sexta-feira, 24 de abril de 2026

AVALIAMT - AVALIAÇÃO DE FLUÊNCIA EM LEITURA(ENTRADA) - 7º ANO DO ENSINO FUNDAMENTAL - COM GABARITO

 AVALIAÇÃO DE FLUÊNCIA – ENTRADA

7º Ano do Ensino Fundamental

 

 

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjoqNCoywRkQ8QKncfNPay5D-Vg6YIOujevHCFFqHeAaP3uKUvxMp3o5kecavwnXCFgjUPiztkkHXHnI9PzUTmGBICnsnZGciLGMNL6eb04GoAG7hyj2i0Z7UrEXISytp7K3RcHss5Ersn7hOSbOOq0qJqs2b0J1qdt8VhsbZyJRcUdAxQw52Vu6f9lxa4/s320/aVALIA.jpg

. O quadro de palavras a ser lido pelo estudante é:

 

RETA – PIPOCA  -  GELO – TECIDO – FOFA

 

JACARÉ – SEDA – VIRADO – CÉDULA – MÚSICO

 

DAMA – PALETÓ – MEXICANA – GALA – FÍGADO

 

COPO – SACOLA – RODA – SAGA -  JATO

 

DISCRETA – SÍNTESE – NÓ – PULMÃO – CAVERNA

 

MARATONA – SUSPENSE – RÉ – SIGLA – INJEÇÃO

 

LAR – FACHADA – CIMENTO – VILAREJO – PORTAL

 

BORRACHA – TECLADO – PÁ – OZÔNIO – QUINTAL

 

PROPOSTO – MEL – BRONZE – ÂNGULO – CAPTURA

 

RIM – NAVEGADOR – ESCOVA – GENRO – ADMISSÃO

 

TENISTA – MACARRÃO – BOX – ABONO – PRANCHA

 

SUPERVISOR – MARTELO – PALMA – TANGO – PNEU

 

REFORÇO – LAREIRA – CHURRASCO – LÃ – SÓDIO

 

MATRIZ – ABUNDÂNCIA – TRIAGEM – BALSA – GANHADOR

 

POEIRA – LÊ – SUCEDIDO – MENÇÃO – VIVÊNCIA

 

EMBARQUE – VIOLETA – RECITAL – BRILHA – CANOA –

 

LANTERNA – ESSÊNCIA – RAIZ  - BIGODE – MALHA

 

URBANO – FLAUTA – CELEBRAÇÃO – QUIETO – PIANO

 

GARRA – ESTEIRA – CONEXÃO – CHARME – SOPRANO

COBERTA – PACÍFICO – FRAÇÃO PRÁTICO – AGUARDA

 

 

. O quadro de palavras possivelmente desconhecidas a ser lido pelo estudante é:

 

SERE – CÂNULA – MAZÁ – PICENO – RIJA

 

MASATO – REFEGA – TESA – VEDO – TURURU

 

SORVEIRA – CÃ – LACTATO – RECITATIVO – BROMETO

 

GUANDO – TIMBÉ – AZEDÉM – FASCITE – PEREIRO

 

JI – ESTÁTER – CAIABI – SASSA – RANÁRIO

 

CORRÓ – SETENTRIÃO – UBATÁ – RECHANO – PANHA

 

GÓ – LARVÁRIA – CZARINA – ASSUÃ – FLAVOR –

 

DULÇOR – MESOLÍTICO – CARRELO – PLANURA – MANX

 

BALHA – TZAR – INHARÉ – ARPINO -  ENANTO

 

ARARÁ – GUINA – SUCROSE  - LANGO  - FEIJOAL

 

PÉ – MUCORALE – AGUARÁ – BENZENO – MISTRAL

 

SUBMUCOSA  - LÊ – PIRIMIDINA  - MALABAR – CENTRINO

 

INULINA – CATÁRTICO – RIZ – BUGIA – SAMBURÁ

 

MANAU – LAVAREDA – BANZA – TERNEIRO – BROQUEL

 

LÊS – METRÔNOMO – TORDO – LUND – GABRO –

 

ASSAMI – MARTEL – TIÊ – FARTÃO – BOR

 

 . O texto a ser lido pelo estudante é:

 

Ciclista perdido

 

     Numa manhã de verão, o ciclista Pedro decidiu explorar uma trilha desconhecida [...]. A princípio, o ar fresco e o canto dos pássaros o envolveram [...]. Mas à medida que avançava, a luz do sol [...] tornava-se mais escassa [...].

      Pedro seguiu em frente, confiando [...] na sua habilidade de ciclismo, mas logo percebeu que havia se perdido. O caminho se dividia em tantas direções que ele se viu cercado por uma confusão de troncos e folhas. O relógio marcava horas que pareciam dias, enquanto ele tentava encontrar [...] algum ponto de referência.

       Enquanto a tarde avançava, Pedro começou a sentir uma [...] preocupação [...]. Foi quando avistou um pequeno riacho cristalino, cujas águas cantavam um convite sereno. Desmontou a bicicleta, refrescou-se e decidiu que, ao invés de se perder em pensamentos [...], iria confiar na floresta para guiá-lo de volta.

