terça-feira, 9 de março de 2021

ENTREVISTA COM GARI NA IMUNDÍCIE DA CIDADE - MARILENE FELINTO - COM GABARITO

 Entrevista com gari na imundície da cidade

                            MARILENE FELINTO

        Entrevista de propósito com um gari de São Paulo. J.S. 35, baiano de Jacobina, há três anos veio de lá, onde era ajudante de pedreiro, e trabalha na "varreção", da cidade. O lugar, perto do Mercado Municipal, no centro, recendia a mijo e restos de comida.

        Casado, sem filhos, ele estudou até o primeiro ano primário. Mantive a fala original de J.S., só corrigindo as concordâncias, porque às vezes ele soa como um personagem de Guimarães Rosa.

        Pergunta – É humilhante esse trabalho de varrer rua?

        Gari – Não, eu não acho. É um trabalho e é honra. O pior é tirar dos outros, né? Roubar o dos outros é que é feio.

        Pergunta – Não era melhor ser ajudante de pedreiro?

        Gari – Ah, exatamente não, porque lá eu ganhava um salário mínimo só, e aqui eu ganho quase três. Ganho R$ 260,00. A cesta básica é R$ 62,00, o ticket refeição é R$ 185,00, mais a insalubridade, que é R$ 22,00. Mas isso eu acho que eles não estão pagando, que eu não vejo. E precisa você denunciar aí que os supermercados não estão aceitando mais o ticket refeição. E que também o nosso fundo de garantia eles não estão depositando.
Nessa empresa aqui tem também, por exemplo, que eu trabalhei antes, oito meses, pintando guia de rua com cal, mas eles não querem contar como tempo de serviço, que era sem carteira. Mas eu tenho testemunha. Eu caminhava mais de 10 km por dia pintando guia. E lá eu ganhava outra coisa. Trabalhar com tinta é uma coisa, e com varreção, é outra. Que aqui também eles mandam a gente trabalhar de coletor. Eu digo: não, não sou coletor, não vou trabalhar de graça. Eu sou da varreção. Coletor ganha é R$ 400,00.

        Pergunta – Você trabalha sem luvas?

        Gari – Luva eles dão. Mas eu não botei hoje porque está muito quente. Mas não dão é bota de borracha. Só esse sapatinho aqui, e a gente nessa água podre, pegando frieira.

        Pergunta – Quanto você paga de aluguel?

        Gari – Não pago. Moro na casa de uma tia. Se eu pagasse, oxente, já estava passando fome, como tem muita gente aqui. Se você vai alugar uma casa, é 200 contos. Não dá. Se eu pagasse aluguel, já tinha ido embora. Diretamente eu ia para Salvador vender gelinho ou cerveja numa caixa.

        Pergunta – O que você acha que deve ser feito para as pessoas não sujarem as ruas?

        Gari – É aí, olha. Que as pessoas sujam demais as ruas e não têm respeito por nós. Em convém, eu acho assim, o pessoal, esse Brasil nosso, eles acham que nós somos obrigados a limpar. A gente acabou de barrer ali, eles vão e sujam. Eu fico olhando assim. Eu digo: dona, eu acabei de barrer aí e a senhora vai sujar de novo bem aí? Eles dizem que a obrigação da gente é limpar mesmo. Eles não põem na cabeça deles. Eu acho assim, determinado, que a imundície já é da casa deles pra rua. Porque, que a gente é assim uma pessoa fraca, de pouco dinheiro, mas a gente quer um copo limpinho pra tomar água e tudo. Porque a limpeza é bonita em todo canto, não é?

 Marilene Felinto. Folha de São Paulo, 26/8/1997. 3° caderno, p.2.

Fonte: Práticas de Linguagem. Leitura & Produção de Textos. Volume 4. Ernani & Nicola. Editora Scipione. P. 08-12.

Entendendo a entrevista:

01 – Para que servem as entrevistas?

      Há entrevistas cujo objetivo é expressar a opinião do entrevistado. Outros servem para a obtenção de dados, tais como as entrevistas para pesquisas de mercado e recenseamento.

02 – Embora muitas entrevistas sejam feitas por escrito (o entrevistador manda as perguntas por escrito ao entrevistado, que as responde também por escrito), a maior parte delas é realizada oralmente. Que diferenças existem entre as entrevistas orais e as registradas por escrita?

