sábado, 30 de junho de 2018

CRÔNICA: UM MURO NO MEIO DO CAMINHO - RAIMUNDO MATOS - COM GABARITO

CRÔNICA: Um muro no meio do caminho
                Raimundo Matos

      -- Tá na hora de ir para a escola. Vamos com esse café que você está atrasado!
        Juca deu um pulo da mesa, pegou a pasta com os livros e cadernos, pendurou de um lado e lá se foi porta afora. “—Cuidado quando atravessar a rua!” Foram as últimas palavras que ouviu vindas da sala, antes de sair pra pegar o elevador.
        “Essa rua é tão chata, tão conhecida, tão sem graça, tão boba, tão igualzinha todos os dias, que eu posso fazer o caminho de olhos fechados e não vai acontecer nada. Aposto! Se pelo menos tivesse que tomar ônibus, metrô, outro ônibus, mas não, todos os dias a mesma coisa. Todas as portas fechadas, as cortinas cerradas, os portões com cadeado, os jardins com cachorros, cachorros não, feras! Será que não tem um jeito de modificar esse caminho? ... Tem que ter”!
        Pensando assim, nem notou que o elevador estava parado, esperando. Entrou. Apertou o botão para o térreo, mas lá se foi a geringonça para cima. Foi subindo, subindo, subindo e breck. A porta se abriu e entrou a moça do oitavo, aquela do nariz bem fino. Zuuuuuuuuuuuum!
        Quando a porta abriu no térreo, pulou pra fora esbarrando no zelador.
        -- Que menino mal-educado – falou a moça de nariz fino quando passou pelo zelador.
        Juca estava na calçada. A barulheira dos carros era infernal. Na sua frente, a rua. Comprida e chaaaaaaaaata! Suspirou, arrastando-se até a escola.
        Tudo igual o ano inteiro.
        Na entrada da escola, foi logo de colega em colega. Quero um muro no meio do caminho! Quero um muro no meio DO CAMINHO! Quero um muro NO MEIO CAMINHO! Quero UM MURO NO MEIO DO CAMINHO! QUERO UM MURO NO MEIO DO CAMINHO!
        Alguns colegas arregalavam os olhos e não entendiam nada, nem queriam entender. Outros iam logo fazendo perguntas, querendo detalhes. Uma menina, do terceiro B, deu a maior força.
        Durante a aula de História, passou um bilhete pro Chico, que foi passando de mão em mão. Alguém perguntou: -- PRA QUÊ? Alguém respondeu: -- EU TAMBÉM QUERO! O mais comportado da sala, que sentava na frente, nem se deu conta do que estava acontecendo. Só tinha olhos para a professora Teresa. Os papéis iam e vinham como formiga no formigueiro. Pra lá e pra cá, bem ligeirinhos. Uma beleza responder aqueles bilhetes.
        -- Pedro Álvares Cabral descobriu o Brasil em 1500. Os habitantes da nova terra eram os índios. Na terra descoberta tinha muita madeira, o pau-brasil. Quando as caravelas foram embora ficaram dois ladrões. Na nova terra tudo cresce e floresce. Tudo isso entrava por um ouvido e saia por muitos. A maioria da classe não prestava atenção em nada. Os bilhetes iam e vinham. Alguém levantou a mão e pediu para fazer pipi, quando voltou, trouxe muitos bilhetes apoiando a ideia do Juca. Uma menina de maria-chiquinha passou pela porta e gritou.
        -- Queremos um muro no meio do caminho!
        Em seguida, passou um cartaz dizendo a mesmíssima coisa.
        A carteira do Juca estava branquinha de papel. Chega mais um bilhete e junto com ele, uma grande mão de unhas vermelhas.
        -- Me dê esses papéis, João Luiz.
        Silêncio profundo como um poço profundo.
        -- Que história é essa de um muro no meio do caminho? A professora Teresa, parada na frente, tentava controlar a sua irritação.
        -- O que é que você anda lendo, João Luiz?
        Novamente o silêncio. Muitos olhos arregalados, uns tantos ouvidos atentos. Um silêncio profundo.
        -- RESPONDA!!!
        -- Ora, professora, um muro no meio do caminho para tornar a rua mais interessante! – disse Juca com ar inocente.
        -- O muro é uma barreira, retrucou a professora Teresa.
        -- Depende de como se faz o muro, ora.
        -- Um muro é um empecilho! O dedo em riste da professora saltou na frente do Juca.
        -- Mas ele pode ser um trilho, professora. Um brinquedo!
        -- Isso são coisas de criança!
        -- Criança é gente de cara e dente e nariz pra frente!
        A professora respirou fundo, passou a mão nos cabelos bem arrumados e num tom de voz firme pôs fim naquela conversa.
        -- Vamos continuar a aula!
        Ouviu-se um grande e único bocejo na sala. A professora Teresa continuou a sua aula, mas muito perturbada: refletia na ideia do Juca. “Onde já se viu?! Um muro no meio do caminho, impossível!”.    
    
