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domingo, 3 de maio de 2026

REPORTAGEM: ARTISTAS DE BH GANHAM AS RUAS PARA LEVAR CULTURA AO PÚBLICO E GARANTIR GANHA-PÃO - FRAGMENTO - BERNARDO ALMEIDA - COM GABARITO

 Reportagem: Artistas de BH ganham as ruas para levar cultura ao público e garantir ganha-pão – Fragmento

Bernardo Almeida

Publicado em 01/06/2019 às 21:30.

        “Viver do chapéu” é um desafio motivado pela noção de tornar a arte acessível a todos, pelas necessidades financeiras ou por um movimento natural de quem inicia a carreira artística nas ruas e dali não se imagina fora. Em Belo Horizonte esses artistas estão por toda parte, mas são mais facilmente encontrados em praças, parques, sinais de trânsito ou enchendo de cultura os arredores da feira de artesanato da avenida Afonso Pena, aos domingos.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEiNRpomvJl84E6LwFn7LY5grXtWW9q0qacUYVDbHTw3iJE3qz-qE6CAnXuEAKzHOTmVR592XpKP0FXISKcO8vifpM-qguWGU9hvjlejlybzeHHZE4su78NWY0E5PHSRBVb-hnXg0px_hR_KDyIhQXJqw1AKfpSPzv1mxxafUfPHFtvx_kjZQEEA5JMUoMM/s320/CULTURA.jpg


        As origens e a faixa etária variam, como no caso do saxofonista Tanure Lisboa, de 48 anos. [...]

        Tanure iniciou as apresentações na rua por necessidades financeiras há cinco anos, mesma época em que o violinista e acordeonista Mateus Henrique Vitório, hoje com 22. [...].

        [...] “Vivo de arte de rua, sempre trabalhei com isso. Comecei na época em que estudava. Hoje o gosto musical enveredou muito para sertanejo universitário, funk, e procuro levar (ao público) um Moacyr Braga, uma valsa-choro, baião, músicas francesas e argentinas”, explica Mateus, que recebe reações bastante emotivas no meio do corre-corre. “Muita gente me procura para agradecer, tem quem chore, ou pare para dizer que eu mudei a vida deles”.

        [...]

Bernardo Almeida. Artistas de BH ganham as ruas para levar cultura ao público e garantir ganha-pão. Hoje em dia, 3 jun. 2019. Disponível em: https://www.hojeemdia.com.br/almanaque/Artistas-de-BH-ganham-as-ruas-para-levar-cultura-ao-p%C3%BAblico-e-egarantir-ganha-p%C3%A3o-1.718131. Acesso em: 22 out. 2020.

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 240.

Entendendo a reportagem:

01 – De acordo com o texto, o que motiva os artistas de Belo Horizonte a "viver do chapéu"?

      A motivação é variada: passa pelo desejo de tornar a arte acessível a todas as pessoas, por necessidades financeiras imediatas ou, ainda, por ser um movimento natural de quem inicia a carreira nas ruas e opta por permanecer nesse ambiente.

02 – Quais são os locais em Belo Horizonte onde esses artistas de rua são encontrados com maior facilidade?

      Eles estão presentes em toda a cidade, mas concentram-se principalmente em praças, parques, sinais de trânsito e no entorno da feira de artesanato da Avenida Afonso Pena, especialmente aos domingos.

03 – Qual é a principal diferença de perfil mencionada entre os músicos Tanure Lisboa e Mateus Henrique Vitório?

      A principal diferença citada é a faixa etária. Tanure Lisboa tem 48 anos, enquanto Mateus Henrique Vitório tem 22 anos, demonstrando que a arte de rua em BH atrai pessoas de diferentes gerações.

04 – Como o músico Mateus Henrique Vitório busca se diferenciar do cenário musical comercial atual?

      Enquanto o gosto popular atual pende para o sertanejo universitário e o funk, Mateus opta por um repertório mais clássico e diversificado, incluindo gêneros como valsa-choro, baião, músicas francesas, argentinas e obras de Moacyr Braga.

05 – Qual é o impacto do trabalho de Mateus Henrique Vitório no público que circula pelas ruas?

