segunda-feira, 24 de setembro de 2018

MÚSICA(ATIVIDADES): UM HOMEM TAMBÉM CHORA(GUERREIRO MENINO) - GONZAGUINHA

ATIVIDADES COM A Música: Um Homem Também Chora (GUERREIRO MENINO)

                                         Gonzaguinha

Um homem também chora
Menina morena
Também deseja colo
Palavras amenas
        
Precisa de carinho
Precisa de ternura
Precisa de um abraço
Da própria candura

Guerreiros são pessoas
Tão fortes, tão frágeis
Guerreiros são meninos
No fundo do peito

Precisam de um descanso
Precisam de um remanso
Precisam de um sono
Que os tornem refeitos

É triste ver meu homem
Guerreiro menino
Com a barra do seu tempo
Por sobre seus ombros

Eu vejo que ele berra
Eu vejo que ele sangra
A dor que tem no peito
Pois ama e ama...

Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E vida é trabalho

E sem o seu trabalho
O homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata

Não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz

É triste ver meu homem
Guerreiro menino
Com a barra de seu tempo
Por sobre seus ombros

Eu vejo que ele sangra
Eu vejo que ele berra
A dor que tem no peito
Pois ama e ama

Um homem se humilha
Se castram seu sonho
Seu sonho é sua vida
E vida é trabalho

E sem o seu trabalho
O homem não tem honra
E sem a sua honra
Se morre, se mata

Não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz

Não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz
Não dá pra ser feliz.
                                                     Composição: Gonzaguinha.
Entendendo a canção:

01 – Nas estrofes um, dois e três, sobre esses versos, está correto afirmar que há uma metáfora em:
a)   Um homem também chora.
b)   Também deseja colo.
c)   Precisa de um abraço.
d)   Guerreiros são meninos.
e)   No fundo do peito.

02 – Por qual motivo esta canção chora as pessoas que ouve?
      Pela letra forte que retrata o pensamento de um homem, o homem pai de família que só se sente honrado com um bom emprego.

03 – Por que os versos: “Não dá pra ser feliz / Não dá pra ser feliz...” chega a comover que os ouve?
      O homem se sentia impotente diante de suas lutas e seus ideais. Malgrado as imposturas, as durezas e as decepções da vida de um pai de família.

04 – Antítese é uma figura de linguagem que consiste no emprego de termos com sentidos opostos. Em que versos da canção há?
      “Tão fortes, tão frágeis”.

05 – Assinale a alternativa INCORRETA. No texto, o vocábulo também, em “Um homem também chora” e “Também deseja colo”;
a)   Tem efeito de ironia: ao nivelar a fragilidade do homem maduro à da criança que pede colo, denuncia a precariedade do ser humano, incapaz de enfrentar os problemas do mundo.
b)   Contrapõe ambas as frases à máxima “Homem que é homem não chora”, contesta uma concepção de masculinidade e maturidade assentada sobretudo na força e na coragem, em detrimento da sensibilidade e das emoções, tomadas como sintoma de fragilidade.
c)   Tem valor inclusivo, situando o homem, ao lado de crianças e mulheres, no conjunto de todos os seres humanos capazes de chorar, expressando sua sensibilidade, fragilidade ou seu desamparo.
d)   Constitui, pelo senso comum, um paradoxo, ao unir num mesmo espaço de tempo e num mesmo ser, características da infância e da maturidade consideradas opostas.

06 – Os pares que seguem estruturam-se como antíteses que se aproximam e que contribuem para a construção do sentido do texto, EXCETO em:
a)   Descanso / remanso.
b)   Fortes / frágeis.
c)   Guerreiros / meninos.
d)   Homem / menino.

07 – Na expressão “Com a barra de seu tempo por sobre seus ombros”, aparecem três exemplos de linguagem conotativa:
a)   Metáfora, hipérbole e eufemismo.
b)   Metáfora, metonímia e hipérbole.
c)   Metáfora, pleonasmo e eufemismo.
d)   Paradoxo, pleonasmo e metonímia.

