domingo, 23 de março de 2025

POEMA: A SANTA INÊS - FRAGMENTO - JOSÉ DE ANCHIETA - COM GABARITO

 Poema: A Santa Inês – Fragmento

             José de Anchieta

I

Cordeirinha linda,
como folga o povo
porque vossa vinda
lhe dá lume novo!

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgwZtWbR_ZMmlye1dqbxUxKfBiSQAox7haST8oAlcVuhLFIKpzky_G76I13aokT1rMwL50YsM90J9dWnWnl2wihEkdA8ID_cVeh7uE7CzxHyaTMQb2qcqMc4v8_Oncx7SXNTLbF3uZZ97olaAA2KwsQkbU0hP73b21sMDbEA4UpxlJQByuOsKZcTrjxDsY/s320/INES.jpg


Cordeirinha santa,
de Iesu querida,
vossa santa vinda
o diabo espanta.

Por isso vos canta,
com prazer, o povo,
porque vossa vinda
lhe dá lume novo.

Nossa culpa escura
fugirá depressa,
pois vossa cabeça
vem com luz tão pura

Vossa formosura
honra é do povo,
porque vossa vinda
lhe dá lume novo.

Virginal cabeça
pola fé cortada,
com vossa chegada,
já ninguém pereça.

Vinde mui depressa
ajudar o povo,
pois com vossa vinda
lhe dais lume novo.

Vós sois, cordeirinha,
de Iesu formoso,
mas o vosso esposo
já vos fez rainha.

Também padeirinha
sois de nosso povo,
pois, com vossa vinda,
lhe dais lume novo.

[...].

José Anchieta. Poesias. Transcrição, trad. e notas de Martins, M. L. de Paula. São Paulo, Museu Paulista, 1954. p. 381.

Fonte: Português. Série novo ensino médio. Volume único. João Domingues Maia – Editora Ática – 2000. São Paulo. p. 135.

Entendendo o poema:

01 – Qual é a figura central do poema e como ela é retratada?

      A figura central é Santa Inês, retratada como uma "cordeirinha linda" e "santa", associada à pureza, à fé e à luz divina.

02 – Qual é o efeito da chegada de Santa Inês sobre o povo, segundo o poema?

      A chegada de Santa Inês traz "lume novo" ao povo, ou seja, luz e esperança, afastando a "culpa escura" e espantando o diabo.

03 – Qual é o significado da imagem da "cabeça cortada" de Santa Inês?

      A imagem remete ao martírio de Santa Inês, que foi decapitada por sua fé. No poema, esse sacrifício é visto como um ato de redenção que impede a perdição do povo.

04 – Como Santa Inês é relacionada a Jesus Cristo no poema?

      Santa Inês é chamada de "cordeirinha de Iesu formoso", estabelecendo uma ligação com Jesus, o cordeiro de Deus. Além disso, ela é considerada esposa de Jesus, que a fez rainha.

05 – Qual é o papel de Santa Inês em relação ao povo, segundo o poema?

      Santa Inês é vista como protetora e auxiliadora do povo, trazendo luz, esperança e salvação. Ela é chamada de "padeirinha", o que significa que ela é responsável por prover o pão da vida para o povo.

06 – Quais são os principais temas abordados no poema?

      Os principais temas são a fé cristã, o martírio, a pureza, a redenção e a proteção divina.

07 – Qual é o tom geral do poema e qual é o seu objetivo?

      O tom geral do poema é de louvor e devoção. O objetivo é celebrar a figura de Santa Inês, exaltar suas virtudes e pedir sua intercessão em favor do povo.

 

 

MÚSICA(ATIVIDADES): O CIÚME - CAETANO VELOSO - COM GABARITO

 Música (Atividades): O Ciúme

              Caetano Veloso

Dorme o Sol à flor do Chico, meio-dia
Tudo esbarra embriagado de seu lume
Dorme Ponte, Pernambuco, Rio, Bahia
Só vigia um ponto negro: o meu ciúme

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjcEC5d7N90qAl9kkfu8R9h-oicRBE6ymbceK8mRm9XbGvO93kuvdGixnSG9-XVHff4SCRHO_sGFhZx63VlEvLPfAy00kWP6nKhJ2YLyAax4QvFBFClpjspM0wSb56mpIG1vYaCPLlB3bJK_giwdZjIFc_dzkkeea60iH9zHHvvkUfpwqC5p0XjW_ZPmak/s320/CIUME.jpg


O ciúme lançou sua flecha preta
E se viu ferido justo na garganta
Quem nem alegre, nem triste, nem poeta
Entre Petrolina e Juazeiro canta

Velho Chico vens de Minas
De onde o oculto do mistério se escondeu
Sei que o levas todo em ti, não me ensinas
E eu sou só eu, só eu, só, eu

Juazeiro, nem te lembras dessa tarde
Petrolina, nem chegaste a perceber
Mas na voz que canta tudo ainda arde
Tudo é perda, tudo quer gritar, cadê?

