sexta-feira, 24 de julho de 2026

AVALIAÇÃO PROCESSUAL SEE - 2º BIMESTRE/2026 - 8º ANO EF - LÍNGUA PORTUGUESA - COM GABARITO

 

Avaliação Processual SEE - 2º bimestre/2026 - 8º ano EF - LÍNGUA PORTUGUESA

 


 

Questão 01 

Leia o texto.

 

Sensações

Fui a vários lugares, viajei por muitos países, tive as melhores sensações possíveis. Pena que tudo acabou, quando eu terminei aquele livro incrível.

SILVA, Julia Veronica Rocha. Sensações. In. COSTA, Raquel (Org.). Contos contados. Minificções de estudantes dos 1ºs anos dos cursos Integrados do IFSP. Suzano, [s. d.]. Disponível em: https://szn.ifsp.edu.br/. Acesso em: 11 nov. 2025.

O tema principal do miniconto é o(a)

a.   busca por novas emoções em outros países.

b.   frustração com o fim de uma história literária.

c.   lembrança de aventuras passadas com amigos.

d.   prazer das experiências vividas em viagens reais.

 

Questão 02 

Leia o texto.

 

Conceição Evaristo, uma das vozes mais importantes da literatura contemporânea brasileira, ganha sua primeira biografia: Conceição Evaristo: Voz Insubmissa. Escrito pela jornalista Yasmin Santos e publicado pela Editora Rosa dos Tempos, o livro combina ensaio e reportagem para reconstituir a trajetória da autora.

Conceição Evaristo ganha sua primeira biografia. Bravo!, 30 nov. 2024. Disponível em: https://bravo.abril.com.br/. Acesso em: 10 nov. 2025. (Adaptado).

No trecho em destaque, há um aposto separado por vírgulas, pois cumpre a função de

a.   resumir as ideias centrais do texto.

b.   explicar quem é Conceição Evaristo.

c.   destacar a importância das obras da autora.

d.   apresentar a editora responsável pela publicação.

 

Questão 03 

Leia a manchete.

 

Mulher de 50 anos transformou passatempo com os filhos em um negócio de US$ 1 bilhão

 

LAMEZA, Maria Eduarda. Exame, 11 set. 2025. Disponível em: https://exame.com/. Acesso em: 6 nov. 2025.

A palavra “passatempo” é formada pela união de dois elementos que, juntos, expressam o sentido de

a.   ocupar o tempo de forma agradável.

b.   utilizar o tempo para aprender algo.

c.   ganhar dinheiro com o tempo livre.

d.   controlar o tempo com esforço.

 

Questão 04 

Leia o texto.

 

(entra Lu)

LU: Jorge, me disseram que você estava aqui, a moça disse que eu tinha de esperar...

JORGE: Estou aqui numa reunião, mãe, por favor...

LU: Seu pai está doente, seu pai está...

JORGE: Este é o senhor Honório Lemos. Meu patrão.

LU: Encantada, senhor Onofre.

JORGE: Senhor Honório, mãe.

LU: Desculpe. Desculpe estou que... me dá licença seu Osório?... Ele está doente, quero ir pra São Paulo, me paga uma passagem, por favor...

VIANA FILHO, Oduvaldo . Nossa vida em família. Teatro na Escola, [s. d.]. Disponível em: www.teatronaescola.com. Acesso em: 12 nov. 2025.
 

As marcas de oralidade presentes no diálogo contribuem para a caracterização dos personagens, pois revelam que

a.   Jorge utiliza expressões poéticas, mostrando grande domínio da linguagem.

b.   Senhor Honório fala com gírias e interrupções, revelando intimidade com Lu.

c.   Onofre emprega linguagem técnica, demonstrando conhecimento profissional.

d.   Lu fala de modo espontâneo e confuso, mostrando aflição e falta de formalidade.

 

Questão 05 

Leia o texto.

 

(É o dia do noivado de Tião. Lá fora os convidados chegam. Tião chega da rua feliz, encontra pai na cozinha lendo jornal).

TIÃO: Tem uma nota sobre a greve na primeira página!...

OTÁVIO: Se até as oito horas da noite não derem o aumento, greve geral na metalúrgica!

TIÃO: Ninguém tem peito, pai!

OTÁVIO: Como não tem peito? Tá esquecido do ano passado?

TIÃO: Eu não tava lá.

OTÁVIO: Mas eu estava!

GUARNIERI, Gianfrancesco. Eles não usam black-tie. 24. ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2004.

