quarta-feira, 17 de outubro de 2018

PROSA: O SERTANEJO - JOSÉ DE ALENCAR - COM QUESTÕES GABARITADAS

Prosa: O sertanejo

      O moço sertanejo bateu o isqueiro e acendeu fogo num toro carcomido, que lhe serviu de braseiro para aquentar o ferro; e enquanto esperava, dirigiu-se ao boi nestes termos e com um modo afável:
        – Fique descansado, camarada, que não o envergonharei levando-o à ponta de laço para mostrá-lo a toda aquela gente! Não; ninguém há de rir-se de sua desgraça. Você é um boi valente e destemido; vou dar-lhe a liberdade. Quero que viva muitos anos, senhor de si, zombando de todos os vaqueiros do mundo, para um dia, quando morrer de velhice, contar que só temeu a um homem, e esse foi Arnaldo Louredo.

        O sertanejo parou para observar o boi, como se esperasse mostra de o ter ele entendido, e continuou:
        – Mas o ferro da sua senhora, que também é a minha, tenha paciência, meu Dourado, esse há de levar; que é o sinal de o ter rendido o meu braço. Ser dela, não é ser escravo; mas servir a Deus, que a fez um anjo. Eu também trago o seu ferro aqui, no meu peito. Olhe, meu Dourado.
        O mancebo abriu a camisa, e mostrou ao boi o emblema que ele havia picado na pele, sobre o seio esquerdo, por meio do processo bem conhecido da inoculação de uma matéria colorante na epiderme. O debuxo de Arnaldo fora estresido com o suco do coipuna, que dá uma bela tinta escarlate, com que os índios outrora e atualmente os sertanejos tingem suas redes de algodão.
        Depois de ter assim falado ao animal, como a um homem que o entendesse, o sertanejo tomou o cabo de ferro, que já estava em brasa, e marcou o Dourado sobre a pá esquerda.
        – Agora, camarada, pertence a D. Flor, e portanto quem o ofender tem de haver-se comigo, Arnaldo Louredo. Tem entendido? ... Pode voltar aos seus pastos; quando eu quiser, sei onde achá-lo. Já lhe conheço o rasto.
        O Dourado dirigiu-se com o passo moroso para o mato; chegado à beira, voltou a cabeça para olhar o sertanejo, soltou um mugido saudoso e desapareceu. Arnaldo acreditou que o boi tinha-lhe dito um afetuoso adeus.
        E o narrador deste conto sertanejo não se anima a afirmar que ele se iludisse em sua ingênua superstição.

José de Alencar. O sertanejo. Rio de Janeiro: Livraria Garnier,
[s.d.]. tomo II, p. 79-80. Adaptado.
Entendendo a prosa:
01 – Numa leitura atenta do trecho apresentado, verifica-se que o último parágrafo contém:
a)             A resposta do boi à atitude do vaqueiro.
b)             A certeza do sertanejo de que o boi realmente o entendeu.
c)             Um monólogo interior de Arnaldo Louredo.
d)             Um comentário do narrador sobre os fatos narrados.
e)             Uma reflexão da personagem sobre o que acaba de vivenciar.

02 – Considere as seguintes palavras do texto:
I. Moço.    II. Mancebo.    III. Sertanejo.    IV. Valente.
        As palavras utilizadas pelo narrador para referir-se a Arnaldo Louredo estão contidas apenas em:
    a) I e II.  
    b) II e III.  
    c) III e IV.  
    d) I, II e III.  
    e) II, III e IV.

03 – Ser dela, não é ser escravo; mas servir a Deus, que a fez um anjo.
      Com esta visão que o sertanejo tem de sua senhora, fica perfeitamente caracterizado no relato um dos traços fundamentais da literatura do Romantismo:
    a) Idealização.  
    b) Animização.  
    c) Escapismo.  
    d) Condoreirismo.  
    e) Mal do Século.

04 – O emprego da palavra camarada pelo vaqueiro, com relação ao boi, caracteriza:
I. Uma expressão de fadiga.
II. Uma atitude amistosa para com o boi.
III. O tratamento do animal como um companheiro.
IV. O desprezo pelo boi como um inimigo.
É correto o que se afirma apenas em:
    a) I e II.  
    b) II e III.  
    c) III e IV.  
    d) I, II e III.  
    e) II, III e IV.

