terça-feira, 16 de outubro de 2018

CRÔNICA: COMUNICAÇÃO - LUÍS FERNANDO VERÍSSIMO - COM QUESTÕES GABARITADAS


Crônica: Comunicação

        É importante saber o nome das coisas. Ou, pelo menos, saber comunicar o que você quer. Imagine-se entrando numa loja para comprar um… um… como é mesmo o nome?
        “Posso ajudá-lo, cavalheiro?”
        “Pode. Eu quero um daqueles, daqueles…”
        “Pois não?”
        “Um… como é mesmo o nome?”
        “Sim?”

        “Pomba! Um… um… Que cabeça a minha. A palavra me escapou     por completo. É uma coisa simples, conhecidíssima.”
        “Sim senhor.”
        “O senhor vai dar risada quando souber.”
        “Sim senhor.”
        “Olha, é pontuda, certo?”
        “O quê, cavalheiro?”
        “Isso que eu quero. Tem uma ponta assim, entende? Depois vem assim, assim, faz uma volta, aí vem reto de novo, e na outra ponta tem uma espécie de encaixe, entende? Na ponta tem outra volta, só que esta é mais fechada. E tem um, um… Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta; a pontuda, de sorte que o, a, o negócio, entende, fica fechado. E isso. Uma coisa pontuda que fecha. Entende?”
        “Infelizmente, cavalheiro…”
        “Ora, você sabe do que eu estou falando.”
        “Estou me esforçando, mas…”
       “Escuta. Acho que não podia ser mais claro. Pontudo numa ponta, certo?”
        “Se o senhor diz, cavalheiro.”
      “Como, se eu digo? Isso já é má vontade. Eu sei que é pontudo numa ponta. Posso não saber o nome da coisa, isso é um detalhe. Mas sei exatamente o que eu quero.”
        “Sim senhor. Pontudo numa ponta.”
        “Isso. Eu sabia que você compreenderia. Tem?”
        “Bom, eu preciso saber mais sobre o, a, essa coisa. Tente descrevê-la outra vez. Quem sabe o senhor desenha para nós?”
        “Não. Eu não sei desenhar nem casinha com fumaça saindo da chaminé. Sou uma negação em desenho.”
        “Sinto muito.”
        “Não precisa sentir. Sou técnico em contabilidade, estou muito bem de vida. Não sou um débil mental. Não sei desenhar, só isso. E hoje, por acaso, me esqueci do nome desse raio. Mas fora isso, tudo bem. 0 desenho não me faz falta. Lido com números. Tenho algum problema com os números — mais complicados, claro. 0 oito, por exemplo. Tenho que fazer um rascunho antes. Mas não sou um débil mental, como você está pensando.”
        “Eu não estou pensando nada, cavalheiro.”
        “Chame o gerente.”
        “Não será preciso, cavalheiro. Tenho certeza de que chegaremos a um acordo. Essa coisa que o senhor quer, é feita do quê?”
        “É de, sei lá. De metal.”
        “Muito bem. De metal. Ela se move?”
        “Bem… É mais ou menos assim. Presta atenção nas minhas mãos.
        É assim, assim, dobra aqui e encaixa na ponta, assim.”
        “Tem mais de uma peça? Já vem montado?”
        “É inteiriço. Tenho quase certeza de que é inteiriço.”
        “Francamente…”
        “Mas é simples! Uma coisa simples. Olha: assim, assim, uma volta aqui, vem vindo, vem vindo, outra volta e dique, encaixa.”
        “Ah — tem dique. É elétrico.”
        “Não! Clique, que eu digo, é o barulho de encaixar.”
        “Já sei!”
        “Ótimo!”
        “O senhor quer uma antena externa de televisão.”
        “Não! Escuta aqui. Vamos tentar de novo…”
        “Tentemos por outro lado. Para o que serve?”
        “Serve assim para prender. Entende? Uma coisa pontuda que prende. Você enfia a ponta pontuda por aqui, encaixa a ponta no sulco e prende as duas partes de uma coisa.”
        “Certo. Esse instrumento que o senhor procura funciona mais ou menos como um gigantesco alfinete de segurança e…”
        “Mas é isso! É isso! Um alfinete de segurança!”
        “Mas do jeito que o senhor descrevia parecia uma coisa enorme, cavalheiro!”
        “É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um… um… como é mesmo o nome?”
                Luís Fernando Veríssimo. Para gostar de ler — Crônicas.

