sexta-feira, 3 de agosto de 2018

TEXTO: A PIRATARIA ATACA - RADIOBRAS - COM GABARITO


Texto: A Pirataria Ataca
     
 Fonte da imagem -https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjL1joBrE6qmmNLOLZDA5Fp7WGg627flSUTloYWl88U8qGpoLBnIgO2dF5UTT14unCy1GkvK1L7o0HXXu7QyQIzbgAKX7c0lS6FnB1RAgASEouWxF38q55fTk8BaVVEsRQoH0XGHup4zDQ/s320/PIRATARIA.jpeg 
   No Rio, comércio ilegal transforma centro da cidade em zona de guerra.


        “Faixa de Gaza” (em referência à conflituosa região do Oriente Médio, onde se enfrentam judeus e palestinos) é como os cariocas chamam um determinado trecho da avenida Rio Branco – uma referência bem-humorada e um tanto mórbida – aos constantes enfrentamentos entre o comércio ambulante ilegal e a Guarda Municipal.
        Pelo local, passam diariamente mais de 500 mil pessoas, potenciais consumidores dos produtos oferecidos. A área é o local de maior concentração de camelôs por metro quadrado do Rio. Ali, vendem-se livremente produtos pirateados como CDs, DVDs, relógios, camisas, cigarros, tênis e sapatos.
        Segundo dados da Secretaria de Governo do município, cerca de mil camelôs ilegais atuam no centro da cidade e o número aumenta para até 1,3 mil pouco antes do Natal. Além desses, existe ainda o chamado comércio ambulante legal, autorizado pela prefeitura, formado por mais de dois mil camelôs cadastrados pela Secretaria de Governo. Eles são proibidos de vender mercadorias falsificadas ou contrabandeadas, mas, apesar da formalidade, é fácil achar produtos pirateados entre os ambulantes legalizados. Os camelôs que vendem produtos piratas transformaram o centro do Rio num território demarcado, com uma estrutura parecida com a do tráfico de drogas. Eles são arredios e violentos. A maioria é jovem, entre 19 e 25 anos de idade, e reside na Baixada Fluminense. Cada ambulante tem o seu ponto de venda, que não pode ser ocupado por outro, sob pena de gerar uma guerra entre eles. Um dos camelôs diz ter plena consciência de que vende camisas pirateadas de marcas famosas, mas alega precisar da “camelotagem” para sobreviver. “Não tenho estudo (primeiro grau incompleto), e ninguém me dá emprego”, justifica.
        Abordagem esportiva
        As mercadorias pirateadas são vendidas abertamente, bem à frente dos olhos dos policiais militares que fazem a segurança do centro da cidade. Nesse comércio ilegal, é possível comprar desde um relógio “Rolex” por R$ 9,99 a uma camisa “Lacoste” por R$ 15. Nas lonas montadas pelos ambulantes, também podem ser encontrados um pacote de quatro CDs de sucessos atuais por R$ 10, DVDs de filmes por R$ 5 e tênis “Nike” por R$ 25. A poucos   quilômetros dali, no Maracanã, uma barraca instalada no principal portão de entrada do Estádio Mário Filho vende camisas de clubes de futebol, todas pirateadas. A camisa da seleção brasileira, a mais procurada pelos turistas que visitam o estádio, custa, em média, R$ 40.
        O comércio formal do centro da cidade é o mais prejudicado com ação dos camelôs, pois é obrigado a fechar suas lojas nos momentos de conflito com a polícia; a concorrência desleal dos produtos falsificados causa perdas ao setor de mais de 1 bilhão de reais por ano.
                                                                                         Extraído de:

Entendendo o texto:
01 – Qual o título do texto?
      A Pirataria ataca.

02 – Por que no subtítulo, é comparado a “Faixa de Gaza”, o local onde fica o comércio ilegal?
      Porque existe constantes enfrentamentos entre o comércio ilegal e a Guarda Municipal.

