quinta-feira, 8 de junho de 2017

TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO: OBJETO DIRETO E INDIRETO/ TEORIA E QUESTÕES COM RESPOSTAS

TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO: objeto direto e indireto
Os termos integrantes são assim chamados porque completam o significado dos verbos e nomes e são indispensáveis à compreensão da oração. São eles: o complemento verbal, o complemento nominal e o agente da passiva.
Neste Roteiro, veremos apenas o complemento verbal.
Como o nome está dizendo, o complemento verbal completa o sentido do verbo na oração. Os verbos intransitivos não precisam de complemento para ter sentido completo. Entretanto, os verbos transitivos, esses sim, precisam. Veja os exemplos:
“Jesus chorou.” (João 11:35) – chorar: verbo intransitivo
“… Tenho sede!” (João 19:28) – ter: verbo transitivo
Para compreendermos bem como funcionam os verbos transitivos na oração é necessário saber que, na frase, as palavras aparecem relacionadas umas às outras, transmitindo um significado.
 Veja o exemplo:
“…o Senhor chamou o menino…” (1o Samuel 3:4)
O termo “o menino”, que completa o sentido do verbo chamar é chamado de complemento verbal. A oração acima estaria com o sentido incompleto caso esse termo não aparece aí.

Neste exemplo, – “o menino” – está ligado diretamente ao verbo, completando seu sentido. É o que chamamos de objeto direto. Concluímos que:

Objeto direto é o complemento de um verbo transitivo direto que normalmente vem ligado ao verbo sem preposição e indica o ser para o qual se dirige a ação verbal.
O objeto direto pode ser representado por:
a)um substantivo:
“E Isabel, tua parenta, igualmente concebeu um filho na sua velhice…” (Lucas 1:36)
b)um pronome substantivo:
“… a qualquer que te ferir na face direita, volta-lhe também a outra…” (Mateus 5:39)
c)um numeral:
“Se alguém te obrigar a andar uma milha, vai com ele duas.” (Mateus 5:41)
d)uma oração substantiva (objetiva direta):
“Dá a quem te pede e não voltes as costas ao que deseja que lhe emprestes.” (Mateus 5:42)
Apesar de o objeto direto ser o complemento do verbo transitivo direto, e por isto mesmo não precisar de uma preposição para ligá-lo ao verbo, haverá situações em que a presença da preposição se faz necessária, embora ele exerça a função de objeto direto. É conhecido como objeto direto preposicionado. É preciso estar atento para não confundi-los. O objeto direto será regido por uma preposição quando:
a)o verbo transitivo direto exprimir sentimento:
“Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro ou se devotará a um e desprezará ao outro.” (Mateus 6:24)

b)for representado por um pronome pessoal oblíquo tônico:
“… Todavia, o meu povo se esqueceu de mim por dias sem conta.” (Jeremias 2:32)
Vejamos agora o exemplo abaixo.
“Os loucos zombam do pecado…” (Provérbios 14:9)
O termo “do pecado”, que completa o sentido do verbo zombar é chamados de complemento verbal. A oração acima estaria com o sentido incompleto caso esse termo não aparece aí.
Neste exemplo, – “do pecado”- está ligado ao verbo através de uma preposição (de + o = do), completando seu sentido. É o que chamamos de objeto indireto. Concluímos que:
Objeto indireto é o complemento de um verbo transitivo indireto que se liga ao verbo por meio de uma preposição.
O objeto indireto pode ser representado por:
A)um substantivo
B)um pronome substantivo
C)um numeral
D)uma oração substantiva (objetiva indireta)
Os objetos diretos e indiretos completam o sentido dos verbos transitivos. A diferença entre um e outro é:
• o objeto direto não precisa de uma preposição para ligá-lo ao verbo;
• o objeto indireto precisa de uma preposição, que pode estar combinada com um artigo ou pronome.
Como o objeto direto e o objeto indireto são necessários para que a oração tenha sentido completo, integral, são, por isso, chamados de TERMOS INTEGRANTES DA ORAÇÃO. Eles também podem aparecer juntos, completando o sentido de um só verbo. Veja o exemplo:
“… alguém ensinará ciência a Deus…?” (Jó 21:22)
Como você pode observar, este verbo – ensinar – precisou de dois complementos: ciência (objeto direto) e à Deus (objeto indireto).
Dica:
Para se identificar o objeto direto faz-se a pergunta ao verbo: Alguém ensinará o quê? resposta: ciência
Para se identificar o objeto indireto faz-se a pergunta ao verbo: Alguém ensinará a quem? Resposta: a Deus.
Para fixar o que aprendeu, faça os exercícios a seguir.
A. Complete as frases abaixo:
1. Os verbos que não têm sentido completo são verbos _____________
2. Os verbos transitivos sempre precisam de ______________________
3. O complemento que vem diretamente ligado ao verbo é o __________
4. Todo verbo transitivo direto vem acompanhado de um objeto________
5. O objeto indireto é ligado ao verbo por uma _____________________
6. Todo verbo transitivo indireto vem acompanhado de um objeto ______
7. O objeto direto e o objeto indireto são chamados de termos integrantes da oração porque___________________
B. Sublinhe o objeto direto dos verbos destacados nas orações abaixo:
1. A polícia prendeu o ladrão.
2. Todos apreciavam o espetáculo.
3. Visitaremos nossos amigos.
4. Desejo tua felicidade.
5. Maria servirá o jantar.
6. A criança comeu tudo.
C. Sublinhe o objeto indireto do verbo existente em cada frase e passe um risco em cima da preposição que o liga ao verbo:
1. Gosto de sorvete.
2. Os professores confiam em você.
3. Não concordo com isto.
4. Necessitamos de sua colaboração.
5. Sempre obedecemos a nossos pais.
6. Esperei por eles.
D. Agora sublinhe o objeto indireto e escreva dentro do parênteses a combinação da preposição:
1. Gosto deste sorvete. (__________________)
2. Já pensamos na sua sugestão. (________________)
3. Recorreremos aos amigos. (_______________)
4. Os alunos desobedeceram à professora. (________________)
5. Ele optou pelo melhor emprego. (_______________)
6. O médico cuida dos doentes. (________________)
E. Identifique e classifique os complementos verbais (objeto direto e indireto):
1. Os lavradores plantaram o milho.
2. Isto depende de sua vontade.
3. Todos colaboraram com você.
4. Cumprimentamos os professores.
5. Os alunos precisam deste livro.
6. Observamos sua atitude.
7. Ele merece nosso respeito.
8. Maria emprestou dinheiro a João.
9. Dei aos colegas seu recado.
10. O professor prometeu recompensa aos seus alunos.
11. Contei tudo a meus pais.
12. Entregue ao vizinho esta encomenda.

