sexta-feira, 23 de julho de 2021

QUADRO: SELEÇÃO BRASILEIRA - JOSÉ CLÁUDIO CANATO - COM GABARITO

 Quadro: Seleção Brasileira



Seleção Brasileira (1999), de José Cláudio Canato. Óleo sobre tela, 100cmX120cm.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 7º ano – Ensino Fundamental – IBEP 5ª edição – São Paulo, 2018, p. 90-1.

Entendendo o quadro:

01 – Você gosta de esportes? Qual é o seu esporte preferido?

      Resposta pessoal do aluno.

02 – Você pratica algum esporte? Comente.

      Resposta pessoal do aluno.

03 – Você admira algum esportista? O que sabe sobre ele?

      Resposta pessoal do aluno.

04 – O que você vê na imagem?

      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Um grupo de meninos que aparentemente vão jogar ou jogaram bola na rua.

05 – Há uma mistura de claro e escuro na obra de Canato. Em quais elementos da tela você observa esse contraste?

      No tom de pele dos meninos retratados, nos objetos que eles seguram, na cor das camisetas e dos tecidos pendurados no varal.

06 – Na tela, alguns elementos estão relacionados a um esporte popular no Brasil.

a)   Quais são esses elementos?

A bola, a rede e as vestimentas dos meninos.

b)   Qual é o esporte?

O esporte é o futebol.

c)   Em que ambiente os garotos estão?

Provavelmente, na comunidade onde moram.

07 – Releia o título da tela e responda:

a)   Quais objetos têm relação com o título?

A camiseta da Seleção Brasileira de Futebol vestida por um dos meninos, uma rede e a bola que o garoto segura.

b)   Por que será que o autor deu esse nome à tela?

Resposta pessoal do aluno.

08 – Observe a expressão do rosto de cada um dos meninos e responda:

a)   Que sentimento(s) as expressões dos rostos demonstram?

Demonstram alegria e satisfação.

b)   Que elementos da imagem demonstram esse(s) sentimento(s)?

O sorriso e a expressão dos olhos dos meninos.

09 – Na tela, é possível perceber a presença apenas de meninos. Responda:

a)   Em sua opinião, por que na tela só há meninos?

Resposta pessoal do aluno.

b)   O que você acha da inserção cada vez maior de mulheres no futebol?

Resposta pessoal do aluno.

10 – A tela Seleção brasileira, de José Cláudio Canato, faz parte de uma série intitulada “Pessoas à margem”. Por que você acha que a obra pode ter sido incluída em uma série com esse nome?

      Resposta pessoal do aluno.

11 – A tela pode retratar como muitos dos grandes jogadores de futebol começaram suas carreiras.

a)   Em duplas, pesquisem na internet ou na biblioteca a biografia de grandes craques masculinos ou femininos do futebol e anotem todas as informações que encontrarem.

Resposta pessoal do aluno.

b)   Comparem essas informações com as dos colegas, escrevam um roteiro e combinem com o professor(a) um momento para apresentarem a pesquisa à turma.

Resposta pessoal do aluno.

TIRINHA: ARMANDINHO SOBRE REFUGIADOS - ALEXANDRE BECK - COM GABARITO

 Tirinha: Armandinho sobre refugiados

          BECK, Alexandre. Armandinho. 14 out. 2015. Disponível em: https://bit.ly/2qvul7H. Acesso em: 28 set. 2018.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 7º ano – Ensino Fundamental – IBEP 5ª edição – São Paulo, 2018, p. 80.

Entendendo a tirinha:

01 – A personagem adulta relaciona a palavra refugiado com “fuga” e “refúgio” ao explicar o assunto para crianças. Explique essas duas conotações apresentadas pela personagem.

      Refugiado relaciona-se, em sua origem, com a palavra refúgio. No entanto, em decorrência das situações que levam as pessoas a pedir refúgio em outros países, tem sido relacionada à fuga (fuga de um conflito ou de uma crise humanitária).

02 – Por que “fugir para Miami” seria diferente do que é explicado na fala “O problema maior não é a chegada dos refugiados... Mas o que leva alguém a deixar seu país.”?

