sexta-feira, 21 de setembro de 2018

TEXTO: DOS DELITOS E DAS PENAS - ADAPTADO DE CARLOS WEIS - COM GABARITO


Texto: Dos Delitos e das Penas

    As condições em que vivem os presos, em nossos cárceres superlotados, deveriam assustar todos os que planejam se tornar delinquentes. Mas a criminalidade só vem aumentando, causando medo e perplexidade na população. Muitas vozes têm se levantado em favor do endurecimento das penas, da manutenção ou ampliação da Lei dos Crimes Hediondos, da defesa da sociedade contra o crime, enfim, do que se convencionou chamar "doutrina da lei e da ordem", apostando em tais caminhos como forma de dissuadir novas práticas criminosas. Geralmente valem-se de argumentos retóricos e emocionais, raramente escorados em dados de realidade ou em estudos que apontem ser esse o melhor caminho a seguir.
        Embora sedutora e aparentemente sintonizada com o sentimento geral de indignação, tal corrente aponta para o caminho errado, para o retorno ao direito penal vingativo e irracional, tão combatido pelo iluminismo jurídico. O coro dessas vozes aumenta exatamente quando o governo acaba de encaminhar ao Congresso o anteprojeto do Código Penal, elaborado por renomados juristas, com participação da sociedade organizada, com o objetivo de racionalizar as penas, reservando a privação da liberdade somente aos que cometerem crimes mais graves e, mesmo para esses, tendo sempre em vista mecanismos de reintegração social. Destaca-se o emprego das penas alternativas, como a prestação de serviços à comunidade, a compensação por danos causados, a restrição de direitos etc. Contra a ideia de que compensação por danos causados, a restrição de direitos etc. Contra a ideia de que o bandido é um facínora que optou por atacar a sociedade, prevalece a noção de que são as vergonhosas condições sociais e econômicas do Brasil que geram a criminalidade; enquanto essas não mudarem, não há mágica: os crimes vão continuar aumentando, a despeito do maior rigor nas penas ou da multiplicação de presídios.

(Adaptado de Carlos Weis. "Dos delitos e das penas".
Folha de São Paulo, Tendências e debates, 11/11/2000)
Entendendo o texto:

01 – O autor do texto mostra-se:
(A) identificado com o coro das vozes que se levantam em favor da aplicação de penas mais rigorosas.
(B) identificado com doutrina que se convencionou chamar "da lei e da ordem".
(C) contrário àqueles que encontram nas causas sociais e econômicas a razão maior das práticas criminosas.
(D) contrário à corrente dos que defendem, entre outras medidas, a ampliação da Lei dos Crimes Hediondos.
(E) contrário àqueles que defendem o emprego das penas alternativas em substituição à privação da liberdade.

02 – Considere as seguintes afirmações:
I. Não é mais do que uma simples coincidência o fato de que a intensificação das vozes favoráveis ao endurecimento das penas ocorre simultaneamente ao envio ao Congresso do anteprojeto do Código Penal.
II. A afirmação de que há vozes em favor da manutenção da Lei dos Crimes Hediondos deixa implícito que a vigência futura dessa lei está ameaçada.
III. Estabelece-se uma franca oposição entre os que defendem a "doutrina da lei e da ordem" e os que julgam ser o bandido um facínora que age por opção.
Em relação ao texto, está correto SOMENTE o que se afirma em:
(A) I.
(B) II.
(C) III.
(D) I e II.
(E) II e III.

03 – Está corretamente traduzido o sentido de uma expressão do texto, considerando-se o contexto, em:
(A) Embora sedutora e aparentemente sintonizada... Malgrado atrativa e parcialmente sincronizada
(B) forma de dissuadir... Modo de ratificar
(C) tão combatido pelo iluminismo jurídico... De tal modo restringido pelo irracionalismo jurídico
(D) a despeito do maior rigor nas penas... Em conformidade com o agravamento das punições.
(E) mecanismos de reintegração social... Meios para reinserção na sociedade.