05 – Tomando por base que estresido é particípio do verbo estresir, que significa no texto a passagem da marca da senhora para o peito do vaqueiro por meio de papel, tinta e um instrumento furador, complete a lacuna da seguinte frase com a forma adequada do pretérito perfeito do indicativo do verbo estresir:
A bordadeira _________ o desenho sobre o pano.
    a) Estresou  
    b) Estreseu  
    c) Estrisiu  
    d) Estresinhou  
    e) Estresiu.






ARTIGO DE OPINIÃO: O CUSTO DA IGNORÂNCIA - GILBERTO DIMENSTEIN - COM GABARITO

ARTIGO DE OPINIÃO: O custo da ignorância
                                 Gilberto Dimenstein

        Imagine que você esteja perdido em Pequim, na China, onde é muito difícil encontrar alguém que fale outra língua que não o chinês. Suponha que você esteja passando mal e precise ir a um hospital. Quanto mais o tempo passa, mais a dor aumenta. E mais difícil se torna a sua comunicação com as pessoas em volta. Você olha as placas, mas não entende nada. Procura uma lista telefônica e entende menos ainda. Já pensou se tivesse de trabalhar nesse lugar? Terrível, não?
        Essa sensação de insegurança ajuda a entender uma imensa parcela da população brasileira. Um analfabeto ou semianalfabeto comporta-se, na prática, da mesma forma como você se comportaria se estivesse perdido numa rua de Pequim. Esse exemplo ajuda a entender mais sobre a mortalidade infantil e o círculo vicioso da miséria.
        Confuso? Afinal, o que o analfabetismo tem a ver com a mortalidade infantil?
        É simples. O nível de instrução da mãe é um elemento vital para que a família perceba a necessidade de higiene e de saneamento básico.
        Números do Unicef mostram que a taxa de mortalidade infantil chega ao seu ponto máximo nas famílias em que a mãe é analfabeta. E vai baixando a instrução aumenta. A morte de crianças pequenas entre filhos de mulheres que frequentam a escola por menos de um ano é cerca de três vezes maior do que em famílias nas quais a mãe estudou por mais de oito anos.

DIMENSTEIN, Gilberto. “O cidadão de papel”. São Paulo: Ática, 2002.

Entendendo o texto:
01 – Sublinhe a conjunção subordinativa que compõe esta passagem do texto:
      Quanto mais o tempo passa, mais a dor aumenta.”

02 – A conjunção subordinativa, identificada na questão anterior, exprime:
a) tempo
b) consequência
c) proporcionalidade
d) concessão.

03 – No período “Já pensou se tivesse de trabalhar nesse lugar?”, a conjunção subordinativa “se” aponta para um fato:
a) certo
b) concluído
c) hipotético
d) previsível.

04 – No trecho “Um analfabeto ou semianalfabeto comporta-se, na prática, da mesma forma como você se comportaria [...]”, a conjunção subordinativa “como” introduz a ideia de:
a) conformidade
b) causa
c) exemplificação
d) comparação.

05 – O último período do texto apresenta uma conjunção subordinativa que introduz a ideia assinalada acima. Aponte-a:
      A conjunção subordinativa “do que” introduz a ideia de comparação.

06 – No segmento “O nível de instrução da mãe é um elemento vital para que a família perceba a necessidade [...]”, conjunção subordinativa grifada é:
a) condicional
b) final
c) integrante
d) causal.

07 – A lacuna indicada no texto deve ser preenchida a conjunção subordinativa: “E vai baixando à medida que a instrução aumenta.”
a) à medida que
b) à medida em que
c) na medida que
d) na medida em que.

08 – Na frase “Estudou tão pouco que mal sabia ler...”, a conjunção subordinativa “que” estabelece uma relação de:
a) causa
b) condição
c) consequência
d) tempo.


TEXTO: PROCURA-SE! LORENA FONSECA - COM QUESTÕES GABARITADAS


Texto: PROCURA-SE!