 

No trecho da peça “Eles não usam black-tie”, observa-se o uso predominante do discurso direto, pois esse tipo de discurso

a.   mistura a voz do narrador com a das personagens.

b.   reconta os fatos sem indicar as falas diretamente.

c.   substitui o diálogo por comentários descritivos.

d.   mostra as falas de forma imediata e viva.

 

Questão 06

Leia o cartum.


 Disponível em: www.freepik.com.br. Acesso em: 11 nov. 2025. (Adaptado).

 

O cartum pode ser considerado uma paródia, porque

a.   retoma elementos de um conto e os modifica para criar humor e crítica.

b.   apresenta o enredo conhecido com linguagem mais simples.

c.   reúne referências variadas em um novo enredo e contexto.

d.   reconta a história sem alterações no enredo original.

sábado, 11 de julho de 2026

FÁBULA: O LÍRIO - LEONARDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: O Lírio

 

        Nas verdes margens do rio Ticino um belo lírio mantinha-se reto e alvo em sua haste, mirando o reflexo de suas brancas pétalas na água. A água ansiava possuir o lírio.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEighGdiYlIgbiff9EuROtMf2sYsVHNAPxCr_Ldjfntd1e76URww7Y1zvQGDLN35RJC30ySBViyaRAH6xqL7_wC0BJ_MDAWLExNfBis2ZSYvF9DFdorFO6UtdHPBzUGGJjja3HUSBlX_-kYQvHllo1wYe5jONCivkchTZ9y020oyf-oxyuyOXE7bUA6aGuU/s320/images.jpg


        A cada ondulação da superfície passava a imagem da linda flor branca. E o desejo da água voltava-se para as ondulações que ainda estavam por vir.

        E assim todo o rio começou a estremecer e a correnteza tornou-se rápida e turbulenta. A água não conseguiu arrancar o lírio, que mantinha-se firme no alto de sua forte haste, e então atirou-se furiosamente contra a margem, que foi arrastada pela inundação.

        E junto com a margem foi-se a linda e solitária flor.

        Moral: A paixão cega, obsessiva e violenta destrói aquilo que mais deseja possuir.

 

Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

01 – Onde o lírio vivia e o que ele costumava fazer em sua rotina?

      O lírio vivia nas verdes margens do rio Ticino. Ele mantinha-se reto e alvo em sua haste, admirando o reflexo de suas próprias pétalas brancas na água do rio.

02 – Que sentimento o rio desenvolveu pelo lírio ao ver seu reflexo?

      O rio desenvolveu um desejo obsessivo de possuir o lírio. A cada nova ondulação na superfície que carregava a imagem da flor, o desejo da água se renovava e aumentava para as próximas ondas que viriam.

03 – Como o rio reagiu fisicamente à intensidade do seu próprio desejo?

      O rio começou a estremecer por inteiro, fazendo com que sua correnteza se tornasse extremamente rápida, turbulenta e violenta na tentativa de alcançar e tomar a flor para si.

04 – O que impediu o rio de arrancar o lírio diretamente em um primeiro momento?

      O lírio mantinha-se firme e seguro no alto de sua própria haste, que era muito forte, resistindo à força inicial da água que tentava arrancá-lo de onde estava.

05 – Diante da resistência da haste, qual foi a atitude furiosa do rio e qual foi a consequência final para o lírio?

      Sem conseguir arrancar a flor diretamente, a água atirou-se furiosamente contra a margem do rio, provocando uma inundação que arrastou a terra. Com a destruição da margem, o lírio perdeu sua base e foi levado junto pela correnteza, sendo destruído pelo próprio rio que o desejava.

 

 

NOTÍCIA: O NASCIMENTO DO VANDALISMO - ABADE GREGOIRE - COM GABARITO

 Notícia: O nascimento do vandalismo

               Abade Gregoire 

 

        Ainda que o filósofo Voltaire já fizesse uso da expressão para definir aqueles que atacam as obras de arte, o termo vandalismo ganhou seu estatuto definitivo durante a Revolução Francesa de 1789. O Abade Gregoire, deputado do Terceiro Estado e depois integrante da Convenção Nacional, fora encarregado por seus colegas para fazer um levantamento dos danos. Quais eram os prédios, privados, públicos ou religiosos (palácios, galerias, portais, abadias, mosteiros, conventos, catedrais, igrejas, capelas, cemitérios, tumbas, etc.) que tinham sido alvo da ira popular?

