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domingo, 30 de novembro de 2025

TEXTO: A MATEMÁGICA DA CAIXA DE FÓSFOROS - FRAGMENTO - JOSÉ LUIZ PASTORE MELLO - COM GABARITO

 Texto: A matemágica da caixa de fósforos – Fragmento

          JOSÉ LUIZ PASTORE MELLO

        A maioria dos mágicos não revela os segredos de seus truques. Apesar de concordar com esse pacto informal, confesso que não resisto a contar os segredos de um curioso truque feito com caixas de fósforos devido ao tratamento matemático que o problema merece.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNzzxmdQqlpYvXVj2Wh-jsKe0BqLEEIXTUdMrV5WekEVv4ukzC3XPbnCgPHpzeGjddkOYf06e5paamnRb96h8hkxhS-sVUEwlmwsepQU2kK80dSHbsV-QOVHoCBZT9g7rUKZwaVdgX5lF2H9pg_8ObCDF88sBVEhB36MfDY5MAgrVRu7PN4TG7UrCLs44/s320/magico.jpg


        O truque consiste no seguinte: o mágico pede a uma pessoa que pegue aleatoriamente uma caixa de fósforos de um pacote fechado. Em seguida, ele solicita que a pessoa conte quantos palitos existem dentro da caixa. Feito isso, ele pede que retire da caixa a quantidade de palitos equivalente à soma dos algarismos do número de palitos existente na caixa. Por exemplo, se a pessoa contou 38 palitos na caixa, ela deverá retirar 11 (3+8), deixando a caixa com um total de 27 palitos. Depois disso, a pessoa devolve a caixa de fósforos ao mágico, que, após uma simples chacoalhada, adivinha a quantidade de palitos existentes nela.

        Apesar de a explicação dessa mágica ser de origem matemática, o truque exige certa habilidade do mágico, conforme discutiremos a seguir.

        As dimensões de um palito e de uma caixa de fósforos simples impedem que haja muito mais do que 40 palitos em cada caixa. Admitindo que o número total de palitos da caixa seja escrito como XY, é razoável supor que o algarismo X das dezenas esteja entre 0 e 4 e que o algarismo Y das unidades seja um número entre 0 e 9. Em razão da definição dada para X e Y, podemos dizer que a caixa de fósforos terá um total de 10X+Y palitos.

        Quando o mágico pede que a pessoa retire do total de palitos da caixa (10X+Y) uma quantidade igual à soma dos algarismos do número de palitos existentes (X+Y), o número de palitos restantes na caixa de fósforos será 10X+Y-(X+Y), ou seja, 9X palitos. Se X é igual a 0, 1, 2, 3 ou 4, segue que o total de palitos remanescentes na caixa (9X) necessariamente terá que ser igual a 0, 9, 18, 27 ou 36.

        Um mágico bem treinado pode com um simples balançar da caixa determinar qual das cinco situações possíveis estará ocorrendo. [...].

José Luiz Pastore Mello. A “matemágica” da caixa de fósforos. Folha de S. Paulo. São Paulo, 13 dez. 2001. Disponível em: http://www1.folha.uol.com.br/fsp/fovest/fo1312200114.htm. Acesso em: 19 jul. 2018.

Fonte: Set Brasil. Ensino Fundamental, anos finais, 7º ano, livro 2. Thaís Ginícolo Cabral – São Paulo: Moderna, 2019. p. 206.

Entendendo o texto:

01 – Qual é o princípio fundamental que o autor confessa não resistir em revelar, apesar do "pacto informal" dos mágicos?

      O autor não resiste a contar o segredo de alguns truques devido ao tratamento matemático que o problema merece.

02 – Descreva o primeiro passo do truque que o mágico pede à pessoa, logo após ela pegar a caixa de fósforos.

      O mágico solicita que a pessoa conte quantos palitos existem dentro da caixa.

03 – Usando o exemplo dado no texto, se a pessoa contasse 45 palitos, quantos palitos ela deveria retirar da caixa?

      A pessoa deveria retirar $4 + 5 = 9$ palitos (a soma dos algarismos do número de palitos).

04 – Qual é o procedimento final executado pelo mágico para "adivinhar" o número de palitos restantes?

      O mágico recebe a caixa de volta e, após uma simples chacoalhada (balançar), adivinha a quantidade de palitos.