                              Raimundo Matos. Um muro no meio do caminho.
                                           Editora Salesiana Dom Bosco (excertos).
Entendendo o texto:
01 – Qual o significado das palavras abaixo:
·        Cerradas: fechadas.
·        Retrucou: respondeu.
·        Infernal: insuportável.
·        Empecilho: obstáculo.
·        Detalhes: pormenores.
·        Refletia: pensava.
·        Apoiando: aprovando.

02 – As palavras cerrado e serrado, tem significados diferentes, faça uma frase empregando as palavras, de acordo com o seu significado.
a)   Cerrado: resposta pessoal do aluno.
b)   Serrado: resposta pessoal do aluno.

03 – Quem é o protagonista, isto é, a personagem principal do texto?
      É o Juca.

04 – Que ideia a rotina despertou em Juca?
      A ideia de construir um muro no meio da rua.

05 – Como os amigos acolheram essa ideia?
      Eles gostaram da ideia.

06 – A professora aderiu à ideia? Por quê?
      Não. Ela achava que o muro seria uma barreira.

07 – Quais as características do Juca?
      Criativo, novidadeiro, animado, líder.

08 – E da professora? Como você a caracterizaria? Como moderna? Tradicional? Exigente? Boazinha?
      Resposta pessoal do aluno.

09 – Relacione os nomes próprios que aparecem no texto “Um muro no meio do caminho”:
      Juca, Teresa, João Luiz, Chico, Pedro Álvares Cabral, Brasil.

10 – Escreva um nome próprio de acordo com o que se pede abaixo:
·        Nome de sua cidade: Resposta pessoal do aluno.
·        Nome de sua escola: Resposta pessoal.
·        Nome de um rio de sua região: resposta pessoal.
·        Nome de um jornal: resposta pessoal.
·        Nome do seu time de futebol: resposta pessoal.
·        Nome de um animal de estimação: resposta pessoal.

11 – Dê o plural destes substantivos abaixo:
·        Nariz: narizes.
·        Rapaz: rapazes.
·        Cartaz: cartazes.
·        Luz: luzes.
·        Voz: vozes.
·        Cruz: cruzes
·        Noz: nozes.
·        Vez: vezes.
     


sexta-feira, 29 de junho de 2018

FILME(ATIVIDADES): O CAÇADOR DE PIPAS - MARC FORSTER - COM SINOPSE E QUESTÕES GABARITADAS

Filme(atividades): O CAÇADOR DE PIPAS
Data de lançamento 18 de janeiro de 2008 (2h 02min)
Direção: Marc Forster
Gênero Drama
Nacionalidade EUA

SINOPSE E DETALHES

        Kabul. Amir (Zekeria Ebrahimi) e Hassan (Ahmad Khan Mahmidzada) são dois amigos, que se divertem em um torneio de pipas. Após a vitória neste dia um ato de traição de um menino marcará para sempre a vida de ambos. Amir passa a viver nos Estados Unidos, retornando ao Afeganistão apenas após 20 anos. É quando ele enfrenta a mão de ferro do governo talibã para tentar consertar o ocorrido em seu passado.