Tanta gente canta, tanta gente cala
Tantas almas esticadas no curtume
Sobre toda estrada, sobre toda sala
Paira, monstruosa, a sombra do ciúme.

Tanta gente canta, tanta gente cala
Tantas almas esticadas no curtume
Sobre toda estrada, sobre toda sala
Paira, monstruosa, a sombra do ciúme.

Composição: Caetano Veloso. Phillips nº 832938-1.

Fonte: Português. Série novo ensino médio. Volume único. João Domingues Maia – Editora Ática – 2000. São Paulo. p. 51.

Entendendo a música:

01 – Qual é o tema central da música?

      O tema central da música é o ciúme, explorado de forma intensa e poética. Caetano Veloso descreve o ciúme como uma força avassaladora, capaz de dominar a alma e obscurecer a beleza do mundo.

02 – Como o ciúme é personificado na letra da música?

      O ciúme é personificado como uma entidade sombria e poderosa, que lança "flechas pretas" e paira como uma "sombra monstruosa". Essa personificação intensifica a sensação de opressão e sofrimento causada pelo ciúme.

03 – Qual é a importância do rio São Francisco na música?

      O rio São Francisco, conhecido como "Velho Chico", serve como cenário e metáfora na música. Sua vastidão e mistério refletem a profundidade e a complexidade do ciúme, que se espalha e domina tudo ao seu redor.

04 – Qual é o significado dos versos "Tudo é perda, tudo quer gritar, cadê?"?

      Esses versos expressam a angústia e o desespero causados pelo ciúme, que leva à sensação de perda e à busca incessante por algo que se foi.

05 – Qual é a mensagem final da música?

      A música transmite uma mensagem de sofrimento e aprisionamento causados pelo ciúme, que obscurece a beleza do mundo e leva à solidão e ao desespero.

 

POEMA: POEMA BRASILEIRO - FERREIRA GULLAR - COM GABARITO

 Poema: Poema brasileiro

             Ferreira Gullar

No Piauí de cada 100 crianças que nascem
78 morrem antes de completar 8 anos de idade.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjSXOSNuhcbqkn9mCJNsVOgWetCAYqtM7W1_FmQuKYuroMUj5pcEPDva51ENSkdmxubE-D8RW2apufqXruk6GalgTQC8AznUQPdi34E46c1s75HaTmuWMRjgMnPZJnSTm-m1X1Lad_9bt03T1QYSsG2_sZoWtSNlaHvEEQWkmIjas7GeU4c4kFpvdpzK9E/s320/PI-taxa-mortalidade-infantil-2019.png


No Piauí
de cada 100 crianças que nascem
78 morrem antes de completar 8 anos de idade.

No Piauí
de cada 100 crianças
que nascem
78 morrem
antes
de completar
8 anos de idade.

antes de completar 8 anos de idade
antes de completar 8 anos de idade
antes de completar 8 anos de idade
antes de completar 8 anos de idade

Ferreira Gullar. “Poema brasileiro”. In: Toda poesia (1950/1980). São Paulo, Círculo do Livro, 1982. p. 221.

Fonte: Português. Série novo ensino médio. Volume único. João Domingues Maia – Editora Ática – 2000. São Paulo. p. 24.

Entendendo o poema:

01 – Qual é o tema central do poema?

      O poema aborda a alta taxa de mortalidade infantil no Piauí, destacando a dura realidade enfrentada por muitas crianças na região.

02 – Qual efeito a repetição da frase "antes de completar 8 anos de idade" causa no leitor?

      A repetição intensifica o impacto da estatística, enfatizando a fragilidade da vida das crianças e a tragédia da mortalidade infantil precoce.

03 – Qual é a mensagem que o poeta busca transmitir com este poema?

      O poeta busca denunciar a desigualdade social e a precariedade das condições de vida que levam a essa alta taxa de mortalidade, buscando gerar indignação e conscientização.

04 – Qual é a importância do número "78" no poema?

      O número "78" representa a alarmante estatística de crianças que morrem antes dos 8 anos no Piauí, sendo o ponto central da denúncia do poema.

05 – De que forma o poeta usa a linguagem para reforçar a mensagem do poema?

