sexta-feira, 8 de setembro de 2017

MÚSICA(ATIVIDADES): PRA NÃO DIZER QUE NÃO FALEI DAS FLORES(DITADURA) - GERALDO VANDRÉ - COM ANÁLISE E GABARITO

Pra Não Dizer Que Não Falei Das Flores

Geraldo Vandré
 
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não
Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Caminhando e cantando
E seguindo a canção

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Pelos campos há fome
Em grandes plantações
Pelas ruas marchando
Indecisos cordões
Ainda fazem da flor
Seu mais forte refrão
E acreditam nas flores
Vencendo o canhão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Há soldados armados
Amados ou não
Quase todos perdidos
De armas na mão
Nos quartéis lhes ensinam
Uma antiga lição
De morrer pela pátria
E viver sem razão

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Nas escolas, nas ruas
Campos, construções
Somos todos soldados
Armados ou não
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Somos todos iguais
Braços dados ou não

Os amores na mente
As flores no chão
A certeza na frente
A história na mão
Caminhando e cantando
E seguindo a canção
Aprendendo e ensinando
Uma nova lição

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

Vem, vamos embora
Que esperar não é saber
Quem sabe faz a hora
Não espera acontecer

    1-    Caminhando e cantando e seguindo a canção / Somos todos iguais braços dados ou não, o que representa?
Resposta: representa as passeatas que reuniam, em sua maioria, jovens que tinham consigo um desejo de mudança, ambições e sonhos, eram movidas a cartazes de protestos, a vozes gritantes que entoavam hinos e músicas. Essa frase também nos mostra que independente de crenças e ideias, as pessoas são iguais, estando elas do mesmo lado ou não.

    2-   Como eram as manifestação, segundo a música?
Resposta: Nas escolas, nas ruas, campos, construções: as manifestações eram compostas de pessoas de diversos ambientes, mas que possuíam o desejo de mudança em comum: agricultores, operários, camponeses, mulheres, jovens, professores, jornalistas, intelectuais, padres e bispos.

    3-  Quem eram as pessoas censuradas e vigiados durante o período da Ditadura?
Resposta: Os professores, jornalistas e intelectuais, os que depois do AI-5 ocorreu com maior intensidade, os professores não podiam lecionar e mencionar nada referente ao golpe, os jornalistas tinham seus artigos e matérias cortadas pela censura e os intelectuais eram proibidos de disseminar suas ideias e também de publicá-las.

     4-    O que aconteceu nas universidades neste período?
Resposta: Não havia vagas e muitos jovens não conseguiam estudar.

 5 -    Como era a situação das mulheres durante a ditadura?
              Resposta: Eram discriminadas e impedidas de trabalhar.


 6-   O que este trecho da música:” Vem, vamos embora, que esperar não é saber” contesta?
              Resposta: Os baixos salários que os homens sofriam, os agricultores e camponeses tinham suas terras ocupadas e os padres e bispos eram ameaçados, presos e muitas vezes expulsos do país. Então a maneira encontrada para protestarem pelos seus direitos, era juntar-se aqueles que também possuíam ideias de mudança e desejo por um país melhor.

7-  A música em questão foi censurada pela ditadura. Quais elementos contidos na letra representavam, na perspectiva dos censores, um perigo/ameaça/subversão?
Resposta: Subversão, pois era desobediência ou rebelião relativamente às autoridades oficiais; transtorno ou perturbação.

8-A música foi considerada “o hino da resistência contra a ditadura”. A letra é condizente com este título? Por quê?
Resposta Pessoal

9. Quem sabe faz a hora, não espera acontecer: refere-se a quem?
 Resposta: Refere-se também a pessoas que preferiam ficar em silêncio em vez de tentar alcançar a mudança junto aos estudantes e aos demais.