Gabarito.
A) 1.Transitivos 2. Complementos 3. Objeto direto 4. Direto
5. preposição 6. Indireto 7. Completam ou integram o sentido do verbo
B) 1. A polícia prendeu o ladrão.
2. Todos apreciavam o espetáculo.
3. Visitaremos nossos amigos.
4. Desejo tua felicidade.
5. Maria servirá o jantar.
6. A criança comeu tudo.
C) 1. objeto indireto = de sorvete; preposição = de
2. objeto indireto = em você; preposição = em
3. objeto indireto = com isto; preposição = com
4. objeto indireto = de sua colaboração; preposição = de
5. objeto indireto = a nossos pais; preposição = a
6. objeto indireto = por eles; preposição = por
D) 1. objeto indireto = deste sorvete. ( de + este = neste )
2. objeto indireto = na sua sugestão. ( em + a = na )
3. objeto indireto = aos amigos. ( a + os )
4. objeto indireto = à professora. ( a + a = à )
5. objeto indireto = pelo melhor emprego. ( per + o = pelo )
6. objeto indireto = dos doentes. ( de + os = dos )
E) 1. o milho = objeto direto
2. de sua vontade = objeto indireto
3. com você = objeto indireto
4. os professores = objeto direto
5. deste livro = objeto indireto
6. sua atitude = objeto direto
7. nosso respeito = objeto direto
8. Dinheiro = objeto direto a João = objeto indireto
9. aos colegas = objeto indireto seu recado = objeto direto
10. recompensa = objeto direto aos seus alunos = objeto indireto
11. tudo = objeto direto a meus pais = objeto indireto
12. ao vizinho = objeto indireto esta encomenda = objeto direto
________________________________
O emprego dos pronomes oblíquos como complemento dos verbos transitivos.
Os pronomes oblíquos podem exercer a função de complemento dos verbos transitivos. Observe os exemplos:
“Confessai, pois, os vossos pecados uns aos outros…” ( Tiago 5:16 )
Verbo transitivo direto = confessai objeto direto = os vossos pecados
Podemos dizer a mesma coisa usando um pronome oblíquo no lugar da expressão os vossos pecados.
Confessai-os, pois, uns aos outros.
Veja outros exemplos:
Ele cumprimentou o colega. o colega = objeto direto Ele cumprimentou-o. o = objeto direto
Obedeçam a seus pais. a seus pais = objeto indireto Obedeçam-lhes. lhes = objeto indireto
Nestas orações os pronomes “o” e “lhes” completam o sentido dos verbos cumprimentar e obedecer. E você deve ter notado que o pronome átono “lhe” está ligado ao verbo sem preposição, mesmo exercendo a função de objeto indireto. Isto é uma particularidade que existe na construção das orações em língua portuguesa quando se usa o pronome oblíquo com a função de objeto indireto.
Agora responda aos exercícios abaixo:
A. Escreva dentro dos parênteses se o pronome átono em negrito é objeto direto ou objeto indireto:
1. Nós o conhecemos ontem. ( ________________)
2. Os inimigos me perseguem. (_______________)
3. Pediram-me ajuda. (__________________)
4. Não lhe disseram nada, (_________________)
5. Enviei-te a carta. (_______________)
6. Ainda nos encontraremos. (________________)
7. Nós as amamos. (____________________)
B. Escreva no local indicado o objeto direto e o objeto indireto existentes nas orações:
1. Eu te contei tudo.
Objeto direto: _____________ objeto indireto: ______________
2. Respondi-lhe todas as perguntas.
Objeto direto:_______________ objeto indireto:_______________
3. Você me apresentará ao diretor.
Objeto direto: _______________ objeto indireto: ______________
4. O carteiro entregou-nos a correspondência.
Objeto direto: ________________ objeto indireto: ______________
5. As vítimas vão denunciá-lo à polícia.
Objeto direto: _________________ objeto indireto: ______________
Gabarito
A) 1. objeto direto 2. Objeto direto 3. Objeto indireto 4. Objeto indireto
5. objeto indireto 6. Objeto direto 7. Objeto direto
B) 1. Objeto direto: tudo objeto indireto: te
2. Objeto direto: todas as perguntas objeto indireto: lhe
3. Objeto direto: me objeto indireto: ao diretor
4. Objeto direto: a correspondência objeto indireto: nos
5. Objeto direto: lo objeto indireto: à polícia