05 – Se o número original de palitos na caixa é representado por $10X+Y$, qual a expressão matemática que representa a quantidade de palitos retirados?

      A quantidade retirada é a soma dos algarismos, ou seja, $X+Y$.

06 – Após a retirada, qual é a expressão matemática simplificada que o texto revela ser o número de palitos remanescentes na caixa?

      A expressão simplificada é $9X$ (resultante de $10X + Y - (X + Y) $).

07 – Com base nas suposições sobre o tamanho da caixa, quais são os cinco números possíveis de palitos que podem restar na caixa (ou seja, os cinco resultados possíveis de $9X$)?

      Os cinco números possíveis de palitos remanescentes são 0, 9, 18, 27 ou 36.

 

quinta-feira, 1 de março de 2018

TEXTO: CONSUMO- O MUNDO DA SEDUÇÃO - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE - COM GABARITO

TEXTO:  CONSUMOO MUNDO DA SEDUÇÃO
               Carlos Drummond de Andrade


       É verão. Um rapaz está na praia. Passam por ele várias meninas bonitas que o ignoram. O calor é intenso e ele resolve tomar um refrigerante da marca X. De repente, como num passe de mágica, várias meninas bonitas se aproximam dele com olhar apaixonado. Penduradas em seu pescoço, provam do refrigerante, dizendo: “Torne o seu verão mais quente com o refrescante refrigerante X”. A publicidade cria mundos imaginários?

                       CRÔNICA: OLHADOR DE ANÚNCIO

        Eis que se aproxima o inverno, pelo menos nas revistas, cheias de anúncios de cobertores, lãs e malhas. O que é o desenvolvimento! Em outros tempos, se o indivíduo sentia frio, passava na loja e adquiria os seus agasalhos. Hoje são os agasalhos que lhe batem à porta, em belas mensagens coloridas.
        E nunca vêm sós. O cobertor traz consigo uma linda mulher, que se apresta para se recolher debaixo de sua “nova textura antialérgica”, e a legenda: “Nosso cobertor aquece os corpos de quem já tem o coração quente”. A mulher parece convidar-nos: “Venha também”. Ficamos perturbados. Faz calor, um calor daqueles. Mas a página aconchegante instala imediatamente o inverno, e sentimo-nos na aflita necessidade de proteger o irmão corpo sob a maciez desse cobertor, e...
        Não. A mulher absolutamente não faz parte do cobertor, que é que o senhor estava pensando? Nem adianta telefonar para a loja ou para a agência de publicidade, pedindo endereço da moça do cobertor antialérgico de textura nova. Modelo fotográfico é categoria profissional respeitável, como outra qualquer. Tome juízo, amigo. E leve só o cobertor.
        São decepções de olhado de anúncios. [...].
        Mas sempre é bom tomar conhecimento das mensagens, passada a frustração. É o mundo visto através da arte de vender. “As lojas fazem tudo por amor”. Já sabemos, pela estória do cobertormulher (uma palavra só) que esse tudo é muito relativo. “Em nossas vitrinas a japona é irresistível “Então, precavidos, não passaremos diante das vitrinas. E essa outra mensagem é, mesmo, de alta prudência: “Aprenda a ver com os dois olhos”. Precisamos deles para navegar na maré de surrealismo que cobre outro setor de publicidade: “Na liquidação nacional, a casa X tritura preços”. Os preços virando pó, num país inteiramente líquido: vejam a força da imagem. Rara espécie de animal aparece de repente: “Comprar na loja Y é supergalinha-morta”.
        Prosseguimos, invocados, sonhando “o sonho branco das noites de julho”: “Ponha uma onça no seu gravador”. “A alegria está no açúcar”. “Pneu de ombros arredondados é mais pneu”. “Tip-top tem sabor do céu”. “Use nossa palmilha voadora”. “Seus pés estão chorando por falta das meias Rouxinol, que rouxinolizam o andar”. “Neste relógio, você escolhe a hora”. “Ponha você neste perfume”. “Toda a sua família cabe neste refrigerador e ainda sobra lugar para o peru de Natal”. “Sirva nossa lingerie como champanha; é mais leve e mais espumante”.
        O olhador sente o prazer de novas associações de coisas, animais e pessoas; e esse prazer é poético. Quem disse que a poesia anda desvalorizadas? A bossa dos anúncios prova o contrário. E, ao vender-nos qualquer mercadoria, eles nos dão de presente “algo mais”, que é produto da imaginação e tem serventia, como as coisas concretas, que também de pão abstrato se nutre o homem.