      Teoricamente, numa entrevista oral a linguagem tende a ser mais espontânea e natural, pois o entrevistado é obrigado a responder as perguntas de imediato, dispondo de pouco tempo para produzir respostas mais elaboradas. Por outro lado, nas entrevistas por escrito, o entrevistado tem a oportunidade de preparar e elaborar melhor suas respostas, já que não será necessário fornecê-las de imediato.

03 – O que você acha: as pessoas são mais espontâneas quando falam ou quando escrevem?

      Resposta pessoal do aluno.

04 – Por que a entrevistadora perguntou ao gari se o trabalho dele era humilhante? Será que ela própria tem essa opinião?

      A pergunta se deve ao fato de, infelizmente, muitas pessoas considerarem humilhante a atividade dos garis. Todavia, isso não significa, necessariamente, que a entrevistadora tenha essa opinião.

05 – Comente a seguinte fala do gari: “E precisa você denunciar aí que os supermercados não estão aceitando mais o ticket refeição. E que também o nosso fundo de garantia eles não estão depositando”. A que se refere o advérbio ?

      O advérbio refere-se ao jornal em que será publicado a entrevista. Por saber que está dando uma entrevista para um órgão de imprensa, o gari aproveita a chance para fazer denúncias, esperando que a publicação da denúncia colabore para reparar as injustiças.

06 – Quanto o gari recebe mensalmente por seu trabalho na “varreção”?

      O intuito da questão é fazer o aluno perceber qual é o salário bruto do gari – a soma de seu salário-base mais as vantagens (R$ 260,00. A cesta básica é R$ 62,00, o ticket refeição é R$ 185,00, mais a insalubridade, que é R$ 22,00) perfaz um total de 5229 reais. Admitindo que ele realmente não receba o valor relativo à insalubridade, seu salário seria de 507 reais. Ressaltar para os alunos que esse é, provavelmente, seu salário bruto, sobre a qual ainda incidirão descontos, como a contribuição previdenciária.

07 – Cesta básica é o conjunto de alimentos essenciais (arroz, feijão, óleo, açúcar, etc.) necessários para manter um trabalhador adulto por um mês. Em sua opinião, os 62 reais que o gari recebe para a cesta básica são suficientes para suprir por um mês essas necessidades?

      Resposta pessoal do aluno.

08 – Auxílio insalubridade é uma quantia em dinheiro acrescentada ao salário-base de um trabalhador quando ele exerce alguma atividade insalubre.

a)   O que é uma atividade insalubre?

Atividade insalubre é aquela que traz prejuízos à saúde, isto é, que pode gerar doenças.

b)   Dê alguns exemplos de atividades insalubres.

Trabalhos em ambientes de altíssimas ou baixíssimas temperaturas (em siderúrgicas, frigoríficos, etc.) atividades em que se fica exposto a substâncias tóxicas ou radioativas (em metalúrgicas, laboratórios químicos, indústrias de tintas e resinas, etc.).

c)   Quais elementos do texto indicam que o gari exerce atividade insalubre?

A referência à necessidade do uso de luvas e botas de borracha, para evitar o contato com a “água podre”.

09 – Você concorda com a afirmação de que “as pessoas sujam demais as ruas”?

      Resposta pessoal do aluno.

10 – O gari afirma que, se tivesse de pagar aluguel, preferiria ir para Salvador, onde iria “vender gelinho ou cerveja numa caixa”. Por que ele “escolheria” esse tipo de trabalho?

      Ressaltar que, devido à sua baixa escolaridade, para o gari as oportunidades de trabalho formal são cada vez mais escassos. Assim, ele seria fatalmente levado para um trabalho informal, como o de vendedor ambulante.

11 – Na fala do gari, que elementos comprovam que ele veio do Nordeste e só cursou o primeiro ano primário?