A. Identifique o complemento dos verbos em negrito, e diga se é objeto direto e/ou o objeto indireto:
1. Obedeceremos às leis.
2. O povo anseia por dias melhores.
3. Maria devota-se, de corpo e alma, ao estudo da música.
4. Não me prives da liberdade.
5. Este material resiste ao fogo.
6. O fumo prejudica a saúde.
7. O clube dispõe de bons jogadores.
8. O clube possui bons jogadores.
9. Todos temem a calúnia.
10. Preciso da tua ajuda.
11. Não desprezes os humildes.
12. Todos nós confiamos em você.
13. Parece que ele necessita de carinho.
14. Os soldados investiram contra o inimigo.
______________________________________________________
Gabarito:
1. às leis = objeto indireto
2. por dias melhores = objeto indireto
3. ao estudo da música = objeto indireto
4. da liberdade = objeto indireto
5. ao fogo = objeto indireto
6. a saúde = objeto direto
7. de bons jogadores = objeto indireto
8. bons jogadores = objeto direto
9. a calúnia = objeto direto
10. da tua ajuda = objeto indireto
11. os humildes = objeto direto
12. em você = objeto indireto
13. que ele necessita de carinho = objeto direto (oração substantiva objetiva direta)
de carinho = objeto indireto
14. contra o inimigo = objeto indireto
____________________________________________________


CRÔNICA: A MOÇA EM PRANTOS - CARLOS HEITOR CONY - COM GABARITO

CRÔNICA: A MOÇA EM PRANTOS 
     Carlos Heitor Cony

1. O poeta encontrou uma pedra no meio do caminho, nunca esqueceu dessa pedra, que lhe deu assunto para o seu poema mais conhecido. Não sendo poeta, encontrei não uma, mas infinitas pedras no meio do caminho, e não só no meio, mas no início e no fim de cada caminho. Não me renderam um único poema, nem mesmo uma modesta crônica.

2. Mas jamais esqueci a primeira moça que vi chorando. Eu devia ter seis ou sete anos, achava que só as crianças podiam e deviam chorar, tinham motivos bastante para isso, desde as fraldas molhadas nos primeiros meses de existência até a inexpugnável barreira dos “não pode”, que emparedam a infância e criam neuras para o resto da vida.


3. Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes é permitido. E a moça era um adulto, ao menos para mim, embora ela fosse realmente moça, aí pelos 15 anos ou pouco mais.


4. E chorava. Não abrindo o berreiro como as crianças, mas dolorosamente, e na certa misturando motivos.


5. Mesmo assim fiquei imaginando a causa do seu pranto. Faltara à escola e por isso ficara sem sobremesa? Fora proibida de brincar na calçada? Queria ganhar uma bicicleta e fora convencida a continuar com o insípido velocípede?


6. Vi muita gente chorando depois, homens feitos, mulheres maduras. Eu mesmo, quando levo meus trancos, repito o menino que ia para debaixo da mesa de jantar para poder chorar sem passar recibo da minha dor. Hoje, ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que é um bom lugar para isso. Melhor do que a cama, onde devemos fazer outras coisas. A moça que chorava não se escondera, chorava de mansinho, na verdade nem parecia estar chorando. Devia apenas estar muito triste porque misturava todos os motivos para a sua tristeza.
(Carlos Heitor Cony, Folha de São Paulo, 04/05/2003)
Marque a única resposta correta de acordo com o texto.
1. No segundo parágrafo, o cronista ao voltar, pela memória, ao tempo de criança, fala da “inexpugnável barreira dos “não pode” que emparedam a infância…”. No texto, a ideia de emparedamento:
a. ( ) permanece restringindo a liberdade das crianças.
b. ( ) alcança, também, o cronista adulto, na manifestação de seus sentimentos.
c. ( ) limita as ações dos adolescentes, como ocorreu com a moça de 15 anos.
d. ( ) desaparece completamente da vida das pessoas.
2. Em qual dos fragmentos do texto, abaixo indicados, o cronista estabelece uma relação de comparação?
a. (  ) “Não sendo poeta, encontrei não uma, mas infinitas pedras no meio do caminho, e não só no meio, mas no início e no fim de cada caminho.”
b. (  ) “Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza, pois os adultos podiam tudo e tudo lhes era permitido.”
c. (  ) “Mesmo assim fiquei imaginando a causa do seu pranto. Faltara à escola e por isso ficara sem sobremesa? Fora proibida de brincar na calçada?”
d. (  ) “Hoje ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que é um bom lugar para isso. Melhor do que a cama onde devemos fazer outras coisas”.
3. “Eu mesmo, quando levo meus trancos repito o menino que ia para debaixo da mesa de jantar para poder chorar sem passar recibo da minha dor.” A expressão “passar recibo” pode ser substituída, sem prejuízo do sentido, por:
a. (  ) disfarçar
b. (  ) tornar pública
c. (  ) me envergonhar
d. (  ) mascarar
4. Em qual das alternativas, a vírgula foi empregada para separar expressões ou palavras que exercem a mesma função sintática?
a. (  ) “O poeta encontrou uma pedra no meio do caminho, nunca esqueceu dessa pedra, que lhe deu assunto para o seu poema mais conhecido.”
b. (  ) “Um adulto chorando era incompreensível para mim, um acontecimento pasmoso, uma aberração da natureza…”
c. (  ) “Mesmo assim, fiquei imaginando a causa do seu pranto.”
d. (  ) “Hoje, ficaria feio esconder-me debaixo das mesas, mas sei que é um bom lugar para isso.”
5. No parágrafo 6, o jogo verbal e a subjetividade do narrador exemplificam a seguinte função da linguagem:
a. (  ) fática
b. (  ) metalinguística
c. (  ) conotativa
d. (  ) poética