                          Carlos Drummond de Andrade. O poder ultrajovem.
                                             Rio de Janeiro: Record, 1986. P. 151-2.

1 – A crônica “Olhador de anúncio”, como é próprio do gênero, nasce da observação de situações do cotidiano e promove reflexões sobre a realidade.
      a)   Que fato despertou inicialmente a atenção do narrador e serve para introduzir o assunto da crônica lida?
A presença de anúncios de produtos de inverno (cobertores, lãs e malhas) em revistas.

       b)  Que tipo de reflexão o texto promove sobre a realidade?
O texto promove uma reflexão sobre os mecanismos de persuasão (convencimento) da publicidade.

2 – No primeiro parágrafo, o narrador diz:” Eis que se aproxima o inverno, pelo menos nas revistas”. Depois, nesse parágrafo e no seguinte, descreve e comenta o anúncio do cobertor.
    a)  Explique por que o narrador emprega a expressão pelo menos nesse contexto.
Emprega a expressão pelo menos porque não está fazendo frio. Esta calor, mas, nas revistas, já começou a campanha publicitária de inverno.

    b)   Levante hipóteses: Provavelmente, como o narrador completaria a frase “e sentimo-nos na aflita necessidade de proteger o irmão corpo sob a maciez desse cobertor, e...”?
Resposta pessoal.

    c)   Conclua: De que recursos – argumentos, imagens, sensações, etc. – o anunciante se vale para convencer o leitor a consumir o cobertor anunciado?
Os recursos são diversos; eles tentam seduzir o consumidor pelo tato, sugerindo a “nova textura antialérgica”, pelas emoções (“o coração quente”) e pelo erotismo (“venha também”).

3 – Observe o quinto parágrafo do texto. Nele, há várias frases entre aspas, seguidas de outras frases, sem aspas, como neste caso:
        “As lojas fazem tudo por amor. Já sabemos, pela estória do cobertomulher (uma palavra só) que esse tudo é muito relativo”.
      a)   Explique: Por que a afirmação de que “esse tudo é muito relativo”?
O texto deixa claro que a mulher não vai junto com o cobertor; a imagem dela no anúncio é apenas uma forma de atrair a atenção do consumidor.

       b)   O que lembram as frases entre aspas nesse parágrafo?
Slogans utilizados em vários anúncios publicitários.

        c)   Qual é o papel das frases que se seguem às frases entre aspas?
São comentários do narrador sobre os slogans, feitos com o propósito de procurar desmascarar o argumento utilizado pelo anúncio.

4 – Observe estes slogans publicitários destacados pelo narrador:
        - “o sonho branco das noites de julho”
        - “A alegria está no açúcar”
        - “[...] meias Rouxinol, que rouxinolizam o andar”
        - “Sirva nossa lingerie como champanha”

        a) O que esses slogans têm em comum?
            Todos eles procuram associar ao produto uma ideia positiva:
         “sonho branco”, “alegria”,”rouxinolizam”, “champanha”.

       b)Por que o narrador vê semelhança entre esses slogans e a poesia?
    Professor: Sugerimos abrir a discussão com a classe, pois pode ser que alguns alunos tenham dificuldade para responder a questão. Conforme o texto, “O olhador sente o prazer de novas associações de coisas, animais e pessoas; e esse prazer é poético”. Ou seja, a publicidade, assim como a poesia, trabalha a linguagem explorando associações, como as metonímias e as metáforas.

