segunda-feira, 20 de maio de 2019

MENSAGEM ESPÍRITA: OS ADVERSÁRIOS, MESTRES OPORTUNOS - JOANNA DE ÂNGELIS - PSICOGRAFIA DE DIVALDO P.FRANCO - PARA REFLEXÃO

Os adversários, mestres oportunos
                  Joanna de Ângelis

        Abraçando os ideais de enobrecimento, pensa-se que todas as criaturas estão vibrando no mesmo diapasão do progresso e que, em consequência, haverá uma natural adesão em torno dos objetivos relevantes que devem conduzir as vidas para os altiplanos da felicidade.
        O ser humano é um conquistador insuperável, fadado às estrelas que lhe estão ao alcance, na medida em que se empenha por alcançá-las.
        Desde a descoberta do fogo e do invento da roda, o seu mundo jamais foi o mesmo, alterando os seus padrões de comportamento e de convivência no rumo de melhores resultados.
        Mediante o esforço e o raciocínio que se lhe foi desdobrando – a Divina Presença no cerne do ser! – levantou-se e começou a avançar na direção do Infinito, ora sob dores acerbas, noutros momentos em júbilos inexcedíveis, conquistando espaços e adquirindo conhecimentos.
        Renascendo em contínuo processo de crescimento intelecto-moral, vem acumulando as experiências que se transformam em bênçãos que deve esparzir pelos caminhos percorridos, deixando pegadas apontando o porto de segurança que se encontra sempre à frente.
        Quando atraído pela mensagem libertadora de Jesus, porém, modificam-se-lhe as paisagens interiores e alteram-se-lhe os interesses, ampliando-lhe as possibilidades de ser útil, conseguindo um significado especial para a existência.
        Nada obstante, porque se movimenta num planeta igualmente de provas e de expiações, não se pode furtar à psicosfera que lhe é peculiar, nem às injunções que o caracterizam.
        Compreensível, portanto, que nem todos aqueles que navegam na mesma barca da evolução estejam firmados em propósitos de edificação nobilitante, alguns ainda detendo-se em estágio inferior, assinalados pelo primarismo de que se fazem portadores.
        Indiscutivelmente, o processo de transformação interior, no qual os instintos cedem lugar aos valores da razão e da consciência, é lento, ainda mais, tendo-se em vista que nem todos os viandantes da indumentária material iniciaram-se no empreendimento espiritual no mesmo instante.
        Procedentes de especiais momentos da evolução, incontáveis, inevitavelmente, encontram-se em patamares diferentes, que explicam as diversas aspirações que os tipificam.
        Felizes aqueles que já compreendem os impositivos da existência terrena, após vencerem os impulsos agressivos que lhes conferiam a sensação de dominadores do mundo e que o sentido exclusivo da vilegiatura carnal seria conquista dos prazeres e das sensações que mais os agradam.
        Aqueles que são mais fisiológicos do que psicológicos, detêm-se nas faixas das paixões primevas e, mesmo quando a consciência se lhes desperta, prosseguem vivenciando um período de transição, que ainda lhes não permite uma visão perfeita da realidade. Embora ansiando por algo melhor, competem, quando deveriam cooperar, malsinam os companheiros, quando lhes cabia o dever de os auxiliar, porque a predominância do ego torna-os ambiciosos e prepotentes.
        Não sabem servir com abnegação, sem servir-se, retirando os lucros do orgulho e da presunção, que lhes constituem a moeda retributiva. Podem mesmo desejar ser melhores, no entanto, os impulsos afligentes que resultam dos conflitos e dos complexos de inferioridade que os acompanham de existências pretéritas, transformam-nos em inimigos de todos aqueles que supõem lhes farão sombra…
