terça-feira, 18 de março de 2025

NOTÍCIA: CAPITÃO SETE - MARCELO DUARTE - COM GABARITO

 Notícia: Capitão Sete

             Marcelo Duarte

        Foi o primeiro super-herói brasileiro. Pergunte a seu pai. Ele surgiu no começo dos anos 60 e era vivido na TV por um ator chamado Aires Campos.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi6JA4aPA2Bvp2b-PLgcOWLjAbu7DOOowk3IkX1ecjn8EwWcgsOq99g9_2ab1RQCu2IOnAgJ6MuyRB0TXiT0YfYby-iDjGjRxHoIeJLA8TX0ZjbnE-mel8Q8ar8ZIi3GOJlu6uwDpAeDrLLf9GHjeGYwaMWgu1Ef_sX18Wv-zZJ2M-z0yENj7xwccamoOg/s1600/unnamed.jpg


 Algum tempo depois virou história em quadrinhos. Capitão Sete, quase uma cópia do Super-Homem, era a identidade secreta de Carlinhos, um menino que foi levado para o Sétimo Planeta. Lá, desenvolveu habilidades como sua superforça, capacidade de voar e uma inteligência extraordinária. Seu nome era Capitão Sete (e foi levado para o Sétimo Planeta) porque a série era exibida na TV Record, canal 7 em São Paulo.

Marcelo Duarte. O guia dos curiosinhos – Super-heróis. São Paulo: Panda Books, 2006.

Fonte: Português. Vontade de Saber. 6º ano – Rosemeire Alves / Tatiane Brugnerotto – 1ª edição – São Paulo – 2012. FTD. p. 251.

Entendendo a notícia:

01 – Quem foi o “Capitão Sete” e qual a sua importância?

      O Capitão Sete foi o primeiro super-herói brasileiro, criado no início dos anos 60. Ele foi interpretado pelo ator Aires Campos na televisão e depois ganhou vida nos quadrinhos. Sua importância reside em ter sido um pioneiro no gênero de super-heróis no Brasil, abrindo caminho para outras criações nacionais.

02 – Qual a origem do “Capitão Sete” e quais seus poderes?

      O Capitão Sete era a identidade secreta de Carlinhos, um menino que foi levado para o Sétimo Planeta. Lá, ele desenvolveu superforça, capacidade de voar e inteligência extraordinária.

03 – Qual a relação entre o nome "Capitão Sete" e a emissora de televisão?

      O nome "Capitão Sete" foi escolhido porque a série era exibida na TV Record, que era o canal 7 em São Paulo. Essa é uma curiosidade interessante sobre a origem do personagem.

04 – Em que mídias o Capitão Sete esteve presente?

      O Capitão Sete teve sua primeira aparição na televisão, interpretado por Aires Campos. Posteriormente, o personagem também ganhou vida nos quadrinhos, expandindo seu alcance e popularidade.

05 – Quais as semelhanças entre o Capitão Sete e outros super-heróis?

      O texto menciona que o Capitão Sete era "quase uma cópia do Super-Homem". Isso indica que o personagem foi inspirado em super-heróis clássicos, como o Super-Homem, compartilhando alguns de seus poderes e características.

 

POEMA: O QUE SE DIZ - CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE - COM GABARITO

 Poema: O que se diz

            Carlos Drummond de Andrade

        Que frio! Que vento! Que calor! Que caro! Que absurdo! Que bacana! Que frieza! Que tristeza! Que tarde! Que amor! Que besteira! Que esperança! Que modos! Que noite! Que graça! Que horror! Que doçura! Que novidade! Que susto! Que pão! Que vexame! Que mentira! Que confusão! Que vida! Que talento! Que alívio! Que nada...

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgWy-ijGDL6BdULbXmWxXk4D-CedhTd9NX1sA6QXw__wuGpaBHJbwB8Ae8vxHKVgxf33DzANnFG71QH1TQDjZaCOWWfEPjlKmPR6y8ZYTAtpvCbzMLgCgHxI1IySEtjK0NXh1M5IPJq4xd21yYhg4B7hlPz5DODM9qtY1qwwO1AVQmuUTjLSZjpja6nuUk/w235-h235/8819420.png


        Assim, em plena floresta de exclamações, vai-se tocando pra frente.

Carlos Drummond de Andrade. Poesia e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1983. p. 1379.

Fonte: Lições de texto. Leitura e redação. José Luiz Fiorin / Francisco Platão Savioli. Editora Ática – 4ª edição – 3ª impressão – 2001 – São Paulo. p. 16.

Entendendo o poema:

01 – Qual é a principal característica da linguagem utilizada no poema?

      A principal característica é o uso abundante de exclamações, que expressam uma variedade de emoções e impressões sobre o mundo. A linguagem é fragmentada e rápida, refletindo a agitação da vida moderna.

02 – Qual é o significado da expressão "floresta de exclamações"?