6. Na frase “Vi muita gente chorando depois, homens feitos, mulheres maduras”, após usar uma palavra de sentido bastante extenso (gente), o cronista sentiu a necessidade de especificá-lo (homens feitos, mulheres maduras). Para isso valeu-se do recurso sintático chamado:
a. (  ) adjunto adverbial
b. (  ) adjunto adnominal
c. (  ) aposto
d. (  ) complemento nominal



terça-feira, 6 de junho de 2017

TROVADORISMO/ ATIVIDADE/EXERCÍCIO DE LITERATURA- COM GABARITO

PERÍODO LITERÁRIO: TROVADORISMO/ ATIVIDADE/EXERCÍCIO DE LITERATURA- COM GABARITO

TEXTO
1.          “A Prosa Portuguesa, que ensaia literariamente seu aparecimento em fins do século XIV e princípios do século seguinte, surge representada, nesse primeira época, pelas novelas de cavalaria e pelos tratados doutrinais de caráter religioso; uma, literatura de ficção, importada; outra, literatura apologética e didática; aquela, mais importante do que está, do ponto de vista estético: mas, ambas, produção anônima. Conquanto tenhamos notícia da existência de livros de cavalaria escritos em português, hoje perdidos e alguns esperando sair do ineditismo sepulcral das bibliotecas, dessa primeira época literária só podemos mencionar “A Demanda do Santo Graal”, pois o “Livro de José de Arimateia” permanece inédito na Torre do Tombo; do “Merlim”, bem como do “Tristão”, apenas se sabe terem existido na livraria do rei D. Duarte e a novela do “Amadis de Gaula” só a conhecemos através da versão espanhola de 1508, feita por Garci Ordóñez de Montalvo, não obstante pareça tratar-se de tradução decalcada sobre um original português.
2.          “A Demanda do Santo Graal”, cujo autor revela consistir numa tradução de um original francês, não exprime com absoluta pureza os ideais da vida cortesã guerreira e sentimental da cavalaria medieval, pois a sua arquitetura e o seu espírito aparecem comprometidos por um simbolismo religioso heterodoxo (…). O fato de Galaaz – o cavaleiro eleito de Deus – recusar constantemente os combates cavaleirescos que põem à prova apenas a força pessoal e o fato de Lançarote – considerado a fina flor da cavalaria universal – não ter sido aceito na câmara do Santo Graal em virtude de seus amores clandestinos com a Rainha Genebra (mulher do rei Artur), revelam a intenção ascética do autor da novela a condenar a cavalaria pela cavalaria e reprovar pela base a galantaria palaciana.
3.          Tal simbolismo não se revela no “Amadis de Gaula” (…) aqui. Amadis é o protótipo criado pela cavalaria medieval, o cavaleiro em pleno exercício de suas façanhas, liquidando monstros e malvados, tendo como fulcro de suas aventuras o objeto amado, e amando segundo o ritual e o espírito que vivificou as cortes da Europa feudalizada.”
(SPINA, Segismundo. Presença da Literatura Portuguesa. Vol. I, 3ª Edição, 1968, Difusão Europeia do Livro, São Paulo.)
______________________________________
VOCABULÁRIO:
Apologética – que encerra justificativa, defesa ou louvor a algo
Heterodoxo – oposto aos ou desviado dos princípios doutrinários
Ascética – prática de devoção e penitência
Fulcro – suporte, apoio, amparo
Ineditismo – não publicado ou impresso; nunca visto pela maioria das pessoas
__________________________________________
Marque a única alternativa correta no conjunto das cinco apresentadas.
O texto acima transcrito afirma que:
1. a (   ) é nos fins do século XIV e inícios do século XV que surgem as novelas de cavalaria e a prosa doutrinária.
b (   ) só a partir de fins do século XIV e início do seguinte é que podemos falar de prosa literária em Portugal.
c (   ) os tratados doutrinais de caráter religioso são literatura de ficção e as novelas de cavalaria são literatura apologética e didática.
d (   ) os tratados doutrinais de caráter religioso são importados, isto é, não têm origem portuguesa.
e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta.