      Porque ir para Miami é uma opção e não uma condição para permanecer vivo, como no caso dos refugiados.

03 – No que consiste a ironia da tirinha?

      A ironia é a de relacionar as palavras fuga e refugiado a situações nas quais a pessoa tem escolha. No caso do refugiado que chega a países estrangeiros, a sua condição é forçada, não sendo uma escolha ou opção.

04 – Qual é o sujeito da oração “Todos buscam algum refúgio, querido...”?

      O sujeito da oração é Todos.

05 – Na oração “Há quem fuja da guerra, da fome...” o verbo haver foi empregado conforme a regra de concordância verbal estudada? Explique.

      Sim. Nessa oração o verbo haver foi empregado no sentido de existir, devendo, por ser verbo impessoal, permanecer na terceira pessoa do singular.

06 – Releia as orações a seguir, extraídas da tirinha, e localize os verbos. Depois identifique a regra de concordância verbal empregada em cada caso.

I – “Quando sua irmã vai embora?”

      Vai.

II – “O problema maior não é a chegada dos refugiados...”.

      É.

III – “Mas o que leva alguém a deixar seu país.”

      Leva, deixar.

IV – “Li numa revista que...”.

      Li.

      A regra usada foi a geral: o verbo concorda com o sujeito em número e pessoa.

     

REPORTAGEM: VOLUNTÁRIAS BRASILEIRAS DÃO ASSISTÊNCIA A REFUGIADOS VENEZUELANOS EM RORAIMA - ONU NEWS - COM GABARITO

 Reportagem: Voluntárias brasileiras dão assistência a refugiados venezuelanos em Roraima

Por ONU News – publicado às 09:55 de 12/03/2018, modificado às 09:56 de 12/03/2018

        Na cidade de Boa Vista, capital do estado de Roraima que abriga milhares de venezuelanos forçados a deixar seu país em busca de proteção, duas brasileiras decidiram fazer a diferença na vida de quem está vivendo em condições extrema vulnerabilidade. Basta observar a movimentação na praça Simon Bolívar, onde centenas de pessoas estão acampadas e recebem alimentos e doações arrecadados por elas. O relato é da agência da ONU para refugiados (Acnur).

        A advogada Ana Lucíola Franco, de 56 anos, e a médica Eugênia Moura, de 60, vivem na cidade e realizam trabalhos sociais desde que eram adolescentes. Já ajudaram indígenas, haitianos e outras populações vulneráveis que passaram pela capital de Roraima.

        Quando começou a aumentar o fluxo de venezuelanos no estado, no final de 2015, elas decidiram que era hora de voltar sua solidariedade para essas pessoas, e iniciaram o movimento “SOS Hermanos”. Atualmente, as doações são entregues duas ou três vezes por semana na praça Simon Bolívar.

        O movimento tem recebido móveis, eletrodomésticos, roupas e alimentos que são distribuídos com a ajuda de outros voluntários àqueles que deixaram a Venezuela para recomeçar a vida no Brasil. A iniciativa atua em outras frentes, inclusive laboral, para promover a integração dessas pessoas.

        As duas amigas formaram uma rede composta por profissionais de diversas áreas que articulam essa inserção. “Um dos nossos principais propósitos é ajudá-los a se inserir no mercado de trabalho”, diz Ana Lucíola, destacando que a maioria dos venezuelanos é qualificada profissionalmente e tem muito potencial para contribuir com a economia local.

        Em breve, Ana Lucíola e Eugênia inaugurarão um abrigo para cerca de 40 pessoas, em um edifício na zona central de Boa Vista. O abrigo tem cerca de 900 metros quadrados e foi estruturado para receber famílias com crianças, sendo mantido por meio de doações.

        Segundo Ana Lucíola, o momento não poderia ser mais apropriado, já que o período de chuvas se aproxima. “A maioria das pessoas chega com poucas roupas e não está preparada para o frio. Precisamos fazer o que estiver ao nosso alcance para protegê-las e tirá-las das ruas”, afirma.