08 – A partir da leitura dos últimos onze versos da letra da música, analise as seguintes proposições:
I – Os últimos versos apresentam um processo gradativo que é sustentado principalmente por uma relação de causa e consequência.
II – Da relação entre sonho, vida, trabalho e honra, deduz-se que ter trabalho é uma condição para que o homem possa sonhar, viver com honra e, em consequência, ser feliz.
III – Os dois últimos versos fecham o texto com a conclusão da impossibilidade de as pessoas serem felizes, sendo que a reiteração reforça o caráter irrevogável dessa impossibilidade.
IV – Do texto infere-se que a violência, que faz com que se morra e se mate, é provocada por homens que não têm honra.
Marque a alternativa CORRETA:
a)   Apenas as proposições I e III são verdadeiras.
b)   Apenas as proposições I, II e IV são verdadeiras.
c)   Apenas as proposições I, II e III são verdadeiras.
d)   Apenas as proposições II, III e IV são verdadeiras.

09 – No texto, aparecem as expressões “um homem”, “este homem”, “o homem”.
Assinale a alternativa em que, no encadeamento sintático, essas variações não são justificadas:
a)   O termo um opõe-se, na expressão “um homem”, à ideia abstrata de homem, como síntese da espécie humana.
b)   O termo este remete a expressão “este homem” ao homem determinado no poema: aquele de quem o eu lírico fala para a “menina morena”.
c)   O termo o atribui a expressão “o homem” um sentido mais amplo que engloba a ideia geral de homens, mulheres e crianças.
d)   O termo o atribui à expressão “o homem” um valor de determinação do homem, como síntese de pessoa do sexo masculino, submetido às frustações decorrentes da perda de seus sonhos.

10 – Na frase: “Não dá pra ser feliz”, o termo pra:
a)   Evidencia um descuido do autor quanto à correção da linguagem utilizada no poema.
b)   É uma variedade regional empregada no poema com sentido pejorativo.
c)   É um erro gramatical, consolidado no português pela lei do menor esforço.
d)   É um exemplo de que o autor, no seu poema, combina linguagem formal com linguagem coloquial.


CONTO PARA SÉRIES INICIAIS: O RICO E A BOLSA - (PARA SÉRIES INICIAIS) - COM GABARITO

Conto: O RICO E A BOLSA

        Certa vez um rico ganancioso perdeu uma bolsa com 400 moedas de ouro. Anunciou em todos os jornais que seria bem gratificado quem encontrasse e a devolvesse. 
       Dias depois aparece na delegacia um pobre devolvendo a bolsa com as 400 moedas. O rico contou as moedas. Quatrocentas. Mas como era avarento, procurou um jeito para não dar a gratificação, dizendo ao pobre:
       --- Faltam 100 moedas, seu malandro, não mereces gratificação nenhuma.
        --- O pobre honesto foi expor ao juiz. O juiz chamou o rico e pergunta:
        --- Quantas moedas havia?
        --- Quinhentas moedas, — responde o rico.
        O juiz disse ao rico:
        --- Então esta bolsa não é a tua. Devolve a este homem e vai te embora. Quando aparecer o verdadeiro dono ele a entregará.

                                                                            Profº  Heraldo Meirelles
Entendendo o conto:
01 – Em sua opinião, quem estava mentindo? Justifique sua resposta.
      Resposta pessoal do aluno.

02 – O texto “O Rico e a Bolsa” ensina que:
(a) para sabido, sabido e meio
(b) na vida, não adiante ser esperto
(c) nem sempre a justiça pode estar do lado do rico
(d) devemos cumprir nossas promessas, mesmo que para isso se perca algo.
(e) a justiça dos homens é sempre justa.


FÁBULA PARA SÉRIES INICIAIS: A BORBOLETA E A PEQUENA FLOR - COM GABARITO

Fábula: A BORBOLETA E A PEQUENA FLOR


      Certa vez um homem pediu a Deus uma flor e uma borboleta, mas Deus lhe deu um cacto e uma lagarta. O homem ficou triste porque não entendeu o porquê seu pedido veio errado.
        Daí o homem pensou: “Também com tanta gente para atender...” e resolveu não questionar o presente de Deus.
     Passado algum tempo, o homem foi verificar o pedido que deixara esquecido. Pra sua surpresa, do espinhoso e feio cacto, havia nascido a mais bela das flores. E a horrível lagarta havia se transformado em uma belíssima borboleta.

        Moral da história: Deus sempre age certo. O seu caminho é o melhor, mesmo que aos nossos olhos pareça estar tudo errado. Se pediu uma coisa e recebeu outra, confie. Tenha certeza que Ele nunca erra na entrega de seus pedidos, siga em frente sem murmurar ou duvidar. O espinho de hoje...será a flor de amanhã.

Entendendo a fábula:
01 – Qual foi o pedido que o homem fez a Deus?
      Ele pediu uma flor e uma borboleta.

