Política de Privacidade

sexta-feira, 7 de agosto de 2026

CONTO: O FIO MÁGICO - PACIÊNCIA - WILLIAN J.BENNETT - COM GABARITO

 Conto: O fio mágico – Paciência

          William J. Bennett 

 

        Era uma vez uma viúva que tinha um filho chamado Pedro. O menino era forte e saudável, mas não gostava de ir à escola e passava todo o tempo a sonhar acordado.

        — Pedro, com o que estás sonhar a uma hora destas? — perguntava-lhe a professora.

        — Estava a pensar no que serei quando crescer — respondia ele.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjCzyP2P8dJZR21DV3dR6DDrr1pcIBd8p8XX2LEW5YGJaNOqx8Z6_tgBgmStF_E5hwTEFENwuqbCW5gEspPfjgqDgCT3Z-LDEJsp42U74NCIS8vrtfR8oB13KRYc6FHv52gquSHCkOy7NdjqfDp3XKP1VhRuVMPVnPM-N7g7q2lLTrCwS4Q6-WLin1cSI8/s320/images.jpg


        — Sê paciente. Tens muito tempo para pensar nisso. Depois de crescido, nem tudo é divertimento, sabes? — dizia ela.

        Mas Pedro tinha dificuldade de apreciar alguma coisa que estivesse a fazer no momento, e ansiava sempre pelo que vinha a seguir. No Inverno, ansiava pelo retorno do Verão; no Verão, sonhava com passeios de esqui e trenó. Na escola, ansiava pelo fim das aulas, para poder voltar para casa; e, nas noites de domingo, suspirava dizendo: “Ah, se as férias chegassem depressa!” O que mais o entretinha era brincar com a amiga Lise. Era uma companheira tão boa como qualquer rapaz, e a ansiedade de Pedro não a afetava nem ofendia. “Quando crescer, vou casar-me com ela”, dizia Pedro consigo mesmo.

        Costumava perder-se em caminhadas pela floresta, sonhando com o futuro. Às vezes, deitava-se ao sol sobre o chão macio, com as mãos postas sob a cabeça, e ficava a olhar o céu através das copas altas das árvores. Uma tarde quente, quando estava quase a cair no sono, ouviu alguém chamando por ele. Abriu os olhos e sentou-se. Viu uma mulher idosa de pé à sua frente. Ela trazia na mão uma bola prateada, da qual pendia um fio de seda dourado.

        — Olha o que tenho aqui, Pedro — disse ela, oferecendo-lhe o objeto.

        — O que é isso? — perguntou, curioso, tocando o fino fio dourado.

        — É o fio da tua vida — retrucou a mulher. — Não toques nele e o tempo passará normalmente. Mas, se desejares que o tempo ande mais depressa, basta dares um leve puxão ao fio, e uma hora passará como se fosse um segundo. Mas devo avisar-te: uma vez que o fio tenha sido 139 puxado, não poderá ser colocado de volta dentro da bola. Ela desaparecerá como uma nuvem de fumo. A bola é tua. Mas se aceitares o meu presente, não contes a ninguém; se não, morrerás no mesmo dia. Agora diz-me, queres ficar com ela?

        Pedro tomou-lhe das mãos o presente, satisfeito. Era exatamente o que queria. Examinou--a. Era leve e sólida, feita de uma única peça. Havia apenas um furo de onde saía o fio brilhante. O menino colocou-a no bolso e foi a correr para casa. Quando chegou, depois de se certificar da ausência da mãe, examinou-a outra vez. O fio parecia sair lentamente de dentro da bola, tão devagar que era difícil perceber o movimento a olho nu. Sentiu vontade de lhe dar um rápido puxão, mas não teve coragem. Ainda não.

