sexta-feira, 7 de fevereiro de 2020

POEMA: POMBO - LEO CUNHA - COM GABARITO

Poema: Pombo
            
   Leo Cunha

O pombo correio
Não gosta de sê-lo.

(Debaixo de um tapete voador. Rio de Janeiro: Ediouro, 1997.)
Fonte: Livro: Português Linguagens – 6º ano – São Paulo: Atual, 2002. p.195.

Entendendo o poema

    1)   O poeta faz um jogo com duas palavras. Uma é a forma sê-lo e a outra é uma palavra que não aparece no poema. Qual é essa palavra?
Selo.

2)   Na forma sê-lo, o pronome lo representa uma expressão empregada anteriormente. O que o pombo correio não gosta de ser?
Não gosta de ser pombo correio.


ANÚNCIO: APAES DO BRASIL - PROJETO TELÁRIS - COM GABARITO


Anúncio: APAES DO BRASIL


Fonte: Projeto Teláris – Português – 7° ano – Editora Ática – p. 207.

  “A pessoa com deficiência quebra a cultura da indiferença. Tenha coragem de ser diferente.”

Entendendo o anúncio:

01 – Qual é o efeito de sentido do jogo de palavras que há em indiferença e diferente?
      O apelo do anúncio (ter coragem d ser diferente) estimula o leitor a não ser indiferente com as pessoas com deficiência. Muitas vezes elas surpreendem pela superação de suas limitações e fazem “diferente” da expectativa da “cultura da indiferença”.

02 – O que pode significar “cultura da indiferença”?
      Pode significar que as pessoas costumam ficar indiferentes diante das dificuldades enfrentadas por quem tem alguma deficiência.

03 – Nessa frase, o verbo quebra está se referindo ao sujeito (a pessoa com deficiência). Qual é o núcleo desse sujeito?
      Pessoa.

04 – Na frase: “Tenha coragem de ser diferente”, o autor omitiu, isto é, deixou subentendido o sujeito. A que pessoa o verbo se refere?
      Você.

05 – Identifique na frase: “A data mais vibrante para as APAES do Brasil está chegando.”:
a)   O verbo da oração.
Locução verbal: está chegando.

b)   Localize e transcreva o sujeito a que ele se refere.
A data mais vibrante para as APAES do Brasil.

c)   Determine o núcleo desse sujeito.
Data.

REPORTAGEM: SORO CONTRA O EBOLA PODE SER BRASILEIRO - REVISTA ISTO É - COM GABARITO

Reportagem: Soro contra o ebola pode ser brasileiro

Medicina
Soro contra o ebola pode ser brasileiro
        O Instituto Butantan de São Paulo dá os últimos retoques na parceria inédita que fará com o Instituto Nacional da Saúde dos EUA. O objetivo é a produção de um soro contra o ebola – vírus que já matou mais de cinco mil pessoas e contaminou 14 mil.
        Diferentemente do que ocorre com as vacinas que estimulam o organismo a produzir anticorpos, o soro é feito com esses próprios antígenos – mesmo processo da solução contra a raiva, da qual o Butantan é referência mundial.
                                                                    Antônio Carlos Prado e Elaine Ortiz. Revista ISTO É.
Fonte: Projeto Teláris – Português – 7° ano – Editora Ática – p. 157.
Entendendo a reportagem:

01 – Releia a manchete. “Soro contra o ebola pode ser brasileiro”.
a)   De acordo com o texto, o que é ebola?
É um vírus que já matou 5.000 pessoas e contaminou 14.000.

b)   Por que a manchete da notícia diz “pode ser” brasileiro?
Porque não é um fato já acontecido, certo, mas poderá acontecer.

02 – A manchete pode ser considerada atrativa para o leitor? Por quê?
      Sim. Porque fala de um instituto (Instituto Butantan) que já é referência mundial na produção de vacina contra a raiva.