      O poeta utiliza uma linguagem direta e concisa, com repetições e quebras de verso, para criar um ritmo que enfatiza a gravidade da situação e impacta o leitor.

 

 

CRÔNICA: TIPOS INESQUECÍVEIS - MAX NUNES - COM GABARITO

 Crônica: TIPOS INESQUECÍVEIS

              Max Nunes

        Era elegante como um manequim de vitrine e ocupado como telefone de bicheiro. Embora mentiroso como bula de remédio, mais enganador que boletim meteorológico e vagaroso como uma obra da prefeitura, era minucioso como um vendedor de imóveis e tão perigoso quanto um pastel de botequim. De inteligência era tão quadrado quanto a frente de um carro inglês e sua ignorância era transparente como fatia de presunto em sanduíches. Sob o ponto de vista moral, era mais sujo que qualquer rua do Rio e mais desmoralizado que o cruzeiro. 

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh27eMk1kPsMJ9R9vyJsI1lc9305QBiSNx9oAav4T_HatPVEnQ4INS5FoRAGD-cvU31h4vwVro7ouHcU_DSw7rxhyphenhyphenent43PSxVN5PuS9t_eQIucXdxPhh7demy0vwxvKGA84SknCQaMSEgTtMS53rEyeC2LX6y4qWHwFINvSIeS5K71oxqG4BAvYjqcSXA/s320/DEPUTADO.jpg


Sentindo-se tão inútil quanto um deputado honesto e mais abandonado que o plano para erradicar a seca, resolveu pôr fim à vida de maneira tão rápida quanto o governo aumenta os impostos. Hoje é apenas uma saudade funda como o time do Olaria e seu nome está mais esquecido que promessa de vereador em época eleitoral.

NUNES, Max. “Tipos Inesquecíveis”. In: Uma pulga na camisola: o máximo de Max Nunes. Sel. e org. Ruy Castro. São Paulo: Companhia das Letras, 1996. p. 123.

Fonte: Português. Série novo ensino médio. Volume único. João Domingues Maia – Editora Ática – 2000. São Paulo. p. 36.

Entendendo a crônica:

01 – Qual é o tom geral da crônica ao descrever o personagem?

      O tom é satírico e humorístico, utilizando uma série de comparações exageradas e irônicas para pintar um retrato cômico do personagem.

02 – Quais são algumas das características contraditórias do personagem descritas na crônica?

      O personagem é descrito como elegante e ocupado, mas também mentiroso, enganador e vagaroso. Ele é inteligente e ignorante, moralmente sujo e desmoralizado.

03 – Qual é o efeito do uso de comparações exageradas na crônica?

      As comparações exageradas, como comparar a inteligência do personagem à frente de um carro inglês e sua ignorância a uma fatia de presunto em sanduíches, criam um efeito cômico e destacam a natureza absurda do personagem.

04 – Qual é o desfecho da crônica e qual é o seu significado?

      O personagem, sentindo-se inútil e abandonado, decide tirar a própria vida. O desfecho irônico e melancólico destaca a solidão e o vazio existencial do personagem, ao mesmo tempo em que mantém o tom humorístico da crônica.

05 – Qual é a crítica social presente na crônica?

      A crônica critica sutilmente a corrupção e a ineficiência do governo, comparando o personagem a um deputado desonesto e a um plano governamental abandonado.

 

 

NOTÍCIA: DIABETES PODERÁ SER CONTROLADA COM UMA PÍLULA - O GLOBO - COM GABARITO

 Notícia: Diabetes poderá ser controlada com uma pílula

          Nova droga promete substituir as injeções diárias de insulina

        Washington. Uma nova descoberta científica poderá levar ao desenvolvimento de uma pílula para controlar a diabetes. A droga substituirá as injeções de insulina que os diabéticos são obrigados a tomar regularmente. Pesquisadores americanos, espanhóis e suecos descobriram uma substância retirada de um fungo que reproduz os efeitos da insulina no corpo. Nos testes com ratos, ela teve grande eficácia, diz um estudo publicado na revista americana “Science”.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhae5UFHMro8QkpuuiyU_O2mtTePkWgnhadfye7nvl4G1rJTEKiTgjImH66FwlBIw4OQgv25FSfRWTgv0kNbn1uJ1CXcOH6XhTdhaVCE_QQavVWw63Al8FonjISKJcyK7J2mq8dusMc_DU1pXwV3y6dbRQ40LEMKuiSzvHWLpWFG3YdGp1oCqKbHTjiqas/s1600/DIABETE.jpg


        A diabetes ocorre quando as células do organismo não conseguem absorver glicose suficiente para cumprir suas atividades. para obter a energia necessária, as células precisam de insulina. Depois de uma série de eventos. Ela permite que as células armazenem e usem glicose.