       Guiado pelo riacho, Pedro pedalou com um novo propósito, observando as sombras dançando entre as árvores, conforme o sol começava a se pôr. Por um momento, sentiu-se como parte da própria floresta, aprendendo seus segredos e ritmos. E, quando as primeiras estrelas apareceram no céu, ele avistou uma trilha conhecida que o levou de volta à civilização.

SCARAMOUCHE. Ciclista perdido. Recanto das Letras, 2025.

 

Faça a primeira pergunta:

    De acordo com esse texto, o que Pedro fez quando foi guiado pelo riacho?

Opções de respostas:

a.   O estudante respondeu que ele pedalou.

b.   O estudante respondeu que ele pedalou, com um novo propósito.

c.   O estudante respondeu que ele pedalou, observando as sombras nas árvores.

d.   O estudante respondeu uma informação que não está no texto.

e.   O estudante não respondeu.

 

Faça a segunda pergunta:

    De acordo com esse texto, por que Pedro começou a sentir preocupação durante a trilha?

Opções de respostas:

a.   O estudante respondeu que ele se sentiu perdido na trilha.

b.   O estudante respondeu que ele não sabia como voltar para casa.

c.   O estudante respondeu uma informação que não pode ser retornada pela leitura desse texto.

d.   O estudante respondeu uma informação que não  pode ser retomada pela leitura desse texto.

e.   O estudante não respondeu.

Faça a terceira pergunta:

     Qual é o assunto desse texto?

              Opções de respostas:

a.   O texto conta a história de um ciclista que se perdeu na floresta.

b.   O texto conta a história da aventura de um ciclista.

c.   O estudante fez um resumo da história.

d.   O estudante indicou outro assunto.

e.   O estudante não respondeu.

 

 

 

quinta-feira, 23 de abril de 2026

CONTO: OS NAMORADOS - HANS CHRISTIAN ANDERSEN - COM GABARITO

 Conto: Os Namorados

              Hans Christian Andersen


O Pião e a Bola achavam-se numa gaveta, junto com outros brinquedos, e o Pião disse a Bola:
- Vamos ser namorados, já que estamos juntos na mesma gaveta?
A Bola, porém, feita de marroquim, e tão vaidosa como uma senhorita elegante, nem resposta quis dar a semelhante pergunta.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjRkZKIBJPjUUTJZr5cfWEptVIx6g9lL5GD5LlzV8_YeX7CMr11j-P5zLebTleFSb7G-EjUS_s7YtilvZMv-3XxRRas6P1yoX8NKij-fPXaS8uA1EcLzYHJ2TI5rYAFOM9JmA5-HM3R3ooM-mHXHD1xnke-4lgvBEaOrYV3pembd-K6qMksyaB_mQypkkk/s1600/PIAO.jpg


No dia seguinte, veio o menino, dono dos brinquedos. Pintou o Pião de vermelho e amarelo, e pregou-lhe bem no centro um prego de latão. Era muito bonito quando o Pião girava.
- Olhe para mim - disse o Pião à Bola - que diz você agora? Não vamos então ser namorados? Servimos muito bem um para o outro: você pula e eu danço. Ninguém poderá ser mais feliz que nós dois.
- É o que o senhor pensa - disse a Bola - certamente não sabe que meu pai e minha mãe foram chinelos de marroquim, e que tenho dentro de mim uma cortiça.
E eu sou feito de mogno - disse o Pião - o próprio prefeito me torneou em seu torno, o que lhe deu um grande prazer.
- Se eu pudesse acreditar nisso! - disse a Bola.
- Quero nunca mais ver uma fieira em toda a minha vida se for mentira o que eu disse - respondeu o Pião.
O senhor advoga bem a própria causa - disse a Bola - mas não posso namorar. Estou quase comprometida com um sr. Andorinha. Cada vez que subo ao espaço, ele põe a cabeça fora do ninho e pergunta:
"Quer? Quer?"
Ora, eu intimamente já disse que sim, o que equivale a um meio compromisso. Mas lhe prometo que nunca o esquecerei!
- E isso vai adiantar muito! - disse o Pião.
E nada mais disseram.
No dia seguinte vieram buscar a Bola. O Pião viu como ela subia a grande altura, como um pássaro, desaparecendo de vista. Voltava todas as vezes, mas dava um grande salto cada vez que tocava o chão. Devia ser por causa das saudades, ou por causa da cortiça que ela tinha dentro dela. A nona vez a Bola subiu ao alto, e não mais voltou. O menino procurou muito, e nada: a Bola sumira.
- Bem sei onde ela está - suspirou o Pião - está no ninho do sr. Andorinha e com ele se casou.
Quanto mais o Pião pensava naquilo, tanto mais se apaixonava pela Bola. Por não poder tê-la, seu amor por ela aumentava. O fato de ter ela ficado com outro, tornava o caso mais apaixonante. O Pião dançava ao redor e zunia, mas sempre pensava na Bola, que em seus pensamentos se foi tornando cada vez mais bonita. Passaram-se assim muitos anos e o amor do Pião transformou-se num velho sonho.
O Pião não era mais moço. Um dia, porém, foi inteiramente pintado de dourado. Nunca fora antes tão bonito. Era agora um Pião de Ouro, e pulava, deixando um zunido pairando no ar. Aquilo sim, era formidável! Mas de repente ele saltou alto demais - e sumiu.
Procuraram por toda a parte, até na adega, mas nada de aparecer o Pião.
- Onde estaria ele?
Pulara para dentro da barrica de lixo, onde jaziam amontoados talos de couve, cisco e entulho caído da calha.
"Estou bem arrumado" - pensou o Pião - "aqui a douração não tardará a sair de mim. E que gentalha é essa em cujo meio vim parar!" Olhou de esguelha para um longo talo de couve e para um estranho objeto redondo, que parecia uma maçã velha. Mas não era uma maçã. Era uma velha Bola que durante muitos anos estivera caída na calha, embebida de água.
- Graças a Deus, aí vem alguém com quem se pode falar - disse a Bola ao ver o Pião Dourado - eu, para falar a verdade, sou de marroquim, costurada pelas mãos de uma gentil senhorita, e tenho uma cortiça dentro de mim. Mas duvido que se veja isso agora. Eu estava prestes a casar-me com uma andorinha quando caí na calha, e ali estive por cinco anos, encharcada de água. É um longo tempo, pode crer, para uma jovem.
O Pião não respondeu. Pensava em sua antiga namorada, e quanto mais a ouvia, tanto mais certo estava de que era ela.
Nisto chegou a criada e quis virar a lata de lixo.
- Oh! Aqui está o Pião Dourado! - disse ela.
E o Pião retornou à sala, à antiga posição de respeito, mas da Bola nada mais se ouviu. O Pião nunca mais falou em seu antigo amor. O amor se extingue quando a amada passa cinco anos numa calha, embebendo-se de água. Nem a conhecem mais quando a encontram na lata de lixo.