      A "floresta de exclamações" representa a profusão de sentimentos e opiniões que bombardeiam o indivíduo no dia a dia. É uma metáfora para a intensidade e a diversidade das experiências humanas.

03 – Quais são os temas abordados no poema?

      O poema aborda uma ampla gama de temas, desde questões existenciais ("Que vida!") até situações cotidianas ("Que pão!"). Ele captura a complexidade e a imprevisibilidade da vida, com seus altos e baixos, alegrias e tristezas.

04 – Qual é a mensagem transmitida pelo último verso do poema: "Assim, em plena floresta de exclamações, vai-se tocando pra frente"?

      O último verso sugere que, apesar do caos e da confusão da vida, as pessoas continuam seguindo em frente, enfrentando os desafios e buscando sentido em meio à "floresta de exclamações".

05 – Como o poema reflete o estilo de Carlos Drummond de Andrade?

      O poema reflete o estilo característico de Drummond, com sua linguagem coloquial, ironia sutil e reflexões sobre a condição humana. Ele captura a essência da vida moderna, com sua velocidade e complexidade, e a transforma em poesia.

 

CONTO: O VERGALHO - CAPÍTULO LXVIII - MACHADO DE ASSIS - COM GABARITO

 Conto: O VergalhoCapítulo LXVIII

           Machado de Assis

        Tais eram as reflexões que eu vinha fazendo, por aquele Valongo fora, logo depois de ver e ajustar a casa. Interrompeu mas um ajuntamento; era um preto que vergalhava outro na praça. O outro não se atrevia a fugir; gemia somente estas únicas palavras:

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjpPsaEOwfiOIUKezRyjOw0MqEwkhqHPhVk1hC8Oxk7s-K-HQJ9CeA4pI_U8GLQWcTl7SOZTpeniZ4oBm9DImxHB3kFwCuAwPFm6QH5ijFnKqZD0s4Ya-bJpFGX_BDLyBjITnzjnCxAc5Z6xmDJg-NSIFDF0Jo04_e2UPlQwarAcQCBMwpUWJEDmFSIt1s/s1600/o%20vergalho-crop%203.png


        – “Não, perdão, meu senhor; meu senhor, perdão!” Mas o primeiro não fazia caso, e, a cada súplica, respondia com uma vergalhada nova.

        – Toma, diabo! dizia ele; toma mais perdão, bêbado!

        – Meu senhor! gemia o outro.

        – Cala a boca, besta! replicava o vergalho.

        Parei, olhei... Justos céus! Quem havia de ser o do vergalho? Nada menos que o meu moleque Prudêncio, – o que meu pai libertara alguns anos antes. Cheguei-me; ele deteve-se logo e pediu-me a bênção; perguntei-lhe se aquele preto era escravo dele.

        – É, sim, nhonhô.

        – Fez-te alguma coisa?

        – É um vadio e um bêbado muito grande. Ainda hoje deixei ele na quitanda, enquanto eu ia lá embaixo na cidade, e ele deixou a quitanda para ir na venda beber.

        – Está bom, perdoa-lhe, disse eu.

        – Pois não, nhonhô. Nhonhô manda, não pede. Entra para casa, bêbado!

        Saí do grupo, que me olhava espantado e cochichava as suas conjeturas. Segui caminho, a desfiar uma infinidade de reflexões, que sinto haver inteiramente perdido; aliás, seria matéria para um bom capítulo, e talvez alegre. Eu gosto dos capítulos alegres; é o meu fraco. Exteriormente, era torvo o episódio do Valongo; mas só exteriormente. Logo que meti mais dentro a faca do raciocínio achei-lhe um miolo gaiato, fino, e até profundo. Era um modo que o Prudêncio tinha de se desfazer das pancadas recebidas, – transmitindo-as a outro. Eu, em criança, montava-o, punha-lhe um freio na boca, e desancava-o sem compaixão; ele gemia e sofria. Agora, porém, que era livre, dispunha de si mesmo, dos braços, das pernas, podia trabalhar, folgar, dormir, desagrilhoado da antiga condição, agora é que ele se desbancava: comprou um escravo, e ia-lhe pagando, com alto juro, as quantias que de mim recebera. Vejam as sutilezas do maroto!

Machado de Assis. Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ática, 1995. p. 100-101.

Fonte: Lições de texto. Leitura e redação. José Luiz Fiorin / Francisco Platão Savioli. Editora Ática – 4ª edição – 3ª impressão – 2001 – São Paulo. p. 21.

Entendendo o conto:

01 – Qual a situação presenciada pelo narrador no início do capítulo?

      O narrador se depara com um homem negro chicoteando outro em plena praça pública. O homem chicoteado implora por perdão, mas o agressor ignora seus apelos e continua a castigá-lo.

02 – Quem é o agressor e qual a sua relação com o narrador?

