quinta-feira, 7 de setembro de 2017

MÚSICA(ATIVIDADES): SÓ VOCÊ - FÁBIO JÚNIOR - COM GABARITO

 MÚSICA(Atividades) :Só Você  -  Fábio Jr.

Compositor: Vinicius Cantuária

Demorei muito pra te encontrar
Agora eu quero só você
Teu jeito todo especial de ser
Eu fico louco com você

Te abraço e sinto coisas
Que eu não sei dizer
Só sinto com você


Meu pensamento voa
De encontro ao teu
Será que é sonho meu?

Tava cansado de me preocupar
Quantas vezes eu dancei
E tantas vezes que eu só fiquei
Chorei, chorei...

Agora eu quero ir fundo
Lá na emoção
Mexer teu coração

Salta comigo alto
E todo mundo vê
Que eu quero só você

Eu quero só você [2x]

Te abraço e sinto coisas
Que eu não sei dizer
Só sinto com você

Meu pensamento voa
De encontro ao teu
Será que é sonho meu?

Tava cansado de me preocupar
Quantas vezes eu dancei
E tantas vezes que eu só fiquei
Chorei, chorei...

Agora eu quero ir fundo
Lá na emoção
Mexer teu coração

Salta comigo alto
E todo mundo vê
Que eu quero só você

Eu quero só você [2x]

1. Releia com atenção a letra da canção “Só você” para entender bem o que ela diz. Em seguida, responda às questões.
a) De que assunto trata a canção?
Da satisfação de quem ama por ter encontrado a pessoa amada.

b) A qual público se dirige essa canção: crianças, jovens, adultos? Justifique sua resposta.
Ao público jovem e adulto apaixonado por alguém e/ou apreciador de músicas românticas.

c) Por quais situações passou a pessoa que ama antes do encontro? Cite versos.
“Demorei muito pra te encontrar”; “Tava cansado de me preocupar / Quantas vezes eu dancei / E tantas vezes que eu só fi quei / Chorei, chorei”.

d) Que verso, na canção, equivale a uma declaração de amor? Sublinhe-o na letra da canção.
 “Eu quero só você”.

e) Qual recurso a canção usa para tornar essa declaração bem evidente?
Repetição. A oração “Eu quero só você” aparece várias vezes na letra (e mais ainda durante a interpretação).

f) Ao ouvir e ler a canção, você notou que existem versos ou conjunto de versos que se repetem? Que resultado o compositor pretende alcançar com essa repetição?
A repetição procura salientar tanto o tema da canção quanto a melodia a ser gravada por quem a ouve. Trata-se de um recurso de memorização da canção.

2. Analisando palavras e expressões da letra da canção
a) O verso “Demorei muito pra te encontrar” pode ser facilmente compreendido. Ele indica para o ouvinte da canção que havia tempo o eu lírico procurava alguém. Como você interpreta o verso “Quantas vezes eu dancei”?
O verso informa que o eu lírico várias vezes não foi bem-sucedido; ou seja, se deu mal, não se saiu bem.

b) Nesse verso, que sentido tem o verbo “dançar”?
Tem o sentido de sair-se mal, de não alcançar o que se espera. Nesse caso, dançar é uma gíria.

c) Cite dois outros versos da canção em que haja palavras em sentido figurado. Em seguida, explique o que elas querem dizer.
“Meu pensamento voa”; “Agora eu quero ir fundo lá na emoção”; “Mexer teu coração”; “Salta comigo alto e todo mundo vê”.

3. Compreendendo a composição da letra da canção. Em dupla, preencham o quadro a seguir com as informações do texto que vocês acabaram de ler.
a)      Autor do texto e da melodia
Vinicius Cantuária

     b)     Papel social do produtor ao escrever o texto
Manifestar por meio da canção – uma expressão artística – sua visão de mundo por intermédio de um eu lírico que fala sobre amor, sentimentos, ideias e intuições em relação à pessoa amada.

     c)    Interlocutor (para quem o texto foi escrito)
Público jovem e adulto apaixonado por alguém e/ou apreciador de músicas românticas.

     d)   Intérprete da canção
Fábio Júnior.

     e)   Estilo musical
Música romântica

4. Releia os versos da canção “Só você”:
“Demorei muito pra te encontrar [...] Eu fico louco com você”.
“Te abraço e sinto coisas que eu não sei dizer / Só sinto com você”.
“Tava cansado de me preocupar / Quantas vezes eu dancei”.
“E tantas vezes que eu só fiquei / Chorei, chorei”.