02 – O que o homem recebeu como resposta ao pedido que fez a Deus?
      Deus lhe deu um cacto e uma lagarta.

03 – O homem entendeu a resposta que recebeu de Deus? Por quê?
      Não. Porque o pedido veio errado.

04 – Você costuma pedir as coisas a Deus? Como? Por quê?
      Resposta pessoal do aluno.

05 – Você sempre compreende as respostas que Deus lhe dá? Por quê?
      Resposta pessoal do aluno.

06 – Você concorda que “Deus sempre age certo. O seu caminho é o melhor, mesmo que aos nossos olhos pareça estar errado”? Exemplifique.
       Resposta pessoal do aluno.


BIOGRAFIA: ARRIGO BARNABÉ - COM GABARITO

BIOGRAFIA: ARRIGO BARNABÉ

   Arrigo Barnabé nasceu em Londrina, PR, em 14 de Setembro de 1951.
     Mudou-se para São Paulo na década de 70, para cursar Arquitetura e Urbanismo na USP. Após dois anos, abandonou o curso e passou a estudar Composição e Regência, na Escola de Comunicação e Artes, também na USP. Em 1976, um trecho de sua música "Clara Crocodilo" passou a integrar a trilha sonora do filme "A Ilha das Cangaceiras Virgens", de Roberto Mauro. Em 1979, ficou em primeiro lugar no Festival Universitário da TV Cultura de São Paulo, com a música "Diversões Eletrônicas". Com o primeiro disco lançado, "Clara Crocodilo", ganhou destaque na cena musical brasileira a partir de 1980, com a fusão entre música popular urbana e música erudita contemporânea. O disco, independente, gerou o show com o qual Arrigo excursionou pelo país, com a Banda Sabor de Veneno, que tinha entre os integrantes Vânia Bastos, Paulo Barnabé, Regina Porto, Mané Silveira e Suzana Salles, entre outros. O disco foi considerado o marco zero da vanguarda paulista.
        Em 1999, "Clara Crododilo" passou por algumas releituras e foi regravado com o título "A Saga de Clara Crocodilo". Em 1984, veio o segundo disco, "Tubarões Voadores", que teve grande reconhecimento da crítica, a ponto de ser eleito um dos melhores discos do mundo pela revista francesa Jazz Hot. Com o disco, Arrigo começa, junto com o cartunista Luiz Gê, a unir música e história em quadrinhos. Em 1998, lançou a "pseudópera" "Gigante Negão", que teria se perdido se não fosse alguém da plateia ter registrado a única apresentação. Com isso, o disco pôde ser lançado alguns anos mais tarde. Arrigo mantém diversos projetos paralelos. Compôs para cinema e teatro, tendo sido bastante premiado. Participou como ator do filme "Cidade Oculta", cuja trilha sonora compôs. O filme venceu o Riocine Festival, em 1986. Montou em 2001 a ópera "O Homem dos Crocodilos – Um Caso Clínico em Dois Atos", que mistura psicanálise com o vanguardismo musical do compositor, em parceria com o dramaturgo argentino Alberto Muñoz. Arrigo mantém o selo Thanx God com Carlos Careqa, e por meio dele, conseguiu relançar seus dois primeiros álbuns, "Clara Crocodilo" e "Tubarões Voadores", até então só existentes em vinil. Os discos foram remasterizados e ganharam qualidade digital. Atualmente dedica-se a escrever uma versão erudita de suas principais canções para Tuca Fernandes e Quinteto D' Elas. Também é coordenador do CEM (Centro de Estudos Musicais) e ministra cursos de Composição.

Adaptado de: Enciclopédia da Música Brasileira. Art Editora e Publifolha. Disponível em
http://www.last.fm/pt/music/Arrigo+Barnab%C3%A9/+wiki
Acesso em: 02 dez. 2011.
Entendendo o texto:
01 - Com base em seus conhecimentos, assinale a alternativa que melhor classifica o texto lido, de acordo com o gênero a que ele pertence.
(A) Autobiografia.
(B) Biografia.
(C) Relato pessoal.
(D) Diário.

02 – Explique a diferença entre biografia e autobiografia.
      Na biografia, o narrador conta a história da vida de alguém. No texto autobiográfico, o narrador conta a história da própria vida.

03 – Explique a relação que existe entre os gêneros diário e blog.
      Os blogs são versões digitais (on-line) dos diários.

