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domingo, 29 de março de 2026

PARÁBOLA BUDISTA: A JOIA NA CABEÇA - COM GABARITO

 Parábola  budista: A joia na cabeça

Certa vez havia um grande e santo rei! que tinha uma imensa força e um coração extremamente amável. Ele foi o supremo entre os reis e era considerado de uma maneira altamente honrada que não era apropriado a ninguém. As pessoas chamavam-no de Rei Girador da Roda porque tinha recebido uma roda de joias dos céus que girava enquanto governava o seu domínio e porque parecia como um sagrado e santo homem.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEj0dNfO4ww10JR_C6g8MvWpKWYE1hCxa1dLvvgCmSbwSO6yvJRnQZPze5jSY2CMjZi_rWulee5kXOK4zTl-4TOX7gSlhfd-ijYWO4DoIGAEgVDi8g4DuZPdfDpcYOhimMhiOkFIK03LYA005RbdRNSoN-bHZ2xDo0ap5ZFv0QejAMywZXj-g2n01VP5i6k/s320/BUDISTA.jpg


Ele foi um fino governante, e quando encontrava um estado que era dominado pelo mau, empreendia uma guerra contra ele e esmagava-o. Lutou continuamente: contra esses maus estados até que os subjugou a todos.
O Rei ficava muito contente em ver alguns dos seus soldados distinguir-se na guerra. De acordo com os seus méritos, dava-lhes vários tesouros como ouro, prata, conchas, ágata, coral e âmbar, ou almofadas, casas, vilas e cidades. Ele também distribuiu elefantes, cavalos e veículos aos que foram dignos. Cada vez que os soldados eram recompensados com presentes honráveis do rei, eles se vangloriavam, dizendo:
- Recebi anéis dourados e colares do Rei Girador da Roda.
- Ele me deu um fabuloso elefante e uma carreta de boi, elogiando a minha brava luta na guerra.
- Foram roupas desta vez para mim. Mas ainda conseguirei muito mais na próxima vez por minha valiosa luta.
- Mas os senhores não me superam. Estarei lutando com todas as minhas forças também.
Ele, contudo, não lhes deu uma brilhante gema que mantinha em sua cabeça porque a gema era a única da sua espécie no mundo. Se desse a alguém, seus seguidores poderiam ficar chocados.
Sakyamuni então explicou a história a Manjusri: "Manjusri! Eu, o Buda, tenho guardado o Sutra de Lótus cuidadosamente em meu coração e não contei a ninguém a respeito dele. Neste sentido sou como o Rei Girador da Roda que deu muitos tesouros aos seus soldados, mas que escondeu a mais valiosa gema. Eu, como o rei, tenho lutado e vencido muitos demônios. Muitos dos meus discípulos também lutam contra eles. Dei-lhes muitos tesouros da Lei e trouxe-os mais próximos da iluminação, mas não lhes ensinei o Sutra de Lótus que é a quintessência de toda Lei budista.
"Não disse anteriormente aos meus seguidores sobre o Sutra de Lótus porque ele poderiam não ter compreendido. Num mundo que está dominado pela mal e pela ignorância, as pessoas não têm a capacidade de compreender essa doutrina profunda. Assim foi necessário empreender a guerra e destruir o mal. Assim fazendo, foi possível ensinar gradualmente as pessoas, cada vez mais a respeito do verdadeiro estado de vida. Uma vez que as suas visões errôneas da realidade e a sua ignorância sejam revertidas, eles se tornarão mais receptivos e menos céticos daquilo que agora desejo lhes ensinar.
"Um dia o Rei Girador da Roda. viu um soldado de extraordinário mérito e deu-lhe aquela preciosa gema. Sou como esse rei. 0 Sutra de Lótus é o mais excelente e profundo de todos os ensinos pregados pelos Budas. Estou, portanto, expondo-o finalmente tal conto o rei que, somente no final, deu a brilhante gema a aquele que foi o seu mais digno seguidor.
" Manjusri! 0 Sutra de Lótus é o depósito do secreto saber do Buda. Está acima de todos os outros sutras e ensinos. Eu, portanto, conservei-o secreto e abstive-me de revelá-lo por um longo tempo. Agora estou pronto para o expor a toda a humanidade pela primeira vez! "

Esta história é uma das sete parábolas ensinadas no Sutra de Lótus, que aparece no décimo-quarto capitulo, '"Anrakugyohon". Ela mostra o principio de "kaigon kenjitsu" - Substituir os ensinos provisórios com o verdadeiro, que é, naturalmente, o Sutra de Lótus.

