quarta-feira, 10 de novembro de 2021

POEMA: MENINO DO MATO (FRAGMENTO) - MANOEL DE BARROS - COM GABARITO

 Poema: Menino do mato (Fragmento)

             Manoel de Barros

Eu queria usar palavras de ave para escrever.

Onde a gente morava era um lugar imensamente e sem nomeação.

Ali a gente brincava de brincar com palavras tipo assim:

Hoje eu vi uma formiga ajoelhada na pedra!

A Mãe que ouvira a brincadeira falou:

Já vem você com suas visões!

Porque formigas nem têm joelhos ajoelháveis e nem há pedras de sacristias por aqui.

Isso é traquinagem da sua imaginação.

O menino tinha no olhar um silêncio de chão e na sua voz uma candura de Fontes.

O Pai achava que a gente queria desver o mundo para encontrar nas palavras novas coisas de ver assim: eu via a manhã pousada sobre as margens do rio do mesmo modo que uma garça aberta na solidão de uma pedra.

Eram novidades que os meninos criavam com as suas palavras.

Assim Bernardo emendou nova criação:

Eu hoje vi um sapo com olhar de árvore.

Então era preciso desver o mundo para sair daquele lugar imensamente e sem lado.

A gente queria encontrar imagens de aves abençoadas pela inocência.

O que a gente aprendia naquele lugar era só ignorâncias para a gente bem entender a voz das águas e dos caracóis.

A gente gostava das palavras quando elas perturbavam o sentido normal das ideias.

Porque a gente também sabia que só os absurdos enriquecem a poesia.

[...]

Manoel de Barros. Menino do mato. São Paulo: Leya, 2010. p. 9-10.

Fonte: Língua Portuguesa – Português – Apoema – Editora do Brasil – São Paulo, 2018. 1ª edição – 6° ano. p. 117-8.

Entendendo o poema:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo:

·        Candura: pureza; simplicidade.

·        Sacristia: lugar de uma igreja em que são guardados objetos sagrados e as vestimentas sacerdotais.

02 – De que brincadeira fala o poema? Como seria essa brincadeira?

      Brincadeira com palavras. As crianças fariam jogos brincando com as palavras, inventando frases, combinando sons.

03 – Releia o verso abaixo do poema.

        “Isso é traquinagem da sua imaginação.”

a)   Quem fala e a quem se dirige?

A mãe fala, dirigindo-se ao filho.

b)   De acordo com o sentido geral do texto, o que significa traquinagem?

Brincadeira; travessura; coisa de menino levado.

c)   Qual foi a frase criada pelo menino e considerada pela mãe uma “traquinagem” da imaginação dele?

“Hoje eu vi uma formiga ajoelhada na pedra!”

d)   Por que a mãe considerou a frase uma “traquinagem da sua imaginação”?

Porque ela disse que formigas não se ajoelham e que o menino estaria inventando coisas.

e)   Quais eram as “traquinagens” feitas pelo menino?

Inventar frases, brincar com as palavras.

04 – Releia os versos abaixo:

        “O Pai achava que a gente queria desver o mundo

        para encontrar nas palavras novas coisas de ver.”

a)   Observe o verbo desver em um contexto bem diferente: um meme que circulou na internet em que a personagem faz um pedido dirigindo à rede social. Que sentido tem o verbo nesse caso?

Nesse caso, o verbo significa que não se quer ver determinada coisa desagradável ou desinteressante. Assim como há coisas para curtir e comentar, deveria haver outras para não ver, deixar de ver.

b)   Uma formiga ajoelhada numa pedra seria uma “nova coisa de ver”? Por quê?

Sim, porque, na realidade, uma formiga não se ajoelha. No poema, as palavras criaram essa possibilidade, essa “nova coisa de ver”.

c)   No contexto geral do poema, o que pode significar a expressão “desver o mundo”?

Pode significar ver o mundo de outro modo, de um modo diferente do habitual.