    a) Quem fala na letra da canção: um homem ou uma mulher? Como você chegou a essa conclusão?
Um homem. O pronome pessoal “eu” (em primeira pessoa) refere-se a um homem apaixonado. Alguns adjetivos mostram que se trata de um eu lírico masculino (“fico louco”, “tava cansado”).

      b)   O que você acha que levou Vinicius Cantuária a compor essa canção nos anos 1980? Se possível, faça uma pesquisa para descobrir.
Resposta pessoal. Os alunos podem levantar a hipótese de que a música foi composta porque o compositor estava apaixonado. Nesse caso, é importante discutir com os alunos as diferenças existentes entre o compositor e o eu lírico da canção.

    c)    Em sua opinião, um compositor poderia compor uma canção fingindo ser uma mulher ou uma criança? Justifique sua resposta.
Espera-se que os alunos respondam positivamente. Nesse caso, é importante que eles levantem hipóteses sobre as diferenças entre o produtor do texto (compositor, cancionista) e o eu lírico da canção. Caso a resposta seja negativa, é essencial perceber quais os argumentos levantados pelo aluno.

05 – De que assunto trata a canção?
      Da satisfação de quem ama por ter encontrado a pessoa amada.

06 – O verso “Demorei muito pra te encontrar” pode ser facilmente compreendido. Ele indica para o ouvinte da canção que havia tempo o eu lírico procurava alguém. Como você interpreta o verso “Quantas vezes eu dancei”?
      O verso informa que o eu lírico várias vezes não foi bem-sucedido; ou seja, se deu mal, não se saiu bem.




MÚSICA(ATIVIDADES): GUARDE NOS OLHOS - IVAN LINS - COM GABARITO

  Música(Atividades):GUARDE NOS OLHOS

                                                                      IVAN LINS
Guarde nos olhos
A água mais pura da fonte
Beba esse horizonte
Toque nessas manhãs
Guarde nos olhos
A gota de orvalho chorando
Guarde o cheiro do cravo
Do jasmim, do hortelã
Guarde o riso
Como nunca se fez
Corra os campos
Pela última vez
Guarde nos olhos
A chuva que faz as enchentes
Vai um pouco com a gente
Rumo a capital
Vai dentro da gente
Vamos pra capital
Tá nos olhos da gente
Vamos pra capital.

              Ivan Lins. Nos dias de hoje. EMI, 1978. Oilua Produções Artísticas e
                          Edições Musicais Ltda./Copyrights Consultoria Ltda. Faixa 2.

1 – A voz que fala na canção aconselha ou sugere que se tenha uma espécie de último contato com alguns elementos – sobretudo naturais – que compõem uma paisagem.
    a)    Escreva no quadro os versos da canção que apresentam conselhos relativos a cada um dos sentidos indicados.
SENTIDOS                                           VERSOS
Visão                                          “guarde nos olhos”
Paladar                                      “beba horizonte”
Tato                                            “toque nessa manhãs”
Olfato                                          “guarde o cheiro de jasmim, do cravo, do
                                                      Hortelã.”

    b)   A quem estariam sendo dados esses conselhos?
De alguém que vai deixar seu lar (em uma cidade interiorana ou no campo) à cidade grande.
    c)  Transcreva um verso da canção que justifique a sua resposta anterior.
“vai um pouco com a gente / ruma a capital”.

2 – Os conselhos são expressos por verbos no imperativo: guarde, beba, toque, corra.
    a)     Indique os verbos empregados em sentido conotativo (figurado) e o verbo empregado em sentido denotativo (próprio).
Conotativo: guardar, beber, tocar.
Denotativo: correr.

  b)    Tendo em vista o contexto da letra da canção, apresente os possíveis sentidos da expressão “Guarde nos olhos”.
Guardar na memória ou gravar na memória a imagem, o gosto, o cheiro, etc. de coisas com os quais não se terá mais contato na cidade grande.

3 – Discuta com seus colegas as relações de sentido que podem ser estabelecidas entre versos “Guarde nos olhos”, “Vai um pouco com a gente” e “Vai dentro da gente”.
         Os elementos deixados para trás não são totalmente perdidos por aqueles que se destacam para a cidade, pois, uma vez guardados na memória, tais elementos fazem parte das pessoas que rumam para a capital.