Entendendo o texto

01. Qual foi a justificativa inicial da Bola para recusar o pedido de namoro do Pião?

a) Ela considerava o Pião feio e sem cores vibrantes.

b) Ela alegava ter uma origem nobre (feita de marroquim) e estar quase comprometida com um senhor Andorinha.

c) Ela pretendia fugir da gaveta para viver no jardim com o menino. d) Ela não gostava da forma como o Pião zunia e dançava quando girava.

02. O que aconteceu com a Bola durante a brincadeira que a afastou definitivamente do Pião por muitos anos?

a) Ela foi dada como presente para uma menina vizinha.

b) Ela murchou e perdeu a cortiça que tinha em seu interior.

c) Ela subiu muito alto pela nona vez e não voltou mais, sumindo da vista do menino.

d) Ela caiu dentro de uma barrica de lixo logo no primeiro dia de brincadeira.

03. Como o sentimento do Pião pela Bola se transformou enquanto ela estava desaparecida?

a) O seu amor aumentou pela impossibilidade de tê-la, tornando-a cada vez mais bonita em seus pensamentos.

b) Ele a esqueceu rapidamente e começou a namorar outros brinquedos da gaveta.

c) Ele sentiu raiva por ter sido abandonado e passou a odiar a Bola.

d) Ele ficou triste apenas no início, mas depois percebeu que o senhor Andorinha era um par melhor para ela.

04. Onde o Pião e a Bola finalmente se reencontraram após muitos anos?

a) Na sala de estar, onde ambos foram colocados em posição de respeito.

b) No ninho do senhor Andorinha, no alto do telhado.

c) Dentro de uma barrica de lixo, entre talos de couve e entulho.

d) No jardim, enquanto o menino procurava por seus antigos brinquedos.

05. Por que o Pião não quis reatar o seu amor pela Bola ao reencontrá-la no final do conto?

a) Porque ele agora era de ouro e se sentia superior a qualquer outro brinquedo.

b) Porque a Bola estava irreconhecível, velha e encharcada após passar cinco anos em uma calha.

c) Porque ele descobriu que ela realmente havia se casado com a andorinha.

d) Porque a criada o levou de volta para a sala antes que ele pudesse dizer qualquer coisa.

06.No começo da história, a Bola se recusa a namorar o Pião. Qual era a principal desculpa que ela dava para não aceitar o pedido dele?

A Bola dizia que não podia namorar porque era muito vaidosa e já estava quase comprometida com um senhor Andorinha, que sempre perguntava por ela quando ela subia ao céu durante as brincadeiras.

07. O tempo passou e os dois brinquedos mudaram bastante. Como o Pião e a Bola estavam fisicamente quando se reencontraram na lata de lixo?

O Pião estava muito bonito, pois tinha sido pintado de dourado e brilhava como se fosse de ouro. Já a Bola estava muito feia e velha, pois tinha passado cinco anos encharcada de água dentro de uma calha, parecendo uma maçã podre.

08. O Pião sempre dizia que amava a Bola. No final do conto, ele continua sentindo o mesmo? Por que ele mudou de ideia?

Não, ele deixou de amá-la. Ele mudou de ideia porque viu que a Bola estava feia, suja e velha na lata de lixo. O texto mostra que o amor dele acabou porque ele só se importava com a beleza e o brilho dela, e não a reconheceu mais naquela situação.

