Notícia: Slam: poesia com identidade – Fragmento
PoeNotícia: Slam: poesia com identidade – Fragmento
Poetas
da periferia encontram espaço na produção de slam, que é recitado em eventos
pela cidade
Melissa
Duarte
– postado em 18/04/2019 06:30
Rima, métrica, estrofe? Para o slam,
nada disso é regra: a poesia é falada, e os artistas têm muito mais liberdade.
Diferentemente da poesia considerada clássica, o verso é livre, e as
inspirações vêm do repente, do rap e, sobretudo, do hip-hop. Os temas falam de
questões políticas, econômicas e sociais relacionadas à periferia: racismo,
feminismo, desemprego e violência contra a mulher são alguns deles.
“A gente cresce achando que a periferia
é ruim, que é um espaço de criminalidade, de falta, de carência. Mas vai além
disso. Apesar desse cenário, a gente produz muita coisa”, conta a poeta Meimei
Bastos, que nasceu em Ceilândia e cresceu em Samambaia, onde fez a vida e a
carreira artística.
A doutora em literatura pela
Universidade de Brasília (UnB) Bruna Lucena estuda o assunto e concorda. “Slam
é mais uma forma de marcar a identidade cultural própria e mostrar que a
periferia produz sua própria cultura. É um movimento de ocupação, de
resistência”, pontua a pesquisadora, nascida e criada em Brazlândia.
Os artistas desse gênero são conhecidos
como slammers. De acordo com Meimei, as batalhas de slam possuem
três fases, com três minutos para cada participante. Esse é o tempo que eles
têm para ler ou cantar uma poesia, que precisa ser autoral. Tudo isso é feito
sem auxílio de figurinos ou instrumentos musicais. Qualquer pessoa pode
participar: os artistas se inscrevem na hora, e até cinco jurados são
escolhidos aleatoriamente. Essas são as regras mais comuns no DF, mas podem
variar de acordo com as batalhas, que são itinerantes.
[...]
Melissa Duarte. Slam: poesia com identidade. Correio Braziliense, 18
abr. 2019. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2019/04/18/interna_diversao_arte,750154/slam-poesia-com-identidade.shtml. Acesso em: 20 out. 2020. (Adaptado).
Fonte: Coleção Rotas.
Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura
Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 246.
Entendendo a notícia:
01
– O que diferencia a estrutura da poesia de slam da poesia considerada
"clássica"?
Diferente da
poesia clássica, o slam não exige regras rígidas de rima, métrica ou estrofe. A
poesia é falada, os versos são livres e os artistas possuem maior liberdade
criativa.
02
– Quais são as principais influências musicais e culturais do slam citadas no
texto?
O slam busca
inspiração principalmente no hip-hop, mas também possui raízes no repente e no
rap.
03
– Quais são os temas centrais abordados pelos poetas (slammers) em suas
performances?
Os temas focam em
questões políticas, econômicas e sociais ligadas à realidade da periferia, como
o racismo, feminismo, desemprego e a violência contra a mulher.
04
– Segundo a pesquisadora Bruna Lucena, qual é o papel social do slam para a
periferia?
Para a
pesquisadora, o slam funciona como uma forma de marcar a identidade cultural
própria, mostrando que a periferia produz cultura. É descrito como um movimento
de ocupação e resistência.
05
– Quais são as regras básicas de uma batalha de slam mencionadas por Meimei
Bastos?
As batalhas
geralmente possuem as seguintes regras:
- Ocorrem em três fases.
- Cada participante tem até
três minutos para se apresentar.
- A poesia deve ser
obrigatoriamente autoral.
- Não é permitido o uso de
figurinos ou instrumentos musicais.
- Os jurados (até cinco) são
escolhidos aleatoriamente no local.

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