      O agressor é Prudêncio, um ex-escravo que pertenceu ao pai do narrador. Prudêncio foi libertado anos antes e agora possui seu próprio escravo.

03 – Qual o motivo da agressão?

      Prudêncio explica que o escravo é um vadio e bêbado. Ele o havia deixado na quitanda enquanto foi à cidade, mas o escravo desobedeceu e foi beber em uma venda.

04 – Qual a reação do narrador diante da cena?

      O narrador, inicialmente, sente-se chocado com a violência da cena. No entanto, logo em seguida, ele começa a refletir sobre a ironia da situação e a natureza humana.

05 – Qual a interpretação do narrador sobre o comportamento de Prudêncio?

      O narrador percebe que Prudêncio está apenas repetindo o ciclo de violência que sofreu quando era escravo. Ele está, de certa forma, "descontando" no seu escravo as humilhações e os maus-tratos que sofreu no passado.

06 – Qual o significado do título do capítulo: "O Vergalho"?

      O título faz referência ao instrumento de tortura utilizado por Prudêncio para castigar seu escravo. O vergalho simboliza a violência e a opressão presentes na sociedade escravocrata.

07 – Qual a crítica social presente no conto?

      Machado de Assis utiliza a figura de Prudêncio para criticar a perpetuação da violência e da opressão. O conto revela como as vítimas de um sistema opressor podem se tornar opressoras quando alcançam o poder. Além disso, o autor critica a falsa ideia de liberdade concedida aos escravos, mostrando que, mesmo libertos, eles continuam presos a um ciclo de violência e exploração.

 

ROMANCE: ANA EM VENEZA - FRAGMENTO - JOÃO SILVÉRIO TREVISAN - COM GABARITO

 Romance: Ana em Veneza – Fragmento

                João Silvério Trevisan:

        Estavam agora diante de uma bandeja de queijos variados.

        — Ah, o Brasil, essa imensa ilha… — dizia o conde Basuccello, entretido em cortar um pedaço de sbrinz dos Alpes.

        — De fato — aparteou Nepomuceno — estamos muito isolados na América. A língua mas também…

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi0d_wZn4-Hpe-5sHLSpBOAjDy3wpkZPp4XclAq5ZCbSYQRDjchzG-8nWeCUo7dK6WbzVCxA7h1VEQZ3MHm4LwT9NzjW2msSgrmdHft8YZAlbaTH_modPYqrz8wNL6GeGKstiHY1tH8Yp_sgNAJ3vU8PoKMz7DKoR33wgEMs5YG12z0yrw2sxnLB0ap0GM/s320/ANA.jpg


        — Oh, não. Não me refiro a isso, que não deixa de ser verdadeiro — retrucou o conde, acabando de mastigar. — Falo de uma dessas ilhas utópicas cuja lenda se perde na noite dos tempos. Os senhores talvez não saibam, mas o nome Brasil em geografia já existe desde o período medieval.

        — Mas o Brasil só foi descoberto bem depois… Não é mesmo, Herr Nepo? — admirou-se Júlia, entretida com um delicioso queijo stracchino lombardo.

        — Sim, mas antes do atual Brasil já existia na Idade Média uma ilha chamada Brasil — asseverou Basuccello. — Bem existiam muitas ilhas míticas imaginadas pelos povos de então. Todas representavam o paraíso terrestre, onde não haveria discórdia nem velhice nem doenças ou morte. Eram tão perfeitas que seus habitantes não precisavam sequer trabalhar para comer. Numa dessas ilhas, imaginem, as frutas caíam do pé pontualmente às nove horas, para poupar os homens do trabalho de colhê-las.

João Silvério Trevisan. Ana em Veneza. 2. ed. São Paulo, Best Seller, (1994). p. 465-6.

Fonte: Lições de texto. Leitura e redação. José Luiz Fiorin / Francisco Platão Savioli. Editora Ática – 4ª edição – 3ª impressão – 2001 – São Paulo. p. 44.

Entendendo o romance:

01 – Qual o contexto da conversa entre os personagens?

      Os personagens estão em Veneza, apreciando queijos variados, e a conversa gira em torno do Brasil e sua história.

02 – Qual a visão do conde Basuccello sobre o Brasil?

      O conde Basuccello vê o Brasil como uma "ilha utópica", um lugar lendário que existiria desde a Idade Média, um paraíso terrestre onde não haveria sofrimento.

03 – Qual a surpresa de Júlia em relação à fala do conde?

      Júlia se surpreende ao ouvir que o nome "Brasil" já existia na Idade Média, questionando se isso seria possível, já que o Brasil "atual" só foi descoberto depois.

04 – O que o conde Basuccello afirma sobre a origem do nome "Brasil"?

      O conde afirma que, antes do Brasil que conhecemos, existia na Idade Média uma ilha mítica chamada Brasil, um paraíso terrestre imaginado pelos povos da época.