03 – Quais os produtos que são vendidos pelos camelôs? E qual o fluxo de pessoa no local?
      Vendem-se livremente produtos pirateados e contrabandeados como: CDs, DVDs, relógios, camisas, cigarros, tênis, sapatos, etc. Passam diariamente pelo local, mais de 500 mil pessoas.

04 – De acordo com o texto, qual a quantidade de camelôs na região?
      Dados da Secretaria de Governo estima, cerca de mil camelôs, próximo do Natal aumenta, chegando a 1,3 mil camelôs.

05 – Além dos camelôs ilegais, existem os camelôs legais, que é autorizado pela Secretaria de Governo, quantos existem?
      Existem mais de dois mil camelôs cadastrados pela Secretaria de Governo, que são autorizados, não podendo vender produtos falsificados ou contrabandeados.

06 – De que jeito são os camelôs ilegais, qual a faixa de idade deles? E são comparados com quem?
      Eles são arredios e violentos. A maioria são jovens com idade entre 19 e 25 anos. Pelas atitudes deles são comparados com a mesma estrutura do tráfico de drogas.

07 – Conforme informação de um dos camelôs, por que ele exerce este trabalha mesmo ilegal?
      Porque eu preciso sobreviver: “Não tenho estudo (primeiro grau incompleto), e ninguém me dá emprego”, justifica.

08 – De acordo com o texto, o que quer dizer abordagem esportiva?
      É a maneira como eles vendem seus produtos ilegais, por um preço inferior ao do comércio, e que utilizam o nome de marcas importantes; um exemplo é a camisa de clubes de futebol, inclusive o da seleção brasileira que é comercializada por R$ 40.

09 – Com esse tipo de comércio ilegal, quem sai no prejuízo?
      O comércio formal é o mais prejudicado, pois é obrigado a fechar suas portas nos momentos de conflito entre os camelôs ilegais e a polícia.

10 – De acordo com a informação do texto, qual é a perda anual do comercio formal?
      Conforme o texto, a perca anual passa de 1 bilhão de reais.

REPORTAGEM: RESPEITO PELA IDADE (TENRA) - FERNANDA SUCUPIRA - COM GABARITO


Texto: Respeito pela Idade (tenra)
               Propaganda infantil deve ser regulamentada, dizem especialistas.
     
                                            Por Fernanda Sucupira – Carta Maior

                                                                                 31/03/2006 00:00

        SÃO PAULO – As crianças brasileiras estão entre as que mais assistem à TV no mundo todo. Enquanto elas permanecem em média três horas e 31 minutos por dia diante da televisão, as alemãs não ficam mais do que uma hora e meia. Considerando que esse meio de comunicação chega a cerca de 98% dos lares brasileiros, pode-se ter ideia do papel da televisão na formação de meninos e meninas. A publicidade televisiva, por meio de comerciais e merchandising, influencia no comportamento e no modo de pensar das crianças, resultando no crescente consumismo apresentado por elas nos últimos tempos. Esse foi o principal assunto discutido durante o I Fórum Internacional Criança e Consumo, realizado em São Paulo nesta semana, no qual especialistas e militantes defenderam que a propaganda destinada a crianças seja regulamentada no Brasil, a exemplo de outros países.

        Desde 2001, está em tramitação na Câmara dos Deputados, um projeto de lei de autoria do deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) que altera o Código de Defesa do Consumidor, proibindo a publicidade de produtos infantis. A Campanha “Quem financia a Baixaria é Contra a Cidadania”, organizada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara em parceria com organizações da sociedade civil, colocou essa questão como prioritária e realizou, no ano passado, audiências públicas com o objetivo de construir coletivamente uma proposta, a partir desse projeto de lei.

