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terça-feira, 12 de maio de 2026

NOTÍCIA: TEORIAS DA CONSPIRAÇÃO - FRAGMENTO - ROD DACOMBE - COM GABARITO

 Notícia: Teorias da conspiração – Fragmento

             Rod Dacombe

        [...]

        Há um consenso de que as teorias da conspiração aparecem com mais frequência em períodos de crise. Pesquisas mostram que a popularidade dessas ideias não é tão constante, e que há picos durante eventos cataclísmicos e revoltas sociais. Teorias da conspiração proliferaram durante pandemias anteriores, como a peste negra, a gripe russa do fim do século 19 e a gripe espanhola.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgJ2m27kNwRU7ooBJoM85d4wgTUd8NvcYwYb86gMIn88mjPqDBjflcweAcezhVjPon_frXQMa0YCaZiF-_3V7cekej5pbtF71__dIi7cGGqt3ymQ9liSafYUtmcZIwtpBdlHoOVdyO10mH26YXA5bYzEXNZj7FRb0jRwl-G4MR8TJkq9fSUGbQFdM5f3JE/s1600/TEORIA.jpg


        Mas, ao contrário das crises passadas, as teorias da conspiração recentes foram impulsionadas pela mudança no jeito como nos comunicamos uns com os outros. As redes sociais têm uma importância especial nisso, permitindo a rápida transmissão de informações (pelo menos superficialmente) plausíveis, produzidas por fontes aparentemente confiáveis. Esse contexto importa, porque permite um alto grau de autonomia individual na disseminação de teorias da conspiração.

        Essas teorias são poderosas porque são participativas. Elas engajam as pessoas diretamente no desenvolvimento e amplificação de ideias políticas, por mais bizarras que elas sejam. [...]

        Existe uma máxima entre os teóricos da conspiração digitais: faça sua própria pesquisa. Isso encoraja os envolvidos a procurar a validação de suas ideias por meio de fontes que refutam a narrativa “oficial”. Envolver-se em teorias da conspiração contemporâneas acaba sendo algo parecido a participar de um jogo. As pessoas são encorajadas a “descobrir” informações promovidas por seus contatos virtuais em vez de aceitar passivamente os dados e fatos produzidos por fontes estabelecidas. [...]

        [...]

        Muitos passos precisam ser dados para resolver essa questão. Repensar a regulação das redes sociais e banir os “superdisseminadores” de teorias da conspiração (incluindo contas de celebridades e figuras públicas) têm um potencial óbvio. Um governante também pode ser o líder de correntes de desinformação. Todavia, qualquer intervenção tem que se basear na compreensão de que as demandas participativas da política estão mudando.

        Rod Dacombe é professor de ciência política na King’s College London.

        [...]

Rod Dacombe. Por que teorias da conspiração aparecem mais na pandemia. Tradução: Antônio Mammi. Nexo Jornal, 29 jan. 2021. Disponível em: https://www.nexojornal.com.br/externo/2021/01/29/Por-que-teorias-da-conspira%C3%A7%C3%A3o-aparecem-mais-na-pandemia. Acesso em: 10 maio 2021.

Fonte: linguagens. EJA. Ensino médio. Caderno 3 – 1ª edição. SEDUC – FGV – SESI – p. 143-144.

Entendendo a notícia:

01 – Em quais momentos históricos as teorias da conspiração costumam aparecer com maior frequência?

      Elas surgem com mais frequência em períodos de crise, eventos cataclísmicos e revoltas sociais. O texto cita como exemplos as pandemias da peste negra, da gripe russa e da gripe espanhola.

02 – Qual é o papel das redes sociais no impulsionamento das teorias da conspiração atuais em comparação com crises passadas?

      As redes sociais permitem a rápida transmissão de informações que parecem plausíveis e vêm de fontes aparentemente confiáveis. Isso concede ao indivíduo um alto grau de autonomia para disseminar essas ideias de forma muito mais veloz do que antigamente.

03 – Por que o autor afirma que as teorias da conspiração contemporâneas são "poderosas"?

      Elas são poderosas porque são participativas. Elas engajam as pessoas diretamente no desenvolvimento e na amplificação das ideias, fazendo com que o indivíduo se sinta parte ativa do processo político, independentemente de quão bizarra seja a teoria.

04 – O que significa a máxima "faça sua própria pesquisa" no contexto dos teóricos da conspiração digitais?

      Significa encorajar as pessoas a buscarem validação para suas crenças em fontes que refutem a narrativa "oficial". O processo funciona como um jogo, onde o praticante prefere "descobrir" informações em seus círculos virtuais a aceitar passivamente dados de fontes estabelecidas.

05 – Quais soluções o texto aponta para enfrentar o problema da desinformação e das teorias da conspiração?

      O autor sugere repensar a regulação das redes sociais e banir os "superdisseminadores", o que inclui contas de celebridades, figuras públicas e até governantes que atuam como líderes de desinformação. Além disso, destaca que qualquer intervenção deve considerar a mudança nas formas de participação política.

 

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