quarta-feira, 13 de dezembro de 2017

MÚSICA(ATIVIDADES): RODA VIVA - CHICO BUARQUE - COM GABARITO

Música(Atividades): Roda Viva

                                      Chico Buarque
Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu
A gente quer ter voz ativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega o destino pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a roseira pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

A roda da saia, a mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou
A gente toma a iniciativa
Viola na rua, a cantar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a viola pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou
No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda-viva
E carrega a saudade pra lá

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração

Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração.

Entendendo a música:

01 – Qual é a ideologia da canção?
      A letra trata do sentimento de um impasse: como ser ativo, participar da construção da sua vida e ao mesmo tempo ter que carregar as responsabilidades cotidianas nas costas? A roda, na qual o título já sugere, seria a rotina, sempre circular, repetitiva, às vezes até tautológica. E a roda é viva, isto é, onipresente.

02 – Os primeiros versos são:
“Tem dias que a gente se sente
Como quem partiu ou morreu
A gente estancou de repente
Ou foi o mundo então que cresceu.”
Qual é o tipo de sentimento que expressa?
      Expressa o sentimento de impotência, como se houvesse vezes em que você questiona como está sua postura diante do mundo: você partiu, morreu, estancou? As coisas acontecem e a você aliena-se, fica aquém disto tudo, como se o mundo crescesse e você não acompanhasse. 

03 – Nos versos:  
“A gente quer ter iniciativa
No nosso destino mandar
Mas eis que chega roda vida
E carrega o destino pra lá”.
Estes versos mostram que apesar daquela impotência, você não desiste de interferir no seu destino, por quê?
      Porque sempre tem a iniciativa de conduzir a sua vida. Porém, a roda viva chega e decide o destino por você. Em vez de lutar pelo que quer, a roda viva impede. Todo aquele desejo de participação se esvai.

04 – O refrão, que se repete no final de cada estrofe justamente para realçar a ideia de repetição, é composto pelos versos:
“Roda mundo, roda-gigante
Rodamoinho, roda pião
O tempo rodou num instante
Nas voltas do meu coração”.
Por que o eu poético diz que exala a sensação rotatória?
      Além da beleza dos versos, que reiteram a palavra “roda”, a própria melodia da música exala a sensação rotatória. O tempo passa rapidamente, num instante, rodando em torno do seu coração, que bate para sobreviver. Você se mantém vivo e as coisas vão acontecendo, tão naturais quanto o mundo rodando, a roda-gigante, o moinho e o peão.

 05 – Os versos abaixo:
“A gente vai contra a corrente
Até não poder resistir
Na volta do barco é que sente
O quanto deixou de cumprir
Faz tempo que a gente cultiva
A mais linda roseira que há
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a roseira pra lá”
O que quer dizer e afirmar?
      Mostra que mesmo com seus pequenos protestos, como alguém remando contra a corrente, não é suficiente para abalar a ordem, por isso a pessoa percebe o quanto deixou de cumprir. No fim das contas, na volta no barco, reafirma-se o que se havia questionado, indo a favor da corrente. Todas as roseiras cultivadas por nós, aquilo que cuidamos, também é levado pela roda viva, antes que floresça. A roda nos tira a capacidade de viver, sendo mais viva do que nós mesmos.
06 - Os versos:
“A roda da saia, mulata
Não quer mais rodar, não senhor
Não posso fazer serenata
A roda de samba acabou”.
São versos muito interessantes, por quê?
      Porque saias que rodam são típicas do samba, o próprio nome da vestimenta é ‘saia rodada’. Não só acabou a participação política, acabou também o envolvimento com outras pessoas, a conversa calorosa, acabou o samba.

07 – Quais são os versos que representam a fraqueza do protesto, o desejo artístico, se a roda não interferisse?
      São: “A gente toma a iniciativa
               Viola na rua, a cantar
               Mas eis que chega a roda viva
               E carrega a viola pra lá”.

08 – Nos versos:
“O samba, a viola, a roseira
Um dia a fogueira queimou
Foi tudo ilusão passageira
Que a brisa primeira levou”
É um apanhado de tudo que foi levantado até então pela canção. Qual é o desejo do eu poético?
      A vontade de participar, de se voltar contra a ordem supressora, de ter liberdade etc., são oprimidos. Surge a imagem de que são apenas uma ilusão passageira, um artefato que a brisa facilmente leva. 

