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terça-feira, 15 de setembro de 2026

MÚSICA (ATIVIDADES): ANO NOVO - GUILHERME ARANTES - COM GABARITO

 Música (Atividades): Ano Novo

            Guilherme Arantes

E o milênio vai virar
Seja lá em que direção
Muitas pedras vão rolar
Não se vive só de esperteza e diversão
Ideais vão despertar
Utopias vão renascer
Os valores vão mudar
Não há ordem perfeita imune à erosão
E na contra-mão da festa dessa multidão
Uma tribo estranha ainda resta
Mesmo dispersa na ilusão dos poetas
A vida se projeta em cada olhar ...

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjsjPTw3bHPgpJFVGOGiLOyea5sPqIxZD7wc217yLVwj7VkMEoxXs6pbpzK6Qr0gLOASpjibUIxO9GTFgylTu9uwcWdA4DzrfXfQaCiq5hhsgK4cSKhGMatC0XieEEZdT6Sph-Tk6s23p0G8CKQnMFXT8PFwqPik8ATi-v6j1Sn41BzLR6PJ0HiL9itdHA/s320/images.jpg


Onde você vai estar
Com quem vai dividir as lágrimas
Da esperança
E não basta chorar
O que você vai fazer
Pro ano novo ir muito além
Dos fogos que se lança

Mais que um corpo pra cuidar
Mais cabeça que um visual
Para o jovem se engajar
Pelo meio ambiente ou causa social

Na contra-mão...

Composição: Guilherme Arantes.

Entendendo a música:

01 – O verso inicial "E o milênio vai virar / Seja lá em que direção / Muitas pedras vão rolar" sugere mudanças inevitáveis com o passar do tempo. Considerando o contexto da canção, como o autor interpreta essas transformações na sociedade e na vida humana?

      O autor interpreta as transformações temporais como um processo dinâmico e inevitável de transição, onde velhos paradigmas dão lugar a novas realidades ("Ideais vão despertar / Utopias vão renascer / Os valores vão mudar"). A expressão "muitas pedras vão rolar" simboliza os sobressaltos, as reviravoltas e os desafios inerentes a essa mudança de era. Guilherme Arantes pontua que a vida e a sociedade não são estáticas — "Não há ordem perfeita imune à erosão" —, sugerindo que a evolução é constante e exige resiliência diante das inevitáveis turbulências do futuro.

02 – Na estrofe "Não se vive só de esperteza e diversão", o compositor faz uma crítica aos comportamentos superficiais. Qual é a contraposição apresentada na letra em relação a essa busca vazia por entretenimento?

      A contraposição reside no convite ao engajamento profundo, à reflexão e à busca por propósito. Enquanto a "esperteza e a diversão" representam uma postura imediatista, individualista e efêmera voltada apenas para o consumo de momentos festivos ("a festa dessa multidão"), a música aponta para valores mais sólidos. O autor valoriza o despertar de ideais, o renascer de utopias, a sensibilidade artística ("ilusão dos poetas") e a conexão humana real, mostrando que a vida ganha sentido quando direcionada por causas maiores e pela projeção de um olhar mais atento à realidade.

03 – O que o trecho "E na contra-mão da festa dessa multidão / Uma tribo estranha ainda resta" revela sobre a postura de determinados indivíduos ou grupos perante as comemorações tradicionais de fim de ano?

      Esse trecho revela uma postura de resistência e introspecção frente à superficialidade com que muitas vezes o "Ano Novo" é celebrado coletivamente. Enquanto a "multidão" está imersa na festa automatizada e na euforia passageira, essa "tribo estranha" (simbolizando os poetas, pensadores ou aqueles que se mantêm conscientes) opta pela contra-mão: o caminho da reflexão profunda. Em vez de apenas celebrar de forma mecânica, esses indivíduos valorizam o sentimento genuíno, a partilha de emoções e a busca por um significado real para a passagem do tempo, distanciando-se do consumo vazio da alegria festiva.

04 – Analise os versos: "E não basta chorar / O que você vai fazer / Pro ano novo ir muito além / Dos fogos que se lança". Qual é a mensagem principal contida nessa cobrança por atitude?

      A mensagem principal é um apelo à responsabilidade e à ação concreta. O autor argumenta que lamentar-se pelas dificuldades ("chorar") ou depositar falsas esperanças em rituais passageiros (representados metaforicamente pelos "fogos que se lança", que brilham intensamente por um instante e depois se apagam) não é suficiente para transformar a realidade. O texto exige protagonismo: o ano novo só será genuinamente diferente se houver uma mudança de postura por parte do indivíduo, que precisa agir de forma propositiva para que o futuro supere o efêmero e traga mudanças reais.

05 – Nos versos finais, o autor menciona a necessidade de "Mais cabeça que um visual / Para o jovem se engajar / Pelo meio ambiente ou causa social". Como essa estrofe dialoga com a construção de uma cidadania mais consciente?

      Essa estrofe dialoga diretamente com a construção de uma cidadania ativa ao desvalorizar o culto à aparência ("mais cabeça que um visual") e exaltar a importância do pensamento crítico e da responsabilidade coletiva. O autor defende que a juventude e os cidadãos em geral precisam direcionar suas energias para pautas fundamentais e estruturais, como a preservação do meio ambiente e o engajamento em causas sociais. Dessa forma, o "Ano Novo" deixa de ser apenas uma data no calendário e passa a representar um compromisso ético e político com o planeta e com a sociedade.

 

 

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