                                   REGULAMENTAÇÃO

        Após amplo debate com a sociedade civil, a deputada federal Maria do Carmo Lara (PT-MG), relatora da proposta na Comissão de Defesa do Consumidor, está concluindo que a grande maioria é favorável à regulamentação desse tipo de propaganda e não à proibição total. “Nisso também entra o aspecto da correlação de forças dentro do próprio Congresso Nacional. Nós sabemos que existem os lobbies das emissoras, das empresas anunciantes e das empresas de marketing, que vão fazer uma pressão imensa. Estamos optando, em vez de apresentar um projeto proibindo, em dar o primeiro passo que é a regulamentação”, explica o deputado federal Orlando Fantazzini (PSOL – SP), coordenador da campanha.

        O substitutivo da deputada vai propor que toda propaganda direcionada a crianças e adolescentes só possa ser exibida após as 22 horas, quando supostamente pais ou responsáveis estão em casa e vão poder analisar se o brinquedo, vestuário ou alimento anunciado é indispensável ou não para a formação de seus filhos. A decisão dos produtos a serem consumidos ficariam, assim, a cargo deles e não das crianças, muito mais vulneráveis aos apelos da publicidade. Esse seria apenas o primeiro passo a caminho da proibição total.
        “Nós vivemos numa sociedade de uma desigualdade social enorme. A programação da televisão chega nas casas das famílias que têm um alto padrão de vida e dos miseráveis. Quando você instiga uma criança a praticamente exigir dos seus pais, que muitas vezes sequer têm os recursos para dar o sustento, algum tipo de produto, cria um problema psicológico tanto para a criança quanto para a família”, justifica o deputado Fantazzini. Para ele, a televisão deveria pautar-se por um processo de educação, não por um processo de consumo. “Nós não queremos que ela seja um instrumento que forme consumidores futuros e nem que seja um instrumento para ampliar o enorme conflito social dos dias de hoje”, justifica ele.

                                   OUTROS PAÍSES

        Diversas pesquisas mostram que nos primeiros anos de vida a criança não sabe sequer distinguir entre o que são os programas das emissoras de televisão e as propagandas. Só por volta dos doze anos ela tem capacidade de entender perfeitamente o objetivo comercial da publicidade, ou seja, que a intenção do anunciante é vender o seu produto. Por conta disso, em janeiro de 2005, a Suécia proibiu completamente a propaganda para crianças na TV, após realizar um plebiscito, com mais de 80% das pessoas favoráveis à medida.
        Em diversos outros países já existe legislação rigorosa que regulamenta essa questão, impondo limites e horários para esses comerciais serem veiculados. A Inglaterra, por exemplo, determina que a publicidade deve ser dirigida aos pais e limita o preço do que pode ou não ser anunciado, impedindo a veiculação de propaganda de produtos considerados muito caros. Além disso, toda a publicidade infantil inglesa é examinada e classificada previamente.
       Em alguns países, como na Alemanha, crianças não podem apresentar publicidade de produtos sobre os quais elas não teriam conhecimento ou que não seriam do natural interesse delas, como anúncios de instituições bancárias. Na Espanha, entre outros lugares, artistas ou personagens de TV, como de desenhos animados e apresentadores de programas infantis, não podem participar de peças publicitárias por causa da influência que exercem sobre as crianças. O merchandising em programas infantis é vetado em diversos países e em outros essas atrações televisivas não podem ser interrompidos por anúncios publicitários.
        Em certos lugares, a regulamentação não se restringe à publicidade televisiva, mas atinge também as embalagens dos produtos – que na Suécia devem ser neutras – e incluem a proibição do estímulo ao consumo excessivo de alimentos. É vetada a publicidade de produtos com brinquedos embutidos e figurinhas para colecionar, como fazem no Brasil alguns chocolates, cereais e lanches de redes de fast-food, o que praticamente força o consumo infantil. Os alimentos gordurosos ou doces consumidos em excesso podem levar a problemas nutricionais sérios como o sobrepeso e a obesidade, que vêm crescendo entre crianças e adolescentes brasileiros.

