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sábado, 11 de julho de 2026

POEMA: SER MÃE - COELHO NETO - COM GABARITO

 Poema: Ser Mãe 

            Coelho Neto  

 

Ser mãe é desdobrar fibra por fibra 

o coração! Ser mãe é ter no alheio 

lábio que suga, o pedestal do seio, 

onde a vida, onde o amor, cantando, vibra. 

 

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEhAO-awJpTpu8kGG4v1hFC0qjrZ0rZOmi1dTLonm_xMnsPn0RpU5GcQWQ-nAOaAZLeft2hRBZd85KOxaF3FWhEkcXBa35Gwl2XfJiKysuKuF8V98eaFLr57Dq7NDGz0Mpu-laGcrZrEw3obabQgIUCVxCXQbBgg1BxRsdrCQRbDcEqjnUQJfhRjuxPjtFA/s320/images.jpg
 

Ser mãe é ser um anjo que se libra 

sobre um berço dormindo! É ser anseio, 

é ser temeridade, é ser receio, 

é ser força que os males equilibra! 

 

Todo o bem que a mãe goza é bem do filho, 

espelho em que se mira afortunada, 

Luz que lhe põe nos olhos novo brilho! 

 

Ser mãe é andar chorando num sorriso! 

Ser mãe é ter um mundo e não ter nada! 

Ser mãe é padecer num paraíso! 

Coelho Neto. Poema Ser mãe.

Entendendo o poema:

01 – O que a expressão "desdobrar fibra por fibra o coração" sugere sobre a maternidade na primeira estrofe?

      Sugere a doação absoluta e o sacrifício pessoal da mãe. Ela se entrega por inteiro, desfazendo-se de si mesma (emocional e fisicamente, como evocado na imagem da amamentação) para gerar, nutrir e dar vida ao filho.

02 – Quais sentimentos e papéis são atribuídos à mãe na segunda estrofe?

      A mãe é retratada em uma mistura de sentimentos intensos e protetores:

      Protetora espiritual: É comparada a um "anjo que se libra" (paira) sobre o berço;

      Dualidade emocional: Vive entre o "anseio" (expectativa), a "temeridade" (coragem) e o "receio" (medo);

      Fortaleza: É descrita como a força que equilibra os males do mundo.

03 – De acordo com a terceira estrofe, de que maneira a felicidade da mãe está vinculada ao filho?

      A felicidade da mãe é totalmente dependente do bem-estar do filho. O poema coloca o filho como um "espelho" onde ela se enxerga realizada e afortunada, e como a "luz" que dá um novo sentido e brilho ao seu olhar.

04 – A última estrofe é construída sobre paradoxos (ideias opostas). Quais são eles e o que demonstram?

      Os paradoxos são: "andar chorando num sorriso", "ter um mundo e não ter nada" e "padecer num paraíso". Eles demonstram a complexidade da maternidade, expondo como o papel de mãe consegue unir, ao mesmo tempo, a dor do sacrifício e a maior das alegrias, a abdicação de si mesma e a posse de uma riqueza infinita (o amor pelo filho).

05 – Como se pode interpretar o famoso verso final: "Ser mãe é padecer num paraíso!"?

      O verso sintetiza a dualidade da maternidade. O "padecer" simboliza as dores físicas, as preocupações constantes, as noites em claro e os sofrimentos que vêm com a criação de um filho. Já o "paraíso" representa o estado de graça, a plenitude e o amor incondicional que compensam qualquer sofrimento, tornando a experiência sublime.

 

 

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