Entendendo o texto

01. Por que o Rei Girador da Roda não entregava a gema de sua cabeça aos soldados logo no início?

a) porque a gema não tinha valor comercial e os soldados preferiam ouro e prata.

b) porque a gema era a única de sua espécie e sua entrega poderia causar choque ou incompreensão nos seguidores.

c) porque o rei pretendia vendê-la para financiar novas guerras contra os estados maus.

d) porque os soldados já estavam satisfeitos com os elefantes e carretas de boi que recebiam.

02. Na analogia feita por Sakyamuni, quem representa os "soldados" que lutam na guerra?

a) os demônios que dominam os estados maus e espalham a ignorância.

b) os reis de outros domínios que tentam roubar a roda de joias dos céus.

c) os discípulos de Buda que lutam contra o mal e buscam a iluminação.

d) as pessoas comuns que não acreditam em nenhuma doutrina religiosa.

 

03. O que o "Sutra de Lótus" representa dentro da parábola contada por Buda?

a) representa os tesouros comuns, como o coral e o âmbar, dados aos iniciantes.

b) representa a roda de joias que o rei recebeu dos céus para governar.

c) representa os elefantes e cavalos usados para subjugar os estados inimigos.

d) representa a gema preciosa e secreta que o rei guardava em sua cabeça.

 

04. Qual foi o motivo apresentado por Buda para manter o Sutra de Lótus em segredo durante tanto tempo?

a) porque ele ainda não tinha escrito os versos finais da doutrina.

b) porque as pessoas, dominadas pelo mal e pela ignorância, não tinham capacidade para compreender uma doutrina tão profunda.

c) porque ele temia que outros reis roubassem o segredo da imortalidade contido no livro.

d) porque o Rei Girador da Roda o proibiu de contar o segredo antes da próxima guerra.

 

05. O que simboliza o momento em que o rei finalmente entrega a gema ao soldado de "extraordinário mérito"?

a) o fim de todas as guerras e a destruição total de todos os soldados.

b) a substituição dos ensinos provisórios pelo ensino verdadeiro e definitivo (kaigon kenjitsu).

c) a desistência do rei em continuar governando seu domínio com a roda de joias.

d) a necessidade de o rei comprar a lealdade de seus súditos em um momento de crise.

 

 

PARÁBOLA: O RAPAZ E O ESPELHO - COM GABARITO

 Parábola: O Rapaz e o Espelho


Certo dia, um rapaz desiludido resolveu seguir o exemplo dos "contos da infância". Colocou-se frente ao seu espelho e perguntou:
- Querido espelho, olhe para mim e me diga: Existe alguém mais infeliz do que eu?
- Com certeza, respondeu o espelho, existe alguém mais triste que tu neste momento. E este alguém sou eu.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhvvRauLiZv1pccXCwoBDOyYIAlsu4tuPr9Q5eOEgA8jvT8Tx_o2EcCGCnfofAYiieQAisYeX6G3PNXTk3tokXg5my6btyz4Fci4IOjHvDPPS8C-0Atdwcp8mX1tz5F0cgqb4YmXvUAhwQuFQz3LVc4a_zeHatd3mlqQfV7Ht9Ot_C5gCXuuNri3pVWzBM/s320/ESPELHO.jpg


O rapaz olhou espantado. Não esperasse que um espelho falasse, e ainda contra ele. Mas o espelho prosseguiu:
- Tu não imaginas a dor que eu sinto ao ver, no meu reflexo, uma pessoa que deixou seus problemas tomarem conta de sua vida, que não tem mais vontade de lutar e principalmente que não consegue ver dentro de si as suas qualidades suas capacidades, seu talento. Queria que estivesse no meu lugar pra ver.
- Tu és uma pessoa tão inteligente, que fala para todos que tem um Deus, e tantas vezes falou do amor de Deus, agora se mostra tão derrotado. Deus é tão pequeno assim em tua vida para que tu te sintas tão inferior assim?
- É pena que tu não vejas através de mim toda a tua facilidade em lidar com as pessoas, o quanto é expressiva a tua voz e tua palavra, quanto teu coração é forte, e o quanto as pessoas te amam. Olhe para ti! Levanta essa cabeça, pois dificuldades todos temos, assim como todos guardam dentro de si algo especial para dar, a capacidade de tornar a própria vida prazerosa.
Quantas são as pessoas que gostariam de ser como tu és: saudável, inteligente e com toda a vida pela frente! e no entanto, muitas delas são felizes e agradecem à Deus pelas suas vidas!
Fez uma pausa e continuou desabafando:
- Use a tua sensibilidade - ela é essencial para a vida. Motive-se: ao acordar pela manhã, pense algo do tipo: "hoje meu dia será produtivo, alegre e cheio de vida, pois tenho Deus comigo." . Faça isso com amor no coração e concentre em teus objetivos. De hoje em diante, quero ver outra imagem refletida em mim. Uma imagem de alegria interior.