09 – Os últimos versos são:
“No peito a saudade cativa
Faz força pro tempo parar
Mas eis que chega a roda viva
E carrega a saudade pra lá”
Qual é o sentimento do eu poético?
      O sentimento do eu poético é de sair desta roda. Finalizam muito bem este sentimento. Quem conhece a frase “Pare o mundo que eu quero descer”? Então, parece muito com isso. 

10 – Por que o eu poético fala de um sentimento confuso, estonteante, fora da razão, gerado pela ideia absurda de suprimir as massas em prol de um grupo de militares no poder, gera uma imagem abstrata dos rumos do Brasil?
      Porque, primeiro se sai de uma ditadura do Estado Novo, protagonizada por Getúlio Vargas. Depois, se tem uma experiência democrática que até trouxe uma esperança ao país, como JK e a bossa nova. Logo após, a experiência é frustrada pelo golpe militar de 1964.

11 – A roda vai girando. Remete a uma bagunça. O desejo de mudar é ignorado. A capacidade de se manifestar é minimizada. O que o eu poético, utiliza para minimizar essa situação?
      Remete a objetos infantis, como o peão; algo próximo às cantigas de roda, tão ingênuas. Este lado aparentemente inocente contrasta com a ditadura, prova do desnorteio ao qual a população estava submetida. Até a saudade é reduzida a uma bobagem qualquer, assim como a viola e a roseira, ambos queimados pela fogueira. A ordem escondia, na realidade, uma desordem. A constante roda viva ocultava a imobilidade dos cidadãos.
 
12 – Qual a ideia, que os últimos segundos da música são muito bons, nos mostra?

      O refrão vai se repetindo, acelerando gradativamente, reforçando a ideia de uma confusão, de uma roda que vai carregando tudo que se encontra à frente, não dá chance para respirar, uma bola de neve.

ARTIGO DE OPINIÃO: A AMIZADE - CAMILA COSTA E BRUNO GARATTONI - COM GABARITO

Texto: A Amizade
            Por Camilla Costa e Bruno Garattoni 

A amizade é uma das coisas mais importantes de nossa vidas.