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjUB52zw7iKfgikKhN8YgSxBBFAz1PgWUJpu2Z20U93lt5dPIjgBYD04R-HfYSVNxHtlgq-clNnyvCdiRI-ga43QE_qW0UcAuLSeu57Y2qiGAPriPxZ1K8ZZ_sqCZEx_Ari6Xq9XO7o7ucC227Mroo7t8oybWY75RkDyJpzpHLIhq4RUiNzsDDY3FD7sgc/s320/images.jpg


        Durante os anos anteriores, a partir da Queda da Bastilha em 14 de julho 1789, e do colapso da Monarquia Bourbon, em 20 de setembro de 1792, turbas pilharam diversos tipos de construções pela França inteira. Em forma de uma poderosa onda ou em pequenos grupos, rapinaram ou destruíram os mais variados livros raros, vitrais, quadros religiosos, estátuas de santos, reis ou nobres.

        Qualquer coisa que fosse identificada com o Antigo Regime, com a Igreja Católica ou ainda com a Arte Romana, estava em perigo aos olhos da plebe feroz. Incitados pelo convencional extremista Barère, até mesmo a cripta dos reis franceses situada na basílica de Saint-Denis foi invadida em 31 de junho de 1793 e os restos mortais dos dinastas jogados em valas comuns.

        Isto sem omitir-se o estrago causado nas memoráveis bibliotecas dos monges e das freiras, cujos livros sagrados foram rasgados ou jogados em pilhas fantasmagóricas.

        Fogueiras eram acesas com eles e pequenas multidões dançavam em redor delas como nas imemoriais cerimônias pagãs feitas ao ar livre (alguns estudiosos do comportamento das massas ou turbas observam que, por vezes, a volúpia predadora resulta de uma momentânea ruptura com as injunções do mundo adulto e um regresso aos primeiros anos da infância: crianças sentem um evidente prazer em destruir tudo o que lhes cai nas mãos)

                                   O relatório devastador

        O resultado da investigação resultou no Rapport sur les destructions opérées par le vandalisme et les moyens d'y remédier (“Relatório sobre as destruições operadas pelo vandalismo e os meios de remediá-lo”), apresentado em três sessões na Convenção, a última em setembro de 1794, logo após a queda de Robespierre e dos jacobinos. As observações do abade foram tão precisas que serviram como um modelo das atuais políticas patrimonialistas adotadas na maior parte dos países ocidentais.

        O levantamento era impressionante, quase não houve aldeia, vila ou cidade francesa poupada de alguma atrocidade contra as artes: Bayeux, Douci, Etain, Fontainebleau, Villefranche, Toulouse, Verdun, Versalhes, Chantilly, Arles, Chartres, Troyes e, acima de tudo, em Paris.

        A primeira contradição apresentada pelos atos de vandalismo observou Gregoire, é que era uma escandalosa contradição com os ideais do Iluminismo, a qual a Revolução de 1789 se gabava de ser a herdeira. Como uma sociedade que se reclamava "das Luzes" poderia conviver de braços cruzados enquanto as maltas incendiavam, depredavam e saqueavam o que viam pela frente? O pior nem tanto era o roubo – pelo menos o objeto era mantido inteiro e poderia de algum modo vir a ser recuperado mais tarde –, mas a destruição gratuita e sem sentido.

        Queimar por queimar, derrubar uma estátua no chão e dar marretadas até ela virar pó, apedrejar as vidraças dos palácios, por abaixo os candelabros de cristais, tocarem fogo nos tapetes caríssimos, estourarem os tonéis e garrafas nas adegas. Maravilhas do gênio humano em minutos viravam num nada, como foi o caso da enorme cabeça de Júpiter dilapidada em Versalhes.

        Apelou então aos bons cidadãos para que não permitissem ou mesmo denunciassem ameaças aos monumentos das ciências e das artes do passado. Era o patrimônio da nação francesa que se via ameaçado por uma ação irracional, primitiva, bárbara. Os verdadeiros patriotas eram responsáveis por eles, todos deviam preservá-los por qualquer meio possível.

        O abade Gregoire, homem extraordinário que lutara pela abolição da escravidão e pela integração dos judeus, atribuiu aquela insanidade a três motivos: à ignorância voluntária, à cupidez e ao oportunismo dos larápios e dos tratantes, a escória infiltrada na multidão. Não aceitou qualquer argumento que a justificasse. Nem o exaltado ódio ao passado, nem o justo ressentimento contra as castas dirigentes então depostas e exiladas.

        Recomendou que as autoridades republicanas locais fossem alertadas e responsabilizadas para assegurar a preservação dos bens nacionais e que não recuassem frente à matilha doida e vingativa que empanava há cinco anos – desde a Queda da Bastilha – os bons propósitos da Revolução feita em nome do Esclarecimento.