        São infelizes, disfarçados de joviais, humanitários e bondosos, na hipocrisia em que vivem, ocultando os sentimentos inferiores.
        Desse modo, transformam-se em adversários perversos dos demais que não lhes compartem as ideias e que pensam pretenderem excluir.
* * *
        Adversidade é lição para a vida e adversários são mestres que proporcionam o treinamento no bem, sem o concurso do aplauso ou da bajulação habituais, dificultando o trabalho honorável do servidor fiel.
        Esses irmãos infelizes que se propõem envenenar-te os sentimentos com a sua pertinaz perseguição, merecem compaixão ao invés de reproche ou de animosidade.
        Se é verdade que não lhes deves facultar um relacionamento pusilânime, não é justo devolveres os seus pensamentos enfermiços com outros do mesmo gênero.
        Sofres, porque gostarias de servir sem a presença desse tipo de tribulação.
        Choras, porque os teus são anseios de construção do amor em toda parte, e, no entanto, sentes o amargor da calúnia que te antecede os passos, da maledicência que te aturde quando lhes tomas conhecimento, ou da zombaria depois que vais adiante…
        O melhor comportamento em tais circunstâncias é não valorizar o mal nem aquele que se te fez mau.
        Concede-lhe o privilégio de ser como se encontra, mas impõe-te o dever de ser fiel ao compromisso com Jesus, que também experimentou iguais ofensas sem dar-lhes a menor importância.
        Gastas tempo e preocupação mental com esses companheiros que te vigiam e acusam, que te acompanham com insistência e infernizam os momentos em que trabalhas e quando repousas.
        Ficas indagando como conduzir-te, desde que, se silencias ao mal e ao descalabro que reinam, acusam-te de omisso, mas se levantas a voz e proclamas a verdade, taxam-te de intolerante e mendaz…
        Desse modo, faze o que deves e comporta-te conforme estabelece o teu programa ante a consciência do dever.
        Esses adversários dos teus objetivos não são apenas opositores teus, mas, sem dar-se conta, dAquele a quem procuras servir, que os entende e concede-lhes tempo para a reabilitação.
        Aprende, portanto, com os inimigos, fraternidade legítima, compreensão gentil, exercitando sempre a compaixão.
        Na aduana da caridade, a misericórdia e o amor dão-se as mãos, a fim de ensejarem à virtude máxima a ocasião de expressar-se.
        Constituam-te estímulo o serviço desses mestres desconhecidos, apurando-te mais, qualificando-te melhor, a fim de produzires com segurança na seara da elevação espiritual da humanidade.
        Ninguém atravessa o rio carnal sem experimentar a correnteza violenta sobre a qual navega o Espírito.
        Todos os homens e mulheres afeiçoados ao bem pagaram o pesado tributo da diferença entre eles o os que os cercavam, a época em que viveram e naquela pela qual anelavam, e é graças a eles que percorres os atuais caminhos por onde segues em júbilo e dores, porém, fixado na meta que te fascina.
* * *
        O mundo ainda não tem condições de compreender e aceitar o compromisso da iluminação íntima como primeiro passo para a marcha a scensional.
        Por enquanto, somente aqueles que se fizeram fortes e decididos conseguem ultrapassar as barreiras das dificuldades, colocando marcos na senda escura, de maneira a facilitar a jornada espiritual dos que virão depois.
        Todo desbravador carrega as marcas da sua audácia de aventureiro do progresso. Abrem picadas na densa mata, traçam roteiros nos mares bravios, alçam-se aos céus ampliando os espaços e caminham sobre acúleos, quebrando-os, assim preparando a senda para o porvir…
        Exulta, portanto, por teres adversários, mestres desconhecidos, a seres adversário de quem quer que seja.