                                  SEM RESTRIÇÕES

        Já no Brasil, tudo isso ocorre com tranquilidade, pois praticamente não existem restrições. “Aqui nós temos o Código de Defesa do Consumidor, mas ele não é seguido. Nele se considera abusiva toda a publicidade que se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança. Como a publicidade é uma atividade econômica, ela pode ser regulamentada, não é censura”, defende a advogada Noemi Friske Momberger, autora do livro “A Publicidade dirigida às Crianças e Adolescentes: Regulamentações e Restrições”. 
        Algumas pessoas argumentam que a proibição da propaganda para crianças inviabilizaria a existência de programas infantis. Mas nem todos concordam com essa premissa. “No Brasil, o modelo de financiamento da TV é feito pela publicidade, mas em outros países, é paga uma taxa na conta de energia elétrica. Existem outros modelos de sustentação da TV, além da publicidade. O problema da sustentação dos veículos de comunicação não é dos pais, muito menos das crianças, é problema de quem faz”, contra argumenta Sergio Miletto, integrante da campanha e coordenador da CIVES - Associação Brasileira de Empresários pela Cidadania, favorável ao banimento desse tipo de publicidade.

                       VULNERABILIDADE INFANTIL

        Segundo a psicanalista infantil Ana Olmos, a televisão e a publicidade em si não são prejudiciais à criança, os efeitos provocados por elas dependem, na verdade, do uso que se faz delas. “Numa TV determinada pelos interesses do mercado, no entanto, a publicidade infantil conta com a vulnerabilidade da criança para capturá-la, do ponto de vista ideológico, de valores do mundo. Por trás das propagandas existe a ideia de que se você comprar tal produto vai se completar, se incluir, fazer parte das pessoas felizes, ricas e bonitas”, analisa.
       Para o deputado Orlando Fantazzini, se não houver pressão social, o lobby das empresas e das concessionárias de TV pode fazer com que o projeto de lei não seja aprovado, mesmo propondo apenas a regulamentação. “Até porque tanto as emissoras quanto os anunciantes não têm compromisso com a cidadania, com os direitos da criança e do adolescente. Eles têm compromisso exclusivamente com a lucratividade, para elas o mercado está acima da publicidade”, resume.

  
Entendendo o texto:
01 – Qual o título do texto?
      Respeito pela Idade (tenra).

02 – As crianças que mais assiste televisão no mundo, de que País é? E qual a média de tempo em frente da TV?
      São as crianças brasileiras, em média 3:31 minutos.

03 – Qual é o meio que influencia no comportamento e no modo de pensar das crianças?
      A publicidade televisiva, por meio de comerciais e merchandising.

04 – Qual foi o assunto discutido no I Fórum Internacional Criança e Consumo, realizado em São Paulo?
      Trataram-se da regularização da propaganda destinada as crianças, defendidas pelos especialistas e militantes.

05 – Desde 2001, está em tramitação na Câmara dos Deputados, um projeto de lei que altera o Código de Defesa do Consumidor, proibindo a publicidade de produtos infantis, quem é o responsável?
      É de autoria do Deputado Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR).

06 – Por quem foi organizada a Campanha “Quem financia a baixaria é contra a Cidadania”?
      Foi organizada pela Comissão de Direitos Humanos da Câmara, em parceria com organizações da sociedade civil.

07 – Após amplo debate com a sociedade civil, qual foi a decisão com relação a regulamentação?
      “Nisso também entra o aspecto da correlação de forças dentro do próprio Congresso Nacional. Nós sabemos que existem os lobbies das emissoras, das empresas anunciantes e das empresas de marketing, que vão fazer uma pressão imensa. Estamos optando, em vez de apresentar um projeto proibindo, em dar o primeiro passo que é a regulamentação”.

