quinta-feira, 27 de setembro de 2018

CONTO: FADA QUE TINHA IDEIAS - FERNANDA LOPES DE ALMEIDA - COM GABARITO

Conto: FADA QUE TINHA IDÉIAS 

        Clara Luz era uma fada, de seus dez anos de idade, mais ou menos, que morava lá no céu, com a senhora fada sua mãe. Viveriam muito bem se não fosse uma coisa:
      Clara luz não queria aprender a fazer mágicas pelo livro das fadas.
   Clara Luz queria inventar as suas próprias mágicas.
   − Mas minha filha, todas as fadas sempre aprenderam por esse livro− dizia a Fada Mãe. Por que só você não quer aprender?
    − Não é preguiça, não, mamãe. É que não gosto de mundo parado.
    − Mundo parado?
   − É que quando alguém inventa alguma coisa o mundo anda. Quando ninguém inventa nada, o mundo fica parado. Nunca reparou?
        − Não...
        − Pois repare só.
        A Fada Mão ia cuidar do serviço, muito preocupada. Ela morria de medo do dia em que a Rainha das Fadas descobrisse que Clara Luz nunca saíra da Lição Um do Livro.
        A rainha era uma velha fada muito rabugenta. Felizmente vivia num palácio do outro lado do céu. Clara Luz e sua mãe moravam numa rua toda feita de estrelas, chamada Via Láctea. A casinha delas era de prata e tinha um jardim todo de flores prateadas.
        Minha filha faça uma forcinha, passe ao menos para a Lição Dois! − pedia a Fada Mãe, aflita.
        − Não vale a pena, mamãe. A Lição Um é tão enjoada, que a dois tem que ser duas vezes pior...
        − Mas enjoada por que se ensina a fabricar tapete mágico...
        − Já pensou que maravilha saber fazer um tapete mágico?
        − Não acho não. Tudo quanto é fada só pensa em tapete mágico. Ninguém tem uma ideia nova!
        Clara Luz estava sempre fazendo experiências com sua varinha mágica. Já de manhã cedo, reparava no bule de prata, olhava para ele e tinha uma ideia:
        − Tem bico. Dá um bom passarinho.
        E transformava o bule em passarinho, mas, o passarinho saía com três asas, duas novas e a do bule que tinha sobrado.
        A Fada Mãe entrava na sala e levava um susto danado.
        − Que bicho esquisito é esse?
        − É o bule, mamãe, que eu transformei em passarinho.
        − Clara Luz! E agora? Onde vou coar o pó da meia noite para fazer o nosso café? E que ideia é essa de fazer passarinho com três asas? Ao menos ponha só duas asas nele!
        − Mas mamãe, ele gosta de ter três asas!
        O passarinho furioso entrava na conversa:
        − Não gosto não senhora! Faça o favor de me consertar já!
        Clara Luz não acertava e quem acabava consertando era a Fada Mãe e o passarinho agradecia muito:
        − Se não fosse a senhora eu não sei como seria! Essa sua filha é muito intrometida. E saía pela janela resmungando ainda.
        − Veja só inventar que eu gosto de ter três asas!
        Mas essas eram as ideias menores de Clara Luz. Havia outras bem maiores.
        A maior amiga de Clara Luz era Vermelhinha, uma estrela cadente e por ser cadente Vermelhinha podia ir onde queria no céu. Ela e Clara Luz corriam sem parar brincando de esconder atrás das nuvens.
        − Minha filha, porque você não arranja uma amiga mais calma, heim? − perguntava a Fada Mãe, às vezes muito tonta com as travessuras de Clara Luz e Vermelhinha.
        Mas perguntava por perguntar, pois gostava muito de vermelhinha. Tanto que, no aniversário da estrela resolveu dar uma festa.
        Vermelhinha ia fazer nove milhões de anos, o que para uma estrela é bem pouco.
        Clara Luz, que adorava festas, estava felicíssima, ajudando a mãe muito direitinho que justamente na véspera da festa teve que sair para desencantar uma princesa.
        − Não faz mal − disse a Fada Mãe − Está tudo quase pronto. Você pode ir fazendo a massa dos bolinhos de luz, enquanto eu vou ver a tal princesa. Acho que já sabe faze-los sozinha.
        − Sei fazer muito bem.
        − Ótimo! Amanhã cedo faço o bolo de aniversário. É só o que está faltando.
        E a Fada Mãe abrindo suas asas cor de prata saiu voando pela janela, então Clara Luz correu para a cozinha e abriu o livro de receitas na página dos bolinhos:
Bolinhos de Luz
250 g de raio de sol
250 g de raios de luar
01 xícara de chá de fermento de relâmpago
Maneira de fazer:
Mistura-se bem os raios de sol e de luar, até saírem faíscas.
Junta-se então o fermento de relâmpago.
        − Que fácil! − pensou Clara Luz. − Não sei como certas pessoas podem achar difícil fazer bolo! 
        E foi tirando os raios de sol e de luar dos potes onde estavam guardados, nas prateleiras. Despejou tudo num tacho e mexeu, como a receita mandava. A cozinha inteira começou a brilhar, faiscar e fazer barulho.
        Quando chegou a hora do fermento, Clara Luz teve uma ideia: 
        − Fermento é que faz o bolo crescer. Se em vez de uma colher de chá, eu puser um relâmpago inteiro, vai sair um bolão enorme. Mamãe amanhã nem vai precisar fazer o bolo das velas.
        É claro que não havia relâmpago inteiro em casa. Clara Luz não se atrapalhou:
        − O jeito é eu ir para a janela e pescar o primeiro que passar.
        Mas não foi fácil. Nenhum relâmpago concordava em entrar no bolo:
        − Eu não, ora essa! Tenho mais o que fazer!
        Afinal passou uma família inteira de relâmpagos: pai, mãe e cinco filhos. Ninguém deu confiança à Clara Luz mas, o menor de todos, um relampagozinho muito esperto ia no fim da fila.
        − Pssiu! − chamou Clara Luz. − Você quer entrar no meu bolo?
        − Eu não, que não sou bobo. Pensa que quero ser comido em festa de aniversário? 
        − Clara Luz pensou um pouco:
        − Você entra e depois sai. É só para fazer o bolo crescer.
        O relampagozinho começou a gostar da ideia:
        − Puxa! Deve ser divertido mesmo...
        E aí a confusão ficou do tamanho certo!