        Os beija-flores ou colibris estão entre as menores aves do mundo e são as únicas capazes de ficar voando no mesmo lugar, como um helicóptero, ou de voar para trás. Para isso, porém, as suas pequenas asas precisam movimentar-se muito depressa, o que gasta muita energia. Assim, eles precisam se alimentar bastante, e algumas espécies podem comer em um único dia até oito vezes o seu próprio peso. Uau!
        O balança-rabo-canela é um beija-flor pequeno que pesa apenas nove gramas e só existe no Brasil. Ele tem as costas esverdeadas e a parte de baixo do corpo na cor canela, com um tom mais escuro na garganta. As penas da cauda, por sua vez, são de cor bronze e têm as pontas brancas. A ave possui ainda uma fina listra branca em cima e embaixo dos olhos.
        Assim como os outros beija-flores, o balança-rabo-canela geralmente se alimenta de pequenos insetos, aranha e néctar, um líquido doce produzido pelas flores. Para sugá-lo, essas aves têm uma língua com ponta dupla, que forma dois pequenos canudos.
        É comum os beija-flores ficarem com os grãos de pólen das flores grudados nas penas e no bico depois de sugarem o néctar. Assim, acabam levando-os de uma flor a outra, à medida que seguem seu caminho. Como as flores precisam do pólen para produzir sementes, os beija-flores, sem querer, ajudam-nas ao fazer esse transporte e acabam beneficiados também: afinal, o néctar das flores é um dos seus alimentos.
        Os beija-flores enxergam muito bem, e muitas flores possuem cores fortes, como vermelho ou laranja, para atraírem a sua atenção. Embora muito pequenas, essas aves são muito valentes e sabem defender seus recursos, como as flores que utilizam para se alimentar. Assim, alguns machos podem até expulsar as fêmeas da sua própria espécie caso elas cheguem perto da comida. Na luta pela sobrevivência parece não haver espaço para gentileza: machos e fêmeas geralmente se juntam apenas na época da reprodução.
        O balança-rabo-canela coloca seus ovos de setembro a fevereiro e choca-os durante 15 dias. A fêmea é quem constrói o ninho e também cuida dos filhotes por quase um mês após o nascimento para que eles consigam sobreviver sozinhos.
        O pequeno balança-rabo-canela está ameaçado de extinção por conta da destruição do ambiente onde vive, ou seja, do seu habitat. As matas que servem de lar para essa ave estão sendo destruídas de maneira acelerada para a criação de animais, o cultivo de alimentos, a instalação de indústrias e pelo crescimento das cidades. Portanto, precisamos preservá-las para que esse belo beija-flor não desapareça para sempre.

                                                                   FONSECA, Lorena
Entendendo o texto: 
01 – O balança-rabo-canela é um beija-flor que:
(A) pesa apenas nove gramas.    
(B) põe ovos o ano inteiro.  
(C) possui uma lista branca nas asas.
(D) tem as costas cor de bronze.

02 – Em "Assim, acabam levando-os de uma flor a outra, à medida que seguem seu caminho", o termo destacado refere-se a
(A) brotos em geral.  
(B) colibris pequenos.  
(C) grãos de pólen.  
(D) insetos comestíveis.

03 – O balança-rabo-canela, depois de sugar o néctar:
(A) alimenta-se de insetos variados.  
(B) auxilia as fêmeas na criação dos filhotes.
(C) contribui para a reprodução das flores.  
(D) cuida dos filhotes por quase um mês.

04 – Os beija-flores estão ameaçado de extinção porque:
(A) comem até oito vezes o seu próprio peso.  
(B) o ambiente em que eles vivem está sendo destruído.
(C) gastam muita energia para voar.   
(D) têm de lutar constantemente por seus recursos.

05 – O texto "Procura-se!"
(A) informa sobre o perigo de extinção dos beija-flores chamados de "balança-rabo-canela".
(B) inventa algumas características sobre os beija-flores chamados de "balança-rabo-canela".
(C) traz um relato de experiência científica com os beija-flores chamados de "balança-rabo-canela".
(D) anuncia que alguém está procurando beija-flores chamados de "balança-rabo-canela" para comprar.

06 – A questão central tratada no texto é:
(A) a preservação dos beija-flores.
(B) a reprodução de animais silvestres.
(C) o crescimento das cidades.
(D) o hábito alimentar das aves.



