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quarta-feira, 4 de novembro de 2026

MÚSICA(ATIVIDADES): BENKE - MILTON NASCIMENTO - COM GABARITO

 Música (Atividades): BENKE

           Milton Nascimento

Beija-flor me chamou: olha
Lua branca chegou na hora
O Beija-Mar me deu prova:
Uma estrela bem nova
Na luminária da mata
Força que vem e renova 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDluWo_KnSmWnSnATFVY_W_oUFpZY1j77O98eHWQ-qnZK3pHqHHlaty1-s9twRSBMzFeO3P4j7IUr9Fak-Fcg2Cxp4nDy47CS52oPJWBTA0NjWojNf_xvXblqvBgG3I3EOLqhEEy59pQ_pMHAbqGK13A02gHDgPJ_h7R3I1NjPIdS8wGzabtmaP9Vgqow/s320/images.jpg


Beija-Flor de amor me leva
Como o vento levou a folha

Minha Mamãe soberana

Minha Floresta de joia
Tu que dás brilho na sombra
Brilhas também lá na praia 

Beija-Flor me mandou embora
Trabalhar e abrir os olhos

Estrela d'Água me molha
Tudo que ama e chora
Some na curva do rio
Tudo é dentro e fora
Minha Floresta de joia

Tem a água
tem a água
tem aquela imensidão
tem sombra da Floresta
tem a luz do coração!

Milton Nascimento.

Entendendo a música:

01 – O título e vários versos da canção fazem menção ao "Beija-Flor" e à "Estrela d'Água". Na tradição e no contexto lírico da canção (fortemente ligado à natureza, espiritualidade e à cultura da floresta), qual é o papel simbólico que o Beija-Flor parece exercer para o eu-lírico?

      O Beija-Flor atua como um mensageiro espiritual ou guia. Ele é quem chama, leva por amor e dá o alerta ("me mandou embora / Trabalhar e abrir os olhos"), funcionando como uma força da natureza que desperta, renova e conduz o eu-lírico em sua jornada interior e externa.

02 – Nos versos "Trabalhar e abrir os olhos / Estrela d'Água me molha / Tudo que ama e chora / Some na curva do rio", que reflexão sobre a vida e a passagem do tempo o texto propõe?

      O texto propõe uma reflexão sobre a impermanência e a ciclicidade da vida. A expressão "some na curva do rio" sugere que os sentimentos, as dores ("chora") e as vivências humanas seguem o fluxo natural da existência, onde tudo se transforma e passa, exigindo lucidez e atenção ("abrir os olhos") diante do curso da vida.

03 – O verso "Minha Mamãe soberana / Minha Floresta de joia" revela uma forte personificação e reverência. A quem o eu-lírico está se dirigindo carinhosamente como "Mamãe soberana" e qual é a relação dessa figura com a "Floresta"?

      O eu-lírico se dirige à própria Natureza (ou a uma entidade telúrica/mãe-natureza, comum em cantos de exaltação à floresta e às águas). A floresta é tratada como "de joia" por seu valor inestimável, sacralidade e riqueza de vida, sendo a "Mamãe soberana" a força provedora e protetora desse ecossistema.

04 – No trecho final da letra: "tem a água / tem a água / tem aquela imensidão / tem sombra da Floresta / tem a luz do coração!", que contraste ou complemento sensorial é estabelecido entre os elementos naturais e o interior do ser humano?

      Há um complemento harmonioso entre o macrocosmos (a imensidão da natureza, a água, a sombra e a vastidão da floresta) e o microcosmos humano ("a luz do coração"). A letra sugere que a força, o brilho e a imensidão encontrados na floresta exterior encontram eco e reflexo direto na essência e nos sentimentos internos da pessoa ("luz do coração").

05 – O verso "Tudo é dentro e fora" sintetiza uma visão poética profunda. Como podemos interpretar essa dualidade no contexto da música de Milton Nascimento?

      Essa dualidade aponta para a interconexão entre o mundo espiritual/emocional (o "dentro") e o mundo físico/natural (o "fora"). A música sugere que a natureza externa — a floresta, o rio, a lua, o beija-flor — e a paisagem interior da alma humana não estão separadas, mas em constante diálogo e unidade.

 

 

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