Poesia: Para ir à lua
Cecília Meireles
Enquanto não têm foguetes
para ir à Lua
os meninos deslizam de patinete
pelas calçadas da rua.
Vão cegos de velocidade:
mesmo que quebrem o nariz,
que grande felicidade!
Ser veloz é ser feliz.
Ah! se pudessem ser anjos
de longas asas!
Mas são apenas marmanjos.
Cecilia Meireles. Fonte: Rumo a novos Letramentos e
Alfabetização. Ângela M. Chanoski-Gusso / Rossana A. Finau. 3º ano. 1ª edição,
Curitiba, 2011. p. 56.
Entendendo a poesia:
01 – O que os meninos utilizam
como alternativa para "ir à lua" enquanto não possuem foguetes?
Os meninos
utilizam seus patinetes para deslizar pelas calçadas da rua.
02 – Qual é a sensação que o
ato de andar em velocidade provoca nos meninos, segundo o poema?
Provoca uma
sensação de grande felicidade. O poema afirma explicitamente que "ser
veloz é ser feliz".
03 – O que o texto sugere que
pode acontecer com os meninos devido à "cegueira" da velocidade?
O texto sugere
que eles correm o risco de se machucarem, mencionando que podem chegar a
"quebrar o nariz" no percurso.
04 – No final do poema, qual é
o desejo impossível que o autor expressa em relação aos meninos?
O desejo de que
eles pudessem ser anjos de longas asas, o que lhes permitiria voar de verdade.
05 – Como a autora descreve os
meninos na última estrofe e o que isso indica?
Ela os chama de
"apenas marmanjos". Isso indica um contraste entre o sonho de voar
(como anjos ou em foguetes) e a realidade física e humana dos garotos, que estão
limitados ao chão.

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