segunda-feira, 22 de outubro de 2018

POESIA: A LUA NO CINEMA - PAULO LEMINSK - COM GABARITO

Poesia: A LUA NO CINEMA
          Paulo Leminsk


A lua foi ao cinema,
passava um filme engraçado,
a história de uma estrela
que não tinha namorado.
Não tinha porque era apenas
uma estrela bem pequena,
dessas que, quando apagam,
ninguém vai dizer, que pena!
Era uma estrela sozinha,
ninguém olhava pra ela,
e toda a luz que tinha
cabia numa janela.
A lua ficou tão triste
com aquela história de amor,
que até hoje a lua insiste:
Amanheça, por favor!

 PAULO LEMINSK. Distraídos venceremos. São Paulo, Brasiliense,1993

Entendendo a poesia:

01 – De acordo com o poesia "A lua no cinema", a estrela:
(A) era pequena e solitária.                  
(B) parecia grande na janela.
(C) tinha um namorado apaixonado.   
(D) viveu uma bela história de amor.

02 – O último verso "– Amanheça, por favor!" sugere que a lua:
(A) achou o filme da estrela que tinha namorado engraçado.   
(B) acreditava que a estrela era pequena e sem graça.
(C) desejava esquecer a história da estrela solitária.                 
(D) gostava mais do dia do que da noite.

03 – O texto "A lua no cinema" é uma poesia por usar:
(A) orações.   
(B) períodos.  
(C) parágrafos.    
(D) versos.

04 – Da leitura da poesia percebe-se que a estrela:
(A) era um astro insignificante.   
(B) era uma artista engraçada.   
(C) tinha inveja da lua.   
(D) tinha uma história feliz.

05 – A poesia trata:
(A) da solidão.   
(B) da tristeza.    
(C) da amizade.   
(D) do ciúme.

06 – Nos versos: “Não tinha porque era apenas
                            Uma estrela bem pequena...”
O uso do porque introduz:
(A) A causa de não ter namorado.
(B) Uma oposição a um filme engraçado.
(C) A consequência de uma história de amor.
(D) Uma comparação do tamanho da estrela com a intensidade da luz.

07 – De que fala esta poesia?
      Conta a história de uma estrela que não tinha namorado.

08 – Marque a sequência de verbos na estrofe abaixo:
    “A lua foi ao cinema
    passava um filme engraçado,
    a história de uma estrela
    que não tinha namorado.”

(A) Lua, engraçado, namorado
(B) foi, passava, tinha
(C) cinema, filme, história
(D) ao, que, não.

09 – “Com aquela história de amor...” Assinale o pronome demonstrativo no verso citado acima:
(A) Com
(B) de
(C) aquela
(D) amor.




CONTO PARA SÉRIES INICIAIS: O MACACO DE ÓCULOS - COM GABARITO


Conto: O MACACO DE ÓCULOS

        Um macaco, que se achava muito esperto e inteligente, estava ficando velho e já não enxergava muito bem.
        Preocupado com isso, resolveu usar sua esperteza e saber o que os homens fazem quando ficam velhos e já não enxergam bem.
        Conversando com alguns, descobriu que era preciso usar óculos. Arranjou seis pares de óculos para não correr o risco de um só não dar certo.
        Pendurou um no pescoço, outro no rabo, um na cabeça, outro na nuca, um no pé, um outro na mão... mas nada! Continuava sem enxergar. Cheirou, lambeu, mudou as posições e não conseguiu nenhum resultado.
        Continuava enxergando mal, o macaco, então pensou que estava sendo enganado pelos homens. Ficou furioso!
        Pegou seus pares de óculos, jogou-os no chão e pisou em cima.
        Coitado! Continuou sem enxergar!
                                                                                                      Postado por Alessandra 5º ano

Entendendo o conto:
01 – O personagem da história é:
(X) Um macaco que se achava muito esperto
( ) Um macaco amigo dos homens
( ) Um macaco muito jovem

02 – O macaco não enxergava bem por que?
( ) Estava doente
(X) Estava ficando velho
( ) Estava com os olhos machucados.

03 – Para descobrir como enxergar melhor, o macaco foi conversar com:
(X) Alguns homens
( ) Alguns animais
( ) Alguns macacos.

04 – O que o macaco descobriu sobre os homens quando estes ficam velhos e não enxergam mais?
      Precisam usar óculos.