Entendendo o filme:
01 – Identifique o período que se desenrola o filme?
      Ele se desenrola durante um período da história do Afeganistão, que compreende a queda da monarquia nos anos 70, a invasão dos soviéticos, ao final da mesma década, e a ascensão dos Talibãs ao poder, nos anos 90.

02 – Quem é o diretor do filme “O Caçador de Pipas”?
a)   John Green.
b)   J. K. Rowling.
c)   Marc Forster.
d)   Khaled Hosseini.
e)   Henryk Broder.

03 – Qual o nome do pai de Amir?
a)   Rahim.
b)   Asset.
c)   Baba.
d)   Hassan.
e)   Ali.

04 – O que Hassan era de Amir?
a)   Pai.
b)   Tio.
c)   Primo.
d)   Melhor amigo.
e)   Inimigo.

05 – No seu aniversário de treze anos, Amir recebe diversos presentes de seu pai e dos amigos deste. Entretanto, um deles é particularmente especial, recebido por Rahim. O que é?
a)   Uma pipa.
b)   Um caderno em branco.
c)   Um livro de aventuras.
d)   Um diário.
e)   Um relógio.

06 – Em que ano Amir e Baba deixam o Afeganistão, escapando do novo regime soviético?
a)   1980.
b)   1960.
c)   1970.
d)   1984.
e)   1975.

07 – Complete: Baba é diagnosticado com um câncer no Pulmão.

08 – Com quem Amir Jhan se casa?
a)   Hilda Hilst.
b)   Soraya Taberi.
c)   Terese Hanx.
d)   Soray Jane.
e)   Mary Anne.

09 – Os anos se passam, Amir descobre que Hassan casou-se e depois morreu, mas teve um filho e a missão de Amir era tirá-lo de um orfanato em Talibã. Qual o nome do filho de Hassan?
a)   Assef.
b)   Ali.
c)   Sohrab.
d)   Paul.
e)   Arthur.

10 – Há uma frase que Hassan disse para Amir uma vez, e anos depois, Amir também a diz para Sohrab. Qual é ela?
a)   Não há ato mais infame do que roubar.
b)   Por você, faria isso mil vezes!
c)   Você vai ser grande e famoso.
d)   Ei, nariz achatado!
e)   Nós ganhamos!

11 – Hassan era conhecido por:
a)   Sua alegria e coragem.
b)   Sua amizade e entusiasmo.
c)   Sua coragem e dignidade.
d)   Sua liberdade e independência.
e)   Sua arrogância e covardia.

12 – Cite quatro lições de vida que você pode aprender com o filme.
      Resposta pessoal do aluno. Sugestão:
      1 – Existem formas de ser bom de novo.
      2 – Dê valor aos seus amigos.
      3 – Roubar é o pior pecado que existe.
      4 – É melhor se machucar com a verdade que se confortar com a mentira.



MÚSICA(ATIVIDADES): ADEUS BATUCADA - CARMEM MIRANDA - COM GABARITO

Música(Atividades): Adeus Batucada

                                                 CARMEM MIRANDA
Adeus, adeus
Meu pandeiro do samba
Tamborim de bamba
Já é de madrugada

Vou-me embora chorando
Com meu coração sorrindo
E vou deixar todo mundo
Valorizando a batucada

Adeus, adeus
Meu pandeiro do samba
Tamborim de bamba
Já é de madrugada

Vou-me embora chorando
Com meu coração sorrindo
E vou deixar todo mundo
Valorizando a batucada

Em criança com samba eu vivia sonhando
Acordava e estava tristonha chorando

Joia que se perde no mar
Só se encontra no fundo
Samba mocidade
Sambando se goza
Nesse mundo

E do meu grande amor
Sempre eu me despedi sambando
Mas da batucada agora me despeço chorando
E guardo no lenço esta lágrima sentida
Adeus batucada
Adeus batucada querida.
                                                    Composição: Synval Silva
Entendendo a canção:
01 – Que sentimento acompanha o adeus à batucada? Utilize verso(s) da letra da música para comprovar a sua resposta.
      “Vou-me embora chorando
       Com meu coração sorrindo.”