 

 

sábado, 18 de abril de 2026

LENDA DA PENINHA - COM GABARITO

 Lenda da Peninha


Conta-se que no reinado de D. João III, na terra de Almoínhos-Velhos, havia uma pastora muda tinha o costume de levar as suas ovelhas a pastar ao cimo da serra.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj0IuiRFHqiJmlGyQUzGP0EQj7YtGaWCsCZY8HsC6CvBk1wopNEffy4VsGSNM_OFjLPHNj1xwrZLHxlqhgb3T8pDHW4os6r1weFJBzKroTLnt1HK3pIVr-A4bj-p-B6HTn0LuSe-UAb46SL98rI3MKrl5wbronDOwsH7ScjB1Z90yWVAkzx_g-c9AjkpOo/s320/millet-pastora-guardando-as-ovelhas-d.jpg


Certo dia, uma das suas ovelhas fugiu, deixando a jovem pastorinha desesperada em busca da tal ovelha.
Após longas buscas observou ao longe uma senhora que trazia consigo a sua ovelha.
A pastorinha agradeceu muito da maneira que pode, visto que esta não conseguia falar.
A senhora, aproveitando a ocasião, pediu à pastorinha que lhe desse um pouco de pão. A pastora explicou-lhe, gestualmente, que esse ano tinha sido mau e havia muita fome. A senhora deu-lhe então um conselho:
- Quando chegares a casa chama pela tua mãe e procura pão.
A pastorinha tentou-lhe explicar que isso era impossível, pois para além de ter a certeza de não haver pão em sua casa, ela não podia chamar pela sua mãe, pois era muda. Mas a senhora tanto insistiu que a pastora decidiu fazer o que esta lhe dizia.
Ao chegar a casa chamou por sua mãe e a sua voz fez-se ouvir em toda a sua casa.
Contou a história a sua mãe e apressou-se em procurar o pão. E qual não foi o espanto das duas quando dentro de uma arca encontraram pão que chegou para a aldeia inteira.
No dia seguinte, como prova de agradecimento, toda a aldeia subiu à serra e precisamente no sítio onde a pastorinha tinha encontrado a senhora, estava agora uma gruta com a imagem de Nossa Senhora.
Esse local passou a ser sagrado e mais tarde foi aí construída uma capela, conhecida por capela de Nossa Senhora da Peninha.

Entendendo o texto


01. No início da narrativa, qual era a principal limitação física da jovem pastora?

a) ela era cega e não conseguia encontrar suas ovelhas na serra.

b) ela era muda e se comunicava apenas através de gestos.

c) ela tinha problemas de audição e não ouvia o chamado da mãe. d) ela era coxa e tinha dificuldade para subir o cimo da serra.

02. O conflito da história começa a ser resolvido quando a pastora encontra uma senhora que:

a) lhe oferece moedas de ouro para comprar comida na aldeia.

b) ajuda a pastora a encontrar uma ovelha que havia fugido.

c) ensina a pastora a fazer pães mágicos com ervas da montanha. d) pede para a pastora construir uma capela no topo da serra.

03. Por que a pastora ficou hesitante em seguir o conselho dado pela senhora?

a) porque ela tinha medo de ser castigada por perder o rebanho.

b) porque ela acreditava que sua mãe não estava em casa naquele momento.

c) porque ela sabia que não havia pão em casa e ela não conseguia falar.

d) porque a subida de volta para a aldeia era muito perigosa à noite.

04. Dois milagres ocorrem simultaneamente quando a jovem chega em casa. Quais foram eles?

a) a pastora recuperou a voz e a arca vazia apareceu cheia de pão. b) a ovelha perdida voltou sozinha e a aldeia inteira ficou rica.

c) a mãe da pastora voltou a enxergar e a chuva acabou com a fome.

d) a pastora tornou-se rainha e o pão transformou-se em pedras preciosas.

05. Qual foi a prova física encontrada pela aldeia que confirmou a natureza divina da senhora?

a) uma arca de ouro deixada no meio do pasto para os pobres.

b) o cajado da pastora que havia se transformado em uma árvore de pão.

c) uma gruta com a imagem de Nossa Senhora no local do encontro.

d) pegadas gigantescas que levavam até o palácio de D. João III.