04 – Explique a relação que existe entre o relato pessoal e o gênero diário.
      No diário, o autor, além de falar de seus sentimentos, relata acontecimentos do seu cotidiano. Por isso, é possível afirmar que os diários contém uma série de relatos pessoais.

05 – Reescreva os trechos abaixo, substituindo, por palavras ou expressões sinônimas, as palavras em destaque.
a) “Com o primeiro disco lançado, "Clara Crocodilo", ganhou destaque na cena musical brasileira a partir de 1980, com a fusão entre música popular urbana e música erudita contemporânea”.
      “Com o primeiro disco lançado, "Clara Crocodilo", ganhou destaque na cena musical brasileira a partir de 1980, com a MISTURA entre música popular urbana e música erudita contemporânea”.

b) “O disco, independente, gerou o show com o qual Arrigo excursionou pelo país, com a Banda Sabor de Veneno (...)”.
      “O disco, independente, gerou o show com o qual Arrigo VIAJOU pelo país, com a Banda Sabor de Veneno (...)”.

c) “Arrigo mantém diversos projetos paralelos”.
      “Arrigo mantém diversos projetos SIMULTÂNEOS”.
      “Arrigo mantém diversos projetos AO MESMO TEMPO”.


TEXTO: ANJO E DEMÔNIO - ETHEVALDO SIQUEIRA - COM GABARITO


Texto: Anjo e demônio

     --- Anjo e demônio, o Homem vive a epopeia de uma cultura assombrosa. Faz poesia, música, monumentos, máquinas, computadores, veículos espaciais. Descobre o âmago da matéria, explode o átomo, formula teorias, códigos e religiões. Multiplica-se agora até os quatro bilhões e meio. Ocupa ansiosamente toda a Terra.
        Um Anjo, então?
   --- Anjo e demônio, feliz e desgraçado, rico e paupérrimo, o Homem ameaça hoje a estabilidade de seu planeta, põe em risco sua própria sobrevivência Por milênios, ele tem ignorado as condições de manutenção da vida em seu mundo. Embora lute duramente pela liberdade, ainda não soube construir uma sociedade realmente livre. Edifica uma portentosa civilização, mas corre o risco de destruí-la em alguns minutos. Ou em alguns decênios, pela impiedosa devastação da Natureza.
        Contudo, qual é a verdadeira face do Homem?
        --- Animal contraditório, o Homem pesquisa vacinas durante anos e depois fabrica armas que matam milhões num segundo. Média entre São Francisco e Hitler, ele cria um inferno para cada milagre de sua inteligência. É capaz de amar ardentemente tanto quanto odiar até o extermínio de raças e povos irmãos. No ápice de uma evolução de bilhões de anos, ele age como se não dependesse mais da Natureza.
        Mas o Homem é feliz?
        --- No coração e na mente do Homem, Deus se torna abstrato e distante, separado do mundo real, refúgio desesperado de sua desgraça.
        Mas, afinal, esse é o Homem?
        --- Esse é o Homem que habita essa esfera azul que gira lentamente sob nossos olhos. Veja: é um frágil planeta. Mas, ao mesmo tempo, maravilhoso, não acha? É uma pena que todos os Homens não possam ver sua Terra daqui. E pensar na sinfonia grandiosa que já existe, no mar, nas florestas, nas montanhas, nos campos, numa pequena lagoa, no voo de um pássaro, no canto da baleia, nas cores de uma borboleta, na interdependência de milhões de espécies de seres microscópicos e gigantes. Na sinfonia da ecosfera, tão complexa quão delicada. Talvez, então os Homens pudessem descobrir que têm uma Terra somente.

Ethevaldo Siqueira. Em O Estado de São Paulo. 23/12/73
(Adaptação)
Entendendo o texto:
01 – Ao referir-se ao homem, o autor usou duas palavras que se opõem quanto ao sentido e resumem o texto todo. Que palavras são essas?
      Anjo e demônio.

02 – Explique o sentido das palavras milagre e inferno na frase: “O homem cria um inferno para cada milagre de sua inteligência”.
      Resposta pessoal do aluno.

03 – Pesquise qual é o sentido literal da palavra milagre.
      Acontecimento extraordinário que não se explica pelas leis da natureza.

04 – Encontre no texto palavras ou expressões usadas em sentido figurado.
      Demônio, anjo, face, animal, inferno, milagre, sinfonia.

05 – Destaque do texto palavras que se opõem quanto ao sentido.
      Amar-odiar; feliz-desgraçado; rico-paupérrimo.