02 – Que instrumentos musicais são utilizados para expressar a despedida?
      Pandeiro e Tamborim.

03 – Que relação é estabelecida pelo conectivo “mas”, no terceiro verso da última estrofe?
      Mas é uma conjunção adversativa, (contradição) e aqui diz que antes despedia sambando, mas agora despede chorando.

04 – Segundo o autor, “Synval Silva”, esta canção é um tributo a quê?
      A farra que ele desde criança aprendeu a adorar, e agora passa adiante para que outros passem a admirá-la. “E do meu grande amor sempre eu me despedi sambando...”, diz o poeta.

05 – Que tipo de samba, podemos considera-lo?
      Choroso, sentimental, um belo canto de despedida.


CRÔNICA FURTO DE FLOR - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE - COM GABARITO

Crônica: Furto de flor
            Carlos Drummond de Andrade


        Furtei uma flor daquele jardim. O porteiro do edifício cochilava, e eu furtei a flor.
        Trouxe-a para casa e coloquei-a no copo com água. Logo senti que ela não estava feliz. O copo destina-se a beber, e flor não é para ser bebida
        Passei-a para o vaso, e notei que ela me agradecia, revelando melhor sua delicada composição. Quantas novidades há numa flor, se a contemplarmos bem.
        Sendo autor do furto, eu assumira a obrigação de conservá-la. Renovei a água do vaso, mas a flor empalidecia. Temi por sua vida. Não adiantava restituí-la no jardim. Nem apelar para o médico de flores. Eu a furtara, eu a via morrer.
        Já murcha, e com a cor particular da morte, peguei-a docemente e fui depositá-la no jardim onde desabrochara. O porteiro estava atento e repreendeu-me.
        – Que ideia a sua, vir jogar lixo de sua casa neste jardim!
Carlos Drummond de Andrade. Contos plausíveis.
Rio de Janeiro, José Olympio, 1985. p. 80.
Entendendo a crônica:

01 – “Furto de flor”, é uma narrativa em que o autor também é personagem. Retire do texto e anote o que comprove essa afirmação.
      (Eu) “Furtei uma flor (...)”. A narrativa é feita na 1ª pessoa do singular.

02 – O narrador trata a flor como se fosse uma pessoa. Reconheça no texto algumas passagens em que isso ocorre.
      “Logo senti que ela não estava feliz. Passei-a para um vaso e notei que ela me agradecia...”

03 – Em vez de ter usado o verbo furtar, o narrador poderia ter usado o verbo roubar? Por quê?
        Não, porque ele se apoderou da flor furtivamente. Roubar geralmente supõe violência. A pessoa roubada presencia o fato.

04 – Segundo o texto, o porteiro considerou lixo a flor morta. Qual a intenção do autor ao querer depositá-la no jardim?
      Sentiu-se culpado por tirar a vida da flor. Quis devolvê-la, pois ali era o seu lugar.

05 – Qual é o título do texto? Quem é o autor?
      Furto de flor. Carlos Drummond de Andrade.

     


POESIA PARA SÉRIES INICIAIS: AMIGO PEIXE - REGINA SORMANI FERREIRA - COM GABARITO

Poesia: Amigo peixe
  

Peixe do mar,
Peixe do rio
Só quer nadar,
Não sente frio.
                    
Filho de peixe peixinho é.
Peixe não tem que lavar o pé.

Sujar a água
Com detergente,
Peixe tem mágoa
Parece gente.


Água limpinha peixe feliz.
Porque ele é dono do seu nariz.

Tranqueira, lata,
Lixo daninho…
Isso maltrata
Nosso peixinho.

Peixe, peixinho amigo,
Pode contar comigo! 
Regina Sormani Ferreira. Rebenta Pipoca.
São Paulo, melhoramentos, 1986. P27.

Entendendo a poesia:
01 – Qual é o título desta poesia?
      O título da história é “Amigo peixe”.

02 – Quem é o autor?
      A autora é Regina Sormani Ferreira.

03 – Quantas estrofes e versos possui essa poesia?
      Essa poesia tem 6 estrofes e 18 versos.

04 – Sobre o que fala o texto?
      O texto fala sobre a poluição das águas.