        Seus amigos podem lhe trazer saúde, riqueza e felicidade - ou tirar tudo isso de você. Veja por que eles são ainda mais importantes do que você imagina.
        Em 1937, na Universidade Harvard, começou o maior estudo já realizado sobre a saúde humana. O projeto, que continua até hoje, acompanha milhares de pessoas. Voluntários de todas as idades e perfis, que têm sua vida analisada e passam por entrevistas e exames periódicos que tentam responder à pergunta “o que faz uma pessoa ser saudável?” A conclusão é surpreendente. O fator que mais influi no nível de saúde das pessoas não é a riqueza, a genética, a rotina nem a alimentação. São os amigos. “A única coisa que realmente importa é a sua aptidão social – as suas relações com outras pessoas”, diz o psiquiatra George Valliant, coordenador do estudo há 30 anos.
        Os amigos são o principal indicador de bem-estar na vida de alguém. Ter laços fortes de amizade aumenta nossa vida em até 10 anos e previne uma série de doenças. Pessoas com mais de 70 anos têm 22% mais chance de chegar aos 80 se mantiverem relações de amizade fortes e ativas – e ter amigos ajuda mais nisso do que ter contato com familiares. Existe até uma quantidade mínima de amigos para que você fique menos vulnerável a doenças, segundo pesquisadores da Universidade Duke. Quatro. Gente com menos de 4 amigos tem risco dobrado de doenças cardíacas. Isso acontece porque a ocitocina – lembra-se dela? -, aquele hormônio que estimula as interações entre as pessoas, age no corpo como um oposto da adrenalina. Enquanto a adrenalina aumenta o nível de estresse, a ocitocina reduz os batimentos cardíacos e a pressão sanguínea, o que diminui a probabilidade de ataques cardíacos e derrames. E pesquisas feitas nos EUA constataram que a ocitocina também aumenta os níveis no sangue de interleucina, componente do sistema imunológico que combate as infecções.
        Além de ser fundamental para o bem-estar mental, ter amigos também faz bem ao coração e ao corpo. Mas, se as amizades forem novas, é ainda melhor. A ocitocina dá o impulso inicial às relações e, depois de algum tempo, cede o lugar para o sistema da memória, que age mais rápido. Há estudos comprovando que amigos antigos não estimulam a liberação de ocitocina (a não ser quando você os reencontra depois de muito tempo longe). Por isso, tão importante quanto ter amigos do peito é fazer novas amizades durante toda a vida. Mas você já reparou que, conforme vai envelhecendo, fica mais difícil fazer novos amigos – e as amizades antigas parecem muito mais fortes? Existe uma possível explicação para isso. Há mais ocitocina no organismo durante a juventude, o que facilita a criação de relações mais profundas. Isso e o convívio, claro. Durante a adolescência, passamos quase 30% do nosso tempo com amigos. A partir daí, a vida vai mudando, novas obrigações vão surgindo – até que passamos a dedicar menos de 10% do tempo aos amigos. Se você acha que isso é uma coisa ruim, acertou. Uma pesquisa da Universidade de Princeton revelou que as pessoas consideram seu tempo com amigos mais agradável e importante do que o tempo gasto com sua família. Nós trocamos os amigos pelo trabalho, para ganhar mais dinheiro. Mas não deveríamos fazer isso. Não vale a pena. O dinheiro que você ganha no trabalho, durante o tempo em que não está com os amigos, tampouco compensa a falta deles.
        Quer dizer, mais ou menos. O economista Andrew Oswald, da Universidade de Warwick, criou uma fórmula para calcular quanto dinheiro seria preciso ter para compensar a falta de amigos. Numa pesquisa com voluntários, Oswald descobriu que as pessoas se consideram mais felizes quando ganham aumento de salário ou fazem um novo amigo. Até aí, nada de novo. Mas ele resolveu cruzar as duas informações e chegou a uma conclusão: ganhar um amigo equivale a receber R$ 134 mil a mais de salário anual. Peça isso de aumento na próxima vez em que você tiver de fazer hora extra e não puder ir encontrar seus amigos no bar. Ou, então, faça mais amigos no próprio trabalho. Sim, esse tipo de amizade existe e também é superimportante. Quem tem um amigo no trabalho se sente 7 vezes mais envolvido com o que faz, 50% mais satisfeito e até duas vezes mais contente com o pagamento que recebe. Pessoas que possuem 3 ou mais amigos no trabalho têm 96% mais chance de estar satisfeitas com a vida (redação da SUPER, aquele abraço).
        Mas só 18% das pessoas trabalham em empresas que estimulam o desenvolvimento de amizades – com áreas de convivência adequadas para que as pessoas se aproximem. Pode parecer um detalhe, mas não é. Um mero café ou refeitório aumenta em 300% as chances de fazer amigos no trabalho. “O problema é quando a interação entre os funcionários se limita a falar mal do chefe”, diz o psicólogo Tom Rath, do Instituto Gallup.
Leia mais em: https://super.abril.com.br/comportamento/o-poder-das-amizades-na-vida-de-uma-pessoa/

                                                 Published: julho 15, 2013 Sem categoria.
Interpretação do texto:
01 – Qual é a ideologia do texto?
      Fala de um sentimento, que traz muitas benfeitorias para a saúde. A Amizade.

02 – De acordo com o Psiquiatra George Valliant, o que faz uma pessoa ser saudável?
      O fator que mais influi no nível de saúde das pessoas não é a riqueza, a genética, a rotina nem a alimentação. São os amigos. “A única coisa que realmente importa é a sua aptidão social – as suas relações com outras pessoas.

03 – Qual é o indicador de bem-estar na vida de alguém?
      É ter laços fortes de amizade, isso aumenta nossa vida em até 10 anos e previne uma série de doenças.

04 –De acordo com o psiquiatra, qual a quantidade mínima de amigos? E que tipo de doenças pode causar?
      Deve ter pelo menos quatro. Menos que quatro, dobra o risco de doenças cardíacas.