      O uso de formas como exaltamente, em vez de exatamente, e barrer, em vez de varrer, revela a baixa escolaridade. O termo oxente pode indicar que ele veio do Nordeste.

sábado, 6 de março de 2021

AUTOBIOGRAFIA - NASCE UMA MENINA - (FRAGMENTO) - LAMB, CHRISTINA YUSAFZAI, MALALA - COM GABARITO

 Autobiografia - Nasce uma menina – (fragmento)


No dia em que nasci, as pessoas da nossa aldeia tiveram pena de minha mãe e ninguém deu os parabéns ao meu pai. Vim ao mundo durante a madrugada, quando a última estrela se apaga. Nós, pachtuns, consideramos esse sinal auspicioso. Meu pai não tinha dinheiro para o hospital ou para uma parteira; então uma vizinha ajudou minha mãe. O primeiro bebê dos meus pais foi natimorto, mas eu vim ao mundo chorando e dando pontapés. Nasci uma menina num lugar onde os rifles são disparados em comemoração a um filho, ao passo que as filhas são escondidas atrás de costinhas, sendo seu papel na vida apenas fazer comida e procriar.

Para a maioria dos pachtuns, o dia em que nasce uma menina é considerado sombrio. O primo de meu pai, Jehan Sher Khan Yousafzai, foi um dos poucos a nos visitar para celebrar meu nascimento e até mesmo nos deu uma boa soma em dinheiro. Levou uma grande árvore genealógica que remontava até meu trisavô e que mostrava apenas as linhas de descendência masculina. Meu pai, Ziauddin, é diferente da maior parte dos homens pachtuns. Pegou a árvore e riscou uma linha a partir de seu nome, no formato de um pirulito. Ao fim da linha escreveu “Malala”. O primo riu, atônito. Meu pai não se importou. Disse que olhou nos meus olhos assim que nasci e se apaixonou. Comentou com as pessoas: “Sei que há algo diferente nessa criança”. Também pediu aos amigos para jogar frutas secas, doces e moedas em meu berço, algo reservado somente aos meninos.

Meu nome foi escolhido em homenagem a Malalai de Maiwand, a maior heroína do Afeganistão. Os pachtuns são um povo orgulhoso, composto de muitas tribos, dividido entre o Paquistão e o Afeganistão. Vivemos como há séculos, seguido um cógido chamado Pachtunwali, que nos obriga a oferecer hospitalidade a todos e segundo o qual o valor mais importante é nang, a honra. A pior coisa que pode acontecer a um pachtum é a desonra. A vergonha é algo terrível para um homem pachtum. Temos um ditador: “Sem honra, o mundo não vale nada.” Lutamos e travamos tantas infindáveis disputas internas que nossa palavra para primo “tarbur” é a mesma que usamos para inimigo. Mas sempre nos unimos contra fortasteiros que tentam conquistar nossas terras. Todas as crianças pachtuns crescem ouvindo a história de como Malalai inspirou o Exército afegão a derrotar o brotânico na Segunda Guerra Anglo- Afegã em 1880.

Malalai era filha de um pastor de Maiwand, pequena cidade de planícies empoeiradas a oeste de Kandahar. Quando tinha dezessete anos, seu pai e seu noivo se juntaram às forças que lutavam para pôr fim à ocupação britânica. Malalai foi para o campo de batalha com outras mulheres da aldeia, para cuidar dos feridos e levar-lhes água. Então viu que os afegãos estavam perdendo a luta e, quando o porta bandeira caiu, ergueu no ar seu véu branco e marchou no campo, diante das tropas.

[...]

Malalai foi morta pelos britânicos, mas suas palavras e sua coragem inspiraram os homens a virar a batalha. Eles destruíram a brigada inteira, uma das piores derrotas do Exército britânico. Os afegãos construíram no centro de Cabul um monumento à vitória de Maiwand. [...] Muitas escolas de meninas no Afeganistão tem o nome dela. Mas meu avô, que era professor de teologia e imã da aldeia, não gostou que meu pai me desse esse nome. “É um nome triste”, disse. “Significa luto, sofrimento”. 

[...]

Meu pai contava a história de Malalai a toda pessoa que viesse à nossa casa. Eu a adorava como amava ouvir as músicas que ele cantava para mim e a maneira como meu nome flutuava ao vento quando alguém o chamava.”