MÚSICA(ATIVIDADES): CHICLETE COM BANANA - JACKSON DO PANDEIRO- COM GABARITO

MÚSICA(ATIVIDADES): CHICLETE COM BANANA
                    Jackson do Pandeiro


Só ponho bebop no meu samba
Quando o Tio Sam pegar num tamborim
Quando ele pegar no pandeiro e no zabumba
Quando ele entender que o samba não é rumba
Aí eu vou misturar Miami com Copacabana
Chiclete eu misturo com banana
E o meu samba vai ficar assim

Um batuqueiro raro/Bap um bap pá pá
Um batuqueiro raro/Bap um bap pá pá
Um batuqueiro raro/Bap um bap pá pá

Quero ver a grande confusão
Um batuqueiro raro/Bap um bap pá pá
Um batuqueiro raro/Bap um bap pá pá
Um batuqueiro raro/Bap um bap pá pá
É o samba rock meu irmão
Mas em compensação
Quero ver o buggy-woogie de pandeiro e
Violão
Quero ver o Tio Sam de frigideira
Numa batucada brasileira
Quero ver o Tio Sam de frigideira
Numa batucada brasileira
Um batuqueiro raro/Bap um bap pá pá
Um batuqueiro raro/Bap um bap pá pá
Um batuqueiro raro/Bap um bap pá pá
Quero ver a grande confusão
É o samba rock meu irmão
Um batuqueiro raro/Bap um bap pá pá
Um batuqueiro raro/Bap um bap pá pá
Um batuqueiro raro/Bap um bap pá pá
É o samba rock meu irmão.

                              Gordurinha e Almira Castilho 1960. Editora e Importadora
                                                                              Musical Fermata do Brasil Ltda.

Bebop: estilo de jazz que se desenvolveu nas décadas de 1940 e 1950, nos Estados Unidos.
Buggy-woogie (boogie-woogie): estilo de blues que se popularizou nas décadas de a940 e 1950, nos Estados Unidos.
Chiclete: o chiclete-tal como o conhecemos hoje: goma de mascar com sabor doce – foi inventado pelo estadunidense Thomas Adams no século XIX. No fim desse século, o produto começou a se popularizar nos Estados Unidos. Em meados do século XX, o chiclete, agora feito com produtos sintéticos, foi difundido no Brasil.
Rumba: gênero musical de origem cubana.
Tio Sam: referência aos Estados Unidos.
Zabumba: tambor de sonoridade grave.

1 – Já no título fica evidente a mistura entre um elemento estrangeiro e outro nacional, representados pelo “chiclete” e pela “banana”
    a)    Complete o quadro com os elementos nacionais e estrangeiros presentes na letra da canção.
Palavras                        elementos estrangeiros          elementos nacionais
Algo comestível           chiclete                                       banana
Ritmos                           bebop, buggy-woogie              samba, batucada
Instrumentos               não há referência a                   tamborim, pandeiro,
                                       nenhum instrumento                zabumba, de frigideira
lugares                          Miami                                           Copacabana.

   b)   De acordo com a canção, qual seria o resultado da mistura entre os elementos nacionais e estrangeiras?
Uma grande confusão. O samba rock.

2 – Que verso da canção faz referência a uma confusão geralmente feita por estrangeiros em relação a ritmos latino-americanos e/ou caribenhos? Destaque-o.
       “quando ele entender que o samba não é rumba”

3 – Indique a alternativa que apresenta a posição do autor em relação à influência estrangeira.
    a)     A influência estrangeira deve ser aceita incondicionalmente, já que nossa música sempre se desenvolveu com base em elementos estrangeiros.
   b)   A influência estrangeira pode até ser aceita quando houver uma “relação de mão dupla”. Ou seja, os elementos estrangeiros poderão ser incorporados à nossa música, desde que os elementos nacionais, brasileiros, também sejam incorporados pelo estrangeiro, no caso, os Estados Unidos.
   c)    A influência estrangeira deve ser totalmente rejeitada, pois é prejudicial à nossa identidade cultural.