        Deste então, o termo "vândalo" se universalizou. Não há país que possa se orgulhar de jamais ter sido vítima de uma horda desatinada e predadora, palavra associada para sempre à destruição sem motivo algum, a um ato lunático e gratuito de barbárie. 

        Durante os primeiros meses do desenrolar da Revolução Russa de 1917, A. Lunacharski, o Comissário do Povo da Educação, chegou a ameaçar renunciar ao cargo devido às crescentes notícias de atos de vandalismo que chegavam de várias partes do império czarista recém caído. Populares e soldados juntavam-se para saquear as catedrais e as igrejas ortodoxas. Novamente o fenômeno revolucionário despertava nas massas o furor vandálico que, por igual, se reproduziu durante a Revolução Cultural chinesa por obra da Guarda Vermelha (1966-1976), patrocinada pelo próprio chefe da nação, Mao Tse Tung. 


FONTE: terra.com.br. Abade Gregoire.

Entendendo a notícia:

01 – Quem utilizou o termo "vandalismo" pela primeira vez e quando ele ganhou seu estatuto definitivo?

      O termo já era utilizado anteriormente pelo filósofo Voltaire para definir aqueles que atacavam obras de arte. No entanto, a palavra ganhou seu estatuto definitivo e se universalizou durante a Revolução Francesa de 1789.

02 – Qual foi a missão confiada ao Abade Gregoire pela Convenção Nacional?

      O Abade Gregoire foi encarregado por seus colegas de fazer um levantamento detalhado dos danos causados pela ira popular. Ele deveria identificar quais prédios privados, públicos ou religiosos (como palácios, igrejas, bibliotecas e cemitérios) haviam sido alvo de saques e destruição pela França.

03 – O que aconteceu na basílica de Saint-Denis em junho de 1793?

      Incitados pelo convencional extremista Barère, manifestantes invadiram a cripta dos reis franceses situada na basílica. Os restos mortais dos dinastas foram retirados de seus túmulos e jogados em valas comuns.

04 – Qual foi o nome do relatório apresentado pelo Abade Gregoire e qual a sua importância histórica atual?

      O relatório foi intitulado Rapport sur les destructions opérées par le vandalisme et les meios d'y remédier (“Relatório sobre as destruições operadas pelo vandalismo e os meios de remediá-lo”). Sua importância histórica é enorme, pois as observações precisas do abade serviram como modelo para as atuais políticas patrimonialistas adotadas na maior parte dos países ocidentais.

05 – Por que o Abade Gregoire via uma "escandalosa contradição" nos atos de vandalismo?

      Porque a Revolução Francesa se gabava de ser herdeira dos ideais do Iluminismo (as "Luzes"). Para Gregoire, era contraditório que uma sociedade que se dizia guiada pela razão e pelo esclarecimento tolerasse passivamente que multidões incendiassem, depredassem e destruíssem gratuitamente o patrimônio e as maravilhas do gênio humano.

06 – A quais motivos o Abade Gregoire atribuiu a insanidade dos atos de destruição?

      Ele atribuiu o vandalismo a três fatores principais:

      - À ignorância voluntária;

      - À cupidez (ganância);

      - Ao oportunismo dos larápios e tratantes (a escória infiltrada na multidão). O abade não aceitou nenhuma justificativa para os atos, nem mesmo o ódio ao passado ou o ressentimento contra as antigas castas dirigentes.

07 – O texto menciona que o vandalismo não foi um fenômeno exclusivo da Revolução Francesa. Quais outros dois exemplos históricos são citados?

      O texto cita:

      - A Revolução Russa de 1917, onde populares e soldados saquearam catedrais e igrejas ortodoxas, levando o Comissário da Educação (A. Lunacharski) a ameaçar renunciar.

      - A Revolução Cultural Chinesa (1966-1976), onde o furor vandálico foi reproduzido pela Guarda Vermelha e patrocinado pelo próprio Mao Tse Tung.

