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terça-feira, 12 de maio de 2026

ARTIGO DE OPINIÃO: O MOVIMENTO VITAL EXPRESSIVO - FRAGMENTO - CLAUDIA VAZ PUPO DE MELLO - COM GABARITO

 Artigo de opinião: O movimento vital expressivo – Fragmento

         Claudia Vaz Pupo de Mello

        Quem quando criança nunca foi vítima do que Maria Adela chama de “mandatos”, como: “Pare de chorar, homem não chora!” ou “senta direito, meninas têm que sentar com as pernas fechadas”. “Não faça isso, ou não fale isso, que é pecado”, entre muitos outros exemplos que poderiam aqui ser citados. Esses condicionamentos aos quais somos frequentemente submetidos são produto do processo de socialização e é a partir desse corpo tolhido de seu potencial expressivo, desconectado da sua presença enquanto unidade existencial é que construímos uma maneira de ser e estar no mundo.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhcjYG55bUQjgyJ23Mks38nOFzI3O5B7fZHhWz1WklDh0yxmDovfTBnEhhz5W-0kJ02CTLpXzT0kOOEf9QZkG0yDgC7NzTgd7FYPSu-M2NeCCCCeQyEU0Ep5iE_8rCFZ8p5m9aVoTbiPcRX-zKM753OnZ3PDGPvI6nbHzvdv4rlxfjMEkQyNvd1QhT0anI/s1600/MOVIMENTO.jpg


        [...], podemos dizer que na nossa cultura ocidental há uma valorização do conhecimento intelectual, dos aspectos cognitivos e do pensamento, sobre o conhecimento adquirido através das experiências corporais, como se não houvesse nenhuma relação entre eles, o que favorece a fragmentação do ser humano, delegando ao corpo um lugar menos privilegiado.

        Tais privações a que o corpo é submetido desde criança, nos impedem de ter uma consciência do corpo que se move, gerando travas corporais, tanto pelos conteúdos emocionais não expressos corporalmente, quanto pela falta de liberdade em mover as articulações e explorar a potência de nossos músculos. Tudo isso reduz a confiança no próprio corpo e pode criar estados de impotência, insegurança, fragilidade, além de problemas posturais, quadros álgicos e limitações físicas.

        [...].

MELLO, Claudia Vaz Pupo de. O movimento vital expressivo – sistema Rio Abierto na atenção primária em saúde: percepção dos usuários. Dissertação de Mestrado. Faculdade de Ciências Médicas. Universidade Estadual de Campinas, 2012.

Fonte: linguagens. EJA. Ensino médio. Caderno 3 – 1ª edição. SEDUC – FGV – SESI – p. 71.

Entendendo o artigo:

01 – O que a autora define como "mandatos" e como eles afetam as crianças?

      Os "mandatos" são ordens e condicionamentos sociais (como "homem não chora" ou "menina senta com as pernas fechadas") que toalham o potencial expressivo da criança, desconectando-a de sua unidade existencial e moldando uma forma limitada de estar no mundo.

02 – Segundo o texto, qual é a característica da cultura ocidental em relação ao conhecimento?

      A cultura ocidental valoriza excessivamente o conhecimento intelectual, os aspectos cognitivos e o pensamento, em detrimento do conhecimento adquirido através das experiências corporais.

03 – Quais as consequências da fragmentação entre o pensamento e a experiência corporal?

      Essa fragmentação favorece a desvalorização do corpo, relegando-o a um lugar menos privilegiado e tratando-o como se não houvesse relação entre a mente e as vivências físicas do ser humano.

04 – De que maneira as privações corporais sofridas na infância afetam a vida adulta?

      Elas impedem que o indivíduo desenvolva consciência sobre o próprio movimento, gerando "travas corporais" causadas tanto por emoções não expressas quanto pela falta de liberdade física para explorar a potência dos músculos e articulações.

05 – Quais problemas de saúde e psicológicos podem surgir a partir da redução da confiança no próprio corpo?

      A falta de confiança corporal pode criar estados de impotência, insegurança e fragilidade, além de causar problemas físicos concretos, como desvios posturais, quadros álgicos (dores) e limitações físicas gerais.

 

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