08 – Para o deputado Fantazzini, a televisão deveria pautar por um processo de educação, não por um processo de consumo, qual a visão do deputado?
      “Nós não queremos que ela seja um instrumento que forme consumidores futuros e nem que seja um instrumento para ampliar o enorme conflito social dos dias de hoje”, justifica ele. 

09- De acordo com pesquisas, a partir de que idade as crianças tem condições de distinguir o que é programa de televisão ou propagandas?
      Somente a partir dos 12 anos, ela tem capacidade de entender perfeitamente o objetivo comercial da publicidade.

10 – Após a realização de um plebiscito, qual foi o País que proibiu a propaganda para crianças na televisão? Qual a porcentagem que foi aprovada?
      Foi a Suécia, a partir de janeiro de 2005, e foi aprovada por 80% das pessoas favoráveis a medida.

11 – Na Inglaterra, toda publicidade infantil inglesa, é examinada e classificada previamente, quais as determinações?
      Determina que a publicidade deve ser dirigida aos pais e limita o preço do que pode ou não ser anunciado, impedindo a veiculação de propaganda de produtos considerados muito caros.

12 – Cite um exemplo de propaganda proibida as crianças pelo governo da Alemanha.
      As crianças não podem apresenta propaganda que não tem conhecimento e nem seja do interesse delas. Ex.: Propaganda de Instituição Bancária e Financeira.

13 – Na Espanha, a quem são vetados de fazer propagandas?
      São os artistas ou personagem de TV, e apresentadores de programas infantis, para não influenciar as crianças.

14 – Além da publicidade televisiva a proibição também atinge as embalagens dos produtos, Por quê?
      Para que não haja consumo excessivo de alimentos gorduroso e doces, evitar assim os problemas nutricionais sérios, como o sobrepeso e a obesidade.


15 – No Brasil, quais as restrições existente?
      “Aqui nós temos o Código de Defesa do Consumidor, mas ele não é seguido. Nele se considera abusiva toda a publicidade que se aproveite da deficiência de julgamento e experiência da criança. Como a publicidade é uma atividade econômica, ela pode ser regulamentada, não é censura”, defende a advogada Noemi Friske Momberger, autora do livro “A Publicidade dirigida às Crianças e Adolescentes: Regulamentações e Restrições”. 

16 – De quem é a responsabilidade pela sustentação dos veículos de comunicação?
      O responsável é quem faz a propaganda na TV. Não é dos pais, muito menos das crianças.

17 – Segundo a psicanalista infantil Ana Olmos, a TV e a publicidade em si não são prejudiciais a criança, qual a análise feito por ela?
      “Numa TV determinada pelos interesses do mercado, no entanto, a publicidade infantil conta com a vulnerabilidade da criança para capturá-la, do ponto de vista ideológico, de valores do mundo. Por trás das propagandas existe a ideia de que se você comprar tal produto vai se completar, se incluir, fazer parte das pessoas felizes, ricas e bonitas”, analisa.

18 – Por quê o deputado Orlando Fantazzini, acha que não tem chance de aprovar o Projeto Lei, se não houver pressão social sobre as empresas e a concessionária de TV?
      “Até porque tanto as emissoras quanto os anunciantes não têm compromisso com a cidadania, com os direitos da criança e do adolescente. Eles têm compromisso exclusivamente com a lucratividade, para elas o mercado está acima da publicidade”, resume.