***

A vida é tão curta. Não percas tempo com os momentos ruins. Faça deles experiências positivas para continuar tua vida. Ser feliz depende de uma vida em comunhão com Deus e em harmonia contigo mesmo. O que vem depois disso, são apenas resultados.

Tua postura diante da vida determina o rumo a tomar.

 

Entendendo o texto

 

01. Por que o espelho afirma estar mais triste que o próprio rapaz?

a) porque o espelho foi quebrado pelo rapaz em um momento de fúria e desespero.

b) porque o espelho se sente sozinho e abandonado em um quarto escuro.

c) porque ele sente dor ao refletir alguém que desistiu de lutar e não vê as próprias qualidades.

d) porque o espelho gostaria de ter uma vida humana e poder caminhar pelo mundo.

 

02. Qual é a crítica central que o espelho faz em relação à fé do rapaz?

a) o espelho afirma que Deus não existe e que o rapaz está perdendo tempo com orações.

b) o espelho questiona por que o rapaz se sente tão derrotado se ele sempre falou do amor de Deus.

c) o espelho sugere que o rapaz mude de religião para conseguir ser feliz novamente.

d) o espelho diz que Deus é pequeno demais para resolver problemas tão grandes.

 

03. De acordo com o espelho, quais são as características positivas do rapaz que ele mesmo não consegue enxergar?

a) a sua grande riqueza material e o sucesso em seus negócios internacionais.

b) a habilidade em lidar com pessoas, a voz expressiva e o fato de ser amado pelos outros.

c) a capacidade de realizar milagres e prever o futuro das pessoas ao seu redor.

d) o fato de ele ser o melhor lutador da região e ter vencido muitas batalhas.

 

04. Que conselho prático de motivação o espelho dá ao rapaz para o início de cada dia?

a) ele aconselha o rapaz a dormir até mais tarde para evitar enfrentar os problemas matinais.

b) ele sugere que o rapaz compre um espelho novo para ver uma imagem diferente.

c) ele indica que o rapaz deve pensar, ao acordar, que o dia será produtivo e alegre com a presença de Deus.

d) ele recomenda que o rapaz faça exercícios físicos intensos para esquecer as tristezas.

05. Segundo a conclusão do texto, do que depende o ato de "ser feliz"?

a) depende de viver em comunhão com Deus e em harmonia consigo mesmo.

b) depende exclusivamente de ter sorte e não encontrar nenhuma dificuldade no caminho.

c) depende apenas de ter saúde física e inteligência superior aos demais.

d) depende de quanto tempo a pessoa gasta lamentando os momentos ruins da vida.

 

PARÁBOLA ÁRABE: O AMULETO - COM GABARITO

 Parábola árabe: O Amuleto

Um granjeiro pediu certa vez a um sábio, que o ajudasse a melhorar sua granja, que tinha baixo rendimento. O sábio escreveu algo em um pedaço de papel e colocou em uma caixa, que fechou e entregou ao granjeiro, dizendo:
"Leva esta caixa para todos os lados da sua granja, três vezes ao dia, durante um ano."

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiZsuroD7w1JZMXWXc62kfulA7_tJXBk_BEfKSWnDoy2gsNLa8LHEQ4BBsMKnO2aYXcnwoIKgrqjfTekR0fHL8NrpM4DnIAX2WxvjkKELfwxSIt4Kz06znTrZGAKE8FrPBC0YGiGGev-xzZiz0YTzR7JcjKRz74xwvbNMm7ARAVtybJOn_Ctv3hnNnAodI/s1600/GRANJA.jpg


Assim fez o granjeiro. Pela manhã, ao ir ao campo segurando a caixa, encontrou um empregado dormindo, quando deveria estar trabalhando. Acordou-o e chamou sua atenção. Ao meio dia, quando foi ao estábulo, encontrou o gado sujo e os cavalos sem alimentar. E à noite, indo à cozinha com a caixa , deu-se conta de que o cozinheiro estava desperdiçando os gêneros.
A partir daí , todos os dias ao percorrer sua granja, de um lado para outro, com seu amuleto , encontrava coisas que deveriam ser corrigidas.
Ao final do ano , voltou a encontrar o sábio e lhe disse :
"Deixa esta caixa comigo por mais um ano , minha granja melhorou o rendimento desde que estou com o amuleto.
O sábio riu e , abrindo a caixa disse
"Podes ter este amuleto pelo resto da sua vida."
No papel havia escrito a seguinte frase:
Moral: "Se queres que as coisas melhorem deves acompanhá-las constantemente".

