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quinta-feira, 19 de março de 2026

ARTIGO DE OPINIÃO: OS JOVENS E A CIÊNCIA NO BRASIL - FRAGMENTO - ANTÔNIO GOIS - COM GABARITO

 Artigo de opinião: Os jovens e a ciência no Brasil – Fragmento

        Por Antônio Gois – 24/06/2019 • 04:30

        A maioria dos jovens brasileiros diz demonstrar interesse por temas científicos e valorizar o trabalho dos cientistas. Sete em cada dez afirmam que a atividade traz para a humanidade muitos benefícios e 60%, mesmo sabendo que os recursos públicos são limitados e que gastar mais com uma área pode significa aplicar menos em outra, defendem ampliar investimentos no setor. Apesar dessa boa imagem, poucos, mesmo entre aqueles que frequentam o ensino superior, são capazes de citar o nome de um cientista ou de uma instituição de pesquisa. E mais da metade deles deu respostas erradas à maioria de perguntas básicas de conhecimento científico.

Fonte: https://blogger.googleusercontent.com/img/b/R29vZ2xl/AVvXsEjVolgLdfx__5hxlsnBl7mD7LnIW_dKBC0YIYH0qMgn51-Kuobl2a53rexv0RMNLb6dGNj58RdhG62FWBp21QFrQSrKm_2ww53w4ft-N1sClNRR8-UX4vMfnPJrR2bV7Px6hNlQiDdpz2uoKtLbkS8eSG75YdWCzbAHDrAyemZyiffyIrdK9bLOFR6gMgg/s1600/JOVENS.png


        Esses são dados de uma pesquisa que o INCT-CPCT (Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Comunicação Pública da Ciência e Tecnologia) divulga hoje na Fiocruz. Ela foi feita entre os meses de março e abril deste ano com uma amostra de dois mil brasileiros representativa da população de 15 a 24 anos. O levantamento envolveu também uma etapa qualitativa, em que pesquisadores conversaram com mais profundidade com grupos de jovens a respeito dos resultados da pesquisa nacional, e sobre como identificam notícias falsas sobre temas científicos.

        [...]

        Na pesquisa qualitativa, jovens comentaram que, em vez de buscarem ativamente informações sobre ciência e tecnologia, o mais comum é que eles “tropecem” nessas informações, o que reforça a necessidade de ter estratégias mais ativas de levar informação qualificada a esse público. Essa é uma tarefa ainda mais relevante considerando que 69% dos entrevistados disseram ser difícil ou muito difícil saber se uma notícia em ciência e tecnologia é falsa ou verdadeira. Um dado interessante, destacado pelo pesquisador Yurij Castelfranchi, é que entre jovens que relataram terem nos últimos 12 meses visitado museus, bibliotecas, parques ambientais ou participado de eventos científicos, o percentual dos que relatam dificuldade em identificar notícias falsas cai para 44%. 

        Há muitos outros dados da pesquisa que merecem ser aprofundados, para aproveitar melhor o interesse declarado dos jovens em ciência e com o objetivo de capacitá-los para tomar melhores decisões sobre sua vida e sobre o planeta, sempre baseadas nas melhores evidências científicas. 

GOIS, Antônio. Os jovens e a ciência no Brasil. O Globo, 24 jun. 2019. Disponível em: https://blogs.oglobo.globo.com/antonio-gois/post/os-jovens-e-a-ciencia-no-brasil.html. Acesso em: 26 out. 2020. (Adaptado).

Fonte: Coleção Rotas. Língua Portuguesa. Ensino fundamental. Anos finais. 8º ano/Sandra Moura Severino (org.) – Brasília – Editora Edebê Brasil, 2020. p. 68.

Entendendo o artigo:

01 – Qual é a principal contradição apresentada no primeiro parágrafo sobre a relação dos jovens brasileiros com a ciência?

      A contradição reside no fato de que, embora a maioria dos jovens (7 em cada 10) demonstre interesse e valorize o trabalho científico, poucos conseguem citar o nome de um cientista ou instituição de pesquisa, e mais da metade errou perguntas básicas de conhecimento científico.

02 – De acordo com os dados da pesquisa, qual é a postura dos jovens em relação ao investimento público em ciência?

      Mesmo cientes de que os recursos públicos são limitados e que o investimento em uma área pode afetar outras, 60% dos jovens defendem a ampliação dos investimentos no setor científico.

03 – Como a maioria dos jovens brasileiros costuma ter acesso a informações sobre ciência e tecnologia, segundo a etapa qualitativa da pesquisa?

      Os jovens relataram que não buscam ativamente essas informações; o mais comum é que eles "tropecem" nelas de forma casual. Isso indica a necessidade de estratégias mais ativas para levar informação qualificada a esse público.

04 – Qual é a principal dificuldade apontada por 69% dos entrevistados em relação ao consumo de notícias científicas?

      A grande maioria (69%) afirmou que considera difícil ou muito difícil distinguir se uma notícia sobre ciência e tecnologia é verdadeira ou falsa (fake news).

05 – Que fator parece contribuir para que o jovem tenha mais facilidade em identificar notícias falsas, conforme destacado pelo pesquisador Yurij Castelfranchi?

      O contato direto com espaços de conhecimento. Entre os jovens que visitaram museus, bibliotecas, parques ambientais ou eventos científicos nos últimos 12 meses, o percentual de dificuldade em identificar notícias falsas cai de 69% para 44%.

 

 

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