sábado, 20 de outubro de 2018

ENTREVISTA: O ACOMPANHAMENTO ESPIRITUAL É ESSENCIAL NO FINAL DA VIDA - VERA BRANDÃO - UM CONVITE A REFLEXÃO


ENTREVISTA: O acompanhamento espiritual é essencial no final da vida
   
                     Vera Brandão – Um convite a reflexão


        Os profissionais estão preparados para a escuta de queixas e relatos de males e dores, medos, dos cuidados físicos e rotinas cotidianas? Qual é o espaço para a escuta das necessidades mais íntimas e subjetivas?

        Entrevista a Marie Le Marois

      O acompanhamento espiritual é essencial no final da vida é o título de uma entrevista concedida por Éric Dudoit a Marie Le Marois, publicada na revista Psychologies. Os temas “cuidados paliativos” e “espiritualidade” têm sido abordados com maior frequência nos últimos anos, tanto na literatura acadêmica como na imprensa aberta.


      Sem dúvida, o envelhecimento populacional torna estes temas – espiritualidade, cuidados paliativos e finitude – de interesse tanto para os profissionais da área gerontológica, como para o público em geral. No entanto, devemos refletir sobre o assunto ao longo da vida, pois a qualquer idade podemos nos confrontar com eles. Geralmente, deixamos a vida ‘nos levar’, sem muita reflexão…Este é o desafio que nos propõe esta entrevista.
        Temos nos debruçado sobre os temas e publicado alguns artigos e capítulos de livros sobre esses que são, ainda, assuntos ‘tabu’, apesar de serem hoje mais abordados. Como docente, nas muitas experiências com profissionais da gerontologia e com idosos, noto ainda um ‘mal-estar’ ao abordá-los, e já ouvi de algumas pessoas que eles são ‘mórbidos’, e que não querem falar sobre isso. Quando o tema é apenas espiritualidade existe maior adesão, mas quando o associamos com cuidados paliativos e finitude notamos um forte movimento de recusa.
        Na área da saúde muitos estudos e pesquisas indicam a religiosidade e/ou espiritualidade como benéficas na recuperação de pacientes acometidos por diferentes enfermidades e procedimentos cirúrgicos, assim como na manutenção da autoestima e qualidade de vida no envelhecimento. Indicam ainda que a busca de sentido na trajetória, baseada em alguma crença, parece fortalecer os indivíduos de forma plena, dos mais ativos aos mais fragilizados, incluindo aqueles em cuidados paliativos.
        Consideramos que a busca espiritual – baseada em uma filosofia pessoal – envolve todas as manifestações de vida, e que pode ser desvinculada do sentido religioso, mas deve passar, obrigatoriamente, pela escuta sensível e solidária dos que buscam atendimento e cuidados, em diferentes estágios de sofrimento.
        Os profissionais estão preparados para essa escuta – que vai muito além das competências profissionais e acadêmicas – de queixas e relatos de males e dores, medos, dos cuidados físicos e rotinas cotidianas? Qual é o espaço para a escuta das necessidades mais íntimas e subjetivas?
        Na perspectiva da educação continuada consideramos a mídia aberta e de livre acesso essencial na divulgação de temas ainda ‘incômodos’ para muitos, mas parte da realidade cotidiana. Acreditamos que só apresentado esses assuntos fundamentais à vida humana de forma ampla poderemos alcançar clareza a respeito da essência do viver e longe viver.