      O impacto é profundamente emocional. Apesar do "corre-corre" da cidade, muitas pessoas param para agradecer, algumas chegam a chorar e há quem relate que a música apresentada mudou suas vidas naquele momento.

 

 

NOTÍCIA: GRUPO CIRCENSE APRESENTA ESPETÁCULO 'CHU-CHU-CHU" PELO YOU TUBE NESTE DOMINGO - FRAGMENTO - COM GABARITO

 Notícia: Grupo circense apresenta espetáculo ‘Chu-chu-chu’ pelo YouTube neste domingo – Fragmento

Da redação / @jornalovale

        O grupo circense Paraladosanjos apresenta neste domingo (26), às 17h, trechos do espetáculo “Chu-Chu-Chu”. Tudo de graça em transmissão ao vivo pelo YouTube e Facebook. O evento faz parte da programação online do Espaço Cultural Circo Navegador, de São Sebastião, que conta com o apoio do Proac (Programa de Ação Cultural da Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Governo do Estado de São Paulo).

Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEipQF5SChoNEnXlVTG1PJniEpy3EOj7UFTnxIvHTQ8Rt20T2KT9UYgwKFPBeDqeL88ILiARJ9UXjgx-iM3JMC_M2fLZqFwEwDADaEVEdbmjKSX4SIMb8IOMzwQmR-FeEf112bs3tKrrereeFBBYECLqyoxhQElj0eYGaxvccbCRnd2QP7wZw-Qt_pOT5bA/s1600/CIRCO.jpg


        O “Tchu-tchu-tchannel” é um canal interativo para toda família com entrevistas, curiosidades, bate-papo e trechos do espetáculo tchu-tchu-tchu que já tem 15 anos de estrada, tendo se apresentado nas principais capitais brasileiras.

        De acordo com os organizadores, é um espetáculo que se propõe a mesclar a virtuose técnica circense ao fazer teatral. A linguagem escolhida é a de desenho animado, com inspiração nos cartoons da década de 70 como "Papa-Léguas" e "Tom & Jerry", que não se utilizavam da fala para contar a história. [...]

Jornal Ovale. Grupo circense apresenta espetáculo 'Chu-chu-chu' pelo YouTube neste domingo. Viver, 26 jul. 2020. Disponível em: https://www.ovale.com.br/_contendo/viver/2020/07/109850-grupo-circense-apresenta-espetáculo--chu-chu-chu--pelo-youTube-neste-domingo.html. Acesso em: 22 out. 2020. (Adaptado).

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 242.

Entendendo a notícia:

01 – Qual grupo é responsável pela apresentação e em quais plataformas ela será transmitida?

      O espetáculo é apresentado pelo grupo circense Paraladosanjos. A transmissão será feita ao vivo pelas redes sociais YouTube e Facebook.

02 – Qual é a proposta artística do espetáculo "Chu-chu-chu"?

      O espetáculo propõe a união da virtuose técnica circense com o fazer teatral. Além disso, utiliza uma linguagem visual inspirada em desenhos animados (cartoons) que não dependem da fala para narrar a história.

03 – Em quais referências culturais o grupo se baseou para criar a estética da obra?

      O grupo buscou inspiração nos cartoons da década de 70, citando especificamente clássicos como "Papa-Léguas" e "Tom & Jerry".

04 – O que é o "Tchu-tchu-tchannel" e qual o seu público-alvo?

      É um canal interativo voltado para toda a família. O conteúdo inclui entrevistas, curiosidades, bate-papos e a exibição de trechos do próprio espetáculo.

05 – Qual é o tempo de trajetória do espetáculo e por onde ele já passou?

      O espetáculo "Chu-chu-chu" já tem 15 anos de estrada e já realizou apresentações nas principais capitais brasileiras.