 

 

CAPA DE LIVROS: CEM ANOS DE SOLIDÃO/ O APANHADOR NO CAMPO DE CENTEIO - COM GABARITO

 Capa: de livros

Cem anos de solidão

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     Umas das obras-primas do vencedor do Prêmio Nobel de Literatura de 1982, o escritor colombiano Gabriel Garcia Márquez, Cem anos de solidão conta a história da família Buendia, dos fundadores da cidade de Macondo, um paraíso perdido em meio a vales e florestas da América Latina. Na obra, Gabo, como era conhecido o escritor, narra a vida dos membros da família e também os acontecimentos fantasiosos que rodeiam a misteriosa cidade.

O apanhador no campo de centeio

 Fonte da imagem - https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiKwyy7hTJ6sfXDcAifh9jasxpAZWrf47ZvQ-x6dV_TMajYofg-qPs7_i8QS2xG4mBltczahyEF4yv-IN6VuExM0kA_hz5Y4PH-LRr-T_awcjx7lASKjvRv2ccc78_US3ASk-9R_7X7ISw/s275/CEM.jpg


    Romance do escritor norte-americano J. D. Salinger, O apanhador no campo de centeio foi inicialmente publicado no formato de revista e, em 1951, passou a ser disponibilizado como livro. A trama conta um dia do jovem nova-iorquino Holden Caufield, que começa a divagar sobre suas dúvidas e inseguranças, típicas da adolescência.

        [...]

Os 10 livros clássicos que você precisa ler agora. Universia Brasil, 31 mar. 2016. Disponível em: http://noticias.universia.com.br/cultura/noticia/2016/03/31/1137871/10-livros-classicos-precisa-ler-agora.html. Acesso em: 11 jun. 2018.

Fonte: Língua Portuguesa – Português – Apoema – Editora do Brasil – São Paulo, 2018. 1ª edição – 6° ano. p. 96.

Entendendo a capa de livros:

01 – Você já ouviu falar nesses livros?

      Resposta pessoal do aluno.

02 – Qual deles você mais gostaria de ler? Por quê?

      Resposta pessoal do aluno.

03 – Por que se descreve o primeiro livro como uma obra-prima?

      Porque é um dos livros mais notáveis, importantes, do autor.

04 – Onde nasceu o escritor do segundo livro? Justifique sua resposta.

      Nos Estados Unidos, porque o escritor é caracterizado como “norte-americano”.

05 – Mencione duas características que as palavras norte-americano e nova-iorquino têm em comum.

      As duas indicam a origem de alguém e também são escritas com hífen.

06 – As palavras obra-prima, norte-americano e nova-iorquino são formadas da mesma maneira? Explique sua resposta.

      Sim, são todas palavras compostas formadas pela junção de dois radicais e unidas por hífen.

NOTÍCIA: ONG BUSCA VOLUNTÁRIOS PARA MONTAR BRINQUEDOTECAS EM CRECHES DO PAÍS - ALANA GANDRA - COM GABARITO

 Notícia: ONG busca voluntários para montar brinquedotecas em creches do país

Publicado em 07/10/2017 – 19:26 Por Alana Gandra – Repórter da Agência Brasil – Rio de Janeiro

        A organização não governamental (ONG) Visão Mundial abriu campanha nacional em busca de voluntários que ajudem na montagem de brinquedotecas em creches comunitárias no país e também de doações de brinquedos, livros e mobília para esses espaços. A intenção é beneficiar diretamente cerca de 2 mil crianças, segundo a assessora nacional de Educação da ONG, Andreia Freire.

        Serão atendidas instituições de Recife, São Paulo, Salvador, Fortaleza, Maceió, do Rio de Janeiro, de Brasília e dos sertões alagoano e do Rio Grande do Norte.

        A ONG tem foco na proteção à infância e atua em comunidades brasileiras há mais de 42 anos, desenvolvendo ações em prol do bem-estar das crianças. “Uma das ferramentas pedagógicas que a gente utiliza para desenvolver essas ações é o calendário dos direitos”, destaca Andreia.