 

 

PONTUAÇÃO - TEXTO: BEBUM ROMÂNTICO - COM GABARITO

 Pontuação

Exercício – Pontue o texto abaixo:


Bebum Romântico

        O sujeito chega em casa de madrugada completamente bêbado e começa a bater na porta mas a sua mulher não quer abrir abre a porta deixa eu entrar eu trouxe uma flor para a mulher mais bela do mundo o bebum grita sensibilizada por este detalhe romântico a mulher resolve abrir a porta o bêbado entra e se joga em cima do sofá e a flor a mulher pergunta e a mulher mais bela do mundo ele pergunta

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhEiFJrjLihlIMVWz9iLQWlOF6_Q6zJRPwS5Y8zDvNPeb15cFALZJHj0L0uNLYzWu8hA-QgZqHlV2w5Yj3gAL1Su9E33AsqyP5ioFSOXXMeZAGaOPqqEyc43ySmErplLUDe0p6V4TQWN1MmKIYGfMsdE4YVI3VO_-UfpGo_Db6b9qIvh32WTBIy-2v2ILQ/s320/images.jpg

Resposta:

        O sujeito chega em casa de madrugada, completamente bêbado e começa a bater na porta, mas sua mulher não quer abrir.

        -- Abre a porta, deixa eu entrar, eu trouxe uma flor para a mulher mais bela do mundo. – O bebum grita.

        Sensibilizada por este detalhe romântico, a mulher resolve abrir a porta. O bêbado entra e se joga em cima do sofá.

        -- E a flor? – a mulher pergunta.

        -- E a mulher mais bela do mundo? – ele pergunta.

 

POEMA: SER MÃE - COELHO NETO - COM GABARITO

 Poema: Ser Mãe 

            Coelho Neto  

 

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra 

o coração! Ser mãe é ter no alheio 

lábio que suga, o pedestal do seio, 

onde a vida, onde o amor, cantando, vibra. 

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAO-awJpTpu8kGG4v1hFC0qjrZ0rZOmi1dTLonm_xMnsPn0RpU5GcQWQ-nAOaAZLeft2hRBZd85KOxaF3FWhEkcXBa35Gwl2XfJiKysuKuF8V98eaFLr57Dq7NDGz0Mpu-laGcrZrEw3obabQgIUCVxCXQbBgg1BxRsdrCQRbDcEqjnUQJfhRjuxPjtFA/s320/images.jpg
 

Ser mãe é ser um anjo que se libra 

sobre um berço dormindo! É ser anseio, 

é ser temeridade, é ser receio, 

é ser força que os males equilibra! 

 

Todo o bem que a mãe goza é bem do filho, 

espelho em que se mira afortunada, 

Luz que lhe põe nos olhos novo brilho! 

 

Ser mãe é andar chorando num sorriso! 

Ser mãe é ter um mundo e não ter nada! 

Ser mãe é padecer num paraíso! 

Coelho Neto. Poema Ser mãe.

Entendendo o poema:

01 – O que a expressão "desdobrar fibra por fibra o coração" sugere sobre a maternidade na primeira estrofe?

      Sugere a doação absoluta e o sacrifício pessoal da mãe. Ela se entrega por inteiro, desfazendo-se de si mesma (emocional e fisicamente, como evocado na imagem da amamentação) para gerar, nutrir e dar vida ao filho.

02 – Quais sentimentos e papéis são atribuídos à mãe na segunda estrofe?

      A mãe é retratada em uma mistura de sentimentos intensos e protetores:

      Protetora espiritual: É comparada a um "anjo que se libra" (paira) sobre o berço;

      Dualidade emocional: Vive entre o "anseio" (expectativa), a "temeridade" (coragem) e o "receio" (medo);

      Fortaleza: É descrita como a força que equilibra os males do mundo.

03 – De acordo com a terceira estrofe, de que maneira a felicidade da mãe está vinculada ao filho?

      A felicidade da mãe é totalmente dependente do bem-estar do filho. O poema coloca o filho como um "espelho" onde ela se enxerga realizada e afortunada, e como a "luz" que dá um novo sentido e brilho ao seu olhar.

04 – A última estrofe é construída sobre paradoxos (ideias opostas). Quais são eles e o que demonstram?

      Os paradoxos são: "andar chorando num sorriso", "ter um mundo e não ter nada" e "padecer num paraíso". Eles demonstram a complexidade da maternidade, expondo como o papel de mãe consegue unir, ao mesmo tempo, a dor do sacrifício e a maior das alegrias, a abdicação de si mesma e a posse de uma riqueza infinita (o amor pelo filho).

05 – Como se pode interpretar o famoso verso final: "Ser mãe é padecer num paraíso!"?

      O verso sintetiza a dualidade da maternidade. O "padecer" simboliza as dores físicas, as preocupações constantes, as noites em claro e os sofrimentos que vêm com a criação de um filho. Já o "paraíso" representa o estado de graça, a plenitude e o amor incondicional que compensam qualquer sofrimento, tornando a experiência sublime.

 

 

ORAÇÕES SUBORDINADAS I - COM GABARITO

 Orações Subordinadas I

 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgseRsDFJRa5t6UxIkgC-mBDt0IiNdbzEfT1NK0sOkcLItAtWr9OE8OJQjrEwI89R65o_i5X6TeEl0pjOahI_Mw2zHlaxssLWk1dgudpiLs69rAsUmD7HbRZcFQ1lhTIAHLjUFCbSWyYC4WTxblWv2XgeHy_xbsG-Gv3gnsNqCqSxo0TMvAEJGKLAzUGyc/w448-h193/fa.jpg

 Exercícios:

01 – Lendo apenas os dois primeiros quadrinhos, o que pensamos que o doutor está escrevendo na receita?

      Pensamos que ele está escrevendo o nome de algum remédio.

02 – Que remédio o doutor passou para Helga?

      Ficar longe do Hagar, afastar-se dele.

03 – Por que você acha que ele indica esse remédio para ela?

      Porque ele provavelmente é a causa dos problemas dela.

04 – Em “Aqui está uma receita que vai lhe dar alívio imediato” há uma oração subordinada adjetiva. Transcreva essa oração e indique se é restritiva ou explicativa.

      Que vai lhe dar alívio imediato – restritiva.

05 – Em “O doutor disse que você deve partir para invadir a Inglaterra imediatamente”, a 1ª oração subordinada em destaque é substantiva e a 2ª é adverbial. Classifique-as:

a) “que você deve partir”

(  ) subjetiva                 (X) objetiva direta

(  ) predicativa              (  ) objetiva indireta.

b) “para invadir a Inglaterra imediatamente”

(  ) temporal      (  ) causal         (X) final            (  ) concessiva.

06 – Se a oração fosse “O doutor tem certeza de que você deve partir para invadir a Inglaterra”, a oração em destaque seria subordinada substantiva:

(  ) objetiva direta                                 (X) completiva nominal

(  ) objetiva indireta                              (  ) apositiva.

07 – Se no final da receita estivesse escrito: “Assim que Hagar viajar, você se sentirá melhor”, a oração em destaque seria subordinada adverbial:

a) causal          c) condicional        e) concessiva

b) final              d) temporal.




sexta-feira, 10 de julho de 2026

FÁBULA: A NEVE - LEOANRDO DA VINCI - COM GABARITO

 Fábula: A Neve

 

        No cume de uma montanha muito alta havia uma pedra. E na borda da pedra havia um floco de neve.

        A neve olhou para o Universo em torno e pôs-se a pensar consigo mesma:

        -- As pessoas devem achar que sou convencida e presunçosa, e é verdade! Como pode um pedacinho de neve, um mero floco de neve, como eu, permanecer aqui no alto sem sentir vergonha? 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhWDkfIREIlOH7EHQylrRDI9P_qH_PJSwGEZSiWZRiWeWv0iABSHZ8RKE98_KPHcZwy4khEaR83szzk9BBbUBroi1U-mrGG4uyHHKoN7k1rZBB3-cnvQi7Nn-VCkED5-o2mfLzfMXsPMOGDxPiDW2r9W5QcoTuYsM45U7wMgvonvmUtJVPQ_x4rZt3f1oY/s320/images.jpg


Qualquer pessoa que olhe para esta montanha pode ver que todo o resto da neve está mais embaixo. Um pequenino floco de neve, como eu, não tem direito a alturas tão vertiginosas, e chego a merecer que o Sol faça comigo o mesmo que fez ontem com meus companheiros, derretendo-me com um simples olhar. Mas vou escapar á justa ira do Sol descendo para um nível mais apropriado para alguém tão pequeno como eu.

        Ao dizer isto, o pequenino floco de neve, rígido de frio, atirou-se do alto da pedra e rolou para baixo do cume da montanha. Porém quanto mais rolava maior se tornava. Em breve transformou-se numa grande bola de neve e depois em avalanche. Finalmente parou numa colina, e a avalanche era tão grande quanto a colina que ficava por baixo dela.

        E por isso, quando chegou o verão, essa foi a última neve a ser derretida pelo Sol.

        Moral: A verdadeira humildade eleva os pequenos, enquanto a soberba derruba os orgulhosos.

          Leonardo da Vinci. Fábulas de Leonardo Da Vinci (Século XV).

 

Entendendo a fábula:

01 – O que motivou o floco de neve a se atirar do cume da montanha?

      O floco de neve foi motivado pelo sentimento de humildade e autocrítica. Ele achava que era presunção de sua parte estar no ponto mais alto da montanha, enquanto o restante da neve estava mais abaixo, e temia a ira do Sol por estar em uma altura tão vertiginosa sendo tão pequeno.