                                                            Fernanda Lopes de Almeida
Entendendo o conto:
01 – Qual é o nome do título do texto?
      O título do texto é “Fada que tinha ideias”.

02 – Quais são as personagens do texto?
      As personagens do texto são a fada Clara Luz e a Fada Mãe.

03 – Qual a idade da Carla luz?
      Clara Luz tem mais ou menos dez anos.

04 – Onde se passa a história?
      A história se passa na casa da fada, no céu.

05 – O que significa “Mundo Parado”, para a Fada Clara Luz?
      “É que quando alguém inventa alguma coisa o mundo anda. Quando ninguém inventa nada, o mundo fica parado.”

06 – O que a Fada Clara Luz fez com bule de prata?
      Ela a transformou em um pássaro com três asas.

07 – Quem era a amiga da Fada Clara Luz?
      A estrela Vermelhinha.

08 – De acordo com o texto, era o aniversário da Vermelhinho, e a Fada Mãe, resolveu fazer uma festa, a Fada Clara Luz foi fazer o bolo, qual era os ingredientes do bolo?
      Os ingredientes eram: 250 g. de raio de sol.
                                          250 g. de raios de luar. 
                                         01 xícara (chá) de fermento de relâmpago.

09 – Qual era o problema que acontecia na casa das fadas?
      O problema era que Clara Luz não queria aprender a fazer mágica pelos livros das fadas.

10 – O que queria fazer Clara Luz?
      Ela queria inventar suas próprias mágicas.

11 – A Fada Clara Luz resolveu aumenta a quantidade do fermento para poder fazer um bolo maior, pra quem ela pediu? E ele aceitou?
      Pediu a um relampagozinho. Ele não aceitou, porque seria comido.

12 – Qual foi a ideia que Clara Luz teve para convencer o pequeno relampagozinho?
      Era pra ele entrar e depois sair. É só para fazer o bolo crescer.




POEMA PARA SÉRIES INICIAIS : A GIRAFA - ELIAS JOSÉ - COM GABARITO

Poema: A girafa
              ELIAS JOSÉ

A girafa
não vê tevê
mas isso não lhe faz
mal
pois anda sempre
bem informada
e passa notícias
frescas pra bicharada.                                                    



Com um pescoço
que é um colosso
num jeito estranho
de se informar,
fareja furos
sensacionais
e cria manchetes
pros maiorais.

