domingo, 11 de agosto de 2019

ANEDOTA: A CANOA - PARA REFLETIR

ANEDOTA: A CANOA


Em um largo rio, de difícil travessia, havia um barqueiro que atravessava as pessoas de um lado para o outro. Em uma das viagens, iam um advogado e uma professora. Como quem gosta de falar muito, o advogado pergunta ao barqueiro:

Companheiro, você entende de leis? 

— Não! - respondeu o barqueiro.

E o advogado compadecido:
— É pena, você perdeu metade da vida.

A professora muito social, entra na conversa:
— Seu barqueiro, você sabe ler e escrever?
- Também não, respondeu o barqueiro.
— Que pena! Condói-se a mestra .
— Você perdeu metade de sua vida!

Nisso chega uma onda bastante forte e vira o barco.

O barqueiro preocupado, pergunta:
— Vocês sabem nadar?
— NÃO! Responderam eles rapidamente.
— Então é uma pena.
- Conclui o barqueiro.
— Vocês perderam toda a vida.

Não há saber maior ou saber menor. Há saberes diferentes. (Paulo Freire)
Pense nisso e valorize todas as pessoas com as quais tenha contato.
Cada uma delas tem algo de diferente para ensinar... 


MENSAGEM ESPÍRITA: O FARDO - EMMANUEL / CHICO XAVIER - PARA REFLEXÃO

O FARDO – EMMANUEL / CHICO XAVIer
O FARDO
Pelo Espírito Emmanuel. Psicografia de Francisco Cândido Xavier.
Livro “Cartas do Coração”. Primeira Parte. Doutrina Cristã em Prosa. Página 52.
“Cada qual levará a sua própria carga”. Paulo. (Gálatas, 6:5).
Quando a ilusão te fizer sentir o peso do próprio sofrimento, como sendo excessivo e injusto, recorde que não segues sozinho no grande roteiro.
Cada qual tolera a carga que lhe é própria.
Fardos existem de todos os tamanhos e de todos os feitios:
A responsabilidade do legislador.
A tortura do sacerdote.
A expectativa do coração materno.
A indigência do enfermo desamparado.
O pavor da criança sem ninguém.
As chagas do corpo abatido.
Aprenda a entender o serviço e a luta dos semelhantes para que não te suponhas vítima ou herói num campo onde todos somos irmãos uns dos outros, mutuamente identificados pelas mesmas dificuldades, pelas mesmas dores e pelos mesmos sonhos.
Suporta o fardo de tuas obrigações valorosamente e caminha.
Do acervo de pedra bruta nasce o ouro puro.
Do cascalho pesado emerge o diamante.
Do fardo que transportamos de boa vontade procedem as lições de que necessitamos para a vida maior.
Dirás, talvez impulsivamente: “É o ímpio vitorioso, o mau coroado de respeito, e o gozador indiferente? Carregarão, por ventura, alguma carga nos ombros?”.
Responderemos, no entanto, que provavelmente, viverão sob encargos mais pesados que os nossos, de vez que a impunidade não existe.
Se o suor te alaga a fronte e se a lágrima te visita o coração, é que a tua carga já se faz menos densa, convertendo-se, gradativamente, em luz para a sua ascensão.
Ainda que não possas marchar livremente com o teu fardo, avança com ele para a frente, mesmo que seja um milímetro por dia…
Lembra-te do madeiro afrontoso que dobrou os ombros doridos do Mestre.
Sob os braços duros do lenho infamante, jaziam ocultas asas divinas da ressurreição para a divina imortalidade.


sábado, 10 de agosto de 2019

POEMA: "ERA UMA VEZ..." (FRAGMENTO) - LENICE GOMES E HUGO M.FERREIRA - COM GABARITO

POEMA: “ERA UMA VEZ...” (FRAGMENTO)

O seu rei mandou me chamar
Pra casar com sua filha
Só de dote ele me dava
Europa, França e Bahia

Me lembrei do meu ranchinho
Da roça, do meu feijão
O rei mandou me chamar
Ó seu rei, não quero, não.

Lenice Gomes e Hugo Monteiro Ferreira. Pelas ruas da oralidade. São Paulo: Paulinas, 2003. p. 15.
Fonte: Livro - Para Viver Juntos - Português - 6º ano - Ensino Fundamental- Anos Finais - Edições SM - p.215.
ENTENDENDO O POEMA

1)   O que a palavra meu indica sobre as posses do eu lírico?
Indica que ele é o proprietário de um rancho e de plantações.