05 – De acordo com os estudos, qual é a diferença entre adrenalina e ocitocina?
      - Adrenalina, aumenta o nível de estresse.
      - Ocitocina, reduz os batimentos cardíacos e a pressão sanguínea, o que diminui a probabilidade de ataques cardíacos, derrames.

06 – Por que é preferível ter mais amizades novas, do que amigos do peito?
      Porque as amizades novas estimula a ocitocina, por isso é importante fazer novas amizades e conservar as amizades do peito.

07 – Durante a adolescência, qual é o tempo que passamos juntos com os amigos? E na fase adulta?
      Na adolescência passamos quase 30% do nosso tempo com os amigos. E na fase adulta não chega a 10% do tempo junto com os amigos.

08 – Para você, o que é mais importante; um amigo ou o trabalho? Explique.
      Resposta pessoal do aluno.

09 – Quando fazemos novas amizades no trabalho, quais são os 3 benefícios que ganhamos?
      -- Sentir 7 vezes mais envolvido com o que faz.
      -- 50% mais satisfeito no serviço.
      -- E até duas vezes mais contente com o pagamento que recebe.

10 – Quantos amigos precisamos ter no trabalho para estar 96% mais satisfeitos com a vida?
      Ter três ou mais amigos.

11 – Quantas empresas estimulam o desenvolvimento de amizades?
      Mais ou menos 18%.

12 – Qual é o maior problema, para fazer a interação entre os funcionários?
      O problema é quando a interação entre funcionários se limita a falar mal do chefe.


segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

MÚSICA(ATIVIDADES): NA SUA ESTANTE - PITTY - COM GABARITO

Música(Atividades): Na Sua Estante

                                        Pitty

Te vejo errando e isso não é pecado,
Exceto quando faz outra pessoa sangrar
Te vejo sonhando e isso dá medo
Perdido num mundo que não dá pra entrar

Você está saindo da minha vida
E parece que vai demorar
Se não souber voltar ao menos mande notícias
Você acha que eu sou louca
Mas tudo vai se encaixar
Estou aproveitando cada segundo
Antes que isso aqui vire uma tragédia

E não adianta nem me procurar
Em outros timbres, outros risos
Eu estava aqui o tempo todo
Só você não viu

Você tá sempre indo e vindo, tudo bem
Dessa vez eu já vesti minha armadura
E mesmo que nada funcione
Eu estarei de pé, de queixo erguido
Depois você me vê vermelha e acha graça
Mas eu não ficaria bem na sua estante

Só por hoje não quero mais te ver
Só por hoje não vou tomar minha dose de você
Cansei de chorar feridas que não se fecham, não se curam
E essa abstinência uma hora vai passar...

Entendendo a música:

01 – Retire do texto um verso que traz um exemplo de antítese. Explique.
      “Você tá sempre indo e vindo, tudo bem.” É uma figura de linguagem que consiste na aproximação de palavras ou expressões de sentido oposto.

02 – Destaque da canção: O emissor, o receptor e a mensagem:
      O emissor: A menina (o eu poético).
      O receptor: O namorado.
      A mensagem: Deixa lá guardada “na estante” pra quando “ele” precisar, tela por perto.

03 – Retire do texto dois exemplos típicos de linguagem coloquial, depois transcreva-os na linguagem formal:
      “Você sempre indo e vindo, tudo bem”.
       Você está sempre indo e vindo, tudo bem.
      “Perdido num mundo que não dá pra entrar.”
      Perdido num mundo que não dá para entrar.

04 – Na 1ª estrofe, há uma demonstração de amor do eu-lírico (uma menina)? Explique.
      Sim. Primeiro porque a menina vê os erros de seu amado, e os ameniza por mais graves que sejam, segundo porque no último verso da estrofe ela expressa, embora não explicitamente, que gostaria de ter acesso ao mundo de seu amado, possivelmente para entende-lo. Isso leva o leitor / ouvinte a perceber o afeto do eu lírico por seu amado.