05 – O que o peixe gosta de fazer?
      O peixe gosta de nadar.

06 – O texto cita algumas coisas que poluem as águas, quais são elas?
      Detergente, tranqueira, tara e lixo daninho.

07 – O que deixa o peixe feliz?
      A água limpa deixa os peixes felizes.

08 – Circule no texto a palavra que rima com rio.
      Frio.

09 – Faça um X na palavra que rima com nadar.
      Mar.



TEXTO: TEMPO MALUCO - DILÉA FRATE -COM GABARITO

Texto: Tempo maluco
         Diléa Frate

        O Dia perguntou para o Ano: – Em que ano nós estamos?
        O Ano perguntou para o Dia: – Que dia é hoje?”.
        O Mês perguntou para a Hora: – Que horas são?”.
        A Hora consultou o cuco, que respondeu: – Cuco-cuco-cuco! pare de me pressionar senão eu vou acabar maluco.
        Aí a Hora reclamou com o Dia, que reclamou com o Ano, que reclamou com o Século.
        Este, mais velho e mais sábio, não reclamou; acordou de seu sono secular e disse:
        – Parem de atormentar o pobre cuco! Não veem que ele está para ficar maluco?
        Foi aí que o Momento teve uma ideia instantânea e deu um relógio digital japonês para o cuco, que imediatamente aposentou seus ponteiros.
        A partir daí, todos passaram a achar que o cuco estava quebrado, e mesmo quando ele, com o novo relógio no pulso tentava dar a hora certa, ninguém ligava.
        Aquele cuco, sem ponteiros, e de relógio digital japonês no pulso, só podia estar mesmo maluco!
        – Cuco-cuco-cuco! Não estou maluco! – protestou o cuco indignado. Mas não houve jeito.
        O Tempo, que com o progresso já não entendia mais a linguagem dos cucos, explicou que os loucos são assim mesmo, nunca acham que estão doidos. CUCO! CUCO! `
FRATE, Diléa. Histórias para acordar. 4 ed.
São Paulo: Companhia das Letrinhas. 1996.
Entendendo o texto:
01 – Qual é o título do texto?
      Tempo maluco.

02 – Quem é o autor?
      Diléa Frate.

03 – Quantos parágrafos há no texto?
      Este texto tem 12 parágrafos.

04 – Qual é a função deste texto?
      Este texto tem a função de contar uma história.

05 – Quais são os personagens da história?
        Os personagens da história são: o Dia, o Ano, o Mês, a Hora, o Cuco, o Século, o Momento e o Tempo.

06 – Por que o cuco estava ficando maluco?
      Porque ele estava sendo muito pressionado.

07 – Qual foi a ideia do momento?
        Ele teve a ideia de dar um relógio digital japonês para ajudar o cuco.

08 – Por que todos começaram a achar que o cuco estava quebrado?
      Eles achavam que um cuco sem ponteiros e com relógio digital no pulso só podia estar maluco.

09 – Pare pense e responda:
A) Quantos minutos tem uma hora?
      Uma hora tem 60 minutos.

B) Quantas horas tem um dia?
      Um dia tem 24 horas.

C) Quantos dias, em média, tem um mês?
      Um mês tem em média 30 dias.

D) Quantos meses tem em um ano?
      Um ano tem 12 meses.

E) Quantos anos tem em uma década?
      Uma década tem 10 anos.

F) Quantas décadas tem em um século?
      Um século tem 10 décadas.