 

 

CRÔNICA: O EXERCÍCIO DA CRÔNICA - FRAGMENTO - VINÍCIUS DE MORAES - COM GABARITO

 Crônica: O Exercício da Crônica – Fragmento

               Vinícius de Moraes

        O cronista trabalha com um instrumento de grande divulgação, influência e prestígio, que é a palavra impressa. Um jornal, por menos que seja, é um veículo de ideias que são lidas, meditadas e observadas por uma determinada corrente de pensamento formada à sua volta.^

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjSv26ViYq3pg0lIui2uUYGpyrJvpz1IH3HkCfMZyRlzF5sLzyQqaIYIALN6CKt7Tw5NSftPA_npw8AbgkNZemv2AoNz5QElM8kxoC2JnbCXK8GeF6Aqa3LYYVY9R9WvQLYqkfr4UMUa6abBoFe4kr0eJEN8wnT2J_gdTwPweAHWVo_eyeL2nG0UtGPlQ0/s1600/JORNAL.jpg


        Um jornal é um pouco como um organismo humano. Se o editorial é o cérebro; os tópicos e notícias, as artérias e veias; as reportagens, os pulmões; o artigo de fundo, o fígado; e as secções, o aparelho digestivo — a crónica é o seu coração. A crónica é matéria tácita de leitura, que desafoga o leitor da tensão do jornal e lhe estimula um pouco a função do sonho e uma certa disponibilidade dentro de um cotidiano quase sempre “muito tido, muito visto, muito conhecido”, como diria o poeta Rimbaud.

        Daí a seriedade do ofício do cronista e a frequência com que ele, sob a pressão de sua tirania diária, aplica-lhe balões de oxigénio. Os melhores cronistas do mundo, que foram os do século XVIII, na Inglaterra — os chamados essayists — praticaram o essay, isto de onde viria a sair a crónica moderna, com um zelo artesanal tão proficiente quanto o de um bom carpinteiro ou relojoeiro. Libertados da noção exclusivamente moral do primitivo essay, os oitocentistas ingleses deram à crónica suas primeiras lições de liberdade, casualidade e lirismo, sem perda do valor formal e da objetividade.

        [...]

MORAES, Vinícius de. Para uma menina com uma flor. São Paulo: Companhia das Letras, 2009, p. 53.

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 272.

Entendendo a crônica:

01 – De acordo com a crônica, qual o significado das palavras abaixo:

·        Casualidade: aquilo que ocorre ao acaso.

·      Essay: ensaio (gênero textual em que o autor expressa opiniões, críticas e reflexões sobre determinado tema).

·        Essayists: ensaísta (aquele que escreve ensaios).

·        Lirismo: modo poético de apresentar alguma coisa.

·        Proficiente: competente.

·        Tácito: tranquilo.

02 – Qual é a metáfora utilizada por Vinícius de Moraes para descrever a função da crônica dentro de um jornal?

      O autor compara o jornal a um organismo humano. Nessa analogia, enquanto o editorial é o cérebro e as notícias são as artérias, a crônica é o coração do jornal.

03 – Segundo o texto, qual é o efeito da leitura de uma crônica sobre o leitor de jornais?

      A crônica serve para desafogar o leitor da tensão das notícias pesadas do jornal. Ela estimula a "função do sonho" e oferece uma nova perspectiva sobre o cotidiano, que muitas vezes é repetitivo e cansativo.

04 – O autor cita uma frase do poeta Rimbaud. O que essa citação revela sobre o cotidiano?

      A frase: "muito tido, muito visto, muito conhecido" reforça a ideia de que o cotidiano pode ser monótono e previsível. A crônica surgiria justamente para dar um novo fôlego a essa realidade comum.

05 – Quem o autor considera os "melhores cronistas do mundo" e qual foi a contribuição deles para o gênero?

      São os ensaístas (essayists) da Inglaterra do século XVIII. Eles praticaram o ensaio com um "zelo artesanal" e, ao se libertarem das amarras exclusivamente morais, introduziram lições de liberdade, casualidade e lirismo à crônica moderna.

06 – Como Vinícius de Moraes descreve o ofício do cronista em relação à regularidade de sua escrita?

      O autor destaca a seriedade do ofício e a pressão da "tirania diária" (o prazo para escrever todos os dias). Ele menciona que, devido a essa pressão, o cronista muitas vezes precisa aplicar "balões de oxigênio" em seu trabalho para manter a qualidade e o vigor do texto.