03 – A foto utilizada chama a atenção? Por quê?
      Sim, porque ela complementa a matéria mostrando ao leitor a fachada do instituto.

04 – O que o termo MEDICINA logo acima da manchete indica?
      Indica o assunto de que trata a notícia.

05 – A notícia publicada em revista também precisa conter todos os elementos. Responda:
a)   O quê?
Parceria para produção de soro contra o ebola.

b)   Quem?
Instituto Butantan e Instituto Nacional da Saúde dos EUA.

c)   Onde?
São Paulo / EUA.

d)   Quando?
Em breve.

e)   Por quê?
Produzir um soro contra o ebola.



CARTA: AO NETO QUERIDO - FAUSTO CUNHA - COM QUESTÕES GABARITADAS


CARTA: AO NETO QUERIDO
            
           Fausto Cunha

                Planeta 54, Nebulosa de Messier, 6 de junho de 2854.
Meu querido Totte
          Pousar pela primeira vez num planeta desconhecido é sempre uma emoção nova. E no espaço não há duas emoções iguais. Por isso te digo: sai para o espaço! O espaço é a liberdade, o espaço é o mistério, o espaço é o sonho – as três coisas de que o homem mais precisa.
          A liberdade desenvolve o sistema nervoso, melhora o funcionamento do cérebro. Um ser sem liberdade não evolui.
          O homem também precisa do mistério, do sonho, do movimento em busca de coisas novas, de novos espaços, novos contatos, novas situações. Na Terra nem sequer utilizamos 1% de nossa capacidade de pensar. A monotonia é um veneno. Tira toda a nossa criatividade, o cérebro fica adormecido.
        É por isso que nunca vou às cidades. Tenho a impressão de que estou andando no meio de tristes robôs, de gente que não vive, não sonha, não tem mistério nenhum.
         Digo e repito: vai para o espaço, Totte! Vai logo, antes que alguém te agarre e te prenda numa cadeira ou enfie uma pedra de gelo no teu coração!
         Passar toda a vida como um verme, escondido num buraco, quando há todo esse azul esperando por nós!
                                                            Teu avô, que muito te estima,
                                                                                Argo            
(O lobo do espaço. Rio de Janeiro, Cátedra, 1978.)
Fonte: Português – Linguagem & Participação, 5ª Série- MESQUITA, Roberto Melo/Martos, Cloder Rivas – Ed. Saraiva, 1999, p.8-11.
Estudo do Texto

01 – O texto é uma carta. Sabemos disso porque nele há marcas características, tais como data, local onde foi escrito, evocação (chamada à pessoa a quem se destina a carta), as despedidas e a assinatura (ou nome de quem escreveu a carta).

a - Onde e quando a carta é escrita?
No Planeta 54, na Nebulosa de Messier, em 6 de junho de 2854.

b – Qual é a evocação que aparece na carta?
“Meu querido Totte”.

c – Qual é o assunto da carta?
O avô fala o que pensa sobre a vida na Terra e no espaço.

d – Como é a despedida na carta?
“Teu avô, que muito te estima”.

e – Quem escreve a carta?
Argo, o avô de Totte.

2) Nessa carta, o capitão Argo tenta convencer Totte a fazer algo que julga ser bom para o menino. De que ele tenta convencer Totte e por quê?
O avô tenta convencer Totte a ir para o espaço. Porque, para ele, a Terra é uma prisão e o ser humano.

3) Para convencer o menino, o autor da carta apresenta alguns motivos que julga importantes. Faça uma lista do que é bom quando se vive no espaço e outra do que é ruim quando se vive na Terra.
Na Terra, não utilizamos 1% de nossa capacidade de pensar, o cérebro fica adormecido: nas cidades, as pessoas são tristes e parecem robôs; a Terra parece uma prisão, as pessoas não têm sentimentos. No espaço: é cheio de emoções novas, há liberdade, há mistério, há lugar para o sonho; a liberdade que se tem no espaço para o funcionamento do cérebro e do sistema nervoso.