 

 

 

MITO: ARACHNE - COM GABARITO

 Mito: Arachne

 

Arachne morava em Lydia (localidade que teve reputação legendária por produzir alguns dos tecidos mais esplêndidos no mundo antigo) aí cresceu e amadureceu, tornando-se conhecida em toda a Grécia. Arechne era na realidade tão perita na arte de tecer que acabou por se tornar arrogante, reivindicando que a sua habilidade rivalizava com a da deusa Atena. 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj1xIz1vemn_vu_D9tCG8vtipUF9JFiltTC8aVcbR9HLLp0X9byU5JrUNniqPukGrfbNMBF_cJg-0pdJkPSs618_BAfExYI4eUesGV9yNslyY-Jzhh1KCi4bVWCrfmk5zR0nAe0vlolrUFhyphenhyphen9EjIbaIT91o0sIUCwLX1EAgYm7Fw2Hm4JbgLB2ekTyUbIk/s1600/img_arachne_04.jpg


Esta, na qualidade de deusa protectora dos tecedores, depressa tomou conhecimento da existência de Arachne e de imediato viajou até Lydia a fim de se confrontar com essa mulher orgulhosa. Ao chegar, a deusa assumiu o disfarce de um camponês idoso, e suavemente advertiu Arachne para que não comparasse os seus talentos aos de um ser imortal. Mas Arachne rejeitou a repreensão, e assim Atena foi compelida a aceitar o desafio da mulher mortal.
Cada uma delas começou a elaborar uma tapeçaria. Atenas teceu a sua tapeçaria com imagens que prediziam o destino dos humanos que se comparavam às divindades, enquanto a tecelagem de Arachne mostrava imagens dos amores dos deuses. Tão grande era a habilidade de Arachne que o trabalho dela igualou o da deusa. Então Atena, subjugada por uma raiva imensa, golpeou a mulher repetidamente. Apavorada, Arachne tentou fugir, mas Atena transformou-a numa aranha que depressa desapareceu sem deixar rasto.

 

Entendendo o texto


01. Qual era a principal característica de Arachne que deu início ao conflito com a deusa Atena?

a) a sua extrema pobreza e falta de recursos em Lydia.

b) o seu desejo de se tornar uma guerreira tão forte quanto a deusa. 

c) a sua arrogância ao afirmar que sua habilidade superava a de uma divindade.

d) a sua recusa em produzir tecidos para os moradores da Grécia.

02. Como a deusa Atena se apresentou inicialmente diante de Arachne?

a) sob o disfarce de um camponês idoso, para aconselhá-la.

b) em sua forma divina, cercada por luz e poder.

c) como uma compradora de tecidos interessada em sua arte.

d) através de uma mensagem enviada por outros deuses do Olimpo.

03. Sobre as tapeçarias produzidas durante o desafio, é correto afirmar que:

a) Atena teceu imagens sobre os amores dos deuses, enquanto Arachne focou nos humanos.

b) a obra de Arachne foi considerada tecnicamente inferior e feia pela deusa.

c) o trabalho de Arachne era tão perfeito que igualou a habilidade da deusa.

d) ambas as competidoras decidiram desistir da disputa antes de terminarem.

04. Qual foi a reação final de Atena ao perceber a perfeição do trabalho de Arachne?

a) a deusa pediu desculpas e reconheceu Arachne como a melhor tecelã do mundo.

b) tomada por uma raiva imensa, Atena golpeou a mulher e a transformou em aranha.

c) Atena decidiu levar Arachne para viver no Olimpo como sua assistente pessoal.

d) a divindade destruiu apenas a tapeçaria, permitindo que Arachne fugisse.

05. O desfecho do texto serve para explicar, de forma mitológica:

a) por que os tecidos produzidos em Lydia eram os melhores do mundo antigo.

b) por que os deuses gregos preferiam viver disfarçados entre os mortais.

c) a origem do comportamento agressivo das pessoas orgulhosas. 

d) a origem do inseto aranha e o seu hábito constante de tecer.

 

LENDA ÁRABE: A PRIMEIRA PEDRA - COM GABARITO

 Lenda árabe: A primeira pedra

Na cidade de Bássora vivia um sultão muito sábio, rico, generoso, cheio de bondade e valentia.
Um dia, esse sultão saiu para passear sozinho pelos arredores de seu palácio, quando avistou quatro homens, com atitude agressiva, rodeando uma mulher, que escondia o rosto com as mãos descarnadas.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjNvlll0IY08eqAZPDisyNU8wY3NORKducm5htEisek2SyXgs7Pdqpwd3Eoui2I55QMfA2xUbFz7nGmN6uP6l9EN9-aUPFf_Bui0ubjxNTRYmGaatkq7rGhhOvcUzpGdmhWWDmUXgXzE-WWD0Y_5X9mNYP5t-n6RiJrzDkOPZ5ETL8NI3elz5nzOX2X5kg/s320/SULTAO.jpg