        Esse calendário anual elege algumas datas vinculadas ao direito da infância. Neste mês de outubro, é dado ênfase ao brincar, em comemoração ao Dia da Criança, porque a prática tem relação com a infância e com o seu desenvolvimento. A partir da experiência no contato e no diálogo com escolas e creches municipais das comunidades onde atua, a Visão Mundial percebeu a ausência de espaços que promovam o brincar e o espaço lúdico necessário para que as crianças tenham esse ambiente favorável ao seu desenvolvimento.

        "Daí surgiu a ideia de focar essa data, este ano, na primeira infância e na promoção de uma mobilização das pessoas das cidades, em prol da estruturação das brinquedotecas”, diz Andreia. O objetivo é envolver as pessoas das cidades para que percebam a importância do brincar para a criança, sobretudo na primeira infância.

        [...]

Alana Gandra. ONG busca voluntários para montar brinquedotecas em creches no país. EBC, 7 out. 2017. Disponível em: www.agenciabrasil.ebc.com.br/educação/noticia/2017-10/0ng-busca-voluntários-para-montar-brinquedotecas-em-creches-do-pais. Acesso em: 6 jun. 2017.

Fonte: Língua Portuguesa – Português – Apoema – Editora do Brasil – São Paulo, 2018. 1ª edição – 6° ano. p. 76-77.

Entendendo a notícia:

01 – De acordo com o texto, qual o significado das palavras abaixo:

·        Brinquedoteca: coleção de jogos e brinquedos organizada num espaço destinado a estimular a criança a brincar.

·        Lúdico: recreativo, que serve para divertir e dar prazer.

·        Mobília: conjunto de móveis de um ambiente.

·        Mobilização: envolvimento; aliança em torno de uma causa comum.

·        Pedagógico: destinado ao ensino.

·        Primeira infância: os primeiros seis anos de vida.

·        Sobretudo: principalmente.

02 – Releia o título e o lide.

a)   No título, qual é o sujeito da ação de buscar voluntários para montar brinquedotecas?

ONG.

b)   No lide, como esse sujeito é apresentado?

A organização não governamental (ONG) Visão Mundial.

c)   O título informa para que serão montadas brinquedotecas? E o lide? Justifique sua resposta com a localização de um trecho da notícia.

O título não informa para que serão montadas, mas o lide sim: “A intenção é beneficiar diretamente cerca de 2 mil crianças”.

d)   Com base nessa comparação, o que você pode dizer sobre a função do lide em relação ao título da notícia?

O lide amplia as informações do título, acrescenta dados e complementa o que for necessário para que se tenha o resumo dos principais pontos da notícia.

03 – Releia os trechos a seguir:

I – “A ONG tem foco na proteção à infância e atua em comunidades brasileiras há mais de 42 anos, desenvolvendo ações em prol do bem-estar das crianças”.

II – “Daí surgiu a ideia de focar essa data, este ano, na primeira infância e na promoção de uma mobilização das pessoas das cidades, em prol da estruturação das brinquedotecas. [...]”.

a)   Considerando o contexto em que foi empregada, você saberia substituir a expressão “em prol”, nos dois trechos, por outra de sentido equivalente?

Em favor; em defesa.

b)   Volte ao texto da notícia e localize os dois trechos. Indique qual deles está em discurso direto e de quem é a fala.

O trecho II está em discurso direto e quem fala é a Assessora Nacional de Educação da ONG, Andréia Freire.

c)   Explique a importância da transcrição da fala de pessoas numa notícia.

A transcrição cria um sentido de verdade, como se a pessoa estivesse falando diretamente com o leitor. Cria também o efeito de imparcialidade, que evidencia que o jornalista ouviu as pessoas e não está apenas dando uma opinião pessoal na notícia.

04 – Segundo a notícia:

a)   Qual é o objetivo da campanha promovida pela ONG Visão Mundial?

Reunir doações de brinquedos, livros e móveis para brinquedotecas e encontrar voluntários dispostos a montá-las em creches comunitárias.

b)   Qual é a importância da criação de brinquedotecas?

Elas são um espaço com brinquedos, que ajudam no desenvolvimento da criança, especialmente na primeira infância.

c)   Que tipo de mobilização vem sendo desenvolvido pela ONG?

