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domingo, 28 de junho de 2026

POEMA: NÃO TE RENDAS! MARIO BENEDETTI - COM GABARITO

 Poema: Não Te Rendas!

            Mario Benedetti

Não te rendas, ainda é tempo
De se ter objetivos e começar de novo,
Aceitar tuas sombras,
Enterrar teus medos

Soltar o lastro,
Retomar o voo.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiRuCqKI5OCXRdBE852e0FAiA2dAqzD6W0VXj0c1qojJsDJzos3jphjCbI8uZ_JCGEFr7byJZowqdmvy7vBHC-Rbr6ThhMbQy1xGy1in7mdTZAWQY5Ukbk1-M_eYeUUmFkkwpVbDQT0vHZvYtXslD0QXW9KIAa8VNJkQqlWLU6PRNlTpxCCbkaiFknU4dY/s320/sddefault.jpg


Não te rendas que a vida é isso,
Continuar a viagem,
Perseguir teus sonhos,
Destravar o tempo,
Correr os escombros
E destapar o céu.

Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio queime,
Ainda que o medo morda,
Ainda que o sol se esconda,
E o vento se cale,

Ainda existe fogo na tua alma.
Ainda existe vida nos teus sonhos.

Porque a vida é tua e teu também o desejo
Porque o tens querido e porque eu te quero
Porque existe o vinho e o amor, é certo.
Porque não existem feridas que o tempo não cure.
Abrir as portas,
Tirar as trancas,
Abandonar as muralhas que te protegeram,

Viver a vida e aceitar o desafio,
Recuperar o sorriso,
Ensaiar um canto,
Baixar a guarda e estender as mãos
Abrir as asas
E tentar de novo
Celebrar a vida e se apossar dos céus.

Não te rendas, por favor, não cedas,
Ainda que o frio te queime,
Ainda que o medo te morda,
Ainda que o sol ponha e se cale o vento,
Ainda existe fogo na tua alma,
Ainda existe vida nos teus sonhos
Porque cada dia é um novo começo,
Porque esta é a hora e o melhor momento
Porque não estás sozinho, porque eu te amo.

Poema publicado no Livro “Entre los poetas míos” de Mario Benedetti. 

Entendendo o poema:

01 – Qual é o tema central do poema e que sentimento ele busca despertar no leitor?

      O tema central é a resiliência e a persistência diante das adversidades da vida. O poema busca despertar um sentimento de esperança e coragem, incentivando o leitor a não desistir de seus sonhos e objetivos, independentemente das "cicatrizes", do cansaço ou dos obstáculos temporários que possam surgir no caminho.

02 – O que representam as metáforas do "frio que queima" e do "medo que morde" no contexto da obra?

      Essas metáforas representam as dificuldades externas e internas que tentam paralisar o indivíduo. O "frio que queima" simboliza as circunstâncias adversas do ambiente ou da vida que causam dor, enquanto o "medo que morde" refere-se à insegurança e à ansiedade que podem corroer a determinação de alguém. O poema sugere que, embora esses sentimentos existam, eles não devem ser motivos para interromper a jornada.

03 – Como o poema aborda a relação do indivíduo com o seu passado e as suas falhas?

      O autor aborda o passado não como um fardo impeditivo, mas como algo que deve ser aceito para que se possa seguir em frente. Ao dizer "vencer o tempo e retomar a viagem", o poema enfatiza que as falhas e as feridas do ontem ("enterrar seus medos", "liberar o lastro") não definem o futuro. A mensagem é de que cada novo dia oferece uma oportunidade de recomeço, independentemente do que aconteceu anteriormente.

04 – No poema, por que o autor afirma que "a vida é tua e o desejo também"?

      Essa afirmação reforça o conceito de autonomia e responsabilidade pessoal sobre a própria felicidade. Ao dizer que a vida e o desejo pertencem ao indivíduo, o autor destaca que o poder de mudar a realidade e de persistir em um sonho reside dentro de cada um. É um chamado para o protagonismo, lembrando ao leitor que ninguém mais pode viver ou desejar por ele.

05 – Qual é a importância da natureza e dos ciclos (como o fogo e o vinho) para a mensagem final do poema?

      O uso de elementos como o "fogo na alma" e o "vinho e o cedro" serve para ilustrar a vitalidade e a renovação. O fogo simboliza a paixão e a motivação interna que deve ser mantida acesa. Já a referência ao vinho e ao cedro remete à celebração da vida e à solidez. O poema conclui que a vida é um ciclo de renovação constante ("porque cada dia é um novo começo"), onde a esperança deve ser sempre cultivada.

 

 

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