terça-feira, 16 de outubro de 2018

MÚSICA(ATIVIDADES): PÃO DE CADA DIA - GABRIEL O PENSADOR - COM QUESTÕES GABARITADAS

ATIVIDADES COM A Música: Pão de Cada Dia

                                      Gabriel O Pensador

Mais um dia de trabalho querido diário
Eu ralo feito otário e ganho menos do que eu valho mas necessito de salário que é bem menos que o necessário
Hoje os rodoviários tão em greve por melhores honorários e eu procuro um que me leve
Eu tenho horário
Não posso chegar atrasado não posso ser descontado
Se eu falar que foi greve meu chefe pode ficar desconfiado
E se o desgraçado quiser me dar um pé na bunda eu vou pro olho da rua e rapidinho ele arruma outro pobre coitado
Desempregado desesperado é que mais tem (olha o ônibus!!) Hein?
Já vem lotado gente pra cacete vidro quebrado (Foi piquete) motorista com um porrete do lado
Ele furou a greve porque também teme ficar desempregado
Deixar seu filho desamparado
Quem sabe ser despejado do barraco
(E o aluguel lá no morro também já ta puxado
Eu nem sei se eu tô sendo otário ou esperto
Eu tô aqui mas também tô torcendo pra greve dar certo)
Eu fico calado porque eu também tô preocupado
O meu salário até o fim do mês já ta contado e o meu moleque tá todo gripado
Se eu tiver um imprevisto eu vou ter que comprar remédio
Num sei como é que eu faço
Eu num sô médico
Se precisar eu vou ter que pedir um vale na batalha
Como um esfomeado pede uma migalha
E o canalha lá pode até negar e aí vai ser pior
Porque o meu único ganha-pão é esse meu suor

Preciso do pão de cada dia e num sô filho do padeiro
Então preciso do dinheiro

Eu tô no meu carro
Me olho no espelho...
Eu acho hilário
Eles acham que eu num trabalho só porque eu sou um "empresário"
Meus funcionários devem achar que eu sou um porco mercenário
Mas eu num sô nenhum milionário
Pra ser mais claro eu tô num mato sem cachorro
Se eu corro o bicho pega
Se eu fico o bicho come
Pra quem vou pedir socorro?
Chapolim? Super-homem?
As despesas me consomem
Os lucros são poucos e ainda tenho que pagar meus homens e zelar pelo meu nome
Que Sufoco! O governo num ajuda
Empréstimo de banco nem pensar!
Sem contar faculdade dos filhos pra pagar
Eles pensam que eu sou marajá!! (Num dá?)
Não vai dar "Insensível você diz" mas é impossível eu te aumentar "impossível te fazer feliz"
Eu nunca quis ver meus empregados cansados com fome
Mas o aumento tá negado
Agora some que eu tô ocupado no telefone
Eu não sou Raul Pelegrini
Essas coisas me deprimem e tal "Mas é que eu tenho que manter a minha fama de mau"
Durão afinal eu sou o patrão
Não posso ser sentimental
Porque eu não tenho dinheiro de sobra
Talvez tenha que demitir mão de obra com urgência
Eu não consigo dormir
Não consigo superar a concorrência
Não sei se eu vou infartar ou se eu vou à falência

Refrão

(Melhor do que dar um peixe a um homem é ensiná-lo a pescar)
Então em ensina onde eu pesco grana porque peixe só tem se comprar
Tem que pagar pra comer
Tem que pagar pra dormir
Tem que pagar pra beber pra esquecer e até pra morrer tem que ter pois vão te pedir (dinheiro) pro enterro (dinheiro) pro caixão (dinheiro) pro velório (dinheiro) pro sermão
Também é caro parir
Pagaram pr'eu entrar e eu rezo pra num sair daqui
E eu tenho que me cuidar porque o dinheiro mesmo pode interferir no nosso destino
Fazer o sino tocar
Influenciar qualquer menino a nos matar
Você não sabe o que é capaz de fazer por dinheiro alguém que não tem nada a perder e vê a TV do mundo inteiro mostrar tudo o que há pra se ganhar pra quem está no fundo do poço
O único caminho é pro alto nem que seja por cima do seu cadáver
Moço
Eu vejo isso o tempo inteiro
Eu sou coveiro (sério?)
Sem mistério
No cemitério é onde eu cavo o meu pouco dinheiro
Eu sou importante Deus tá de prova
A todo instante ele me manda gente e eu sempre abrindo as covas
Até hoje eu não sei se ele me perdoou do dia em que eu mexi naquele defunto cheio de dente de ouro
Dei uma de dentista e deixei o rosto do corpo todo torto
Mas é que eu ganho muito pouco
Aliás eu num tenho nem onde cair morto