A ONG mobiliza voluntários para montar as brinquedotecas e receber doações.

05 – Que regras explicam a acentuação das palavras em destaque a seguir?

a)   “[A intenção é beneficiar ...]”.

Acentua-se a palavra é porque ela é um monossílabo tônico.

b)   “[...] e também de doações [...]”.

Acentua-se a palavra também porque ela é uma palavra oxítona terminada em –em.

06 – Releia este trecho:

        “[...] A partir da experiência no contato e no diálogo com escolas e creches municipais das comunidades onde atua, a Visão Mundial percebeu a ausência de espaços que promovam o brincar e o espaço lúdico necessário para que as crianças tenham esse ambiente favorável ao seu desenvolvimento.

a)   Que sintagma nominal exerce a função de sujeito do verbo em destaque?

A Visão Mundial.

b)   Por que esse verbo foi empregado no singular?

Porque se relaciona a um sujeito que também está no singular.

c)   O substantivo que exerce a função de sujeito é próprio ou comum? Justifique sua resposta.

Substantivo próprio, porque é o nome de uma ONG. Está grafado com as letras iniciais maiúsculas.

 

 

CARTAZ: GALERA DA PRAIA - TAMARA ORG - COM GABARITO

 Cartaz: Galera da Praia


 Fonte da imagem - https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiIH0VTR7uu3PobYZHm9_OjchbJUlH2qCyuTEv00lncTj6_SZ5uE8c28hnJx5p0Px4FiY7yyD4bDoKV0O5OA4Q94JxvzThZo1des0O_qrlvB16Uw3EjrLrnZZiipPFhqNOh2nTd9JRjmqA/s296/cartaz.jpg





Disponível em: www.tamar.org.br/galera-da-praia.php. Acesso em: 6 jun. 2018.

Fonte: Língua Portuguesa – Português – Apoema – Editora do Brasil – São Paulo, 2018. 1ª edição – 6° ano. p. 64-5.

Entendendo o cartaz:

01 – A que a palavra galera se refere no cartaz?

      Refere-se ao grupo de tartarugas marinhas.

02 – Trata-se de um substantivo coletivo? Explique sua resposta.

      Sim, pois é uma palavra que indica um grupo, um conjunto de seres.

03 – Essa palavra geralmente é usada em situações formais?

      Não. É mais comum em situações informais e cotidianos.

04 – Agora imagine que substantivo coletivo você usaria ao cumprimentar um grupo de colegas:

·        No início de uma apresentação oral de uma pesquisa na escola?

Resposta pessoal do aluno. Sugestões: Bom dia/boa tarde, classe; Bom dia/boa tarde, turma.

·        Depois de uma partida de futebol na quadra da escola?

Resposta pessoal do aluno. Sugestões: Valeu, galera!; Até mais, pessoal! Etc.

NOTÍCIA: CÃO DOS BOMBEIROS É TREINADO PARA SER SALVA-VIDAS EM PRAIAS DE SC - O GLOBO - COM GABARITO

 Notícia: Cão dos bombeiros é treinado para ser salva-vidas em praias de SC

        Labrador Ice faz parte de um projeto para salvamento aquático. Além dele, oito labradores dos bombeiros serão treinados para o verão

Além de auxiliar nas buscas após o rompimento das barragens de Mariana, em Minas Gerais, e contribuir com a Polícia Civil para encontrar vítimas de homicídio, o cão Ice, do Corpo de Bombeiros de Santa Catarina, agora, será salva-vidas nas praias, como mostrou o Hora desta quarta-feira (6).

        O herói de quatro patas passará o verão se arriscando para resgatar banhistas. O labrador premiado está em treinamento em um projeto para preparar cães com habilidades na água.

        O animal, acostumado a trabalhar em buscas em meio a escombros ou até na mata fechada, encara o novo desafio no mar como uma grande diversão. Basta um bombeiro simular um afogamento para Ice correr e prestar socorro. "Apesar de ele ter iniciado recentemente com este treinamento, já executa o exercício corretamente", disse o soldado Erton Marotta.