5 – No último parágrafo, o narrador afirma que os anúncios, ao nos venderem mercadorias, nos presenteiam com “algo mais”.
        a)  De acordo com o texto, esse “algo mais” é produto do que?
Esse “algo mais” é produto da imaginação do olhador, origina-se do desejo dele de sonhar ou de se transportar para um mundo especial, sensível, poético.

      b)  Explique a frase final do texto: “que também de pão abstrato se nutre o homem”.
Professor: Sugerimos abrir a discussão com a classe. O narrador se refere à necessidade que o ser humano tem de viver momentos de poesia, sonhar, imaginar, transportar-se para outros mundos.

sábado, 30 de dezembro de 2017

ARTIGO DE OPINIÃO: ANÚNCIOS SUTIS COMO ELEFANTES - MARCELO COELHO - COM GABARITO

ARTIGO DE OPINIÃO: ANÚNCIOS SUTIS COMO ELEFANTES
                                            Marcelo Coelho


    Não tenho boa memória para publicidade. E seria muito neurótico de minha parte ficar na frente da TV anotando o texto exato do anúncio só para comentar depois. Não sei se era de um banco, de um provedor de internet ou de companhia telefônica.
       Só sei que aparecia um tipo em trajes de banho, numa espreguiçadeira, curtindo sua piscininha. Ao lado, a namorada de maiô. O locutor começa: “Que tal se você mudasse de namorada... arranjasse uma mais simpática, mais bonita, mais interessante... etc.” E, num truque de computador, surge uma loiraça de biquíni contorcendo-se na frente do rapaz. Irresistível. Espetacular. O carinha se interessa.
        “Ah, não”, brinca o locutor. Você não vai abandonar a sua namorada, não é? Puf, a loira some e o rapaz volta à situação de início. Que decepção. “Mas você pode”, festeja o locutor, “mudar de banco ou de seguradora! E a nossa empresa é tão espetacular quanto a loira desaparecida.
        Fico chocado. Não quero ser moralista demais. O escandaloso do anúncio não é que se faça o elogio do adultério. O que faz de pior é tratar a situação “normal” do personagem – muito feliz ali com a namorada, que nada tinha feito de errado – como sinal de perda, de fracasso, de burrice.
        É como se o anúncio dissesse: meu poder é tão grande, as tentações que manipulo são tão poderosas, que eu sei e você sabe que o certo é largar tudo e ir correndo atrás delas.
        O seu desinteresse pelos meus serviços – sua fidelidade, seu amor pela namorada – são pura hipocrisia. Muito bem, estou dando uma chance a você de provar para mim que não é otário nem hipócrita: afogue sua namorada na piscina, delete-a da memória e assine aqui este contrato. A pessoa que está do seu lado, sabemos, é apenas uma fornecedora de serviços não muito satisfatória se comparada à loiraça que, agora, você teme perder.
        A brutalidade desse anúncio de alguma forma se autodenuncia. Quanto mais vejo TV, mais dificuldade tenho em dissociar publicidade de prostituição. Mas o cliente poderia ao menos ter a ilusão de que gostam mesmo dele. Já estão me tirando isso. Penso em outro anúncio.
        O pai aparece dirigindo um carro, com a filha adolescente no banco de trás. Ela vai logo dizendo: “Pode parar, fico aqui mesmo, não precisa me levar até a porta”. A situação se repete com outro adolescente. Claro, pensamos, filhos dessa idade têm vergonha de serem vistos junto com os pais.
         Mas não era isso. Um terceiro menino, de uns 11 anos, faz questão do contrário. Quer que o pai o deixe bem na porta do cinema, onde será visto pelos amigos. A câmera se afasta, e vemos a razão. É que o pai do menino tem um carro da marca X. E o garoto quer exibi-lo diante dos coleguinhas.
       Conclusão do amável locutor (será o mesmo?): não é que seus filhos tenham vergonha de você. Eles têm vergonha é do seu carro.
         Mas como o locutor sabe qual é o meu carro? A minha namorada, tudo bem, ele e eu já concordamos que é fraquinha, devendo ser dispensada sem aviso prévio. Mas o meu carro?
         A conclusão do anúncio, claro, é diversa daquela apresentada. Quando eu comprar o carro indicado, poderei levar meus filhos até a porta do cinema ou da festinha. Não é que meus filhos devam ter orgulho de mim: eles devem ter orgulho é do meu carro.
         Que valores, hein? Num ambiente desses, dizer que Bush “defende” os “valores ocidentais” no Iraque – democracia, liberdade, direitos humanos – não soa muito convincente. Os verdadeiros valores ocidentais, por aqui, parecem ser outros.
         Por falar em Ocidente e em carros, cito um último anúncio, mais sutil. Vale como símbolo, sem dúvida autoconsciente, da comédia da globalização e do colapso das economias nacionais do Terceiro Mundo.
         Estamos na Índia ou no Paquistão, tanto faz. Um rapaz “étnico” tem um carrinho da década de 60, todo quadrado, não sei de que marca – alguma fábrica local já extinta.
        Pega o carro, bate contra um muro, amassa-o de todos os lados, a até convoca um elefante para sentar-se no capô. (Na Índia, há elefantes por toda parte, e talvez isso atrapalhe muito o trânsito. Por isso mesmo, quero um motor mais potente.) Em todo o caso, o elefante fez um bom serviço. Ajuda a tornar o carro um pouco mais arredondado, do jeito que o indiano queria.
        Sim, pois o que nosso mísero nativo desejava era tornar seu carrinho o mais parecido possível com o novo modelo da marca Y, um prodígio do design arredondado. E eis agora o indiano na porta de uma boate, tentando fazer sucesso com a prensagem elefantina do seu velho modelo. Será que foi buscar o filho?
       Mas eles continuam tendo filhos lá na Índia?
       E continuam fazendo carros? Melhor importar logo um de fora. E também a loiraça.