        Substância extraída de um fungo é semelhante à insulina

        Uma equipe internacional de pesquisadores testou centenas de substâncias para saber se alguma poderia reproduzir os efeitos da insulina no corpo. A candidata mais promissora foi L783.281, retirada de um fungo coletado na República Democrática do Congo.

        Nos testes com animais, ela imitou a atividade da insulina, mantendo adequado o nível de açúcar no sangue dos ratos.

        Segundo o cientista Bei Zhang, do Laboratório Merk, em Nova Jersey, os primeiros testes foram feitos com células cultivadas em laboratório para determinar se a substância estimularia a mesma resposta da insulina. Depois, os pesquisadores a testaram em ratos modificados geneticamente para desenvolver diabetes.

        -- O desenvolvimento comercial de uma pílula que possa ser usada em seres humanos requer mais estudos. Mas já demos um grande passo – alerta Zhang.

O Globo, 7/5/99.

Fonte: Português. Série novo ensino médio. Volume único. João Domingues Maia – Editora Ática – 2000. São Paulo. p. 21.

Entendendo a notícia:

01 – Qual é a principal vantagem da nova droga em relação ao tratamento atual da diabetes?

      A principal vantagem é que a nova droga, administrada em forma de pílula, promete substituir as injeções diárias de insulina, tornando o tratamento mais conveniente e menos invasivo para os pacientes.

02 – De onde foi extraída a substância que reproduz os efeitos da insulina?

      A substância promissora, chamada L783.281, foi retirada de um fungo coletado na República Democrática do Congo.

03 – Como a nova droga foi testada?

      Inicialmente, a substância foi testada em células cultivadas em laboratório para verificar se estimulava a mesma resposta que a insulina. Em seguida, foi testada em ratos geneticamente modificados para desenvolver diabetes.

04 – Qual foi o resultado dos testes em animais?

      Nos testes com ratos, a substância imitou a atividade da insulina, mantendo os níveis de açúcar no sangue dos animais em níveis adequados.

05 – Qual é o próximo passo para que a pílula esteja disponível para uso humano?

      O desenvolvimento comercial de uma pílula para uso humano requer mais estudos e testes clínicos para garantir a segurança e eficácia da droga em pessoas.

 

terça-feira, 18 de março de 2025

POEMA: LUA - LUÍS ALBERTO CALDERÓN - COM GABARITO

 Poema: LUA

             Luís Alberto Calderón

Lua, farol que voa

Estância

onde se aninham

e dormem os luzeiros,

Coalho de leite, alvorada

dos anjos

tecendo a madrugada,

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiDYoE9ktRl-UPpeATOeYsfkvgXcmbGjLiIl3T4hWLF7OfND_al0NnL9NZd7sjbPBHqSYm9JX74psyfoPWnGHuQYsPl7-iZwhjVVQpsPRxGhuQMf5EB89Ip9c4L-OihPLIzZtRjR8e4MYI0WAFJmSOkiT8nNYPBgghO3R78hw4qMiLuyOkpMTkoqFOfxFw/s1600/LUA.jpg


Branca cravina

de noites solitárias;

bússola do viajante,

rio de leite

que desce

ao monte para abeberar o gado.

Lágrima de prata

que Deus derramou um dia

quando sonhava.

Luís Alberto Calderón/Cerbalc. Lua. Poemas com sol e sons, com autorização da editora Melhoramentos. Trad. Yolanda Serrano Meana. São Paulo: Melhoramentos, 2000. p. 53.

Fonte: Português. Vontade de Saber. 6º ano – Rosemeire Alves / Tatiane Brugnerotto – 1ª edição – São Paulo – 2012. FTD. p. 250.

Entendendo o poema:

01 – Quais são as principais metáforas utilizadas no poema para descrever a lua?

      O poema utiliza diversas metáforas para descrever a lua, como "farol que voa", "estância onde se aninham e dormem os luzeiros", "coalho de leite", "branca cravina de noites solitárias", "bússola do viajante", "rio de leite" e "lágrima de prata". Essas metáforas exploram diferentes aspectos da lua, desde sua luminosidade e beleza até seu papel como guia e fonte de inspiração.

02 – O poema apresenta uma descrição poética da Lua. Essa descrição é positiva ou negativa?

      O eu lírico apresenta um olhar positivo sobre a Lua, pois ela é apresentada como aquela que oferece descanso aos luzeiros, ilumina as noites solitárias, norteia o viajante, sacia o gado e é fruto de algo divino.