04 – Por "iluminismo jurídico" deve-se entender a:
(A) doutrina jurídica que defende o caráter vindicativo da legislação.
(B) corrente dos juristas que representam a "doutrina da lei e da ordem".
(C) tradição jurídica assentada em fundamentos criteriosos e racionalistas.
(D) doutrina jurídica que se vale de uma argumentação retórica.
(E) corrente dos juristas que se identificam com o sentimento geral de indignação.



quinta-feira, 20 de setembro de 2018

MÚSICA(ATIVIDADES): FAROL - VITOR KLEY - COM QUESTÕES GABARITADAS

ATIVIDADES COM A Música: Farol
                                      Vitor Kley
O mesmo céu que chove é o mesmo céu que faz, sol
Quando a escuridão vier te abraçar, encontre o seu farol

E você é o meu
E você é o meu

Quando a solidão for te encontrar, crie asas e comece a voar
Temos o mundo inteiro a descobrir
Sei que é difícil de entender, mas a vida é feita para se viver
Abra um sorriso e faça alguém sorrir

O mesmo céu que chove é o mesmo céu que faz sol
Quando a escuridão vier te abraçar, encontre o seu farol

E você é o meu
E você é o meu
E você é o meu
E você é o meu
                                          Composição: Vitor Kley

Entendendo a canção:
01 – Qual é o tema proposto na canção?
      O texto traz uma mensagem positiva que nunca devemos nos abater diante dos problemas, porque a vida é para ser vivida de maneira positiva. Se a solidão aparecer temos que dar um jeito de levantar a cabeça e seguir em frente. O mesmo céu que chove é o mesmo céu que faz sol, portanto se hoje está ruim amanhã poderá ser um dia muito melhor depende de nós mesmos.

02 – Analise os versos a seguir: “Quando a solidão for te encontrar, crie asas e comece a voar/ Quando a escuridão vier te abraçar, encontre o seu farol...” Explique qual a mensagem que o compositor da canção quis transmitir nesses versos?
        Nunca deixar se abater diante das dificuldades impostas pelas circunstâncias da vida. Encontre sempre seu farol, ou seja, um amparo. Crie asas e voe. Não fique parado esperando a vida passar.

03 – Você concorda com as ideias transmitidas nos versos:” Temos o mundo inteiro a descobrir/ a vida é feita para se viver...”? Comente.
      Resposta pessoal do aluno.

04 – Nos versos: “O mesmo céu que chove é o mesmo céu que faz sol”. O que o eu lírico mostra?
      Que o céu pode mudar sempre, assim como os momentos em nossa vida.

05 – O que esta canção é considerada?
      Seus versos são quase um hino para a vida.


CONTO: O MACACO E O COELHO - MONTEIRO LOBATO - COM GABARITO

Conto: O MACACO E O COELHO
          Monteiro Lobato


        Um macaco e um coelho fizeram a combinação de um matar as borboletas e outro matar as cobras. Logo depois o coelho dormiu.
      O macaco veio e puxou-lhe as orelhas.
       --- O que é isso? Gritou o coelho, acordou num pulo. 
        O macaco deu uma risada. 
    --- Ah! Ah! Pensei que fossem duas borboletas...


        O coelho danou com a brincadeira e disse lá consigo “Espere que te curo”.
        Logo depois o macaco sentou-se numa pedra para comer uma banana. O coelho veio por trás com um pau, e lept! – pregou- lhe uma grande paulada no rabo. O macaco deu um berro, pulando para cima duma árvore.
        --- Desculpe amigo – disse lá debaixo o coelho. – Vi aquele rabo torcidinho entre as pedras e pensei que fosse uma cobra.
        Foi desde ai que o coelho, de medo do macaco vingar-se passou a morar nos buracos.
                                                              Monteiro Lobato.
Entendendo o conto:

01 – O trato que o macaco e o coelho fizeram foi que:
(A) Os dois matariam as borboletas e as cobras.
(B) Um mataria as borboletas e outro mataria as cobras.
(C) O coelho mataria as borboletas quando o macaco mandasse.
(D) O macaco mataria as cobras, com a ajuda do coelho.