2. a (   ) além de os tratados religiosos e novelas de cavalaria não apresentarem valor literário, ambos são produções anônimas.
b (   ) esteticamente, a literatura apologética é mais importante do que as novelas de cavalaria.
c (   ) esteticamente, as novelas de cavalaria são mais importantes do que a literatura apologética e didática.
d (   ) autoria anônima é uma característica sempre presente nas primeiras obras literárias em prosa de qualquer literatura.
e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta.

3. a (   ) muitos documentos em prosa das primeiras atividades literárias portuguesas estão inéditos, e outros estão perdidos.
b (   ) entre os documentos perdidos, encontra-se “José de Arimateia”.
c (   ) “José de Arimateia” “Merlim” encontram-se inéditos na Torre do Tombo.
d (   ) “A Demanda do Santo Graal” permanece inédita na Torre do Tombo, por isso pode ser mencionada.
e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta.

4. a (   ) “A Demanda do Santo Graal”, “José de Arimateia” “Merlim” pertencem ao ciclo bretão.
b (   ) na biblioteca de D. Duarte havia uma cópia de “Merlim”, obra hoje perdida.
c (   ) o mais antigo exemplar conhecido da “Amadis de Gaula”, em português, data de 1508.
d (   ) nada, na versão espanhola de “Amadis de Gaula”, publicado por Garci Ordóñez de Montalvo, nos faz suspeitar da existência de um original português.
e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta.

5. a (   ) “A Demanda do Santo Graal” reflete com fidelidade absoluta os ideais da vida cortesã, guerreira e sentimental da cavalaria medieval.
b (   ) nenhum tradutor de “A Demanda do Santo Graal” declara a nacionalidade dos originais.
c (   ) porque consiste na tradução de um original francês, A Demanda do Santo Graal não documenta os ideais da cavalaria medieval.
d (   ) Amadis de Gaula permanece inédito na Torre do Tombo.
e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta.

6. a (   ) não há simbologia religiosa na versão que conhecemos de A Demanda do Santo Graal.
b (   ) A Demanda do Santo Graal pode ser comparada. a uma obra de arquitetura, pelo seu espírito comprometido por um simbolismo religioso.
c (   ) Galaaz é considerado a flor da cavalaria medieval.
d (   ) através da punição de Lançarote e do comportamento de Galaaz, percebe-se a intenção ascética do autor da novela.
e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta

7. a (   ) Lançarote era considerado a flor da cavalaria medieval devido a seus amores clandestinos com a mulher do Rei Artur.
b (   ) Galaaz e Lançarote são personagens de Amadis de Gaula.
c (   ) Lançarote não foi aceito na câmara do Graal.
d (   ) a galantaria palaciana e o ideal guerreiro de vida são incentivados em A Demanda do Santo Graal.
e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta

8. a (   ) Amadis de Gaula reflete as mesmas intenções ascéticas de moralização da cavalaria de A Demanda do Santo Graal.
b (   ) O personagem Amadis  tem o mesmo comportamento de Galaaz.
c (   ) Amadis, como personagem, age como protótipo da cavalaria medieval.
d (   ) Galaaz e Lançarote são cavaleiros eleitos de Deus.
e (   ) nenhuma das alternativas acima é correta.