05 – Na 2ª estrofe, a menina admite uma desilusão amorosa.
a)   Ela parece superar rápido esse momento? Por quê?
Ela não parece superar rápido o momento pela forma como se expressa dá a entender que ela não quer perder a pessoa, ao dizer “antes que isso vire uma tragédia” o eu lírico refere-se ao fim de seu relacionamento e dizendo que será uma tragédia.

      b) Por que ela sofre com as palavras de seu namorado em:
      “Você acha que eu sou louca / Mas tudo vai se encaixar”?
      Porque seu namorado não vê o valor que ela tem. Ela tenta mostrar a esse alguém o que ele está fazendo, como está se distanciando, mas “ele” não percebe.

06 – Na 3ª estrofe, como a menina resolve mostrar para ele que ela tem o seu valor?
      Dizendo que não adianta ele procurar substituí-la por outra pessoa, pois ela é única e ele a havia perdido.

07 – Na 4ª estrofe, ela se mostra mais determinada em que postura passar a ter. Explique.
      A menina diz que mesmo que as coisas deem errado ela permanecerá com a mesma postura: manter distância dele.

08 – Explique o sentido de cada um dos versos abaixo:
a)   “Dessa vez eu já vesti minha armadura”.
Não iria me machucar.

b)   “Mas eu não ficaria bem na sua estante”.
Eu não ficaria bem exposta para você.

c)   “Só por hoje não vou tomar minha dose de você”
Hoje vou te evitar.

d)   “Cansei de chorar feridas que não se fecham”.
Cansei de sofrer por algo que não irá mudar.

e)   “E essa abstinência uma hora vai passar...”.Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...
Deixarei de sentir sua falta.

09 – Explique os versos: “Estou aproveitando cada segundo / antes que isso vire uma tragédia.”
      O eu lírico refere-se ao fim do relacionamento e dizendo que será uma tragédia.

10 – No verso: “Só por hoje não vou tomar minha dose de você.” Encontre duas formas diferentes de dizer o mesmo, utilizando o sentido denotativo e conotativo.
      Denotativo: “Só por hoje não vou pensar em você!”
      Conotativo: “Só por hoje não vou por você na mina cabeça.”

11 – Você concorda que só é pecado quando os nossos erros fazem outros pessoas sangrar?
      Resposta pessoal do aluno.


MÚSICA(ATIVIDADES): ESTADO VIOLÊNCIA - TITÃS - COM GABARITO

Música(Atividades): Estado Violência

                                                      Titãs
Sinto no meu corpo
A dor que angustia
A lei ao meu redor
A lei que eu não queria
Estado Violência
Estado Hipocrisia
A lei não é minha
A lei que eu não queria
Meu corpo não é meu
Meu coração é teu
Atrás de portas frias
O homem está só

Homem em silêncio
Homem na prisão
Homem no escuro
Futuro da nação
Homem em silêncio
Homem na prisão
Homem no escuro
Futuro da nação

Estado Violência
Deixem-me querer
Estado Violência
Deixem-me pensar
Estado Violência
Deixem-me sentir
Estado Violência
Deixem-me em paz

Estado Violência
Deixem-me querer
Estado Violência
Deixem-me pensar
Estado Violência
Deixem-me sentir
Estado Violência
Deixem-me em paz

Estado Violência
Deixem-me querer
Estado Violência
Deixem-me pensar
Estado Violência
Deixem-me sentir
Estado Violência
Deixem-me em paz.

Entendendo a música:
01 – Quais instrumentos você consegue identificar na introdução da música?
      Resposta pessoal do aluno.

02 – Qual a posição do autor da música em relação ao Estado e seu poder sobre a sociedade? Explique.
      Apresenta um indivíduo para quem o Estado, autoritário e violento, é indiferente a sua vontade.

03 – Relacione a Ditadura Militar aos seguintes versos:
      “Homem em silêncio
       Homem na prisão
       Homem no escuro
       Futuro da Nação.”
Este texto ajuda a responder.
      “Prisões políticas”, lembranças de 68 que não podem ser esquecidas.

04 – Segundo a música dos Titãs, o que significa “Estado de Violência” na real história de nossa sociedade?
      Significa que o Executivo, o Legislativo e o Judiciário é que controla o povo através da alienação, e das leis que gera violência, e só o pobre é que vai em cana.