Apanha a notícia
e sai rebolando.
Mal avista
o bando,
a jornalista
vai informando.

Ligeira
e fofoqueira
conta o que viu,
conta o que ouviu.
E como no conto,
aumenta um ponto.

Sucesso diário
o girafanoticiário!

                    Elias José. Caixa mágica de surpresa

Entendendo o poema:
01 – Por que a girafa não sente falta de ver tevê?
(  ) Porque ela não tem tevê.
(  ) Porque ela não gosta de tevê.
(X) Porque seu pesco é alto e ela fica sabendo de tudo.

02 – O que a girafa faz para ficar bem informada?
      Estica o pescoço.

03 – Que característica física ajuda a girafa a ficar sabendo de tudo antes dos outros?
      Por ter um pescoço comprido.

04 – Em que momento a girafa espalha as notícias?
      Quando avista o bando, já vai informando.

05 – Será que a girafa conta só a verdade ou também inventa as notícias? Procure no texto o trecho que justifica a resposta.
      Também inventa. “Conta o que viu, / Conta o que ouviu. / E como no conto, / Aumenta um ponto.”

06 – Se o bicho jornalista fosse uma leoa, como seria o nome do seu noticiário?
(X) leoanoticiário
(  ) leãonoticiário.

07 – Assinale as palavras que estão no diminutivo:
Girafinha – bicharada – maiorais – colosso – fofoqueira – 
Fofoquinha – furo – sensacional – continhodiarinho.

08 – Complete com h onde for preciso:
HOJE
HOMEM
OLHOS
OUVIU
HORÁRIO
HORTA
OTÁRIO
HUMILDE.


TEXTO: COMO ME TORNEI SANTISTA - ARRIGO BARNABÉ - COM GABARITO

Texto: COMO ME TORNEI SANTISTA
              
        Londrina, 1956-57 Arrigo Barnabé

        EU TINHA, TALVEZ, uns cinco anos. Meu irmão mais velho, Marcos, já tinha um time: era corintiano na esteira do campeonato do quarto centenário, quando o Corinthians foi campeão.
        Meu pai era Palmeiras, mas o que ele gostava mesmo era de futebol. Havia jogado quase profissionalmente e era craque. O pobre coitado só teve filho perna de pau. Mas, curiosamente, incentivava a criançada a torcer por outro time. Devia ser porque, gostando tanto do esporte, queria torcer (na carona dos filhos) para outros clubes...
        E chegou um momento em que tivemos uma conversa de homem para homem. Já estava mais do que na hora de eu escolher um time. A casa já tinha um corintiano, e eu adorava o distintivo do Corinthians, em que se destacavam a âncora, o timão (na verdade, uma boia) e a cor vermelha. Achava lindo!
        Então meu pai me apresentou um brinquedo que consistia em um pequeno disco de plástico transparente. Havia ali dentro uma bolinha prateada solta. No disco, dois jogadores desenhados em posição de chute e, na ponta da chuteira de cada um, uma depressão para a bola se encaixar. O objetivo era encaixar a bola na chuteira.
        Um dos jogadores era negro, usava um uniforme vermelho e verde. Adorei. O outro era um jogador branco, mas de uma cor branca enjoada, com uniforme todo branco, muito sem graça.
        É claro que eu ia torcer para o time do jogador negro de uniforme vermelho e verde. Mas uma fração de segundos antes de decidir, perguntei a meu pai qual era o nome dos times.
        — Este aqui é Portuguesa, e o outro, Santos.
        Gostei muito do nome também, Portuguesa. Achei legal. Existem nomes que atraem a simpatia das crianças, não sei por quê.
        Mas o nome Santos era poderoso. Eu já conhecia a ideia de santo. Meu pai e meu avô materno já me haviam explicado. "Um santo é uma pessoa que só faz o bem, que é tão boa que vive junto a Jesus e Deus lá no céu..." Eu havia ficado muito impressionado que houvesse pessoas assim, achava alguma coisa além do bonito, além da mera beleza: era maior, um santo, era uma coisa extra.
        Daí, perguntei ao meu pai:
        — Mas por que o time se chama Santos? É por que tem muito santo lá?
        Meu pai, achando graça, disse:
        — É, sim, só tem santo no time...
        Então, fiz uma renúncia, um sacrifício. Sacrifiquei meu gosto, que era a Portuguesa, para torcer por um time que eu achava sem graça, sem colorido, com um distintivo feio, mas que, no fim das contas, era um time de santos". E Deus, lá em cima, vendo meu sacrifício e desprendimento, me abençoou, fazendo com que o time que escolhi se tornasse o maior de todos os tempos.
        Eu sei que foi antes do Pelé virar o "Pelé". Lembro-me de nomes desse período, nomes, esses sim, de que eu gostava, como Urubatão e Pagão. Lembro-me de Vasconcelos, Tite, Del Vecchio, Pepe, Manga.
        Algum tempo depois, ouvi pela primeira vez “Assum Preto", com Luiz Gonzaga. Meu pai havia comprado o disco e o trouxe para casa, à tarde, voltando do trabalho. (Naquele dia, o Santos havia perdido para o Taubaté por 3 a 2.)
        Quando colocaram o disco na rádio-vitrola e começou o “Assum Preto", aquela coisa de furar os olhos do pássaro, com a voz pungente do Gonzaga, comecei a chorar. Então meu pai perguntou se eu estava chorando por causa da música ou pelo fracasso do Santos diante do Taubaté.
        Envergonhado pelo choro provocado por uma canção, menti. Disse que estava chorando pela derrota do Santos. E dessa mentira nunca mais me esqueci.
     Barnabé, Arrigo. Folha de São Paulo, 17 jul. 2011. Ilustríssima, p. 7.
Entendendo o texto:
01 – Com base em seus conhecimentos, assinale a alternativa que melhor classifica o texto lido, de acordo com o gênero a que ele pertence.
(A) Autobiografia.
(B) Biografia.
(C) Relato pessoal.
(D) Diário.