        Em apoio às idealizadoras do projeto, a Agência da ONU para Refugiados (ACNUR) implementa um projeto para melhorar as instalações, como acesso aos banheiros, aumento do número de quartos e uma cozinha multifuncional. Será criado ainda um espaço especial para que as crianças possam brincar com segurança. O espaço será monitorado pelo ACNUR e pela ONG Fraternidade, e a ideia é que os refugiados possam viver e gerir o local de forma independente.

        Segundo Bertrand Blanc, oficial de emergências do ACNUR, as conexões estabelecidas entre a sociedade civil, o setor privado e a resposta humanitária são fundamentais para assegurar uma rápida e eficiente integração urbana local de refugiados em Boa Vista.

        “Essa importante iniciativa oferece alimentos para 500 refugiados por dia, acolhe em sua casa famílias vulneráveis e coloca à disposição abrigos adicionais, permitindo ao ACNUR e aos seus parceiros mitigar condições extremamente difíceis de muitas famílias e crianças.”

        Entretanto, estes atos de solidariedade nem sempre são bem recebidos pela comunidade local. A advogada afirma que já testemunhou inúmeras cenas de intolerância em relação aos venezuelanos, e que ela e os voluntários também são hostilizados e agredidos verbalmente. Mesmo assim, apesar das hostilidades, ela e sua equipe seguem firmes no propósito humanitário.

        Ela afirma que o impacto positivo da assistência oferecida ainda é predominante e pode ser percebido diariamente. Segundo Ana Lucíola, quando as pessoas vencem a resistência inicial e se permitem ter contato com a causa, acabam modificando suas perspectivas. “Toda ação solidária, de uma forma ou de outra, sensibiliza quem está do lado”, afirma, deixando clara a real dimensão da solidariedade que pode fazer a diferença na vida de cada vez mais pessoas.

VOLUNTÁRIAS brasileiras dão assistência a refugiados venezuelanos em Roraima. ONU Brasil, 9 mar. 2018. Disponível em: https://bit.ly/2OUB6QA. Acesso em: 28 set. 2018.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 7º ano – Ensino Fundamental – IBEP 5ª edição – São Paulo, 2018, p. 62-5.

Entendendo a reportagem:

01 – Qual fato originou a reportagem?

      O movimento de duas voluntárias brasileiras para prestar auxílio aos venezuelanos refugiados na cidade de Boa Vista, Roraima.

02 – Em sua opinião, por que o trabalho voluntário de duas amigas com os refugiados venezuelanos em Boa Vista tornou-se tema de uma reportagem?

      Resposta pessoal do aluno.

03 – Releia o primeiro parágrafo da reportagem no qual há o lide e responda às perguntas abaixo.

a)   Qual foi o acontecimento?

Duas brasileiras decidiram fazer a diferença na vida de venezuelanos refugiados em situação de vulnerabilidade.

b)   Onde ocorreu?

Na praça Simón Bolivar, cidade de Boa Vista, capital de Roraima.

c)   Quando ocorreu?

Em março de 2018.

d)   Por que aconteceu?

Porque elas resolveram ajudar centenas de venezuelanos, acampados na praça, que foram forçados a deixar seu país em busca de proteção.

e)   Como aconteceu?

Venezuelanos recebem alimentos e doações arrecadados por duas brasileiras voluntárias.

04 – Releia o trecho da reportagem.

        A advogada Ana Lucíola Franco, de 56 anos, e a médica Eugênia Moura, de 60, vivem na cidade e realizam trabalhos sociais desde que eram adolescentes. Já ajudaram indígenas, haitianos e outras populações vulneráveis que passaram pela capital de Roraima.

        Quando começou a aumentar o fluxo de venezuelanos no estado, no final de 2015, elas decidiram que era hora de voltar sua solidariedade para essas pessoas, e iniciaram o movimento “SOS Hermanos”. Atualmente, as doações são entregues duas ou três vezes por semana na praça Simon Bolívar.”

a)   Nesse trecho, são apresentadas informações como os nomes completos, idade e profissão das voluntárias. Por que essas informações são relevantes numa reportagem?