        No dia seguinte, na escola, Pedro imaginava o que fazer com o seu fio mágico. A professora repreendeu-o por não se concentrar nos deveres. “Se ao menos”, pensou ele, “já fossem horas de ir para casa!” Tateou a bola prateada que se encontrava dentro do bolso. Se desse apenas um pequeno puxão, logo o dia chegaria ao fim. Cuidadosamente, pegou no fio e puxou. De repente, a professora mandou que todos arrumassem as suas coisas e fossem embora, organizadamente. Pedro ficou maravilhado. Correu sem parar até chegar à casa. Como a vida seria fácil agora! Todos os seus problemas haviam terminado. Dali em diante, passou a puxar o fio, só um pouco, todos os dias.

        Entretanto, logo se apercebeu que era tolice puxar o fio apenas um pouco todos os dias. Se desse um puxão mais forte, o período escolar estaria concluído de uma vez. Poderia aprender uma profissão e casar-se com Lise. Naquela noite deu, então, um forte puxão ao fio, e acordou na manhã seguinte como aprendiz de um carpinteiro da cidade. Pedro adorou a sua nova vida, subindo aos telhados e andaimes, erguendo e colocando, à força de marteladas, enormes vigas que ainda exalavam o perfume da floresta. Mas, às vezes, quando o dia do pagamento demorava a chegar, dava um pequeno puxão ao fio e logo a semana terminava, já era a noite de sexta-feira e ele tinha dinheiro no bolso.

        Lise também se mudara para a cidade e morava com a tia, que lhe ensinava os afazeres do lar. Pedro começou a ficar impaciente a respeito do dia em que se casariam. Era difícil viver, ao mesmo tempo, tão perto e tão longe dela. Perguntou-lhe, então, quando se poderiam casar.

        — No próximo ano — disse ela. — Eu já terei aprendido a ser uma boa esposa.

        Pedro tocou com os dedos a bola prateada dentro do bolso.

        — Ora, o tempo vai passar bem depressa — disse, com muita certeza.

        Naquela noite, não conseguiu dormir. Passou o tempo todo agitado, virando-se de um lado para o outro na cama. Tirou a bola mágica que estava debaixo do travesseiro. Hesitou um instante, mas logo a impaciência o dominou, e ele puxou o fio dourado. Pela manhã, descobriu que aquele ano já havia passado e que Lise concordara afinal com o casamento. Pedro sentiu-se realmente feliz.

        Mas, antes que o casamento pudesse realizar-se, recebeu uma carta com aspecto de documento oficial. Abriu-a, trémulo, e leu a notícia de que deveria apresentar-se no quartel do exército na semana seguinte, para servir por dois anos. Mostrou-a, desesperado, a Lise.

        — Ora — disse ela — não há nenhum problema, basta-nos esperar. Mas o tempo passará depressa, vais ver. Há tanto que preparar para nossa vida a dois!

        Pedro sorriu com galhardia, mas sabia que dois anos durariam uma eternidade a passar. Quando já se acostumara à vida no quartel, entretanto, começou a achar que não era tão má assim. Gostava de estar com os outros rapazes, e as tarefas não eram tão árduas como a princípio. Lembrou-se da mulher que o aconselhara a usar o fio mágico com sabedoria e evitou usá-lo por algum tempo. Mas depressa voltou a sentir-se inquieto. A vida no exército entediava-o, com as suas tarefas de rotina e a sua rígida disciplina. Começou a puxar o fio para acelerar o decurso da semana, a fim de que chegasse logo o domingo ou o dia da sua folga. E assim se passaram os dois anos, como se fosse um sonho.

        Terminado o serviço militar, Pedro decidiu não mais puxar o fio, exceto por uma necessidade absoluta. Afinal, era a melhor época da sua vida, conforme todos lhe diziam. Não queria que acabasse assim tão depressa. Mas deu um ou dois pequenos puxões ao fio, só para antecipar um pouco o dia do casamento. Tinha muita vontade de contar a Lise o seu segredo; mas sabia que, se contasse, morreria.