NOTÍCIA: SLAM: POESIA COM IDENTIDADE - FRAGMENTO - MELISSA DUARTE - COM GABARITO

 Notícia: Slam: poesia com identidade – Fragmento

        PoeNotícia: Slam: poesia com identidade – Fragmento

        Poetas da periferia encontram espaço na produção de slam, que é recitado em eventos pela cidade

Melissa Duartepostado em 18/04/2019 06:30

        Rima, métrica, estrofe? Para o slam, nada disso é regra: a poesia é falada, e os artistas têm muito mais liberdade. Diferentemente da poesia considerada clássica, o verso é livre, e as inspirações vêm do repente, do rap e, sobretudo, do hip-hop. Os temas falam de questões políticas, econômicas e sociais relacionadas à periferia: racismo, feminismo, desemprego e violência contra a mulher são alguns deles.

 Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgApPAowcGyssJPqEhnEEdlFoNGnuPHzLyhhobnU5HDAbggUKo7aPJcCwY-Nr9uWU1LdQoXpXL2o130PDq_PFldWvFSQU16KKA-yFEC_nwG4VRxSCKtBhHUJrOf44u3oaKJN1FLY4U__VmCwmQfzZ2DHcIMtDhE1yknGZqKyDpUEm3A464k9fb6QQ89vDg/s320/SLAM.jpg

        “A gente cresce achando que a periferia é ruim, que é um espaço de criminalidade, de falta, de carência. Mas vai além disso. Apesar desse cenário, a gente produz muita coisa”, conta a poeta Meimei Bastos, que nasceu em Ceilândia e cresceu em Samambaia, onde fez a vida e a carreira artística.

        A doutora em literatura pela Universidade de Brasília (UnB) Bruna Lucena estuda o assunto e concorda. “Slam é mais uma forma de marcar a identidade cultural própria e mostrar que a periferia produz sua própria cultura. É um movimento de ocupação, de resistência”, pontua a pesquisadora, nascida e criada em Brazlândia.

        Os artistas desse gênero são conhecidos como slammers. De acordo com Meimei, as batalhas de slam possuem três fases, com três minutos para cada participante. Esse é o tempo que eles têm para ler ou cantar uma poesia, que precisa ser autoral. Tudo isso é feito sem auxílio de figurinos ou instrumentos musicais. Qualquer pessoa pode participar: os artistas se inscrevem na hora, e até cinco jurados são escolhidos aleatoriamente. Essas são as regras mais comuns no DF, mas podem variar de acordo com as batalhas, que são itinerantes.

        [...]

Melissa Duarte. Slam: poesia com identidade. Correio Braziliense, 18 abr. 2019. Disponível em: https://www.correiobraziliense.com.br/app/noticia/diversao-e-arte/2019/04/18/interna_diversao_arte,750154/slam-poesia-com-identidade.shtml. Acesso em: 20 out. 2020. (Adaptado).

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 246.

Entendendo a notícia:

01 – O que diferencia a estrutura da poesia de slam da poesia considerada "clássica"?

      Diferente da poesia clássica, o slam não exige regras rígidas de rima, métrica ou estrofe. A poesia é falada, os versos são livres e os artistas possuem maior liberdade criativa.

02 – Quais são as principais influências musicais e culturais do slam citadas no texto?

      O slam busca inspiração principalmente no hip-hop, mas também possui raízes no repente e no rap.

03 – Quais são os temas centrais abordados pelos poetas (slammers) em suas performances?

      Os temas focam em questões políticas, econômicas e sociais ligadas à realidade da periferia, como o racismo, feminismo, desemprego e a violência contra a mulher.

04 – Segundo a pesquisadora Bruna Lucena, qual é o papel social do slam para a periferia?

      Para a pesquisadora, o slam funciona como uma forma de marcar a identidade cultural própria, mostrando que a periferia produz cultura. É descrito como um movimento de ocupação e resistência.

05 – Quais são as regras básicas de uma batalha de slam mencionadas por Meimei Bastos?

      As batalhas geralmente possuem as seguintes regras:

      - Ocorrem em três fases.

      - Cada participante tem até três minutos para se apresentar.

      - A poesia deve ser obrigatoriamente autoral.

      - Não é permitido o uso de figurinos ou instrumentos musicais.

      - Os jurados (até cinco) são escolhidos aleatoriamente no local.