02 – O que aconteceu com o floco de neve à medida que ele rolava montanha abaixo?

      À medida que rolava, o floco de neve foi acumulando mais neve e crescendo. Ele se transformou primeiro em uma grande bola de neve e, eventualmente, em uma enorme avalanche. 

03 – Onde a avalanche finalmente parou e qual era o seu tamanho naquele momento?

      A avalanche parou em cima de uma colina, e o seu tamanho tornou-se tão monumental que ela ficou tão grande quanto a própria colina que estava por baixo dela.

04 – Qual foi a consequência física do crescimento do floco de neve quando o verão chegou?

      Por ter se tornado uma massa de neve gigantesca (uma avalanche), aquela foi a última neve de toda a região a ser derretida pelo Sol quando o verão chegou.

05 – Como a atitude inicial do floco de neve ironicamente mudou o seu destino final?

      Ironicamente, ao tentar fugir do Sol e do topo para não ser destruído por sua "presunção", o floco de neve tomou uma atitude que o tornou gigante. Se tivesse ficado parado no topo como um simples floco, teria sido derretido rapidamente pelo Sol; ao descer com humildade, ganhou a resistência necessária para sobreviver por muito mais tempo.

 

 

 

quinta-feira, 9 de julho de 2026

CRÔNICA: O CEGO E O DINHEIRO ENTERRADO - LUÍS DA CÂMARA CASCUDO - COM GABARITO

 Crônica: O CEGO E O DINHEIRO ENTERRADO

              Luís da Câmara Cascudo

 

        Um cego, muito econômico, guardava suas moedas em casa e, temendo os ladrões, resolveu esconder seu tesouro no quintal. Cavou um buraco ao pé de uma árvore, debaixo da raiz, e deixou seu dinheiro bem disfarçado.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCFZK0g09nvHhFmeNCTbhZr4MPEiJuDFTnPR8fNqiA1dZ_nXb2qSoKrOMK-TMvje8dFO32kffwvQZ1PCChD1msQzeVyiTes8EIHaO66AZ-IOvUAuO9EZCMXRhpPkSdVYDDPQoXMx9mpLOk7gIT6UHjyK_8w8V-IaoOIbDJb7Rv6n50cc6_deNlvK96IJ4/s320/images.jpg


        Sucedeu que um vizinho seu, vendo-o ir tão cedo para o fundo do quintal, acompanhou-o, descobrindo o segredo. Quando anoiteceu, voltou à árvore e furtou todo o dinheiro que o cego enterrava.

        Pela manhã, o dono veio tateando, e verificou ter sido roubado. Como não resolvia chorar ou queixar-se, fingiu não ter sido visitado pelo ladrão e começou a pensar em uma forma de readquirir seu dinheiro, sem barulhos.

        Foi procurar o vizinho e lhe falou:

        — Vizinho, nesse tempo, ninguém pode ter confiança senão em si mesmo, apesar dos dentes morderem a língua e ambos viverem juntos. Juntei minhas economias e escondi num pé de árvore ali no meu quintal, pensando ser um lugar seguro. Acabo de receber um bom dinheiro e vim pedir conselho a você. Guardo tudo junto ou levo esse dinheiro para a cidade?

        O vizinho pensou logo em pegar todo o dinheiro do cego e aconselhou-o que deixasse tudo junto, no mesmo canto já antigo.

        E logo que escureceu, correu e foi levar o que havia tirado na noite anterior, para o cego não desconfiar. Cobriu tudo de areia, alisou, retirou-se. Mais tarde, o cego procurou o cantinho velho e tomou posse do seu dinheiro ali colocado pelo vizinho que sonhava ficar com tudo.

        E quando o ladrão voltou, encontrou apenas o buraco oco, sem um níquel sequer.

 

Cascudo, Luís da Câmara. Literatura oral do Brasil. Belo Horizonte. Itariaia, 1984.p.303.

 

Entendendo a crônica:

01 – Onde o cego resolveu esconder suas economias e qual era o seu medo?

      O cego resolveu esconder seu tesouro no quintal, cavando um buraco debaixo da raiz de uma árvore e deixando o dinheiro bem disfarçado. O seu maior medo era a ação de ladrões.

02 – Como o vizinho conseguiu roubar o dinheiro do cego?

      O vizinho viu o cego indo muito cedo para o fundo do quintal e decidiu acompanhá-lo às escondidas, descobrindo o segredo. Quando anoiteceu, ele foi até a árvore e furtou todo o dinheiro que estava enterrado.

03 – Qual foi a reação do cego ao perceber que havia sido roubado?