05 – Em quais lugares do corpo, o macaco pendurou os óculos?
      Pendurou um no pescoço, outro no rabo, um na cabeça, outro na nuca, um no pé, um outro na mão...    
  
06 – Numere as ações do macaco de acordo com a ordem em que aparecem no texto.
(2) Lambeu os óculos
(4) Jogou os óculos no chão.
(1) Cheirou os óculos
(3) Mudou os óculos de posição.

07 – O macaco pensou que estava sendo enganado pelos homens. Ser enganado é o mesmo que:
( ) Ser amado.            (X) Ser traído.             ( ) Ser ajudado.

08 – “Só podia ser engraçado, macaco botar óculos no rabo”.
Na frase acima, a palavra em negrito significa:
( ) Calçar.                  ( ) Vestir.                  (X) Colocar.

09 – O macaco enxergava muito mal. O contrário da palavra sublinhada é:
      O macaco enxergava muito bem.

10 – De acordo com o texto, o macaco era:
( ) Doce.                ( ) Esperto.                   (X) Velho.

11 – Copie a frase abaixo, passando a para o plural.
        O homem bondoso ajudou o macaco.
      Os homens bondosos ajudaram os macacos.

TEXTO: A BELEZA NÃO É FUNDAMENTAL - LUIZ ALBERTO PY - COM QUESTÕES GABARITADAS

Texto: A Beleza não é fundamental
        A BELEZA NÃO É UM ATRIBUTO FUNDAMENTAL 

        Entre os mitos do amor não provados, porém muito acreditados encontra-se o da beleza. Diz-se que a paixão pede a beleza para crescer e nosso querido poeta Vinícius de Moraes chegou ao extremo de afirmar: "As feias que me perdoem, mas beleza é fundamental.” Já na descrição homérica da guerra de Tróia, atribuía-se o conflito à beleza de Helena, reforçando a crença no poder da estética e em sua importância para o florescimento do amor.
        No entanto, as coisas não se passam bem assim na realidade. Se a beleza fosse imprescindível para o amor, onde ficariam todos os feios e as feias que conhecemos, provavelmente a maior parte da população? Eles precisariam perguntar ao poeta para que seria a beleza fundamental. Como a beleza é menos frequente do que a feiura, podemos presumir que a maioria formada pelos feios dê valor à qualidade que lhes é ausente e, por essa razão, haveria uma ponderável parcela de pessoas valorizando, até excessivamente, a beleza como qualidade importante na busca de um parceiro. Para confirmar essa hipótese, podemos tomar o exemplo do próprio Vinícius de Moraes, que certamente já não primava pela beleza na época em que criou a famosa frase.
        Frequentemente, vemos casais que nos chamam a atenção exatamente por serem singularmente díspares, pois, enquanto um é muito bonito, o outro é bem o contrário. É provável que isso se deva a um fenômeno bastante comum a atração dos opostos. Tanto quanto uma pessoa feia pode valorizar a beleza como qualidade que busca em seu parceiro, a pessoa bonita pode se desinteressar por uma qualidade que, para ela, não passa de um dom natural, em geral escassamente apreciado por não ser fruto de um especial esforço, por não ser uma conquista, mas algo recebido, por assim dizer, de mão beijada.
        Na verdade, se pensarmos friamente, a beleza como característica desejada no parceiro que buscamos deve vir numa posição não muito destacada, visto que existem muitas outras qualidades que são de fato mais fundamentais quando procuramos nosso companheiro de viagem pela vida. Honestidade, inteligência, capacidade de amar, diligência, generosidade, bondade, disciplina pessoal e saúde são algumas das qualidades que valorizam uma pessoa mais que simplesmente sua formosura. Daí a sabedoria popular afirmar que "beleza não põe mesa".
        Não resta a menor dúvida de que a beleza abre portas, facilita um primeiro contato, cria uma impressão favorável e uma predisposição positiva nas pessoas. Até porque ela tende a ser vista como a expressão externa de algo interno, ou seja, mostra-se como uma prévia de qualidades a serem percebidas posteriormente. Tendemos a acreditar que uma pessoa é boa e inteligente simplesmente porque é bela. Isso, porém, pode se tornar uma faca de dois gumes na medida em que se passa a esperar um melhor desempenho e um maior leque de qualidades em uma pessoa, apenas pelo fato de ela ser bonita.
        É muito comum encontrarmos entre as mulheres – como corolário do mito da beleza fundamental – um outro mito: o da capa de revista. Muitas mulheres tendem a ficar inseguras quando disputam um namorado com outra que consideram mais bonita ou quando percebem seu homem manifestar interesse por uma mulher do tipo capa de revista. Na imaginação, acolhem a ideia de que os homens tenderiam a procurar mulheres especialmente bonitas para serem suas parceiras, o que viria a se encaixar com a ideia de que a beleza seria mesmo a qualidade mais valorizada por eles. Podem até existir aqueles que colocam a beleza em primeiro lugar, mas é muito provável que sejam minoria. A maior parte dos homens está em busca de mulheres com outras qualidades consideradas mais fundamentais.
        A qualidade de fato mais importante está na capacidade de cada indivíduo tirar partido dos aspectos positivos de sua aparência. Com isso, cada um de nós mostra que, mais fundamental do que ser bonito, é revelar uma atitude de amor, carinho e cuidado consigo mesmo. Isso pode ser percebido por sinais exteriores que, por serem realmente mais valiosos do que a beleza natural, acabam se confundindo com ela. O que acontece, muitas vezes, é que uma pessoa se torna atraente e nos parece bonita devido somente às suas outras qualidades. 