Entendendo o texto:

01 – Na última fala “É que eu sou meio expansivo. Me vê aí um,.. um… como é mesmo o nome?”, o protagonista caracteriza a si mesmo como “meio expansivo”.
a)   Pelos dados textuais, por que o protagonista emprega “meio expansivo” em vez de “expansivo”?
Ele quis dizer que é um pouco extrovertido.
b)   Empregue outro adjetivo para caracterizar esse protagonista.
Pode ser: comunicativo.

02 – A palavra sulco, na frase “Uma espécie de, como é que se diz? De sulco. Um sulco onde encaixa a outra ponta, a pontuda...”, pode ser substituída, sem alterar o sentido da frase por:
a) risco                 
b) caixa                
c) botão               
d) fenda                               
e) tampa.

03 – Leia, com atenção, as seguintes frases:
a) “E hoje, por acaso, me esqueci do nome desse raio.”
b) “Lido com números.”
c) “É que eu sou meio expansivo.”
        De acordo com a sequência, por qual grupo de palavras podemos substituir as palavras destacadas? 
Assinale uma das alternativas:
a) coisa - trabalho – exagerado.                           
b) descarga elétrica - sofro - esquecido                        
c) luz intensa - esforço-me – comunicativo

04 – Esse texto mostra o diálogo entre duas personagens:
a) Quem são as personagens?
      O homem e o vendedor.

b) Onde as personagens estão?
      Numa loja.

05 – O narrador da história também é personagem?
      Sim, ele é o vendedor.

06 – O homem enfrenta dificuldades para comprar o que quer.
      Sim, pois ele esquece o nome.

07 – Por que ele não consegue comprar o que deseja?
      Ele não lembra o nome do objeto desejado.

08 – Podemos afirmar que o vendedor não está se esforçando em entender o homem? Por quê? 
      Não. Pois o vendedor fez diversas perguntas ao homem até encontrar o nome do objeto.

09 – Como é o objeto que o homem quer comprar?
      Uma coisa pontuda que prende.

10 – Finalmente, qual é o objeto a ser comprado?
      O objeto é um alfinete de segurança.

POESIA PARA SÉRIE INICIAIS: O MENINO AZUL - CECÍLIA MEIRELES - COM GABARITO

Poesia: O menino azul
               CECÍLIA MEIRELES

O menino quer um burrinho
para passear.
Um burrinho manso,
que não corra nem pule,
mas que saiba conversar.

O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
de tudo o que aparecer.

O menino quer um burrinho
que saiba inventar histórias bonitas
com pessoas e bichos
e com barquinhos no mar.

E os dois sairão pelo mundo
que é como um jardim
apenas mais largo
e talvez mais comprido
e que não tenha fim.

(Quem souber de um burrinho desses,
pode escrever
para a Ruas das Casas,
Número das Portas,
ao Menino Azul que não sabe ler.)

                      Cecília Meireles et al. Para gostar de ler: poesias


Entendendo a poesia:
01 – Que tipo de texto é esse?
      É uma poesia.

02 – Retire os pares de rimas presentes no texto.
      As rimas são: passear/conversar – largo/comprido – jardim/fim – escrever/aparecer – casas/portas.

03 – Por que você acha que o menino quer justamente um burrinho e não outro animal?
      Resposta pessoal do aluno.

04 – Copie do texto os versos que revelam como o menino acha que é o mundo.
      Ela acha que o mundo é como um jardim.

05 – Essa forma de ver o mundo revela que característica do menino?
      É um menino muito criativo e sonhador.

06 – Observe os versos: 
“O menino quer um burrinho
que saiba dizer
o nome dos rios,
das montanhas, das flores,
-de tudo o que aparecer.” 

Explique por que o menino quer um burrinho que saiba tantas coisas.
      Porque ele não conhece estes lugares e provavelmente ainda não sabe ler e escrever, por isso exige isto do burrinho.

07 – Se você conhecesse um burrinho desses, como faria para avisar ao menino?
      Resposta pessoal do aluno.