Refrão

Eu sou PM
Não pense que é fácil
Tem que ser malandro pra viver se arriscando rondando pra cima e pra baixo
Na corda bamba
Posso tombar na próxima curva e minha mulher em casa estraga as unhas com medo de ser viúva
E os meus nervos também não são de aço
Meu caráter muito menos por isso eu sempre faço meus cambalachos
Com o tráfico eu já tô mancomunado
Quando eu não tô dormindo ou tô trincando ou extorquindo os viciados
Eu fico rindo e o bolso do uniforme fica inchado
Hí!Hí! Um cafezinho aqui!
Uma cervejinha ali (tô ligado)
Rá! Eu sei que eu não presto!
Meu colega diz (cê tá exagerando...) Ah você que é muito honesto!
Detesto lição de moral cê devia fazer igual e abusar da autoridade
Esse é o único poder que essa droga de sociedade me dá o prazer de sentir o gostinho
Não tô nem aí se você prefere bancar o policial bonzinho
Perfeito
Mas vou continuar do meu jeito
Não sou super herói
E pimenta nos olhos dos outros não dói
E assim como o rato rói a roupa do rei de Roma eu vou roendo grana
O poder me corrói
Tá me corrompendo e a soma vai crescendo (Manda!)
Morrer é o que num posso mas quanto aos negócios fica frio...
Enquanto houver crime no Rio eu num volto pra casa de bolso vazio

Refrão

E eu sou o dinheiro
Todos me amam todos me querem todos adoram sentir meu cheiro
Mas eu não sou democrático
Eu sou ingrato
Quem mais produz riqueza é quem tem menos na mesa
Que chato
Pra quem me controla a carne sobra no prato
Enquanto outros não me conhecem e comem rato
É fato real
Rato sem sal
Saiu no jornal
Eu sou imundo
Que tal?
Eu sou o grande culpado nesse mundo tão desigual
E gero o preconceito social: Quem me tem vive bem quem num tem passa mal (sera?)
Loto
Jogo do bicho
Cês sonham comigo o tempo inteiro
O capitalismo é que nem Silvio Santos (Oi Tudo por dinheiro!)
É que vocês pensam pequeno
Vocês são um bicho muito ingênuo
O que parece ser o antídoto pode ser o próprio veneno
E o que parece essencial talvez seja supérfulo
E o que cês sonham encontra lá longe tão perto!
A felicidade é uma muleta e vocês são todos mancos
Ela não cabe numa maleta
Não cabe no cofre
Não cabe em bancos
Qualquer que seja a profissão que você exerça
Não deixe que a sua (fixação) por Tio Patinhas lhe suba a cabeça
Vocês humanos estão cegos
Me supervalorizam demais
Cada vez mais
A cada segundo que passa
Deixam seu mundo em constante ameaça me pondo acima de Deus e o diabo
Desse jeito eu acabo com a sua raça.

Entendendo a canção:

01 – Que tema é abordado nesta canção?
      As contradições que permeiam o senso comum em relação ao dinheiro e ao mundo do trabalho nos dias de hoje.

02 – O autor cita cinco personagens. Quem são?
      Trabalhador, empresário, coveiro, polícia militar e o dinheiro.

03 – O que cada um dos personagens apresentam na canção?
      Cada um apresenta um ponto de vista sobre sua vida relacionando com o trabalho e o dinheiro.

04 – “Melhor do que dar um peixe a um homem é ensiná-lo a pescar!”
        “-- Então em ensina onde eu pesco grana porque peixe só tem se comprar!”. Dê sua opinião sobre esse trecho da canção.
      Ensinar a criar um trabalho para ganhar dignamente, ao invés de com piedade ficar eternamente dando dinheiro.

05 – De onde vem a expressão “Pão de cada dia”?
      Vem da Bíblia Sagrada (Manah diário) que Deus fazia descer uma espécie de farinha rica em proteína, vitamina e sais necessários durante a viagem dos hebreus no deserto.


CONTO: O PRIMEIRO PRESÉPIO - REVISTA ARAUTOS DO EVANGELHO - COM GABARITO

Conto: O primeiro Presépio

             Corria o ano de 1223.
        A neve cobria com seu alvo manto a pequenina cidade de Greccio, no centro-sul da Itália. Os sinos repicavam festivamente, anunciando a noite de Natal.
        Todos os habitantes, camponeses em sua maioria, encontravam-se reunidos em torno de São Francisco de Assis, que procurava explicar- lhes o mistério do nascimento do Menino-Deus. Eles ouviam com respeito, mas... não davam mostras de terem realmente compreendido. O que fazer?
        São Francisco procurou um modo mais didático de explicar aos iletrados aldeões a história do Natal.

