Notícia: Quais medidas podem ser tomadas para proteger os mares e oceanos e amenizar os problemas causados pelas mudanças climáticas? – Fragmento
Sediada na cidade de Paris em dezembro
de 2015, a Conferência do Clima (COP-21) terminou com um acordo histórico para
tentar limitar as mudanças climáticas.
O principal objetivo foi estabelecer
para os países um limite de emissão de gases de efeito estufa na atmosfera. A
finalidade é não ultrapassar o aumento de 2ºC na temperatura global em relação
aos níveis da era pré-industrial.
Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgsdlUWZTZEMsTtPKd5ZByxhV2nTQ2k82g7s7IZuTpaUThRzvcvzOuKrXcSA7cAY4_MbsguFCBu2_dRK-JCGnzr51HrhYk9h2QFQoJnxQlVjt7wJrLsUK7BUe4QwDoDxj32D4oQdrELTyhm5mSpj_Y_PeF269_hyphenhyphenZVI_JJ9JffT48DiAFF0nrwx7lg9ei4/s320/CLIMA.jpg Afinal, na prática, o Acordo de Paris
tem sido eficiente?
Situação
da Grande Barreira de Coral australiana é mais grave que o previsto
O processo de branqueamento da Grande
Barreira de Coral da Austrália é mais grave do que o previsto inicialmente e o
dano continuará aumentando, a não ser que haja uma redução das emissões dos
gases que provocam o efeito estufa, advertiram cientistas nesta segunda-feira.
Os 2.300 quilômetros da barreira
natural, que desde 1981 está na lista de patrimônio mundial da Unesco, sofreu
no ano passado o processo de branqueamento mais grave registrado até hoje por
causa do aquecimento das águas dos oceanos entre março e abril.
A observação aérea e submarina mostrou
que 22% dos corais foram destruídos em 2016, mas agora a proporção chega a 29%.
Como este é o segundo ano consecutivo de branqueamento, a perspectiva é muito
negativa.
“Estamos muito preocupados com o que
significa para a Grande Barreira de Coral e para as comunidades e indústrias
que dependem dela”, afirmou o presidente da Autoridade do Parque Marinho da
Grande Barreira (GBRMPA), Russell Reichelt.
“A quantidade de coral que morreu pelo
branqueamento em 2016 registra um aumento em relação a nossas previsões
iniciais e antecipamos que acontecerá um declive adicional até o fim de 2017,
mas ainda precisamos completar nossa observação”.
O branqueamento dos corais é um
fenômeno de fragilização que é traduzido por uma descoloração, provocada pelo
aumento da temperatura da água. Isto provoca a expulsão das algas simbióticas
que dão ao coral sua cor e seus nutrientes.
Os recifes podem ser recuperados se a
água voltar a resfriar, mas também podem morrer se o fenômeno persistir.
[...]
Apesar da possibilidade de recuperação
do coral com uma queda da temperatura da água e se os pólipos voltarem a
colonizá-lo, o restabelecimento pode demorar uma década.
[...]
SITUAÇÃO da Grande
Barreira de Coral australiana é mais grave que o previsto. IstoÉ, 29 maio 2017.
Disponível em: https://istoe.com.br/situacao-da-grande-barreira-de-coral-autraliana-e-mais-grave-do-que-o-previsto.
Acesso em: 24 ago. 2017.
Fonte: Set Brasil.
Ensino Fundamental, anos finais, 6º ano, livro 2. Thaís Ginícolo Cabral – São
Paulo: Moderna, 2019. p. 371-372.
Entendendo a notícia:
01
– Qual foi o acordo histórico estabelecido na Conferência do Clima (COP-21),
sediada em Paris em dezembro de 2015?
O acordo histórico
foi o Acordo de Paris, cujo principal objetivo é tentar limitar as mudanças
climáticas.
02
– Qual é o limite de aumento da temperatura global estabelecido como meta no
Acordo de Paris, em relação aos níveis pré-industriais?
O Acordo visa não
ultrapassar o aumento de 2ºC na temperatura global em relação aos níveis da era
pré-industrial.
03
– Qual é o principal problema que está afetando a Grande Barreira de Coral
australiana de forma mais grave do que o previsto?
O principal
problema é o processo de branqueamento dos corais.
04
– O que os cientistas advertem que precisa acontecer para que o dano na Grande
Barreira de Coral pare de aumentar?
É necessário que
haja uma redução das emissões dos gases que provocam o efeito estufa.
05
– Qual foi a proporção de corais destruídos pelo branqueamento em 2016 e qual
proporção o dano atingiu posteriormente, segundo o texto?
Inicialmente, 22%
dos corais foram destruídos em 2016, mas a proporção chegou a 29% depois.
06
– O que é o fenômeno do branqueamento dos corais e qual sua causa direta?
É um fenômeno de
fragilização, traduzido por uma descoloração, provocado pelo aumento da
temperatura da água, que causa a expulsão das algas simbióticas.
07
– Qual é o tempo estimado para que um recife de coral consiga se recuperar de
um evento de branqueamento, mesmo que a temperatura da água volte a resfriar?
O
restabelecimento do coral, mesmo sob condições favoráveis, pode demorar uma
década.
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