MÚSICA(ATIVIDADES): HOMENAGEM AO MALANDRO- CHICO BUARQUE- COM GABARITO

 Música(Atividades): HOMENAGEM AO MALANDRO

                                                                 CHICO BUARQUE

Eu fui fazer um samba em homenagem
À nata da malandragem
Que conheço de outros carnavais
Eu fui à lapa e perdi a viagem,
Que aquela tal malandragem
Não existe mais
Agora já não é normal
O que dá de malandro regular, profissional
Malandro com o aparato de malandro oficial
Malandro candidato a malandro federal
Malandro com retrato na coluna social
Malandro om contrato, com gravata e capital
Que nunca se dá mal
Mas o malandro pra valer
- não espalha
Aposentou a navalha
Tem mulher e filho e tralha e tal
Dizem as más-línguas que ele até trabalha,
Mora lá longe e chacoalha
Num trem da Central.
                              HOLLANDA, Chico Buarque de. Homenagem ao malandro.
       By MAROLA Edições Musicais Ltda. 1977. Todos os direitos reservados.

1 – De acordo coma canção, a malandragem tradicional não existe mais.
        a)   O que aconteceu a esse malandro? Quem seria ele atualmente?
Não existe mais. É um trabalhador pobre, com família para sustentar, morador de bairros afastados, humildes.

     b)  Quem é esse “novo” malandro? Justifique sua resposta com trechos do texto.
O novo malandro é aquele que, mesmo aplicando grandes golpes ou participando de esquemas de corrupção, não é perseguido nem punido.

    c)    Que práticas são costumeiramente realizadas por esse “novos” malandros para eles serem considerados, pelo autor, como “malandros”?
O “novo” malandro é aquele que, mesmo aplicando grandes golpes ou participando de esquemas de corrupção (crime do colarinho branco), não é perseguido nem punido, mantendo-se aparentemente como um “digno cidadão”: tem capital, participa da política e ocupa uma posição social de resposta. Trecho:  “Malandro com o aparato de malandro oficial [...] Malandro com contrato, com gravata e capital”.

   d)   De acordo com a impressão passada pela canção, qual dos malandros parece oferecer mais “perigo” à sociedade: o tradicional ou o novo malandro?
O “novo” malandro.

   e)     Você concorda com a visão do autor? Por quê?
Resposta pessoal.

2 – explique a ironia presente no seguinte verso:
       Dizem as más-línguas que ele até trabalha.
       Trabalhar gera má fama ao malandro. Um malandro tradicional não trabalharia para sustentar a família. Isso seria comprometer para sua figura, diminuiria sua dignidade como malandro.

3 – Observe o título da canção e estabeleça relações com o texto.
       O título refere-se à primeira intenção do autor, que era fazer um samba em homenagem ao malandro, aquele que não existe mais. O título é irônico, à medida que o malandro aí “cantado” acaba sendo principalmente, o corrupto da atualidade.

4 – A expressão “conhecer de outros carnavais” é bastante popular e significa conhecer “há bastante tempo”.
        Você saberia mencionar outra expressão que indique tempo decorrido? Com seus colegas, tente se lembrar de uma ou mais.
        - Fazer (tantas) primaveras.      – passar (tantas) luas.


MÚSICA(ATIVIDADES): MÚSICA DE TRABALHO - LEGIÃO URBANA- COM GABARITO

 MÚSICA DE TRABALHO(Atividades)


                                                                         LEGIÃO URBANA
Sem trabalho eu não sou nada 
Não tenho dignidade
Não sinto o meu valor
Não tenho identidade
Mas o que eu tenho é só um emprego
E um salário miserável
Eu tenho o meu ofício
Que me cansa de verdade
Tem gente que não tem nada
E outros que têm mais de que precisam
Tem gente que não quer saber de trabalhar  
Mas quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa, pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
De todo o meu cansaço
Nossa vida não é boa
E nem podemos reclamar
Sei que existe injustiça
Eu sei o que acontece
Tenho medo da polícia
Eu sei o que acontece
Se você não segue as ordens
Se você não obedece
E não suporta o sofrimento
Está destinado à miséria
Mas isso eu não aceito
Eu sei o que acontece
E quando chega o fim do dia
Eu só penso em descansar
E voltar pra casa, pros teus braços
Quem sabe esquecer um pouco
Do pouco que não temos
Quem sabe esquecer um pouco
De tudo que não sabemos

                VILLA LOBOS, Dado; RUSSO, Renato; BONFÁ, Marcelo.
               Música de trabalho. Em: LEGIÃO URBANA. A tempestade
                   ou O livro dos dias São Paulo: EMI Music,1996 Faixa 3.

