha árvore para subir, rio passando no fundo, tinha cada esconderijo tão bom que a gente podia ficar escondida a vida toda que ninguém achava. Meu pai e minha mãe viviam rindo, andavam de mão dada, era uma coisa muito legal da gente ver. Agora, tá tudo diferente: eles vivem de cara fechada, brigam à toa, discutem por qualquer coisa. E depois, toca todo mundo a ficar emburrado. Outro dia eu perguntei: o que é que tá acontecendo que toda hora tem briga? Sabe o que é que eles falaram? Que não era assunto para criança. E o pior é que esse negócio de emburramento em casa me dá uma aflição danada. Eu queria tanto achar um jeito de não dar mais bola pra briga e pra cara amarrada. Será que você acha um jeito pra mim?
        Um beijo da Raquel.
        [...]
                                          Nunes, Lygia Bojunga. A Bolsa Amarela –
                                                      31ª ed. Rio de Janeiro: Agir, 1998.
Entendendo o texto:

01 – Em “Agora  tudo diferente”: a palavra destacada é um exemplo de linguagem:
           a)   Ensinada na escola.
           b)   Estudada nas gramáticas.
           c)   Encontrada nos livros técnicos.
           d)   Empregada com colegas.

02 – O termo em destaque funciona como pronome indefinido em:
a)   “A casa tinha um quintal com milhões de coisas […]”
b)   “[…] eu conversava com tanta gente que você nem imagina […]”
c)   “[…] era uma coisa muito legal da gente ver.”
d)   Que não era assunto para criança.”

03 – “Outro dia eu perguntei: o que é que tá acontecendo que toda hora tem briga?”. Identifique os pronomes indefinidos que compõem essa parte do texto:
      É “outro” e “toda”.

04 – Os pronomes indefinidos, identificados na questão anterior, classificam-se como:
(X) pronomes indefinidos adjetivos
(  ) pronomes indefinidos substantivos

05 – Grife os pronomes indefinidos presentes nas frases a seguir:
a)   “[…] que ninguém achava.”
b)   “Agora, tá tudo diferente […]”
c)   “[…] brigam à toa, discutem por qualquer coisa.”
d)   “E depois, toca todo mundo a ficar emburrando.”

06 – Aponte, entre os pronomes indefinidos grifados acima, aqueles:
a)   Que acompanham os substantivos: 
“Qualquer” e “todo”.

b)   Que foram empregados no lugar dos substantivos: 
“Ninguém” e “tudo”.



CONTO: CONTINHO - PAULO MENDES CAMPOS - COM GABARITO

Conto: CONTINHO
            Paulo Mendes Campos

        Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho. Na soalheira dada de meio-dia, ele estava sentado na poeira do caminho, imaginando bobagem, quando passou um vigário a cavalo.
        --- Você, aí, menino, para onde vai essa estrada?
        --- Ela não vai não: nós é que vamos nela.
        --- Engraçadinho duma figa! Como você se chama?
        --- Eu não me chamo, não, os outros é que me chamam de Zé.


                                   
    Mendes Campos, Paulo. Para gostar de ler.
                                      Crônicas. São Paulo: Ática, 1996, v. 1 p. 76.
Entendendo o conto:

01 – Há traço de humor no trecho:
          a) “Era uma vez um menino triste, magro”.
          b) “Ele estava sentado na poeira do caminho”.
          c) “Quando passou um vigário”.
          d) “Ela não vai não: nós é que vamos nela”.

02 – Ao copiar o texto, escolha um título para o conto.
      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: O menino na estrada.

03 – O texto é narrativo. Por que é possível fazer essa afirmação?
      É possível afirmar que o texto é narrativo pois há um narrador, que descreve os personagens, o cenário e expõe a situação. Além disso é utilizada a 3ª pessoa do singular na escrita.

04 – Que tipo de narrador conta a história?
      Narrador observador.

05 – Que palavras nos permitem descobrir o foco narrativo escolhido para narrar o continho?
     "Era uma vez"; "ele", "quando passou". Denotam que há alguém, que não é personagem da história, narrando.

06 – Quais são os personagens da história?
      O menino e um vigário a cavalo.

07 – Que tempo verbal foi utilizado pelo narrador? O que isso indica?
      Pretérito Perfeito e Pretérito Imperfeito. O perfeito indica ações que são de momentos, e não são habituais, não são realizadas regularmente. O imperfeito indica uma ação no passado que ainda não foi concluída, ainda não acabou por completo.

08 – Nos diálogos foi utilizado o mesmo tempo verbal? Justifique.
      Não. No diálogo se usa o tempo presente, pois representa a conversa dos personagens naquele exato momento, no presente.

09 – Em que ambiente se passam as cenas?
      Em um tipo de estrada, no sertão de Pernambuco.

10 – No texto foi utilizado o discurso direto ou indireto? Explique.
      Direto. O diálogo se dá por meio do uso de travessões, mostrando exatamente as falas dos personagens, ditas por eles mesmos e não pelo narrador.

11 – Reescreva o conto alterando o discurso usado pelo narrador.
      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Era uma vez um menino triste, magro e barrigudinho, do sertão de Pernambuco. Na soalheira danada de meio-dia, ele estava sentado na poeira do caminho, imaginando bobagem, quando passou um gordo vigário a cavalo e perguntou ao menino para onde ia aquela estrada. O menino respondeu que a estrada não ia, as pessoas é que iam nela. O vigário perguntou, então, como o menino se chamava e o chamou de engraçadinho de uma figa, e o menino respondeu que ele não se chamava, os outros é que o chamavam de Zé.