19 – Por quem foi publicado este texto? Em que data?
      Foi publicado por Fernanda Sucupira – Carta Maior, em 31/03/2006.




quinta-feira, 2 de agosto de 2018

MÚSICA: VIDA - PADRE FÁBIO DE MELO - COM QUESTÕES GABARITADAS


Música: Vida
                            Pe. Fábio de Melo

Pelas ruas da cidade, pessoas andam no vai e vem
Não veem o cair da tarde, vão nos seus passos como reféns
De uma vida sem saída, vida sem vida, mal ou bem
Pelos bancos desses parques, ninguém se toca, sem perceber
Que onde o sol se esconde, o horizonte tenta dizer
Que há sempre um novo dia, a cada dia, em cada ser
Não é preciso uma verdade nova, uma ventura
Para encontrar nas luzes que se acendem um brilho eterno
E dar as mãos e dar de si além do próprio gesto
E descobrir, feliz, que o amor esconde outro universo
Pelos becos, pelos bares, pelos lugares que ninguém vê
Há sempre alguém querendo
Uma esperança, sobreviver
Cada rosto é um espelho
De um desejo de ser, de ter
Não é preciso uma verdade nova, uma ventura
Para encontrar nas luzes que se acendem um brilho eterno
E dar as mãos e dar de si além do próprio gesto
E descobrir, feliz, que o amor esconde outro universo
Cada rosto é um espelho
De um desejo de ser, de ter
Talvez quem sabe por esta cidade passe um anjo
E por encanto abra suas asas sobre os homens
E dê vontade de se dar aos outros sem medida
A qualidade de poder viver vida, vida
Vida, vida
Entendendo a canção:
01 – A ideia do texto sobre a vida atual é positiva ou negativa? Retire trechos da primeira estrofe que confirmem sua resposta.
      Negativa, conforme os versos: “Não veem o cair da tarde, vão nos seus passos como reféns / De uma vida sem saída, vida sem vida, mal ou bem.”

02 – Indique, na letra da canção, um trecho que fale do isolamento das pessoas.
      “Pelos bancos desses parques, ninguém se toca, sem perceber”.  
   
03 – Dizemos que há “personificação” quando sentimentos, características ou ações de seres animados são atribuídas a seres inanimados. Indique, no texto, um exemplo de personificação.
      O exemplo de personificação está na terceira estrofe: “Não é preciso uma verdade nova, uma ventura / Para encontrar nas luzes que se acendem um brilho eterno / E dar as mãos e dar de si além do próprio gesto / E descobrir, feliz, que o amor esconde outro universo.”

04 – O que significa dizer “que há sempre um novo dia a cada dia a cada ser”?
      Que a esperança se renova a cada amanhecer.

05 – O que é uma vida “sem vida”, segundo o texto?
      É quando as pessoas andam apressadas pelas ruas e não veem a beleza do cair da tarde.

06 – Qual é a solução apontada pela letra da canção para mudar a “vida sem vida”?
      Que passe um anjo pela cidade e por encanto abra suas asas sobre os homens e dê vontade de se dar aos outros sem medida a qualidade de poder viver vida, vida.