        Assim, iniciamos a seguir esta tradução livre sobre esses, ainda, polêmicos temas, apresentando o Dr. Éric Dudoit – doutor em psicologia clínica e psicopatologia, psicanalista, teólogo, próximo às ideias de Jung e da física quântica:
        Será a passagem para a quinta década de vida ou a experiência que confere a ele a liberdade para encarar as críticas e zombarias? Depois de vinte anos atuando no mesmo serviço, o Dr. Éric Dudoit, responsável pela unidade de psico-oncologia em cuidados paliativos no hospital Timone em Marselha, não tem mais medo de se expor, exprimindo publicamente, pela primeira vez, suas convicções profundas: não existe tensão entre psicologia e espiritualidade – os dois se potencializam.
        Em seu último livro La porte à franchir, témoignages d´un passeur d´ames, este homem tranquilo e caloroso nos apresenta sua experiência de cuidados com pacientes, frequentemente em estado terminal.
        Há dez anos ele criou, juntamente com os médicos, a unidade de cuidados e pesquisas sobre o espírito e sua vocação é oferecer aos pacientes hospitalizados ou em cuidado ambulatorial, um suporte para a totalidade do ser – corpo e espírito.
        Segundo as necessidades pessoais, mas mantendo os tratamentos psico clínicos tradicionais são oferecidos tratamentos complementares como a sofrologia, massagens e a hipnose ericksoniana com o auxílio de duas enfermeiras, como também a meditação de consciência plena – em grupo ou individualmente – e um espaço de discussões espirituais com o próprio Dr. Eric Dudoit.

        Psychologies – Por que o senhor criou esta unidade?

     Éric Dudoit – Depois de dez anos de prática em cuidados paliativos, constatava diariamente que os pacientes exprimiam uma necessidade imperiosa de sentido e profundidade, e que as questões que eles se colocavam, especialmente sobre a morte, eram fontes de angústia. O sentido é fundamental para o ser humano, é o que o mantém vivo, e, sem isto, se torna infeliz e perdido.
        Com Geneviève Botti, médica do serviço e aluna, durante três anos, do monge budista Sogyal Rinpochés, e Éliane Lheureux, sofróloga e terapeuta ayurvédica, tivemos a ideia de formar grupos de meditação e de leituras de trechos de textos espirituais. O chefe do serviço e a direção nos deram autorização para criar esta unidade. Hoje somos quatro profissionais: duas enfermeiras e dois psicólogos que trabalham em estreita colaboração com os médicos, com profundo respeito mútuo. Fazemos intervenções em diferentes serviços – gastrologia, dermatologia, neurologia, cirurgia, e às vezes fazemos o acompanhamento temporário de pacientes que estão em tratamento em outro hospital.

        Psychologies – A quem se dirigem estes cuidados?

        E.D. – Aos pacientes em cuidados paliativos, ou seja, os que sofrem de uma doença incurável. Eles podem estar no final da vida, ou ainda terem alguns anos pela frente. Para estes últimos, o problema é de reencontrar um sentido à sua ‘nova’ vida, com um corpo amputado, sem cabelos ou sobrancelhas. Os cuidados se dirigem igualmente aos seus próximos, para ajudá-los a tomar um novo folego, encontrar a postura adequada frente à doença, mas também a eles mesmos. A equipe hospitalar pode igualmente se beneficiar: quando o cuidador vai bem o paciente fica melhor.

        Psychologies – Qual o perfil dos pacientes que buscam sua ajuda?

        E.D. São pessoas de todas as idades e mais mulheres do que homens. É sempre mais difícil para eles dar atenção às próprias emoções. Quanto às crenças religiosas temos todas as expressões: do crente de fé inabalável ao agnóstico. Quando as pessoas se dizem praticantes eu sempre proponho que procure o representante de sua crença, pois, normalmente, todas as religiões estão representadas no hospital. No Timone oficiam um rabino, um pastor, um padre e um capelão muçulmano. Aos budistas eu sugiro um médico, da mesma crença, que trabalha em outro hospital.

        Psychologies – O que o senhor entende por espiritualidade?

