LÍNGUA PORTUGUESA SEDUC/MT-2026- 6º EF -2º BIMESTRE QUIZ
Questão 01
Leia o texto.
PLUFT: Mamãe!
MÃE: O que é, Pluft?
PLUFT: (Sempre com a boneca de
pano) Mamãe, gente existe?
MÃE: Claro, Pluft. Claro que
gente existe.
PLUFT: Mamãe, tenho tanto medo de
gente! (Larga a boneca.)
MACHADO, Maria
Clara. Pluft, o fantasminha.
Ilustração Marcus Moraes. 15. ed. Rio de. Janeiro: Nova Fronteira, 2018.
Considerando o contexto e
mantendo o sentido, a palavra "medo", em destaque no texto, pode ser
substituída por
a. "raiva".
b. "pavor".
c. "angústia".
d. "melancolia".
Questão 02
Leia o texto.
Vento – Deixem-me dormir,
criaturas desagradáveis.
Pedro – Quem é
criatura desagradável?
Maria – Acho que somos nós.
Pedro (brincalhão,
levantando a voz) – Os incomodados que se mudem.
Vento (furioso) – O quê?
Pedro (provocador) – Disse:
os incomodados que se mudem.
Vento – Olhem aqui,
pirralhos, ou vocês me deixam dormir em paz ou...
Pedro – Ou o quê? Aqui por
acaso é propriedade sua?
Maria – Pedro, não provoca.
Pedro – A praia é pública,
a rua é pública, o espaço é público, a atmosfera é pública...
Maria – A estratosfera é
pública... [...]
Vento – Vocês querem não é?
(Dá uma lufada de sopro sobre os
meninos, que caem no chão [...])
MACHADO, Maria Clara. A menina e o vento. In: A menina e o
vento e outras peças. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2009.
No trecho, o uso da palavra em
destaque apresenta um prefixo que indica
a. intensificação.
b. afirmação.
c. negação.
d. exceção.
Questão 03
Leia o texto.
Alguém andava assaltando nosso
galinheiro. A cada dia sumia uma galinha. Quem faria isso, estando a casa
cercada por paredes de imensos edifícios? Não havia muro para saltar. Nem
grades para pular. E na casa só morávamos eu, meus pais, tio Clarimundo e Noca,
a velha empregada. Um enigma muito enigmático, sim. Sherlock Holmes chegou e
hospedou-se no quarto dos fundos. Ele, seu boné xadrez, seu cachimbo, lógico, e
mais logicamente sua lupa, que aumentava tudo. [...]
Por fim, restou apenas uma
galinha.
À hora do almoço o famoso
detetive, sentindo-se velho e fracassado, sofreu uma crise, chorando na frente
de todos. Nós nos comovemos muito com a situação. Um homem daqueles derramar
lágrimas... Noca, então, deu um passo à frente e confessou:
— Eu que roubava as galinhas.
Dava às famílias pobres duma favela.
Sherlock enxugou imediatamente
as lágrimas na manga do paletó.
— Já sabia. Fingi chorar para
que ela confessasse.
— Então desconfiava de Noca? —
perguntou tio Clarimundo.
— Encontrei penas de galinha no
quarto dela. Elementar, Clarimundo. [...]
REY, Marcos. In: PRIETO, Heloísa (Org.). Vice-Versa ao
Contrário: histórias clássicas recontadas. São Paulo: Companhia das Letrinhas,
1993.
Pelas ações descritas e pelas
escolhas de palavras do narrador, Sherlock Holmes parece um(a)
a. versão modernizada do detetive, adaptada à realidade brasileira.
b. mestre da dedução, que utiliza métodos científicos para solucionar o caso.
c. detetive abatido pela idade e marcado pelo fracasso, porém ainda dedutivo.
d. representação fiel do detetive, com suas habilidades clássicas de observação.
Questão 04
Leia o texto.
O grupo dos Karas estava
completo. Haviam sido convocados pelo K desenhado na mão esquerda de Miguel, o
sinal de emergência máxima.
Crânio tirou sua famosa gaitinha
do bolso e ficou passando-a pelos lábios, sem soprar, lentamente.
Calú quebrou o silêncio, sem se
preocupar com o tom de voz, pois o forro do vestiário era bem espesso e não
deixava vazar nenhum som:
— O que houve, Miguel?
Com os olhos nas cópias de
jornal, ainda sentado como um sacerdote budista, Miguel falou pausadamente:
— É uma emergência máxima. Está
na hora de os Karas...
Um ruído veio do alçapão. Por um
décimo de segundo, os Karas se entreolharam. O grupo estava completo. Quem
estaria invadindo o esconderijo?
BANDEIRA, Pedro. A droga da obediência. São Paulo: Moderna, 2014.
No trecho, nota-se que o grupo estava
em um local secreto a partir das escolhas lexicais, como em
a. “Haviam sido convocados pelo K desenhado na mão esquerda de Miguel, o sinal de emergência máxima.”
b. “Crânio tirou sua famosa gaitinha do bolso e ficou passando-a pelos lábios [...].”
c. “Calú quebrou o silêncio, sem se preocupar com o tom de voz [...].”
d. “Um ruído veio do alçapão. [...] Quem estaria invadindo o esconderijo?”

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