        No dia do casamento, todos estavam felizes, inclusive Pedro. Mal podia esperar para lhe mostrar a casa que construíra para ela. Durante a festa, lançou um rápido olhar na direção da mãe. Percebeu, pela primeira vez, que o cabelo dela estava a ficar grisalho. Envelhecera rapidamente. Pedro sentiu uma ponta de culpa por ter puxado o fio com tanta frequência. Dali em diante, seria muito mais parcimonioso no seu uso, e só o puxaria se fosse estritamente necessário.

        Alguns meses mais tarde, Lise anunciou que estava à espera de um filho. Pedro ficou entusiasmadíssimo, e mal podia esperar. Quando o bebé nasceu, ele achou que não iria querer mais nada na vida. Mas, sempre que o bebé adoecia ou passava uma noite em claro a chorar, ele puxava um pouco do fio para que o bebé tornasse a ficar saudável e alegre.

        Os tempos andavam difíceis. Os negócios iam mal e chegara ao poder um governo que mantinha o povo sob forte opressão e pesados impostos, e não tolerava oposição. Quem quer que fosse tido como agitador era preso sem julgamento, e um simples boato bastava para se condenar um homem. Pedro sempre fora conhecido por dizer o que pensava, e logo foi preso e lançado na cadeia. Por sorte, trazia a bola mágica consigo e deu um forte puxão ao fio. As paredes da prisão dissolveram-se diante dos seus olhos e os inimigos foram arremessados à distância, numa enorme explosão. Era a guerra que se insinuava, mas que logo acabou, como uma tempestade de Verão, deixando o rasto de uma paz exaurida. Pedro viu-se de volta ao lar com a família. Mas era agora um homem de meia-idade.

        Durante algum tempo, a vida correu sem percalços, e Pedro sentia-se relativamente satisfeito. Um dia, olhou para a bola mágica e surpreendeu-se ao ver que o fio passara da cor dourada para a prateada. Foi olhar-se ao espelho. O cabelo começava a ficar-lhe grisalho e o seu rosto apresentava rugas onde nem se podia imaginá-las. Sentiu um medo súbito e decidiu usar o fio com mais cuidado ainda do que antes. Lise dera-lhe outros filhos e ele parecia feliz como chefe da família que crescia. O seu modo imponente de ser fazia as pessoas pensarem que ele tinha perfil de chefe. Possuía uma certa de autoridade, como se tivesse nas mãos o destino de todos. Mantinha a bola mágica bem escondida, resguardada dos olhos curiosos dos filhos, sabendo que, se alguém a descobrisse, seria fatal.

        Cada vez tinha mais filhos, de modo que a casa foi ficando cheia de gente. Precisava de a ampliar, mas não dispunha do dinheiro necessário para a obra. Tinha também preocupações. A mãe estava a ficar idosa e, com a passagem dos dias, ia parecendo mais cansada. Não adiantava puxar o fio da bola mágica, pois isto só lhe aceleraria a chegada da morte. De repente, ela faleceu, e Pedro, parado diante do túmulo, pensou no modo como a vida passara tão rapidamente, mesmo sem fazer uso do fio mágico.

        Uma noite, deitado na cama, sem conseguir dormir, pensando nas suas preocupações, achou que a vida seria bem melhor se todos os filhos já estivessem crescidos e com carreiras encaminhadas. Deu um fortíssimo puxão ao fio, e acordou no dia seguinte vendo que os filhos já não estavam em casa, pois tinham arranjado empregos em diferentes pontos do país, e que ele e a mulher estavam sós. O cabelo estava quase todo branco e doíam-lhe as costas e as pernas quando subia uma escada, ou os braços quando levantava uma viga mais pesada. Lise também envelhecera, e estava quase sempre doente. Ele não aguentava vê-la sofrer, de tal forma que lançava mão do fio mágico cada vez mais frequentemente. Mas, sempre que o problema se resolvia, já outro surgia em seu lugar. Pensou que talvez a vida corresse melhor se ele se aposentasse. Assim, não teria de continuar a subir aos edifícios em obras, sujeito a lufadas de vento, e poderia cuidar de Lise sempre que ela adoecesse. O problema era a falta de dinheiro suficiente para sobreviver. Pegou na bola mágica, então, e ficou a olhar. Para seu espanto, viu que o fio já não era prateado, mas cinza, e perdera o brilho. Decidiu ir para a floresta dar um passeio e pensar melhor no significado de tudo aquilo.