4) Você acha que o capitão Argo conseguirá convencer o neto? Justifique sua resposta.
Resposta pessoal.
                                                                                    

segunda-feira, 20 de janeiro de 2020

POEMA: TEMPO - ELIAS JOSÉ - COM GABARITO

Poema: Tempo       
             Elias José
Passou o tempo de roubar amoras,
mangas , goiabas e mexericas
no quintal dos vizinhos.

Passou o tempo de sonhar vitórias,
com sorriso de campeão
de futebol, basquete ou corrida de carro.

Passou o tempo de empinar pipas
e dar asas aos olhos e ao corpo
para soltar-me no espaço com elas.

Passou o tempo de não ter vergonha
de ser rei dos castelos de areia
ou de esconder tesouros de figurinhas,
bolinhas de gude e pedras preciosas.

Passou o tempo de caçar briga,
chamar pro braço ou xingar a mãe
e a raça toda do amigo-inimigo.

Chegou um tempo de sonhar com a noite
na cidade, com todas as luzes e sons
que ainda amedrontam quando chamam.

Chegou o tempo de brigar com o mundo,
sentir sufoco, calor nas mãos
e asas nos pés que querem sumir,
sair de casa e ganhar o mundo.

Chegou o tempo de pensar em namoradas
e sonhar com corpos e beijos
que vivem mais nos poemas que no real.
Cantigas de adolescer: 7 ed. São Paulo. Atual, 1993. p.40-1.
Fonte: Livro: Português Linguagens – 6º ano – São Paulo: Atual, 2002. p.177-8.
Entendendo o poema:

01 – O poema intitula-se “Tempo” e está organizado em duas partes: a primeira trata das lembranças do passado e a segunda descreve o presente.
a)   Que estrofes do poema formam a primeira parte?
      A primeira parte é formada pelas 1°, 2°, 3°, 4° e 5° estrofes.

b)   Quais estrofes formam a segunda parte?
          A segunda parte é formada pelas 6°, 7° e 8° estrofes.

c)   Em cada uma das partes, um único verbo inicia todas as estrofes. Que verbos se repetem nas partes?
A primeira parte é iniciada pelo verbo passou e a segunda, pelo verbo chegou.

02 – Compare as ações do eu lírico na infância com as da atualidade, e responda:
a)   Em qual dos dois tempos o poeta tinha ou tem uma relação mais concreta e direta com o mundo? Qual a razão disso?
No primeiro (passado), onde ele retrata a infância dele. Nela ele não "tinha vergonha de ser rei dos castelos", por exemplo, demonstrando que sua relação com o mundo, era mais direta.

b)   Em qual dos tempos o poeta tinha ou tem uma relação com o mundo mais abstrata e indireta? Justifique a sua resposta.
No segundo (presente), onde as próprias ações indicam uma relação mais abstrata com o mundo: sonhar com a noite, brigar com o mundo, sonhar com namoradas irreais.

03 – O primeiro verso da primeira estrofe de cada parte se repete quase inteiro nas estrofes seguintes. De uma estrofe para outra, alteram-se apenas o segundo verbo e o objeto. Observe os versos iniciais das duas primeiras estrofes.
·        Passou o tempo de roubar amoras.
·        Passou o tempo de sonhar vitórias.
Note que, nesses dois versos, os verbos são transitivos diretos e seus complementos são objetos diretos.
Com os versos iniciais das estrofes seguintes, faça um quadro semelhante em seu caderno. A seguir:
a)   Verifique, em cada verso, se o segundo verbo é transitivo direto ou indireto.
Na primeira parte, o segundo verbo do primeiro verso é sempre transitivo direto; na segunda parte, transitivo indireto.

b)   Verifique se o complemento do segundo verbo é objeto direto ou objeto indireto.
Na primeira parte, é sempre objeto direto; na segunda parte, objeto indireto.

c)   Conclua: Na primeira parte predominam verbos transitivos diretos ou indiretos? E na segunda?
Na primeira parte predominam verbos transitivos diretos; na segunda parte, transitivos indiretos.