LAMB, Christina YOUSAFZAI, Malala. Eu sou Malala

Fonte: Livro - Tecendo Linguagens - Língua Portuguesa: 6º ano/Tania Amaral Oliveira, Lucy Aparecida Melo Araújo - 5.ed. - Barueri(SP): IBEP, 2018 - p.25/26/27.

GLOSSÁRIO

Auspicioso: que gera esperanças; prometedor; de bom agouro.

Forasteiro: aquele que é estranho à terra onde se encontra ou que é de fora.

Natimorto: refere-se ao feto viável que foi expulso morto do útero materno.

Pachtuns – também chamados pachtos ou pastós, são um grupo etnoliguístico formado principalmente por afegãos e paquistaneses que se caracteriza pela língua própria, pelo código de honra reliogioso pré-islâmico e pela prática do islamismo,

Parteira: mulher que auxilia quem está em trabalho de parto ou que acabou de parir, mesmo não sendo médica.

POR DENTRO DO TEXTO

1.   Releia os dois parágrafos do texto e indique a alternativa que melhor responde à pergunta:

Por que, no dia em que Malala nasceu, as pessoas tiveram pena de sua mãe e não deram parabéns a seu pai?

 

a)   Malala veio ao mundo durante a madrugada, quando a última estrela se apaga e isso era considerado um sinal auspicioso.

b)   O pai de Malala não tinha dinheiro para o hospital ou para uma parteira, então uma vizinha ajudou sua mãe.

c)   O primeiro bebê de seus pais foi natimorto, mas ela veio ao mundo chorando e dando pontapés.

d)   Malala nasceu menina em um lugar onde rifles são disparados em comemoração a um filho, mas as filhas são escondidas atrás de cortinas.

 2.   Leia o fragmento a seguir, retirado do texto.

             “O primo de meu pai, Jehan Sher Khan Yousafzai, foi um dos poucos a nos visitar para celebrar meu nascimento e até mesmo nos deu uma boa soma em dinheiro. Levou uma grande árvore genealógica que remontava até meu trisavô e que mostrava apenas as linhas de descendência masculina. Meu pai, Ziauddin, é diferente da maior parte dos homens pachtuns. Pegou a árvore e riscou uma linha a partir de seu nome, no formato de um pirulito.”

 Em sua opinião, qual foi a intenção do pai de Malala ao riscar na árvore genealógica uma linha a partir de seu nome no formato de pirulito?

Resposta pessoal.

3.   O nome  de Malala foi escolhido em homenagem a Malalai de Malwand, a maior heroína do Afeganistão. No terceiro parágrafo temos:

              Os pachtuns são um povo orgulhoso, composto de muitas tribos, dividido entre o Paquistão e o Afeganistão.[...]sempre nos unimos contra forasteiros que tentam conquistar nossas terras.”

 Agora, releia do quarto parágrafo ao final do texto e responda:

a)    Quem eram os forasteiros contra quem Malalai de Malwand lutou?

O exército britânico na Segunda Guerra Anglo-Afegã.

b)    Por que Malalai se tornou heroína?

Porque ao marchar no campo diante das tropas britânicas e ser morta, Malalai inspirou o exército afegão com suas palavras e sua coragem. Isso contribuiu para que ganhassem a batalha, destruindo a brigada inteira do exército britânico.

4.   Levante uma hipótese coerente: Ao chamar a filha de Malala, que características da heroína Malalai o pai esperava que ela tivesse? 

Resposta pessoal.

5. Releia o trecho a seguir.

“Vim ao mundo durante a madrugada, quando a última estrela se apaga. Nós, pachtuns, consideramos esse sinal auspicioso. Para a maioria dos pachtuns, o dia em que nasce uma menina é considerado sombrio.”

Com base no que você pôde compreender do decorrer da leitura, responda: 

a)   Para o pai de Malala, o nascimento da filha foi considerado um sinal auspicioso ou sombrio? 

Foi considerado um sinal auspicioso.

b)  Releia o segundo parágrafo e identifique uma atitude do pai que justifique sua resposta ao item anterior. 

Quando Malala nasceu, o pai da menina comentou com as pessoas que havia algo diferente naquela criança e pediu aos amigos que jogassem frutas secas, doces e moedas em seu berço, comportamento que costumava ser reservado somente aos meninos.

