Política de Privacidade

quinta-feira, 4 de junho de 2026

TESTE SOBRE VARIAÇÕES LINGUÍSTICA E FIGURAS DE LINGUAGEM - COM GABARITO

 TESTE SOBRE VARIAÇÕES LINGUÍSTICA E FIGURAS DE LINGUAGEM

01.Considere o texto abaixo:
“A variação é inerente às línguas, porque as sociedades são divididas em grupos: há os mais jovens e os mais velhos, os que habitam numa região ou outra, os que têm esta ou aquela profissão, os que são de uma ou outra classe social e assim por diante. O uso de determinada variedade linguística serve marcar a inclusão num desses grupos, dá uma identidade para os seus membros. Aprendemos a distinguir a variação. Quando alguém começa a falar, sabemos se é de São Paulo, gaúcho, carioca ou português. Sabemos que certas expressões pertencem à fala dos mais jovens, que determinadas formas se usam em situação informal, mas não em ocasiões formais. Saber uma língua é ser “poliglota” em sua própria língua. Saber português não é só aprender regras que só existem numa língua artificial usada pela escola. As variações não são fáceis ou bonitas, erradas ou certas, deselegantes ou elegantes, são simplesmente diferentes. Como as línguas são variáveis, elas mudam.”


FIORIN, José Luiz. “Os Aldrovandos Cantagalos e o preconceito linguístico”. In O direito à fala. A questão do preconceito linguístico. Florianópolis. Editora Insular, pp. 27, 28, 2002.


Assinale a alternativa que apresenta ideia incompatível com o que se defende no texto do professor José Luiz Fiorin.
a) Todo o falante nativo de uma determinada língua tem competência linguística, portanto a norma padrão seria uma dentre as variedades da língua.
b) Visto que qualquer língua é essencialmente heterogênea, cabe à escola enfatizar o conhecimento das regras, a fim de que os falantes desenvolvam a competência discursiva.
c) A língua sofre a influência do contexto em que o falante está inserido, dessa forma ensino da língua não preconceituoso pressupõe reconhecer o fato de que as diferentes formas de falar constituem variedades linguísticas que não devem ser desprezadas.
d) A competência discursiva do aluno não pode ser medida pela variedade linguística por ele empregada.
e) O falante “poliglota” revela sua competência linguística uma vez que é capaz de distinguir diferentes variações em sua própria língua.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiCmGZKMbHxLGHPwrc1TdQPra0_Mz48b4dLn57QA3pdFTv8DnoXWYhteks7YYdpu5JMym0h8NDKkjLp_8ke_DBA0xD3e9PMfd3YhKuFblwgQ8ofSTZ05und3IrKXbvrDt10o7TCyZDL-J9Ddbl7IHcwC6Tdf42b3mFQgZv6r6WjPsbcmQPLlYTr9qK758k/s320/TESTE.png


02. No trecho “quando alguém começa a falar, sabemos se é de São Paulo, gaúcho, carioca ou português” (l.5). O autor faz referência a um tipo de variação linguística que se encontra na alternativa:

a. sociocultural
b. histórica
c. geográfica
d. coloquial

 

03.Considere o texto abaixo:
“Os linguistas sabem que não vale tudo, porque a língua, em todas as suas variantes, obedece a um conjunto de regras. Sabem, no entanto que esse conjunto de regras pode ser distinto de uma variante para a outra. Em segundo lugar, é preciso considerar que há formas linguísticas que podem ser usadas em determinadas situações de comunicação e não em outras e que há regras que são observadas por todos os falantes de uma dada língua e outras que não são gerais. (...)
Usar uma variante inadequada cria uma imagem inadequada do falante. “


FIORIN, José Luiz. “Os Aldrovandos Cantagalos e o preconceito linguístico.” In O direito à fala. A questão do preconceito linguístico. Florianópolis. Editora Insular, pp. 35,36, 2002.