02 – O coelho, com medo de vingança do macaco, passou então a morar.
(A) Com outros animais.
(B) Com a cobra e a borboleta. 
(C) Em tocas.
(D) Na copa das árvores.

03 – No texto, a frase ---Ah! Ah! Pensei que fossem duas borboletas..., é dita:
(A) Pelos dois personagens.
(B) Pelo coelho.
(C) Pelo narrador.
(D) Pelo macaco.

04 – Podemos afirmar que a história “O macaco e o coelho”:
(A) Aconteceu no passado e em uma floresta. 
(B) Aconteceu no presente e em um buraco.
(C) Aconteceu no passado e em uma cidade.
(D) Aconteceu no presente em um lugar indefinido.

05 – No texto, o narrador:
(A) Dá informação sobre os macacos e coelhos.
(B) Conta uma história.
(C) Participa como personagens da história.
(D) Dá uma opinião sobre o comportamento dos animais.

06 – Em: O Coelho danou com a brincadeira e disse lá consigo.
“Espere que te curo” – a palavra grifada dá ideia que o coelho:
(A) Espera que o macaco se desculpe.
(B) Quer ser amigo do macaco.
(C) Vai curar o macaco de uma doença.
(D) Vai vingar-se pelo que o macaco fez.






POEMA: O ENTERRADO VIVO - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE - COM GABARITO

Poema: O Enterrado Vivo    
               Carlos Drummond de Andrade

É sempre no passado aquele orgasmo,
é sempre no presente aquele duplo,
é sempre no futuro aquele pânico.

É sempre no meu peito aquela garra.
É sempre no meu tédio aquele aceno.
É sempre no meu sono aquela guerra.

É sempre no meu trato o amplo distrato.
Sempre na minha firma a antiga fúria.
Sempre no mesmo engano outro retrato.

É sempre nos meus pulos o limite.
É sempre nos meus lábios a estampilha.
É sempre no meu não aquele trauma.

Sempre no meu amor a noite rompe.
Sempre dentro de mim meu inimigo.
E sempre no meu sempre a mesma ausência.

               Composição: Drummond De Andrade / Stephen Emmer.

Entendendo o poema:
01 – (Unesp 1990) Os três primeiros versos instauram uma relação entre passado/presente/futuro, sendo que a ideia de "presente" é retomada no restante do poema. Analise a primeira relação e mostre como a ideia de presente permanece nas demais estrofes.
      O presente se mostra na impossibilidade do eu lírico vencer seus limites, daí o “pânico”.
  
02 – (Unesp 1990) A palavra "sempre", no último verso do poema de Drummond, é repetida, porém manifestada em classes gramaticais diferentes.
a)   Quais são essas classes gramaticais?
Advérbio e substantivo (no meu SEMPRE).

b)   Que efeito de sentido essa diferença de classe gramatical provoca no poema?
A circunstância transforma-se em substância, reforçando a perenidade da ausência.

03 – Comparando os dois primeiros parágrafos do texto, podemos perceber uma oposição entre eles. Essa oposição aponta para duas consequências do ofício do cronista ao agir sobre o mundo, através das palavras. Quais são essas duas consequências?
      A boa ou a má recepção de suas palavras.

04 – No poema, quais os sentimentos do eu poético com relação ao seu modo de vida atual?
      Ele sente: a angustia, a indecisão e o sofrimento.

05 – De acordo com o poema, por que o autor colocou este título?
      Porque o eu poético sente-se enterrado vivo, alguém que está no mundo mas não desfruta do que este pode lhe proporcionar, alguém que não sente-se útil para ninguém, ou, como dizem popularmente: alguém que morreu e esqueceram de enterrar.






CRÔNICA: UM DEDO NA MULTIDÃO - DORIVAL COUTINHO DA SILVA - COM GABARITO

Crônica: Um dedo na multidão
                     Dorival Coutinho da Silva

      Um homem vai se atirar do sétimo andar de um edifício em pleno centro de São Paulo.
        Não é o primeiro.
        Nem será o último. 
        Afinal nem todos os homens são poetas.
        Que os poetas desafogam na lira os desencantos.
       