        E.D. Este termo designa a busca de sentido e, consequentemente, todas as questões existenciais que podemos nos colocar: o que me constitui como ser humano? Qual o sentido da minha vida? Neste acompanhamento que realizo com os pacientes, individualmente, me apoio nos grandes mestres espirituais e outros pensadores que participam da nossa iluminação, para além dos dogmas e preceitos confessionais. Eu me apoio em São Francisco de Assis, no monge budista Tich Nhat Hanh, bem como na historiadora e filósofa Marie-Madeleine Davy, Etty Hillesum ou ainda no poeta místico persa Rûmi. Curar a alma é tão importante quanto a curar a doença. É inútil falar de metafísica se o paciente não nos convida a esta reflexão e, mesmo que esteja aberto a isto, não se trata de abordar ponto por ponto um argumento lógico para que ele encontre conforto. Nossa postura é ‘ser’, e deixar com que desembaracem os fios do seu pensamento e de seus afetos, seguindo o caminho de uma verdade – a própria.

        Psychologies – Qual o impacto da meditação sobre seus pacientes?

        E.D. Estar em silêncio e deixar os pensamentos seguirem livremente seu curso permite estar no aqui e agora. Foi no contato com pacientes em estado de morte iminente que aprendi a qualidade do instante presente, o estado de paz que busca e os ganhos para o aparelho psíquico. A meditação contribui na abertura do campo da consciência do indivíduo para confiar, e de parar de querer controlar tudo mentalmente. Deixar de acreditar que nossos pensamentos e julgamentos permitem que estejamos no domínio dos fatos e percepções. Observamos também que a meditação age sobre a dor, pois a maior parte do tempo, quando ela é mais forte, se busca escapar, mas é uma perda de energia importante, já que ela não diminui, mas o contrário. Meditar permite acolher a dor e diminuí-la, e suportar melhor os tratamentos (quimioterapia, radioterapia, cirurgia…). Faz também com que nos tornemos o ator desta doença, no sentido de que ela vai nos ajudar a sentir nosso corpo e escutar o que ele tem a dizer.

        Psychologies – O senhor utiliza também de relatos sobre a experiência de morte iminente. Por quê?

        E.D. São relatos de experiências de pessoas que tendo escapado da morte guardam lembranças deste momento. Eles apresentam semelhanças: impressão como de ‘sair do corpo’, convicção de estar morto, mas consciente em um corpo imaterial, movimento em um longo túnel, luzes intensas, e encontro com parentes já falecidos ou ‘seres de luz’. Isto nos indica que a consciência pode continuar. Com nossos pacientes consideramos estes relatos como mitos contemporâneos, nem verdadeiros nem falsos, e discutimos sobre diferentes exemplos como o DVD Faux Départ, de Sonia Barkallah, ou os trabalhos do Dr. Raymond Moody.
        Constatamos que essas discussões davam esperanças aos pacientes e permitiam também diminuir a síndrome de ansiedade e a depressão, além de fortalecer os laços entre eles e as famílias, abrindo espaço para falar da morte, e da sua morte. Mas também de viver serenamente o momento do último suspiro, fundamental para o que se segue.
        Estou convencido que a morte do corpo não aquela da alma, e que a consciência não é secretada pelo cérebro, mas deslocada. Acredito que temos muitas vidas e isto forma a ‘vida’ da nossa natureza humana. Por isso esta ‘passagem’ é essencial na minha perspectiva: assim como para o nascimento é importante fazer essa passagem nas melhores condições e paz possíveis.
        Minha intenção não é lutar ou derrotar a morte, mas vê-la como um fato – tenho que morrer – e não pelo prisma das representações mentais que temos sobre ela: o abismo, o vazio, o nada, a separação…
        E se esta passagem não for tão difícil?
        A vida não para nunca, o que muda é a forma como ela se apresenta.