02 – No texto lido, Arrigo Barnabé conta fatos vividos na infância. Assinale alternativa que melhor explica o tema/assunto desse texto.
(A) Fatos vividos na infância.
(B) Motivos da escolha do time de futebol.
(C) Mentiras contadas pelo pai.
(D) Preferência da família por diferentes times.

03 – No texto, há várias informações sobre o pai de Arrigo, com quem o menino teve uma conversa “de homem para homem”.
a) Qual foi o assunto da conversa?
      O assunto da conversa foi a escolha de um time de futebol do qual o filho seria torcedor.

b) Por que, para Arrigo, aquela foi uma “conversa de homem para homem”?
      Provavelmente, porque, para pai e filho, a decisão a ser tomada – por qual time tomar – fosse um assunto importante, muito sério, que deveria ser tratado assim.

04 – No final do texto, Arrigo afirma que mentiu para o pai. Por que ele mentiu?
      Ele mentiu porque teve vergonha de revelar ao pai que, na verdade, ele chorava comovido ao ouvir a música “Assum preto”, de Luiz Gonzaga.

05 – Releia: “Uma cor branca enjoada”. · O termo “enjoada” é um adjetivo que:
(A) demonstra um uniforme sem cor.
(B) reafirma a cor do jogador.
(C) exalta a beleza do time.
(D) afirma o poder do time.

06 – Releia: “Eu sei que foi antes do Pelé virar o "Pelé"”. · Explique o significado desse trecho.
      Nesse trecho, faz-se referência ao Pelé antes de ele se tão famoso, antes de se tronar um ídolo, uma referência no mundo do futebol.

07 – No relato há várias informações sobre o pai de arrigo. Releia:
        “[...] o que ele gostava mesmo era de futebol.”
        Copie do texto, uma informação que justifique a afirmação do autor.
      “Havia jogado quase profissionalmente”; “Era craque”; “Incentivava a criançada a torcer por outro time”; “Gostando tanto do esporte, queria torcer para outros clubes.”

08 – Arrigo acabou escolhendo um time que ele “achava sem graça, sem colorido, com um distintivo feio”.
a)   Quais eram os outros times da preferência do menino? Por qual motivo?
·        O Corinthians, porque ele gostava muito do distintivo.
·        A Portuguesa, porque tinha um uniforme vermelho e verde.

b)   Que atitude do pai fez com que o filho se decidisse pelo time pelo qual não tinha simpatia?
O pai confirmou a hipótese que a criança tinha sobre a explicação do nome do time, mesmo sendo incorreta.

c)   Na sua opinião, o pai agiu certo? Por quê?
Resposta pessoal do aluno.