                                                       Luiz Alberto Py. Caras, 2/3/1995.
Entendendo o texto:
01 – Com esse texto, qual dos seguintes pontos de vista o autor procura defender? Marque a resposta adequada:
a)   A beleza física não existe; ela é relativa e depende de outras qualidades que temos.
b)   A beleza física não é o mais importante para a felicidade amorosa, apesar de ser muito valorizada socialmente.
c)   Além da beleza física, outros valores devem ter menos importância do que têm recebido socialmente.
d)   A beleza não é valorizada socialmente como deveria ser.

02 – O autor do texto concorda com o poeta Vinícius de Moraes no que diz respeito à beleza? Justifique.
      Não. Para o autor, existem outras qualidades que valorizam uma pessoa mais que a beleza física.

03 – No 5° parágrafo, o autor reconhece que a beleza “abre portas”, facilita o contato inicial com outras pessoas. Porém, em contrapartida, ela também cria problemas para a pessoa bonita. Responda:
a)   De que maneira a beleza “abre portas” para aquela que a possui?
Ela facilita um primeiro contato e cria uma impressão favorável.

b)   Que tipo de problema, segundo o texto, a beleza pode trazer?
Acredita-se que uma pessoa seja boa e inteligente simplesmente por ser bela.

04 – Ao longo do texto, o autor desenvolve seu ponto de vista acerca da importância da beleza. Identifique, no último parágrafo, a palavra ou expressão que explicita e comprova a posição do autor em relação a este aspecto.
      “Revelar uma atitude de amor”.

05 – A Revista Caras, na maior parte de seus textos, trata de notícias relacionadas a pessoas de renome na sociedade: artista de televisão (principalmente de novelas), empresários, músicos, cantores, modelos, jogadores de futebol, etc. Muitas dessas pessoas são fotografadas em suas mansões e aparecem maquiadas, com roupas finas, joias, carros luxuosos...
a)   Com base nas informações acima, responda: Que importância a beleza física tem nesse universo social retratado na revista? Justifique.
Muita importância, já que se destaca e se dá importância ao belo e ao material.

b)   O texto de Luiz Alberto confirma ou questiona os valores geralmente expostos por esse grupo social? Justifique.
Questiona, já que ele aponta qualidades outras, além da beleza física.

06 – Explique e caracterize o que é uma mulher tipo “capa de revista”.
      É a mulher bela, de acordo com os padrões de beleza valorizados em determinada sociedade.

07 – Transforme o predicativo do sujeito da frase abaixo numa oração subordinada predicativa. Sublinhe-a.
        “O caráter realmente é fundamental.”
      O caráter realmente é o que se considera fundamental.

08 – Uma as orações abaixo com o pronome relativo cujo ou uma de suas variantes.
        “Esse garoto parece brilhante. O coração desse garoto é grande.”
      Esse garoto cujo coração é grande parece brilhante.

09 – Coloque V ou F conforme as afirmativas sejam VERDADEIRAS ou FALSAS: Corrija as FALSAS.
(V) Em: “Dizem que a paixão é bela” temos duas orações: a primeira é a principal e a segunda, subordinada substantiva predicativa.

(F) Em: “A sabedoria é essencial e a beleza é complemento.” temos duas orações coordenadas assindéticas.
Justificativa: Somente uma é assindética.