Ao serem surpreendidos pelo soberano, ficaram mudos de espanto e medo.
- Que fez esta mulher? - perguntou, sereno, o sultão.
- É uma ladra ó senhor! - respondeu um dos homens - Foi pega por nós roubando frutas de seu pomar.
- Roubei para meus filhinhos - soluçava a mulher - eles têm fome...
- A lei é clara, ó rei generoso - interrompeu-a um dos homens - diz que se deve cortar a mão direita do ladrão. Estou bem certo, ó rei, que é esse castigo que cabe a esta pecadora.
- Na minha opinião, esta pobre mulher deve ser perdoada, afinal, só quis pegar comida para os filhos. E, uma mãe desesperada que rouba para matar a fome de um filho merece nossa simpatia e faz jus ao nosso perdão. Mas, como a lei deve ser obedecida, ela vai ser castigada com impiedoso rigor. Penso, porém, que o castigo dado a um ladrão ainda é pouco para este pecado tão grave que esta infeliz cometeu. Determino que ela seja imediatamente apedrejada!
Esta determinação causou total espanto entre os homens, afinal, um sultão tão bom iria dar um castigo tão rigoroso como este?
- Vizir, atire a primeira pedra!
- Mas eu não tenho pedra alguma aqui, ó senhor!
- Então atirai esta que prende em seu turbante! - ordenou o rei.
Diante desta ordem, o vizir não teve outra saída. Com grande mágoa no coração, atirou a valiosa gema, que lhe servia de adorno, aos pés da mulher.
- Agora vós, Namã! Atirai estas pedras que brilham em vossos dedos!
- Os três homens, um a um, tiveram que se desfazer dos preciosos anéis que brilhavam em seus dedos.
Voltando-se para a mulher, disse-lhe o sultão:
- Apanhe todas estas "pedras" minha filha! Terás aí o que comprar, por toda a vida, o pão e o agasalho para seus filhinhos...Estás livre!
A pobre mulher, as lágrimas de gratidão escorrendo em seu rosto, beijou a mão do rei, tão bondoso, que era capaz de fazer a bondade, castigando ao mesmo tempo, quatro homens malvados, sem coração.

Entendendo o texto

 

01. No início do texto, o sultão é descrito como um homem:

a) autoritário e cruel com seus súditos.

b) sábio, generoso e cheio de bondade.

c) indiferente aos problemas da cidade de Bássora.

d) preocupado apenas em acumular riquezas no palácio.

02. Qual foi a justificativa da mulher para ter roubado as frutas do pomar?

a) Ela queria vender as frutas para ganhar dinheiro.

b) Ela achava que as leis do sultão não eram justas.

c) Ela precisava alimentar seus filhos que estavam com fome.

d) Ela queria dar um presente aos homens que a cercavam.

03. O sultão decide que a mulher deve ser apedrejada. No entanto, o desfecho revela que sua real intenção era:

a) cumprir a lei rigorosa de cortar a mão do ladrão.

b) humilhar os homens diante de toda a cidade de Bássora.

c) dar pedras preciosas à mulher para que ela pudesse sustentar a família.

d) testar a força física dos homens que a acusavam.

04. A frase "Vizir, atire a primeira pedra!" faz uma referência a uma ideia de julgamento. No contexto da lenda, as "pedras" que os homens atiraram eram:

a) pedras comuns encontradas nos arredores do palácio.

b) frutas que haviam sido roubadas do pomar real.

c) objetos sem valor que eles carregavam nos bolsos.

d) joias e gemas valiosas que eles usavam como adornos.

05. O que se pode concluir sobre a atitude dos quatro homens que cercavam a mulher?

a) Eles eram justiceiros que buscavam apenas a aplicação correta da lei.

b) Eles eram homens malvados e sem compaixão, que queriam um castigo severo.

c) Eles eram amigos do sultão e queriam ajudá-lo a distribuir riquezas.

d) Eles estavam tentando proteger a mulher da fúria do povo.

sexta-feira, 17 de abril de 2026

LENDA: A LENDA DO COELHO - COM GABARITO

Lenda: A lenda do coelho


Houve um tempo em que não chovia e os animais estavam a morrer de muita sede. Então, resolveram todos se reunir a fim de solucionar o problema. O coelho recusou-se a participar das tentativas de encontrar água. Os outros animais, cavaram, cortaram árvores, até que, uma tartaruga encontrou água, suficiente para formar uma pequena lagoa. Fizeram logo uma festa, tocaram batuque durante três semanas, pois não sentiriam mais sede.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhc5UMEZVI3iMH6w7utkACA5jSOfWUDn9-2iIji7DRc6n5SYrYCKwiGCXW_r2qa01_fY2JDj-CirIQOJmuWawFx8y9F51Tu_ujbKQRDB1mCpUXu4i3hlP6FMgzTNZejX1C_PZqwG4vXVQyQ4I1W0vEE531KV4WV3_Yzd4Z0UVB0BMxXDHbzfj9xMXjfemo/s320/COELHO.png