09 – No final do relato, Arrigo afirma que mentiu para o pai. Por que o menino mentiu?
      Porque teve vergonha de revelar que chorava por causa de uma música.

10 – Releia a última frase do relato: “E dessa mentira nunca mais me esqueci.”
      Na sua opinião, por que Arrigo nunca se esqueceu da mentira que contou?
      Resposta pessoal do aluno.

TEXTO PARA SÉRIES INICIAIS: OS RIOS PRECISAM DE UM BANHO - JOÃO PAULO MACHADO TORRES - COM GABARITO

Texto: Os rios precisam de um banho

        A população das cidades esquece a importância dos rios e os utilizam como cestas de lixo.
        O resultado muita gente já deve conhecer: enchentes! Com tanto entulho, os canais de drenagem – isto é, o caminho que as águas percorrem morro abaixo, acabam ficando entupidos e causando inundações em dias de chuvas fortes.
        Para evitar as enchentes – que, além da destruição, trazem doenças –, a solução é não jogar lixo nos rios.
        O lugar das coisas que não queremos mais, sejam chinelos, garrafas ou até eletrodomésticos é a lata de lixo!

TORRES, João Paulo Machado. Os rios precisam de um banho.
Ciência Hoje das Crianças, Rio de Janeiro: n° 98, p. 21, dez 1999. (Fragmento)

Entendendo o texto:
01 – Qual é o título do texto?
      Os rios precisam de um banho.

02 – O que causa as enchentes na cidade?
      O lixo que a própria população joga nas ruas e que vão parar nos rios.

03 – Quais são as consequências que as enchentes trazem?
      Causam destruição e trazem doenças.

04 – Quem é o autor do texto?
      É João Paulo Machado Torres.     

05 – Qual é o lugar que devemos jogar chinelos, garrafas ou até eletrodomésticos?
      O lugar adequado é a lata de lixo.



quarta-feira, 26 de setembro de 2018

MÚSICA(ATIVIDADES): RELICÁRIO - NANDO REIS - COM QUESTÕES GABARITADAS

ATIVIDADES COM A Música: Relicário

                                 Nando Reis
É uma índia com colar
A tarde linda que não quer se pôr
Dançam as ilhas sobre o mar
Sua cartilha tem o A de que cor?

O que está acontecendo?
O mundo está ao contrário e ninguém reparou
O que está acontecendo?
Eu estava em paz quando você chegou

E são dois cílios em pleno ar
Atrás do filho vem o pai e o avô
Como um gatilho sem disparar
Você invade mais um lugar
Onde eu não vou

O que você está fazendo?
Milhões de vasos sem nenhuma flor
O que você está fazendo?
Um relicário imenso deste amor

Corre a lua porque longe vai?
Sobe o dia tão vertical
O horizonte anuncia com o seu vitral
Que eu trocaria a eternidade por esta noite

Por que está amanhecendo?
Peço o contrário, ver o sol se por
Por que está amanhecendo?
Se não vou beijar seus lábios quando você se for

Quem nesse mundo faz o que há durar
Pura semente dura: o futuro amor
Eu sou a chuva pra você secar
Pelo zunido das suas asas você me falou

O que você está dizendo?
Milhões de frases sem nenhuma cor, ôôôô
O que você está dizendo?
Um relicário imenso deste amor

O que você está dizendo?
O que você está fazendo?
Por que que está fazendo assim?

Desde que você chegou
O meu coração se abriu
Hoje eu sinto mais calor
E não sinto nem mais frio

E o que os olhos não vêm
O coração presente
Mesmo na saudade
Você não está ausente

E em cada beijo seu
E em cada estrela do céu
E em cada flor no campo
E em cada letra no papel

Que cor terão seus olhos
E a luz dos seu cabelo
Só sei que vou chamá-lo
De Esmael, Esmael
                                     Composição: Nando Reis
Entendendo a canção:
01 – De que tema trata esta canção?
      Ela é um manifesto do otimista que crê que o amor um dia há de vingar.

