Poema: Ser Mãe
Coelho Neto
Ser
mãe é desdobrar fibra por fibra
o
coração! Ser mãe é ter no alheio
lábio
que suga, o pedestal do seio,
onde
a vida, onde o amor, cantando, vibra.
Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAO-awJpTpu8kGG4v1hFC0qjrZ0rZOmi1dTLonm_xMnsPn0RpU5GcQWQ-nAOaAZLeft2hRBZd85KOxaF3FWhEkcXBa35Gwl2XfJiKysuKuF8V98eaFLr57Dq7NDGz0Mpu-laGcrZrEw3obabQgIUCVxCXQbBgg1BxRsdrCQRbDcEqjnUQJfhRjuxPjtFA/s320/images.jpgSer
mãe é ser um anjo que se libra
sobre
um berço dormindo! É ser anseio,
é
ser temeridade, é ser receio,
é
ser força que os males equilibra!
Todo
o bem que a mãe goza é bem do filho,
espelho
em que se mira afortunada,
Luz
que lhe põe nos olhos novo brilho!
Ser
mãe é andar chorando num sorriso!
Ser
mãe é ter um mundo e não ter nada!
Ser
mãe é padecer num paraíso!
Coelho Neto. Poema Ser mãe.
Entendendo o poema:
01 – O que a
expressão "desdobrar fibra por fibra o coração" sugere sobre a
maternidade na primeira estrofe?
Sugere a doação
absoluta e o sacrifício pessoal da mãe. Ela se entrega por inteiro,
desfazendo-se de si mesma (emocional e fisicamente, como evocado na imagem da
amamentação) para gerar, nutrir e dar vida ao filho.
02 – Quais
sentimentos e papéis são atribuídos à mãe na segunda estrofe?
A mãe é retratada
em uma mistura de sentimentos intensos e protetores:
Protetora espiritual: É comparada
a um "anjo que se libra" (paira) sobre o berço;
Dualidade emocional: Vive entre o
"anseio" (expectativa), a "temeridade" (coragem) e o
"receio" (medo);
Fortaleza: É descrita como a força
que equilibra os males do mundo.
03 – De acordo com a
terceira estrofe, de que maneira a felicidade da mãe está vinculada ao filho?
A felicidade da
mãe é totalmente dependente do bem-estar do filho. O poema coloca o filho como
um "espelho" onde ela se enxerga realizada e afortunada, e como a
"luz" que dá um novo sentido e brilho ao seu olhar.
04 – A última
estrofe é construída sobre paradoxos (ideias opostas). Quais são eles e o que
demonstram?
Os paradoxos são:
"andar chorando num sorriso", "ter um mundo e não ter nada"
e "padecer num paraíso". Eles demonstram a complexidade da
maternidade, expondo como o papel de mãe consegue unir, ao mesmo tempo, a dor
do sacrifício e a maior das alegrias, a abdicação de si mesma e a posse de uma
riqueza infinita (o amor pelo filho).
05 – Como se pode
interpretar o famoso verso final: "Ser mãe é padecer num paraíso!"?
O verso sintetiza
a dualidade da maternidade. O "padecer" simboliza as dores físicas,
as preocupações constantes, as noites em claro e os sofrimentos que vêm com a
criação de um filho. Já o "paraíso" representa o estado de graça, a
plenitude e o amor incondicional que compensam qualquer sofrimento, tornando a
experiência sublime.
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