São importantes para caracterizar as pessoas envolvidas no acontecimento/tema apresentado na reportagem.

b)   Além dos dados pessoais, são apresentadas informações sobre outros trabalhos humanitários que fizeram? Que trabalhos são esses? Por que essa informação é relevante na reportagem?

Já ajudaram indígenas, haitianos e outras populações vulneráveis que passaram pela capital de Roraima. Essa informação é relevante, pois enfatiza e valida para os leitores a iniciativa das duas voluntárias.

05 – No que consiste o movimento “SOS Hermanos”? Quais são seus principais propósitos?

      O movimento “SOS Hermanos”, criado pelas duas voluntárias, recebe móveis, eletrodomésticos, roupas e alimentos que são distribuídos com a ajuda de outros voluntários àqueles que deixaram a Venezuela para recomeçar a vida no Brasil. Além disso, as duas amigas formaram uma rede para integração dos refugiados no mercado de trabalho.

06 – Releia o trecho a seguir:

        “Na cidade de Boa Vista, capital do estado de Roraima que abriga milhares de venezuelanos forçados a deixar seu país em busca de proteção, duas brasileiras decidiram fazer a diferença na vida de quem está vivendo em condições extrema vulnerabilidade.”

Pesquise na internet ou em um dicionário os significados de vulnerabilidade e transcreva o sentido aplicado ao contexto da reportagem.

      As pessoas em situação de vulnerabilidade são aquelas que têm diminuída sua capacidade de enfrentar violações de direitos humanos básicos, como comer, morar e trabalhar.

07 – Na reportagem lida, são apresentados fatos e opiniões sobre a ajuda aos refugiados venezuelanos. Assinale F para fato e O para opinião:

(F) Em Boa Vista, Ana Lucíola e outros voluntários entregam marmitas para mulheres venezuelanas em situação de vulnerabilidade.

(O) Segundo Bertrand Blanc, oficial de emergências do Acnur, as conexões estabelecidas entre a sociedade civil, o setor privado e a resposta humanitária são fundamentais para assegurar uma rápida e eficiente integração urbana local de refugiados em Boa Vista.

(F) O movimento tem recebido móveis, eletrodomésticos, roupas e alimentos que são distribuídos com a ajuda de outros voluntários àqueles que deixaram a Venezuela para recomeçar a vida no Brasil.

(F) Entretanto, estes atos de solidariedade nem sempre são bem recebidos pela comunidade local. A advogada afirma que já testemunhou inúmeras cenas de intolerância em relação aos venezuelanos, e que ela e os voluntários também são hostilizados e agredidos verbalmente.

(O) Ela afirma que o impacto positivo da assistência oferecida ainda é predominante e pode ser percebido diariamente.

08 – Releia os trechos abaixo, nos quais são reportados os depoimentos das pessoas ouvidas na reportagem:

        “Um dos nossos principais propósitos é ajudá-los a se inserir no mercado de trabalho”, diz Ana Lucíola, destacando que a maioria dos venezuelanos é qualificada profissionalmente e tem muito potencial para contribuir com a economia local.

        “Essa importante iniciativa oferece alimentos para 500 refugiados por dia, acolhe em sua casa famílias vulneráveis e coloca à disposição abrigos adicionais, permitindo ao ACNUR e aos seus parceiros mitigar condições extremamente difíceis de muitas famílias e crianças.”

a)   Quem são as pessoas ouvidas nesses depoimentos? Quais cargos ocupam?

Ana Lucíola, uma das voluntárias do movimento “SOS Hermanos”, e Bertrand Blanc, oficial de emergência da Acnur.

b)   Por que essas pessoas foram ouvidas e seus depoimentos integrados à reportagem?

Lucíola foi ouvida, pois é uma das voluntárias cujas ações são relatadas na reportagem. Blanc é o representante da Acnur que apoia os refugiados e foi ouvido para falar do papel dos voluntários parceiros.

c)   Transcreva a fala dos entrevistados em discurso indireto.

Resposta pessoal do aluno.