05 – Qual o contexto histórico da música?
      Esse é um período pós ditadura, porém onde a censura ainda era vigente principalmente na mídia, a juventude mas do que nunca gritava pela revolução, com irreverência e protesto, contra o governo e o próprio sistema como você pode perceber pela letra que relata um grito de liberdade, contra a repressão, a violência e a censura por parte do governo, que ainda na recente pós ditadura gerava uma tensão enorme, em seus efeitos.

06 – De acordo com o compositor da música que dor é essa que ele sente no próprio corpo e o angustia?
      A dor pela falta de liberdade e de expressão.

07 – O que o você entendeu por “Estado Hipocrisia”?
      É um estado de fingimento, falsidade; fingir sentimentos, crenças, virtude, que na realidade não possui.

08 – Para você qual é a violência do Estado? Justifique.
      É o próprio estado. Ele é, antes de tudo, uma força que sai da sociedade e se volta contra ela com um poder estranho que a subjuga, um poder que é obrigado a se revestir de aparatos armados, de prisões, e de ordenamento jurídico que legitime a opressão de uma classe sobre a outra.

09 – Por que o compositor diz que a lei não é dele e nem mesmo ele a quer?
      Porque a lei foi feita e executada pelo estado, contra a população. Ele não quer, por ser uma lei dura da época da ditadura.

10 – O Estado como conhecemos hoje é fruto de um processo histórico que se desenvolve juntamente à sociedade capitalista. De acordo com o que estudamos até agora, o que é o Estado?
      É uma entidade com poder soberano para governar um povo dentro de uma área territorial delimitada. Sendo formado pelo Poder Executivo, Poder Legislativo e Poder Judiciário. Numa nação, o Estado desempenha funções políticas, sociais e econômicas.


REPORTAGEM: AMAZÔNIA; LAR, DOCE LAR - EDUARDO GÓES NEVES - COM GABARITO

REPORTAGEM: Amazônia; lar, doce lar
                             Eduardo Góes Neves

        Se alguém diz “Amazônia”, quase sempre nos pegamos imaginando uma grande floresta. Mas quem é que mora lá? Hoje, muitas pessoas vivem na região amazônica – cidades como Belém e Manaus têm mais de um milhão de habitantes! – e, no passado, a Amazônia foi o lar de diferentes populações. Vamos fazer uma viagem no tempo e saber mais sobre antigos moradores da maior floresta tropical do mundo?
        Os povos que habitaram a Região Amazônica há milhares de anos não produziram textos nos quais descreviam o modo como viviam. Para saber quem eles eram e como viviam, os arqueólogos – cientistas que estudam os costumes e as culturas de populações antigas – buscam informações no estudo daquilo que esses povos produziam no passado e que resistiu à longa ação do tempo e de elementos da natureza, como o sol, a chuva e o vento.
        Os mais variados materiais podem ser úteis para o trabalho dos arqueólogos. Vasos de cerâmica, tanto inteiros como quebrados em pedaços, por exemplo, podem trazer informações importantes. O mesmo acontece com objetos feitos de pedra lascada ou polida. Para esses especialistas, interessam também dados sobre a forma de enterrar os mortos, amostras de solo ou de carvão, além de pinturas ou gravuras feitas sobre rochas.
        Tudo isso é exemplo do que pode ser encontrado nos chamados sítios arqueológicos, recuperados por meio de escavações e levados ao laboratórios. Lá, esses materiais são processados, catalogados e analisados. A partir deles, os arqueólogos formulam muitas perguntas, tentam responde-las e elaboram hipóteses sobre a forma como viviam os povos que habitavam a Amazônia no passado.
        Nos últimos anos, por exemplo, os cientistas que trabalham na Amazônia têm tentado responder a uma pergunta aparentemente simples: Qual era o tamanho da população amazônica na época em que o Brasil foi descoberto, ou melhor, colonizado pelos europeus? Essa questão, que ainda deve demorar um bom tempo para ser respondida, traz consigo muitas outras dúvidas. Por exemplo: Será que os antigos habitantes da Amazônia moravam em aldeias fixas em determinadas regiões ou em pequenos acampamentos que mudavam de lugar sempre? Como essas pessoas conseguiam seus alimentos? Elas caçavam, pescavam e coletavam frutos ou cultivam pequenas roças? Qual impacto elas causavam à natureza? Será que, como ocorre hoje, os antigos povos que habitavam a Amazônia realizam queimadas ou desmatavam a floresta? [...]