Entendendo o texto

01. Qual era o problema inicial enfrentado pelo granjeiro que o levou a procurar o sábio?

a) O granjeiro estava doente e não conseguia mais trabalhar em suas terras.

b) A granja apresentava um baixo rendimento e precisava de melhorias.

c) O cozinheiro estava roubando as riquezas da família do granjeiro.

d) Os animais da granja estavam desaparecendo misteriosamente durante a noite.

02. Qual foi a orientação específica dada pelo sábio ao entregar a caixa ao granjeiro?

a) Ele deveria abrir a caixa e ler o papel sagrado todas as manhãs.

b) Ele deveria enterrar a caixa no centro da granja para atrair sorte.

c) Ele deveria levar a caixa para todos os lados da granja, três vezes ao dia, durante um ano.

d) Ele deveria entregar a caixa ao empregado mais antigo para que este a protegesse.

03. O que o granjeiro descobriu ao seguir a instrução de percorrer a granja com o "amuleto"?

a) Que havia falhas na rotina, como empregados dormindo, gado sujo e desperdício na cozinha.

b) Que o amuleto tinha o poder de realizar desejos e atrair mais gado.

c) Que os seus empregados eram os mais eficientes e dedicados da região.

d) Que o sábio tinha colocado moedas de ouro dentro da caixa para ajudá-lo.

04. Por que o granjeiro pediu para ficar com a caixa por mais um ano?

a) Porque ele ainda não tinha descoberto o segredo que estava escrito no papel.

b) Porque a granja melhorou o rendimento desde que ele começou a andar com o amuleto.

c) Porque ele tinha medo de que os animais voltassem a ficar doentes sem a caixa.

d) Porque o cozinheiro insistiu que o amuleto trazia boa sorte para as receitas.

05. Qual era o verdadeiro segredo revelado pelo sábio no final da história?

a) O amuleto continha cinzas mágicas que abençoavam a terra por onde o granjeiro passava.

b) O papel estava em branco, provando que a fé do granjeiro era o que importava.

c) A frase no papel dizia que, para as coisas melhorarem, é preciso acompanhá-las constantemente.

d) O sábio revelou que a caixa estava vazia e que o granjeiro tinha sido enganado.

 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2024

PARÁBOLA: A PARÁBOLA DO SEMEADOR - COM GABARITO

 PARÁBOLA: A parábola do semeador

 13 Naquele mesmo dia Jesus saiu de casa e se sentou à beira do lago.Uma grande multidão se juntou ao seu redor. Havia tanta gente que Jesus entrou num barco e se sentou; e toda a multidão permanecia de pé na praia. Jesus lhes ensinou muitas coisas por meio de parábolas [a]. Ele dizia:

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiAcTXd5yI8LJTGeNVb2FqJuz0PQ5LqTIlF2Sbcdzxs6iCsnLApRugqOrQpLJ-5JJ1O1EBdNRd_Tbe7FP7J7Fcp75BK96sLsVGocdjz4fAVhSbup6L_H3KjxJQYD7g61ziNZ708VPccrj6-9w07A7bqQPSs-_U1JDc-BzuFZDz6Inzg91_vM-EGuA3we_o/s320/Semeador.jpg


—Certo homem saiu para semear. Enquanto semeava, uma parte das sementes caiu à beira do caminho e os pássaros vieram e as comeram.Outra parte caiu no meio de pedras, onde havia pouca terra. Essas sementes brotaram depressa, pois a terra não era funda, mas, quando o sol apareceu, elas secaram, pois não tinham raízes. Outra parte das sementes caiu no meio de espinhos, os quais cresceram e as sufocaram.Uma outra parte ainda caiu em terra boa e deu frutos, produzindo 30, 60 e até mesmo 100 vezes mais do que tinha sido plantado. Quem pode ouvir, ouça.