 

 

sexta-feira, 5 de março de 2021

QUADRO/TELA- AUTORRETRATO - RODRIGO CUNHA - COM GABARITO

 TELA  - AUTORRETRATO

 Velázquez, 2000(1976)
                                                                       de Rodrigo Cunha
                                                                       Acrílica sobre tela
                                                                       202 cm   x   143 cm
Fonte da imagem: https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fdocplayer.com.br%2F189246327-Atividades-para-casa-6o-a-b-c-lingua-portuguesa.html&psig=AOvVaw3o31uFnDNzVxv4a7e5siAO&ust=1615075510145000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCIi66aivmu8CFQAAAAAdAAAAABAD

ENTENDENDO A  TELA

1)   Para você, o que é uma obra artística? Dê exemplo de alguma obra de arte que você conhece.

Resposta pessoal.

2)   Você sabe o que é um autorretrato? O que essa palavra significa?

Resposta pessoal.

3)   O que você vê representado na tela?

Resposta possível: A imagem de um rapaz refletida no espelho e a parte inferior de seu corpo, com uma das mãos segurando uma caixa com tintas. Há outros elementos que compõem a cena, como latas de tinta embaixo do espelho, o chão de madeira, um copo de água e um livro do pintor Velázquez sobre um móvel.

4)   Pela imagem, podemos deduzir se o artista está sério ou a vontade; se é jovem, triste, calmo, etc?

Que expressões ele transmite?

Resposta possível: Sim, a imagem revela um artista jovem, que demonstra estar calmo e à vontade, pintando seu autorretrato. A tela não revela sentimento de tristeza ou alegria.

5)   Na imagem, há elementos estáticos, parados e outros que revelam movimento, atividade. Quais são?

Resposta possível: Há elementos estáticos (os que estão ao redor do espelho), que contrastam com a atividade, o movimento do artista pintando a tela.

6)   Você gostou do quadro?

Resposta pessoal.

7)   Que impressões ou sensações as cores escolhidas pelo artista lhe sugerem?

Resposta pessoal.

8)   Na tela, aparece parcialmente o nome de outro pintor: Velázquez. Em sua opinião por que o autor da tela dá esse nome a sua obra?

Resposta pessoal.

Fonte: Livro - Tecendo Linguagens - Língua Portuguesa : 6º ano/Tania Amaral Oliveira, Lucy Aparecida Melo Araújo - 5.ed. - Barueri(SP): IBEP, 2018 - p.15/16.

HISTÓRIA EM QUADRINHOS - MENINO MALUQUINHO - COM GABARITO

 HISTÓRIA EM QUADRINHOS – MENINO MALUQUINHO

1)   Você já ouviu falar do Menino Maluquinho? O que sabe sobre ele?

Resposta pessoal.

Fonte da imagem:https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fapppublico.com.br%2Feducacao_ribeiraocorrente%2Fpdf%2F20200616134726_Portugu%25C3%25AAs.pdf&psig=AOvVaw11wx4a2GEtSkaUrmhwiwqw&ust=1615074543865000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCMi4v9ermu8CFQAAAAAdAAAAABAD

2)   O personagem principal dessa história vive um conflito. Qual é esse conflito?

Ele tem dificuldade para escolher um visual para sair.

3)   O Menino Maluquinho, ao escolher o boné, acaba optando por um visual mais antigo ou mais moderno? Por que você acha que ele fez essa opção?

Resposta possível: Ele opta por um visual mais moderno. Provavelmente porque bonés são muito usados pelos garotos de sua geração.

4)   Ao usar o boné por cima da panela, o que o personagem demonstra? Isso provoca humor no texto?

Resposta possível: Demonstra que mesmo usando um visual novo, ele não deixa de ser quem é, ou seja, afirma sua identidade, colocando o boné sobre a panela.

O humor pode consistir no fato de ele usar o boné sobre a panela.

5)   Em sua opinião, Maluquinho gosta de ser quem é? Por quê?

Resposta pessoal.

 6)   Observe com atenção os gestos e as expressões faciais de Maluquinho nos seus primeiros quadrinhos e responda:

a)   O que as diferentes posições dos braços e das mãos sugerem sobre o personagem?

Sugerem que o personagem está em dúvida sobre alguma coisa.

b)   As expressões faciais do garoto combinam com o que ele está dizendo? Justifiquem sua resposta.