(Marcelo Coelho. Folha de S. Paulo, 9/4/2010)


ENTENDENDO O TEXTO:

O texto lido foi publicado numa coluna semanal do jornalista Marcelo Coelho.

1.Como você classificaria o texto quanto ao gênero: como relato pessoal, notícia, texto de opinião ou conto?
      É um texto de opinião, pois leva o leitor a assumir o mesmo ponto de vista do autor.

2. Indique, entre os itens a seguir, o que traduz melhor a finalidade principal do texto:
a) (  ) Ensinar a um público especializado como fazer anúncios publicitários.
b) (x) Analisar anúncios publicitários a fim de levar o leitor a refletir criticamente sobre os valores transmitidos por eles.
c) (  ) Promover comercialmente três produtos diferentes.
d) (  ) Analisar, com finalidade didática, o modo como são construídos os anúncios publicitários.

3. Três anúncios são comentados no texto. Em relação ao primeiro anúncio, o autor afirma: “Não quero ser moralista demais”.
a) Por essa afirmação, o autor admite estar sendo moralista? Por quê?
      Sim, porque não apenas por cultuar o adultério, mas sim o fato de achar normal.

b) Por que o anúncio e o comentário dele supostamente envolveriam uma questão moral?
      Pela falta de respeito aos sentimentos das pessoas que não são levados em conta.

4. O último anúncio comentado mostra uma situação, na Índia ou no Paquistão, em que um rapaz “étnico” modifica as formas de seu carro.
a) O que você entende por rapaz “étnico”?
      Um rapaz que respeita a cultura de seu povo.

b) As ações do rapaz são condizentes com as tradições de seu país? Por quê?
      Sim, pois em seu país há elefantes por toda parte, e o mesmo ajudou a deixar seu carro mais arredondado como queria.

 5. Segundo o autor, o terceiro anúncio é um símbolo da “comédia da globalização e do colapso das economias nacionais do Terceiro Mundo”. Explique essa afirmação.
      O texto fala em um mísero nativo, subentende que o mesmo não tem muitas condições financeiras para importar um carro, sendo a burocracia dificulta e aumenta os preços dos carros.






segunda-feira, 7 de agosto de 2017

REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL PARA O ENEM - COM GABARITO


REGÊNCIA VERBAL E NOMINAL – COM GABARITO

1 – Está correta a construção da seguinte frase:
a)   Seu vizinho de poltrona acha preferível ouvir música do que se concentrar no filme.
b)   A mulher ao lado prefere mais um filme em vez de ouvir música.
c)   Tenho mais preferência a desfrutar do silêncio que de ouvir intimidades alheias
d)   O jovem prefere concentrar-se na música a ficar com os olhos num monitor de TV.
e)   É mais preferível entreter-se com ideias próprias a que se distrair com as tolices de um filme.

2 – Assinale a alternativa em que as regências nominal e verbal estão corretas, de acordo com a norma culta.
a)   Entre as etiquetas, uma das mais importantes refere-se dos modos de sentar-se na mesa
b)   Quem se dedica à trabalho de culinária sabe que para preparar um alimento há exigência com habilidades.
c)   Um bom cozinheiro tem obrigação com conhecer aos alimentos.
d)   A discussão sobre técnicas culinárias é cada vez mais comum nas conversas entre amigos.
e)   Para cozinhar bem exige-se por interesse e disposição.