10. Qual a interpretação destes versos:
a) Pelos campos há fome em grandes plantações:
Resposta: As pessoas que trabalhavam nos campos, ou que eram agricultores, também sofriam com a ditadura, os poucos que possuíam um pedaço de terra a mesma lhe era tomada, os camponeses muitas vezes eram despejados e acabavam por passar fome.

b) Pelas ruas marchando indecisos cordões:
 Respostas: Cordões é como ficou conhecido os grupos de foliões que tomavam as ruas durante o carnaval, o nome refere-se a característica dos grupos serem formados de forma que as pessoas se sucedem. Assim era composta algumas das manifestações, como foi o caso da Passeata dos Cem Mil, que parecia ser dividida em blocos: artistas, mães, padres, intelectuais e entre outros, que em muitos casos, caminhavam indecisos ou com medo dos militares.

c) Ainda fazem da flor seu mais forte refrão / E acreditam nas flores vencendo o canhão:
Resposta: Enquanto os militares reprimiam os protestantes com canhões, bombas de gás, e armas, a população saia nas ruas com cartazes e com a força de suas vozes, muitos atirando pedras e tudo o que se estivesse ao alcance, mas nada parecia ser tão forte e provocante quanto os gritos, as palavras de ordem dos movimentos estudantis, frases e músicas daquele ano, essas sim eram suas verdadeiras flores. Mas começaram a surgir grupos que não acreditavam mais em democracia sem a violência, alguns grupos de radicais se formavam e gritavam em coro: “Só o povo armado derruba a ditadura”, enquanto do outro lado um grupo militante gritava: “Só o povo organizado conquista o poder”.

d)  Há soldados armados, amados ou não / Quase todos perdidos de armas na mão:
Resposta: Os soldados estavam sempre armados e dispostos a prender os manifestantes e levá-los para as salas do DOPS, porém, muitos pareciam alienados, não sabiam direito o que acontecia ou fingiam não saber, para quem sabe assim se redimir da culpa de tantas mortes e “desaparecimentos” da época. Mas tinham famílias, namoradas, mãe, irmãos podiam sim ser amados por alguém ou então odiados por todos. Muitas manifestações foram, sobretudo contra a violência dos policiais.

e) Nos quartéis lhes ensinam antigas lições / De morrer pela pátria e viver sem razão:
Resposta:  Os soldados aprendiam lições e como se houvesse uma lavagem cerebral aceitavam cumprir as ordens do governo, mas acredito que em sua maioria muitos sabiam exatamente o que faziam e concordavam com os planos e métodos. Como diz a frase eles aceitavam morrer pelo seu país, mesmo que para isso eles fossem recriminados pela população e tivessem que viver sem anseios e sem razão, afinal de contas eles só serviam para fazer o trabalho pesado para os governantes.

f) Somos todos soldados, armados ou não:
Resposta: Na contradição de ser ou não soldados, todos eram, a diferença está nas armas e na motivação.

g) Os amores na mente, as flores no chão / A certeza na frente, a história na mão:
Resposta: A maioria, se não todas as pessoas que participavam ativamente dos manifestos eram motivados pelas perdas que sofriam, pelas mortes de amigos, parentes, conhecidos, pela dúvida do que aconteciam com as pessoas que eram levadas. Alguns dos jovens quando crianças viram seus pais serem levados por policiais e nunca mais tiveram notícias, muitos viram seus amigos morrerem e o corpo simplesmente desaparecer e acabavam por não ter direito ao enterro, alguns poucos voltavam e de outros nunca mais se ouvira, eram guiados pela certeza de que poderiam mudar o mundo e pela história que cada um deles possuía.