          Cão rebocador

        Segundo o treinador do cão, sargento Evandro Amorim, Ice participaria, por exemplo, do salvamento simultâneo de três vítimas. "É um cão rebocador: os dois salva-vidas se deslocariam até as três vítimas, utilizando o cão junto. Esses dois salva-vidas retirariam duas vítimas, e o cão se deslocaria para a terceira, levaria o life belt (um flutuador) até essa vítima, e rebocaria, até que os salva-vidas conseguissem apoiá-la, para retirar da água", explicou.

          Um cão para a história

        Ice está fazendo história. Ele foi selecionado para a missão pelo currículo típico de campeão. Com oito 8 prêmios internacionais, faz parte da quarta geração de cães de resgate de Santa Catarina.

        Além dele, oito labradores dos bombeiros do estado também receberão o treinamento. Os habilitados para a nova função passam a trabalhar como salva-vidas em dezembro de 2016.

        Em João Pessoa (PB), o Corpo de Bombeiros Civil e Voluntário da Paraíba também treina desde 2015 um labrador chamado Valentino para o trabalho de guarda-vidas.

G1, 6 jul. 2016. Disponível em: www.g1.globo.com/sc/santa-catarina/noticia/2016/07/cao-dos-bombeiros-e-treinado-para-ser-salva-vidas-em-praias-de-sc.html. Acesso em: 6 jun. 2018.

Fonte: Língua Portuguesa – Português – Apoema – Editora do Brasil – São Paulo, 2018. 1ª edição – 6° ano. p. 55-7.

Entendendo a notícia:

01 – De acordo com a notícia, qual é a raça de Ice? Faça uma breve pesquisa, na internet ou com amigos que conhecem cães, sobre essa raça e, depois, explique a passagem a seguir.

        “[...] Apesar de ele ter iniciado recentemente com este treinamento, já executa o exercício corretamente", disse o soldado Erton Marotta.

      A raça dos labradores, à qual Ice pertence, é conhecida por sua capacidade de aprender rapidamente o que lhe ensinam.

02 – No texto, Ice é chamado de “cão rebocador”. Veja o verbete rebocador extraído de um dicionário on-line.

        Rebocador – re bo ca dor. Diz-se de embarcação que reboca outra. [...].´

·        Com base na comparação entre os sintagmas cão rebocador e barco rebocador, explique o sentido do verbo rebocar e sua relação com a função de Ice.

O verbo significa “puxar”, e Ice puxa a vítima para um lugar seguro até a chegada do socorrista.

03 – De acordo com o texto, Ice tem “currículo típico de campeão”.

a)   Você sabe o que é um currículo?

Resposta pessoal do aluno.

b)   Por que o currículo de Ice é considerado “típico de campeão”?

Porque ele já ganhou oito prêmios internacionais.

c)   No segundo parágrafo da notícia, há duas expressões que antecipam que o currículo de Ice é muito bom. Quais são elas?

São “herói de quatro patas” e “labrador premiado”. Chame a atenção para o fato de que, na primeira expressão, o sentido positivo concentra-se no substantivo, pela associação incomum do cão com uma denominação (herói) geralmente atribuída a seres dotados de poderes especiais. No segundo caso, é o adjetivo premiado que contém a carga positiva, ao qualificar o cão da raça labrador. Mostre também que a figura principal da notícia é destacada em todo o texto por meio de retomadas que favorecem a coesão e ampliam as informações sobre o animal.

d)   A caracterização de Ice feita pela notícia revela uma avaliação positiva ou negativa em relação ao cão? Por quê?

Positiva. Porque o cão é apresentado com todas as suas qualidades. A notícia se caracteriza, como gênero, por imparcialidade e objetividade. No entanto, não existe neutralidade no discurso. Na notícia em análise, há um ponto de vista favorável ao trabalho desenvolvido pelo cão. Não se trabalhará, neste momento, a identificação de pontos de vista na notícia, por inadequação da complexidade do assunto à faixa etária e ao grau de escolaridade. No 7° ano, o tema será explorado.