O leão sugeriu que não deixassem o coelho beber a água deles e todos concordaram. Quando os animais saíram para a caça, deixaram a gazela tomar conta da lagoa. Sentindo sede, o coelho colocou mel dentro de uma cabaça, foi até à gazela e chamou-a. A gazela perguntou quem era e o que queria. O coelho respondeu que lhe trouxera mel de presente. Sem saber o que era o mel, o coelho convenceu que ela provasse. Ela gostou tanto que implorou mais ao coelho. Este, então, lhe disse que ela ainda não havia sentido todo o sabor do mel, pois isso só aconteceria se ela o comesse atada a uma árvore. Dessa forma, a gazela deixou-se amarrar. O coelho não deu mais mel à gazela e, ainda, foi à lagoa beber água e tomar banho, sujando toda a lagoa.
Quando chegaram os outros animais, repreenderam a gazela e puseram o macaco de guarda. No dia seguinte, o coelho, novamente, chamou o macaco e este respondeu que não perdesse o seu tempo, pois todos os seus artifícios já eram conhecidos. O coelho disse que era uma pena, pois trazia consigo uma coisa muito saborosa, e fingiu ir-se embora. O macaco pediu para ver ao menos do que se tratava. O coelho passou um pouco de mel em seus lábios e o macaco ficou maravilhado com o sabor. Quando o macaco implorou mais um pouco, o coelho disse-lhe que não poderia dar-lhe, pois tinha medo que depois ele o seguisse para descobrir onde ele obtinha o mel. O macaco jurou que não faria isso e o coelho pediu-lhe, como prova, que o deixasse atar-lhe a uma árvore.
Louco pelo mel, o macaco permitiu, repetindo-se com ele o mesmo que com uma gazela. Ao retornarem, os animais ficaram enfurecidos. O mesmo sucedeu com o búfalo, o hipopótamo, o elefante e com os demais bichos, deixando o leão desesperado. Até que a tartaruga ofereceu-se para ficar de guarda. Ela, então, resolveu ficar de vigia dentro da lagoa, escondendo-se debaixo da água. Chegando à lagoa, o coelho pensou que os outros tivessem desistido de enfrentá-lo. Entrou na lagoa e fez a festa. Quando ia sair da água, a tartaruga agarrou-lhe a perna. Ele implorava que a tartaruga lhe largasse a perna e ela nada. Quando os outros animais retornaram, ficaram muito contentes, julgando o coelho e condenando-o à morte.
O condenado exigiu o seu direito a uma última vontade: ser executado ao colo da mulher do chefe. No momento em que ia atirar uma seta, o coelho começou a fazer gracinhas, fazendo-a rir e errar o alvo, acertando na mulher do chefe, possibilitando a fuga do coelho. Por isso, todos os animais o procuram, a fim de executa-lo. Desde então, têm-se visto o coelho, sempre sozinho, correndo de um lado para o outro, aos saltos e aos ziguezagues.

Moçambique

 Entendendo o texto

01. Por que os outros animais decidiram proibir o coelho de beber a água da lagoa recém-descoberta?

a) Porque o coelho já tinha sua própria fonte de água secreta.

b) Porque o coelho se recusou a ajudar no trabalho de busca e escavação da água.

c) Porque o leão tinha uma rivalidade antiga com a família dos coelhos.

d) Porque a lagoa era muito pequena e não havia água para todos.

02. Qual foi a estratégia principal utilizada pelo coelho para enganar guardas como a gazela e o macaco?

a) Ele utilizava sua velocidade para passar correndo sem ser visto.

b) Ele se disfarçava de outros animais para fingir que tinha permissão do leão.

c) Ele prometia contar segredos sobre onde encontrar mais água na floresta.

d) Ele usava mel para despertar a cobiça dos guardas e convencê-los a serem amarrados.

03. Qual animal finalmente conseguiu capturar o coelho e qual foi o método utilizado?

a) O elefante, que utilizou sua força para esmagar o coelho contra uma árvore.

b) O leão, que montou uma armadilha com redes de caça ao redor da lagoa.

c) A tartaruga, que se escondeu dentro da água e agarrou a perna do coelho quando ele ia sair.

d) O búfalo, que fingiu estar dormindo para dar o bote no momento certo.

04. Como o coelho conseguiu escapar da execução no final da história?

a) Ele pediu desculpas ao leão e prometeu trabalhar para todos os animais.

b) Ele usou sua última vontade para distrair a todos com gracinhas, fazendo o carrasco errar o alvo.

c) Ele conseguiu se desamarrar sozinho enquanto os animais discutiam a sentença.

d) Ele cavou um buraco profundo sob o colo da mulher do chefe e desapareceu.

05. Segundo a lenda, qual é a explicação para o coelho correr sempre sozinho e em ziguezague nos dias de hoje?

a) É uma forma de ele procurar por mais mel escondido nas árvores.

b) É o resultado de um feitiço jogado pela tartaruga durante a captura.

c) É uma estratégia de fuga constante, pois todos os outros animais ainda o procuram para executá-lo.

d) É uma brincadeira que ele faz para provocar os predadores da floresta.

 

  


CONTO: O PEQUENO ÉDIPO - COM GABARITO

 Conto: O pequeno Édipo

O HOMEM tamborilou os dedos no balcão. Pediu, com uma voz cinzenta:
- Uma cerveja.
Pediu como quem pede ao ar. Isto é, sem dar inteira conta nem da mulher de preto, sentado no banquinho, nem do miúdo, jogando guêime.
A mulher abriu uma média. O homem ignorou aquela, e apalpou as garrafas no fundo da caixa térmica. O rapazito suspendeu o jogo, e olhou-o com cara de poucos amigos.