CONTO: A CASA SONHADA - ÂNGELA LAGO - COM GABARITO

Conto: A casa sonhada
          Ângela Lago


     Em Pitangui tinha uma mulher que desandou a querer dormir mais cedo só para sonhar mais. É que toda noite ela sonhava com a mesma casa, que ela adorava, sei lá por quê. Era uma casa confortável, mas comum.
        De manhã, o marido perguntava:
        --- Sonhou com a sua casa?
        --- Sonhei com a sala. Maior que a nossa. Bege-clarinho, com duas portas de sucupira, uma dando para o corredor e a outra para a cozinha. Tinha uma mesa redonda com quatro cadeiras de palhinhas, um quadro em tons de azul, uma poltrona... Ah! – ela suspirava.
        E assim era. Uma noite, sonhava com a cozinha:
        E assim era. Uma noite, sonhava com a cozinha; outra; com o quarto; outra, com a varanda.
        E de novo com a sala...
        Um belo dia, o marido dela, que era funcionário de uma firma, foi transferido para Bom Despacho. Ele foi antes, para preparar a mudança, e por incrível que pareça encontrou uma casa à venda, toda montada, igualzinha à que a mulher descrevia.
        E o melhor; por uma pechincha.
        Não teve dúvidas. Chamou a mulher. Ela não podia acreditar:
        --- É a minha – repetia. – A minha casa!
        Mudaram no ato para a casa sonhada.
        Um dia o ex-dono da casa apareceu, acho que para tratar de prestações ou de papéis da venda.
        A mulher hesitou antes de abrir a porta. O marido tinha saído, ela ainda não conhecia o antigo proprietário, e já estava meio escuro. Mas a voz soa tão familiar... Abriu.
        --- Eu só fazia sonhar com esta casa – foi contando a visita.
        -– Já conhecia cada detalhe...
        --- A casa é Mal assombrada. É melhor que a senhora saiba.
        --- Ele disse, tomando a liberdade de acender a luz. Ai, desandou a gritar:
        --- Aahhahahahaahahahah!!
        A mulher também se assustou, mas olhou em volta e não viu nada.
        --- Não tem ninguém além de nós... – disse, para tranquilizá-lo.
        --- Aahhahahahaahahahah!!
        --- Feito, um louco, ele saiu berrando rua afora. E ela foi atrás:
        --- Mas o que foi? O que viu? O que acontece?
        --- O meu Deus! Não se preocupe é a senhora mesma! – ele conseguiu explicar, antes de cair desmaiado.
                                    Ângela Lago. Sete histórias para sacudir o esqueleto.
São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2005. 
Entendendo o conto:
01 – De acordo com o texto, responda:
a) Onde aconteceu a história?
      Em Pitangui.

b) Quem sonhava com a tal casa?
      Uma mulher.

c) Como era a casa dos sonhos?
      Sonhei com a sala. Maior que a nossa. Bege-clarinho, com duas portas de sucupira, uma dando para o corredor e a outra para a cozinha. Tinha uma mesa redonda com quatro cadeiras de palhinhas, um quadro em tons de azul, uma poltrona... Ah!      

d) Em que cidade o marido encontrou uma casa igualzinha à sonhada pela mulher?
      Em Bom Despacho.

e) Em sua opinião, como a mulher assombrava a casa?
      Resposta pessoal do aluno.

02 – Retire do texto três palavras com encontro vocálico e, em seguida, circule-os:
      Noite – duas – sonhei.

03 – Leia o trecho abaixo: “--- Sonhei com a sala. Maior do que a nossa. Bege-clarinho, com duas portas de sucupira, uma dando para o corredor e a outra para a cozinha. Tinha uma mesa redonda com quatro cadeiras de palhinhas, um quadro em tons de azul, uma poltrona… Ah! – ela suspirava.”
a) Sublinhe no trecho lido as palavras com encontros consonantais:
      Resposta pessoal do aluno.
b) Circule as palavras com dígrafos.
      Sonhei – que – nossa – corredor – cozinha – tinha – quatro – palhinhas – quadro.

04 – No trecho abaixo, identifique os artigos pintando-os e, em seguida, classifique-os em definidos e indefinidos: “Um belo dia, o marido dela, que era funcionário de uma firma, foi transferido para Bom Despacho. Ele foi antes, para preparar a mudança e, por incrível que pareça encontrou uma casa à venda, toda montada, igualzinha à que a mulher descrevia. E o melhor; por uma pechincha.” ·
a)   Artigos definidos: o, a, a, o.
b)   Artigos indefinidos: um, uma, uma, uma.

05 – Procure no texto palavras oxítonas, paroxítonas, proparoxítonas e, complete a tabela abaixo:
* Oxítona: só – lá – papéis – ninguém.
* Paroxítona: confortável – sucupira – cozinha.
* Proparoxítona: suspirava – dúvidas.

06 – Escreva o sinônimo e o antônimo das palavras destacadas no trecho a seguir retirado do texto. Não esqueça de consultar seu dicionário! “Um dia o ex-dono da casa apareceu, acho que para tratar de prestações ou dos papéis da venda. A mulher hesitou antes de abrir a porta. O marido tinha saído, ela ainda não conhecia o antigo proprietário, e já estava meio escuro. Mas a voz soava tão familiar… Abriu.”