02 – O eu lírico descreve o tempo como altamente representativo. Por quê?
      Porque a tarde, a noite, a manhã, os dias que sucedem, eles representam toda uma história de amor.

03 – Ele inicia a canção falando sobre a tarde (linda, que não quer se pôr). Por quê?
      A tarde ocorre antes da chegada da pessoa amada. Ele estava sozinho. Era o típico adolescente que busca uma namorada.

04 – Eis que, então, algo acontece. E o eu lírico nem faz ideia do que é. Mas alguém chegou, entrou em sua vida. Aquela calmaria da tarde não existe mais. Em que versos ele retrata isto?
      Na segunda estrofe;
      “O que está acontecendo?
      O mundo está ao contrário e ninguém reparou
      O que está acontecendo?
      Eu estava em paz quando você chegou.”

05 – O que está sentindo o eu lírico nestes versos: “Corre a lua porque longe vai? / Sobe o dia tão vertical / O horizonte anuncia com o seu vitral / Que eu trocaria a eternidade por esta noite?”
      Ele diz que a lua corre, o dia sobe. A noite amanhece dando fim ao seu relacionamento. E ele trocaria a eternidade por aquela noite.

06 – Em que versos o poeta conclui que nada dura, a não ser a esperança de encontrar um amor que durará pra sempre?
      “Quem nesse mundo faz o que há durar
       Pura semente dura: o futuro amor.”



A PARÁBOLA DA VACA - AUTOR DESCONHECIDO - COM GABARITO


A PARÁBOLA DA VACA


        Um sábio mestre e seu discípulo andavam pelo interior do país há muitos dias e procuravam um lugar para descansar durante a noite. Avistaram, então, um casebre no alto de uma colina e resolveram pedir abrigo àquela noite. Ao chegarem ao casebre, foram recebidos pelo dono, um senhor maltrapilho e cansado. Ele os convidou a entrar e apresentou sua esposa e seus três filhos.
        Durante o jantar, o discípulo percebeu que a comida era escassa até mesmo para somente os quatro membros da família e ficou penalizado com a situação. Olhando para aqueles rostos cansados e subnutridos, perguntou ao dono como eles se sustentavam. O senhor respondeu:
        --- Está vendo àquela vaca lá fora? Dela tiramos o leite que consumimos e fazemos queijo. O pouco de leite que sobra, trocamos por outras mercadorias na cidade. Ela é nossa fonte de renda e de vida. Conseguimos viver com o que ela nos fornece.
        O discípulo olhou para o mestre que jantava de cabeça baixa e terminou de jantar em silêncio.
        Pela manhã, o mestre e seu discípulo levantaram antes que a família acordasse e preparavam-se para ir embora quando o discípulo disse:
        --- Mestre, como podemos ajudar essa pobre família a sair dessa situação de miséria?
        O mestre então falou:
        --- Quer ajudar essa família? Pegue a vaca deles e empurre precipício abaixo.
        O discípulo espantado falou:
        --- Mas a vaca é a única fonte de renda da família, se a matarmos eles ficarão mais miseráveis e morrerão de fome!
        O mestre calmamente repetiu a ordem:
        --- Pegue a vaca e empurre-a para o precipício.
        O discípulo indignado seguiu as ordens do mestre e jogou a vaca precipício abaixo e a matou.
        Alguns anos mais tarde, o discípulo ainda sentia remorso pelo que havia feito e decidiu abandonar seu mestre e visitar àquela família. E chegando à região, avistou de longe a colina onde ficava o casebre, e olhou espantado para uma bela casa que havia em seu lugar.
        --- De certo, após a morte da vaca, ficaram tão pobres e desesperados que tiveram que vender a propriedade para alguém mais rico. – pensou o discípulo.
        Aproximou-se da casa e, entrando pelo portão, viu um criado e lhe perguntou:
        --- Você sabe para onde foi a família que vivia no casebre que havia aqui?
        --- Sim, claro! Eles ainda moram aqui, estão ali nos jardins. – disse o criado, apontando para frente da casa.
        O discípulo caminhou na direção da casa e pôde ver um senhor altivo, brincando com três jovens bonitos e uma linda mulher. A família que estava ali não lembrava em nada os miseráveis que conhecera tempos atrás.
        Quando o senhor avistou o discípulo, reconheceu-o de imediato e o convidou para entrar em sua casa.
        O discípulo quis saber como tudo havia mudado tanto desde a última vez que os viu.
        O senhor então falou:
        --- Depois daquela noite que vocês estiveram aqui, nossa vaquinha caiu no precipício e morreu. Como não tínhamos mais nossa fonte de renda e sustento, fomos obrigados a procurar outras formas de sobreviver. Descobrimos muitas outras formas de ganhar dinheiro e desenvolvemos habilidades que nem sabíamos que éramos capazes de fazer.
        E continuou:
        --- Perder aquela vaquinha foi horrível, mas aprendemos a não sermos acomodados e conformados com a situação que estávamos. Às vezes precisamos perder para ganhar mais adiante. E foi assim, buscando novas soluções, que hoje estamos muito melhor que antes. 
        Só então o discípulo entendeu a profundidade do que o seu ex-mestre o havia ordenado fazer.
        Moral da história: às vezes é preciso perder para ganhar mais adiante. É com a adversidade que exercitamos nossa criatividade e criamos soluções para os problemas da vida. Muitas vezes é preciso sair da acomodação, criar novas ideias e trabalhar com amor e determinação.
                                                                            Autor desconhecido.
Entendendo a parábola:
01 – Procurar no dicionário o significado das palavras:
a) casebre = casa que está estragada e prestes a cair.
b) penalizado = que causa dó, que aflige.
c) precipício = despenhadeiro, abismo.
d) indignado = que sente indignação, revoltado.
e) altivo = alto, elevado, soberbo, envaidecido, majestoso.
f) discípulo = diz-se da pessoa que recebe instrução, disciplina ou ensinamento de outrem.
g) conformados = diz-se da pessoa que conforma, acomoda.
h) acomodação = ato ou efeito de acomodar.
i) determinação = ação de determinar, ou determinar-se, decisão, decreto, ordem.