05 – Quais as características das ilhas míticas mencionadas pelo conde?

      As ilhas míticas eram vistas como paraísos terrestres, onde não havia discórdia, velhice, doenças ou morte. Seus habitantes não precisavam trabalhar, e a natureza lhes provia tudo o que precisavam.

06 – Qual o significado da expressão "ilha utópica" utilizada pelo conde?

      A expressão "ilha utópica" se refere a um lugar idealizado, perfeito, que não existe na realidade. O conde usa essa expressão para descrever o Brasil como um lugar lendário, que transcende a realidade histórica.

07 – Como a conversa sobre o Brasil se relaciona com o contexto da narrativa?

      A conversa sobre o Brasil em Veneza cria um contraste entre a realidade histórica e a idealização do país como um lugar mítico. Essa reflexão pode estar relacionada com a busca dos personagens por um ideal de perfeição ou com a própria natureza da narrativa, que mistura realidade e fantasia.

 

 

MÚSICA(ATIVIDADES): PRA QUE MENTIR? NOEL ROSA - COM GABARITO

 Música(ATIVIDADES): Pra Que Mentir?

             Noel Rosa

Pra que mentir
Se tu ainda não tens
Esse dom
De saber iludir?
Pra quê?! Pra que mentir?
Se não há necessidade
De me trair?

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEglFRkvgkMnPjo-mnarHJv2sLH9nf3iGuozmA6D2VmTPiJvIJjihDQR3GzrRDaUHBgeE-B_bwc0foxJmB2B-AehtRC_L0Em4MMympR3btka1H5w8IqTZlb_ekzNbDCe0tylELlWFJooN8ja9jKfyKk-SYpXIT2JgoruTdNCirxD4vnJU08V-1wNrejpP7Y/s1600/nOEL.jpg


Pra que mentir?
Se tu ainda não tens
A malícia de toda mulher?
Pra que mentir?
Se eu sei que
Gostas de outro
Que te diz que
Não te quer?

Pra que mentir
Tanto assim?
Se tu sabes que eu sei
Que tu não gostas de mim?!
Se tu sabes
Que eu te quero
Apesar de ser traído
Pelo teu ódio sincero
Ou por teu amor fingido?!

Composição: Noel Rosa / Vadico. Noel – Songbook (produzido por Almir Chediak). CD Lumiar Discos, 1991.

Fonte: Lições de texto. Leitura e redação. José Luiz Fiorin / Francisco Platão Savioli. Editora Ática – 4ª edição – 3ª impressão – 2001 – São Paulo. p. 53.

Entendendo a música:

01 – Qual é o tema central da música "Pra Que Mentir?"?

      O tema central da música é a frustração e o sofrimento de alguém que percebe a falsidade e a falta de amor da pessoa amada. O eu lírico questiona a necessidade da mentira, já que a verdade é evidente.

02 – Qual é o significado da frase "Se tu ainda não tens esse dom de saber iludir"?

      Essa frase indica que a pessoa amada não possui habilidade para mentir de forma convincente. Suas mentiras são óbvias e não enganam o eu lírico.

03 – Como o eu lírico se sente em relação à pessoa amada?

      O eu lírico se sente traído e magoado com as mentiras e a falta de amor da pessoa amada. No entanto, ele ainda a ama, mesmo sabendo que não é correspondido.

04 – Qual é a ironia presente na música?

      A ironia reside no fato de que, mesmo sabendo que a pessoa amada não o ama e que suas mentiras são evidentes, o eu lírico continua a amá-la. Ele se sente traído tanto pelo ódio sincero quanto pelo amor fingido da pessoa amada.

05 – Qual é a mensagem principal da música?

      A mensagem principal da música é a importância da sinceridade nos relacionamentos amorosos. A mentira, mesmo que bem-intencionada, causa sofrimento e frustração. A música também aborda a complexidade dos sentimentos humanos, mostrando que o amor pode persistir mesmo diante da dor e da decepção.

 

 

 

POEMA: QUANDO, LÍDIA, VIER O NOSSO OUTONO - FERNANDO PESSOA - COM GABARITO

 Poema: Quando, Lídia, vier o nosso Outono

             Fernando Pessoa

Quando, Lídia, vier o nosso Outono

Com o Inverno que há nele, reservemos

Um pensamento, não para a futura

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgTQEhJ-SwnDL7q1SDDZW5AdRGGF4RmST3RK9rcksS43M5vu3FThbb8JZo2_96mGwOnD2rqsbJYhsHXBirb64KyKsYBzlI0dtQ-q8FGzYWjT5bijdcM4uppcK7vRhHuUuLnYERG7V_-ExCImWkZsouRQNSa_rrX6CLh1A5cX_TzZo-L4Y_vVlOYy9WsXwk/s320/800px-XN_Fruehjahrswiese_00.jpg


Primavera, que é de outrem,

Nem para o Estio, de quem somos mortos,

Senão para o que fica do que passa —

O amarelo atual que as folhas vivem

E as torna diferentes.