                      Sinônimo          -          Antônimo.
* Apareceu: chegou                -          desapareceu.
* Hesitou:    duvidou                -          afirmou.
* Saído:       ausentado            -          chegado.
* Antigo:      velho                    -           novo.
* Escuro:     noite                     -           claro.
* Abriu:        surgiu                   -           fechou.




CAUSO: BARBEIRO - PUBLICADO POR ROBERTO COHEN - COM QUESTÕES GABARITADAS


Causo: Barbeiro

        Diz que, um belo dia, um índio bem alegre chegou numa barbearia juntamente com um menino, os dois para cortar o cabelo. 
        O barbeiro, gente mui buena, fez um belo corte no índio, que já aproveitô pra aparar a barba, enfim, deu um trato geral. Depois de pronto o índio, chegou a vez do guri. Nisso o índio disse pro barbeiro:
        -- Tchê, enquanto tu corta as melena do guri, vou dar um pulo até o bolicho da esquina comprar um cigarrito e já tô de volta
        -- Tá bueno! -- disse o barbeiro. 
        Só que o barbeiro terminou de cortar o cabelo do guri e o índio não apareceu. 
        -- Senta aí e espera que teu pai já vem te buscar. 
        -- Ele não é meu pai! - disse o moleque. 
        -- Teu irmão, teu tio, seja lá o que for, senta aí. 
        -- Ele não é nada meu! -- falou o guri. 
        Aí o barbeiro perguntou intrigado:
        -- Mas quem é o animal então?
        -- Não sei! Ele me pegou ali na esquina e perguntou se eu queria cortar o cabelo de graça! 
Autor desconhecido. Publicado por Roberto Cohen em 
20 de Novembro de 1999.
Entendendo o causo:
01 – Quem são os personagens do causo?
      O índio; o menino e o barbeiro.

02 – As hipóteses que você havia levantado sobre o texto se confirmaram?
      Resposta pessoal do aluno.   

03 – Como o narrador caracteriza os personagens?
·        O barbeiro como gente muito boa.
·        O índio como uma pessoa bem alegre.
·        O menino com o cabelo grande.

04 – Após o barbeiro cortar o cabelo do índio, o que o índio disse ao mesmo?
      “-- Tchê, enquanto tu corta as melena do guri, vou dar um pulo até o bolicho da esquina comprar um cigarrito e já tô de volta.” 

05 – O texto informa quando e onde aconteceu esse episódio?
      Não. De acordo com o texto, só diz que era um belo dia.

06 – A princípio, qual se imagina que seja a relação entre o homem e o menino? Por quê?
      A relação de pai e filho. Porque era um homem e um garoto, e chegaram juntos ao salão.

07 – Até que ponto do texto essa impressão se mantém? Copiar o verso que comprava isso.
      “Ele não é meu pai.”    
 
08 – Quem disse a frase: “Mas quem é o animal então”? E a quem estava se referindo?
      Foi o barbeiro. E se referia ao índio.

09 – Você achou o final engraçado? Surpreendente? Por quê? 
      Resposta pessoal do aluno.   

10 – Por que o barbeiro ficou intrigado e ao mesmo tempo irritado?
      Porque ele se sentiu enganado, e não esperava por isso.

11 – Copie do texto expressões coloquiais, informais: 
      “... aproveitô pra aparar... /
       ... deu um trato... /
       ... bolicho... /     
       ... corta as melenas...”

12 – O que significa a expressão destacada no texto? Você costuma utilizá-la? 
      Significa que não vou demorar para voltar. Sim, sempre.

13 – Podemos afirmar que esse texto pertence ao gênero textual CAUSO ou CONTO? Justifique sua resposta: 
      É gênero causo, pois é uma história contada de forma engraçada, com objetivo lúdico.