      Em vez de chorar, queixar-se ou fazer barulho, o cego manteve a calma e fingiu que nada tinha acontecido. Ele começou a pensar estrategicamente em uma forma de recuperar seu dinheiro sem causar alarde.

04 – Qual foi o plano (a armadilha) que o cego usou para enganar o vizinho?

      O cego foi até o vizinho, fingiu que ainda confiava nele e pediu um conselho: disse que havia recebido mais uma boa quantia em dinheiro e perguntou se deveria guardá-la no mesmo "lugar seguro" (no pé da árvore) ou levá-la para a cidade.

05 – Por que o vizinho devolveu o dinheiro roubado e qual foi o desfecho da história?

      Movido pela ambição e pela ganância, o vizinho aconselhou o cego a guardar tudo junto no mesmo esconderijo. Para não levantar suspeitas e poder roubar uma quantia ainda maior depois, o vizinho devolveu na mesma noite o dinheiro que havia furtado. Mais tarde, o cego foi ao local, recuperou suas moedas e, quando o ladrão voltou, encontrou apenas o buraco vazio.

 

 

CRÔNICA: O SOM E A FÚRIA - WILIAM FAULKNER - COM GABARITO

 Crônica: O Som e a Fúria

              Wiliam Faulkner

         Um enredo sem linha de rumo preciso navega num tempo sem definição, ondeando entre memórias e prenúncios, desprezando a linearidade, a lógica. Como se ao longo da estrada 66, como se caminhando descalço sobre o alcatrão das estradas do Iowa, como se sem destino nem rumo certo...^

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        Respira-se o desprezo pelo concreto, a recusa do próprio tempo. O simbolismo, intenso e sempre presente, enreda-se permanentemente numa linguagem barroca, de formas por vezes sublimes, mas nunca frívolas. 

        Jogos de palavras, simples prazer da escrita e da leitura. Um grito coletivo de revolta: uma família apodrecida pela América da falsa prosperidade, rodeada de negros acorrentados à humilhação de ter nascido. Personagens enlouquecidas, devassas, horríveis, infelizes, perdidas num vazio de humanidade. 

        E a Disley… a criada negra desgraçada e feliz… normal. 

        Benji é louco, Jason alucinado, Quentin lunático, e... um bando de pretos. 

        Faulkner constrói assim um quadro quase sem nexo, quase sem sentido, como a vida. Quando chegamos ao fim as estórias ganham, finalmente, forma e sentido. Mas nessa altura fica-nos na mente a frustração de não haver mais páginas… como se todos os Compsons tivessem morrido de súbito. Apetece então voltar ao início… como na vida: uma circunferência que nunca se fecha e assim se transforma em espiral… perpetuamente… sem tempo…

        Sem dúvida, um dos melhores livros de toda a história da literatura mundial.

 

Para ler e reler... (Manuel Cardoso).

Entendendo a crônica:

01 – De acordo com o texto, como se comporta o tempo e a lógica no enredo da obra?

      O enredo navega em um tempo sem definição precisa, ondeando entre memórias e prenúncios. Ele despreza a linearidade e a lógica, respirando uma recusa do próprio tempo e um desprezo pelo concreto.

 02 – Que tipo de linguagem o autor da crônica utiliza para descrever o simbolismo do livro?

      O texto descreve que o simbolismo se enreda permanentemente em uma "linguagem barroca", com formas que são por vezes sublimes, mas nunca frívolas, repletas de jogos de palavras pelo simples prazer da escrita e da leitura.

03 – Como a família retratada no livro é descrita na crônica e qual o contexto social que a cerca?

      A família (os Compsons) é descrita como "apodrecida pela América da falsa prosperidade". Ela é composta por personagens enlouquecidas, devassas, horríveis, infelizes e perdidas num vazio de humanidade, cercadas por negros acorrentados à humilhação.

04 – Quem é Disley e como ela é diferenciada dos outros personagens mencionados (Benji, Jason e Quentin)?

      Disley é descrita como a criada negra, desgraçada e feliz, apontada pelo texto como "normal". Ela se contrasta diretamente com os outros membros, já que Benji é descrito como louco, Jason como alucinado e Quentin como lunático.

05 – Que sensação o leitor experimenta ao chegar ao fim do livro, segundo o cronista?

      Ao chegar ao fim, as estórias finalmente ganham forma e sentido, mas fica na mente a frustração de não haver mais páginas, como se todos tivessem morrido de súbito. Isso gera no leitor o apetite de voltar ao início, transformando a leitura em uma espiral perpétua.