Sim. As expressões faciais mostram que o personagem está refletindo sobre seu visual, pois Maluquinho se observa atentamente no espelho.

7)   Para construir esse texto, o autor usou imagens e palavras. Em sua opinião, se as imagens fossem retiradas, o texto transmitiria as mesmas ideias? Por quê?

             Resposta pessoal.

 8)   Às vezes você também se sente como o Menino Maluquinho? Observando a si mesmo, que conflitos você considera comuns na sua idade? Por quê?

Resposta pessoal.

Fonte: Livro - Tecendo Linguagens - Língua Portuguesa : 6º ano/Tania Amaral Oliveira, Lucy Aparecida Melo Araújo - 5.ed. - Barueri(SP): IBEP, 2018 - p.14/15.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2021

MÚSICA(ATIVIDADES): O MESTRE SALA DOS MARES (O ALMIRANTE NEGRO) - JOÃO CÂNDIDO - COM GABARITO

MÚSICA(ATIVIDADES): O MESTRE SALA DOS MARES (O ALMIRANTE NEGRO) 

(João Bosco-Aldir Blanc)

Há muito tempo nas águas da Guanabara
O dragão no mar reapareceu
Na figura de um bravo feiticeiro
A quem a história não esqueceu
Conhecido como Navegante Negro
Tinha a dignidade de um mestre-sala
E ao acenar pelo mar na alegria das regatas
Foi saudado no porto pelas mocinhas francesas
Jovens polacas e por batalhões de mulatas
Rubras cascatas
Jorravam das costas dos santos entre cantos e chibatas
Inundando o coração do pessoal do porão
Que a exemplo do feiticeiro gritava, então
Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais
La, la, la, la, la, la, la, la, la, la...
Salve o Navegante Negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais
Glória aos piratas, às mulatas, às sereias
Glória à farofa, à cachaça, às baleias
Glória a todas as lutas inglórias
Que através da nossa história
Não esquecemos jamais
La, la, la, la, la, la, la, la, la, la...
Salve o Navegante Negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais
Mas salve
Salve o Navegante Negro
Que tem por monumento
As pedras pisadas do cais
Mas faz muito tempo
Fonte: Musixmatch
Compositores: Joao Bosco De Joao Bosco / Aldir Blanc Aldir Blanc

Letra de O Mestre Sala dos Mares © Universal Music Publishing Mgb Brasil Lt

QUESTÃO 01 (PROJETO (CON)SEGUIR)

No texto, a expressão em destaque refere-se

(A) ao dragão do mar representado pela figura de um bravo marinheiro.

(B) ao Almirante negro.

(C) ao sangue que escorria nas costas dos negros.

(D) ao coração dos escravos negros.

TEXTO: APOSTA NA PREVENÇÃO - REVISTA CRESCER - COM GABARITO

 TEXTO: Aposta na prevenção

         A prevenção da obesidade deve ser feita desde o nascimento e uma das ferramentas mais eficazes é a amamentação. “Bebês amamentados no peito têm menos chances de se tornarem adultos gordos porque, no esforço de sugar o seio, desenvolvem a percepção da saciedade, ou seja, sentem que a fome acaba e param de mamar”, afirma o médico pediatra Fábio Ancoria Lopes. Já o leite oferecido na mamadeira, além de chegar à boca com mais facilidade, o que faz o bebê receber mais alimento do que necessita, costuma ser muito calórico, principalmente se for engrossado com farinhas e adoçado. Para saber se o bebê caminha para ser um adulto com peso normal ou um obeso, basta ficar de olho na balança.

         De acordo com o padrão internacional de pediatria, no primeiro ano de vida é normal que ele triplique o peso que tinha ao nascer. A partir do segundo aniversário e até a adolescência, a criança pode ganhar em média de 2 a 3 quilos, por ano.

 Revista crescer, ano 2001.

 QUESTÃO 05 (SAEGO – 2009)

De acordo com esse texto, qual alimento que pode evitar que o bebê se torne um adulto gordo?

(A) Misturas calóricas.

(B) Mamadeiras.

(C) Leite materno.

(D) Farinhas.