h) Aprendendo e ensinando uma nova lição:
Resposta: Grande parcela dos jovens brasileiros de hoje, desconhecem o período de 10 anos desde o golpe militar até o fim da ditadura, o desejo de mudança, a fome por liberdade e a coragem de lutar não está entre as principais prioridades do jovem do século XXI. O conformismo, a tecnologia, e várias outras novidades que surgiram após 1968, impedem que estudantes despertem em si os mesmos desejos de mudança. Muitos jovens não conseguem imaginar que existiu um tempo em que não havia internet, raves, DVD, CD, TV em cores e muito menos TV a cabo, shopping centers, big brother, MSN, wattsap, entre outras coisas. Os jovens são movidos a saciar seus desejos e vontades muitas vezes supérfluas e estão mais preocupados com o próprio bem-estar, muitos desperdiçam o direito de voto, que infelizmente só foi conquistado após ditadura, direito esse que tanto foi motivo de luta dos jovens que almejavam garantir sua opinião e participar da história do próprio país. Insatisfação contra a corrupção, violência, injustiça, leis, governos, escolas, mas não passam de apenas reclamações.

ANÁLISE
A música de Geraldo Vandré é clara, nos conscientiza e informa sobre o ano de 1968 e os demais que se seguiram de ditadura militar, nos faz repensar sobre atitudes e ideais, sobre o velho e o novo, e de como o ditado “um por todos, e todos contra um” foi tão intenso durante aqueles anos, os estudantes podem não ter derrubado a ditadura, mas foram vistos e foram parte importante e indispensável da história. É decepcionante saber de que nos tempos atuais, aceitamos o que nos é imposto, fazemos parte de uma massa que cada vez mais parece alienada e movida às tecnologias. Não conseguimos nos separar de bens materiais e tampouco lutar contra isso, nos conformamos e ficamos aprisionados, o ano de 1968 ficou apenas como exemplo de uma geração de jovens com ideais, alguns alienados sim, mas a maioria com esperança de um país melhor e capaz de lutar pela liberdade e por aquilo que era lhes eram imposto. Mesmo depois de 40 anos essa composição ainda pode nos expor a importância da luta pelos nossos objetivos, desejos e ideais, mas principalmente de como o conhecimento dos próprios direitos e deveres é imprescindível para que se construa uma sociedade melhor e democrática, além de ser o nosso principal dever como cidadão.


FÁBULA PARA SÉRIES INICIAIS: A RAPOSA E A CEGONHA - LA FONTAINE - COM GABARITO

FÁBULA: A RAPOSA E A CEGONHA
                   LA FONTAINE

      Um dia a Raposa convidou a Cegonha para jantar e serviu-lhe sopa, que ambas gostavam muito, num prato raso.
      --- Estás a gostar da minha sopa? – perguntou, enquanto a Cegonha bicava em vão no líquido, sem conseguir comer nada.
      --- Como posso saber, se nem consigo comer? – respondeu a Cegonha, vendo a Raposa lamber a sopa com um ar todo delicado.
      Dias depois foi a vez de a Cegonha retribuir o gesto, pelo que convidou a Raposa para comer com ela na sua casa à beira do lago. Serviu-lhe a sopa num jarro largo embaixo e estreito em cima.
      --- Hummmm, está deliciosa, querida amiga! – exclamou a Cegonha, enfiando o comprido bico pelo gargalo. – Não achas?
      Claro que a Raposa não achava nem podia achar nada, pois o focinho não passava pelo gargalo estreito do jarro. Tentou várias vezes sem sucesso até que, bastante mal humorada, se despediu da Cegonha, resmungando entredentes:
      --- Não te achei graça nenhuma...!
                                                                       Fábula de La Fontaine.
Estudo do texto:
1 – Quais são os personagens da história?
      A Raposa e a Cegonha.

2 – Para que a Raposa convidou a Cegonha?
      Convidou-lhe para jantar.

3 – O que perguntou a Raposa a Cegonha?
      “Estás a gostar da minha sopa?”

4 – O que respondeu a Cegonha?
      “Como posso saber, se nem consigo comer?”

5 – O que fez a Cegonha dias depois?
      Retribui o gesto, chamando a Raposa para comer com ela.

6 – Onde ficava a casa da Cegonha?
      Fica na beira do lago.

7 – Onde a Cegonha serviu sopa a Raposa?
      Serviu num jarro largo embaixo e estreito em cima.