(F) Em: “Quando nós valorizamos somos mais felizes.” Temos, na primeira oração, uma ideia de causa.
Justificativa: Temos uma ideia de tempo.

(V) Em: “Quanto mais ria, mais bonita ficava.” A primeira oração é subordinada adverbial proporcional.

10 – Transforme os períodos simples em períodos compostos por subordinação. Sublinhe as orações subordinadas adjetivas e circule os pronomes relativos:
a)   A menina era bonita. Geraldo namorava a menina.
A menina que Geraldo namorava era bonita.

b)   Esta é a “capa da revista”. Eu lhe falei da “capa de revista”.
Esta é a capa da revista que eu lhe falei.






TEXTO: ONZE HOMENS CERCAM MULHER NA MADRUGADA - MARILENE FELINTO - COM QUESTÕES GABARITADAS

Texto: Onze homens cercam mulher na madrugada
                 MARILENE FELINTO – DA EQUIPE DE ARTICULISTAS

      Foram ao todo onze homens para uma única mulher, numa única madrugada. "Você pensa que essas coisas nunca vão acontecer com você", a frase típica da mentalidade estreita das classes favorecidas, incapazes de entender que a vida são os acidentes, os imprevistos do meio do caminho. Não é necessário muita filosofia. Uma simples frase de letra de música de John Lennon diz: "a vida é o que lhe acontece enquanto você está ocupado fazendo outras coisas."
        Foram onze homens ao todo numa única madrugada. O carro pifou de repente, às duas da manhã na rua deserta, do bairro de classe média. A mulher teve um arrepio de horror: é agora que vou ser estuprada. O carro não respondia, acusando o defeito insondável.
        São Paulo, gigantesca, ganhava dimensões assustadoras no eco silencioso da madrugada. O carro, pedaços e partes de lata, ferro e fluidos incompreensíveis, não respondeu.
        A mulher desceu, só. Nessas horas, dependendo da mulher que se é, não haverá um homem a seu lado. O dela estava longe, no estrangeiro. Isso dava a exata noção de sua pior solidão. Quando olhava ao redor procurando sinal de vida, sentiu um início de desespero.
        O carro, mudo, tinha virado um poste de concreto, um pedaço de asfalto, matéria inanimada que antes, funcionando, não parecia – o carro antes parecia gente, um homem grande, que a trazia de volta para casa a salvo. Dele dependia sua segurança pessoal, sua integridade física, sua vida.
        Era um desses casos de defeituosa inserção da tecnologia no domínio global da vida: o crescimento das grandes cidades, a escravização do homem pela máquina, a desorganização social.
        Ela seria estuprada em plena rua na madrugada.
        Mas logo reagiu. Afinal, sempre tinha sido assim. Diante dos supostos perigos noturnos ela tinha, desde menina, desenvolvido fortalezas internas. Sua vida real, na época, era tão ruim que ela não temia sombras ocultas no escuro.
        Sempre enfrentou com desassombro os fantasmas que povoavam a infância. Aprendeu cedo a achar aquilo tudo mentira, pura mentira. Aprendeu cedo a achar que nada podia ser pior do que a própria vida real e as próprias pessoas.
        Os primeiros homens para quem acenou por ajuda vinham numa motocicleta. Ela não viu que havia um terceiro a segui-los de carro. Pararam, um deles meio bêbado. Tentaram o tranco, sem violência.
        Os três seguintes estavam juntos num carro de luxo, que ela avistou de longe. Pararam. Um deles até ofereceu o celular, se ela quisesse pedir ajuda.
        Os outros três eram feirantes já montando barracas para a feira do dia. Um deles, negro, fingiu-se de aleijado, saltitando numa perna só, ao perceber que ela vinha pedir ajuda. Ela riu. Os três empurraram o carro ao longo do trecho final.
        Os últimos foram o porteiro e o zelador, que terminaram de acomodar o carro na garagem. Sentindo-se uma rainha, ela reprimiu o desejo de beijar na boca todos aqueles homens, gentis servos da noite. Afinal, arre! Como dizia um poeta, ela estava farta de semideuses. Havia enfim, gente nesse mundo até possível.
                                         Marilene Felinto. Folha de São Paulo, 16 de abril de 1996.
Entendendo o texto:

01 – O título tem caráter sensacionalista. Explique.
      O título, através do vocabulário, chama a atenção do leitor de forma sensacionalista.