Joanna de Ângelis. Psicografia de Divaldo Pereira Franco, na noite de 2 de junho de 2010, em Istambul, Turquia. Em 22.11.2010.


TEXTO: PEDRO MALASARTES E O LAMAÇAL COLOSSAL - ANA MARIA MACHADO - COM GABARITO

Texto: PEDRO MALASARTES E O LAMAÇAL COLOSSAL
                         
          Ana Maria Machado
  VOCÊ CONHECE O PEDRO MALASARTES? 

Se não conhece, pode ir se preparando porque ele pode aparecer aqui a qualquer hora.
        Ele não esquenta lugar, está sempre indo de um canto para outro. Fica um tempinho trabalhando numa fazenda, sai e vai para outro emprego num sítio, daí a pouco já está numa vila vendendo umas coisas na feira... Quando a gente menos espera, Pedro já está de novo na estrada, a caminho da cidade ou de outra fazenda onde possa ter uma oportunidade melhor. Muda toda hora, sempre em busca de um trabalho mais bem pago, de um patrão que trate bem, de um negócio mais interessante. Por isso, em cada história ele está fazendo alguma coisa diferente. E sempre procurando dar um jeito de se defender, garantir um prato de comida e não ser explorado. Mesmo que, para isso, acabe enganando alguém.
        [...]
                            Ana Maria Machado. Pedro Malasartes e o lamaçal colossal.
In: ____ Histórias à brasileira: Pedro Malasartes e outras.
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2004. p. 11.
Entendendo o texto:
01 – No texto, foi possível conhecer como Pedro Malasartes se porta diante de algumas situações de sua vida. Com base nessas informações. Como é sua personalidade?
      Pedro Malasartes luta por sua sobrevivência e não se apega aos locais em que vive: está sempre mudando em busca de seu bem-estar. Por isso, é uma pessoa astuta e desapegada dos lugares e das pessoas.

02 – Quantas orações há no trecho em destaque? Como são classificadas essas orações?
      Tem quatro. Orações coordenadas.

03 – No trecho: “[...] sai e vai para outro emprego num sítio [...]”, não há um sinal de pontuação separando as orações. Qual palavra relaciona essas orações? Como ela é classificada?
      A letra E. Conjunção coordenativa aditiva.

04 – De que forma o emprego de orações coordenadas contribui para a construção da personalidade de Pedro Malasartes?
      Com ou sem conjunção, as orações expõem uma ideia ou ação que se justapõe à outra, traçando um perfil do personagem.


TEXTO: O MUNDO DO CIRCO COMO VOCÊ NUNCA VIU - TANIA MENAI - LAS VEGAS - COM GABARITO

Texto: O Mundo do Circo como você nunca viu

       As apresentações do CIRQUE DU SOLEIL já foram vistas por 50 milhões de pessoas, mas nunca no Brasil. Nossa repórter conta como são os quatro shows que o grupo mantém em Las Vegas, entre eles o KÀ, 165 milhões de dólares
                                                               Tania Menai, de Las Vegas