03 – Qual é a relação entre a lua e a natureza no poema?

      A lua é apresentada como um elemento integrado à natureza, interagindo com outros elementos como os "luzeiros", a "madrugada", o "monte" e o "gado". Essa relação é reforçada pelas metáforas que comparam a lua a elementos naturais, como "coalho de leite" e "rio de leite".

04 – Que tipo de palavra é mais frequente no poema: oxítona, paroxítona ou proparoxítona?

      São palavras paroxítona.

05 – Copie, do texto, as paroxítonas que foram acentuadas graficamente. Depois, escreva qual é a terminação dessas paroxítonas.

      Estância, solitárias. -ia, -ias.

06 – Identifique as proparoxítonas presentes no poema.

      Bússola, lágrima.

07 – Qual é a interpretação da última metáfora do poema: "Lágrima de prata que Deus derramou um dia quando sonhava"?

      A última metáfora sugere que a lua é uma criação divina, uma expressão dos sonhos de Deus. A "lágrima de prata" evoca a beleza e a preciosidade da lua, além de transmitir uma sensação de melancolia e contemplação.

 

 

RELATO PESSOAL: NAS RUAS DO BRÁS - FRAGMENTO - DRAUZIO VARELLA - COM GABARITO

 Relato pessoal: Nas ruas do Brás – Fragmento

            Drauzio Varella

        [...]       

        Aos domingos, folga de meu pai, pegávamos o bonde para visitar a tia Olímpia, irmã e confidente de minha mãe, em Santana. A tia morava com o marido e dois filhos numa chácara cercada de ciprestes, na rua Voluntários da Pátria, quase em frente á Caixa d’Água, perto da Padaria Morávia. Naquela região, havia muitas chácaras; produziam hortaliças que eram transportadas de carroça para as quitandas ou anunciadas aos gritos de porta em porta.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDPEZghQTQ5dl_Dt6exfAKoWqf0w4FHDX5J2kHLmXIuVXXD3ftxaqSWaWE4XDS4LlLaQc2uWRevuhjIvhbnVb1MOkEwG37VtZtiSIDa7IBYhMxJFORp6tPtzPXI7wH5QJxsg12wOAlNLP_6dCD1JJN37UJ0CjbfOT-M3PAzpjsBusX3Ni03VnMZKE7Nqw/s320/RUA.jpg


        No começo da Voluntários da Pátria acabava o calçamento. Ali, junto à Padaria Polar, onde hoje há uma agência bancária, existia um bebedouro redondo, de bronze, com água para os cavalos que chegavam à cidade pela Zona Norte, depois de descerem a serra da Cantareira. Hoje, quem vê o bairro de Santana com a Caixa d’Água custa a acreditar que menos de cinquenta anos atrás existiam chácaras ali.

        Nessas reuniões familiares, eu encontrava meus primos queridos: dois filhos dessa tia e três do tio José, irmão mais velho da minha mãe. Sujos de terra, em bando pelos quatro cantos da chácara, trepávamos nas árvores, dávamos comida para os patos no laguinho, cortávamos capim-gordura para o Gualicho, o cavalo que puxava a charrete do meu tio, e jogávamos bola em gol de verdade, com trave de bambu do taquaral.

        Quando chegava a hora de ir embora, meus primos e eu chantageávamos minha mãe. para que ela me deixasse ficar lá até o domingo seguinte. Devíamos insistir tanto que às vezes eu acabava conseguindo. Era o máximo da felicidade.

        [...]

Drauzio Varella. Os balões. In: ______. Nas ruas do Brás. São Paulo: Companhia das Letrinhas, 2000. p. 34-35. (Memória e História).

Fonte: Português. Vontade de Saber. 6º ano – Rosemeire Alves / Tatiane Brugnerotto – 1ª edição – São Paulo – 2012. FTD. p. 189.

Entendendo o relato:

01 – Qual era o destino da família aos domingos?

      A família pegava o bonde para visitar a tia Olímpia em Santana.

02 – Onde ficava a chácara da tia Olímpia?

      A chácara ficava na rua Voluntários da Pátria, perto da Caixa d’Água e da Padaria Morávia.

03 – Como era a região de Santana naquela época?

      A região era repleta de chácaras que produziam hortaliças, transportadas por carroça para as quitandas.

04 – O que havia no começo da rua Voluntários da Pátria?

      No começo da rua, havia um bebedouro de bronze para os cavalos que vinham da Zona Norte.

05 – Quais atividades o autor e seus primos faziam na chácara?

      Eles brincavam na terra, subiam em árvores, alimentavam patos, cortavam capim para o cavalo e jogavam bola.