04 – Como ocorre a sucessão de acontecimentos na vida de Ice? Para reconstituir essa linha do tempo, leia alguns trechos da notícia e responda às questões.

a)   “O herói de quatro patas passará o verão se arriscando para resgatar banhistas. O labrador premiado está em treinamento em um projeto para preparar cães com habilidades na água.

  •            Qual seria a ordem, numa linha do tempo, dos acontecimentos relatados nesse trecho?

      Primeiro o cão “está em treinamento”, para depois passar “o verão se arriscando” no salvamento de banhistas.

  •          As formas verbais passará e está referem-se a que momentos do tempo?

         Futuro e presente, respectivamente.

  •    “O animal, acostumado a trabalhar em buscas em meio a escombros ou até na mata fechada, encara o novo desafio no mar como uma grande diversão. [...]”.
  •        O que Ice fazia antes do novo desafio de salvar vidas no mar?

        Ele trabalhava em buscas de pessoas em meio a escombros ou na mata fechada.

  • ·   Que verbo situa esse novo desafio no momento presente da vida de Ice?

       Encarar.

05 – Destaque, das passagens transcritas na atividade anterior, palavras e expressões que identifiquem os lugares em que se passa a história de Ice.

      Barragens em Mariana (Minas Gerais), nas praias (de Santa Catarina), escombros, mata fechada e mar.

06 – De acordo com as indicações de tempo e de espaço, você diria que a vida de Ice é dinâmica (movimentada) ou estática (sem movimento)? Por quê?

      A vida do cão é dinâmica, movimentada, porque ele tem um passado de realizações e agora está treinando para uma nova vida. Ele se desloca de um lugar para outro. Estava em Minas Gerais e agora está em Santa Catarina. Atuou nas matas e agora o fará no mar.

07 – Considerando o que você analisou nas questões anteriores e pensando no que você já estudou a respeito de sequências narrativas e descritivas, responda: Que tipo de sequência predomina na notícia?

      Sequência narrativa.

08 – Antes de iniciar a leitura da notícia, você refletiu sobre a relação dos animais com as pessoas.

  • ·        Em que outras situações, além da relatada na notícia, um cão pode proteger e ajudar pessoas?

Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Com o adestramento adequado, os cachorros podem atuar em parceria com a polícia para encontrar drogas ou para imobilizar suspeitos em perseguições; com bombeiros, para localizar pessoas desaparecidas em acidentes ou em montanhas e trilhas. Podem ainda atuar como cães-guia para deficientes visuais.

 

terça-feira, 9 de novembro de 2021

CONTO: O MILAGRE - STANISLAW PONTE PRETA - COM GABARITO

 CONTO: O MILAGRE

            Stanislaw Ponte Preta

          Naquela pequena cidade as romarias começaram quando correu o boato do milagre. É sempre assim. Começa com um simples boato, mas logo o povo – sofredor, coitadinho e pronto a acreditar em algo capaz de minorar sua perene chateação – passa a torcer para que o boato se transforme numa realidade, para poder fazer do milagre a sua esperança.

          Dizia-se que ali vivera um vigário muito piedoso, homem bom, tranquilo, amigo da gente simples, que fora em vida um misto de sacerdote, conselheiro, médico, financiador dos necessitados e até advogado dos pobres, nas suas eternas questões com os poderosos. Fora, enfim, um sacerdote na expressão do termo: fizera de sua vida um apostolado.

          Um dia o vigário morreu. Ficou a saudade morando com a gente do lugar. E era em sinal de reconhecimento que conservavam o quarto onde ele vivera, tal e qual o deixara. Era um quartinho modesto, atrás da venda. Um catre (porque em histórias assim, a cama do personagem chama-se catre), uma cadeira, um armário tosco, alguns livros. O quarto do vigário ficou sendo uma espécie de monumento à sua memória, já que a Prefeitura local não tinha verba para erguer sua estátua.

           E foi quando um dia… ou melhor, uma noite, deu-se o milagre. No quarto dos fundos da venda, no quarto que fora do padre, na mesma hora em que o padre costumava acender uma vela para ler seu breviário, apareceu uma vela acesa.