2)   Qual palavra presente na estrofe indica que a moça é filha do rei?
O pronome sua.

3)   O que impede o eu lírico de casar com a filha do rei?
O apego do eu lírico ao seu pedaço de terra, ao seu trabalho e ao seu estilo de vida.

4)   O eu lírico, ao se dirigir ao rei, utiliza a expressão “seu rei”. Qual é o sentido da palavra seu no poema?
É uma demonstração de respeito ao rei. É uma abreviação do pronome de tratamento senhor.

5)   Os dois primeiros versos poderiam ter sido escritos assim: “O seu rei mandou me chamar/ Pra casar com a filha do rei”. Compare esses versos com os originais e explique a função do pronome sua.
O pronome sua evita a repetição de palavras.

CONTO: TREZENTAS ONÇAS - (FRAGMENTO) JOÃO SIMÕES LOPES NETO - COM GABARITO


Conto: TREZENTAS ONÇAS - Fragmento
         
    João Simões Lopes Neto

     Eu tropeava, nesse tempo. Duma feita que viajava de escoteiro, com a guaiaca empanzinada de onças de ouro, vim varar aqui neste mesmo passo, por me ficar mais perto da estância da Coronilha, onde devia pousar.
        Parece que foi ontem!... Era por fevereiro; eu vinha abombado da troteada.
        -- Olhe, ali, na restinga, à sombra daquela mesma reboleira de mato, que está nos vendo, na beira do passo, desencilhei; e estendido nos pelegos, a cabeça no lombilho, com o chapéu sobre os olhos, fiz uma sesteada morruda.
        Despertando, ouvindo o ruído manso da água tão limpa e tão fresca rolando sobre o pedregulho, tive ganas de me banhar; até para quebrar a lombeira… e fui-me à água que nem capincho!
        Debaixo da barranca havia um fundão onde mergulhei umas quantas vezes; e sempre puxei umas braçadas, poucas, porque não tinha cancha para um bom nado.
        E solito e no silêncio, tornei a vestir-me, encilhei o zaino e montei.
        Daquela vereda andei como três léguas, chegando à estância cedo ainda, obra assim de braça e meia de sol.
        -- Ah!… esqueci de dizer-lhe que andava comigo um cachorrinho brasino, um cusco mui esperto e boa vigia. Era das crianças, mas às vezes dava-me para acompanhar-me, e depois de sair a porteira, nem por nada fazia cara-volta, a não ser comigo. E nas viagens dormia sempre ao meu lado, sobre a ponta da carona, na cabeceira dos arreios.
        Por sinal que uma noite...
        Mas isto é outra cousa; vamos ao caso.
        Durante a troteada bem reparei que volta e meia o cusco parava-se na estrada e latia e corria pra trás, e olhava-me, olhava-me, e latia de novo e troteava um pouco sobre o rastro; — parecia que o bichinho estava me chamando!...  Mas como eu ia, ele tornava a alcançar-me, para daí a pouco recomeçar.
        -- Pois, amigo! Não lhe conto nada! Quando botei o pé em terra na ramada da estância, ao tempo que dava as — boas-tardes! — ao dono da casa, aguentei um tirão seco no coração... não senti na cintura o peso da guaiaca!
        Tinha perdido trezentas onças de ouro que levava, para pagamento de gados que ia levantar.
        E logo passou-me pelos olhos um clarão de cegar, depois uns coriscos tirante a roxo... depois tudo me ficou cinzento, para escuro...
        Eu era mui pobre — e ainda hoje, é como vancê sabe...-; estava começando a vida, e o dinheiro era do meu patrão, um charqueador, sujeito de contas mui limpas e brabo como uma manga de pedras...
        Assim, de meio assombrado me fui repondo quando ouvi que indagavam:
        -- Então patrício? está doente?
        -- Obrigado! Não senhor, respondi, não é doença; é que sucedeu-me uma desgraça: perdi uma dinheirama do meu patrão...
        -- A la fresca!...
        -- É verdade... antes morresse, que isto! Que vai ele pensar agora de mim!...
        -- É uma dos diabos, é...; mas não se acoquine, homem!
        Nisto o cusco brasino deu uns pulos ao focinho do cavalo, como querendo lambê-lo, e logo correu para a estrada, aos latidos. E olhava-me, e vinha e ia, e tornava a latir...
        Ah!... E num repente lembrei-me bem de tudo.
        Parecia que estava vendo o lugar da sesteada, o banho, a arrumação das roupas nuns galhos de sarandi, e, em cima de uma pedra, a guaiaca e por cima dela o cinto das armas, e até uma ponta de cigarro de que tirei uma última tragada, antes de entrar na água, e que deixei espetada num espinho, ainda fumegando, soltando uma fitinha de fumaça azul, que subia, fininha e direita, no ar sem vento...; tudo, vi tudo.
        Estava lá, na beirada do passo, a guaiaca. E o remédio era um só: tocar a meia rédea, antes que outros andantes passassem.
        [...]
                        João Simões Lopes Neto. Contos gauchescos. Porto Alegre: Globo, 1976.