06 – O que o autor e seus primos faziam antes de ir embora?

      Eles chantageavam a mãe do autor para que ele pudesse ficar na chácara até o domingo seguinte.

07 – Qual era o sentimento do autor em relação aos domingos na chácara?

      Era o máximo da felicidade para o autor.

 

POEMA: CONJUGAÇÃO - AFFONSO ROMANO DE SANT'ANNA - COM GABARITO

 Poema: Conjugação

             Affonso Romano de Sant’Anna 

Eu falo

tu ouves

ele cala.

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEh1zzQdRD7Eq_JXhj3wXHQDWF6HQDxVnSwYnJyhwetJvA2mVlx4XWVBk-W-cxtB2XZHUwz87ndhOUNDo_zP2SKWuztaCJmEait-3Wyaok_RuC6uX0-aX3nHq7ss74iTeEJNHohPM4XUUfw3uTVkKEAAbOnefXf7umBbVg7QYkqLS6_3dNTN5dGbSsDl54A/s1600/CONJUGA%C3%87%C3%83O.jpg

Eu procuro

tu indagas

ele esconde.

 

Eu planto

tu adubas

ele colhe.

 

Eu ajunto

tu conservas

ele rouba.

 

Eu defendo

tu combates

ele entrega.

 

Eu canto

tu calas

ele vaia.

 

Eu escrevo

tu me lês

ele apaga.

SANT’ANNA, Affonso Romano de. Conjugação. In: _______. Intervalo amoroso e outras poesias. Porto Alegre: L&PM, 1999. (Coleção L&PM Pocket).

Fonte: Português. Vontade de Saber. 6º ano – Rosemeire Alves / Tatiane Brugnerotto – 1ª edição – São Paulo – 2012. FTD. p. 209.

Entendendo o poema:

01 – Qual é o tema central do poema?

      O poema explora as diferentes ações e reações entre três pessoas, representadas pelos pronomes "eu", "tu" e "ele". Cada estrofe apresenta uma sequência de verbos conjugados que contrastam as atitudes de cada um.

02 – Como as ações do "eu" e do "tu" se diferenciam das ações do "ele"?

      O "eu" e o "tu" geralmente representam ações positivas e construtivas, como falar, procurar, plantar, ajuntar, defender e cantar. Em contraste, o "ele" representa ações negativas e destrutivas, como calar, esconder, roubar, entregar e vaiar.

03 – Qual é o efeito da repetição dos pronomes e da estrutura das estrofes?

      A repetição dos pronomes e a estrutura similar das estrofes enfatizam o contraste entre as ações dos personagens e criam um ritmo que reforça a mensagem do poema.

04 – O que a última estrofe revela sobre a relação entre os personagens?

      A última estrofe ("Eu escrevo, tu me lês, ele apaga") sugere uma relação de poder desigual, onde o "ele" tem a capacidade de anular o trabalho do "eu", mesmo com a cumplicidade do "tu".

05 – Qual é a possível interpretação da mensagem do poema?

      O poema pode ser interpretado como uma reflexão sobre as relações humanas, onde nem sempre há reciprocidade e justiça. Também pode ser visto como uma crítica social, onde as ações positivas de alguns são frequentemente anuladas pelas ações negativas de outros.

POEMA: NO ANO 3000 - ROSEANA MURRAY - COM GABARITO

 Poema: NO ANO 3000

             Roseana Murray

No ano 3000
os homens já vão ter
se cansado das máquinas
e as casas serão novamente românticas.
O tempo vai ser usado sem pressa:

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhebEd-pc15KyY6_HorjaYKur9DuzDg6uvuu27PvF3QSW2-fPkAoXdDihdmVBtlULxFmXKaip-Ookk1ZJl0UFNzIDb8GjKq059fsGSHf6xRC-htzn4izcgRw9AnDAJtdrl6kksOd7kIV7li4RMC7i7hVlGoJJ-DI8h4Zg_YGSru8Im34RjSc8FEB1w5TTw/s320/GERANIOS.jpg


gerânios enfeitarão as janelas,
amigos escreverão longas cartas.
Cientistas inventarão novamente
o bonde, a charrete.
Pianos de cauda encherão as tardes de música
e a Terra flutuará no céu
Muito mais leve, muito mais leve.

Roseana Murray. No ano 3000.In: ______. Casas. Belo Horizonte: Formato Editorial, 1994. p. 14.

Fonte: Português. Vontade de Saber. 6º ano – Rosemeire Alves / Tatiane Brugnerotto – 1ª edição – São Paulo – 2012. FTD. p. 231.