08 – Quantos versos e estrofes há no poema?
      Possui 24 versos e 05 estrofes.

09 – Qual foi o nome dado ao menino do poema?
      O Menino Azul.

10 – Marque as resposta certas com um X:
a)   O menino quer um burrinho que saiba:
(  ) Correr.    (  ) Cantar.   (X) Inventar histórias.

b)   O menino compara o mundo com um:
(  ) Castelo.        (X) Jardim.       (  ) Paraíso.

c)   O endereço do menino é:
(X) Rua das casas.
(   ) Rua das pedras.
(   ) Rua limpa.

d)   O Menino Azul:
(   ) Sabe ler.   (   ) Sabe escrever.    (X) Não sabe ler.


TEXTO: O PEQUENO NICOLAU (TRECHO ADAPTADO)- GOSCINNY - COM GABARITO

Texto: O pequeno Nicolau (trecho adaptado)

        Uma lembrança para guardar com carinho
       Hoje de manhã todo mundo chegou muito contente na escola, porque nós vamos tirar uma fotografia da classe, que vai ficar de lembrança para a gente guardar por toda a vida, como a professora disse. Ela também disse para todo mundo vir bem limpo e penteado. Eu entrei no pátio recreio cheio de brilhantina na cabeça. Todos os meus amigos já estavam lá e a professora estava brigando com o Godofredo, que veio vestido de marciano. O Godofredo tem pai muito rico, compra todos os brinquedos que ele quer. O Godofredo estava dizendo para a professora que queria de todo jeito ser fotografado de marciano e que, senão, ele ia embora.
        O fotógrafo também já estava lá com a máquina, e a professora disse para ele andar logo, porque senão a gente ia perder a aula de matemática. O Agnaldo, que é o primeiro da classe e o queridinho da professora, disse que seria uma pena não ter aula de matemática, porque ele gosta muito e tinha feito todos os problemas. O Eudes, um colega muito forte, queria dar um soco no nariz
       Agnaldo, mas o Agnaldo usa óculos e a gente não pode bater nele tanto quanto gostaria. A professora começou a gritar que nós éramos insuportáveis, que se continuasse assim não ia ter mais fotografia e que ia todo mundo para a classe. Aí o fotógrafo disse: “Vamos, vamos, calma, calma. Deixe que eu sei como se fala com criança, vai dar tudo certo.”
        O fotógrafo resolveu que a gente tinha que ficar em três filas: a primeira fila sentada no chão, a segunda em pé em volta da professora, que ia ficar sentada numa cadeira, e a terceira, em pé em cima de uns caixotes. Esse fotógrafo tem boas ideias mesmo.
        Fomos buscar os caixotes que estavam no porão da escola. Foi muito divertido, porque não havia muita luz no porão e o Rufino enfiou um saco velho na cabeça e ficou gritando: “UUU! Eu sou fantasma”. E aí a gente viu a professora chegar. Ela não parecia muito contente, então nós saímos depressa com os caixotes. O único que ficou foi o Rufino. Com aquele saco ele não via o que estava acontecendo e continuava gritando: “UUU! Eu sou um fantasma”, e foi a professora que tirou o saco da cabeça dele. O Rufino levou um baita susto. Quando chegou de novo no pátio, a professora largou a orelha dele e bateu com a mão na testa e disse: “Mas vocês estão imundos.” Era verdade, a gente tinha se sujado um pouco fazendo palhaçadas no porão. A professora estava zangada, mas aí o fotógrafo disse que não fazia mal, que dava tempo da gente se lavar enquanto arrumava os caixotes e a cadeira para a foto. O único que estava com a cara limpa era o Agnaldo, e fora ele também o Godofredo, porque ele estava com a cabeça dentro do capacete de marciano, que parecia um aquário. O Godofredo disse para a professora: “Está vendo só, professora, se todos tivessem vindo vestidos como eu não tinha acontecido nada disso.” Eu vi que a professora estava com muita vontade de puxar as orelhas do Godofredo, mas não tinha jeito de segurar, no aquário. Essa roupa de marciano é um arranjo incrível!