Fernando Pessoa. Odes de Ricardo Reis. Lisboa: Ática, 1959. p. 108. 

Fonte: Lições de texto. Leitura e redação. José Luiz Fiorin / Francisco Platão Savioli. Editora Ática – 4ª edição – 3ª impressão – 2001 – São Paulo. p. 91.

Entendendo o poema:

01 – Quem é "Lídia" e qual a relação dela com o eu lírico?

      Lídia é uma figura feminina que representa um interlocutor do eu lírico. A relação entre eles é de cumplicidade e reflexão sobre o tempo e a vida.

02 – Qual é a metáfora central do poema?

      A metáfora central é a do Outono como representação do envelhecimento e da passagem do tempo. O Outono, com seu "Inverno que há nele", simboliza a fase da vida em que a beleza e a vitalidade começam a declinar.

03 – Por que o eu lírico sugere não pensar na Primavera ou no Estio?

      O eu lírico sugere não pensar na Primavera, que representa a juventude e o futuro, pois essa fase já não lhes pertence ("é de outrem"). O Estio, que simboliza a plenitude da vida, também é descartado, pois já se foi ("somos mortos").

04 – Qual é o significado do "amarelo atual que as folhas vivem"?

      O "amarelo atual" representa o presente, o momento fugaz que deve ser apreciado em sua beleza efêmera. As folhas amarelas, diferentes das verdes da Primavera, simbolizam a individualidade e a beleza única da fase atual da vida.

05 – Qual é a mensagem principal do poema?

      A mensagem principal do poema é a importância de apreciar o presente, o momento atual, mesmo que ele seja marcado pela transitoriedade e pela melancolia. O eu lírico convida a refletir sobre a beleza da decadência e a individualidade que surge com o tempo.

 

 

LIVRO(FRAGMENTO): NOVELAS PAULISTANAS - A SOCIEDADE - ANTÔNIO DE ALCÂNTARA MACHADO - COM GABARITO

 Livro: Novelas paulistanas – A sociedade – Fragmento

           Antônio de Alcântara Machado

        [...]

        O capital levantou-se. Deu dois passos. Parou. Meio embaraçado. Apontou para um quadro.

        – Bonita pintura.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh0-i-nTbiahOdRlI7PxyyUnU0yJwxVhanHe6qlNSUVvBDxFJ5R-RCpzlB6gtBWCKhqGgplGAoOolQ10Aq8k036WH_rLwyhRWK9OIT3j6n3d6wSYqo085GeT8yTjrzVeioJalSX5Zx_k4-g9o3YKiQkiip4gWgVtbGBwplYRr10XoDygXICifI1yG_HfAM/s1600/NOVELA.jpg


        Pensou que fosse obra de italiano. Mas era de francês.

        – Francese [Francês]? Não é feio non [não]. Serve.

        Embatucou. Tinha qualquer coisa. Tirou o charuto da boca, ficou olhando para a ponta acesa. Deu um balanço no corpo. Decidiu -se.

        – Ia dimenticando [esquecendo] de dizer. O meu filho fará o gerente da sociedade… Sob a minha direção, si capisce.

        – Sei, sei… O seu filho?

        – Si [Sim]. O Adriano. O doutor… mi pare [parece-me]… mi pare que conhece ele?

        [...].

Antônio de Alcântara Machado. Novelas paulistanas. 3. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1973. p. 27.

Fonte: Lições de texto. Leitura e redação. José Luiz Fiorin / Francisco Platão Savioli. Editora Ática – 4ª edição – 3ª impressão – 2001 – São Paulo. p. 109.

Entendendo o livro:

01 – Quem é o personagem que fala no trecho e qual a sua origem?

      O personagem que fala é um capitalista, provavelmente um imigrante italiano, como sugerem as expressões em italiano presentes em sua fala ("francese", "non", "si capisce", "si", "mi pare").

02 – Qual o tema central da conversa entre os personagens?

      O tema central da conversa é a sociedade e a gestão dos negócios. O capitalista revela que seu filho, Adriano, será o gerente da sociedade, sob sua direção.

03 – Qual a importância da pintura mencionada no trecho?

      A pintura serve como um pretexto para o capitalista iniciar a conversa. Ele a utiliza para quebrar o gelo e, em seguida, revelar sua decisão sobre a gerência da sociedade.

04 – Qual a relação entre o capitalista e seu filho, Adriano?

      O capitalista demonstra ter grande influência sobre o filho, Adriano, ao decidir que ele será o gerente da sociedade. A relação entre eles parece ser baseada em poder e controle.

05 – Qual a visão do autor sobre a sociedade paulistana da época?

      O trecho revela uma sociedade marcada pela presença de imigrantes, pela ascensão do capital e pela importância dos laços familiares nos negócios. A linguagem utilizada pelo autor, com expressões em italiano, busca retratar a diversidade cultural e a influência dos imigrantes na sociedade paulistana da época.