04 – No poema, as relações do eu lírico com o mundo e o emprego de objetos podem ser esquematizados desta forma:
Eu --- mundo= no passado – relação mais direta – predomínio de verbos transitivos diretos.
Eu --- mundo = no presente – relação indireta – predomínio de verbos transitivos indiretos.
        De acordo com o texto e com o esquema, quais das afirmativas seguintes correspondem a conclusões a que esse estudo do poema possibilita chegar?
a)   Na primeira parte do texto, que trata da infância, o poeta tem uma relação mais direta com o mundo; na construção do texto, igualmente, predominam verbos transitivos diretos e objetos diretos.
b)   Na primeira parte do texto, que trata da infância, o poeta tem uma relação indireta e abstrata com o mundo. Os verbos utilizados para construir essa ideia são, predominantemente, transitivos diretos, e seus complementos são objetos diretos.
c)   Na segunda parte do texto, que trata da adolescência, o poeta tem uma relação mais indireta e abstrata com o mundo. Os verbos utilizados para construir essa ideia são, predominantemente, transitivos indiretos, e seus complementos são objetos indiretos.
d)   Na segunda parte do texto, que trata da adolescência, o poeta tem uma relação indireta e concreta com o mundo; a estrutura do texto é construída, predominantemente, a partir de verbos transitivos diretos e objetos diretos.







CONTO: O PROBLEMA DOS 35 CAMELOS - MALBA TAHAN - COM GABARITO

CONTO: O Problema dos 35 camelos
                      
                    Malba Tahan

"Poucas horas havia que viajávamos sem interrupção, quando nos ocorreu uma aventura digna de registro, na qual meu companheiro Beremiz, com grande talento, pôs em prática as suas habilidades de exímio algebrista.
Encontramos perto de um antigo caravançará meio abandonado, três homens que discutiam acaloradamente ao pé de um lote de camelos.
Por entre pragas e impropérios gritavam possessos, furiosos:
- Não pode ser!
- Isto é um roubo!
- Não aceito!
O inteligente Beremiz procurou informar-se do que se tratava.
- Somos irmãos – esclareceu o mais velho – e recebemos como herança esses 35 camelos. Segundo a vontade expressa de meu pai, devo receber a metade, o meu irmão Hamed  Namir uma terça parte, e, ao Harim, o mais moço, deve tocar apenas a nona parte. Não sabemos, porém, como dividir dessa forma 35 camelos, e, a cada partilha proposta segue-se a recusa dos outros dois, pois a metade de 35 é 17 e meio. Como fazer a partilha se a terça e a nona parte de 35 também não são exatas?
- É muito simples – atalhou o Homem que Calculava. – Encarrego-me de fazer com justiça essa divisão, se permitirem que eu junte aos 35 camelos da herança este belo animal que em boa hora aqui nos trouxe!
Neste ponto, procurei intervir na questão:
- Não posso consentir em semelhante loucura! Como poderíamos concluir a viagem se ficássemos sem o camelo?
- Não te preocupes com o resultado, ó Bagdali! – replicou-me em voz baixa Beremiz – Sei muito bem o que estou fazendo. Cede-me o teu camelo e verás no fim a que conclusão quero chegar.
Tal foi o tom de segurança com que ele falou, que não tive dúvida em entregar-lhe o meu belo jamal, que imediatamente foi reunido aos 35 ali presentes, para serem repartidos pelos três herdeiros.
- Vou, meus amigos – disse ele, dirigindo-se aos três irmãos -, fazer a divisão justa e exata dos camelos que são agora, como veem em número de 36.
E, voltando-se para o mais velho dos irmãos, assim falou:
- Deverias receber meu amigo, a metade de 35, isto é, 17 e meio. Receberás a metade de 36, portanto, 18. Nada tens a reclamar, pois é claro que saíste lucrando com esta divisão.
E, dirigindo-se ao segundo herdeiro, continuou:
- E tu, Hamed Namir, deverias receber um terço de 35, isto é 11 e pouco. Vais receber um terço de 36, isto é 12. Não poderás protestar, pois tu também saíste com visível lucro na transação.
E disse por fim ao mais moço:
E tu jovem Harim Namir, segundo a vontade de teu pai, deverias receber uma nona parte de 35, isto é 3 e tanto. Vais receber uma nona parte de 36, isto é, 4. O teu lucro foi igualmente notável. Só tens a agradecer-me pelo resultado!
E concluiu com a maior segurança e serenidade:
- Pela vantajosa divisão feita entre os irmãos Namir – partilha em que todos três saíram lucrando – couberam 18 camelos ao primeiro, 12 ao segundo e 4 ao terceiro, o que dá um resultado (18+12+4) de 34 camelos. Dos 36 camelos, sobram, portanto, dois. Um pertence como sabem ao bagdáli, meu amigo e companheiro, outro toca por direito a mim, por ter resolvido a contento de todos o complicado problema da herança!
- Sois inteligente, ó Estrangeiro! – exclamou o mais velho dos três irmãos.
– Aceitamos a vossa partilha na certeza de que foi feita com justiça e equidade!
E o astucioso Beremiz – o Homem que Calculava – tomou logo posse de um dos mais belos “jamales” do grupo e disse-me, entregando-me pela rédea o animal que me pertencia:
- Poderás agora, meu amigo, continuar a viagem no teu camelo manso e seguro! Tenho outro, especialmente para mim!
E continuamos nossa jornada para Bagdá."
 (Malba Tahan, Contos e lendas orientais. Rio de Janeiro: Ediouro, 2001)
Fonte:  Livro –Coleção ALET – Língua Portuguesa -5ª Série – Editora Positivo,2007 – p.42/43/44.
***
Glossário