SUJEITO E PREDICADO- COM GABARITO

ATIVIDADES/EXERCÍCIOS –SUJEITO E PREDICADO
1. Nas orações: “Fiquei em casa.” e “Necessita-se de ajuda.” temos, respectivamente, sujeito:
a. (   ) indeterminado e indeterminado
b. (   ) simples e simples
c. (   ) oculto e indeterminado
d. (   ) simples e inexistente
e. (   ) indeterminado e inexistente
2. Aponte a oração em que o sujeito é simples:
a. (   ) Você e ele também são importantes.
b. (   ) Fala-se muito.
c. (   ) Há muitas vagas.
d. (   ) Chegaram ele e o irmão.
e. (   ) Apareceu no bairro um novo circo.
3. Assinale a oração sem sujeito:
a. (   ) Iremos à festa.
b. (   ) Chove muito nesta cidade.
c. (   ) Regressaram os trabalhadores.
d. (   ) Perdeu-se uma boa oportunidade.
e. (   ) Estou aqui.
4. Em: “Construiu-se a ponte”, o sujeito é:
a. (   ) indeterminado
b. (   ) simples (se)
c. (   ) inexistente
d. (   ) composto
e. (   ) simples (a ponte)
5. Assinale a única oração que não possui sujeito:
a. (   ) Os tomates caíram sobre ele.
b. (   ) Queixou-se da prova.
c. (   ) Havia saído o aluno.
d. (   ) Não existe essa possibilidade.
e. (   ) Neva muito na Europa.
6. Assinale a alternativa que tem oração sem sujeito:
a. (   ) Existe um povo que a bandeira empresta.
b. (   ) Embora com atraso, haviam chegado.
c. (   ) Existem flores que devoram insetos.
d. (   ) Alguns de nós ainda tinham esperança de encontrá-lo.
e. (   ) Há de haver recurso desta sentença.
7. Assinale a alternativa que indica o termo da oração que está fora do padrão de construção na língua portuguesa (sujeito + predicado + complementos) na estrofe abaixo:
“Lembro-me que, em certo dia,
Na rua, ao sol de verão,
Envenenado morria
Um pobre cão.”
a. (   ) objeto direto: um pobre cão
b. (   ) sujeito: um pobre cão
c. (   ) sujeito: certo dia
d. (   ) predicado: lembro-me
e. (   ) predicativo do sujeito: me
8. Identifique, nas orações abaixo, o sujeito e seu núcleo e classifique-o:
a) A menina distraída perdeu o anel.
Sujeito ___________: ________________________
Núcleo do sujeito: ___________________________
b) O cachorro barulhento e o papagaio tagarela chamam a atenção.
Sujeito ___________ : _____________________
Núcleo do sujeito:________________________________________
c) Os alunos deram um duro na prova.
Sujeito ____________ : ______________
Núcleo do sujeito: _________________________________________
d) O motorista novo errou o caminho.
Sujeito ______________: __________________
Núcleo do sujeito: ____________________________
e) Ali vêm os meus amigos.
Sujeito __________: __________________________
Núcleo do sujeito: _____________________________
f) Divertiam-se muito as crianças.
Sujeito ____________: __________________________
Núcleo do sujeito :_______________________________
g) Nosso time venceu a partida.
Sujeito ______________: ___________________________
Núcleo do sujeito: __________________________________
h) A torcida, animada, aplaudia os atletas.
Sujeito ____________: ________________________
Núcleo do sujeito:______________________________
9. Transforme o sujeito simples em sujeito composto, usando a palavra entre parênteses, e fazendo as adaptações necessárias na frase:
a) A mãe estava eufórica. (filhos)
b) O terreno é nosso. (casa)
c) A jabuticabeira está carregada de frutos. (abacateiro)
d) O jasmim perfuma o ar. (cravo)
e) A casa é nossa. (cachoeira)
f) O vale é verde. (montanha)
g) O filho concordou. (filha)
h) Desculpou-se o rapaz. (moça)
10. Escreva nos parênteses – OSS para oração sem sujeito; SC para sujeito composto; SS para sujeito simples; SI para sujeito indeterminado; SO para sujeito oculto.
a. (     ) A escola ficava num morro.
b. (     ) Os meninos e as meninas estavam no pátio.
c. (     ) Venta
d. (     ) e chove.
e. (     ) Há muitos trabalhadores na fábrica.
f. (     ) A abelha e o beija-flor sugam o néctar das flores.
g. (     ) Faz dois meses
h. (     ) que cheguei.
i. (     ) Já faz três anos.
j. (     ) Roubaram os documentos.
k. (     ) Gosto da natureza.
11. Transforme os sujeitos compostos em sujeitos simples, sem alterar o sentido da frase:
a) Eu e você iremos à festa.
b) Eu e tu faremos a tarefa.
c) Eu e ele discutimos bastante.
d) Tu e ela voltastes cedo.
e) Tu e eles obtivestes sucesso.
f) Ele e ela vivem discutindo.
12. Retire da frase o que se pede entre parênteses:
a) Helena defendeu Henrique. (sujeito)
b) O velho pátio estava vazio. (núcleo do sujeito)
c) Minha joia desapareceu. (predicado)
d) Tu era conscienciosa. (sujeito)
e) Você acertou. (predicado)
f) O rapaz desistiu. (predicado)
g) A pulseira nova sumiu. (núcleo do sujeito)
h) Os cochichos eram muitos. (núcleo do sujeito)
_______________________________________
GABARITO:
Questões:    1. c       2. e        3. b         4. e       5. e        6. e        7. b
Questão 8.
a) Sujeito simples: a menina distraída      Núcleo do sujeito: menina
b) Sujeito composto: o cachorro barulhento e o papagaio tagarela    Núcleo do sujeito: cachorro, papagaio
c) Sujeito simples: os alunos         Núcleo do sujeito: alunos
d) Sujeito simples: o motorista novo        Núcleo do sujeito: motorista
e) Sujeito simples: os meus amigos       Núcleo do sujeito: amigos
f) Sujeito simples: as crianças         Núcleo do sujeito: crianças
g) Sujeito simples: nosso time        Núcleo do sujeito: time
h) Sujeito simples: a torcida        Núcleo do sujeito: torcida
Questão 9.
a) A mãe e os filhos estavam eufóricos.
b) O terreno e a casa são nossos.
c) A jabuticabeira e o abacateiro estão carregados de frutos.
d) O jasmim e o cravo perfumam o ar.
e) A casa e a cachoeira são nossas.
f) O vale e a montanha são verdes.
g) O filho e a filha concordaram.
h) Desculparam-se o rapaz e a moça.
Questão 10.
a. ( SS )  b. ( SC )   c. ( OSS )   d. ( OSS )  e. ( OSS )  f. ( SC )    g.( OSS )   h. ( SO )    i. ( OSS ) j. ( SI )  k. ( SO )
Questão 11.
a) Nós iremos à festa.
b) Nós faremos a tarefa.
c) Nós discutimos bastante.
d) Vós voltastes cedo.
e) Vós obtivestes sucesso.
f) Eles vivem discutindo.
Questão12.
a) Helena
b) pátio
c) desapareceu
d) Tu
e) acertou
f) desistiu
g) pulseira
h) cochichos