        Já fazia muito tempo que não ia àquela parte da floresta. Os pequenos arbustos haviam crescido, transformando-se em árvores frondosas, e foi difícil encontrar o caminho que costumava percorrer. Acabou por chegar a um banco no meio de uma clareira. Sentou-se para descansar e caiu num sono leve. Foi despertado por uma voz que o chamava pelo nome: — Pedro! Pedro!

        Abriu os olhos e viu a mulher que encontrara havia tantos anos e lhe dera a bola prateada com o fio dourado mágico. Aparentava a mesma idade que tinha no dia em questão, exatamente igual. Ela sorriu-lhe.

        — E então, Pedro, a tua vida foi boa? — perguntou.

        — Não tenho a certeza — disse ele. — A sua bola mágica é maravilhosa. Nunca na minha vida tive de suportar qualquer sofrimento ou esperar por qualquer coisa. Mas tudo foi tão rápido! Sinto como se não tivesse tido tempo de apreender tudo o que se passou comigo; nem as coisas boas, nem as más. E agora falta tão pouco tempo! Já não ouso puxar o fio, pois isso só anteciparia a minha morte. Acho que o seu presente não me trouxe sorte.

        — Mas que falta de gratidão! — disse a mulher — Gostarias que as coisas fossem diferentes?

        — Talvez se me tivesse dado uma outra bola, em que eu pudesse puxar o fio para fora e para dentro também. Talvez, então, eu pudesse reviver as coisas más.

        A mulher riu-se.

        — Estás a pedir muito! Achas que Deus nos permite viver as nossas vidas mais de uma vez? Mas posso conceder-te um último desejo, meu tonto exigente.

        — Qual? — perguntou ele.

        — Escolhe — disse ela. 

        Pedro pensou bastante. Ao fim de bastante tempo, disse:

        — Gostaria de voltar a viver a minha vida, como se fosse a primeira vez, mas sem a sua bola mágica. Assim, poderei experimentar as coisas más da mesma forma que as boas, sem encurtar a sua duração. Pelo menos, a minha vida não passará tão rapidamente e não se parecerá com um devaneio.

        — Seja — disse a mulher. — Devolve-me a bola.

        Ela esticou a mão e Pedro entregou-lhe a bola prateada. Em seguida, ele recostou-se e fechou os olhos, exausto. Quando acordou, estava na sua cama. A sua jovem mãe debruçava-se sobre ele, tentando acordá-lo carinhosamente.

        — Acorda, Pedro, não vás chegar atrasado à escola. Estavas a dormir como uma pedra!

        Ele olhou para ela, surpreendido e aliviado. 

        — Tive um sonho horrível, mãe. Sonhei que estava velho e doente e que minha vida passara como num piscar de olhos sem que eu sequer tivesse ficado com algo para contar. Nem ao menos algumas lembranças. 

        A mãe riu-se e fez que não com a cabeça.

        — Isso nunca vai acontecer — disse ela. — As lembranças são algo que todos temos, mesmo quando somos velhos. Agora, anda, vai-te vestir. A Lise está a tua espera, não deixes que ela se atrase por tua causa.

        A caminho da escola, em companhia da amiga, observou que estavam em pleno Verão e que fazia uma linda manhã, uma daquelas em que era óptimo estar-se vivo. Em poucos minutos, estariam a encontrar os amigos e colegas, e mesmo a perspectiva de enfrentar algumas aulas não parecia tão desagradável assim. Na verdade, ele não cabia em si de contente.