06 – Preencha as lacunas com palavras apropriadas. Escolha entre as seguintes:
        Abstratos – assombrosos – teorias – sobrevivência – devastação.
a)   Existem várias teorias sobre a origem da Terra.
b)   Baseando na sua inteligência, o homem tem realizado assombrosos progressos.
c)   Amor, ódio, beleza, ternura são substantivos abstratos.
d)   A devastação da natureza traz consequências funestas ao homem.
e)   A luta pela sobrevivência levou o homem a realizar vários inventos.

07 – Substitua as palavras em destaque por sinônimos.
a)   Vamos ao âmago da questão.
Vamos ao centro da questão.

b)   Não consigo entender esse texto: é muito abstrato.
Não consigo entender esse texto: é de difícil compreensão.

c)   Mesmo no ápice da glória, não esqueceu os humildes.
Mesmo no auge da glória, não esqueceu os humildes.

d)   Os Lusíadas narram a epopeia dos portugueses no Oriente.
Os Lusíadas narram os grandes feitos dos portugueses no Oriente.

e)   Hitler foi responsável pelo extermínio de milhões de judeus.
Hitler foi responsável pela morte de milhões de judeus.

f)    A evolução da sociedade é constante.
A transformação da sociedade é constante.

08 – Na primeira frase do texto, o autor mostra admiração pela cultura do homem? Transcreva alguma palavra da frase que comprove sua resposta.
      Sim, demonstra admiração ao empregar as palavras epopeia e assombrosa.

09 – Ainda no primeiro parágrafo, o autor enumera vários elementos da cultura humana. Cite alguns.
      O homem faz poesia, música, máquinas, monumentos, veículos espaciais, computadores, formula teorias, etc.

10 – O autor utiliza a palavra Homem no singular:
(  ) Porque está se referindo a determinada pessoa particular.
(X) Como um recurso de linguagem que consiste em empregar uma palavra no singular para representar todos os seres da mesma espécie.
(  ) Para significar só as pessoas do sexo masculino.

11 – O autor empregou a palavra Homem com inicial maiúscula:
(  ) Porque é um substantivo próprio.
(X) Porque o autor quer dar destaque ao homem como centro de interesse no texto.

12 – No primeiro parágrafo, o autor empregou os verbos no presente:
(  ) Porque o homem só realiza essas ações na época atual.
(X) Porque as ações apresentadas no parágrafo, embora venham sendo feitas desde a Antiguidade, independem do tempo e são próprias do ser humano em qualquer época.

13 – O autor utiliza muito o recurso das ideias contrastantes (antíteses). Veja o exemplo e continue escrevendo, à direita, os contrastes que aparecem no texto.
        ANJO                       -                    DEMÔNIO
Feliz                                 -    Desgraçado.
Rico.                                -    Paupérrimo.
São Francisco                 -    Hitler.
“É capaz de amar            -    E odiar até o extermínio.
 Ardentemente”
Seres microscópicos       -     Seres gigantescos.

14 – De acordo com o texto, como o homem considera Deus?
      Como um ser abstrato e distante, separado do real, refúgio nas desgraças.

15 – Explique a expressão: “o homem é um animal contraditório”.
      O homem deixa de ser racional ao destruir aquilo que ele construiu para o bem da humanidade.

16 – Em que sentido Hitler e São Francisco são duas personagens que se opõem?
      São Francisco representa a paz, o amor ao próximo, à natureza; ao passo que Hitler, ao contrário, representa o ódio, a destruição.