        Um homem comum vai jogar as migalhas da vida 
        Aos pombos famintos
        Que se aglomeram.
     
        O grupo que ensaia capoeira na praça 
        Ao som do berimbau
        Deixa de ser atração.
        Todo mundo quer ver o homem que vai pular 
        Do sétimo andar.
        Doida escalada aos prédios vizinhos,
        O melhor ângulo,
        Posições estratégicas...
        Quem sabe escapará algum detalhe
        Nos noticiários de amanhã?
       
        O estafeta liga para a repartição:
        ―Que venham logo! Pois um homem vai pular do sétimo andar.
         E tem até TV!
        Expectativa pesada. Olhos fincados no sétimo andar.
        Uma palavrinha ao companheiro do lado, Um acocorar para prender os cadarços,
        Uma visita aos sanitários...
        Nem cogitar!

        Tampouco amendoins e pipocas 
        Antecipam os louros na espera.

        Mas agora um dedo na multidão,
        Entre mil indicadores algozes, eretos,
        Pressiona os três dígitos
        Da salvação.
        E só depois de uma operação súbita 
        Audaciosa
        Precisa
        Remove-se o trágico misantropo
        Para o interior do prédio
        (Mas não de si mesmo).

        Cortinas cerradas.
        Silêncio na praça.
        O homem não se jogou do sétimo andar 
        E a multidão
        se dispersa
        Melancólica
        Desapontada
        Porque a vida continua....

Entendendo a crônica:

01 – “Mas agora um dedo na multidão,
         Entre mil indicadores algozes, eretos,
         Pressiona os três dígitos
         Da salvação.”
        A ideia deduzida no trecho acima encontra-se na alternativa:
a) Entre aqueles mil indicadores, somente um apontava seu dedo para a salvação do homem.
b) Entre mil dedos na multidão, apenas um se compadeceu daquele homem comum e acionou o corpo de bombeiros.
c) Naquela multidão, somente uma pessoa continuava indiferentemente a pressionar os dígitos de seu telefone celular.
d) Uma pessoa apenas, no meio daquela multidão de algozes, recusou-se a pressionar os dígitos da salvação.

02 – O tom predominante no texto é:
a) Crítico, pois, sob o pretexto de mostrar a possibilidade de um suicídio, o autor transmite sua visão de mundo, que pode ser depreendida das ações atribuídas aos personagens.
b) Melancólico, visto o tema central versar sobre o estado depressivo em que se encontram as pessoas que vivem nas grandes cidades.
c) Pessimista, pois é evidente a disposição de espírito do autor, que encara tudo pelo lado negativo, como comprova a predominância de substantivos e adjetivos desse mesmo valor.
d) Trágico, já que a ação do homem suicida infunde piedade e terror na multidão que se aglomerava na praça.

03 – A última estrofe do texto permite a seguinte leitura:
a) A indiferença da multidão desmotivou o homem anônimo a jogar-se do sétimo andar.
b) A melancolia e o desapontamento da multidão se devem ao fato de a vida voltar à rotina, visto que o homem não se jogou do sétimo andar.
c) A multidão, dispersa devido à melancolia do dia-a-dia, não se importa com o homem que tenta se jogar do sétimo andar.
d) A vida só continua porque o homem não se suicidou.

04 – Diz-se do texto, quanto à estrutura, que: se caracteriza como descritiva, pois detém-se na observação dos detalhes do centro de São Paulo.
a) não se caracteriza como narrativa, uma vez que foi escrito em verso e detém-se ao lirismo do poeta.
b) se caracteriza como narrativa, que se utiliza de recursos descritivos e reflexivos para reforçar seu conflito.
c) não se pode defini-la, pois apresenta trechos descritivos e dissertativos.