        Pegue um show de ballet, adicione música, humor, nado sincronizado, teatro, trapézio, acrobacia e capoeira. Coloque bastante dinheiro, coordenação e harmonia. Bata tudo no liquidificador. Pronto. Aqui está o Cirque du Soleil, a maior e mais espetacular companhia arte performática no mundo. Não, você nunca vi nada igual. Nenhuma outra companhia jamais ousou fazer algo parecido do que se vê nos shows dessa trupe interacional que roda o mundo e que fez de seu presidente um dos homens mais ricos do planeta.
        Sem jamais ter usado animais, o Cirque du Soleil (em português, Circo do Sol) já mostrou sua cara para mais de 50 milhões de pessoas, sendo que 7 milhões só no ano passado. Desde sua criação em 1984, na província de Quebéc, Canadá, a companhia já rodou o mundo aportando 250 vezes em 100 cidades – nenhuma brasileira. “Eles vêm de fora desse mundo”, definiu o americano Edward Fosner, um senhor de 91 anos que já viu muito da vida – e o Cirque du Soleil mais de oito vezes. E todos, em Las Vegas, destino número um para quem planeja uma viagem especialmente para assistir à trupe. É a única cidade em que o grupo mantém quatro espetáculos fixos.
        E é em Las Vegas que o Cirque está apresentando o mais impressionante show que já montou, o Ká. Inaugurado há um ano, é considerado, por sua grandiosidade, recursos tecnológicos, proposta conceitual e produção cênica, um espetáculo de outro mundo. Épico da companhia, a produção do Ká, inspirada em artes marciais, consumiu nada menos que 165 milhões de dólares para ser montada no maior hotel da Terra, o MGM Grand, que abriga mais de 5 mil quartos.
        Os criadores inovaram nas áreas de pirotecnia, multimídia e na arte de construção de bonecos. Nesse espetáculo, oito brasileiros dividem a cena com mais 75 artistas internacionais. Tudo no Ká é grandioso. A começar pelo teatro, instalado especialmente para o show. Todas as suas 1950 poltronas são equipadas com duas caixas acústicas, que tornam os efeitos sonoros cristalinos. A boca de cena é um vão enfumaçado: nele, os artistas voam, jogam-se e atuam sobre um palco móvel retangular que gira em vários sentidos, servindo de chão ou de parede, dependendo da cena. As fantasias foram feitas por 70 profissionais, que somaram 35 mil horas nesse projeto – cada uma teve um molde exclusivo para cada artista, incluindo as 15 perucas e os 400 pares de sapato. Em certo momento, um barco de quase 1 tonelada surge balançando no meio de um maremoto, todo manipulado pelos artistas, que se movem para todos os lados e se penduram em seu mastro.
        Encabeçando a trupe até hoje está o engolidor de fogo, acordeonista e perna-de-pau quebecois Guy Laliberté. Hoje com 46 anos e, merecidamente, figurinha fácil nas listas de bilionários divulgadas anualmente por revistas americanas, é ele o CEO da companhia. Laliberté, com sua visão e audácia, fez do Cirque du Soleil uma multinacional privada que emprega hoje 3 mil pessoas. Pelo mundo, são 700 artistas. Todos eles são avaliados pela direção dentro e fora do palco: não basta ter talento se não houver pontualidade e disciplina. Na sede, em Montréal, trabalham1600 profissionais criando e montando os espetáculos. O time para lá de eclético, inclui a parte técnica, designers, empresários, tradutores, maquiadores, costureiros, figurinistas, coreógrafos, músicos, fisioterapeutas, médicos, massagistas, professores, diretores e o que mais se possa imaginar. Trata-se de uma torre de babel totalizando 40 nacionalidades e 25 idiomas. Mas no palco não se fala nenhum deles. Derrubando qualquer barreira de comunicação cultural, os trapezista, malabaristas, atores e palhaços se expressam com gestos, caretas e, sempre, muito bom humor.

        DIMENSÕES MONUMENTAIS

        O preço dos ingressos para ver os espetáculos do Cirque em Las Vegas varia entre 60 e 150 dólares – e uma coisa é certa: o que se vê na ribalta, nos trapézios e nos ares justifica cada centavo. “Recrutamos os melhores atletas e artistas circenses em todos os continentes”, diz Callie de Quevedo, uma das porta-vozes da companhia. “Depois disso, eles ainda passam por um treinamento de seis meses em Montréal, no Canadá. Muitos são cortados nesta fase. Quem está no show é, de fato, o créme-de-la-créme no que faz”. Ela conta que muitos são campeões mundiais de ginástica olímpica, outros foram premiados pelo mundo em diversos festivais circenses, de teatro ou de dança. No começo, há 21 anos, a equipe contava com 73 circenses apaixonados que ganharam fama se apresentando na festa de 450 anos de independência canadense. O Cirque jamais usou animais em seus espetáculos.
                                          Tania Menai. O mundo do circo como você nunca viu.
               Viagem e turismo. São Paulo: Abril, n° 124, fev. 2006. p. 98-100.
Entendendo o texto:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo.

·        Performática: atuação com desempenho notável.
·        Épico: de intensidade fora do comum, fantástico, desmedido, grandioso, memorável.
·        Pirotecnia: arte ou técnica de usar fogos ou explosivos.
·        CEO: da expressão em inglês chief executive officer, que significa diretor executivo.
·        Eclético: composto por profissionais de diversas áreas.
·        Ribalta: palco.