TEXTO: O PULO - FRANCISCO MARQUES - COM GABARITO

 TEXTO: O PULO

A Onça encontrou com o Gato e pediu:

– Amigo Gato, você me ensina a pular?

O Gato ficou muito desconfiado, mas concordou.

Nas últimas aulas, a Onça pulava com rapidez e agilidade – parecia um Gato gigante.

– Você é um professor maravilhoso, amigo Gato! – dizia a Onça, agradando.

Uma tarde, depois da aula, foram beber água no riacho. E a Onça fez uma aposta:

– Vamos ver quem pula naquela pedra?

–Vamos lá!

– Então, você pula primeiro – ordenou a Onça.

O Gato – zuuum – pulou em cima da pedra. E a Onça – procotó – deu um pulo traiçoeiro em cima do Gato.

Mas o Gato pulou de lado e escapuliu tão rápido como a ventania.

A Onça ficou vermelha de raiva:

– É assim? Esta parte você não ensinou pra mim!

E o Gato respondeu cantando:

– O pulo de lado é o segredo do Gato!

 MARQUES, Francisco. O pulo. In: A floresta da Brejaúva. Belo Horizonte: Dimensão, 1995.


QUESTÃO 01 (SAEP 2013)

De acordo com o texto, o segredo do Gato é

(A) “... – zuuum – pulo em cima da pedra”.

(B) o pulo de lado.

(C) “... – procotó – pulo traiçoeiro”.

(D) pulo rápido e ágil.

TEXTO: CADA ESPÉCIE TEM UMA DENTIÇÃO DIFERENTE, ADEQUADA À SUA DIETA! - COM GABARITO

 TEXTO: Cada espécie tem uma dentição diferente, adequada à sua dieta!

        Se de tanto observar peixinhos no aquário você achava que os peixes eram banguelas, está em tempo de se informar melhor e mudar de opinião, afinal quase todas as espécies de peixes possuem dentes.

    Antes de falarmos especificamente dos peixes, vá para a frente do espelho, abra a boca e repare como os seus dentes são diferentes uns dos outros. Isso acontece porque a alimentação dos seres humanos é bastante variada, inclui alimentos que precisam ser rasgados, cortados, triturados. Dá para concluir que o formato dos dentes está associado à dieta de cada espécie. Então, passemos aos peixes...

          No caso dos tubarões, os dentes são todos pontiagudos para

segurar e rasgar melhor a presa. Já o baiacu – que se alimenta de

animais duros, como moluscos com conchas e ouriços do mar – tem dentes em forma de bico e achatados na parte anterior para triturar bem o que for comer. Os dentes do peixe-papagaio, que é um herbívoro, formam placas que servem para raspar o fundo das partes mais rasas do oceano em busca de alimento, que incluem algas e detritos. Peixes que se alimentam somente de algas, por exemplo, costumam ter dentes em forma de lâminas com serrinhas que servem para cortar.

         Anote aí uma curiosidade: muitas espécies – como raias, peixes papagaio e outras – apresentam dentes na faringe, que são usados para triturar os alimentos.

         E os dentes de leite? Será que os peixes também têm esses dentes temporários, como nós? Bem, apesar de a maioria dos peixes começar a desenvolver, ainda na fase larval, os dentes que vão acompanhá-los por toda a vida, alguns peixes trocam de dentição. Por exemplo: muitos herbívoros, quando jovens, se alimentam de carne para acumular proteínas e crescer rápido e, por isso, possuem uma dentição adequada a esse alimento. Ao crescer, ela é trocada por outra, mais adaptada à sua nova dieta. Já algumas espécies de predadores, que possuem esqueletos feitos de cartilagem e não de ossos, como tubarões, têm dentes que crescem como unhas. Assim, como esses animais precisam lutar com suas presas e acabam perdendo muitos dentes, eles voltam a crescer naturalmente.

 Por: A Redação e Carlos Eduardo Leite Ferreira

 Ilustração: Fernando.

 QUESTÃO 01 (SAEP 2013)

De acordo com o texto, que espécies de peixes apresentam dentes na faringe, que são usados para triturar os alimentos?

(A) Os tubarões.

(B) O baiacu.

(C) Raias e peixes-papagaio.

(D) Moluscos.