                                          


TEXTOS CURTOS PARA O ENSINO MÉDIO - COM GABARITO

Texto: MÃOS À OBRA


        Reduzir a poluição causada pelos aerossóis – partículas em suspensão na atmosfera, compostas principalmente por fuligem e enxofre – pode virar um enorme tiro pela culatra. Estudo de pesquisadores britânicos e alemães revelou que os aerossóis, na verdade, seguravam o aquecimento global. Isso porque eles rebatem a luz solar para o espaço, estimulando a formação de nuvens (que também funcionam como barreiras para a energia do sol). Ainda é difícil quantificar a influência exata dos aerossóis nesse processo todo, mas as estimativas mais otimistas indicam que, sem eles, a temperatura global poderia subir 4ºC até 2100 – as pessimistas falam em um aumento de até 10º, o que nos colocaria “dentro” de uma churrasqueira. Como os aerossóis podem causar doenças respiratórias, o único jeito de lutar contra a alta dos termômetros é diminuir as emissões de gás carbônico, o verdadeiro vilão da história.
                                                   Superinteressante, dez. 2005, p. 16.
Entendendo o texto:

01 – Quais são as principais partículas que os aerossóis contém?
      São composta por fuligem e enxofre.     

02 – Assinale a alternativa cujo sentido NÃO está de acordo com o sentido que a expressão “pode virar um enorme tiro pela culatra” apresentada no texto:
a) Pode ter o efeito contrário do que se pretende.
b) Pode aumentar ainda mais o problema que se quer combater.
c) Pode fazer com que o aquecimento global aumente.
d) Pode provocar diminuição na formação de nuvens.
e) Pode aumentar a ocorrência de doenças respiratórias.

03 – Assinale a alternativa cuja afirmativa mantém relações lógicas de acordo com o texto.
a) Os aerossóis seguram o aquecimento global porém estimulam a formação de nuvens.
b) Os aerossóis seguram o aquecimento global mas estimulam a formação de nuvens.
c) Os aerossóis seguram o aquecimento global pois estimulam a formação de nuvens.
d) Os aerossóis seguram o aquecimento global e estimulam a formação de nuvens.
e) Os aerossóis seguram o aquecimento global entretanto estimulam a formação de nuvens.

04 – Segundo o texto, “o verdadeiro vilão da história” é (são):
a) o aquecimento global.
b) as emissões de gás carbônico.
c) a formação de nuvens.
d) as doenças respiratórias.
e) as barreiras para a energia do sol.

05 – O termo “pessimistas” está se referindo às:
a) temperaturas.
b) pessoas.
c) influências.
d) estimativas.
e) barreiras.

Texto: Considere o seguinte trecho:

        Em vez do médico do Milan, o doutor José Luiz Runco, da Seleção, é quem deverá ser o responsável pela cirurgia de Cafu. Foi ele quem operou o volante Edu e o atacante Ricardo Oliveira, dois jogadores que tiveram problemas semelhantes no ano passado.

O termo “ele”, em destaque no texto, refere-se:

a) ao médico do Milan.
b) a Cafu.
c) ao doutor José Luiz Runco.
d) ao volante Edu.
e) ao atacante Ricardo Oliveira.

Texto: Diálogo


        Considere o seguinte diálogo:
I. A: Por que você está triste?
II. B: Porque ela me deixou.
III. A: E ela fez isso por quê?
IV. B: Não sei o porquê. Tentei acabar com as causas da crise por que passávamos.
V. A: Ah! Você se perdeu nos porquês.

        Do ponto de vista gramatical, os termos sublinhados estão corretamente empregados em:

a) IV somente.
b) I, III e V somente.
c) II e IV somente.
d) I, II, III, IV e V.
e) II e V somente.

Na frase: “Você só precisa comprar a pipoca. O DVD é grátis.”

        Assinale a alternativa que apresenta a forma correta para juntar os dois períodos da propaganda acima num só.
a) Você só precisa comprar a pipoca, entretanto o DVD é grátis.
b) Você só precisa comprar a pipoca, já que o DVD é grátis.
c) Você só precisa comprar a pipoca, inclusive o DVD é grátis.
d) Você só precisa comprar a pipoca e o DVD é grátis.
e) Você só precisa comprar a pipoca, cujo DVD é grátis.