02 – Como inicia a história que você acabou de ler?
      “Um monge passeava com seu discípulo num local distante da população. Chegaram a uma propriedade bastante rústica.”

03 – O início do texto indica com precisão o momento em que a história aconteceu? Explique.
      Não. Apenas diz que um sábio, mestre e seu discípulo andavam pelo interior do país há muitos dias.

04 – Que personagens são apresentadas no início da história?
      Os personagens são: O sábio mestre, o discípulo, o dono do casebre, sua esposa e três filhos.

05 – Descreva:
a)   O casebre que o sábio visitou a primeira vez.
Um casebre no alto da colina.

b)   A família que morava no casebre.
Um senhor maltrapilho e cansado, sua esposa e três filhos.

c)   Como a família sobrevivia.
Tinham uma vaca, dela tiravam o leite que consumia e fazia queijo. O pouco leite que sobrava trocava por outras mercadorias na cidade.

06 – Em sua opinião, por que o sábio mandou atirar a vaquinha no precipício?
      Para que aquela família deixassem de serem acomodados e conformados com a situação que estavam. Às vezes precisamos perder para ganhar mais adiante.

07 – Pinte, com a cor desejada, o trecho do texto que descreve como, após anos o discípulo encontrou o casebre e a família.
      O discípulo caminhou na direção da casa e pôde ver um senhor altivo, brincando com três jovens bonitos e uma linda mulher. A família que estava ali não lembrava em nada os miseráveis que conhecera tempos atrás.

08 – No sentido figurado, “atirar a vaquinha no precipício”, quer dizer:
(   ) matar a vaquinha.  
(X) sair da acomodação e buscar soluções para resolver os problemas. 
(   ) ser mau.
(   ) judiar a vaquinha.

09 – Você concorda com a moral da história? Justifique sua resposta.
     Sim, pois muitas pessoas agradecem pelos momentos difíceis da sua vida que, as tiraram da sua “zona de conforto” onde estavam estagnadas, e a partir de então descobriram habilidades e qualidades que nunca tínhamos imaginado, que estavam adormecidas.

10 – Escreva o que você quer jogar fora, para sair da acomodação e ter progresso e sucesso nos estudos, na vida.
      Resposta pessoal do aluno.

11 – Quais seriam as lições que esta história nos ensina?
      Ela é uma metáfora sobre o que precisamos fazer com as coisas com as quais nos sentimos muito confortáveis nas nossas vidas.