8 – Como ficou a Raposa após o jantar?
      Ficou mal humorada. Despediu-se resmungando “Não te achei graça nenhuma...!”

9 – Analise as frases e marque aquela que explica a moral da história.
a)   Casa de ferreiro, espeto de pau.
b)   Aqui se faz, aqui se paga.
c)   Quem burro nasce, burro morre.

d)   A inveja não admite o mérito.



POEMA: MAR PORTUGUÊS - FERNANDO PESSOA - COM GABARITO


POEMA: MAR PORTUGUÊS 
 Fernando Pessoa

Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!.
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu.
Mas nele é que espelhou o céu.

INTERPRETAÇÃO

1) Segundo o poeta, o sofrimento do povo ocorreu:
a) apesar das conquistas portuguesas
b) em virtude das conquistas portuguesas v
c) para as conquistas portuguesas
d) antes das conquistas portuguesas
e) após as conquistas portuguesas

2) A metáfora existente nos dois primeiros versos do poema estabelece:
a) a força moral de Portugal
b) a incoerência do sofrimento diante das conquistas
c) a importância do sofrimento para que o povo deixe de sofrer
d) a profunda união entre as conquistas e o sofrimento do povo
e) a inutilidade das conquistas portuguesas

3) Além da metáfora, os dois primeiros versos contêm:
a) prosopopeia, epíteto de natureza, eufemismo
b) antítese, pleonasmo, eufemismo
c) apóstrofe, epíteto de natureza, metonímia
d) prosopopeia, pleonasmo, antítese
e) apóstrofe, hipérbole, sinestesia

4) “Quantos filhos em vão rezaram!” Com este verso, entendemos que:
a) o sofrimento do povo foi inútil.
b) o povo português da época era muito religioso.
c) muita gente perdeu entes queridos por causa das conquistas portuguesas.
d) a força da fé contribuiu efetivamente para as conquistas do país.
e) a religiosidade do povo português era inútil.

5) As palavras que melhor definem o povo português, de acordo com as ideias contidas no texto, são:
a) fé e competência
b) inteligência e maturidade
c) orgulho e religiosidade
d) perseverança e ambição
e) grandeza e tenacidade

6) Segundo o texto, para se ir sempre adiante é necessário:
a) crer no destino
b) aceitar a dor
c) viver com alegria
d) vencer o sofrimento
e) objetivar sempre o progresso

7) Por um processo anafórico, a palavra nele (/. 12) tem como referente no texto:
a) Mar
b) Deus
c) perigo
d) abismo
e) céu





EMPREGO DOS PORQUÊS - ATIVIDADES COM GABARITO


EMPREGO DOS PORQUÊS

Por que – normalmente usado no início de frases interrogativas.
Pode ser substituído por pelo qual, pela qual, pelos quais, pelas quais, por que (qual) motivo.
      Ex.:
      Por que você não fez a lição? = (Por qual motivo você não fez a lição)?  Interrogativa direta.
      Não sei por que não fez a lição. Interrogativa indireta.
Por quê – no fim de frases.
      Ex.:
      Você não fez a lição. Por quê?
Porque – em respostas, para explicação ou causa. Pode ser substituído por, pois.
      Ex.:
      Não reclames, porque é pior. Explicação.
      Ele não fez a lição porque não a entendeu. Causa.
Porquê – sempre que houver o artigo o antes dele. Pode ser substituído por motivo, razão.
      Ex.:
      Não sei o porquê desta bagunça.



1 – Preencha as lacunas em branco do texto com:

Por que, porque, por quê ou porquê???

     Gabriela tem quatro anos e está naquela fase dos porquês. Seu Otávio estava na sala lendo jornal quando...
     - Papai, por que você lê jornal?
     - Porque preciso saber das notícias. Respondeu o pai
     Gabi continuou:
     - Saber das notícias Por quê?
     - Porque preciso ficar bem informado. O pai respondeu, ainda paciente.
     - Por que você quer ficar bem informado? Questionou novamente.
     Já cansado, o pai retrucou:
     - Ah, filha! Seus porquês estão me deixando enrolado...