ARTIGO DE OPINIÃO: SAÚDE PÚBLICA: POR ONDE COMEÇAR O TRATAMENTO? COM GABARITO

 TEXTO: SAÚDE PÚBLICA: POR ONDE COMEÇAR O TRATAMENTO?

Meu município, Remígio, está localizado no brejo paraibano. É uma cidadezinha interiorana calma e considerada uma cidade-polo, tendo em vista sua ótima localização, que dá acesso a vários outros municípios. Entretanto, um grave problema maltrata os remigenses há mais de 10 anos: a falta de um hospital público. Os “vários” pequenos postos de atendimento da família (PSF) só nos servem para vacinação e receitas de remédios; em casos mais graves, somos obrigados a nos humilharmos em hospitais das cidades circunvizinhas.

O caos da saúde pública do nosso país parece-nos até muito normal. Vemos qualquer notícia de pessoas morrendo em corredores dos hospitais públicos ora por falta de atendimento, ora por falta de remédios. Desde que o Brasil é Brasil que as pessoas sofrem com esse problema. O que falta é uma tonelada de vergonha na cara, interesse, comprometimento e planejamento daqueles que são responsáveis por administrar o dinheiro público dos nossos impostos. A corrupção e o péssimo eleitorado brasileiro são em quem nós devemos pôr a culpa.

A culpa disso na maior parte sabemos que é nossa, mesmo. O povo deve ter o político que merece. Nós eleitores ainda estamos anos luzes de distância de saber escolher os candidatos dignos e honestos para nos representarmos. Na maioria das vezes, vê-se tanto eleitores quanto candidatos em busca de interesses particulares e não no bem comum. Os políticos fazem uma “promessinha” de emprego para um aqui; uma “carguinha” de tijolos para outro ali; pagam umas contas de água e luz para outro acolá; e esses mesmos beneficiados de um dia, sofrem por décadas afins, pois a politicagem é hereditária.

Enfim, discutir problemas públicos não tem como fugir de política. Segundo nossa Constituição Federal saúde é um direito que deve ser garantido para a população. O problema é que faltou concordar isso com as pessoas que escolhemos como responsáveis. O Brasil precisa de gente honesta. O povo precisa de uma (re) educação eleitoral. Quem mais sofre com isso é meu município, meu Brasil.

(Texto de Jean Rodrigues. Disponível em: http://professorjeanrodrigues.blogspot.com/2014/06/atividade-sobre-o-genero-artigo-de.html Acesso em 07 set. 2020).

Fonte da imagem - https://www.google.com/url?sa=i&url=https%3A%2F%2Fprojetoacademico.com.br%2Ftemas-para-tcc-saude-publica%2F&psig=AOvVaw17WACflMDnV6tQn3glXCA6&ust=1613863656649000&source=images&cd=vfe&ved=0CAIQjRxqFwoTCKiDqeaM9-4CFQAAAAAdAAAAABAD


Entendendo o texto

1.   Agora responda:

A qual gênero textual pertence o texto que você acabou de ler?

   ( X ) Artigo de opinião      (    ) Comentário       (    ) Meme

2.   Para que serve um texto como esse?

a.   (    ) Contar uma história; 

b.   ( x ) Tratar de um assunto polêmico por meio de tese e argumentos;

c.   (    ) Vender um produto;

d.   (    ) Ensinar uma receita;

e.   (    ) Nenhuma das alternativas anteriores.

3.   Qual o tema tratado nesse texto e qual é a tese (opinião) defendida pelo autor?

   O tema é saúde pública e a tese defendida pelo autor é a que o sistema público de saúde é caótico e isso é um problema político.

4.   Pensando no tema abordado no texto, que outro título você daria a ele?

      Resposta pessoal do aluno.

5.   Segundo o autor, de quem é a culpa pelo descaso com a saúde no Brasil e por quê?

       Segundo ele a culpa é nossa, do povo, por não sabermos escolher bons representantes políticos.

6.   Qual é a solução apontada pelo autor para resolver o problema tratado no texto e em qual parágrafo ela aparece?

        Segundo o autor, o Brasil precisa de gente honesta e o povo precisa de uma reeducação eleitoral. Aparece no último parágrafo do texto.