 Em: Mateus 13 –Portuguese - New Testament: Easy-to-Read Version (VFL)                                                                                                                               In: https://www.biblegateway.com/passage/?search=Mateus+13&version=VFL

01-Qual o objetivo desse texto-discurso?

     a- criticar;

     b- produzir humor;

     c- transmitir ensinamento;

     d- informar

02-O texto-discurso é constituinte do:

     a- discurso político;

     b- discurso religioso; 

     c- discurso científico;

     d- discurso pedagógico

03-Marque (SP) para semeaduras consideradas positivas, segundo a parábola, e (SN) para semeaduras consideradas negativas, segundo a parábola.

     a-( SN    ) semeadura na beira do caminho;

     b-(  SN   ) semeadura no meio de pedras;

     c-(  SN   ) semeadura no meio de espinhos;

     d-(  SP   ) semeadura em terra boa

04-Ao dizerQuem pode ouvir, ouça.”, o autor da parábola?

a-   contava com o fato de que todos entenderiam o que foi dito;

b-   contava com o fato de que ninguém entenderia o que foi dito;

c- contava com o fato de que poucos entenderiam o que foi dito.

05-No argumento “uma parte das sementes caiu à beira do caminho e os pássaros vieram e as comeram”, pode se interpretar que:

     a- pode-se semear boas ações em qualquer lugar, que elas sempre gerarão bons resultados;

     b- boas ações semeadas em ambientes não propícios ao crescimento do bem serão uma perda de tempo;

     c-semear boas ações não produz bons resultados.

06-No argumento “Outra parte caiu no meio de pedras, onde havia pouca terra. Essas sementes brotaram depressa, pois a terra não era funda, mas, quando o sol apareceu, elas secaram, pois não tinham raízes.”, pode se interpretar que:

    a- o bem não dura em corações superficiais;

    b- o bem encontra bom abrigo em corações superficiais;

    c- o bem cresce mais rapidamente em corações superficiais.

07-No argumento “Outra parte das sementes caiu no meio de espinhos, os quais cresceram e as sufocaram”, pode-se interpretar que:

    a- ações do bem florescem mesmo em maus ambientes;

    b- ações do bem são impedidas de se desenvolver se forem cercadas por mau ambiente;

    c- mau ambiente não interfere no crescimento de boas ações.

08-No argumento “outra parte ainda caiu em terra boa e deu frutos, produzindo 30, 60 e até mesmo 100 vezes mais do que tinha sido plantado”, pode-se interpretar que:

    a- boas ações se multiplicam, quando encontram corações bons que as cultivam;

    b- boas ações crescem em qualquer lugar, pois o bem sempre vence o mal;

    c- boas ações não precisam de ambiente adequado para se manifestar.

09- No trecho “Enquanto semeava, uma parte das sementes caiu à beira do caminho...”, a conjunção grifada sugere:

    a- que a ação de semear ocorre em tempo diferente do fato da semente cair à beira do caminho;

    b- que a ação de semear ocorre simultaneamente ao fato da semente cair à beira do caminho;

    c- que a ação de semear ocorre antes do fato da semente cair à beira do caminho;

    d- nenhuma das explicações anteriores.

10-Crie um pequeno discurso usando a conjunção enquanto.

Discurso usando a conjunção "enquanto":

Exemplo:

"Enquanto caminhamos por essa vida, semeamos a cada dia as sementes de nossas ações. Algumas caem em terreno fértil, germinam e florescem, trazendo frutos abundantes para nós e para os outros. Outras, porém, encontram solo árido e pedregoso, e logo secam. É fundamental que cultivemos em nossos corações um terreno fértil, livre de espinhos e pedras, para que a semente do bem possa crescer e florescer em toda sua plenitude."

Neste discurso, a conjunção "enquanto" estabelece uma relação de simultaneidade entre a jornada da vida e o ato de semear.

11-Observando o trecho “Naquele mesmo dia Jesus saiu de casa e se sentou à beira do lago.Uma grande multidão se juntou ao seu redor...”, quem é o narrador bíblico da parábola do semeador?

    a- Jesus Cristo;

    b- Mateus;      

    c- João;

    d- Paulo.

12-Produza um texto-discurso argumentando sobre quais são tipos de sementes e de corações humanos que você desejaria ver crescer no mundo. Justifique o porquê desse seu desejo.

Desejo ardentemente ver a semente da compaixão crescer em todos os corações. A compaixão é a capacidade de sentir a dor do outro e agir para aliviar o sofrimento. Em um mundo marcado por desigualdades e conflitos, a compaixão é um bálsamo que cura feridas e une as pessoas. Ao cultivar a compaixão, plantamos a semente da paz, da justiça e da solidariedade.

Além da compaixão, anseio pela proliferação da semente da esperança. A esperança é a força que nos impulsiona a seguir em frente, mesmo diante das adversidades. Ela nos permite enxergar um futuro melhor e nos motiva a trabalhar para construí-lo. Ao semear a esperança, fortalecemos a resiliência das comunidades e inspiramos as pessoas a buscarem soluções para os desafios que enfrentamos.