TEXTO: ÁGUA MINERAL- ADAPTADO DE RAFAEL CORRÊA E VANESSA VIEIRA - COM GABARITO


Texto: Água Mineral

        A água mineral é hoje associada ao estilo de vida saudável e ao bem-estar. As garrafinhas de água mineral já se tornaram acessórios de esportistas e, em casa, muita gente nem pensa em tomar o líquido que sai da torneira – compra água em garrafas ou galões. Nos últimos dez anos, em todo o planeta, o consumo de água mineral cresceu 145% – e passou a ocupar um lugar de destaque nas preocupações de muitos ambientalistas. O foco não está exatamente na água, mas na embalagem. A fabricação das garrafas plásticas usadas pela maioria das marcas é um processo industrial que provoca grande quantidade de gases, agravando o efeito estufa. Ao serem descartadas, elas produzem montanhas de lixo que nem sempre é reciclado.
        Muitas entidades ambientalistas têm promovido campanhas de conscientização para esclarecer que, nas cidades em que a água canalizada é bem tratada, o líquido que sai das torneiras em nada se diferencia da água em garrafas. As campanhas têm dado resultado nos lugares onde há preocupação geral com o ambiente e os moradores confiam na água encanada.
        Apenas nos Estados Unidos, os processos de fabricação e reciclagem das garrafas plásticas consumiram 17 milhões de barris de petróleo em 2006. Esses processos produziram 2,5 milhões de toneladas de dióxido de carbono e outros gases do efeito estufa, poluição equivalente à de 455.000 carros rodando normalmente durante um ano. O dano é multiplicado por três quando se consideram as emissões provocadas por transporte e refrigeração das garrafas.
        O problema comprovado e imediato causado pelas embalagens de água é o espaço que elas ocupam ao serem descartadas. Como demoram pelo menos cem anos para degradar, elas fazem com que o volume de lixo no planeta cresça exponencialmente. Quando não vão para aterros sanitários, os recipientes abandonados entopem bueiros nas cidades, sujam rios e acumulam água que pode ser foco de doenças, como a dengue. A maioria dos ambientalistas reconhece evidentemente que, nas regiões nas quais não é recomendável consumir água diretamente da torneira, quem tem poder aquisitivo para comprar água mineral precisa fazê-lo por uma questão de segurança. De acordo com relatório da ONU divulgado recentemente, 170 crianças morrem por hora no planeta devido a doenças decorrentes do consumo de água imprópria.
Adaptado de Rafael Corrêa e Vanessa Vieira.
Veja. 28 de novembro de 2007, p. 104-105.
Entendendo o texto: 

01 – Conclui-se corretamente do 2º parágrafo do texto que parte da solução do problema apresentado está na:
(A) interferência de ambientalistas no controle da fabricação das garrafas de plástico.
(B) definição do espaço onde as garrafas possam ser descartadas, evitando o entupimento de bueiros e o acúmulo de água.
(C) possibilidade, ainda que remota, de distribuição de água mineral em regiões onde não há água canalizada.
(D) substituição das embalagens plásticas, para que não restem resíduos na natureza, degradando-a.
(E) oferta de água canalizada de boa qualidade, para diminuir o engarrafamento de água mineral em todo o mundo.

02 – O argumento que justifica a preocupação com o meio ambiente, de acordo com o texto, está na afirmativa:
(A) A água mineral é hoje associada ao estilo de vida saudável e ao bem-estar.
(B) Nos últimos dez anos, em todo o planeta, o consumo de água mineral cresceu 145% ...
(C) As garrafinhas de água mineral já se tornaram acessórios de esportistas ...
(D) Muitas entidades ambientalistas têm promovido campanhas de conscientização
(E) As campanhas têm dado resultado nos lugares onde há preocupação geral com o ambiente ...

03 – Identifica-se relação de causa e consequência, respectivamente, no segmento:
(A) O foco não está exatamente na água, mas na embalagem.
(B) As campanhas têm dado resultado nos lugares onde há preocupação geral com o ambiente e os moradores confiam na água encanada.
(C) Apenas nos Estados Unidos, os processos de fabricação e reciclagem das garrafas plásticas consumiram 17 milhões de barris de petróleo em 2006.
(D) Como demoram pelo menos cem anos para degradar, elas fazem com que o volume de lixo no planeta cresça exponencialmente.
(E) Quando não vão para aterros sanitários, os recipientes abandonados entopem bueiros nas cidades, sujam rios e acumulam água ...

