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quinta-feira, 4 de junho de 2026

ARTIGO DE OPINIÃO: OS QUADRINISTAS ATUAIS - FRAGMENTO - LEILA R. IANNONE E ROBERTO A. IANNONE - COM GABARITO

Artigo de opinião: Os quadrinistas atuais – Fragmento

        Do final dos anos 60 para cá, quadrinistas brasileiros têm lançado personagens interessantes: O Pato de Ciça (uma das pocas desenhistas de sucesso entre nós); Capitão Cipó, de Daniel Azulay; Rango, de Edgar Vasques, e muitos outros.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgZgCj7stmMvhNLh6I8vdpj1cqmCCW5H1S8TigHr4K4Wllzjh5qbXHBgYlR2UU7uxt85MezxH6eDz7zrMZcvCPaXeWyf9X0PneCaQBzKGGrykLIREkd2AHnxcx3MdU4AD9bgp-U_u4qKfE8SXY9FeaMrWCLnOvEQgoRoIZAqwv7xkJKfzhJYevXMXcYz0I/s1600/pato.jpg
 

        Capitão Cipó, considerado uma obra-prima dos quadrinhos brasileiros, estreou como tira diária no jornal Correio da Manhã, em 1968. É uma sátira ao Super-Homem. O personagem, mistura desse herói com o Batman, carrega, em seu cinto de utilidades, um monte de quinquilharias, como pípulas anticoncepcionais, bombons e isqueiros sem fluido. Quando não está atuando como herói, o Capitão Cipó usa o disfarce de Irineu Pedrosa, um apresentador de televisão.

        Infelizmente, não temos espaço suficiente para detalhar toda a produção brasileira. Esperando não cometer muitas injustiças, vamos mencionar os artistas que estão em maior evidência. Assim, citamos Angeli, que nos brindou com os personagens Skrotinhos, Rê Bordosa e Bibelô, entre outros; Laerte, com a série Piratas do Tietê, uma crítica aos nossos costumes; e Glauco, criador dos Neuras, Geraldão e Dona Marta. [...]

        Devem-se registrar, também, Alain Voss, Miguel Paiva e Sérgio Macedo, autores que fazem sucesso na Europa com personagens tipicamente brasileiros.

Leila R. Iannone e Roberto A. Iannone. O mundo das histórias em quadrinhos. São Paulo, Moderna, 1994.

Fonte: Língua portuguesa. Entre Palavras, edição renovada. Mauro Ferreira – 6ª série – FTD. São Paulo – 1ª edição. 2002. p. 166.

Entendendo o artigo:

01 – O autor menciona que o Capitão Cipó é uma sátira a heróis norte-americanos conhecidos. De que maneira as características desse personagem constroem essa sátira?

      A sátira é construída pela ironia e pelo contraste com os heróis originais. Em vez de possuir apetrechos tecnológicos ou armas poderosas como o Batman, o Capitão Cipó carrega em seu cinto de utilidades "quinquilharias" cotidianas e inúteis para o combate ao crime, como pílulas anticoncepcionais, bombons e isqueiros sem fluido. Além disso, seu alter ego, Irineu Pedrosa, é um apresentador de televisão, ironizando o disfarce tradicional de identidades secretas discretas.

02 – Qual é a justificativa apresentada pelo autor para não aprofundar a análise de toda a produção de quadrinhos brasileira no texto?

      O autor justifica que não o faz por falta de espaço suficiente no texto ("Infelizmente, não temos espaço suficiente para detalhar toda a produção brasileira"). Para contornar essa limitação e tentar não cometer injustiças, ele opta por focar a abordagem nos artistas que estão em maior evidência no momento.

03 – De acordo com o texto, qual é a principal característica ou objetivo da série Piratas do Tietê, da quadrinista Laerte?

      A principal característica da série Piratas do Tietê descrita no fragmento é o seu caráter satírico e social, funcionando explicitamente como uma crítica aos costumes da sociedade brasileira.

04 – O fragmento cita os autores Alain Voss, Miguel Paiva e Sérgio Macedo. Qual é o diferencial do trabalho desses artistas destacado pelo autor?

      O diferencial desses autores é o sucesso internacional alcançado por eles. O autor destaca que eles conseguem fazer sucesso no continente europeu utilizando personagens que carregam uma identidade e características tipicamente brasileiras.

05 – A partir da leitura do primeiro parágrafo, o que o autor sinaliza sobre a presença feminina no cenário de sucesso dos quadrinhos brasileiros até o momento de escrita do texto?

      O autor sinaliza que a presença feminina em patamar de destaque era uma exceção na época. Ao mencionar a personagem "O Pato", de Ciça, ele faz o parêntese de que ela é "uma das poucas desenhistas de sucesso entre nós", evidenciando que o meio era majoritariamente dominado por homens.

 

  

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