02 – Além de informar, a reportagem lida apresenta outra finalidade. Identifique-a.
      Divulgar o Cirque du Soleil.

03 – Em um texto, o título é produzido com uma intenção. Analise o título do texto e explique com que objetivo ele foi produzido.
      Apresentar o assunto e destacar um aspecto importante sobre o que está sendo abordado.

04 – Ao falar sobre o espetáculo Ká, a autora ressaltou que ele foi produzido de maneira grandiosa. Do que foi descrito sobre ele, o que mais chamou sua atenção?
      Resposta pessoal do aluno.

05 – Releia o seguinte trecho da reportagem:
        “[...] a maior e mais espetacular companhia de arte performática do mundo. Não, você nunca viu nada igual. Nenhum outro grupo circense jamais ousou fazer algo parecido com o que se vê nas apresentações dessa trupe internacional. [...] com sua visão e audácia [...] o que se vê na ribalta, nos trapézios e nos ares justifica cada centavo.”

        Esse trecho revela uma visão pessoal ou impessoal da autora em relação aos fatos publicados? Explique.
      Embora tenha exposto informações, ele também apresenta uma visão pessoal da autora.

06 – No último parágrafo, há um intertítulo ou entretítulo: “Dimensões monumentais”. Analise-o e escreva com que função esse recurso é empregado.
      Para destacar um outro aspecto do assunto abordado.

07 – No texto, foram reproduzidas falas de algumas pessoas. Por que em textos como esse é importante empregar esse recurso?
      Porque a transcrição das falas comprova e reforça aquilo que o(a) autor(a) está comentando.

08 – Segundo o texto, o Cirque du Soleil é “a maior e mais espetacular companhia de arte performática do mundo”. Que aspectos contribuíram para que Tania Menai afirmasse isso?
      A quantidade de pessoas envolvidas, a quantidade dos profissionais, a dedicação e a disciplina dos artistas, as diversas artes e espetáculos que são apresentados em diferentes países, entre outros.

09 – Em um trecho do texto, é dito que “Nenhum outro grupo circense jamais ousou fazer algo parecido com o que se vê nas apresentações dessa trupe internacional [...]”. Qual é o diferencial do Cirque du Soleil que encanta tanto o público?
      A grandiosidade, os recursos tecnológicos, a proposta conceitual, a produção cênica, a não utilização de animais em seus espetáculos e, principalmente, o fato de ter os mais qualificados profissionais das diversas artes.

10 – O texto revela que o Cirque du Soleil “Trata-se de uma Torre de Babel, com 40 nacionalidades e 25 idiomas.” Você acha que isso funcionaria em uma companhia que praticasse outras artes, como o teatro? Por quê?
      Resposta pessoal do aluno.

11 – No início da reportagem, a autora apresenta como o show do Cirque du Soleil é posto, por meio de uma linguagem característica de uma receita, gênero instrucional. Qual é o efeito de sentido que o emprego dessa linguagem confere ao texto?
      Que para obter o espetáculo que o circo oferece, é necessário juntar a miscelânea de ingredientes elencados no início da reportagem.

12 – Observe o trecho:
        “O time, para lá de eclético, inclui parte técnica, designers, empresários, tradutores, maquiadores, costureiros, figurinistas, coreógrafos, músicos, fisioterapeutas, médicos, massagistas, professores, diretores e o que mais se possa imaginar.”

a)   Com que sentido a palavra eclético foi empregada nesse contexto?
Com sentido de ser composto por profissionais de diversas áreas.

b)   Por qual outra palavra eclético poderia ser substituída sem alterar o sentido do texto?
Por variado.

13 – Observe o trecho a seguir.
            “Não, você nunca viu nada igual.”
a)   A quem a autora do texto se dirige?
Ao leitor.

b)   Com que intenção isso é feito?
Para chamar a atenção para o que está sendo dito, destacando que o show do Cirque du Soleil refere-se a algo inédito. Além disso, tem caráter de propaganda, pois busca veicular a ideia de que o Cirque é sublime, maravilhoso.