04 – “... quem tem poder aquisitivo para comprar água mineral precisa fazê-lo por uma questão de segurança.” (Último parágrafo)
O segmento grifado evita a repetição, no contexto, de:
(A) ter poder aquisitivo.
(B) consumir água da torneira.
(C) comprar água mineral.
(D) evitar doenças decorrentes de água não potável.
(E) reconhecer as regiões onde a água é imprópria.

 


NOTÍCIA: FUTEBOL, MUNDIAL DE 2006 - O ESTADO DE S.PAULO - COM GABARITO

NOTÍCIA: Futebol, Mundial de 2006


        Rio - Além das vitórias contra Colômbia, por 2 a 1, e Equador, por 1 a 0, e da liderança absoluta nas eliminatórias do Mundial de 2006, o técnico Carlos Alberto Parreira e o coordenador da seleção brasileira, Zagallo, têm outro motivo para comemorar o início da campanha do hexacampeonato. Eles acreditam ter conseguido quebrar a resistência em torno do nome do meia Zé Roberto. “Nunca duvidei da capacidade dele, um jogador que vem melhorando a cada temporada”, disse Parreira. O treinador reconhece que parte da crítica observava o meia do Bayern de Munique com ressalvas. “Por desinformação, creio.” Para Zagallo, o jogador é importante como opção de ataque, no instante em que a zaga adversária se concentra em Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, e também para ajudar no bloqueio, no meio-de-campo. “O Zé Roberto foi bem no ataque várias vezes nos treinos antes dos dois jogos e repetiu isso depois, notadamente contra a Colômbia, afirmou. “Tem gente que só gosta de reclamar e não quer enxergar o óbvio.” Os elogios vêm de toda parte. O atacante Ronaldo atribuiu a Zé Roberto a base de equilíbrio da equipe e acrescentou que o meia sabe dar dribles curtos que deixam o marcador sem rumo. O lateral Roberto Carlos também enalteceu o colega.

                                    O Estado de S. Paulo, E6, 14 setembro 2003.
Entendendo o texto:

01 – O texto informa que:
(A) o técnico Parreira tem várias opções de ataque para os próximos jogos da Seleção, com Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho.
(B) os atacantes da Seleção brasileira reclamaram da atuação de Zé Roberto, por estarem desinformados de sua capacidade.
(C) Roberto Carlos criticou, pois queria que o colega o ajudasse no bloqueio, o que não aconteceu, nos jogos da Seleção.
(D) Zé Roberto teve importante atuação nos treinos e no último jogo da Seleção contra a Colômbia.

02 – Eles acreditam ter conseguido quebrar a resistência em torno do nome do meia Zé Roberto. A frase grifada acima significa, respeitando-se o sentido do texto:
(A) diminuir a defesa.
(B) reconhecer os obstáculos.
(C) afastar a oposição.
(D) medir a capacidade.

03 – Este texto trata, principalmente, da:
(A) excelente atuação de Zé Roberto, na última convocação da seleção.
(B) merecida vitória da seleção, especialmente contra o Equador.
(C) apresentação dos jogadores convocados pelo técnico Parreira.
(D) presença de Zagallo como coordenador da seleção brasileira.

04 – De acordo com o texto:
(A) o Brasil jogou primeiramente contra o Equador e depois contra a Colômbia.
(B) a Seleção fez dois jogos, o primeiro deles, contra a Colômbia.
(C) o jogo contra o Equador aconteceu logo depois dos treinos.
(D) Zé Roberto foi elogiado ainda antes dos jogos da seleção.