02 – A aventura que vai ser narrada tem sua apresentação no 1° parágrafo: de início, a autora repete as informações que já foram dadas no título e, em seguida, induz o leitor a refletir sobre o acontecido.
        Que adjuntos adnominais da primeira oração contribuem para aumentar o suspense?
       “Onze” e “única”.

03 – Do segundo parágrafo em diante, o leitor passa a assistir ao filme: cena após cena. Você concorda com a metáfora – filme – estabelecida para a crônica de Marilene Felinto? Argumente sua resposta.
      Sim. A cada parágrafo há descrição de cenas passadas pela mulher, de forma a lembrar em filme.

04 – Na maior parte do texto, o leitor está convicto de que a mulher vai ser violentada.
a)Que trecho mostra que essa convicção se desfaz?
      “Tentaram o tranco, sem violência”.

b) Uma interjeição completa o alívio do leitor. Por que o leitor se sente aliviado?
      Nesse momento, encerra-se a aflição da mulher e o problema é finalmente resolvido.

c) Diante de tanto desespero da mulher, que fato justifica o seu riso, no penúltimo parágrafo? Explique.
      Ela percebe que as suposições dela de que seria agredida eram somente fruto de sua imaginação.

05 – Para a mulher mostrada no texto, que importância tinha a “inserção da tecnologia”? Justifique sua resposta.
      A importância de a tecnologia poder ser ou não responsável pelos defeitos do carro.

06 – No 3° parágrafo, é feita uma comparação entre um homem e um carro. Que aspectos tornam possível essa comparação. Explique.
      A presença de fluídos e a possibilidade de se ter “respostas”, qual um ser humano.

07 – Explique o trecho final do texto: “Havia enfim, gente nesse mundo até possível.”
      No mundo, há pessoas generosas, confiáveis, que ajudam outras em momentos de dificuldades.

sábado, 20 de outubro de 2018

MÚSICA(ATIVIDADES): AQUECIMENTO GLOBAL - DRICO AMEND - COM QUESTÕES GABARITADAS

ATIVIDADES COM A Música: Aquecimento Global

                                     DriCo Amend

O aquecimento global aumentou o verão,
O sorveteiro agradece a situação,
O vendedor de bikini também,
Essa semana vendeu mais de cem

Ninguém consegue entender essa confusão
Ligo a tv só da enchente e furacão
Dizem que o mundo está pra acabar,
Me dá um bronzeador que eu não vou trabalhar

Mas desde quando eu nasci eu ouço falar
De um tratado que tudo ia resolver
Seu w. bush não quis assinar
"sorry, galera, states não podem parar!"

Só vintém,
Não pensam em ninguém,
Existem coisas que não podem comprar:
O ar que eu respiro,
Um último suspiro,
Nações que só dizem amém

Ninguém consegue entender essa confusão
Ligo a tv só da enchente e furacão
Dizem que o mundo está pra acabar,
Me dá um bronzeador que eu não vou trabalhar

Mas desde quando eu nasci eu ouço falar
De um tratado que tudo ia resolver
Seu w. bush não quis assinar
"sorry, galera, states não podem parar!"

Só vintém,
Não pensam em ninguém,
Existem coisas que não podem comprar:
O ar que eu respiro,
Um último suspiro,
Nações que só dizem amém

Agora a gente vai ter que aguentar 4x

                                               Composição: DRICO AMED
Entendendo a canção:
01 – Em sua opinião, o que a letra da canção tem a ver com o esquema do efeito estufa e aquecimento global?
      Resposta pessoal do aluno.

02 – Em sua opinião, o que o autor quis dizer com os versos abaixo:
“Não pensam em ninguém,
Existem coisas que não podem comprar:
O ar que eu respiro,
Um último suspiro,
Nações que só dizem amém.”
      Resposta pessoal do aluno.

03 – Que tratado internacional sobre o ambiente foi citado na letra da canção? Em que versos ele aparece?
      Protocolo de Kyoto. “De um tratado que tudo ia resolver.”

04 – Que outro título você daria para a canção? Por quê?
      Resposta pessoal do aluno. A proposta é que, ao buscar um novo título para a canção, o aluno aplique o que aprendeu sobre o aquecimento global.



POEMA: MINHAS FILHAS - PATATIVA DO ASSARÉ - COM GABARITO

POEMA: MINHAS FILHAS
             Patativa do Assaré



Minhas filhas eu vejo que são três
E cada qual é da beleza irmã,
Se eu quero Lúcia, muito quero Inês
Da mesma forma quero Miriam.