Caravançará: refúgio construído pelo governo ou por pessoas piedosas à beira do caminho, para servir de abrigo aos peregrinos. Espécie de rancho de grandes dimensões em que se acolhiam as caravanas.

Bagdali: Relativo a Bagdá, vindo de Bagdá.

Jamal: uma das muitas denominações que os árabes dão ao camelo.

REDE DE IDEIAS
1)   Beremis usou o raciocínio matemático para fazer a divisão dos camelos. Por que pode-se dizer que a Matemática é uma bela ciência?
Porque, a partir dela, pode-se raciocinar, refletir, concluir uma série de ideias, como a divisão dos camelos.

2)   Como você resolveria esta situação?
Resposta pessoal.

3)   Quem é o narrador do texto? Como você descobriu isto?
O narrador é o próprio autor do texto. Percebe-se isso observando-se os verbos na 1ª pessoa.

4)   No momento em que o narrador conta o fato, ele estava acontecendo ou já havia acontecido?
O fato estava acontecendo, mas num tempo passado.

5)   Em que região a história acontece? Quais os elementos presentes no texto que comprovam sua resposta?
Na Arábia. Justifica-se isso pelos nomes das personagens, lote de camelos, a jornada até Bagdá.

6)   No texto, há palavras regionais, isto é, utilizadas na região onde acontece a história. Cite alguns exemplos dessas palavras e dê o significado delas no texto. Se for necessário, consulta um dicionário.
Exemplos:
Caravançará: refúgio construído pelo governo ou por pessoas piedosas à beira do caminho, para servir de abrigo aos peregrinos. Espécie de rancho de grandes dimensões em que se acolhiam as caravanas.

Bagdali: Relativo a Bagdá, vindo de Bagdá.

Jamal: uma das muitas denominações que os árabes dão ao camelo.