                                     Goscinny. O Pequeno Nicolau. Martins
Fontes, São Paulo, 1986
Entendendo o texto:

01 – O que quer dizer a frase: “Uma lembrança para guardar com carinho.”?
      Refere-se a foto que iriam tirar todos juntos com a professora.

02 – Quem narra a história?
      O narrador-personagem.

03 – Onde se passa essa história?
      Na escola.

04 – Quem disse para todo mundo vir bem limpo e penteado?
      A professora.   

05 – O que aconteceria de importante naquele dia?
      Iriam tirar fotos todos juntos para guardar com lembrança.

06 – Como ficou a formação dos alunos para tirar a foto, organizada pelo fotógrafo?
      O fotógrafo resolveu que a gente tinha que ficar em três filas: a primeira fila sentada no chão, a segunda em pé em volta da professora, que ia ficar sentada numa cadeira, e a terceira, em pé em cima de uns caixotes.

07 – “Hoje de manhã todo mundo chegou muito contente na escola, porque nós vamos fotografia da classe, que vai ficar de lembrança para a gente guardar por toda a vida". Nesse trecho, as palavras grifadas, todo mundo, nós, e a gente representam:
(A) os alunos da classe.
(B) as pessoas em geral e a professora.
(C) os alunos, a professora e o fotógrafo.
(D) todas as pessoas da cidade.

08 – O narrador comenta: "Essa roupa de marciano é um arranjo incrível"! Porque:
(A) com o capacete parece um aquário.
(B) ele acha essa roupa uma fantasia bonita e gostaria de ter uma.
(C) o capacete não deixa que a professora puxe as orelhas de quem está com ele.
(D) o capacete protege o rosto e o aluno não precisa se lavar.

09 – No trecho "e foi a professora que tirou o saco da cabeça dele", a palavra grifada quer dizer:
(A) do Rufino.           
(B) do Godofredo.              
(C) do velho.     
(D) do Agnaldo.

10 – Quando o fotógrafo diz "eu sei como se fala com criança", ele quer:
(A) fazer uma brincadeira com a professora.
(B) mostrar que pode, com calma, organizar as crianças para a foto.
(C) mostrar que é preciso ser rigoroso com as crianças.
(D) que as crianças tenham medo dele.

11 – Em "O fotógrafo resolveu que a gente tinha que ficar em três filas:", os dois pontos servem para:
(A) pôr em dúvida a arrumação dos alunos.   
(B) obrigar os alunos a ficar em filas.
(C) perguntar como seria cada fila.                 
(D) explicar como será cada fita.




TEXTO: A DOENÇA DE CHAGAS AINDA EXISTE, MAS TRANSMISSÃO QUASE SUMIU


Texto: A doença de Chagas ainda existe, mas transmissão quase sumiu

        Mais de 100 mil crianças de até cinco anos foram submetidas a exames de sangue para a doença de Chagas, de 2001 a 2008, em todo o Brasil.
        Esse levantamento nacional foi coordenado pelo professor Aluízio Prata, da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, em Uberaba (MG), com a colaboração de pesquisadores especializados em doenças tropicais.
        Os resultados, publicados no último número da "Revista da Sociedade Brasileira de Medicina Tropical", mostram a inexistência virtual, nos últimos anos, da transmissão do agente da doença (o parasita Trypanosoma cruzi) pelo inseto hematófago Triatoma infestans, popularmente conhecido como "barbeiro".
        Alejandro L. Ostermayer e colaboradores mostram que o principal achado do inquérito foi a raridade da infecção chagásica em crianças, o que indica a virtual inexistência da transmissão da doença pelo T. infestans no Brasil.
        Os poucos casos positivos detectados (20 casos) sugerem transmissão congênita, pela presença do parasita na mãe; e apenas 11 casos, em relação às mais de 100 mil crianças examinadas, foram considerados de provável transmissão pelo inseto.
        Para os autores, essa impressionante redução está relacionada não apenas aos programas de combate ao inseto mas também à acelerada urbanização observada nos últimos 40 anos e à melhora das condições de vida.
        O desafio para manter sob controle o avanço é também analisado pelo ex-diretor da Divisão Nacional de Doença de Chagas do Ministério da Saúde, Antônio Carlos Silveira. Ele lembra que a interrupção da transmissão domiciliar pelo "barbeiro" criou a falsa crença do problema resolvido. E isso compromete a vigilância da doença.
        Afinal, continua a transmissão extradomiciliar por vetores silvestres, o raríssimo sangue contaminado em uma transfusão transmissão oral, como a ocorrida no consumo de açaí ou de caldo de cana no Pará e no Sudeste, respectivamente.
                                   