 
Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhaTlpB8YYa9ul3niETeW3VPfX8hPV38NBCGkCPMUVaYQo8lHbaOku05VjrFLKITvi9urIJv6Y0cBzfFGiSpJO2sOrSPA26-YzBvlA5CCYQoet1gADjaWst8SycNYh_7Sl7unLHrgOQYqIB_tTnZXti5yXu39Ps_JoBGPYw2-w10EXeLLdPmzW0P55DAU4/s1600/EDIPO.jpg



- Vá brincar lá dentro – berrou a mulher, indicando a saída que dava para o resto da casa. Por sinal a única porta da barraca.
O balcão-janela dava para a rua, e estava, assim, o cliente, único àquela hora, de costas para a rua. Decidiu-se pela cerveja que a mulher lhe estendia. Afinal, estava tudo gelado por igual, e a quente, e a sede, tanta, que ele virou o primeiro copo num instante.
- Que tal? – perguntou a mulher, tentando animá-lo.
Ia já no mar alto da vida. Navegação difícil, pelos vistos. Emanava dela uma discreta tenacidade, a dor sem queixume, a arte de sobreviver. Não há remo mais lesto que o coração feminino.
- Que tal, é boa?
O homem tinha a língua presa. O humor azedo, ao fim de um dia de trabalho, é coisa normal. Ainda bem; por estes anos, de repente, Deus trocou-nos cogumelos por barraca. Entre o “chapa” e a casa, uma pausa para relaxar.
À terceira média, soltou, mesmo a língua, dizendo:
- Boa.
A mulher parou de acender a vela, e encarou-o. Melhor, encararam-se. À luz tremelicante do fósforo, ela surgiu da roupa da viuvez. Era como acender a própria beleza.
O menino estava à porta, espiando aquele momento mágico. A mulher virou-se para o garoto. Pela primeira vez, conheceu nele a cólera.
- Suca daqui! – ordenou a viúva.
Mas o puto voltaria sempre: mãe o meu guêime, mãe: tem um rato dentro da pasta; mãe um refresco; estou com fome, mãe…
- Dá-lhe um pacote de “Maria” – disse o cara. E acrescentou, peremptório: – na minha conta.
Mas isso, se é que ele não sabia, não o compraria. Quando muito, o seu momentâneo sumiço.
À quinta média, o cliente tinha já, não só a língua mas também o espírito solto, um verdadeiro poeta. Mudou-se para o canto do balcão onde à luz da vela, a mulher escolhia folhas de couve para o jantar. Como se o bafo da cevada fosse o suco da própria poesia, cochichou:
- Boa como a própria dona?
Nisso o menino reentrava. Não gostou daquela súbita intimidade. O peito cheio de ar, incapaz de falar, fixou o cliente com olhos de cobra.
- Xixi cama! – berrou o homem.
O puto deu um passo em frente. E descarregou os pulmões:
- Rua-rua-rua!
Pegando num vasilhame, avançou para o balcão. Estava em causa não propriamente o lugar do seu pai, mas o seu próprio. Qual pequeno Édipo, avançou pois, disposto a morrer. Eterno é o labirinto dos afectos, e por isso, estória sem desfecho, esta.

Conto de Moçambique

Entendendo o texto

01. No início do conto, como é descrito o estado de espírito e o comportamento do homem que chega à barraca?

a) Ele estava alegre e comunicativo, fazendo piadas com a mulher e o menino.

b) Ele demonstrava pressa e impaciência, exigindo ser atendido antes de todos.

c) Ele apresentava um humor azedo e uma atitude distante, pedindo a cerveja "como quem pede ao ar".

d) Ele estava emocionado ao reencontrar a mulher, que não via há muitos anos.

02. A mulher é descrita como alguém que atravessa o "mar alto da vida". O que essa expressão e a "roupa de viuvez" sugerem sobre ela?

a) Que ela é uma marinheira que vive de viagens constantes.

b) Que ela é uma pessoa que enfrentou muitas dificuldades e perdas, mas mantém a tenacidade.

c) Que ela é uma mulher rica que gosta de usar roupas pretas por ostentação.

d) Que ela detesta trabalhar na barraca e deseja mudar-se para a cidade.

03. Qual é a principal causa do conflito entre o cliente e o menino (o "rapazito")?

a) O fato de o homem ter se recusado a pagar o pacote de bolachas para o garoto.

b) O barulho que o menino fazia com o seu "guêime", que impedia o homem de relaxar.

c) A aproximação íntima e o comentário galanteador do homem em direção à mãe do menino.

d) O desejo do menino de querer beber a cerveja que o homem estava consumindo.

04. Por que o narrador chama o menino de "pequeno Édipo" no final do texto?

a) Porque o menino gostava de ler mitos gregos enquanto jogava seus jogos.

b) Porque, como no mito, o menino demonstra um instinto de proteção extrema pela mãe e rivalidade com a figura masculina estranha.

c) Porque o menino era muito inteligente e conseguia resolver qualquer enigma.

d) Porque o menino tinha um problema de visão e precisava de ajuda para caminhar.

05. Como termina o confronto entre o cliente e o garoto na barraca? a) O homem pede desculpas e vai embora calmamente após terminar a cerveja.

b) A mãe expulsa o homem da barraca para proteger o filho de um ataque.

c) O menino reage com fúria, gritando para que o homem saia e avançando com um vasilhame, deixando o desfecho em aberto.

d) O homem e o menino fazem as pazes após comerem juntos um pacote de bolacha Maria