Entendendo o Conto:

01 – De acordo com o texto, observe atentamente a linguagem utilizada. Provavelmente, você não entendeu algumas palavras do texto. Suponha um possível significado para elas com base no contexto.
      Resposta pessoal do aluno.

02 – O conto está em primeira pessoa. Quem narra é o protagonista.
a)   Como ele pode ser caracterizado? Transcreva no caderno o trecho do texto que justifique sua resposta.
É um homem simples, com poucos recursos financeiros. “Eu era mui pobre”.

b)   Qual deve ser sua profissão?
Encarregado de comprar gado.

c)   Em que região do país você supõe que ele viva? Que pistas e elementos possibilitam chegar a essa conclusão?
Alguns termos do vocabulário (estância, boas-tardes, guaiaca, mui pobre, vancê, charquear, a la fresca, etc.) permitem supor que o narrador viva no Rio Grande do Sul, região bastante associada à atividade pecuária.  

d)   O que aconteceu com o protagonista que o deixou preocupado?
Ele perdeu o dinheiro do patrão (trezentas onças), com o qual pagaria a compra do gado.

03 – Releia: “Quando botei o pé em terra na ramada da estância, ao tempo que dava as — boas-tardes! — ao dono da casa, aguentei um tirão seco no coração... não senti na cintura o peso da guaiaca!”

a)   O trecho procura representar a maneira como a personagem fala. Que recursos são utilizados para isso?
O texto procura reproduzir a maneira como a personagem fala por meio da pontuação (reticências e ponto de exclamação) e do emprego de uma linguagem informal (“botei o pé”) e de vocábulo característico da região de origem do conto (“ramada da estância”; “boas-tardes!”; “tirão seco”; “peso da guaiaca”).

b)   A expressão “tirão seco no coração” é o que chamamos de figura de linguagem: não significa que a personagem levou um tiro, mas que teve um sobressalto, uma sensação de dor no peito porque se deu conta de que havia perdido o dinheiro do patrão. Essa expressão sugere um espaço que parece familiar à personagem. Qual é ele?
O ambiente rural, das estradas, onde os homens costumam andar armados (lembre-se do cinto de armas por sobre os galhos de Sarandi) e podem atirar em caso de conflito ou para se proteger.

04 – Que recurso o narrador utiliza para que o leitor possa visualizar a cena final? Justifique sua resposta com elementos do texto.
      O narrador utiliza a descrição do espaço. “Parecia que estava vendo o lugar da sesteada, o banho, a arrumação das roupas nuns galhos de Sarandi, e, em cima de uma pedra, a guaiaca e por cima dela o cinto das armas [...]”.

05 – Releia:
        “Nisto o cusco brasino deu uns pulos ao focinho do cavalo, como querendo lambê-lo, e logo correu para a estrada, aos latidos. E olhava-me, e vinha e ia, e tornava a latir...
        Ah!... E num repente lembrei-me bem de tudo.”

a)   Nesse trecho, o narrador descreve as ações do “cusco brasino”. Essa expressão refere-se a que animal?
Ao cão de estimação do narrador.

b)   Que palavras ou expressões do texto permitem chegar à conclusão de que “cusco brasino” se refere a esse animal?
“Como querendo lambê-lo”; “aos latidos”; “latir”.

c)   Qual foi a principal ação do “cusco brasino” no texto?
Ele ajudou o narrador a se lembrar de onde havia deixado a guaiaca com o dinheiro do patrão.