05 – “Nunca duvidei da capacidade dele, um jogador que vem melhorando a cada temporada.” A afirmação acima reproduz:
(A) um fato ocorrido durante os treinos.
(B) uma dúvida dos torcedores.
(C) a opinião do técnico Parreira.
(D) um fato que deverá acontecer.


quarta-feira, 19 de setembro de 2018

MÚSICA(ATIVIDADES): ENVELHECER - ARNALDO ANTUNES - COM GABARITO

Música(Atividades): Envelhecer

                                      Arnaldo Antunes

A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer
A barba vai descendo e os cabelos vão caindo pra cabeça aparecer
Os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer
Os outros vão morrendo e a gente aprendendo a esquecer

Não quero morrer pois quero ver
Como será que deve ser envelhecer
Eu quero é viver pra ver qual é
E dizer venha pra o que vai acontecer

Eu quero que o tapete voe
No meio da sala de estar
Eu quero que a panela de pressão pressione
E que a pia comece a pingar
Eu quero que a sirene soe
E me faça levantar do sofá
Eu quero pôr Rita Pavone
No ringtone do meu celular
Eu quero estar no meio do ciclone
Pra poder aproveitar
E quando eu esquecer meu próprio nome
Que me chamem de velho gagá

Pois ser eternamente adolescente nada é mais demodé
Com uns ralos fios de cabelo sobre a testa que não para de crescer
Não sei por que essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender
Que felizmente ou infelizmente sempre o tempo vai correr

Não quero morrer pois quero ver
Como será que deve ser envelhecer
Eu quero é viver pra ver qual é
E dizer venha pra o que vai acontecer

Eu quero que o tapete voe
No meio da sala de estar
Eu quero que a panela de pressão pressione
E que a pia comece a pingar
Eu quero que a sirene soe
E me faça levantar do sofá
Eu quero pôr Rita Pavone
No ringtone do meu celular
Eu quero estar no meio do ciclone
Pra poder aproveitar
E quando eu esquecer meu próprio nome
Que me chamem de velho gagá.

          Composição: Arnaldo Antunes / Marcelo Jeneci / Ortinho.
Entendendo a canção:
01 – Assinale a alternativa que apresenta uma inferência correta.
a) A expressão “vira a cara para o presente”, no verso 8, foi utilizada no sentido de encarar fixamente o presente.   
b) O eu lírico destaca, nos versos de 2 a 4, apenas as perdas físicas que caracterizam a chegada da velhice.   
c) Conservar os cabelos longos, quando já estão ralos devido à calvície, é uma atitude fora de moda.   
d) No verso 1, é possível perceber uma alusão ao aumento da expectativa de vida na modernidade, já que envelhecer tornou-se comum.  

02 – Assinale a opção que aponta corretamente a figura de linguagem presente no trecho abaixo.
a)   “Pois ser eternamente adolescente nada é mais démodé” – Metonímia.
b)   “Não sei por que essa gente vira a cara pro presente e esquece de aprender”. – Antítese.
c)   “Os filhos vão crescendo e o tempo vai dizendo que agora é pra valer.” – Prosopopeia.
d)   “A coisa mais moderna que existe nessa vida é envelhecer.” – Eufemismo.

03 – Assinale a alternativa correta.
a)   À medida que os filhos crescem, os pais esquecem que já foram jovens.
b)   Em “Com uns ralos fios de cabelos sobre a testa que não para de crescer.”, o pronome relativo “que” substitui a locução adjetiva “de cabelo”.
c)   É preciso morrer para entender o que significa envelhecer.
d)   Envelhecer é uma coisa moderna, ao contrário, ser eternamente adolescente está fora de moda.

04 – Nos versos: “Eu quero por Rita Pavone / No ringtone do meu celular.” Como seria isto, segundo o poeta?
      Ganha um caráter anedótico: é possível imaginar perfeitamente o celular do senhor idoso tocando Datemi um matello. Aqui percebe-se um orgulho da consciência do ridículo, que afinal é apenas humano – e assim, pelo avesso.

05 – Segundo o dicionário, o que significa envelhecer?
      Tornar-se velho que, por sua vez, significa algo (alguém) “que existe há muito tempo ou tem mais idade”.

06 – Que temática é abordada na canção?
      A idade, o passar do tempo e as experiências adquiridas ao longo da vida.

07 – O eu lírico na canção exalta o quê?
      O prazer de viver, a resiliência e a naturalidade do processo de envelhecimento do corpo e da mente.