TEXTO: GOTA E GOGOTA - GRAÇA BATITUCI - COM GABARITO

Texto: Gota e Gogota


      Desde criança, Gogota sempre foi uma gotinha muito curiosa. Ela nunca perdia a oportunidade de fazer perguntas aos mais velhos.
     Era só ver a mãe lavando vasilhas na pia, estendendo roupas no varal ou ocupada com outros afazeres que ela vinha sempre com mil perguntas.
      – Mamãe, estive pensando muito e até hoje não cheguei a nenhuma conclusão do que pode acontecer comigo. Vejo tantas colegas minhas desaparecendo que eu não entendo…
      – Olha filha, agora a mamãe está ocupada e não pode conversar com você. À noite, antes de você dormir, nós conversaremos sobre isso.
        Gogota compreendeu e saiu para brincar com suas companheiras. Juntas, podiam escorregar nas folhas verdinhas, brincar de pinguinhos na cachoeira e de água mole em pedra dura, nas rochas. Brincaram, riram muito e voltaram para casa, exaustas de tanto fazer estripulias.
        À noite, após tomar banho e jantar, ela deitou-se em sua cama e chamou a mamãe pra cumprir o prometido.
        Dona Gota assentou-se perto dela e começou:
        – Olha, filha, cada uma de nós, gotas devemos estar preparadas para o que vai nos acontecer.
        – Como assim, mamãe? Você me assusta…
        – Para a viagem chamada “ciclo da água”.
        – Ciclo da água.
        – Sim. É uma viagem de transformação e elevação. Depois que as gotas se tornam adultas, ficam mais, sensíveis ao calor do sol. Então elas são sugadas e sobem, em conjunto, para as nuvens. É uma viagem maravilhosa! Nos ares, você vê uma paisagem muito linda. Algo nunca visto! Você vai subindo, subindo… até chegar em uma nuvem, onde estão várias outras gotinhas.
        – Quer dizer que eu não vou ficar aqui na terra, com a senhora?
       – Não, filha! Cada gotinha que sobe chega as nuvens, fica lá por um tempo e depois desce novamente, em forma de chuva. A descida é fascinante! Parece uma brincadeira de tobogã. No fim, cada uma cai em um lugar diferente.
        – Você já subiu, mamãe?
      – Sim, filha! Foi na descida, quando caí neste rochedo, que nasceram e seus irmãos e você. Na queda, eu me reparti em quatro partes: Gotinha, Pinguinho, você e eu.
        – Que interessante mamãe! Conte-me como é a subida.
       – Ah! Filha, a subida não é muito agradável! Primeiro sentimos um grande calor, que parece que vamos nos sufocar. Depois, sentimos como que sugadas para cima. Aí o calor vai aumentando … aumentando … e passamos do estado líquido para o estado gasoso; um vaporzinho. É uma transformação que sofremos com o calor do sol.
        – Incrível!!!
     – Quando chegamos às nuvens é que nos sentimos mais aliviadas, pois nos tornamos gotinhas outra vez e ficamos ali, até sermos lançadas novamente para a terra.
       – Puxa! Mamãe quando eu subir, quero cair num canteiro para ser sugada por uma flor e fazer parte ela.
        – Seria ótimo, filha!
                                                                        Graça Batituci
Entendendo o texto:
01 – Qual é o título do texto?
      O título do texto é “Gota e Gogota”.

02 – Quem é o autor?
      A autora é a Graça Batituci.

03 – Quantos parágrafos há no texto?
      Este texto tem 22 parágrafos.

04 – Quais são os personagens da história?
      Os personagens da história são a Gogota e dona Gota.

05 – O que era a Gogota?
      Gogota é uma gotinha de água.

06 – Com quem Gogota brincava?
      Ela brincava com suas companheiras, outras gotinhas.

07 – O que aconteceu após o banho e a janta?
      Gogota deitou na cama e chamou sua mãe para conversar.

08 – O texto fala sobre um processo natural muito importante. Que processo é esse?
      O texto fala sobre o ciclo da água.

09 – Explique o processo citado no texto:
      O ciclo da água é o processo pelo qual a água passa de um estado físico para o outro. A água que está no solo, rios ou lagos, são aquecidos pelo sol e mudam do estado líquido para o gasoso. A água em estado gasoso sobe para a atmosfera agrupando-se nas nuvens. Quando as nuvens ficam carregadas de água a água volta à terra em estado líquido em forma de chuva, ela pode voltar a terra também em forma de neve em estado sólido. A água também pode se solidificar nas geleiras. E o processo começa novamente.

10 – Qual é o desejo de Gogota quando voltar a terra?
      Gogota queria cair em um canteiro para ser sugada por uma flor e fazer parte dela.