Vendo a meiguice da primeira filha,
Vejo a segunda que me prende e encanta
A mesma estrela que reluz e brilha,
Se olho a terceira, vejo a mesma santa.


Se a cada uma com fervor venero,
Fico confuso sem saber das três
Qual a mais linda e qual mais eu quero
Se é Miriam, se é Lúcia ou se é Inês.

E já velho, a pensar de quando em quando
Que brevemente voltarei ao pó,
Eu sou feliz e morrerei pensando
Que as três filha que tenho é uma só.

PATATIVA DO ASSARÉ. Antologia Poética. 4.ed. rev. Fortaleza:
Demócrito Rocha, 2004. p.233.
Entendendo o poema:
01 – Para o velho, a primeira filha se destaca pela:
a) beleza.
b) comportamento
c) meiguice.
d) obediência
e) inteligência.

02 – Ao dizer “brevemente voltarei ao pó”, o velho revela que:
a) reconhece que seu fim está próximo.
b) sabe das dificuldades da sua sobrevivência.
c) sente necessidade de se afastar de casa.
d) vai percorrer estradas empoeiradas.
e) é um velho muito solitário.

03 – “Minhas filhas” é um poema porque está organizado em:
a) orações e versos.
b) versos e estrofes.
c) parágrafos e estrofes.
d) períodos e parágrafos.
e) parágrafos e versos.

04 – O velho acha que suas filhas são igualmente:
a) belas.
b) dedicadas.
c) meigas
d) obedientes.
e) inteligentes.

05 – O poema trata especialmente:
a) das preferências de um pai.
b) de uma relação familiar harmoniosa.
c) do afeto de um homem por suas filhas.
d) do respeito das filhas pelo pai.
e) do amor de um pai para uma só filha.

06 – No trecho: “Vou buscando meu amor para ver a vida passar”. A locução sublinhada, apresenta o verbo na forma nominal de:
a) infinitivo
b) particípio
c) gerúndio
d) imperativo
e) n.d.a

07 – “Ela andou rápido, mas foi pouco tempo, de acordo com o treinador”. A oração apresenta os seguintes advérbios, respectivamente:
a) tempo – lugar
b) modo – intensidade
c) lugar – intensidade
d) tempo – intensidade
e) intensidade – modo

08 – “Outra lição que Joãozinho já aprendeu é não ir acreditando em tudo que dizem.”
Os verbos sublinhados encontram-se, na sequência, nos seguintes tempos, modos ou formas nominais:
a) Pret. perfeito do indicativo, locução verbal, pretérito perfeito do indicativo.
b) Pret. perfeito do indicativo, locução verbal com gerúndio, pretérito perfeito do indicativo.
c) Pret. perfeito do indicativo, locução verbal com gerúndio, presente do indicativo.
d) Pret. perfeito do indicativo, locução verbal com gerúndio, futuro do pretérito do indicativo.
e) Pret. perfeito do indicativo, locução verbal, futuro do presente.



TEXTO PARA SÉRIES INICIAIS: TERNO, MACACÃO OU ....(FRAGMENTO) - FLÁVIO DE SOUZA - COM GABARITO

Texto Terno, macacão ou ... (Fragmento)
       
                          Flávio de Souza
[...]
ROMEU – O meu pai vai trabalhar cedo também.
AMIGO – Que horas? Às nove?
ROMEU – Não...
AMIGO – Às oito?
ROMEU – Não...
AMIGO – Às sete?
ROMEU – Também não...
AMIGO – Às seis?
ROMEU – Não! Às dez!
[...]

                         Filho de artista. São Paulo: FTD, 1997, p. 9-11.


Entendendo o texto:

01 – Qual o título do texto?
      Terno, macacão ou ...

02 – Quem é o autor? De onde foi retirado o texto?
      Flávio de Souza. Foi retirado do Filho de Artista.

03 – Quantos versos tem o texto?
      09 versos.

04 – Quem são os personagens do texto?
      O Romeu e um amigo.

05 – O uso das reticências no trecho indica:
a)   Medo.
b)   Raiva.
c)   Negação.
d)   Indecisão.

06 – As reticências no título do texto foram usadas para:
a)   Causar surpresa ao leitor.
b)   Provocar risos no leitor.
c)   Indicar a fala dos personagens.
d)   Enumerar características dos personagens.