TEXTO: NOSSAS CIDADES - L.LOBO - PARA O ENSINO MÉDIO COM GABARITO

TEXTO: NOSSAS CIDADES

        Nossas cidades não são uma selva da asfalto e concreto; são enormes zoológicos humanos, onde vivemos em condições que não são naturais para a nossa espécie e onde corremos perigo também de enlouquecer de tensão, de adoecermos de civilização, pelo nariz, pela boca, pelos ouvidos.
        Você, por exemplo, respira de 20 mil a 30 mil vezes por dia, inspirando de cada vez mais ou menos meio litro de ar. Cerca de 30% desse ar enche 350 milhões de minúsculos compartimentos no pulmão, onde o sangue troca o venenoso dióxido de carbono por oxigênio, sem o qual a vida é impossível. Nas grandes cidades, o ar contém centenas de toxinas que prejudicam o desenvolvimento normal das células. Os gases que escapam dos veículos a gasolina, por exemplo, impedem a perfeita oxigenação do sangue e provocam alergias, doenças do coração e câncer. O monóxido de carbono é assimilado pelos glóbulos vermelhos 200 vezes mais depressa que o oxigênio. E o chumbo, derivado do tetraetileno de chumbo, é prejudicial acima de 100 milionésimos de grama por metro cúbico de ar, concentração que já existe em qualquer cidade de tamanho médio no Brasil.
        E a água que bebemos? Os rios, principal fonte de água potável, são usados como canais de esgoto e despejo. A vida animal, na maior parte dos rios que abastecem as grandes cidades, já não existe, porque a vida é impossível, não está para peixe. Este líquido clorado, recuperado, da nossa era higiênica tem pouca coisa a ver com a água potável, de nascente, digna de peixe e de homem. Estações de tratamento, filtros, toda a química disponível não consegue esconder que estamos bebendo um líquido que supre as nossas necessidades vitais, mas que é chamado água apenas por hábito.
        Além disso, estamos ficando surdos. Em cada cem cariocas (ou paulistas, ou gaúchos), dez têm problemas de audição e cinco foram vítimas da poluição sonora. Hoje em dia há duas vezes mais pessoas surdas do que há dez anos, e a gente da cidade só ouve sons a partir de 36 decibéis, 10 na melhor hipótese, enquanto o homem do campo ouve ruídos d até 1 decibel.
        Dor de cabeça, fadiga excessiva, nervosismo, distúrbios de equilíbrio, afecções cardíacas e vasculares, anemias, úlceras de estômago, distúrbios gastrintestinais, neuroses, distúrbios glandulares, curto circuitos nervosos, tudo isso pode ser provocado pelo barulho das grandes cidades. E nem é preciso que seja barulho excessivo, porque, na maior parte das vezes, ele já é incômodo e contínuo.
        Enjaulados, enquanto não fizemos desse zoológico um jardim mais verde, mais limpo, mais saudável, menos neurótico, a única solução é sairmos de vez em quando para respirar ar puro, beber água de verdade, ouvir o silêncio, sentir os cheiros da vida e reconquistar a tranquilidade perdida.    
                           
                                                  LOBO, L. Turismo em foco. Ano IV, n. 19. p. 19.

Afecção: doença.
Anemia: diminuição de hemoglobina do sangue, fraqueza, debilidade.
Decibel: unidade de medida da intensidade do som.
Dióxido de carbono: substância tóxica derivada do carbono.
Inspirar: fazer o ar entrar nos pulmões, oferecer uma base, um fundamento; criar disposição para determinada ação.
Monóxido de carbono: substância tóxica derivada do carbono.
Tensão: corrente elétrica; esticamento, rigidez; estado de ansiedade ou angústia, estresse.
Tetraetileno de chumbo: substância tóxica derivada do chumbo.
Toxina: substância tóxica segregada por seres vivos.

1 – Algumas palavras desse texto são polissêmicas, isto é: podem ter significados completamente diferentes, conforme o texto. Por exemplo: tensão e inspirar.
a)     Indique o significado da palavra tensão, em cada uma das frases seguintes.
- O pessoal estava em silêncio, mas a tensão era evidente: alguma coisa estava por acontecer.
Estado de ansiedade ou angústia.
- O funcionário da empresa morreu há pouco, eletrocutado por um cabo de alta tensão.
Corrente elétrica.
- A tensão da corda era tal, que se romperia ao menor esforço.
Esticamento, rigidez.

b)    Indique o significado da palavra inspirar, em cada uma das frases seguintes:
- A novela foi inspirada no livro de Rubem Fonseca.
Ter como base.

- Nossa respiração tem dois movimentos: inspirar e expirar.
Fazer entrar o ar nos pulmões.

- Pouca coisa o inspira, nesta etapa da vida.
Criar disposição para fazer alguma coisa.

c)     Qual a diferença entre polissemia e conotação?
A polissemia de uma palavra está dicionarizada. Isso quer dizer que todos os falantes podem saber que em um contexto manga significa fruta, em outro, significa parte de roupa que cobre o braço ou parte dele, ou espaço usado para criar gado.
A conotação pode acontecer com qualquer palavra, e sua percepção não chega a todos os falantes, ou não chega da mesma maneira.