09 – O trecho abaixo refere-se ao depoimento de Bertrand Blanc escrito em discurso indireto. Transforme-o em discurso direto.

        Segundo Bertrand Blanc, oficial de emergências do ACNUR, as conexões estabelecidas entre a sociedade civil, o setor privado e a resposta humanitária são fundamentais para assegurar uma rápida e eficiente integração urbana local de refugiados em Boa Vista.

      “As conexões estabelecidas entre a sociedade civil, o setor privado e a resposta humanitária são fundamentais para assegurar uma rápida e eficiente integração urbana local de refugiados em Boa Vista”, afirma Bertrand Blanc, oficial de emergências do Acnur.

10 – Que palavras e sinal de pontuação indicam as falas dos entrevistados em discurso direto e indireto na reportagem?

      As falas dos entrevistados em discurso direto são indicadas entre aspas. Depois da fala do entrevistado, pode haver vírgula e um verbo de dizer. As falas dos entrevistados em discurso indireto ocorrem em terceira pessoa e são usados os verbos de dizer.

11 – O relato dessa reportagem foi realizado pela Agência da ONU para Refugiados (Acnur). Com base na informação sobre autoria e divulgação da reportagem, pesquise na internet e responda:

a)   Qual é o papel (missão) da Agência da ONU para Refugiados (Acnur)?

Proteção de refugiados ou de populações deslocadas por guerras, conflitos e perseguições.

b)   Relacione a missão da Acnur à abordagem dada pelo autor do texto sobre o fato e tema na reportagem.

A abordagem do tema é divulgar e enfatizar a importância de iniciativas de apoio e ajuda aos refugiados, em consonância com a missão dessa agência da ONU.

c)   Transcreva um trecho do texto que justifique sua resposta ao item anterior.

“Essa importante iniciativa oferece alimentos para 500 refugiados por dia, acolhe em sua casa famílias vulneráveis e coloca à disposição abrigos adicionais, permitindo ao ACNUR e aos seus parceiros mitigar condições extremamente difíceis de muitas famílias e crianças.”

12 – Segundo a reportagem, os voluntários presenciaram atos de intolerância em relação aos venezuelanos por parte da comunidade local, sendo agredidos e hostilizados verbalmente. Responda:

a)   Em sua opinião, por que parte da comunidade local apresenta intolerância em relação aos refugiados venezuelanos?

Resposta pessoal do aluno.

b)   Em sua opinião, o posicionamento da comunidade local sobre a chegada de refugiados ou imigrantes estrangeiros pode ser considerado opinião ou discurso de ódio?

Resposta pessoal do aluno.

 

 

 

 

 

NOTÍCIA: 500 IMIGRANTES REFUGIADOS SÃO RESGATADOS EM UM ÚNICO DIA NO MEDITERRÂNEO - COM GABARITO

 Notícia: 500 imigrantes e refugiados são resgatados em um único dia no Mediterrâneo

             Nos três primeiros meses de 2018, um de cada 14 imigrantes que cruzou o Mediterrâneo morreu

Por EFE

13 abr. 2018, 21h44

Refugiados aguardam resgate no Mar Mediterrâneo – 12/07/2016

        Cerca de 500 imigrantes e refugiados foram resgatados nesta sexta-feira no mar Mediterrâneo em três operações de socorro nas quais trabalharam diversas embarcações que navegavam na região, informou a Guarda Litorânea da Itália.

        As operações aconteceram em coordenação com a Central Operacional da Guarda Litorânea em Roma, dependente do Ministério de Infraestruturas e Transportes italiano, segundo um comunicado.

        Nas operações participaram embarcações do Eunavfor-Med, uma operação da União Europeia no Mar Mediterrâneo, e da ONG SeaWatch.

        A Agência das Nações Unidas para os Refugiados (Acnur) assegurou recentemente em relatório que nos três primeiros meses de 2018 um de cada 14 migrantes que cruzou o Mediterrâneo rumo à Itália morreu.