          – Milagre!!! – quiseram todos.

          E milagre ficou sendo, porque uma senhora que tinha o filho doente, logo se ajoelhou do lado de fora do quarto, junto à janela, e pediu pela criança. Ao chegar em casa, depois do pedido – conta-se – a senhora encontrou o filho brincando, fagueiro.

          – Milagre!!! – repetiram todos. E o grito de “Milagre!!!” reboou por sobre montes e rios, vales e florestas, indo soar no ouvido de outras gentes, de outros povoados. E logo começaram as romarias.

          Vinha gente de longe pedir! Chegava povo de tudo quanto é canto e ficava ali plantado, junto à janela, aguardando a luz da vela. Outros padres, coronéis, até deputados, para oficializar o milagre. E quando eram mais ou menos seis da tarde, hora em que o bondoso sacerdote costumava acender sua vela… a vela se acendia e começavam as orações. Ricos e pobres, doentes e saudáveis, homens e mulheres caíam de joelhos, pedindo.

          Com o passar do tempo a coisa arrefeceu. Muitos foram os casos de doenças curadas, de heranças conseguidas, de triunfos os mais diversos. Mas, como tudo passa, depois de alguns anos passaram também as romarias. Foi diminuindo a fama do milagre e ficou, apenas, mais folclore na lembrança do povo.

          O lugarejo não mudou nada. Continua igualzinho como era, e ainda existe, atrás da venda, o quarto que fora do padre. Passamos outro dia por lá. Entramos e pedimos ao português, seu dono, que vive há muitos anos atrás do balcão, a roubar no peso, que nos servisse uma cerveja. O português, então, berrou para um pretinho, que arrumava latas de goiabada numa prateleira:

          – Ó Milagre, sirva uma cerveja ao freguês!

          Achamos o nome engraçado. Qual o padrinho que pusera o nome de Milagre naquele afilhado? E o português explicou que não, que o nome do pretinho era Sebastião. Milagre era apelido.

-E por quê? – perguntamos.
- Porque era ele quem acendia a vela, no quarto do padre.

(STANISLAW PONTE PRETA. O melhor de Stanislaw Ponte Preta. 3a. Edição, Rio de Janeiro, José Olympio, 1988)

Entendendo o texto

01.  Qual é a tipologia predominante no conto?

Tipologia narrativa.

02.  Quais personagens que fazem parte dessa narrativa?

O vigário, uma senhora, uma criança, o narrador, o português e o Sebastião.

03.  Dentro deste tipo textual (conto) há que narrador?

Narrador-personagem. 

04.  Qual o cenário em que se desenrola a história?

Em uma pequena cidade.

    05.Segundo o texto, o que leva o povo a acreditar no boato do milagre?

         A prontidão para acreditar em algo que seja capaz de minorar suas dificuldades e sofrimentos.

   06. No segundo parágrafo do texto temos a caracterização do vigário. Qual classe de palavras desempenha função fundamental nesse parágrafo?

       Os adjetivos (piedoso, bom, tranquilo, amigo, simples, financiador).

    07.Justifique o uso dos parênteses no terceiro parágrafo.

         Os parênteses foram usados para inserir uma explicação a respeito de uma palavra de uso pouco corrente, utilizada no texto.

08.Que fato provocou o desenrolar dos acontecimentos descritos no texto?

         Uma vela sempre aparecia acesa na hora em que o vigário, quando vivo, costumava ler o seu breviário.

   09. O texto fala de uma criança que estava doente e sarou em função do pedido que a mãe fez ao vigário. O narrador tem certeza desse fato? Explique sua resposta.

         Não. Na frase: “Ao chegar em casa, depois do pedido – conta-se – a senhora encontrou o filho brincando, fagueiro” o uso do verbo contar seguido do pronome “se” indica que o sujeito é indeterminado, isto é, não se pode determinar quem conta a história, portanto não há como comprovar se o fato realmente aconteceu. Além disso, no final do texto encontramos a explicação a respeito da vela que aparecia acesa na casa do padre.

10 .Segundo o texto, o que foi necessário para oficializar o milagre?