14 – O que Callie de Quevedo, uma das porta-vozes da companhia, quis dizer com a expressão em destaque na frase a seguir? Copie no caderno a afirmativa correta.
        “Quem está no show é, de fato, o crème de la crème no que faz.”
a)   Ela quis destacar que quem participa do show são os melhores profissionais de diversas áreas.
b)   Ela quis destacar que quem participa do show são os profissionais mais antigos do circo.
c)   Ela quis destacar que quem participa do show são os profissionais amadores e com pouca experiência.

15 – Releia os trechos a seguir:
        “Eles vêm de fora deste planeta” [...].
        [...] “é considerado, por sua grandiosidade, recursos tecnológicos, proposta conceitual e produção cênica, um espetáculo de outro mundo.” [...].

Com que sentido as expressões destacadas foram empregadas nesses trechos?
      Para dizer que a atuação dos artistas e os espetáculos são tão incríveis que parecem não ser realizados por seres humanos comuns.

16 – Os pré-requisitos básicos para fazer parte do grupo de artistas que integra o Cirque du Soleil é ter talento, pontualidade e disciplina.
a)   Em sua opinião, por que essas características são importantes?
Porque além do talento, que é muito importante, se a pessoa não for responsável e não souber seguir regras, Ela colocará em risco o trabalho de todos, pois o sucesso do Cirque du Soleil depende da harmonia do trabalho em equipe.

b)   E no dia-a-dia, essas características também devem ser valorizadas? Por quê?
Sim. Pois em qualquer grupo social de que a pessoa faça parte, como a família ou trabalho, ela precisa agir, principalmente, com disciplina e pontualidade para não prejudicar a si e aos outros com quem convive.

17 – Em um trecho é dito que “O Cirque jamais usou animais em seus espetáculos”. Em sua opinião, por que isso é importante?
      É importante porque muitas vezes, os animais são maltratados e colocados em risco, além de estarem fora de seu habitat natural.

domingo, 19 de maio de 2019

POEMA: ANTÍFONA - CRUZ E SOUSA - COM QUESTÕES GABARITADAS

Poema: Antífona
           
  Cruz e Sousa

Ó Formas alvas, brancas, Formas claras
De luares, de neves, de neblinas! ...
Ó Formas vagas, fluidas, cristalinas...
Incensos dos turíbulos das aras...

Formas do Amor, constelarmente puras,
De Virgens e de Santas vaporosas...
Brilhos errantes, mádidas frescuras
E dolências de lírios e de rosas...

Indefiníveis músicas supremas,
Harmonias da Cor e do Perfume...
Horas do Ocaso, trêmulas, extremas,
Réquiem do Sol que a Dor da Luz resume...

Visões, salmos e cânticos serenos,
Surdinas de órgãos flébeis, soluçantes...
Dormências de volúpicos venenos
Sutis e suaves, mórbidos, radiantes...

Infinitos espíritos dispersos,
Inefáveis, edênicos, aéreos,
Fecundai o Mistério destes versos
Com a chama ideal de todos os mistérios.

Do Sonho as mais azuis diafaneidades
Que fuljam, que na Estrofe se levantem
E as emoções, todas as castidades
Da alma do Verso, pelos versos cantem.

Que o pólen de ouro dos mais finos astros
Fecunde e inflame a rima clara e ardente...
Que brilhe a correção dos alabastros
Sonoramente, luminosamente.

Forças originais, essência, graça
De carnes de mulher, delicadezas...
Todo esse eflúvio que por ondas passa
Do Éter nas róseas e áureas correntezas...

Cristais diluídos de clarões álacres,
Desejos, vibrações, ânsias, alentos,
Fulvas vitórias, triunfamentos acres,
Os mais estranhos estremecimentos...

Flores negras do tédio e flores vagas
De amores vãos, tantálicos, doentios...
Fundas vermelhidões de velhas chagas
Em sangue, abertas, escorrendo em rios...