A música explica os valores do trabalho e sua importância, o quanto ele é cansativo, porém sempre leva a uma recompensa seja dinheiro, ou sua própria dignidade. Faz uma crítica a social a nossa realidade, a nossa atual sociedade, mostrando que o trabalho é essencial para o andamento e desenvolvimento do país.


1 – Você concorda com os compositores quando eles dizem na 1ª estrofe:
       Sem trabalho...  Identidade.
       Resposta pessoal do aluno.

2 – O que você considera ser “dignidade”?
      Resposta pessoal do aluno.

3 – Que identidade é esta que os compositores estão se referindo? Como o trabalho ajuda na construção de nossa identidade?
      Refere-se aos valor do trabalho na vida do ser humano. Ele ajuda a vivermos com dignidade honrando nossos compromissos financeiros e também nos sentirmos útil e produtivo.

4 – Na terceira estrofe os compositores falam sobre os diferenças entre as pessoas; umas não tem nada, outras tem mais do que precisam e também aquele que não quer saber de trabalhar. Dê sua opinião sobre essas afirmações.
      Para que haja uma sociedade menos desigual, a gente teria que reduzir distâncias entre classes socioeconômicas, embora também cresce o número dos que não trabalham nem procuram emprego e, como não procuram, não são considerados desempregados.

5 – Que crítica social a nossa realidade a música faz?

      Critica nossa atual sociedade, mostrando que o trabalho é essencial para o andamento e desenvolvimento do país.

     6 -   Sua relação com o trabalho se assemelha à descrita nessa letra de canção? Explique.
Resposta pessoal.

    7 -  Se pudesse escolher outro trabalho, diferente do que você faz, qual escolheria? Por quê?
Resposta pessoal.

                                           



MÚSICA(ATIVIDADES): DESPERTA(PRECONCEITO DE COR) - MARGARETH MENEZES- COM GABARITO

 MÚSICA(ATIVIDADES): DESPERTA  

                                                                      MARGARETH  MENEZES

Por preconceito de cor você perdeu esse amor
Você parou a canção que tocou no coração
Não quis mergulhar no fundo
Não quis pegar minha mão
Você radicalizou, foi duro como cimento
Eu era o buquê em flor, só esperando o momento
Mas se você não sacou, eu vou lhe dizer
Não é porque eu sou preto que todo mundo é preto
Não é porque eu sou branco que todo mundo é branco
Não é porque eu sou índio que todo mundo é índio
Né porque, nem porque, né porque
Por preconceito de cor morrem todo dia mil
A fome, a violência, descaso e impaciência
Há ódio a cada segundo, se afunda mais esse mundo
Se acha superior, magoa a mãe que é santa
Bate na cara que é minha, homem maltrata criança
Pecado de pecador, é preconceito de cor
Não é porque eu sou preto que todo mundo é preto
Não é porque eu sou branco que todo mundo é branco
Não é porque eu sou índio que todo mundo é índio
Né porque, nem porque, né porque
Por preconceito de cor, se é pobre já é ladrão
Mas o doutor que roubou nunca vai para prisão
Policial matador tem preconceito de cor
Por preconceito de cor se espalha a ignorância
Não se oferece ajuda, outros perderam esperança
É tanto tempo perdido e um Deus Pai esquecido
Não é porque eu sou preto que vou me esconder
Não é porque eu sou branco que detesto você
Não é porque eu sou índio que vão me extinguir
Né porque, nem porque, né porque
Desperta
                      MENEZES, Margareth. Desperta (preconceito de cor).
                                    Em: MENEZES, Margareth Afropopbrasileiro.
                                          Salvador: Estrada do Mar, 2001. Faixa 3.

a    1)  Essa canção trata de um tema social ainda frequente no Brasil. Você conhece alguém ou já viveu experiências relacionadas ao problema apresentado na canção? Converse com os colegas e com o professor a esse respeito.
Resposta pessoal.

      2)  Considere as leituras e as discussões feitas durante este capítulo O que você gostaria de esclarecer ou explicar para aqueles que têm “preconceito de cor”?
Resposta pessoal.

     3) O título merece destaque por possuir que significado importante?
O despertar contra o preconceito.

     4) A canção faz referência a que aspectos da sociedade preconceituosa?
Principalmente o preconceito racial.

     5) De que trata a canção?
Da violência, descaso e também da classe social.