 

William J. Bennett O Livro das Virtudes Editora Nova Fronteira, 1995.

Entendendo o conto:

01 – Qual era a principal característica de Pedro quando criança e de que forma ela afetava a sua maneira de vivenciar o presente?

      Pedro era um menino sonhador e extremamente impaciente, que tinha uma enorme dificuldade em apreciar o momento presente. Ele vivia sempre ansiando pelo que viria a seguir: no inverno queria o verão, nas aulas desejava o fim do dia e, nos domingos à noite, suspirava pelas férias, incapaz de aproveitar as fases de sua vida à medida que aconteciam.

 

02 – Quais eram as regras e os avisos impostos pela mulher idosa ao entregar a bola prateada com o fio mágico a Pedro?

      A mulher explicou que, se Pedro não tocasse no fio, o tempo passaria normalmente. Caso quisesse acelerá-lo, bastaria dar um leve puxão no fio dourado para que uma hora passasse em um segundo. Ela advertiu que o fio puxado jamais poderia voltar para dentro da bola e que a bola desapareceria como fumaça no final. Além disso, Pedro deveria manter o presente em segredo absoluto, sob pena de morrer no mesmo dia se contasse a alguém.

 

03 – Como o uso da bola mágica alterou a juventude de Pedro e quais foram os momentos em que ele recorreu ao fio nessa fase?

      O uso da bola fez com que a juventude de Pedro passasse sem que ele vivenciasse verdadeiramente o processo de amadurecimento. Ele puxou o fio para terminar a escola rapidamente e virar aprendiz de carpinteiro, para acelerar os dias de pagamento, para pular um ano de espera até o casamento com Lise e para fazer passar rapidamente os dois anos de serviço militar obrigatório.

 

04 – Como Pedro percebeu pela primeira vez o impacto negativo que o uso constante do fio causava nas pessoas ao seu redor?

      Pedro percebeu esse impacto no dia do seu casamento quando, durante a festa, olhou para a sua mãe e notou que os cabelos dela estavam ficando grisalhos e que ela havia envelhecido rapidamente. Nesse momento, sentiu uma ponta de culpa, percebendo que ao acelerar o seu próprio tempo, também estava encurtando a juventude e a vida daqueles a quem amava.

 

05 – O que a mudança de cor do fio mágico (de dourado para prateado e depois para cinza) simboliza ao longo da vida de Pedro?

      A mudança de cor do fio simboliza o envelhecimento biológico de Pedro e o esgotamento irreversível do tempo de sua vida. O fio dourado representava a infância e a juventude cheias de energia; o prateado indicava a chegada da maturidade, com os cabelos grisalhos e as primeiras rugas; e o cinza sem brilho indicava a velhice avançada, o cansaço físico e a proximidade do fim da vida.

 

06 – Ao reencontrar a mulher idosa na floresta, qual foi a reflexão e o desabafo de Pedro sobre o impacto do presente em sua vida?

      Pedro desabafou que, embora nunca tivesse precisado suportar o sofrimento ou a espera, a sua vida passara tão rápido que ele sentia não ter tido tempo de apreender nada do que lhe acontecera — nem as coisas boas, nem as más. Ele concluiu que o presente não lhe trouxera sorte, pois sua vida parecia um mero devaneio, sem lembranças reais para guardar.

 

07 – Qual foi o último desejo concedido pela mulher idosa a Pedro e como a experiência transformou a sua atitude ao "acordar"?

      Pedro pediu para voltar a viver a sua vida desde o início, como se fosse a primeira vez, mas sem a bola mágica, aceitando experimentar tanto as coisas boas quanto as más sem acelerá-las. Ao "acordar" no seu quarto de infância, percebeu que tudo fora um aprendizado intenso; satisfeito e aliviado, ele passou a valorizar a caminhada, a companhia de Lise, o dia ensolarado e até mesmo a perspectiva das aulas na escola.

 

 

 

 

Nenhum comentário:

Postar um comentário