 

ROMANCE: O GUARANI - I CENÁRIO - FRAGMENTO - JOSÉ DE ALENCAR - COM GABARITO

 Romance: O guarani – I Cenário – Fragmento

                 José de Alencar

        I CENÁRIO

        De um dos cabeços da Serra dos Órgãos desliza um fio de água que se dirige para o norte, e engrossado com os mananciais que recebe no seu curso de dez léguas, torna-se rio caudal.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgD2iYau9ixieLewb4HsGpM7zWdtxVjN3zqzGLCEIoUAxr75MEySuGUGQBbV1gN3Up2G1RPllOobxJyvyeenZisWeGDXywMsljhB7kz_6p1SkS4hZRkwedOALUSZwNTpZQlh4zFVESftToXO27x8ElrgDYZlrGPe6PHNzfGdBrKVMr9OSpwTvstwi8P9jE/s320/Amanhecer_no_Hercules_--.jpg


        É o Paquequer: saltando de cascata em cascata, enroscando-se como uma serpente, vai depois se espreguiçar na várzea e embeber no Paraíba, que rola majestosamente em seu vasto leito.

        Dir-se-ia que, vassalo e tributário desse rei das águas, o pequeno rio, altivo e sobranceiro contra os rochedos, curva-se humildemente aos pés do suserano. Perde então a beleza selvática; suas ondas são calmas e serenas como as de um lago, e não se revoltam contra os barcos e as canoas que resvalam sobre elas: escravo submisso, sofre o látego do senhor.

        Não é neste lugar que ele deve ser visto; sim três ou quatro léguas acima de sua foz, onde é livre ainda, como o filho indômito desta pátria da liberdade.

        Aí, o Paquequer lança-se rápido sobre o seu leito, e atravessa as florestas como o tapir, espumando, deixando o pelo esparso pelas pontas do rochedo, e enchendo a solidão com o estampido de sua carreira. De repente, falta-lhe o espaço, foge-lhe a terra; o soberbo rio recua um momento para concentrar as suas forças, e precipita-se de um só arremesso, como o tigre sobre a presa.

        Depois, fatigado do esforço supremo, se estende sobre a terra, e adormece numa linda bacia que a natureza formou, e onde o recebe como em um leito de noiva, sob as cortinas de trepadeiras e flores agrestes.

        A vegetação nessas paragens ostentava outrora todo o seu luxo e vigor; florestas virgens se estendiam ao longo das margens do rio, que corria no meio das arcarias de verdura e dos capitéis formados pelos leques das palmeiras.

        Tudo era grande e pomposo no cenário que a natureza, sublime artista, tinha decorado para os dramas majestosos dos elementos, em que o homem e apenas um simples comparsa.

        No ano da graça de 1604, o lagar que acabamos de descrever estava deserto e inculto; a cidade do Rio de Janeiro tinha-se fundado havia menos de meio século, e a civilização não tivera tempo de penetrar o interior.

        Entretanto, via-se à margem direita do rio uma casa larga e espaçosa, construída sobre uma eminência, e protegida de todos os lados por uma muralha de rocha cortada a pique.

        A esplanada, sobre que estava assentado o edifício, formava um semicírculo irregular que teria quando muito cinquenta braças quadradas; do lado do norte havia uma espécie de escada de lajedo feita metade pela natureza e metade pela arte.

        Descendo dois ou três dos largos degraus de pedra da escada, encontrava-se uma ponte de madeira solidamente construída sobre uma fenda larga e profunda que se abria na rocha. Continuando a descer, chegava-se à beira do rio, que se curvava em seio gracioso, sombreado pelas grandes gameleiras e angelins que cresciam ao longo das margens.

        Aí, ainda a indústria do homem tinha aproveitado habilmente a natureza para criar meios de segurança e defesa.

        De um e outro lado da escada seguiam dois renques de árvores, que, alargando gradualmente, iam fechar como dois braços o seio do rio; entre o tronco dessas árvores, uma alta cerca de espinheiros tornava aquele pequeno vale impenetrável.

José de Alencar. O guarani. 17. ed. São Paulo: Ática, 1992. p. 15-16.

Fonte: Lições de texto. Leitura e redação. José Luiz Fiorin / Francisco Platão Savioli. Editora Ática – 4ª edição – 3ª impressão – 2001 – São Paulo. p. 199-200.

Entendendo o romance:

01 – Qual é o rio principal descrito no início do romance?

      O rio principal é o Paquequer, que nasce na Serra dos Órgãos e deságua no rio Paraíba.

02 – Como o rio Paquequer é descrito em sua parte alta e em sua foz?

      Na parte alta, o rio é descrito como selvagem, rápido e impetuoso, saltando entre rochas e florestas. Próximo à foz, ele se torna calmo e sereno, como um lago, submisso ao rio Paraíba.