Texto: Caindo na gandaia


        O ex-campeão mundial dos pesos pesados Mike Tyson se esbaldou na noite paulistana. Em duas noites, foi ao Café Photo e ao Bahamas, casas frequentadas por garotas de programa. Na madrugada da quinta-feira, foi barrado com seis delas no hotel onde estava hospedado, deu gorjeta de US$ 100 a cada uma e foi terminar a noite na boate Love Story. Irritado com o assédio, Tyson agrediu um cinegrafista e foi levado para a delegacia. Ele vai responder por lesões corporais, danos materiais e exercício arbitrário das próprias razões.

                                                                   Época, nº 391, nov. 2005.
Entendendo o texto:

01 – Segundo o texto, é correto afirmar:
a) Mike Tyson estava irritado com o assédio das garotas de programa.
b) Mike Tyson foi preso em companhia das garotas.
c) Tyson foi liberado da delegacia por demonstrar exercício arbitrário de suas razões.
d) Mike Tyson, em duas noites, esteve em três boates e uma delegacia.
e) Mike Tyson distribuiu US$ 100 em gorjetas e se esbaldou na noite paulistana.
 dupla sertaneja Antenor e Secundino, 
Texto: Dupla Sertaneja


        No próximo dia 20/03, às 7 horas, desembarcam no aeroporto de Guarulhos a dupla sertaneja Antenor e Secundino, onde excursionaram pela Europa, que fizeram grande sucesso se divulgando a nossa música sertaneja.

        Assinale a alternativa que reescreve o texto acima de acordo com a norma culta.
a) No próximo dia 20/03, às 7 horas, desembarca no aeroporto de Guarulhos a dupla de cantores Antenor e Secundino, que excursionou pela Europa, com grande sucesso na divulgação da nossa música sertaneja.
b) No próximo dia 20/03, às 7 horas, desembarcam no aeroporto de Guarulhos a dupla de cantores Antenor e Secundino, onde excursionaram pela Europa, em que fizeram grande sucesso e divulgando a nossa música sertaneja.
c) No próximo dia 20/03, às 7 horas, desembarcam no aeroporto de Guarulhos a dupla de cantores Antenor e Secundino, cujos excursionaram pela Europa e fizeram grande sucesso, onde divulgaram a nossa música sertaneja.
d) No próximo dia 20/03, às 7 horas, desembarcam no aeroporto de Guarulhos a dupla de cantores Antenor e Secundino, os quais excursionaram pela Europa com grande sucesso, se divulgando a nossa música sertaneja.
e) No próximo dia 20/03, às 7 horas, desembarca no aeroporto de Guarulhos a dupla de cantores Antenor e Secundino, que excursionaram pela Europa, inclusive que fizeram grande sucesso, onde divulgou a nossa música sertaneja.

Texto: Verbos e Substantivos


        Enquanto na fala muitas vezes nem todos os verbos e substantivos são flexionados, na escrita isso pode ser considerado um erro. Considere as seguintes sentenças:

I. Saíram os resultados.
II. Foi inaugurado as usina.
III. Apareceu cinquenta pessoas na festa.
IV. O time apresentou os jogadores.
V. Saiu os nomes dos jogadores.
VI. Também vieram os juízes.

Seguem as normas da escrita padrão as sentenças:
a) I, IV e VI apenas.
b) II, III e V apenas.
c) I, II e III apenas.
d) IV, V e VI apenas.
e) I, III e V apenas.

Texto: Aparecem novos casos

        Cinco novos casos de febre maculosa foram identificados no Rio de Janeiro depois que a doença foi confirmada como causa da morte do superintendente da Vigilância Sanitária Fernando Villas-Boas. A doença também provocou a morte do jornalista Roberto Moura e a internação de um professor aposentado, um menino de 8 anos e uma turista. Em São Paulo, uma garota de 12 anos morreu em decorrência da doença. Ela foi picada por um carrapato quando passeava em um parque.
                                                                   Época, nº 391, nov. 2005.