7)   Por que as personagens viajavam em camelos?
O lugar onde se passa a história é um deserto, onde normalmente as pessoas utilizam esse animal como transporte, por causa da escassez da água.



TEXTO: BANDOLIM - LENY WERNECK - COM QUESTÕES GABARITADAS

Texto: Bandolim
         
  Leny Werneck

        [...]
        Desde quando era pequenino, bem pequenino mesmo, Cláudio gostava de ouvir a música que o pai dele tocava.
        Bonita, diferente.
        O pai tocava fagote na orquestra da cidade.
    A orquestra era muito boa e o tocador de fagote ensaiava, em casa, as músicas dos grandes concertos e dos festivais.
        O pai de Cláudio era também professor de música. Um bom professor, por sinal.
        Assim, o menino se acostumou a ficar horas e horas ouvindo músicas. Cláudio gostava disso. Ele gostava de ficar junto do pai. Ele gostava do som do fagote, como gostava do som da chuva e do vento. Gostava também do canto e da voz da mãe dele. Gostava do barulho pesado do trem que passava longe, quando era de noite e os outros barulhos se acabavam. Ele gostava do canto dos passarinhos.
        Uma noite o pai perguntou:
        -- Cláudio, amanhã eu vou tocar com a orquestra. Você quer ir comigo ao teatro?
        -- Eu quero, quero sim!
        Roupa nova, sapato sovo. Carinha lavada, cabelos penteados.
        Todo bonito e cheiroso, o Cláudio foi ao teatro com o pai.
        Era a primeira vez.
        Ele não foi para ficar sentado lá embaixo, junto com as outras pessoas. Não, o Cláudio foi para ficar bem perto do pai, junto da orquestra.
        E então a hora chegou.
        Cláudio balançava a cabeça pra-lá-e-pra-cá, quando os violinos tocavam macio. A música às vezes era triste, às vezes era alegre. Teve uma hora em que toda a orquestra fez silêncio e o pai tocou. Sozinho. Foi muito depressa. Foi lindo.
        Logo depois, Cláudio se encantou com outro som. Era um som que saia de um instrumento que parecia um violino grande, que ficava em pé, apoiado no chão.
        O homem ficava sentado atrás daquele violino de gigante e tocava nas cordas com um arco.
        O som era muito bonito.
        Depois do concerto, os dois voltaram para casa. Contentes e quietos. Eles carregavam aquela música linda dentro deles e nem queriam conversa. Pra não atrapalhar.
                                           Bandolim. Leny Werneck.
                          Fonte: Livro – Encontro e Reencontro em Língua Portuguesa – 5ª Série – Marilda Prates – Ed. Moderna, 2005 – p.209-11.
Entendendo o texto:
01 – Por que Cláudio aprendeu a gostar de música?
      Porque ouvia o seu pai tocar fagote.

02 – Cláudio aprendeu a ouvir os sons e a gostar deles. Onde podemos perceber isso no texto?
      Todo o sexto parágrafo fala sobre isso.

03 – Você sabe que instrumento era esse a que Cláudio se refere no texto: “...parecia um violino grande, que ficava em pé, apoiado no chão”?
      Poderia ser o violoncelo ou o contrabaixo (o maior e mais grave dos dois).

04 – Depois do concerto, os dois voltaram para casa contentes e quietos. Por quê?
      Eles não queriam conversa porque carregavam dentro deles toda a música que foi tocada no teatro.

05 – Você acha que conversar naquele momento atrapalharia? Quebraria o encanto? Por quê?
      Resposta pessoal do aluno. Sugestão: Sim, porque ainda estavam vivendo o encanto do momento musical.

06 – O texto lhe parece poético? Aponte as razões.
      Resposta pessoal do aluno.

07 – Você gosta de música? Que tipo de música?
      Resposta pessoal do aluno.

08 – Qual a sua música preferida? Por que razão você gosta dela?
      Resposta pessoal do aluno.