Entendendo o poema:

01 – Qual é a principal mudança que o poema prevê para o ano 3000?

      O poema prevê que os homens estarão cansados das máquinas e buscarão um estilo de vida mais romântico e lento.

02 – Como o tempo será utilizado no ano 3000, de acordo com o poema?

      O tempo será usado sem pressa, permitindo que as pessoas apreciem coisas simples como cultivar gerânios e escrever longas cartas.

03 – Quais invenções do passado os cientistas do ano 3000 irão resgatar?

      Os cientistas irão reinventar o bonde e a charrete, trazendo de volta meios de transporte mais lentos e charmosos.

04 – Qual será a atmosfera das tardes no ano 3000?

      As tardes serão preenchidas com a música de pianos de cauda, criando um ambiente mais cultural e relaxante.

05 – Como a Terra será no ano 3000, segundo o poema?

      A Terra flutuará no céu muito mais leve, simbolizando um mundo com menos peso de preocupações e problemas.

 

HISTÓRIA: ROBIN HOOD - RUMO A SHERWOOD - FRAGMENTO - TELMA GUIMARÃES CASTRO ANDRADE - COM GABARITO

 História: Robin Hood – Rumo a Sherwood – Fragmento

              Telma Guimarães Castro Andrade

        [...]

        Robin, além de vingar a morte do pai, também queria ajudar o seu povo. Nunca tinha visto tanta gente passando fome, pedindo esmola.

        -- Vamos assaltar os ricos amigos do príncipe e do xerife que passam pelas estradas – explicou Robin. – Eles não tomam o dinheiro dos pobres? Pois então! Vamos tirá-lo dos seus amigos e devolver aos pobres. Que tal?

        -- Mas seremos só nós dois contra muitos soldados! – Will falou sério.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgFX2EetZwHo5BzCg4QbVcwOQ99EOBRZuWmj-KjKrRLJ3KEMQg_9NnMeJocl8iZrcA0mMj5NjuerIOcboHzcBGk1YxzqXrUFCoiQUzMX0ezyyZi7ragiHVIJ7R8SMEQEV5Y2GlrFOB8oxNj0ZuG-YE4nBup1A-CWVvp9BjSAkgjwFlE7O6XcU_JVVu0JnA/s320/Robin_Hood_Alla_conquista_di_Sherwood_01.jpg


        -- Aposto que arrumaremos mais gente... – Robin puxou o capuz sobre a cabeça.

        Tinham achado uma grande clareira na floresta. Foi lá que começaram a praticar arco e flexa. Por sorte havia também uma caverna, para abrigo em dias de chuva.

        [...]

        Um assalto

        -- Precisamos de dinheiro! – Robin estava reunido com seus homens na caverna. – Há muita gente passando fome em Nottingham. Temos de ajuda-los.

        -- Soube que um amigo do príncipe está a caminho... – informou João Pequeno. – Parece que está trazendo muito dinheiro.

        -- Vamos assaltar o ricaço! – Robin chamou seus homens. – Precisamos de paus, arcos e muitas flechas. Não se esqueçam de cobrir a cabeça com o capuz.

        Preparariam uma armadilha bem no meio de uma estrada muito estreita. Alguns homens fingiriam consertar uma carroça para abrigar a comitiva a parar. Com isso, eles atacariam pelos lados, saindo do meio das árvores.

        A armadilha funcionou direitinho. Assim que o ricaço desceu da carruagem para ver o que estava acontecendo, Robin o atacou. Num minuto, seus homens dominaram o cocheiro e os demais empregados.

        -- Fiquei sabendo que o senhor carrega muitas moedas de ouro... – Robin saltou do cavalo.

        -- Eu não... – o homem, muito bem vestido, tentou esconder uma caixa.

        -- Vamos! Entregue o dinheiro! – Robin ordenou. – Tenho certeza de que não vai lhe fazer falta. Aposto que tem muito mais que isso! – Robin tomou a caixa do homem.

        -- Tenha piedade, moço... – o homem pediu.

        -- Pois eu tenho. Tenho pena dos pobres, dos miseráveis, dos esfomeados, das pessoas que estão sem casa para morar... Este dinheiro, senhor, vai ajudar os necessitados. É para uma boa causa! Ah, estou vendo que carrega um baú bem grande... Roupas!

        Robin pegou o baú com a ajuda de um de seus homens.

        -- Bondade sua dividir estas roupas com os pobres... – Robin sorriu.

        -- Mas... mas nós vamos ficar sem nada? – o homem estava furioso.

        -- Vão ficar com a roupa do corpo. Muitos não têm nem isso, senhor... – Robin apontou a espada para o corpo do homem.