3 – Assinale a alternativa correta quanto à regência verbal.
a)   Não sabia que Reginaldo aspirava por uma carreira de escritor de policiais.
b)   Ansiava a ler logo o policial de Reginaldo.
c)   Pensei que Reginaldo preferisse mais temas acadêmicos do que histórias de detetive.
d)   Não residimos a lugares do exterior para que os policiais os tenham como ambiente.
e)   Assistia ao delegado Tiago Paixão o direito de investigar os frequentadores suspeitos do terreiro.

4 – Às vezes, ela faz coisas – gosta pensando em agradar as pessoas – convive.
a)   Que – das quais.
b)   Que – pelas quais.
c)   Que – cujas quais.
d)   De que – com as quais.
e)   De que – cujas as quais.

5 – Assinale a alternativa que completa convenientemente as lacunas abaixo:
I – Comunico- ..... de que sairei desta casa amanhã bem cedo.
II– Avisei-..... que seus testes foram adiados..
a)   Lhe – lhe.
b)   O – o.
c)   O – lhe.
d)   Lhe – o.

6 – Identifique a incorreta:
a)   É importante lembrar sempre o valor da paz.
b)   Meu tio lembra aquele pacificador.
c)   Ninguém lembra o verdadeiro nome daquele pacificador.
d)   Não me lembro outra pessoa como aquele pacificador.

7 – Assinale a alternativa em que se emprega incorretamente o termo aonde.
a)   Não sabemos aonde este guia turístico pretende nos levar.
b)   Não sabemos aonde este guia turístico pretende nos conduzir.
c)   Não sabemos aonde este guia turístico pretende ficar.
d)   Não sabemos aonde este guia turístico pretende ir.

8 – Eliminando-se o sinal de dois pontos do trecho – Por fim, constata: a cultura da violência e da impunidade reina no País. – obtém-se:
a)   Por fim, constata de que a cultura da violência e da impunidade reina no País.
b)   Por fim, constata que a cultura da violência e da impunidade reina no País.
c)   Por fim, constata em que a cultura da violência e da impunidade reina no País.
d)   Por fim, constata a que a cultura da violência e da impunidade reina no País.
e)   Por fim, constata para que a cultura da violência e da impunidade reina no País.

9 – A regência nominal não está conforme à gramática normativa na alternativa:
a)   Sinto que ainda não estou apta para trabalhar.
b)   Sempre tive muita admiração por você.
c)   Seu marido sempre está alheio para tudo.
d)   Estamos descontentes com o discurso desses políticos.
e)   Não liga, ela está acostumada a reclamar.

10 – Aponte a alternativa incorreta quanto à regência nominal:
a)   O atleta está sempre desejoso de vitória.
b)   Ele é muito sincero, nunca foi capaz de mentir.
c)   Meu marido é fanático por música.
d)   O gerente deste banco é bastante generoso para os clientes.
e)   Estamos habituados a assistir a filmes de terror.

11 – Identifique a incorreta quanto à regência nominal.
a)   Suas atitudes são incompatíveis com seus ideais.
b)   Este filme contém cenas impróprias para menores de idade.
c)   Tenho horror a baratas.
d)   Estou grato de você providenciar todos os documentos.

12 – Identifique a incorreta quanto à regência nominal.
a)   A vontade em preencher os cheques era grande.
b)   Estamos conscientes de que ele nos enganava.
c)   Senti medo por você.
d)   Senti medo de você.

13 – Aponte a alternativa em que ocorre erro de regência nominal.
a)   Ele é capaz de fazer coisas das quais todos duvidam.
b)   Estamos desejosos de muitos gols na Copa.
c)   Os médicos estão habituados de dormir pouco.
d)   O técnico de futebol está atento a tudo.

14 – Marque a opção que completa com as preposições exigidas pela regência dos nomes sublinhados.
- Tenho ojeriza ......... mentiras.
- O professor procurava ser amável .......... todos.
- Seu gesto foi passível ........ elogios.
- Esta narrativa é constituída ....... vários episódios bizarros.
- As fofoqueiras ficam sedentas ........ fatos novos.
a) Por – com – a – de – de.
b) A – com – de – por – por.
c) A – com – de – por – de.
d) Por – por – a – de – por.

