Conto: Flor de Maio
Maria Cristina Furtado ( Adaptação )
A borboleta nascera sem um pedaço das asas. Não
podia andar, não podia voar. Ficou ali, na beira do caminho, desesperada e
chorando muito, até aparecer uma formiga:
- Que aconteceu, linda borboleta? Por que você
está chorando tanto?
Fonte:https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEgjfQxa1PzR_YphUQh4ZBRGkD3tuBaNIKll9_8c5Ac5vTDpNUsHHwhq3VHYHXHaXGiJyRBMG92LgkuqXpay9xjEU5FDPV8WgAuhoZSxVU42FDSl9bGgesL7-LtEQxf_3-wav793OKIGCJFKiGuFiuowVQslK-PMIZOzsg9dR5GaCwzE1pdj8-wsHkV9pb8/s320/BORBOLETA.jpg- Jogaram inseticida em meu casulo. Não morri,
mas minha asa cresceu defeituosa, por isso não consigo voar e muito menos
andar, pois perco o equilíbrio e caio.
Antes que a formiga dissesse qualquer coisa,
chegou junto delas uma cigarra tocando viola e cantando. A formiga narrou para
a recém-chegada a trágica história da borboleta e a cigarra logo encontrou uma
maneira de ajudar.
- Vamos procurar uma varinha e fazer dela uma
muleta, para que nossa nova amiguinha possa andar. Depois nós a levaremos ao
Doutor Grilo, a fim de que ele conserte sua asa.
Assim fizeram. Porém, o Doutor Grilo nada pôde
fazer para a infeliz e recomendou-lhes que fossem à procura de um mágico que
morava no alto da montanha.
- Talvez ele consiga sará-la, mas, para chegar
até ele, vocês têm que superar o medo.
- O medo! – se espantaram. – Mas como?
- Ele tem um grande e esperto sapo que devora
qualquer inseto que por lá aparece. O sapo sente cheiro de medo e, através de
seu faro apuradíssimo, descobre o invasor e devora-o.
- Vamos desistir – disse a borboleta.
- De jeito nenhum, estamos tentando salvá-la e
conseguiremos – disseram, por sua vez, a formiga e a cigarra.
Não quero arriscar a vida de vocês. Já fizeram
muito por mim. Com essa muleta poderei andar e conseguir alimento.
- Nem pense nisso. A vida de uma borboleta é
voar. Tentaremos até o fim-insistiu a cigarra.
E lá foram as três, tentando dominar o medo que
os apavorava.
Já era tarde, quando chegaram ao alto da
montanha. Logo viram o guardião dormindo a um canto do bosque. Pé ante pé,
procuraram andar silenciosamente.
- Quem está aí? Sinto cheiro de medo. Acho que
vou matar, agora, minha fome.
A formiga, muito esperta e matreira, foi logo
respondendo.
- Não há ninguém aqui: É apenas o ronco de seu
estômago que o acordou.
O sapo voltou a dormir e elas atravessaram
aquela parte do bosque.
- Boa tarde, senhoritas. Que desejam?
- O senhor deve ser o mágico. Estamos aqui à
procura de um tratamento para mim. Veja, falta-me uma parte de uma das minhas
asas.
- Não sou mágico, apenas um grande estudioso,
que se tornou apenas sábio e as pessoas confundem sabedoria com mágica.
- O doutor examinou a asa partida da infeliz e
disse-lhe que em maio nasceria uma flor de pétalas finas e delicadas e então
ele tentaria operá-la, costurando-lhe, na asa, a pétala dessa flor.
As três ficaram morando no alto da montanha até
chegar o mês de maio.
Numa manhã de sol claro e céu azul, o doutor
Coruja acordou com o grande alvoroço que vinha do bosque. Curioso, foi
verificar o motivo daquela algazarra.
Os habitantes do bosque festejavam o nascimento
da bela flor de maio.
O sábio chamou imediatamente a borboleta,
colocou-a na mesa de operação e iniciou o trabalho.
Do lado de fora, a expectativa era geral.
Depois de algum tempo, a borboleta saiu
amparada pelas duas fiéis amigas. Em seguida subiu numa pedra e tentou voar.
Não conseguiu mas não desanimou. Tentou várias vezes, até que, ajudada por uma
suave brisa, pairou no ar e saiu voando.
A formiga comentou:
- Coitadinha, vejam como voa torta!
Imediatamente, a borboleta cantou:
“Se você vir uma borboleta voando torta, não
ria, não tenha pena. Sou eu, a superar a mim mesma...”
FONTE:https://professoraivaniferreira.blogspot.com/2011/03/texto-flor-de-maio.html
Entendendo o texto
01. Qual foi a causa do
defeito na asa da borboleta, segundo o relato dela para a formiga?
a.
Ela caiu do casulo antes do tempo.
b.
Um pássaro a atacou enquanto ela dormia.
c. Jogaram inseticida em seu casulo.
d.
Ela nasceu em uma época de muito frio.
02. Qual foi a primeira
solução improvisada pela cigarra para ajudar a borboleta a se locomover?
a.
Carregá-la nas costas até a montanha.
b. Usar uma varinha para fazer uma muleta.
c.
Pedir para o sapo levá-la no colo.
d.
Fabricar uma asa de papel e cola.
03. O Doutor Grilo afirmou
que, para chegar ao sábio, os insetos precisariam superar um grande desafio.
Que desafio era esse?
a.
Atravessar um rio muito fundo.
b.
Escalar a montanha sem descansar.
c. Enfrentar o medo de um sapo que comia insetos.
d.
Encontrar uma flor que só nasce à noite.
04. Como a formiga
conseguiu enganar o sapo guardião quando ele acordou sentindo o cheiro de medo?
a. Ela disse que o barulho era apenas o ronco do estômago do próprio
sapo.
b.
Ela ofereceu um banquete de folhas para ele.
c.
Ela fingiu ser um animal muito maior e perigoso.
d.
Ela cantou uma música de ninar para ele dormir profundamente.
05. O personagem que
morava no alto da montanha faz uma correção sobre sua identidade. O que ele
afirma ser?
a.
Um mágico poderoso com varinha de condão.
b.
Um médico especialista em cirurgias plásticas.
c. Um grande estudioso que se tornou sábio.
d.
Um botânico que cultivava flores raras.
06. Que elemento da
natureza foi utilizado pelo sábio para completar a asa da borboleta?
a.
Uma folha de árvore bem verde.
b. Uma pétala de uma flor de maio.
c.
Uma teia de aranha muito resistente.
d.
Um pedaço da asa de outra borboleta.
07. No final da história,
qual é a principal mensagem transmitida pelo canto da borboleta?
a.
Que ela estava triste por voar de um jeito estranho.
b.
Que ela precisava de novas amigas para ajudá-la.
c. Que o importante era a sua capacidade de superação, apesar das
limitações.
d.
Que o doutor não fez um bom trabalho na operação.
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