        Além disso, advertiu que o trajeto para a Itália, principalmente a partir da Líbia, está "cada vez mais perigoso", levando em conta que o número de chegadas diminuiu drasticamente desde julho de 2017, mas a taxa de mortalidade é mais elevada.

AGÊNCIA EFE. 500 imigrantes e refugiados são resgatados em um único dia no Mediterrâneo. Veja, São Paulo, 13 abr. 2018. Disponível em: https://abr.ai/2OYnK5N. Acesso em: 28 set. 2018.

Fonte: Livro – Tecendo Linguagens – Língua Portuguesa – 7º ano – Ensino Fundamental – IBEP 5ª edição – São Paulo, 2018, p. 60-1.

Entendendo a notícia:

01 – Que fato originou a notícia?

      Três operações de socorro resgatam em um único dia 500 imigrantes e refugiados no mar Mediterrâneo.

02 – Releia acima o título e o subtítulo da notícia.

a)   Quais informações chamam mais atenção no título?

A quantidade de imigrantes e refugiados resgatados em um único dia.

b)   Que informações do subtítulo complementam as do título?

Um de cada 14 imigrantes morreu cruzando o Mediterrâneo, nos três primeiros meses de 2018.

c)   Que tempos verbais são usados no título e no subtítulo? Por que é feito esse uso?

No título, é usado o presente do indicativo e, no subtítulo, são empregados verbos no pretérito perfeito do indicativo. É feito esse uso para provocar o efeito de atualidade ou de situação ocorrida há pouco tempo.

d)   Pesquise no dicionário e na internet a diferença entre refugiados e imigrantes.

Imigrante: indivíduo que vem a se estabelecer em um país que não é o seu de origem.

Refugiado: pessoa que se desloca para outra região ou país em decorrência de problemas como guerras, violência, conflitos diversos ou crises humanitárias.

e)   Em sua opinião, por que foi feita essa distinção no título e não no subtítulo?

Resposta pessoal do aluno.

03 – Releia o primeiro parágrafo da notícia e responda as perguntas:

a)   Qual foi o acontecimento?

Cerca de 500 imigrantes e refugiados foram resgatados no mar.

b)   Onde ocorreu?

No mar Mediterrâneo.

c)   Quando ocorreu?

Em 13 de abril de 2018.

d)   Por que aconteceu?

Imigrantes pretendiam entrar na Europa pelo mar Mediterrâneo de forma clandestina.

e)   Como aconteceu?

A Guarda Litorânea da Itália resgatou os imigrantes que estavam à deriva no mar.

04 – Explique a relação entre a foto e a notícia, observando sua legenda e data.

      A foto apresenta imigrantes/refugiados num bote à deriva no Mediterrâneo em 12/07/2016, aguardando resgate. Essa situação é bem semelhante à relatada na notícia, porém não é o mesmo fato. Na notícia, ocorreu uma megaoperação para resgatar 500 imigrantes / refugiados.

05 – Releia o trecho da notícia:

        Além disso, [Acnur] advertiu que o trajeto para a Itália, principalmente a partir da Líbia, está "cada vez mais perigoso", levando em conta que o número de chegadas diminuiu drasticamente desde julho de 2017, mas a taxa de mortalidade é mais elevada.”

a)   Qual é o fato apresentado nesse trecho?

O número de chegadas diminuiu drasticamente desde julho de 2017, mas a taxa de mortalidade é mais elevada.

b)   Qual é a opinião apresentada nesse trecho?

“[Acnur] advertiu que o trajeto para a Itália, principalmente a partir da Líbia, está "cada vez mais perigoso" [...]”.

 

 

 

domingo, 18 de julho de 2021

ARTIGO DE OPINIÃO- COTAS: O JUSTO E O INJUSTO - LYA LUFT - COM GABARITO

 ARTIGO DE OPINIÃO: COTAS: O JUSTO E O INJUSTO 

                                                   Lya Luft

O medo do diferente causa conflitos por toda parte, em circunstâncias as mais variadas. Alguns são embates espantosos, outros são mal-entendidos sutis, mas em tudo existe sofrimento, maldade explícita ou silenciosa perfídia, mágoa, frustração e injustiça.