2 – A estrutura do texto é bastante clara. Cada parágrafo constitui uma parte dele e colabora com um dado para a construção do significado do texto. Indique abaixo a ideia central de cada um deles.
1º parágrafo: Os problemas de nossas cidades.
2º parágrafo: A poluição do ar.
3º parágrafo: A poluição das águas.
4º parágrafo: A poluição sonora e a surdez.
5º parágrafo: A poluição sonora e outras doenças.
6º parágrafo: Solução para o homem: sair de vez em quando para o campo.

3 – Releia o primeiro parágrafo do texto. A ordem das últimas palavras é importante para a estrutura do texto? Por quê?
       A ordem das palavras define a ordem em que os tipos de poluição aparecerão no texto.

4 – O autor prefere definir as nossas cidades como “zoológicos humanos”, e não como “selva de asfalto e concreto”. Qual é a diferença entre as expressões, na sua opinião?
       No zoológico, os humanos estão presos, “fora de seu espaço verdadeiro”. A selva sugere uma liberdade que o autor quer dizer que não existe.

5 – “As cidades estão definitivamente condenadas”.
       Você acha que essa frase sintetiza a sua compreensão do texto? Justifique.
       Resposta pessoal.

6 – Indicamos a seguir algumas características da linguagem do texto. Extraia dele um exemplo de cada característica apresentada.
a)     Diálogo direto com o leitor.
- Você, por exemplo...
- E a água que bebemos?

b)    Uso de termos técnicos.
- Dióxido de carbono, tetraetileno de chumbo.
- Afecções cardíacas, decibéis.

c)     Preocupação com números e estatísticas.
- 20 mil ou 30 mil.
- A partir de 10 decibéis.
- Em cada cem cariocas, dez têm problemas...

d)    Elementos de humor.
- A vida é impossível, não está para peixe...
- Água potável, de nascente, digna de peixe e de homem.

7 – O primeiro parágrafo do texto é baseado numa metáfora. Qual é, e em que expressão ela ressurge, no último parágrafo?
       A metáfora é “Nossas cidades são zoológicos humanos”, que, no último parágrafo, está subentendida no adjetivo “enjaulados”.

8 – O texto tende a algum exagero. Indique pelo menos um exemplo disso.
       O que o texto diz sobre a água, e sobre o que escutamos e o que escuta o homem do campo, tudo é um pouco exagerado: o som de um decibel é o leve farfalhar de uma folha de papel, ou de uma árvore. Quem ouve isso? A própria enumeração longuíssima de doenças, no penúltimo parágrafo, parece ter a intenção de nos impressionar pelo exagero. (É claro que ela poderia ser até maior).

9 – Qual é, na sua opinião, o objetivo principal do autor do texto: informar, divertir, convencer o leitor? Justifique sua posição.
       Esperamos que você tenha percebido que o uso dos termos técnicos, a lógica tão bem estruturada, os exageros em torno da água e da audição, tudo tem o objetivo de convencer o leitor de que ele deve, o quanto antes, sair algumas vezes (não para sempre!) da cidade grande. Quer dizer: fazer turismo (ecológico!). Veja o nome da revista que divulga o texto: Turismo em Foco.


MÚSICA(ATIVIDADES): BAIÃO- LUIZ GONZAGA / INTERPRETAÇÃO COM GABARITO

MÚSICA(ATIVIDADES): BAIÃO

                                                                       LUIZ GONZAGA
“Eu vou mostrar pra vocês
Como se dança o baião
E quem quiser aprender
É favor prestar atenção
Morena chegue pra cá
Bem junto ao meu coração
Agora é só me seguir
Pois eu vou dançar o baião.

Eu já dancei balanceio
Chamego, samba e xerém
Mas o baião tem um quê
Que as outras danças não têm
Quem quiser é só dizer
Pois eu com satisfação
Vou dançar cantando o baião.

Eu já dancei no Pará
Toquei sanfona em Belém
Cantei lá no Ceará
E sei o que me convém
Por isso quero afirmar
Com toda convicção
Que sou louco pelo baião”.
                                                                       Luiz Gonzaga e Humberto Teixeira.

1 – De que assunto trata a música?
       Do baião.

2 – Quais as características desse texto?
       É uma letra de música, com forma de poema. Escrita em versos, reunidos em estrofes.

3 – Que outros ritmos são mencionados no texto?
       O balanceio, chamego, samba e xerém.

4 – Quais os ritmos mais dançados em sua região?
       Resposta pessoal: O rock, o samba e o forró.

5 – Escreva um convite para uma festa junina ou para um forró.
       Resposta pessoal. Dependendo da audiência e da ocasião, o convite, o suporte muda totalmente.

6 – Que tipo de informações você utilizou para redigir esse convite? Em que tipo de interlocutores pensou ao escrever o convite? Você utilizou algum modelo de convite?
       Frases que chamem atenção e animem o povo, utilizando palavras inclusive que são usadas pelo grupo. Horário dia, local e quem vai tocar. A partir de modelos que já li. O convite é endereçado a todos os que queiram se divertir dançando no sábado.