Tudo! vivo e nervoso e quente e forte,
Nos turbilhões quiméricos do Sonho,
Passe, cantando, ante o perfil medonho
E o tropel cabalístico da Morte...
                  In Andrade Muricy. Panorama do Simbolismo Brasileiro, vol. 1.
São Paulo, Perspectiva, 1987.
Entendendo o poema:

01 – Repare que o poema “Antífona” tem por tema o próprio processo de criação poética e utiliza-se de uma linguagem pouco convencional, com fortes traços simbolistas. Para reconhece-los, transcreva:
a)   O verso da 1ª estrofe que apresenta elementos litúrgicos, religiosos.
“Incensos dos turíbulos das aras...”

b)   Os adjetivos e os substantivos dessa estrofe que caracterizam as “Formas” invocadas pelo sujeito lírico, mostrando que se trata de realidades impalpáveis, transcendentais.
Os adjetivos são: alvas, brancas, claras, vagas, fluidas, cristalinas; e os substantivos: luares, neve, neblinas.

02 – Além de impalpáveis, transcendentais, as “formas” da poesia simbolista são sensoriais, isto é, apresentam elementos que pertencem ao universo dos sentidos – muitas vezes por meio de sinestesia.
a)   Transcreva os versos da 3ª estrofe em que ocorre sinestesia.
Os versos são “Indefiníveis músicas supremas, / Harmonias da Cor e do Perfume...”

b)   Que sentidos são evocados nesses versos?
Os sentidos são a audição, a visão e o olfato.

03 – As assonâncias (repetição de sons vocálicos) e as aliterações (repetição de sons consonantais) são alguns dos recursos que contribuem com uma das principais características simbolistas: a musicalidade. Por meio dela, reforça-se o tom misterioso e metafísico dessa poesia, que sugere em vez de descrever; simboliza em vez de nomear.
a)   Que estrofe coloca mais claramente o parentesco entre a poesia simbolista e as realidades ocultas, misteriosas, metafísicas, por meio da referência à poesia como mistério, e da invocação dos espíritos como modo de realiza-la?
A 5ª estrofe.

b)   Dê um exemplo de assonância e um exemplo de aliteração, presentes nessa estrofe.
Um exemplo de assonância presente na estrofe está na repetição das vogais i e e; um exemplo de aliteração encontra-se na repetição da consoante s.

04 – De o significado das palavras abaixo, se precisar utilize um dicionário.
·        Alabastro: entre os gregos antigos, pequeno vaso sem asas utilizado para queimar perfumes.

·        Eflúvio: emanação invisível que se desprende de um fluído; aroma, perfume.

·        Álacre: alegre, jovial.

·        Fulva: de cor amarelo-tostada; alourada.

·        Acre: amargo, áspero.

·        Tantálico: infernal.

·        Quimérico: fantástico.

·        Tropel: desordem, balbúrdia.

·        Cabalístico: secreto, misterioso, obscuro.


05 – A preferência pela indefinição e pela claridade são algumas das características da poesia simbolista. Transcreva das duas primeiras estrofes algumas palavras que comprovem esta afirmação.
      Claridade: alvas, brancas, claras, luares, neve, brilhos, constelarmente, etc. Indefinição: vagas, fluidas, cristalinas, vaporosas.

06 – Que palavras sugerem a atmosfera religiosa bastante comum nos poemas simbolistas?
      Antífona, incensos, turíbulos, aras, Virgens, Santas, Réquiem, salmos, cânticos, órgãos.

07 –A musicalidade também é outra preocupação dos simbolistas. Segundo o eu lírico, como deve ser a musicalidade do poema?
      Indefinível e suprema.

08 – O poema evoca vários elementos que deverão estar presentes na criação dos seus versos. Esses elementos, vagos, dispersos, místicos, luminosos e musicais, devem contribuir para uma poesia, objetiva ou misteriosa?
      Misteriosa, conforme a última estrofe.