Cresci numa cidadezinha onde as pessoas (as famílias, sobretudo) se dividiam entre católicos e protestantes.

Muita dor nasceu disso.

Casamentos foram proibidos, convívios prejudicados, vidas podadas.

Hoje, essa diferença nem entra em cogitação quando se formam pares amorosos ou círculos de amigos. Mas, como o mundo anda em círculos ou elipses, neste momento, neste nosso país, muito se fala em uma questão que estimula tristemente a diferença racial e social: as cotas de ingresso em universidades para estudantes negros e/ou saídos de escolas públicas. O tema libera muita verborragia populista e burra, produz frustração e hostilidade. Instiga o preconceito racial e social.

Todas as “bondades” dirigidas aos integrantes de alguma minoria, seja de gênero, raça ou condição social, realçam o fato de que eles estão em desvantagem, precisam desse destaque especial porque, devido a algum fator que pode ser de raça, gênero, escolaridade ou outros, não estão no desejado patamar de autonomia e valorização. Que pena.

Nas universidades inicia-se a batalha pelas cotas. Alunos que se saíram bem no vestibular — só quem já teve filhos e netos nessa situação conhece o sacrifício, a disciplina, o estudo e os gastos implicados nisso — são rejeitados em troca de quem se saiu menos bem mas é de origem africana ou vem de escola pública. E os outros? Os pobres brancos, os remediados de origem portuguesa, italiana, polonesa, alemã, ou o que for, cujos pais lutaram duramente para lhes dar casa, saúde, educação?

A ideia das cotas reforça dois conceitos nefastos: o de que negros são menos capazes, e por isso precisam desse empurrão, e o de que a escola pública é péssima e não tem salvação. É uma ideia esquisita, mal pensada e mal executada. Teremos agora famílias brancas e pobres para as quais perderá o sentido lutar para que seus filhos tenham boa escolaridade e consigam entrar numa universidade, porque o lugar deles será concedido a outro. Mais uma vez, relega-se o estudo a qualquer coisa de menor importância.

Lembro-me da fase, há talvez vinte anos ou mais, em que filhos de agricultores que quisessem entrar nas faculdades de agronomia (e veterinária?) ali chegavam através de cotas, pela chamada “lei do boi”. Constatou-se, porém, que verdadeiros filhos de agricultores eram em número reduzido.

Os beneficiados eram em geral filhos de pais ricos, donos de algum sítio próximo, que com esse recurso acabaram ocupando o lugar de alunos que mereciam, pelo esforço, aplicação, estudo e nota, aquela oportunidade. Muita injustiça assim se cometeu, até que os pais, entrando na Justiça, conseguiram por liminares que seus filhos recebessem o lugar que lhes era devido por direito.

Finalmente a lei do boi foi para o brejo.

Nem todos os envolvidos nessa nova lei discriminatória e injusta são responsáveis por esse desmando. Os alunos beneficiados têm todo o direito de reivindicar uma possibilidade que se lhes oferece. Mas o triste é serem massa de manobra para um populismo interesseiro, vítimas de desinformação e de uma visão estreita, que os deixa em má posição. Não entram na universidade por mérito pessoal e pelo apoio da família, mas pelo que o governo, melancolicamente, considera deficiência: a raça ou a escola de onde vieram — esta, aliás, oferecida pelo próprio governo.

Lamento essa trapalhada que prejudica a todos: os que são oficialmente considerados menos capacitados, e por isso recebem o pirulito do favorecimento, e os que ficam chupando o dedo da frustração, não importando os anos de estudo, a batalha dos pais e seu mérito pessoal. Meus pêsames, mais uma vez, à educação brasileira.

(Veja, nº 2046.)

Fonte da imagem-https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fbr.blastingnews.com%2Fsociedade-opiniao%2F2017%2F09%2Flei-de-cotas-quais-os-beneficios-e-os-motivos-que-levaram-a-sua-definicao-001988603.html&psig=AOvVaw3P_dABg7K_HiTipbR3VjyZ&ust=1626739132105000&source=images&cd=vfe&ved=0CAsQjRxqFwoTCIDHzuDp7fECFQAAAAAdAAAAABAD

Fonte: Livro- Português: Linguagens, 1/ William Roberto Cereja, Thereza Cochar Magalhães, 11.ed – São Paulo: Saraiva, 2016.p.310/11.