03 – Qual é a comparação utilizada para descrever o rio Paquequer em sua fúria?

      O rio é comparado a um "tapir" e a um "tigre", destacando sua força e velocidade ao atravessar as florestas e se precipitar em cascatas.

04 – Como é a vegetação nas margens do rio Paquequer?

      A vegetação é descrita como exuberante e selvagem, com florestas virgens, arcarias de verdura e palmeiras, criando um cenário grandioso e natural.

05 – Em que ano se passa a história descrita no fragmento?

      A história se passa no ano de 1604.

06 – Como era a ocupação da região na época em que se passa a história?

      A região era deserta e inculta, com a cidade do Rio de Janeiro recém-fundada e a civilização ainda não tendo penetrado no interior.

07 – O que se encontra na margem direita do rio?

      Na margem direita, encontra-se uma casa grande e espaçosa, construída sobre uma elevação rochosa e protegida por uma muralha natural.

08 – Como é o acesso à casa descrita no fragmento?

      O acesso é feito por uma escada de lajedo e uma ponte de madeira sobre uma fenda na rocha, com um vale protegido por cercas de espinhos.

09 – Qual a importância do cenário natural na obra de José de Alencar?

      O cenário natural em "O Guarani" não é apenas um pano de fundo, mas um elemento que interage com os personagens e a trama, refletindo a grandiosidade e a selvageria do Brasil colonial. Além disso o autor utiliza do cenário para mostrar a diferença entre a natureza e o homem, onde a natureza é sublime e o homem um simples coadjuvante.

10 – Quais elementos de segurança e defesa foram construídos ao redor da casa?

      Foram construídos uma escada de lajedo, uma ponte de madeira sobre uma fenda na rocha e uma cerca de espinhos que protege o vale que dá acesso à casa.

 

 

POEMA: À MANEIRA - ALBERTO DE OLIVEIRA - COM GABARITO

 Poema: À Maneira

            Alberto de Oliveira

Esse que em moço ao Velho Continente
Entrou de rosto erguido e descoberto,
E ascendeu em balão e, mão tenente,
Foi quem primeiro o sol viu mais de perto;


Águia da Torre Eiffel, da Itu contente
Rebento mais ilustre e mais diserto,
Ê o florão que nos falta (e não no tente
Glória maior), Santos Dumont Alberto!

Ah que antes de morrer, como soldado
Que mal-ferido da refrega a poeira
Beija do chão natal, me fora dado

Vê-lo (tal Febo esplende e é luz e é dia)
Na que chamais de Letras Brasileira,
Ou melhor nome tenha, Academia.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjYlAzqzBiEYqQGm3vU9iK0qvbWJgLowI2gKW8-ZCL68LQlgl3BiD3bOvdCEJUyA_li7cewe16VbIugaOuY2ySkv2nuez3eEOUNuikJYAw24brnqsb1r14m2IfVfb7NTBb3IIRxi95HqfT7TbCN_O_2OkLnx8qZcOKW7-N_cZP20f3tjecc38jvCd37rfo/s320/AGUIA.jpg



Manuel Bandeira. Poesia completa e prosa. Rio de Janeiro: Nova Aguilar, 1983. p. 434.

Fonte: Lições de texto. Leitura e redação. José Luiz Fiorin / Francisco Platão Savioli. Editora Ática – 4ª edição – 3ª impressão – 2001 – São Paulo. p. 64.

Entendendo o poema:

01 – Quem é o personagem central do poema e quais são suas principais realizações?

      O personagem central do poema é Alberto Santos Dumont, um pioneiro da aviação brasileira. O poema destaca suas conquistas, como ter sido um dos primeiros a voar em balão e a ver o sol de perto, além de ser reconhecido como um "rebento mais ilustre e mais diserto" da cidade de Itu.

02 – Qual é a metáfora utilizada para descrever Santos Dumont e qual o seu significado?

      O poema utiliza a metáfora "Águia da Torre Eiffel" para descrever Santos Dumont. Essa metáfora representa a grandiosidade e a ousadia do aviador, comparando-o a uma águia que conquista os céus a partir de um dos monumentos mais emblemáticos do mundo.

03 – Qual o sentimento do eu lírico em relação a Santos Dumont?

      O eu lírico expressa grande admiração e orgulho por Santos Dumont, considerando-o um "florão" que engrandece o Brasil. Ele também manifesta o desejo de vê-lo na Academia Brasileira de Letras, reconhecendo sua importância para a cultura do país.

04 – Qual é o significado da expressão "Letras Brasileira" no contexto do poema?

      A expressão "Letras Brasileira" refere-se à Academia Brasileira de Letras, uma instituição que reúne os maiores nomes da literatura brasileira. O eu lírico deseja que Santos Dumont, além de suas contribuições para a aviação, também seja reconhecido por suas qualidades intelectuais e literárias.