15 – A construção da regência está incorreta na alternativa:
a)   Muitas coisas que passei ficaram guardadas em minha mente.
b)   Várias pessoas com as quais conversei confirmaram sua versão.
c)   Esses são os cantores de que mais gosto.
d)   Pedro e Paulo são os funcionários nos quais mais confio.

16 – Assinale a alternativa correta quanto à regência nominal:
a)   Não foi nada agradável do rapaz terminar o noivado de cinco anos.
b)   O rapaz sentia medo por terminar o noivado de cinco anos.
c)   A vontade em terminar o noivado de cinco anos era grande.
d)   O rapaz estava sujeito nos ataques da noiva.
e)   O rapaz está consciente de que é preciso terminar o noivado.

17 – Complete com a devida regência.
a)   Os doces de que mais gosto são cocada e paçoca.
b)   Os legumes que mais como são cenoura e chuchu.
c)   O filme a que assisti ontem era muito violento.
d)   O filme a que me refiro não é dublado.
e)   O filme que comprei é legendado.
f)    O amigo em quem sempre confiei me decepcionou.
g)   Esses são os funcionários de quem duvido.
h)   A moça com quem moro não gosta de cozinhar.
i)     A rua em que moro fica perto de um cemitério.
j)     As pessoas com quem convivo são confiáveis.
k)   Esta é a moça com quem Roberto saiu e por quem se apaixonou.
l)     Joana prefere ir ao cinema a ir ao teatro.
m)  Amanhã iremos ao Maracanã assistir ao jogo.
n)   Este é o poeta de cujos poemas gosto imensamente.
o)   Este é o cargo a que aspiro.
p)   O rapaz a quem perdoou traiu novamente sua confiança.
q)   Essas são as secretárias de quem sempre discordo.
r)    A rua por que passo todos os dias ainda está em obras.

18 – Assinale as incorretas quanto à regência verbal.
a)   Retornou ao palco o político de cujo comportamento a população não gosta.
b)   Este é um remédio cujo efeito é imediato.
c)   O remédio de que precisa está em cima da estante.
d)   Pedro é um parente a quem jamais pedirei algo.
e)   Assisti o filme Avatar semana passada.
Assisti ao filme Avatar semana passada.
f)    O ator aspirou ao prêmio de melhor interpretação.
g)   Preciso aspirar o pó destas cortinas.
h)   Todos preferem rir do que chorar.
Todos preferem rir a chorar.
i)     O professor chegou tarde no colégio.
O professor chegou tarde ao colégio.
j)     Paulo namora com Fernanda há três meses.
Paulo namora Fernanda há três meses.
k)   Simpatizamos muito com seus pais.
l)     Amanhã assistiremos ao espetáculo do circo que chegou à cidade.
m)  Assisto em Recife há poucos meses.
n)   Fui ao teatro ontem e assisti a um belo espetáculo.
o)   Pedro já pagou o que devia ao amigo.
p)   Prefiro muito mais ler romances do que escrever poemas.
Prefiro ler romances a escrever poemas.
q)   perdoei a você sua traições.
r)    Todos precisam de boas energias.
s)   Ele precisou o momento do gol.
t)     Quando chegamos em Pernambuco, havia um grande carnaval na rua.
Quando chegamos a Pernambuco, havia um grande carnaval na rua.
u)   Aonde você foi, amigo?
v)   Onde você mora, amigo?
w)   Aonde escondeu a chave do carro, amigo?
Onde escondeu a chave do carro, amigo?
x)   Aonde você quer chegar, amigo?
y)   O professor se esqueceu de visar os boletins dos alunos.
z)   Quando você vai na minha casa?
Quando você vai à minha casa?
aa)Ela sempre visou ao melhor cargo.
ab) Chegamos a tempo de assistir à palestra do nosso querido mestre.
ac) Não desobedeça à lei seca.
ad) Os biólogos informaram os estudantes sobre os animais em extinção.
ae) Informo-lhes de que já encerramos o expediente.
      Informo-os de que já encerramos o expediente.
af) Que país vocês foram?
      A que país vocês foram?
ag) Não nos interessa de onde eles vêm, onde moram, nem aonde pretendem ir.