ENTENDENDO O TEXTO

1. A autora introduz o tema e seu ponto de vista sobre ele por meio de uma ampla apresentação.

a) Qual é o tema do artigo de opinião lido?

As cotas de ingresso em universidades para estudantes negros e/ou saídos de escolas públicas.

b) Identifique, no 2º parágrafo, o ponto de vista da autora.

Segundo ela, o sistema de cotas estimula o preconceito racial e social.

 2. A articulista, ao apresentar sua opinião sobre o tema, mostra que a implementação do sistema de cotas fere um princípio fundamental das sociedades democráticas.

a) Qual é esse princípio?

O princípio de que todo cidadão deve ter direitos iguais.

b) Qual é a posição da articulista em relação ao sistema de cotas?

Ela não concorda com aqueles que acreditam que os estudantes negros e/ou saídos de escolas públicas precisam de cotas para ter acesso à universidade. Ela defende o ingresso por mérito na universidade.

3. Num texto de opinião, o autor normalmente fundamenta seu ponto de vista em verdades e opiniões

a) Identifique no texto verdades, isto é, dados objetivos que podem ser comprovados.

A proibição de casamento entre protestantes e católicos e a “lei do boi”.

b) Com que objetivo a autora cita essas verdades?

Para compará-las com o sistema de cotas e defender sua opinião de que medidas desse tipo são injustas e discriminatórias.

c) Afirmações como:

“uma questão que estimula tristemente a diferença racial e social: as cotas de ingresso em universidades para estudantes negros e/ou saídos de escolas públicas”

“A ideia das cotas reforça dois conceitos nefastos: o de que negros são menos capazes, e por isso precisam desse empurrão, e o de que a escola pública é péssima e não tem salvação. É uma ideia esquisita, mal pensada e mal executada.”

são verdades ou opiniões?

Opiniões.

4. Num texto de opinião, a ideia principal defendida pelo autor precisa ser fundamentada com bons argumentos, isto é, com razões ou explicações.

A ideia principal do texto lido é fundamentada por dois argumentos básicos, contrários à implementação do sistema de cotas. Quais são eles?

Os alunos que se saem bem no vestibular são rejeitados em troca de quem se saiu menos bem mas é de origem africana ou vem de escolas públicas; a ideia das cotas reforça dois conceitos nefastos: o de que negros são menos capazes, e o de que a escola pública não apresenta boa qualidade.

 5. No 6º parágrafo, a autora faz referência aos envolvidos na lei: os alunos beneficiados e os responsáveis pela lei das cotas.

a) Ela exime de responsabilidade os alunos beneficiados pelo sistema de cotas? Justifique sua resposta.

Não; considera que beneficiarem-se do sistema é um direito que assiste a eles, mas acha que são massa de manobra de um populismo interesseiro, vítimas de desinformação e de uma visão estreita.

b) Que opinião ela expressa sobre os responsáveis pela lei das cotas?

Considera-os populistas e, além disso, incoerentes, pois oferecem cotas a alunos de uma escola pela qual são responsáveis.

Verdade × opinião

Nos gêneros argumentativos em geral, o autor sempre tem a intenção de convencer seus interlocutores. Para isso, precisa apresentar bons argumentos, que consistem em verdades e opiniões.

Consideram-se verdades tanto as afirmações universalmente aceitas (por exemplo, o fato de a Terra girar em torno do Sol, a poluição prejudicar o meio ambiente) quanto dados científicos em geral, como estatísticas, resultados de pesquisas sociais ou de laboratório, entre outras. Já as opiniões são fundamentadas em impressões pessoais

do autor do texto e, por isso, são mais fáceis de contestar.

Os bons textos argumentativos geralmente fazem um uso equilibrado dos dois tipos de argumento