06 – Leia a seguir mais um trecho do conto “Trezentas onças”:
        “-- Ah!… esqueci de dizer-lhe que andava comigo um cachorrinho brasino, um cusco mui esperto e boa vigia. Era das crianças, mas às vezes dava-me para acompanhar-me, e depois de sair a porteira, nem por nada fazia cara-volta, a não ser comigo. E nas viagens dormia sempre ao meu lado, sobre a ponta da carona, na cabeceira dos arreios.”

a)   Como o animal é descrito?
Como um cão esperto, vigilante e companheiro.

b)   Que ações caracterizam o animal no texto?
Andava com o dono, dormia perto dele.

c)   A palavra cusco pode ser considerada um exemplo de variedade linguística regional? Explique.
Sim, pois representa um modo de falar típico de determinada região: no caso, Rio Grande do Sul.

d)   Que outras palavras desse trecho podem ser tomadas como exemplos de variedade linguística regional?
Mui (redução de muito) e cara-volta (o mesmo que meia-volta).



MARCHINHA DE CARNAVAL: PIRATA DA PERNA DE PAU - BRAGUINHA - COM GABARITO

ATIVIDADES COM  A Marchinha de Carnaval: Pirata Da Perna De Pau

                                              Braguinha, em 1946

Eu sou o pirata da perna de pau
Do olho de vidro, da cara de mau
Eu sou o pirata da perna de pau
Do olho de vidro, da cara de mau

Minha galera
Dos verdes mares não teme o tufão
Minha galera
Só tem garotas na guarnição

Por isso se outro pirata
Tenta a abordagem
Eu pego o facão
E grito do alto da popa
"Opa! Homem não!"

Braguinha. Songbook Braguinha. Rio de Janeiro: Lumiar Discos, 2002. v.3.
Fonte: Livro - Para Viver Juntos - Português - 6º ano - Ensino Fundamental- Anos Finais - Edições SM - p.43.
Entendendo a marchinha
1)    Copie quatro palavras do texto que terminem com sons parecidos.
Tufão, guarnição, facão, não.

2)    Escolha quatro palavras que está abaixo e faça uma lista de outras palavras que terminem com o mesmo som.
mocinho – pirata – perigo – viagem – vilão – forte – corajoso
Resposta pessoal.

3)    Crie uma nova estrofe com algumas dessas palavras no final de cada verso, para rimar.
Resposta pessoal.

4)    Em que lugar se encontra o pirata cara de pau?
No navio.

5)    Que palavras tem no poema que o levou a descobrir onde o pirata estava?
“Dos verdes mares...” “guarnição” “alto da popa”.




quinta-feira, 8 de agosto de 2019

POEMA: HAVEMOS DE VOLTAR - AGOSTINHO NETO - COM QUESTÕES GABARITADAS

Poema: HAVEMOS DE VOLTAR
            
                            Agostinho Neto

Às casas, às nossas lavras
às praias, aos nossos campos
havemos de voltar

Às nossas terras
vermelhas do café
brancas de algodão

verdes dos milharais
havemos de voltar

Às nossas minas de diamantes
ouro, cobre, de petróleo
havemos de voltar
Aos nossos rios, nossos lagos
às montanhas, às florestas
havemos de voltar

À frescura da mulemba
às nossas tradições
aos ritmos e às fogueiras
havemos de voltar

À marimba e ao quissange
ao nosso carnaval
havemos de voltar

À bela pátria angolana
nossa terra, nossa mãe
havemos de voltar

Havemos de voltar

À Angola libertada
Angola independente.


Entendendo o poema:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo:
·        Lavras – lavouras, extração de minério, fabricação, produção.
·        Mulemba – árvore de copa volumosa.
·        Marimba – instrumento musical.
·        Quissange – instrumento musical.

02 – A que se refere o poeta neste poema?
      Havemos de voltar é o canto de todos que querem o bem de Angola, dos que lamentam a perda de valores culturais no seio dos angolanos, dos que choram a privatização da coisa pública, dos que não tem lavra / trabalho para se alimentar.

03 – Esse poema traz uma mensagem de esperança e o desejo de libertação de um povo sofrido. O que pede o eu lírico?
      O fim do sistema colonial e sonha com o regresso do homem exilado à sua pátria-mãe.

04 – Assim, podemos perceber a certeza da volta à sua terra e da independência da mesma. Retire do texto versos que comprovem essa afirmação.
      “A bela pátria angolana / Nossa mãe / À Angola libertada / Angola Independente / Havemos de voltar”.

05 – Que elementos de sua pátria o eu lírico exalta?
      As casas, nossas lavras, às praias, os campos, do café, do algodão, dos milharais, nossas minas de diamantes, ouro, cobre, de petróleo, rios, lagos, às montanhas, as florestas, os ritmos, às fogueiras, à marimba, ao quissange, nosso carnaval, nossa terra, nossa mãe.