     A vinda de outros padres, coronéis e até deputados.

11 .Em que passagem do texto temos a universalização da crença no milagre?

       “E o grito de “Milagre!!!” reboou por sobre montes e rios, vales e florestas, indo soar no ouvido de outras gentes, de outros povoados. E logo começaram as romarias.”

12.O narrador emite um juízo de valor a respeito do português. Qual é esse juízo de valor?

      O narrador afirma que o português era um ladrão pois, “…vive há muitos anos atrás do balcão, a roubar no peso…”, embora tal fato não fora comprovado. O fato dele ser um comerciante que vendia materiais à retalho é que levou o autor a emitir essa opinião.

13. Se pudesse alterar alguma situação nessa história, qual seria? Por quê?

      Resposta pessoal.

 

segunda-feira, 8 de novembro de 2021

A CRÔNICA - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE - COM GABARITO

 A CRÔNICA 

            Carlos Drummond de Andrade

“Crônica tem esta vantagem: não obriga ao paletó-e-gravata do editorialista, forçado a definir uma posição correta diante dos grandes problemas; não exige, de quem a faz, o nervosismo saltitante do repórter, responsável pela apuração do fato na hora mesma em que ele acontece; dispensa a especialização suada em economia, finanças, política nacional e internacional, esporte, religião e o mais que imaginar se possa. Sei bem que existem o cronista político, o esportivo, o religioso, o econômico, etc., mas a crônica de que estou falando é aquela que não precisa entender de nada ao falar de tudo. Não se exige do cronista geral a informação ou o comentário precisos que cobramos dos outros. O que lhe pedimos é uma espécie de loucura mansa, que desenvolva determinado ponto de vista não ortodoxo e não trivial, e desperte em nós a inclinação para o jogo da fantasia, o absurdo e a vadiação de espírito. Claro que ele deve ser um cara confiável, ainda na divagação. Não se compreende, ou não compreendo, cronista faccioso, que sirva a interesse pessoal ou de grupo, porque a crônica é território livre da imaginação, empenhada em circular entre os acontecimentos do dia, sem procurar influir neles. Fazer mais que isto seria pretensão descabida de sua parte. Ele sabe que seu prazo de atuação é limitado: minutos no café da manhã ou à espera do coletivo.

Entendendo o texto

Com base no texto, assinale a única alternativa correta.
1. Segundo o que se depreende do texto, para Drummond, a crônica poderia ser caracterizada como:
a. uma atividade literária em prosa, veículo de notícias sobre fatos da atualidade.
b. uma atividade jornalística, isto é, noticiário científico ou literário, apresentado em linguagem simples e agradável.
c. uma atividade literária que visa menos à especificidade e profundidade do assunto e mais ao entretenimento do leitor.
d. uma reportagem disfarçada, pois nela não se percebe “o nervosismo saltitante do repórter”.
e. uma reportagem, embora camuflada em atividade literária, na qual o jornalista não deve ser faccioso.


2. Segundo Drummond, não é exato afirmar que:
a. a crônica (geral) deve ser fruto da fantasia e da vadiagem de espírito do cronista, embora não deva tratar de trivialidades.
b. o cronista geral não é obrigado a posicionar-se corretamente diante dos grandes problemas.
c. embora haja cronistas especializados em economia, finanças, etc., o cronista geral não é obrigado a ser especialista em determinado assunto.
d. o cronista geral não pode ser confundido com repórter, porque este visa à apuração de fatos, enquanto aquele deve “circular entre os acontecimentos do dia”.
e. o cronista geral deve ser confiável, embora não precise entender de nada, ao falar de tudo.

3. Assinale a alternativa em que as duas expressões dadas, não se relacionam com o modelo de crônica apresentada por Drummond:
a. paletó-e-gravata; ponto de vista não ortodoxo.
b. nervosismo saltitante; território livre da imaginação.
c. prazo de atuação limitado; ponto de vista não trivial.
d. informação ou comentário preciso; apuração imediata do fato.
e. inclinação para o jogo da fantasia; especialização suada.