        Há milhares de anos

        Atualmente, sabe-se que a Amazônia é habitada há pelo menos 11 mil anos, sendo que ainda existe a possibilidade de que antes disso já houvesse povos na região. Os primeiros habitantes da Floresta Amazônia viviam da caça, da pesca e da coleta de frutos e raízes, sendo que algumas das plantas que costumavam comer ainda hoje são populares na Amazônia, como o Buriti, a bacaba, a pupunha e, posteriormente, o açaí. Por lidarem constantemente com os vegetais, acredita-se que, eventualmente, esses povos antigos passaram a cultivar algumas espécies, como a mandioca.
        É importante dizer, porém, que os arqueólogos conhecem mais sobre o início da presença humana na Amazônia – que ocorreu entre onze mil e sete mil anos atrás – do que sobre o período mais recente – que vai de sete mil a três mil anos atrás. O que se sabe, porém, é que, a partir de três mil anos atrás, há evidência de que o tamanho das populações que viviam na Amazônia cresceu. Isso é comprovado pelo aumento da quantidade e das dimensões dos sítios arqueológicos da região, sendo que há ainda outras marcas desse crescimento.
        No estado do Pará – na Ilha de Marajó e na cidade de Santarém –, bem como no Amazonas – na cidade de Manaus –, foram encontradas cerâmicas elaboradas, que apresentam ricos desenhos, com idade a partir de 2.900 anos. Por serem tão detalhadas, elas indicam que provavelmente havia um grupo especializado na sua confecção, sugerindo a existência de uma divisão de trabalho na sociedade em questão, o que normalmente somente acontece dentro de grandes populações.
        Já outro indicativo de crescimento populacional na Amazônia há cerca de dois mil anos é encontrado na parte leste da Ilha de Marajó. Nessa época, começaram a ser construídos ali grandes aterros artificiais, na forma de colinas, que serviam de moradia, de cemitério e, também, ajudavam a população local a pescar.
        Encontrados em uma região coberta por campos que passavam metade do ano inundados pela água da chuva, os aterros, por sua localização, acabavam servindo para formar áreas em que a água ficava retida durante a seca. Nelas, havia peixes que eram consumidos pelas populações, que também produziam cerâmica com pintura em branco, preto e vermelho, já encontradas em escavações.
        Por fim, outro indício do grande crescimento dos povos que viviam na Amazônia há cerca de três mil anos é a existência das chamadas terras pretas de índio, férteis solos escuros formados no passado por meio da ação humana, não se sabe se intencionalmente ou não. Para que elas surgissem, era preciso que populações passassem muito tempo em um mesmo local, às vezes, até alguns séculos.
        Os sítios arqueológicos com terra preta de índio têm tamanhos variados, sendo que alguns são considerados bem extensos – com dezenas de hectares –, o que indica que as populações que ali viveram espalhavam-se por grandes pedaços de terra. Curiosamente, hoje esses locais são procurados pelos agricultores porque permitem o cultivo contínuo sem a perda de sua fertilidade. Logo, entender como eles foram formados pode contribuir para que se desenvolvam técnicas adequadas para o uso atual dos solos da Amazônia. Afinal, um dos maiores desafios que o Brasil enfrenta é o de se encontrar formas de explorar os recursos naturais da Amazônia sem destruí-los. E o que a arqueologia da região tem mostrado é que, do passado, pode vir uma dica de como nós, atualmente, poderíamos empregar o solo amazônico, evitando os desmatamentos feitos para substituir a floresta por plantações.
             Neves, Eduardo Góes. Museu de Arqueologia e Etnologia, Universidade de São Paulo.
                 
  Ciência Hoje das Crianças. Ano 21, n° 187, jan. fev. 2008. p. 2-5.

Interpretação do texto:

01 – Qual a função do título em uma reportagem?
      Em letras chamativas, ele tem o objetivo de chamar a atenção do leitor.

