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terça-feira, 15 de setembro de 2026

MÚSICA (ATIVIDADES): FANTOCHES - GUILHERME ARANTES - COM GABARITO

 Música (Atividades): Fantoches

           Guilherme Arantes

Odeio fantoches
Capachos do chefe
Cupinchas do patrão

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjDWLllv7wRb47n8wDp0DvrJAhkADTJ_F4YPCLrOjA6l6GRUQLI9lXkax1yi4Ct9v3FB1cg7KxL15j5s_bHxpy1RuNpX1WYjb9RzbGV2-1dSfdjk5WHkEG-qVSfJSxZkMAlKVKCD9U0K8TaShlYnJqhhcGtvCKOMSxjoPKMexPC3MEvGVz4LFlHvn2N67o/s1600/images.jpg

Odeio essa raça
De gente costa-quente
Gente falsa
Serpente
Que se arrasta pelo chão

 

Cara fraco
Inseguro
Eu já acho feio
Puxa-saco
Já tô cheio
Eu, eu odeio
Dedo-duro

 

Odeio fantoches
Capachos do chefe
Cupinchas do patrão

 

Odeio essa raça
De gente costa-quente
Gente falsa
Serpente
Que se arrasta pelo chão

 

Cara fraco
Inseguro
Eu já acho feio
Puxa-saco
Já tô cheio
Eu, eu odeio
Dedo-duro

Eu odeio
Dedo-duro
Odeio
Dedo-duro
Odeio.

Composição: Guilherme Arantes. 

Entendendo a música:

01 – O que a metáfora do "fantoche" representa no contexto da canção e como ela se relaciona com a crítica às relações de trabalho e de poder?

      A figura do "fantoche" representa a pessoa manipulável, sem opinião própria ou autonomia, que se deixa controlar por indivíduos em posições superiores. No ambiente de trabalho e nas estruturas de poder, a metáfora critica aqueles que abandonam a própria ética e individualidade para servir cegamente aos interesses de superiores ("chefe", "patrão"), agindo apenas como peças manipuláveis do sistema.

02 – Analise a escolha do vocabulário informal e popular utilizado na música (como "capacho", "cupincha", "puxa-saco" e "dedo-duro"). Qual é o efeito de sentido produzido por esse léxico?

      O uso de gírias e expressões do cotidiano confere à canção um tom direto, agressivo e de rejeição imediata. Esses termos populares carregam uma forte carga pejorativa que aproxima a mensagem da linguagem das ruas, intensificando a indignação do eu lírico e tornando o desprezo por esse tipo de comportamento claro e sem rodeios formais.

03 – Qual é o significado da metáfora "Gente falsa / Serpente / Que se arrasta pelo chão" e qual vício de comportamento ela denuncia?

      A imagem da "serpente que se arrasta" associa o indivíduo à traição, à dissimulação e à pequenez moral. A metáfora denuncia a falsidade e o servilismo de quem se humilha ou age de má-fé para obter vantagens pessoais ou proteção de superiores ("gente costa-quente"), agindo de forma sorrateira e desleal em relação aos seus pares.

04 – Como a repetição exaustiva do verbo "odeio" e da expressão "dedo-duro" no final da canção contribui para a construção da expressividade do texto?

      A repetição constante (recurso da anáfora/reiteração) marca o ápice da indignação do eu lírico. O verbo "odeio" enfatiza a repulsa visceral do eu poético, enquanto a fixação na palavra "dedo-duro" direciona o foco da crítica para a delação e a traição no ambiente social. O ritmo acelerado e repetitivo no final simula um desabafo incisivo e categórico.

05 – A canção estabelece uma oposição entre a "insegurança" individual e a "falta de caráter". Segundo o texto, qual é a diferença de julgamento do eu lírico em relação a um "cara fraco" e a um "puxa-saco"?

      O eu lírico estabelece uma distinção clara entre a fragilidade emocional e o desvio de conduta. Ele demonstra uma atitude de desdém ou pena em relação à fraqueza e à insegurança ("Cara fraco / Inseguro / Eu já acho feio"), mas manifesta total repulsa e esgotamento quanto à adulação deliberada e à falsidade ("Puxa-saco / Já tô cheio / Eu, eu odeio / Dedo-duro"). A fragilidade é vista como um defeito lamentável, enquanto a adulação traiçoeira é julgada como uma falha ética imperdoável.

 

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