CRÔNICA: A CONSULTA - LUÍS MARTINS - COM INTERPRETAÇÃO/GABARITO

CRÔNICA: A consulta

        – Sua aparência é saudável, mas as aparências às vezes enganam. Vamos lá ver: Que é que o senhor sente?
        – O que eu sinto, doutor? Não sei dizer direito. É uma espécie de opressão, de angústia, de ansiedade...
        – E o senhor pensa que eu também não sinto? Isto é normal. Normalíssimo. Que mais?
        – Bem, doutor. Eu tenho insônias.
        – E eu não tenho, por acaso? Pergunte ao seu vizinho se não tem também.
        – Eu não me dou com meu vizinho.
        – É isto: não se dá com o vizinho. Eu também não me dou com o meu. Ninguém se dá com ninguém. Mas não precisa perguntar: eu sei. Seu vizinho não consegue dormir. Ninguém consegue. Isto é normal.
        – Mas, doutor...
        – Eu sei: o senhor anda nervoso, excitado, angustiado... Diga-me: não sente medo? Um medo sem causa, sem nenhum motivo aparente, medo de qualquer coisa que o senhor não sabe o que é?
        – Realmente... Eu estava com vergonha de dizer, mas, desde que o senhor falou, é verdade: sinto, sim.
        – Ótimo! O senhor sente medo. Eu também sinto. Ótimo, torno a dizer. O senhor não tem nada, meu amigo. Está inteiramente são, uma vez que sente medo. Se não sentisse, aí sim, precisaríamos procurar as causas dessa anomalia. Talvez fosse grave.
        – Sabe, doutor? Ás vezes, tenho a impressão de que estou ficando neurótico.
        – Claro que está! E eu não estou? E o seu vizinho não está? E todo o mundo não está? E o senhor pensa que vai ficar de fora? Por quê? Mas reflita um pouco, meu caro. O senhor vive, eu vivo, toda a gente vive num mundo anormal, sádico, doente, sanguinário, onde a regra é a falta de regras, um mundo hediondo e tenebroso, onde o homem é cada vez mais – e como nunca foi – o lobo do próprio homem. Um mundo de guerras, de massacres, de hecatombes, alicerçado no ódio, na iniquidade e na violência. Acrescente a tudo isso a poluição atmosférica, a poluição sonora, a poluição moral, a degradação dos costumes, a falência dos serviços públicos, o colapso do trânsito, a morte da urbanidade, da cordialidade, da solidariedade humanas. O senhor sente angústia. É natural. O senhor tem medo. É normalíssimo. O senhor tem insônias. Como não tê-las? Meu caro cliente, vá tranquilo: o senhor não tem absolutamente nada. Passe bem. O próximo, por favor?

Luís Martins. Ciranda dos ventos. São Paulo, Moderna, s/d.
Entendendo o texto:

01 – Procure descobrir o significado das palavras que você não entendeu no texto e anote-os no caderno.
      Resposta pessoal do aluno. Sugestão:
      Hecatombe: catástrofe.
      Urbanidade: civilidade.

02 – Quais são as grandes queixas do paciente?
      Sente opressão, angustia e ansiedade.

03 – Trata-se de problemas de ordem física ou psíquica?
      O paciente tem problemas mais de ordem psíquica.

04 – Como o médico considera esses problemas?
      Ele considera normais.

05 – Nessa consulta, quem mais fala?
      O médico é quem mais fala.

06 – O médico possui uma visão positiva ou negativa do mundo atual?
      Uma visão negativa.

07 – Como o médico caracteriza o mundo atual?
      No último parágrafo, ele pinta um quadro negativo do mundo moderno.

08 – Dos males citados pelo médico, quais, em sua opinião, são os piores? Justifique sua resposta.
      Resposta pessoal do aluno.

09 – Que conclusão tirou o médico a respeito de seu paciente?
      Ele sofre de um mal comum, dos problemas da maioria na sociedade atual. Portanto, é “normal”.

10 – Observe a frase a seguir: “(...) Acrescente a tudo isso a poluição atmosférica a poluição sonora a poluição moral a degradação dos costumes a falência dos serviços públicos o colapso do trânsito.”
O que está faltando na frase? Como o autor do teto a pontuou? Por que ele fez isso?
      Estão faltando as vírgulas para separar os elementos da enumeração.

11 – Procure no texto outros empregos da vírgula pelo mesmo motivo.
      Um mundo de guerras, de massacres, de hecatombes.

12 – Reescreva as frases a seguir, mudando o pronome da primeira pessoa do singular para a primeira pessoa do plural, fazendo as devidas concordâncias.
a)   “- Eu não me dou com o meu vizinho.”
Nós não nos damos com os nossos vizinhos.

b)   “Eu estava com vergonha de dizer...”
Nós estávamos com vergonha de dizer...

c)   “O que eu sinto, doutor? Não sei dizer direito.”
O que nós sentimos, doutor? Não sabemos dizer direito.

13 – Reescreva as palavras a seguir, colocando o que falta: normalissimo, otimo, precisariamos, comodo, camera.
      Normalíssimo, ótimo, precisaríamos, cômodo, câmera.

14 – Procure saber o que são palavras proparoxítonas, identifique-as no texto e anote-as.
      Normalíssimo, ótimo, precisaríamos, neurótico, sádico, atmosférica, públicos, trânsito.