06 – No verso “havemos de voltar”, o verbo em destaque está em que tempo verbal? O que esse modo indica?
      Está no presente do modo indicativo, que expressa uma certeza, um fato.

07 – Nos versos: “Às casas, às nossas lavras
                              às praias, aos nossos campos
                              havemos de voltar”.

        O que o sujeito poético quis dizer?
      Ele canta o desejo de muitos angolanos de ter uma casa própria, ter uma terra e/ou trabalho para se alimentar, ter quadras desportivas, zonas de laser e cultura e, também, manifesta a dor daqueles que veem uma praia da Ilha do Cabo, do Mussulo e outras por Angola adentro a serem fechadas por hotéis, restaurantes e casas, como se o executivo estivesse a privatizar a costa de Angola para alguns indivíduos nacionais e estrangeiros.


POEMA: FANATISMO - FLORBELA ESPANCA - COM QUESTÕES GABARITADAS

Poema: FANATISMO
           
   Florbela Espanca

Minh’alma, de sonhar-te, anda perdida
Meus olhos andam cegos de te ver!
Não és sequer a razão do meu viver,
Pois que tu és já toda a minha vida!
Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCQLLkFAVSMa-kVrdxIHqD8h9ndx0VdDury5Z55daFAjbWfHEZe53mjWqkmKNE1usCIX9P6YUDbec-qwX42rMAg5ZqhHd9xF8N6Pz-bFaZ5-RQXwboQ9SBU4ZZ0p1wOv2IBB_yNwHWVoyQsOd5VPhfNNkhZaF_t4Eq50GztiFh2gFPHb-4vKDRo1g92IY/s1600/Blog-Dimensoes-da-Alma-complemento-1.jpg


Não vejo nada assim enlouquecida ...
Passo no mundo, meu Amor, a ler
No misterioso livro do teu ser
A mesma história tantas vezes lida!


"Tudo no mundo é frágil, tudo passa..."
Quando me dizem isto, toda a graça
Duma boca divina fala em mim!

E, olhos postos em ti, digo de rastros:
"Ah! Podem voar mundos, morrer astros,
Que tu és como Deus : Princípio e Fim!..."

Entendendo o poema:

01 – Que estrofe do poema expressa mais claramente o entusiasmo e paixão do eu lírico pela pessoa amada?
      A última estrofe. É possível perceber o exagero nos versos: “Ah! Podem voar mundos, morrer astros, / Que tu és como Deus: Princípio e Fim!..."

02 – O ponto de exclamação presente no último verso de cada estrofe, acentua uma ideia de:
a)   Raiva e ansiedade.
b)   Pavor e sofrimento.
c)   Admiração e emoção.
d)   Saudade e rancor.

03 – O poema, escrito no começo do século XX, apresenta uma linguagem comum a essa época. O verso que mais evidencia essa linguagem é:
a)   Não vejo nada assim enlouquecida.
b)   Minh’alma de sonhar-te anda perdida.
c)   Que tu és como Deus: Princípio e Fim!
d)   Tudo no mundo é frágil, tudo passa...

04 – Dos verbos destacados nos versos a seguir, o ÚNICO conjugado na 2ª pessoa do singular é:
a)   Tudo no mundo é frágil, tudo passa...
b)   Ah! Podem voar mundos, morrer astros.
c)   Meus olhos andam cegos de te ver!
d)   Pois que tu és já toda a minha vida!

05 – O eu lírico do poema é masculino ou feminino? Cite um verso do poema que justifique sua resposta.
      Feminino. “Não vejo nada assim enlouquecida...”

06 – Leia o poema e encontre dois exemplos de prosopopeia, copie-os.
      “Boca divina”; “voar mundos”.

07 – No verso: “Pois que tu és já toda minha vida”. Que figura de linguagem há nesta verso?
      Hipérbole.

08 – Por que o título do poema “Fanatismo” dá uma ideia da intensidade do sentimento?
      Porque remete à definição de um sentimento anormal, que beira a obsessão.

09 – No verso: “Meus olhos andam cegos de te ver!” Há predominância de uma figura de linguagem. Que figura é essa?
      Paradoxo.

10 – Que impressão o poema lhe causou? Qual a sua opinião, é o sentimento do eu lírico?
      Resposta pessoal do aluno.