      ABRAMCZYK, Júlio. A doença de Chagas ainda existe, mas transmissão quase sumiu. Folha de São Paulo. São Paulo, 14 ago. 2011. Saúde.

Entendendo o texto:

01 – Por que a melhoria das condições de vida reduz casos da doença de Chagas?
      Espera-se que os alunos citem a diminuição do número de casas de pau a pique, que propiciam o aumento da quantidade de barbeiros próximo aos locais habitados por seres humanos. Além disso é possível considerar que a melhoria nas condições de vida inclua a difusão de informações à população sobre os meios de prevenir-se contra a doença.

02 – Por que a urbanização colabora para a redução de casos de doença de Chagas?
      Porque o barbeiro procura frestas para esconder-se durante o dia. Essas frestas, comuns em casas de pau a pique e bambus, são escassas em casas de alvenaria.

03 – De acordo com o Ministério da Saúde, existem cerca de 3 milhões de brasileiros com a doença de Chagas. Desse total, apenas cerca de mil casos surgiram entre 2000 e 2010. Esses dados confirmam o título do texto que você leu? Explique sua resposta.
      Sim, porque ambos apontam para uma diminuição do número de pessoas que contraem doença de Chagas.


segunda-feira, 15 de outubro de 2018

MÚSICA(ATIVIDADES): BOM CONSELHO - CHICO BUARQUE - COM GABARITO

Música(Atividades): Bom Conselho

                                     Chico Buarque
Ouça um bom conselho
Que eu lhe dou de graça
Inútil dormir que a dor não passa
Espere sentado
Ou você se cansa
Está provado, quem espera nunca alcança

Venha, meu amigo
Deixe esse regaço
Brinque com meu fogo
Venha se queimar
Faça como eu digo
Faça como eu faço
Aja duas vezes antes de pensar

Corro atrás do tempo
Vim de não sei onde
Devagar é que não se vai longe
Eu semeio o vento
Na minha cidade
Vou pra rua e bebo a tempestade

                                                 Composição: Chico Buarque

Entendendo a canção:
01 – Na canção, o autor modifica o sentido de vários provérbios. Identifique três dessas referências.
·        Referência 01 – Inútil dormir que a dor não passa.
·        Referência 02 – Faça como eu digo / Faça como eu faço.
·        Referência 03 – Devagar é que não se vai longe.

02 – Por que essa canção é um exemplo de tipo de texto prescritivo ou injuntivo?
      Porque tem como objetivo de aconselhar o leitor ou o ouvinte a não confiar naquilo que é estabelecido como verdade.

03 – Quais são os recursos linguísticos apresentados no texto que confirmam essa ideia?
      O emprego do verbo no imperativo, que é o modo do mando, do pedido da ordem, além da escolha do título da canção “Bom Conselho”.

04 – Sobre ela, assinale a alternativa que contém uma afirmativa CORRETA. 
a)   Existem nela problemas de coesão textual.
b)   Há nela passagens em que se percebe incoerência textual.
c)   Trata-se de um gênero textual do tipo informativo. 
d)   Nela, é evidente a existência de intertextualidade.
e)   Chico Buarque inverte os provérbios, mantendo o sentido original.

05 – Considerando o verso 6, "Está provado, quem espera nunca alcança", pode-se afirmar que:
a)   O autor comete um equívoco no emprego do provérbio "quem espera sempre alcança".
b) O autor reescreve o provérbio para valorizar o texto poético.
     c) O autor diz que, na verdade, o provérbio "quem espera sempre alcança" não se fundamenta cientificamente.
     d) O emprego não tem relação alguma com o provérbio "quem espera sempre alcança".
     e) O autor refuta a ideia de passividade e conformismo expresso no provérbio "quem espera sempre alcança."