        Mandou trazerem-lhe uma imagem do Menino Jesus, uma manjedoura, palhas, um boi e um burro.
        Os campônios entreolharam-se, surpresos, mas providenciaram tudo sem demora.
        Em pouco tempo, o Santo compôs a cena: no centro, a manjedoura com as palhas; no fundo, os dois pacíficos animais. Faltava apenas a imagem do Menino Jesus. Com grande devoção, São Francisco tomou- a nos braços, para depositá-la na manjedoura.
        Dá-se então um grande prodígio! Ante os olhos maravilhados de todos, a imagem toma vida e o Menino sorri para São Francisco. Este abraça ternamente o Divino Infante e O deita sobre as palhas da manjedoura, enquanto todos se ajoelham em atitude de enlevada adoração.
        O Menino-Deus sorri uma vez mais e abençoa aqueles camponeses ali prostrados a seus pés.
        Poucos instantes depois, havia sobre as palhas uma simples imagem inanimada... Mas na alma de todos permaneceu a recordação viva do Menino Jesus. Ele lhes havia sorrido!
        A partir de então, o povo de Greccio montava todos os anos o “presépio de São Francisco”, na cândida esperança de que o milagre se renovasse. Não foram iludidos em sua esperança. Embora a imagem não mais tomasse vida, a Virgem Maria lhes falava especialmente à alma nessas ocasiões, com graças sensíveis.
        Que graças? As graças próprias à Liturgia do Natal.
        Só para os aldeões de Greccio? Não! Em todos os presépios do mundo está presente o Menino Jesus — com Maria, sua Mãe, e São José — à espera apenas de que nos acerquemos para, também nós, recebermos um sorriso e uma bênção. É justamente por este motivo que se espalhou por todo o universo católico o costume de montar presépios por ocasião do Natal.
        Faça, leitor, como os habitantes de Greccio. Ajoelhe-se piedosamente diante do Menino Jesus no presépio e, por intercessão da Virgem Maria, peça para si e para todos os seus entes queridos esse sorriso que comunica felicidade, essa bênção que transmite paz.

  Revista Arautos do Evangelho, Dez/2003, n. 24, p. 50-51 Texto de Victor Toniolo - 2011/12/1 Fonte: http://www.arautos.org.br/artigo/21931/O-primeiro-presepio-da-Historia.html
Entendendo o conto:
01 – Que jeito São Francisco procurou de modo mais didático para explicar aos iletrados aldeões sobre a história do Natal?
      Mandou trazerem-lhe uma imagem do Menino Jesus, uma manjedoura, palhas, um boi e um bezerro.

02 – Em que ano São Francisco de Assis, na cidade italiana de Greccio, montou o primeiro Presépio?
      No ano de 1.223.

03 – A partir desta data, o povo de Greccio montava todos os anos o “Presépio de São Francisco”. Com que intenção?
      Na Cândida esperança de que o milagre se renovasse.

04 – Só para os aldeões de Greccio o Presépio foi criado?
      Não! Em todos os ´presépios do mundo está presente o Menino Jesus – com Maria, sua mãe, e São Jose, para recebermos um sorriso e uma benção.

05 – O que o autor do texto recomenda que o leitor faça?
      Assim como os habitantes de Greccio, ajoelhe-se piedosamente diante do Menino Jesus no presépio e, por intercessão da Virgem Maria, peça para si e para todos os seus entes queridos esse sorriso que comunica felicidade, essa benção que transmite paz.




POEMA PARA SÉRIES INICIAIS: O CARNEIRO DA LISA - AUTOR DESCONHECIDO - COM GABARITO

Poema: O carneiro da Lisa


Lisa está sentada sozinha
Ao lado da janela do quarto,
Imaginando como seria bom ter um amigo.
E olha para o céu e, de repente, vê uma nuvem passar.
A nuvem para ao lado da colina, junto a uma grande pedra.
Na pedra, há duas minhocas conversando.
Um pássaro também vem e pousa na pedra.

Lisa fica curiosa e corre
Até chegar perto da nuvem.
Ela dá quatro pulos, tentando alcançar a nuvem, mas como não consegue, vai até a grande pedra.
De lá, ouve a nuvem chamar:
— Bééé!
Lisa ganhou um amigo!
                                                     Autor desconhecido.
Entendendo o texto:

01 – Qual é o título da história?
      O carneiro da Lisa.

02 – Onde Lisa estava sentada?
      Ao lado da janela do quarto.

03 – Qual era o desejo de Lisa?
      Ter um amigo.

04 – O que Lisa viu no céu?
      Uma nuvem.

05 – Quando a nuvem parou, o que havia junto à colina?
      Uma grande pedra.

06 – Quem era o novo amigo de Lisa?
      Um carneiro.

07 – Quem estava em cima da pedra, quando um pássaro pousa na pedra?
     Estavam duas minhocas conversando.

08 – Onde o carneiro estava, quando disse para Lisa: “— Bééé!”?
      Na nuvem.