CRÔNICA: NADA COMO A INSTRUÇÃO - MOACYR SCLIAR - COM GABARITO

Crônica: Nada como a instrução        

      MOACYR SCLIAR 

               "Rico estuda cinco anos mais." 

        O senhor não me arranja um trocado? Perguntou o esfarrapado garoto com um olhar súplice. Outro daria o dinheiro ou seguiria adiante. Não ele. Não perderia aquela oportunidade de ensinar a um indigente uma lição preciosa:
        -- Não, jovem – respondeu –, não vou lhe dar dinheiro. Vou lhe dar uma coisa melhor do que dinheiro. Vou lhe transmitir um ensinamento. Olhe para você, olhe para mim. Você é pobre, você anda descalço, você decerto não tem o que comer. Eu estou bem vestido, moro bem, como bem. Você deve estar achando que isso é obra do destino. Pois não é. Sabe qual é a diferença entre nós, filho? O estudo. As estatísticas estão aí: Pobre estuda cinco anos menos do que o rico.
        O menino o olhava, assombrado. Ele continuou:
        -- Pessoas como eu estudaram mais do que as pessoas de sua gente. Em média, cinco anos mais. Ou seja: passamos cinco anos a mais em cima dos livros. Cinco anos sem nos divertir, cinco anos queimando pestanas, cinco anos sofrendo na véspera dos exames. E sabe por quê, filho? Porque queríamos aprender. Aprender coisas como o teorema de Pitágoras. Você sabe o que é o teorema de Pitágoras? Não, seguramente você não sabe o que é o teorema de Pitágoras. Se você soubesse, eu não só lhe daria um trocado, eu lhe daria muito dinheiro, como homenagem a seu conhecimento. Mas você não sabe o que é o teorema de Pitágoras, sabe?
        -- Não – disse o menino. E virando as costas foi embora.
        Com o que ele ficou muito ofendido. O rapaz simplesmente não queria saber nada acerca do teorema de Pitágoras. Aliás – como era mesmo, o tal teorema? Era algo como o quadrado da hipotenusa é igual à soma dos quadrados dos catetos. Ou: O quadro do cateto é a soma dos quadrados da hipotenusa. Ou ainda, a hipotenusa dos quadrados é a soma dos catetos quadrados. Enfim, algo que só aqueles que tem cinco anos a mais de estudo conhecem.
 Moacyr Scliar. O imaginário cotidiano. São Paulo: Global, 2001. p. 25-6.

Entendendo a crônica:

01 – Moacyr Scliar criou a crônica “Nada como a instrução” a partir do título de uma matéria jornalística: “Rico estuda cinco anos mais”.
a)   O que esse fato revela quanto à natureza e ao material de que é feita a crônica?
Que a crônica é feita de textos jornalísticos e fatos do cotidiano.

b)   Que tipo de problema social a crônica de Moacyr Scliar aborda?
As diferenças de oportunidade entre ricos e pobres.

02 – Na crônica de Scliar, um menino pede dinheiro a um homem na rua. Este, em vez de dinheiro, prefere dar-lhe um ensinamento.
a)   Qual é o ensinamento?
O ensinamento de que as pessoas que estudam mais obtêm mais sucesso na vida e vivem melhor.

b)   O que o homem ignora sobre a possibilidade de o garoto seguir seu exemplo?
Ele ignora que a diferença entre ricos e pobres quanto à anos de estudo não se deve principalmente ao esforço pessoal dos mais ricos, e sim às dificuldades que os mais pobres têm para concluir os estudos, por falta de dinheiro ou porque necessitam entrar cedo no mercado de trabalho, etc.

c)   A crônica de Scliar acaba por revelar-se comum, insólita, crítica ou irônica? Justifique sua resposta.
Revela-se insólita, por causa de seu final surpreendente; crítica, porque denuncia as diferenças sociais; Irônica, porque demonstra que o conhecimento escolar nem sempre é suficiente para que a pessoa tenha uma visão mais abrangente da realidade.