06 – O verso que pode ilustrar que o eu poético se dirige a alguém que tem intimidade é:
     a) “Venha, meu amigo”
     b) “Corro atrás do tempo”
     c) “Vim de não sei onde”
     d) “Eu semeio o vento”.

07 – Qual das frases a seguir não se opõe a conceitos tradicionais de provérbios:
a) Espere sentado / Ou você se cansa
b) Faça como eu digo / Faça como eu faço
c) Aja duas vezes antes de pensar
d) Ouça um bom conselho
e) Devagar é que não se vai longe

08 – Assinale o que for incorreto:
a) O texto acima está organizado em estrofes, característica dos textos em verso.
b) As formas verbais Venha, Deixe, Brinque, Faça e Aja foram utilizadas no imperativo, recurso típico de quem procura influenciar o comportamento do receptor.
c) Em “Venha meu amigo” deveria ocorrer uma vírgula, uma vez que temos um Vocativo.
d) Em “Aja duas vezes antes de pensar” o autor cometeu uma impropriedade gramatical ao excluir a letra H do verbo haver.
e) Em “passa”, “faça”, “cidade” e “conselho” fica evidente que, na língua portuguesa, um mesmo fonema pode ter várias representações gráficas. 

09 – Ao compor o texto, o autor se preocupou em:

a)   Contradizer sistematicamente os conselhos populares em situações absurdas.

b)   Enfatizar a sabedoria que se exprime através de provérbios.

c)   Utilizar-se de provérbios para expressar sua concordância ou discordância diante de fatos da vida.

d)   Inadvertidamente o compositor apresenta situações nas quais os ditos populares vão de encontro à realidade.

e)   Através de um jogo de palavras, o autor procura confundir o leitor.

 

 



FILME(ATIVIDADES): A VIAGEM DE CHIHIRO - DIREÇÃO: HAYAO MIYAZAKI - COM SINOPSE E QUESTÕES GABARITADAS

Filme(ATIVIDADES): A VIAGEM DE CHIHIRO

Data de lançamento 18 de julho de 2003 (2h 05min)
Direção: Hayao Miyazaki
Gêneros AnimaçãoAventura
Nacionalidade Japão

SINOPSE E DETALHES
Livre
        Chihiro é uma garota de 10 anos que acredita que todo o universo deve atender aos seus caprichos. Ao descobrir que vai se mudar, ela fica furiosa. Na viagem, Chihiro percebe que seu pai se perdeu no caminho para a nova cidade, indo parar defronte um túnel aparentemente sem fim, guardado por uma estranha estátua. Curiosos, os pais de Chihiro decidem entrar no túnel e Chihiro vai com eles. Chegam numa cidade sem nenhum habitante e os pais de Chihiro decidem comer a comida de uma das casas, enquanto a menina passeia. Ela encontra com Haku, garoto que lhe diz para ir embora o mais rápido possível e ao reencontrar seus pais, Chihiro fica surpresa ao ver que eles se transformaram em gigantescos porcos. É o início da jornada de Chihiro por um mundo fantasma, povoado por seres fantásticos, no qual humanos não são bem-vindos.

Entendendo o filme:
01 – Qual o nome do diretor e roteirista de “A Viagem de Chihiro”?
      Hayao Miyazaki.

02 – Como são os nomes dos Pais de Chihiro?
      São: Akio e Yuko.

03 – Qual o nome da feiticeira dona da casa de Banho que Chihiro começa a trabalhar?
      A feiticeira chamava-se Yubaba.

04 – É real afirmar que a dublagem em japonês de Chihiro foi feito por uma criança?
(X) Verdadeiro.
(   ) Falso.

05 – Em que ano foi lançado “A Viagem de Chihiro”?
      Foi lançado em 2001.

06 – Os pais de Chihiro se transformam no quê?
      Eles se transforam em porcos.

07 – Qual o nome do personagem que controla as caldeiras e é quem Chihiro vai pedir por trabalho?
      Chama-se Kamaji.

08 – Complete: Em 2003 “A Viagem de Chihiro” ganhou um Prêmio muito importante, se tornando o primeiro anime a ganhar tal prêmio. Ele ganhou o Óscar de Melhor animação.

09 – Quantos anos tem Chihiro?
      Chihiro tem 10 anos.