        -- Vou com... contar tu... tudo ao pri... príncipe... – ele gaguejava.

        Pois conte tudo. Conte que foi... assaltado.

        [...].

Telma Guimarães Castro Andrade. Robin Hood. Telma Guimarães Castro Andrade. (Adap.). São Paulo: Scipione, 1998. p. 7-8. (Reencontro infantil).

Fonte: Português. Vontade de Saber. 6º ano – Rosemeire Alves / Tatiane Brugnerotto – 1ª edição – São Paulo – 2012. FTD. p. 213-214.

Entendendo a história:

01 – Qual era o principal objetivo de Robin Hood?

      Além de vingar a morte do pai, Robin Hood queria ajudar o povo que passava fome.

02 – Qual era o plano de Robin Hood para ajudar os pobres?

      O plano era assaltar os ricos amigos do príncipe e do xerife que passavam pelas estradas e devolver o dinheiro aos pobres.

03 – Onde Robin Hood e seus homens praticavam arco e flecha e se abrigavam?

      Eles praticavam em uma clareira na floresta e se abrigavam em uma caverna em dias de chuva.

04 – Qual foi o primeiro alvo do assalto de Robin Hood e seus homens?

      O primeiro alvo foi um amigo do príncipe que estava trazendo muito dinheiro.

05 – Como Robin Hood e seus homens prepararam a armadilha para o ricaço?

      Eles fingiram consertar uma carroça em uma estrada estreita para obrigar a comitiva a parar, e então atacaram pelos lados, saindo das árvores.

06 – O que Robin Hood pegou do homem rico além do dinheiro?

      Robin Hood também pegou um baú com roupas, alegando que seriam divididas com os pobres.

07 – Qual foi a reação do homem rico ao ser assaltado?

      O homem ficou furioso e ameaçou contar tudo ao príncipe.

 

POEMA: NÃO - JOSÉ DE NICOLA - COM GABARITO

 Poema: NÃO

             José de Nicola

Não corra!

Não pule!

Não grite!

Não me amole!

Não coma de boca aberta!

Não faça isso!

Não faça aquilo!

-- Chega!...

Não quero mais ouvir essa palavra!

--Oh! Não... eu também falei...

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgAaGqMArkyaB7iCuMuHLHt72c6qTsFIRvLjl5s9bXiSlpOSxDYGbh8hAaceEXDKlX11fZda0-0cBiQ80KnwSnHdAZUDp5i6DHM0pPkwcBoV5ONG9LGMbiw9gyGRS-5uQ393MrmXAFbpZxszZUcyohKe9O4-SqP_WHzBuzU3AzVGM5QXV2qfP69LKGbQGU/s1600/images.jpg


José de Nicola. Não. In: _______. Alfabetário. 2. ed. São Paulo: Moderna, 2002. p. 29. (Hora da Fantasia).

Fonte: Português. Vontade de Saber. 6º ano – Rosemeire Alves / Tatiane Brugnerotto – 1ª edição – São Paulo – 2012. FTD. p. 249.

Entendendo o poema:

01 – Qual é o tema principal do poema?

      O poema aborda a frustração e o cansaço de uma pessoa diante de uma série de proibições e ordens, expressas repetidamente pela palavra "não".

02 – Qual é o efeito da repetição da palavra "não" no poema?

      A repetição da palavra "não" cria um ritmo monótono e sufocante, transmitindo a sensação de opressão e irritação que o eu lírico sente.

03 – O que o verso "Chega!... Não quero mais ouvir essa palavra!" revela sobre o estado emocional do eu lírico?

      Esse verso revela que o eu lírico atingiu o limite da sua paciência e está exausto de tantas proibições. Ele expressa um desejo de liberdade e autonomia.

04 – Qual é o significado do último verso do poema: "Oh! Não... eu também falei..."?

      O último verso revela um toque de ironia e humor. O eu lírico, que se queixava de ouvir a palavra "não", acaba usando-a também, mostrando como essa palavra está presente em nosso dia a dia.

05 – O eu lírico reproduz discursos que ouvimos em nosso dia a dia. Quem normalmente diz essas frases?

      Representa a fala de um adulto (pai, mãe, tios, avós). Ordenando ações a uma criança.

06 – Ao expor essas ideias, o eu lírico também acaba agindo de maneira parecida. Como isso acontece?

      Apesar de criticar essas ações imperativas negativas, o eu lírico também as realiza.

07 – O poema foi construído em torno de um advérbio. Transcreva-o e classifique-o.

      Não. Advérbio de negação.