Então...

2 – Complete as frases com porque, porquê, por que ou por quê.
a)  Você não saiu? Por quê?
b)  Porque ela perdeu, fiquei triste.
c)  A estrada por que andei não tinha fim.
d)  Não entendi o porquê de tanta reclamação.
e)  Não sei por que fui mal na prova.

 3 -     Agora, marque X na coluna que devemos usar para completar as das frases abaixo:


Por que
Porque
Por quê
Porquê
Marina chorou.     ?
X
Eu sei o     dessa situação.
X
     Há fome no mundo?
X
Vou ao parque     gosto de lá.
X
Você nos chamou      ?
X
Eu vou dizer o    da minha alegria.
X
Não sei      ele ainda não chegou aqui.
X
     Eu preciso estudar?
X
 A professora explicou o    do eclipse lunar.
X
     Eles vivem brigando?
X
Volte cedo,    é perigoso viajar a noite.
X
Soube que não gostou do livro.
    ?
X
Deve ter chovido,    o chão está molhado.
X


quinta-feira, 7 de setembro de 2017

MÚSICA: MESTIÇAGEM- ANTONIO NOBREGA - COM INTERPRETAÇÃO/GABARITO

 MÚSICA:  MESTIÇAGEM

 

Uma negra com um branco
Vi casar na camarinha,
Um branco com uma índia
Vi casar lá na matinha,
Um negro com uma índia
Vi casar na capelinha.

Um negro com uma negra
Vi casar atrás do muro,
Um branco com uma branca
Vi casar lá no escuro,
Um índio com uma índia
Casaram em Porto Seguro.

Eu vi nascer um mulato
Do casal da camarinha,
Vi nascer um mameluco
Do casal lá da matinha,
Eu vi nascer um cafuzo
Do casal da capelinha.

Eu vi nascer um crioulo
Do casal de atrás do muro,
Eu vi nascer um mazombo
Do casal lá do escuro,
Eu vi nascer outro índio
Do casal Porto Seguro.

Uma mulata moleca
Vi casar com um Japonês,
Uma catita cafuza
Com um sírio-libanês,
Crioulo com alemão
Vejo casar todo mês.
Me casei com uma mestiça
Eu mestiço por inteiro,
Tivemos muitos mestiços
Cada vez mais verdadeiros,
Cada vez mais misturados,
Cada vez mais brasileiros.

                              Composição de Wilson Freire e Antônio Nóbrega.
                                        In: Antônio Nóbrega. O marco do meio-dia.
                                                                                       Trama, 2000.

1 – Você sabe o que são mulatos, mamelucos e cafuzos?
      São nomes dados aos filhos nascidos da mistura de branco com negro (mulato), branco dom índio (mameluco) e negro com índio (cafuzo).

2 – Você conhece a palavra mestiçagem? O que ela significa?
      A palavra significa mistura.

3 – Por que você acha que a música tem esse nome?
      A música tem esse nome porque fala da mistura de etnias do povo brasileiro.

4 – Releia o trecho a seguir:
               “Me casei com uma mestiça
               Eu mestiço por inteiro,
               Tivemos muitos mestiços
               Cada vez mais verdadeiros,
               Cada vez mais misturados,
               Cada vez mais brasileiros.”

Agora responda: o que o autor quis dizer sobre o povo brasileiro?
      Que os brasileiros são um povo formado por misturas; são mestiços, portanto, quanto mais misturados, mais verdadeiros, mais brasileiros.

5 – Além de mudanças biológicas (aparência, tipo físico) o que mais pode surgir da mistura e convivência de povos com costumes, línguas e crenças tão diferentes?
      Resposta pessoal do aluno. Mas, podem surgir novos hábitos e costumes, novas culturas.