10 – Logo no começo do filme, qual personagem ajuda Chihiro a fugir da cidade misteriosa em que ela e seus pais entraram?
      Ela é ajudada por Haku.

11 – “A Viagem de Chihiro” é sempre igualada a uma história infantil muito famosa. Qual é essa história?
      É a Alice no País das Maravilhas.

CONTO: A HISTÓRIA DA ARCA - DICIONÁRIO BÍBLICO E OUTROS - COM GABARITO

Conto: A história da Arca 


        A história de Noé e do dilúvio, relatado na Bíblia em Gen 6:11 à Gen 9: 19, é uma história verídica e relata o que aconteceu com a humanidade devido sua desobediência para com Deus e que pode ser experimentada em nossos dias. 
        Noé era o único homem justo que havia na face da terra. Com retidão de caráter, íntegro, temente a Deus e não dado a falatórios humanos.
        Deus havia se arrependido de ter colocado o homem na terra, pois este era carnal e a maldade estava se multiplicando. O gênero humano não poderia continuar neste estado de perdição e assim Deus resolveu destruir toda a terra. 
        Lembrou-se de seu servo Noé a quem muito amava e mandou que este construísse uma arca, dando-lhe todas as medidas dela em côvados, para que ele e sua família ficassem protegidos e não fossem devastados pelas águas que destruiriam o mundo. 
        Noé começou a construção da arca e todos zombavam dele pois não acreditavam em suas histórias de destruição do mundo, mas mesmo assim, ele acreditou e obedeceu a palavra de Deus. 
        Chegou o dia de entrarem na arca e Noé fez tudo como Deus havia mandado. Na arca deveriam entrar: Noé com sua mulher, seus filhos com suas esposas e sete pares de animais e aves dos céus que possuem fôlego, para que fossem conservadas as sementes sobre a face da terra. 
        A chuva começou a cair e inundou toda a terra. Todos os seres vivos que não estavam dentro da arca morreram. 
        Depois de um período, a chuva parou e a arca vagava sobre as águas, totalmente sem leme e todos os que estavam dentro dela não sabiam onde estavam, mas confiavam que Deus não os havia esquecido. 
        Em um determinado dia a arca parou, incrustada no ararate. As águas baixaram, mas mesmo assim não era possível descer da arca. 
        Noé soltou um corvo e este não retornou à arca. Passados alguns dias, Noé soltou uma pomba e está retornou.
        Passados mais alguns dias, Noé soltou novamente uma pomba e está retornou com uma folha nova de oliveira. 
        Chegada a hora de saírem da arca, todos os que estavam dentro dela foram saindo e tomando posse da terra. No céu surgiu um arco-íris, como sinal de que nunca mais Deus destruiria a terra. 
        Noé, em agradecimento, ergueu um altar e ofereceu um holocausto e Deus continuou achando graça nele. 

Referências:

• Dicionário Bíblico

• Aurélio Buarque de Holanda Ferreira - Editora Nova Fronteira

• Bíblia de Referencias Thompson - Editora Vida

• Bíblia Revista e Atualizada no Brasil - Sociedade Bíblica do Brasil
Postado por Gi Germano Gi às 19:03

Entendendo o conto:
01 – De que fala esta história?
      Fala sobre obediência e o amor a Palavra de Deus.

02 – Que podemos aprender com esta história?
      É uma aventura maravilhosa que Noé viveu com sua família e aprendemos a fidelidade e o amor do Senhor.

03 – Em que livro e capítulos da Bíblia Sagrada, está a história da Arca de Noé?
      Em Gênesis – Capítulos 6 a 9.

04 – Por que, segundo a Bíblia Deus escolheu Noé?
      Para Deus Noé era o único homem justo que havia na face da terra. Com retidão de caráter, íntegro, temente a Deus e não dado a falatórios humanos.

05 – Chegou o dia de entrarem na arca e Noé fez tudo como Deus havia mandado. O que haveria de entrar na arca?
      Noé com sua mulher, seus filhos com suas esposas e sete pares de animais e aves dos céus que possuem fôlego, para que fossem conservadas as sementes sobre a face da Terra.

06 – Depois que as águas baixaram, quem Noé solta e retorna com uma folha nova de oliveira?
      Uma pomba.