01 – De acordo com as informações do texto acima, assinale a alternativa correta.
a) O texto não aponta a forma provável como a vítima paulista contraiu a febre maculosa.
b) Todas as vítimas da febre maculosa morreram.
c) As vítimas fatais da febre maculosa foram infectadas no Rio de Janeiro.
d) Dos seis infectados, apenas dois sobreviveram.
e) O texto inclui Fernando Villas-Boas na contagem de casos de febre maculosa no Rio de Janeiro.

Texto:
O Projeto Genoma


        O Projeto Genoma, que envolve centenas de cientistas de todos os cantos do globo, às vezes tem de competir com laboratórios privados na corrida pelo desenvolvimento de novos conhecimentos que possam promover avanços em diversas áreas.
        Assinale a alternativa em que o termo “privado” foi usado no mesmo sentido que apresenta acima.

a) Muitos laboratórios acabam privados de participar da concorrência pelos obstáculos legais que se impõem aos participantes.
b) Nem sempre os projetos que envolvem ciência básica podem contar com a injeção de recursos privados, que privilegiam as pesquisas com perspectivas de retorno econômico no curto prazo.
c) Mesmo alguns dos grandes laboratórios que atuam no mercado veem-se privados de condições materiais para investir em pesquisa de ponta.
d) Os laboratórios privados da licença para desenvolver pesquisas com clonagem de seres humanos prometem recorrer da decisão.
e) Muitos projetos desenvolvidos em centros universitários, privados de recursos, acabam sendo engavetados. 




 



TEXTO PARA SÉRIES INICIAIS: A TELEVISÃO - JOSÉ PAULO PAES - COM GABARITO

TEXTO: A TELEVISÃO
                José Paulo Paes

        Televisão é uma caixa de imagens que fazem barulho.
        Quando os adultos não querem ser incomodados, mandam as crianças irem assistir à televisão.
        O que eu gosto mais na televisão são os desenhos animados de bichos.
        Bicho imitando gente é muito mais engraçado do que gente imitando gente, como nas telenovelas.
        Não gosto muito de programas infantis com gente fingindo de criança.
        Em vez de ficar olhando essa gente brincar de mentira, prefiro ir brincar de verdade com meus amigos e amigas.
        Também os doces que aparecem anunciados na televisão não têm gosto de coisa alguma porque ninguém pode comer uma imagem.
        Já os doces que minha mãe faz e que eu como todo dia, esses sim, são gostosos.
        Conclusão: A vida fora da televisão é melhor do que dentro dela.
                                                                   José Paulo Paes.


INTERPRETAÇÃO DE TEXTO

Marque um X na alternativa correta:
1) Qual o meio de comunicação ao qual o texto se refere?
a) rádio
b) livro
c) televisão
d) internet

2) A que conclusão o autor chega ao final do texto?
a) A televisão é o melhor passatempo que existe
b) É melhor ser criança do que adulto
c) A vida fora da televisão é melhor do que dentro dela
d) Os doces anunciados na televisão têm gosto de infância

3) A definição de “televisão” dada pelo autor é:
a) Uma fonte de conhecimento.
b) Uma ajuda na educação dos filhos.
c) Uma tela que revela paisagens.
d) Uma caixa de imagens que faz barulho.

4) Quem é o narrador da história?
a) Um bicho imitando gente
b) Um adulto
c) A televisão

5) No trecho: “A vida fora da televisão é melhor do que dentro dela” A palavra sublinhada refere-se a que:
a) Vida
b) Televisão
c)  A criança
d)  A novela

6) Retire do texto uma frase que confirma que o narrador não gostava de televisão:
      “Não gosto muito de programas infantis com gente fingindo de criança”.

7) Qual a crítica que o narrador faz em relação aos doces anunciados na televisão?
      Os doces não tem gosto de nada, pois não dá pra comer.