02 – Roda reportagem destina-se a um público-alvo, ou seja, o público que mais se interessa por aquele tema. Diante disso, responda.
a)   Essa reportagem foi publicada numa revista especializada em assuntos científicos. Analisando o título da revista e a linguagem utilizada, você considera que o texto foi escrito para qual público-alvo?
Resposta pessoal do aluno.

b)   Como você chegou a essa conclusão? Justifique a sua resposta, citando um trecho da reportagem.
Resposta pessoal do aluno.

03 – A publicação dessa reportagem é de 2008. Você considera as informações ali presentes importantes até hoje? Por quê?
      Sim. Porque ela nos informa tudo sobre as propriedades existente na terra, sem que seja feito o desmatamento descontrolado.

04 – Em termos de estrutura, a reportagem assemelha-se muito ao gênero notícia, que você já estudou. Assim, é muito comum você encontrar em uma reportagem a seguinte estrutura: o título e / ou manchete, o lide, o corpo da reportagem e imagens. Retome, com o auxílio do seu professor, os conceitos relacionados à estrutura da notícia e, de acordo com a reportagem que você leu, indique.
a)   Título da reportagem:
Amazônia: Lar, doce lar.

b)   Quantos parágrafos tem o corpo da reportagem:
12 parágrafos.

c)   Qual o nome do autor? Onde ele trabalha? Por que é importante saber quem é o autor de uma reportagem?
Eduardo Góes Neves. No Museu de Arqueologia e Etnologia, Universidade de São Paulo. É através do conhecimento do autor da reportagem é que podemos dar a credibilidade ou não.

05 – Sublinhe, na reportagem, o lide do texto.
      O 1° parágrafo.   
  
06 – Toda reportagem parte de fatos relevantes para a sociedade. Por ser um texto mais extenso, a reportagem pode ser dividida em partes pelo autor. Releia a reportagem e escreva, em seu caderno, quais foram os fatos reais abordados na primeira parte do texto.
      Resposta pessoal do aluno.

07 – Sobre a segunda parte da reportagem que você leu, assinale V para as alternativas verdadeiras e F para as falsas:
(F) De acordo com pesquisas, a Amazônia é habitada há mais de 11 milhões de anos, mas há indícios de que outros povos já habitavam a região antes disso.
(V) Os povos antigos que habitavam a Amazônia alimentavam-se basicamente de caça, pesca, frutos e raízes retirados do solo; por isso, acredita-se possível que cultivassem a mandioca.
(F) Segundo os dados, a população da Amazônia diminuiu no período entre 7 mil e 3 mil anos atrás e ainda não há explicações científicas para justificar essa diminuição demográfica.
(F) Com base em estudos, acredita-se que não havia divisão de trabalho nos antigos povos que habitavam a Amazônia, pois viviam em tribos nas quais todos faziam de tudo um pouco.
(V) Os povos antigos construíam aterros artificiais, na forma de colinas, que serviam de moradia, de cemitério e, também, ajudavam a população local a pescar.
(V) A presença de terra preta do índio é um grande indício do crescimento da população na região Amazônica há cerca de 3 mil anos, pois para que ela surgisse era necessário que os habitantes passassem muito tempo em um mesmo local.
(V) Segundo o autor, conhecer o passado das terras amazônicas e o modo como foram utilizadas pelos povos antigos pode ajudar a desenvolver técnicas de cultivo na região sem destruir os recursos naturais da Amazônia.

08 – Aponte as principais características do gênero textual da reportagem.
      Como principais características da reportagem podemos citar: a presença de títulos e a escolha de temas atuais mediados por um texto de cunho jornalístico, cuja linguagem e clara e simples.

09 – Quais os suportes em que as reportagens aparecem geralmente?
      Os principais suportes onde se observa a maior ocorrência de reportagem são os meios de comunicação (jornais, revistas, televisão, rádio, internet, etc.).

10 – Qual a principal diferença entre os gêneros textuais: reportagem e notícia?
      Embora sejam dois textos jornalísticos, a principal diferença entre esses tipos de produções textuais está no teor opiniativo. Outro ponto importante a ressaltar é que a reportagem é um texto maior e mais complexo que a notícia.

11 – De acordo com o que se viu no texto, faça uma reportagem com tema atual e de sua escolha.
      Resposta pessoal do aluno.