05 – Qual é a forma poética utilizada no poema e quais suas características?

      O poema é um soneto, uma forma poética clássica composta por 14 versos, divididos em dois quartetos e dois tercetos. Os versos são decassílabos, com rimas ricas e precisas. O soneto é uma forma poética que exige grande habilidade técnica do poeta, e Alberto de Oliveira demonstra domínio dessa forma em "À Maneira".

 

 

POEMA: ALGUNS TOUREIROS - JOÃO CABRAL DE MELO NETO - COM GABARITO

 Poema: Alguns Toureiros

             João Cabral de Melo Neto

Eu vi Manolo Gonzáles
e Pepe Luís, de Sevilha:
precisão doce de flor,
graciosa, porém precisa.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEi7hfhPqUJycHaEit95DJHWlqlNBkJFlBWQCURmXxaKo1m0eWjiAc751kbjLL4JSglj6pDZA8X9oN8hb5XGfNrmxueAQ2mJShqQcnkxPbWoz7-_5cvGmI65u8GHh7z1AyCD4sRuQaHShwn2MyPZdf5XRI-VX-Usz_02rvXu-88xL5wiiRDlcRJLBS2c_40/s320/Aparicio+firma.Torrestrella.jpg



Vi também Julio Aparício,
de Madrid, como Parrita:
ciência fácil de flor,
espontânea, porém estrita.

Vi Miguel Báez, Litri,
dos confins da Andaluzia,
que cultiva uma outra flor:
angustiosa de explosiva.

E também Antonio Ordóñez,
que cultiva flor antiga:
perfume de renda velha,
de flor em livro dormida.

Mas eu vi Manuel Rodríguez,
Manolete, o mais deserto,
o toureiro mais agudo,
mais mineral e desperto,

o de nervos de madeira,
de punhos secos de fibra
o da figura de lenha
lenha seca de caatinga,

o que melhor calculava
o fluido aceiro da vida,
o que com mais precisão
roçava a morte em sua fímbria,

o que à tragédia deu número,
à vertigem, geometria
decimais à emoção
e ao susto, peso e medida,

sim, eu vi Manuel Rodríguez,
Manolete, o mais asceta,
não só cultivar sua flor
mas demonstrar aos poetas:

como domar a explosão
com mão serena e contida,
sem deixar que se derrame
a flor que traz escondida,

e como, então, trabalhá-la
com mão certa, pouca e extrema:
sem perfumar sua flor,
sem poetizar seu poema.

João Cabral de Melo Neto. Antologia poética. 7. ed. Rio de Janeiro: José Olympio, 1989. p. 156.

Fonte: Lições de texto. Leitura e redação. José Luiz Fiorin / Francisco Platão Savioli. Editora Ática – 4ª edição – 3ª impressão – 2001 – São Paulo. p. 126-127.

Entendendo o poema:

01 – Qual é a temática central do poema?

      O poema explora a arte da tourada, contrastando diferentes estilos de toureiros e destacando a figura de Manolete como um exemplo de precisão e controle.

02 – Como o poeta descreve Manolete em comparação com os outros toureiros?

      Manolete é descrito como o mais "deserto", "agudo", "mineral" e "desperto", com "nervos de madeira" e "punhos secos de fibra". Ele é retratado como um toureiro que domina a arte com precisão e controle, aproximando-se da morte com frieza calculada. Os outros toureiros são descritos com a utilização de adjetivos como: doce, graciosa, fácil, espontânea, angustiosa e antiga.

03 – Qual a metáfora principal utilizada no poema?

      A metáfora central é a da "flor", que representa a arte da tourada e a habilidade de cada toureiro em lidar com o perigo e a emoção. Cada toureiro cultiva sua flor de uma forma diferente.

04 – O que significa a expressão "roçava a morte em sua fímbria"?

      Essa expressão significa que Manolete se aproximava da morte de forma precisa e calculada, como se estivesse tocando apenas a borda do perigo.

05 – Qual a relação entre a poesia e a tourada no poema?

      O poema estabelece um paralelo entre a arte da tourada e a arte da poesia, mostrando como ambas exigem controle, precisão e a capacidade de dominar a emoção. Manolete é apresentado como um exemplo para os poetas de como trabalhar a "flor" (a poesia) com "mão certa, pouca e extrema".

06 – Como o poema descreve a arte de Manolete?

      O poema descreve a arte de Manolete como algo que "dá número à tragédia" e "geometria à vertigem", sugerindo uma abordagem precisa e calculada da tourada.

07 – O que o poema revela sobre a visão de João Cabral de Melo Neto sobre a arte?

      O poema revela a visão de João Cabral de Melo Neto sobre a arte como algo que exige controle, precisão e a capacidade de dominar a emoção. Ele valoriza a objetividade e a contenção, em contraste com a expressão excessiva de sentimentos.