Para que essas sementes possam florescer, precisamos cultivar corações férteis e receptivos. Desejo ver corações livres de preconceitos e julgamentos, abertos ao diálogo e à diversidade. Corações que valorizem a empatia e a bondade, capazes de construir relacionamentos autênticos e significativos.

Acredito que, ao cultivar a compaixão e a esperança em nossos corações, podemos transformar o mundo em um lugar mais justo, humano e solidário. Ao semear essas sementes, contribuímos para a construção de uma sociedade mais justa e igualitária, onde todos tenham a oportunidade de florescer e alcançar seu pleno potencial.

 

 

 

 

 

 

quarta-feira, 11 de janeiro de 2023

PARÁBOLA: A PARÁBOLA DO SEMEADOR - TRAD.JOÃO FERREIRA DE ALMEIDA - COM GABARITO

 Parábola: A parábola do semeador

               Trad. João Ferreira de Almeida

        Naquele mesmo dia Jesus saiu de casa e se sentou à beira do lago. Uma grande multidão se juntou ao seu redor. Havia tanta gente que Jesus entrou num barco e se sentou; e toda a multidão permanecia de pé na praia. Jesus lhes ensinou muitas coisas por meio de parábolas. Ele dizia:

        — Certo semeador saiu a semear. 

        E, quando semeava, parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e a comeram. 

        Outra parte dela caiu em terreno pedregoso, onde não havia terra bastante, e logo nasceu, porque a terra não era funda.

        Mas, saindo o sol, queimou-se e secou-se porque não tinha raiz.

        Outra parte caiu entre espinhos, e os espinhos cresceram e as sufocaram. 

        Outra caiu em boa terra, e deu frutos: uma semente produzindo a cem, outra a sessenta e ainda outra a trinta por um.

        Quem tem ouvido para ouvir, ouça.

BÍBLIA. Português. A parábola do semeador. Bíblia Sagrada. Tradução de João Ferreira de Almeida. São Paulo: Editora Vida, 1996.

Fonte: Língua Portuguesa – Ensino Fundamental anos finais – 7° ano – Caderno 4 – 1ª edição – 1ª impressão – ABDR – 2019 – São Paulo. p. 18-9.

Entendendo a parábola:

01 – Qual é o fato narrado no texto?

      O fato narrado transmite uma lição ética por meio de uma linguagem simbólica, metafórica.

02 – Quem é o personagem?

      O semeador.

03 – De acordo com o texto, qual é o seu enredo?

      Dos diferentes tipos de solo em que as sementes caíram ao terem sido semeadas, apenas a que caiu em boa terra deu boa colheita.

04 – Qual é a lição de moral dessa parábola?

      Somente aqueles com bom coração ouvem e guardam os ensinamentos.

 

 

sexta-feira, 1 de maio de 2020

PARÁBOLA(ALEGORIA): O MITO DA CAVERNA - JOSTEIN GAARDER - FRAGMENTO (O MUNDO DE SOFIA) - COM GABARITO

Texto: O mito da caverna
    
     Imagine um grupo de pessoas que habitam o interior de uma caverna subterrânea. Elas estão de costas para a entrada da caverna e acorrentadas no pescoço e nos pés, de sorte que tudo o que veem é a parede da caverna. Atrás delas ergue-se um muro alto e por trás desse muro passam figuras de formas humanas sustentando outras figuras que se elevam para além da borda do muro. Como há uma fogueira queimando atrás dessas figuras, elas projetam sombras bruxeleantes na parede da caverna. Assim, a única coisa que as pessoas da caverna podem ver é este “teatro de sombras”. E como essas pessoas estão ali desde que nasceram, elas acham que as sombras que veem são a única coisa que existe.
        Imagine agora que um desses habitantes da caverna consiga se libertar daquela prisão. Primeiramente ele se pergunta de onde vêm aquelas sombras projetadas na parede da caverna. Depois consegue se libertar dos grilhões que o prendem. O que você acha que acontece quando ele se vira para as figuras que se elevam para além da borda do muro? Primeiro, a luz é tão intensa que ele não consegue enxergar nada. Depois, a precisão dos contornos das figuras, de que ele até então só vira as sombras, ofusca sua visão. Se ele conseguir escalar o muro e passar pelo fogo para poder sair da caverna, terá mais dificuldade ainda para enxergar devido à abundância de luz. Mas depois de esfregar os olhos, ele verá como tudo é bonito. Pela primeira vez verá cores e contornos precisos; verá animais e flores de verdade, de que as figuras na parede da caverna não passavam de imitações baratas. Suponhamos, então, que ele comece a se perguntar de onde vêm os animais e as flores. Ele vê o Sol brilhando no céu e entende que o Sol dá vida às flores e aos animais da natureza, assim como também era graças ao fogo da caverna que ele podia ver as sombras refletidas na parede.
        Agora, o feliz habitante das cavernas pode andar livremente pela natureza, desfrutando da liberdade que acabara de conquistar. Mas as outras pessoas que ainda continuam lá dentro da caverna não lhe saem da cabeça. E por isso ele decide voltar. Assim que chega lá, ele tenta explicar aos outros que as sombras na parede não passam de trêmulas imitações da realidade. Mas ninguém acredita nele. As pessoas apontam para a parede da caverna e dizem que aquilo que veem é tudo o que existe. Por fim, acabam matando-o.
                                              Jostein Gaarder. O Mundo de Sofia – Romance da história da filosofia. São Paulo, Cia. das Letras, 1995. p. 104-5.
Fonte: Linguagem Nova. Faraco & Moura. Editora Ática. 8ª série. p. 112-4.
Entendendo o texto:

01 – O texto lido é informativo ou ficcional? Justifique sua resposta, baseando-se apenas no título.
      Ficcional, pois se trata de um mito, isto é, uma lenda: relato, geralmente de tradição oral, em que as personagens podem representar forças da natureza, aspectos gerais da vida ou uma ideia.

02 – Trata-se de um texto predominantemente narrativo, descritivo ou dissertativo? Por quê?
      Narrativo, uma vez que o autor conta uma história.

03 – Nesse texto há elementos descritivos que são fundamentais para o entendimento do mito. Transcreva um exemplo do primeiro parágrafo.
      De: “Elas estão...” até “...borda do muro”.

04 – Um mito ou uma lenda nunca é um simples relato de fatos. Tem o objetivo de transmitir uma ideia, explicar um fenômeno da natureza, a origem da vida ou caracterizar algum aspecto do comportamento humano. Discuta em dupla e depois responda: o que você acha que Platão quis transmitir com o relato desse mito?
      Resposta pessoal do aluno.
   Sugestão: Dificuldade de enxergar a realidade em que vivemos; não perceber e não saber ouvir opiniões diferentes da nossa; pessoas que tem visão mais ampla e crítica da sociedade são banidas ou mesmo assassinadas, etc.  

05 – O texto está dividido em três parágrafos. Resuma cada um deles em apenas uma frase, de acordo com o desenvolvimento da narrativa.
      Sugestão: 1) Um grupo de pessoas está numa caverna subterrânea e o que vê da realidade externa são apenas as sombras. 
                       2) Um habitante sai da caverna e conhece a realidade exterior.                    3) Ao voltar para a caverna, ele conta o que viu mas ninguém acredita e ele acaba sendo assassinado.

06 – As pessoas que só enxergam as sombras da realidade exterior têm uma visão bastante limitada da vida. O que elas consideram como verdade é apenas uma pequena parte de uma verdade maior. De que maneira esse fato está relacionado com a epígrafe que abre esta unidade?
      Segundo o provérbio iraniano, cada pessoa pensa que o caco do espelho é o espelho todo. No mito da caverna, as pessoas acham que as sombras que conseguem ver são a única realidade existente.

07 – Em que situações do nosso cotidiano podemos agir como os homens da caverna? Discuta em grupo e depois fale para a classe.
      Resposta pessoal do aluno. 
     Sugestão: quando ficamos limitados ao mundo que nos rodeia sem criticar ou analisar as informações e opiniões que chegam até nós. Dessa maneira, estamos vendo apenas uma parcela da realidade, só um caco do espelho.

08 – Na sua opinião, por que as pessoas da caverna não acreditaram nas palavras do companheiro?
      Resposta pessoal do aluno. 
     Sugestão: Porque é difícil questionar opiniões e ideias estabelecidas. Mais fácil é afastar quem pensa de modo diferente.

09 – Você já deve ter estudado em História Geral e História do Brasil períodos em que pessoas com uma visão mais ampla e crítica da realidade foram banidas ou mesmo assassinadas. Dê alguns exemplos.
      Resposta pessoal do aluno. 
   Sugestão: Tiradentes, Giordano Bruno, Galileu Galilei, Joana D’Arc, pessoas que foram exiladas ou mortas na época da ditadura militar no Brasil, na Argentina, no Chile, etc.

terça-feira, 20 de novembro de 2018

PARÁBOLA: ENCONTRANDO A MANEIRA CORRETA DE AGIR - ALEXANDRE RANGEL - COM GABARITO


Parábola: Encontrando a maneira correta de agir


Um velho resolveu vender seu burro na feira da cidade. Como ia retornar andando, chamou o neto para acompanhá-lo. Montaram os dois no animal e seguiram viagem.
Passando por umas barracas de escoteiros, escutaram os comentários críticos: “Como é que pode duas pessoas em cima deste pobre animal!”
Resolveram, então, que o menino desceria e o velho permaneceria montado. Prosseguiram...
Mais à frente tinha uma lagoa e algumas velhas estavam lavando roupa. Quando viram a cena, puseram-se a reclamar: “Que absurdo! Explorando a pobre criança. Poderia bem deixá-la em cima do animal.”
Constrangidos com o ocorrido, trocaram as posições, ou seja, o menino montou e o velho desceu.
Tinham caminhado alguns metros, quando algumas jovens sentadas na calçada externaram seu espanto com o que presenciaram: “Que menino preguiçoso! Enquanto este velho senhor caminha, ele fica todo prazeroso em cima do animal. Tenha vergonha!”
Diante disso, o menino desceu e, desta vez, o velho não subiu. Ambos         resolveram caminhar, puxando o burro.
Já acreditavam ter encontrado a fórmula mais correta quando passaram       em frente a um bar. Alguns homens que ali estavam começaram a dar        gargalhadas, fazendo chacota da cena: “São mesmo uns idiotas! Ficam   andando a pé enquanto puxam um animal tão jovem e forte!”
O avô e o neto olharam um para o outro, como que tentando encontrar a maneira correta de agir.
Então, ambos pegaram o burro e o carregaram nas costas.

Organização: Alexandre Rangel
As mais belas parábolas de todos os tempos. Vol. I. P.56
Belo Horizonte, MG. Editora Leitura. 12ªed. 2006.


Entendendo a parábola:
01 – Do que fala o texto?
      Fala da trajetória até chegarem na cidade.

02 – Qual era o objetivo do velho ao ir à feira?
      Vender o burro na feira da cidade.

03 – Que grupos ou pessoas criticaram a atitude do velho e do menino?
      Os escoteiros; as velhas lavando roupa; os jovens; os homens.

04 – Quais foram os comentários dos escoteiros?
      “Como é que pode duas pessoas em cima deste pobre animal.”

05 – Quais foram as reclamações das velhas lavadeiras de roupa?
      “Que absurdo! Explorando a pobre criança. Poderia bem deixá-la em cima do animal.”

06 – O que disseram as jovens sentadas na calçada?
      “Que menino preguiçoso! Enquanto este velho senhor caminha, ele fica todo prazeroso em cima do animal. Tenha vergonha!”

07 – Como reagiram os homens que estavam no bar?
      “São mesmo uns idiotas! Ficam   andando a pé enquanto puxam um animal tão jovem e forte!”

08 – Qual foi a decisão final do avô e do neto para levar o burro?
      Ambos pegaram o burro e o carregaram nas costas.

09 – O velho e o neto conseguiram agir bem diante das diferentes pessoas? O que houve?
      Sim. Tentaram fazer as coisas conforme as pessoas deram suas opiniões.

10 – É possível agir bem, considerando a opinião de todas as pessoas? Explique.
      Não. Porque é muito difícil as pessoas se contentarem com as nossas ações.

11 – Por que resolveram levar o burro nas costas ao final do texto?
      Porque eles tinham ouvido todos os tipos de críticas.

12 – Segundo o autor, os escoteiros fizeram comentários críticos. O que isso quer dizer?
      Quer dizer que eles não concordaram com o que tinham visto.

13 – “Então, ambos pegaram o burro e o carregaram nas costas!”, você concorda que esta era a melhor solução? Qual seria?
      Resposta pessoal do aluno.

14 – Você já se sentiu em dúvida do que fazer diante de opiniões diferentes dos outros? Como você agiu?
      Resposta pessoal do aluno.

15 – Enumere as frases abaixo de 1 a 6 conforme a sequência da narrativa.

(5) O velho e o neto encontraram-se com alguns homens em frente a um bar.
(2) O avô e o neto foram criticados pelos escoteiros.
(1) Um velho resolveu vender seu burro na feira da cidade e levou seu neto para acompanhá-lo.
(4) As jovens sentadas na calçada espantaram-se ao verem o menino montado e o velho a pé.

(6) Resolveram, então, carregar o burro nas costas.
(3) Algumas velhas que lavavam roupas, puseram-se a reclamar quando viram a cena do velho montado e a criança puxando o animal.