Com base no texto, levando em consideração a situação de interlocução, assinale a alternativa que apresenta inadequação quanto ao aspecto linguístico.
a. Por gentileza, senhor, dirija-se a segunda sala. (a secretária de uma empresa para um cliente)
b. A gente é também responsável pelo fracasso do aluno, se os governantes não faz o que eles merece, nós temo a obrigação de fazer. (um professor em uma reunião de pais e mestres.)
C. -Lê, a comida está na geladeira, não deixa nada sujo garoto.
–tá bom, já ouvi.( diálogo entre irmãos)
d.KD vc?? Sumiu?
tô estudando.
tá bom. Xau,xau.( conversa de amigos no MSN)

 

04.(U. F. VIÇOSA) — Suponha um aluno se dirigindo a um colega de classe nestes termos: “Venho respeitosamente solicitar-lhe se digne emprestar-me o livro.” A atitude desse aluno se assemelha à atitude do indivíduo que:
a) comparece ao baile de gala trajando “smoking”.
b) vai à audiência com uma autoridade de “short” e camiseta.
c) vai à praia de terno e gravata.
d) põe terno e gravata para ir falar na Câmara dos Deputados.
e) vai ao Maracanã de chinelo e bermuda.

 

05. .Comente sobre a linguagem dos textos, se é conotativa ou denotativa, se são literários ou não literários.
a.
Na região nordeste do Japão, devastada pelo terremoto e tsunami de 11 de março, 25 mil soldados japoneses e americanos entraram no terceiro dia de buscas de vítimas. Até o momento apenas 167 corpos foram recuperados.

 

Linguagem: Denotativa. As palavras são usadas em seu sentido literal, real e objetivo, sem dupla interpretação. O foco é transmitir informações exatas sobre o acontecimento.

Natureza: Não literário. Trata-se de um texto jornalístico (uma notícia ou informativo). Sua única função é informar o leitor sobre fatos reais da forma mais direta e clara possível, sem preocupação com a beleza estética ou expressão de sentimentos.

Texto b.

b. Máquina breve
O pequeno vaga-lume
com sua verde lanterna,
que passava pela sombra
inquietando a flor e a treva
— meteoro da noite, humilde,
dos horizontes da relva;
o pequeno vaga-lume,
queimada a sua lanterna,
jaz carbonizado e triste
e qualquer brisa o carrega:
mortalha de exíguas franjas
que foi seu corpo de festa

 

 Linguagem: Conotativa. O texto está repleto de sentido figurado e metáforas. O vaga-lume é chamado de "máquina breve" e sua luz natural virou uma "verde lanterna". Ele também é comparado a um "meteoro da noite". As palavras ganham novos significados para criar imagens poéticas.

 Natureza: Literário. É um poema (composto por versos e estrofes). O objetivo principal não é dar uma notícia ou informar um dado científico sobre o inseto, mas sim emocionar, provocar reflexão sobre a brevidade da vida e criar uma experiência estética e artística por meio das palavras.

06. (UEL-PR) – Está usada em sentido denotativo a palavra sublinhada em:
a Embriagava-se daquela paisagem de intensas cores e cheiros.
b)
O homem batendo com violência no animal, que se aproximava vagarosamente..
c) Era a brisa do amanhecer que lhe afagava no peito uma tênue esperança.
d) A menção à sua beleza e encantos próprios iluminou-se o sorriso.
e) A freada fez o pneu assobiar no asfalto, mas nada houve, além disso.

07. (FUVEST–SP) – Na frase “(...) data da nossa independência política, e do meu primeiro cativeiro pessoal”, ocorre o mesmo recurso expressivo de natureza semântica que em:
a) Meu coração / não sei por quê / Bate feliz / quando te vê.
b) Há tanta vida lá fora / Aqui dentro, sempre / Como uma onda no mar.
c) Se lembra da fogueira, / Se lembra dos balões, Se lembra dos luares dos sertões?
d) Meu bem querer, / É segredo, é sagrado, / Está sacramentado / Em meu coração.

 

MAR PORTUGUÊS


Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!

 

08. Em relação aos versos acima, ocorrem, respectivamente, duas figuras de linguagem nomeadas:
a) Metáfora e onomatopéia.
b) Catacrese e ironia.
c) Anacoluto e antítese.
d) Pleonasmo e metáfora.

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário