Música (Atividades): BENKE
Milton Nascimento
Beija-flor me chamou: olha
Lua branca chegou na hora
O Beija-Mar me deu prova:
Uma estrela bem nova
Na luminária da mata
Força que vem e renova
Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDluWo_KnSmWnSnATFVY_W_oUFpZY1j77O98eHWQ-qnZK3pHqHHlaty1-s9twRSBMzFeO3P4j7IUr9Fak-Fcg2Cxp4nDy47CS52oPJWBTA0NjWojNf_xvXblqvBgG3I3EOLqhEEy59pQ_pMHAbqGK13A02gHDgPJ_h7R3I1NjPIdS8wGzabtmaP9Vgqow/s320/images.jpgBeija-Flor de amor me leva
Como o vento levou a folha
Minha Mamãe soberana
Minha Floresta de joia
Tu que dás brilho na sombra
Brilhas também lá na praia
Beija-Flor me mandou embora
Trabalhar e abrir os olhos
Estrela d'Água me molha
Tudo que ama e chora
Some na curva do rio
Tudo é dentro e fora
Minha Floresta de joia
Tem a água
tem a água
tem aquela imensidão
tem sombra da Floresta
tem a luz do coração!
Milton Nascimento.
Entendendo
a música:
01
– O título e vários versos da canção fazem menção ao "Beija-Flor" e à
"Estrela d'Água". Na tradição e no contexto lírico da canção
(fortemente ligado à natureza, espiritualidade e à cultura da floresta), qual é
o papel simbólico que o Beija-Flor parece exercer para o eu-lírico?
O Beija-Flor atua
como um mensageiro espiritual ou guia. Ele é quem chama, leva por amor e dá o
alerta ("me mandou embora / Trabalhar e abrir os olhos"), funcionando
como uma força da natureza que desperta, renova e conduz o eu-lírico em sua
jornada interior e externa.
02
– Nos versos "Trabalhar e abrir os olhos / Estrela d'Água me molha /
Tudo que ama e chora / Some na curva do rio", que reflexão sobre a
vida e a passagem do tempo o texto propõe?
O texto propõe
uma reflexão sobre a impermanência e a ciclicidade da vida. A expressão
"some na curva do rio" sugere que os sentimentos, as dores
("chora") e as vivências humanas seguem o fluxo natural da
existência, onde tudo se transforma e passa, exigindo lucidez e atenção
("abrir os olhos") diante do curso da vida.
03
– O verso "Minha Mamãe soberana / Minha Floresta de joia" revela
uma forte personificação e reverência. A quem o eu-lírico está se dirigindo
carinhosamente como "Mamãe soberana" e qual é a relação dessa figura
com a "Floresta"?
O eu-lírico se
dirige à própria Natureza (ou a uma entidade telúrica/mãe-natureza, comum em
cantos de exaltação à floresta e às águas). A floresta é tratada como "de
joia" por seu valor inestimável, sacralidade e riqueza de vida, sendo a
"Mamãe soberana" a força provedora e protetora desse ecossistema.
04
– No trecho final da letra: "tem a água / tem a água / tem aquela
imensidão / tem sombra da Floresta / tem a luz do coração!", que
contraste ou complemento sensorial é estabelecido entre os elementos naturais e
o interior do ser humano?
Há um complemento
harmonioso entre o macrocosmos (a imensidão da natureza, a água, a sombra e a
vastidão da floresta) e o microcosmos humano ("a luz do coração"). A
letra sugere que a força, o brilho e a imensidão encontrados na floresta
exterior encontram eco e reflexo direto na essência e nos sentimentos internos
da pessoa ("luz do coração").
05
– O verso "Tudo é dentro e fora" sintetiza uma visão poética
profunda. Como podemos interpretar essa dualidade no contexto da música de
Milton Nascimento?
Essa dualidade
aponta para a interconexão entre o mundo espiritual/emocional (o
"dentro") e o mundo físico/natural (o "fora"). A música
sugere que a natureza externa — a floresta, o rio, a lua, o beija-flor — e a
paisagem interior da alma humana não estão separadas, mas em constante diálogo
e unidade.
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