8) Coloque (V) para verdadeiro e (F) para falso:
(V) Segundo o texto, Bicho imitando gente é engraçado.
(V) O que o narrador mais gosta na televisão são os desenhos animados de bichos.
(F) O narrador não gosta dos doces que a mãe prepara.
(F) Os adultos não deixam as crianças assistir à televisão.
 A ordem correta da atividade acima é:
a)    F, F, F, V
b)   V, V, F, F
c)    F, V, F, V

9)   Relacione as palavras para formar substantivos compostos:
1) Cachorro                                            (2) vento                   
2) Amor                                                  (1) quente
3) Guarda                                               (3) sol
4) Gira                                                    (4) chuva



TEXTO PARA SÉRIES INICIAIS: AS VIAGENS - CLÉLIA MÁRCIA - COM GABARITO

TEXTO: AS VIAGENS

        Era madrugada. O céu ainda estava escuro. O trem estava na estação pronto para transportar minério para a cidade vizinha.
        Ao sinal de partida, o trem soltava o seu apito e seguia viagem.
        O trem sumia de vista, com seus vagões carregados de minério. Durante as suas viagens, o maquinista Joaquim sempre passava pelo mesmo caminho, observando sempre a mesma paisagem. Folhagens, animais e pastagens era o que não faltava.
        O trem, ao chegar à cidade, parava perto do armazém do inspetor e lá descarregava a carga.
        Joaquim descansava um pouco, esticava as pernas, os braços e retornava ao trem para fazer o mesmo trajeto.
        No final do dia, a chegada do maquinista Joaquim era comemorada com alegria pelos seus filhos, que já o esperavam olhando pela janela de casa, pois sabiam que na certa sempre uma surpresa ele trazia. Eram bombons e quindins do armazém do inspetor.

Clélia Márcia
             
1- Responda:
a)   Qual é o título do texto?
As viagens.

b)   Qual é o autor do texto?
Clélia Márcia.

c)   Qual é o personagem principal do texto?
Joaquim, O Maquinista.

d)   Quantos parágrafos há no texto?
06 parágrafos.

2 – O que acontecia depois do sinal de partida?
      O trem soltava o seu apito e seguia viagem.

3 – Quem esperava o maquinista Joaquim no final do dia? E quais surpresas ele trazia do armazém?
      Seus filhos. Trazia bombons e quindins.

4 – O que o trem transportava em seus vagões?
      Transportava minério.

5 – Onde o Joaquim, entregava o minério?
      No armazém do Inspetor.

6 – Em qual parágrafo, o Joaquim tinha tempo para descansar um pouco?
     No 5° parágrafo.


TEXTO PARA SÉRIES INICIAIS: A HISTÓRIA DA BARATA - MARIA DO CARMO BRANDÃO - COM GABARITO

 TEXTO: A HISTÓRIA DA BARATA


         Sou uma barata. É isso mesmo que vocês escutaram. Uma ba–ra-ta!
         Pobre de mim! Escura, cascuda, duas antenas que mais parecem chifres, sou mesmo horrorosa. O bicho mais detestado do mundo. Vão me vendo e botando o pé. Querendo matar, esfacelar.
         _ Oh! Uma barata! Mata, mata essa nojenta!
         A nojenta, é claro, sou eu. A rejeitada. Sem nunca ´ter feito mal a ninguém. Só porque nasci feia e sem graça nenhuma. Não é à toa que vivo pelos cantos, sempre correndo. Morrendo de medo daquele homem que vai dar uma vassourada. Isso quando ela não desmaia antes, de HORROR!                                                         
Maria do Carmo Brandão. Barata tonta,
Belo Horizonte, Editora RHJ, 1987


1 – O título do texto é:
      História de barata.

2 – A autora do texto é:
      Maria do Carmo Brandão.

3 – Qual a cidade de publicação do livro “Barata tonta”? E o ano?
      Belo Horizonte. Em 1.987.

4 – Reescreva a frase trocando a palavra grifada por outra de mesmo significado.
a – Vão me vendo e botando o pé. Querendo matar, esfacelar.
      Vão me vendo e botando o pé. Querendo matar, esmagar.

5 – Quem narra a história do texto?
      A barata.

6 – Em que pessoa do singular está o texto?
      1ª pessoa do singular.

7 – Grife os pronomes no texto.
      Isso, que, vocês, mim, me, eu, essa, ninguém, nenhuma, ela, daquele.

8 – Substitua a palavra grifada por um pronome.
a)    A barata é um bicho nojento.
Ela é um bicho nojento.

b)    Eu e você escutamos o barulho da barata.
Nós escutamos o barulho da barata.

9 – O texto fala de um animal que é:
(   ) vertebrado.                 (X) invertebrado.

10 – “Pobre de mim! Escura, cascuda...” Quem disse esta frase?
      A barata.

11 – Do que a barata vive morrendo de medo?
      Do homem que vai dar uma vassourada.

12 – Você concorda com a frase do texto:
      “O bicho mais detestado do mundo.” Justifique sua resposta.
      Sim. Por se tratar de um inseto feio e nojento.

13 – Você tem medo de barata? Explique.
      Resposta pessoal do aluno.

TEXTO PARA SÉRIES INICIAIS: BICICLETANDO - EDUARDA BORGES - COM GABARITO

              TEXTO:  BICICLETANDO

       Numa tarde ensolarada, João e sua mãe saíram a passeio pelas alamedas da vizinhança em direção à praça. João se divertia pedalando a nova bicicleta que ganhara de Natal, enquanto sua mãe admirava-o com orgulho.
        Lá chegando, a mãe acomodou-se em seu banco predileto enquanto João circulava animadamente ao redor da praça. Por alguns instantes a mãe não o enxergava, oculto pelas grandes árvores, mas ficava sossegada, pois conhecia a habilidade de João.
        Cada vez que passava pelo banco da mãe, João acenava e ela olhava-o envaidecida.
        Depois de passar várias vezes pela mãe, o menino resolveu demonstrar aquilo que tinha aprendido.
        - Olhe, mamãe, estou dirigindo a bicicleta sem uma das mãos!
        - Muito bem!
        Alguns minutos depois, o filho volta dizendo:
        - Mamãe, sem as duas mãos!
        E a mãe apreensiva, lhe diz:
        - Cuidado, querido, não a deixe embalar na descida.
        Mais alguns minutos e ela se vira à direita para vê-lo, vindo em sua direção. Agora, equilibrando-se sobre a bicicleta:
        - Veja, mãe, sem um pé!
        E na volta seguinte:
        - Mãããeee, sem os dentes!!
        Pobre Joãozinho...  
                                                                                                                                        Eduarda Borges.
Interpretação do texto:

1 – Qual o presente que João ganhou? E onde ele foi com sua mãe?
      Ganhou uma bicicleta. Foi passear de bicicleta com sua mãe pela alameda até a praça.

2 – Chegando a praça, o que João e sua mãe fizeram?
      A mãe acomodou-se em seu banco predileto e ficava admirando a habilidade do filho. E João ficava dando volta de bicicleta nova em volta da praça.

3- Em que parte do texto, João já conseguia andar com uma mão só?
      “Olhe, mamãe, estou dirigindo a sem uma das mãos!”

4 – O que a mãe disse ao João, quando ele passou pedalando sem as duas mãos?
      “Cuidado, querido, não a deixe embalar na descida.”

5 – O João, já se achava o bom, o que ele disse a mãe?
      “Veja, mãe, sem um pé!”

6 – Quando ele dava a última volta, o que aconteceu com João?
      Voltou chorando, e mostrando para a mãe que tinha caído e quebrado os dentes!

7 – Qual o título do texto? Quem escreveu?
      Bicicletando. Escrito por Eduarda Borges.